segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Santo Sudário: as primeiras surpresas e constatações

O fotógrafo Secondo Pia fez a descoberta do corpo de Jesus impresso no Santo Sudário de Turim
O fotógrafo Secondo Pia fez a descoberta do corpo de Jesus
impresso no Santo Sudário de Turim
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Há 100 anos, em 1898, um devoto do Santo Sudário, o advogado italiano Secondo Pia, não imaginava que um simples e despretensioso gesto seu iria mudar substancialmente a história daquela sagrada relíquia.

Sendo fotógrafo amador, foi ele quem pela primeira vez fotografou o venerável tecido durante uma exposição pública, no período de 25 a 28 de maio daquele ano.

Qual não foi sua surpresa ao constatar, quando revelou o filme, ter aparecido no negativo a figura de Nosso Senhor Jesus Cristo, imperceptível na observação direta do pano.

Diante desse acontecimento, o Santo Sudário saiu do quase anonimato, a que estava reduzido, para a glória. A descoberta foi considerada como "a revelação de fim de século", reacendendo o antigo fervor na devoção ao Sagrado Linho.

Santo Sudario, replicaEsta devoção, até então apenas popular, passou a ser um verdadeiro desafio à ciência. Pesquisadores dos mais diversos países acorreram a Turim e debruçaram-se sobre o misterioso lençol para tentar decifrar o seu enigma.

Afinal, qual a origem daquele tecido? O que ele representava? Como foi estampada aquela figura na foto?

Para a piedade católica, porém, não havia dúvidas. Aquela imagem impressa no negativo era a prova mais evidente da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. E por isso a relíquia era digna de toda veneração.

O primeiro estudo sobre o Sudário que se tornou público foi a análise médico-científica feita pelo Dr. Pierre Barbet, em 1932. As conclusões, descritas no livro A paixão de Cristo segundo o cirurgião (Ed. Loyola, São Paulo, 1976), foram impressionantes:

Trabalhos de Pierre Barbet
‒ na face havia sinais de contusões, o nariz estava fraturado e a cartilagem descolada do osso;
‒ no corpo foram contados 120 sinais de golpes de açoite, produzidos por dois flageladores, um de cada lado da vítima;
‒ o flagelo utilizado foi o que se usava no Império Romano, composto de duas ou três correias de couro, terminando em pequenos ossos de pontas agudas, ou em pequenas travas de chumbo com duas bolas nas extremidades;
‒ duas chagas marcavam o ombro direito e o omoplata esquerdo;
‒ o peito muito saliente denotava a terrível asfixia suportada durante a agonia;
‒ os pulsos apareciam perfurados, tendo o prego perfurante secionado em parte o nervo mediano, fazendo contrair o polegar para dentro da palma da mão;
‒ pela curvatura das pernas e as perfurações nos pés, tem-se a nítida impressão de que o esquerdo foi sobreposto ao direito e presos ao madeiro por um único prego;
‒ os dois joelhos estavam chagados;
‒ havia um sinal de sangramento, produzido por grande ferida, no lado direito do tórax;
‒ por fim, havia 50 perfurações na fronte, cabeça e nuca, compatíveis com uma coroação de espinhos...

Era uma constatação científica, totalmente coerente com a descrição evangélica da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tratava-se realmente do Santo Sudário que envolvera o corpo do Redentor, quando este foi descido da cruz para ser sepultado.

(Autor: Diogo Waki)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Em São Paulo, peças que falam do Antigo Testamento, da Redenção e dos primeiros séculos da Igreja

Inscrição com o nome do governador Pôncio Pilato
No Museu de Arte de São Paulo (MASP) está tendo lugar a exposição “Tesouros da Terra Santa - Do Rei David ao Cristianismo” que vai até 2 de novembro.

Nela estão expostos 150 achados arqueológicos, os mais antigos do ano 1000 a.C. e os mais novos do século I d. C.

Eles são testemunhas de fatos históricos do Antigo e Novo Testamento.

Algumas peças são do tempo de Nosso Senhor Jesus Cristo, como a inscrição de Pôncio Pilatos, o mole e culpado governador romano que levou Jesus à Cruz.

Estela israelita com a incrição 'Casa de David'Há também o ossuário de Caifás, o Sumo Sacerdote judeu que presidiu o Sinédrio durante o iníquo julgamento de Nosso Senhor.

As peças foram trazidas do Museu de Israel Jerusalém.

Entre outras peças está a "pedra da vitória", entalhada por um rei de Aram, que nomeia a “Casa de Davi”.

Isto é, a dinastia fundada pelo Rei Davi e da qual descendia Nosso Senhor como legitimo herdeiro, rei de Israel por direito. Tanto Nossa Senhora quanto São José pertenciam à casa real.


Reconstrução de Igreja, estilo bizantino, primeiros séculos da IgrejaA amostra é completada por peças do período bizantino, séculos IV a VII d.C.

Elas incluem a reconstituição de uma antiga igreja e elementos sagrados como pia batismal e altar.

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