segunda-feira, 13 de maio de 2013

Os ministros que tentaram matar o profeta Jeremias

Local achado selo Gedelias, Ciencia confirma a Igreja
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Uma equipe de arqueólogos da Universidade Hebréia de Jerusalém dirigidos pelo Prof. Eilat Mazar desenterrou um selo de Gedelias, ministro do rei Sedecias (597-586 a.C.), informou oportunamente o jornal Haaretz de Israel.

O selo de 2.600 anos foi achado na antiga Cidade de David. Gedelias foi um dos ministros que, segundo o Livro de Jeremias, pediram a morte desse profeta.

Além do relato da Bíblia não se tinha prova histórica ou documental da existência do personagem. Até agora. Pois a descoberta do selo corrobora sua existência no tempo do reinado de Sedecias.

O selo foi achado quase intacto a poucos metros de distância de onde foi localizado, há três anos, o selo de Jucal, outro dos ministros do rei que exigiu a morte do profeta Jeremias.

Os selos medem 1 cm de diámetro cada um e as letras, em caracteres hebraicos antigos estão muito claramente preservadas.

Selo Gedelias, Ciencia confirma a Igreja (divulgação cortesia Dr Eilat Mazar)“Só raras vezes os arqueólogos conseguem achados que confirmam figuras significativas da história, que ajudam a espanar a poeira da história e dão vida à narração bíblica de um modo tão tangível como este”, explicou o Prof. Mazar.

* * *

O primeiro significado da Bíblia é histórico. Ela nos narra fatos verídicos, historicamente acontecidos. Mas muitas vezes, em razão do afastado dos tempos não há outros testemunhos dos eventos descritos.

Porém, a ciência continuamente está desvendando tesouros que comprovam que a Bíblia tem razão.

Os ministros Gedelias e Jucal aparecem no Livro de Jeremias (Jer 38 1-4) junto com Safatias e Fassur. Os quatro ministros pediram ao rei matar o profeta porque pregava que não se fizesse guerra aos babilônios como eles desejavam.

Jeremias profeta, Congonhas do Campo, MG. Ciência confirma a Igreja
Profeta Jeremias, Aleijadinho,
Congonhas, MG
O rei temia seus ministros-cortesãos que tinham conquistado as boas graças do povo judaico. Por isso lhes entregou o profeta.

Os ministros jogaram Jeremias numa cisterna para ali morrer de fome. Porém, no fim, o próprio rei mandou tirá-lo e o crime não se completou.

Acontecia que os judeus não queriam elevar “súplicas ao Senhor e se converter da má vida”. Por isso Deus determinara a queda de Jerusalém. E Jeremias chorou com lamentações divinamente inspiradas sua próxima destruição.

Jeremias pregou:
“Oráculo do Senhor: aquele que ficar na cidade morrerá pela espada, fome e peste, ao passo que o que sair, a fim de se entregar aos caldeus, viverá, e a vida a salvo será seu espólio. E viverá. Oráculo do Senhor: a cidade será entregue ao exército do rei de Babilônia, que a tomará de assalto” (Jer, 38, 2-3).
Porém, com os corações impenitentes, inchados de orgulho, nacionalismo e confiança cega, o rei e o povo desobedeceram.

O resultado foi desolador: Jerusalém foi entregue às chamas, o Templo destruído, os habitantes massacrados. Os sobreviventes, incluído o rei e sua progênie, foram levados em escravidão a Babilônia.

Jeremias, porém, morreu muito depois na paz, rodeado de veneração.

O mesmo profeta que anunciou com palavras de fogo a infeliz sorte que aguardava a Jerusalém pecadora, entretanto, foi escolhido por Deus para anunciar com expressões cheias de doçura a futura restauração do povo eleito. Como, aliás, afinal se verificou.

Não foram raros os casos no Antigo Testamento em que reis, sacerdotes e até o povo quiseram matar os profetas de Deus. A Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo é o exemplo supremo.

Na vida dos Santos há casos assim. Nos nossos dias, o apelo de Nossa Senhora em Fátima pela reforma dos costumes não está sendo ouvido como devia.


3 comentários:

  1. Gosto desta página. Estou a tomar conhecimento de acontecimentos, factos, religião, etc, que eu desconhecia na totalidade. É bastante interessante e só tenho de agradecer a possibilidade que me dão de enrequecimento da minha cultura.
    Enviem sempre os vossos e-mails os quais sempre aguardo com expectativa.
    Cumprimentos
    Maria Tereza

    ResponderExcluir
  2. Uma correção, onde se diz "que não se fizesse guerra aos assírios", o correto é "que não se fizesse guerra aos babilônios".

    ResponderExcluir

Obrigado pelo comentário! Escreva sempre. Este blog se reserva o direito de moderação dos comentários de acordo com sua idoneidade e teor. Este blog não faz seus necessariamente os comentários e opiniões dos comentaristas. Não serão publicados comentários que contenham linguagem vulgar ou desrespeitosa.