segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O inimaginável no olhar da Virgem de Guadalupe
desafios às ciências modernas

A imagem aqueropita (não pintada por mão humana)  de Nossa Senhora de Guadalupe, no seu santuário, Cidade do México
A imagem aqueropita (não pintada por mão humana)
de Nossa Senhora de Guadalupe, no seu santuário, Cidade do México
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




No dia 9 de dezembro de 1531, na cidade do México, Nossa Senhora apareceu ao nobre índio Quauhtlatoatzin — que havia sido batizado com o nome de Juan Diego — e pediu-lhe que dissesse ao bispo da cidade para construir uma igreja em sua honra.

Juan Diego transmitiu o pedido. O bispo exigiu alguma prova.

Então Nossa Senhora fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo.

Este o fez no dia 12 de dezembro, acondicionando-as no seu manto. Ao abri-lo diante do bispo e de várias outras pessoas, verificaram admirados que a imagem de Nossa Senhora estava estampada no manto.

O interesse da ciência começou na hora de investigar como é possível que o manto de Juan Diego se tenha conservado até hoje.

Esse tipo de manto, conhecido no México como tilma, é feito de tecido grosseiro, e deveria ter-se desfeito há muito tempo.

No século XVIII, pessoas piedosas decidiram fazer uma cópia da imagem, a mais fidedigna possível.

Teceram uma tilma idêntica, com as mesmas fibras de maguey da original.

Apesar de todo o cuidado, a tilma se desfez em quinze anos.

O manto de Guadalupe tem hoje 477 anos, portanto nada deveria restar dele.

Nossa Senhora de Guadalupe, MexicoUma vez que o manto (ou tilma) existe, é possível estudá-lo a fim de definir, por exemplo, o método usado para se imprimir nele a imagem.

Em 1936, o bispo da cidade do México pediu ao Dr. Richard Kuhn que analisasse três fibras do manto, para descobrir qual o material utilizado na pintura.

Para surpresa de todos, o cientista constatou que as tintas não têm origem vegetal, nem mineral, nem animal, nem de algum dos elementos atômicos conhecidos.

“Erro do cientista” — poderia se objetar. Mas o Dr. Kuhn foi prêmio Nobel de Química em 1938. Além do mais, ele não era católico, mas de origem judia, o que exclui parti-pris religioso.

No dia 7 de maio de 1979 o prof. Phillip Serna Callahan, biofísico da Universidade da Flórida, junto com especialistas da NASA, analisou a imagem. Desejavam verificar se a imagem é uma fotografia.

Resultou que não é fotografia, pois não há impressão no tecido. Eles fizeram mais de 40 fotografias infravermelhas para verificar como é a pintura.

E constataram que a imagem não está colada ao manto, mas se encontra 3 décimos de milímetro distante da tilma.

Verificaram também que, ao aproximar os olhos a menos de 10 cm da tilma, não se vê a imagem ou as cores dela, mas só as fibras do manto.

Talvez o que mais intriga os cientistas sobre o manto de Nossa Senhora de Guadalupe são os olhos dela. Com efeito, desde que em 1929 o fotógrafo Alfonso Marcué Gonzalez descobriu uma figura minúscula no olho direito, não cessam de aparecer as surpresas.

Os olhos da imagem são muito pequenos, e as pupilas deles, naturalmente ainda menores. Nessa superfície de apenas 8 milímetros de diâmetro aparecem nada menos de 13 figuras!

José Aste Tonsmann, engenheiro de sistemas da Universidade de Cornell e especialista da IBM no processamento digital de imagens, dá três motivos pelos quais essas imagens não podem ser obra humana:

• Primeiro, porque elas não são visíveis para o olho humano, salvo a figura maior, de um espanhol. Ninguém poderia pintar silhuetas tão pequenas;

• Em segundo lugar, não se consegue averiguar quais materiais foram utilizados para formar as figuras. Toda a imagem da Virgem não está pintada, e ninguém sabe como foi estampada no manto de Juan Diego;

• Em terceiro lugar, as treze figuras se repetem nos dois olhos. E o tamanho de cada uma delas depende da distância do personagem em relação ao olho esquerdo ou direito da Virgem.

Esse engenheiro ficou seriamente comovido ao descobrir que, assim como os olhos da Virgem refletem as pessoas diante dela, os olhos de uma das figuras refletidas, a do bispo Zumárraga, refletem por sua vez a figura do índio Juan Diego abrindo sua tilma e mostrando a imagem da Virgem.

Qual o tamanho desta imagem? Um quarto de mícron, ou seja, um milímetro dividido em quatro milhões de vezes. Quem poderia pintar uma figura de tamanho tão microscópico? Mais ainda, no século XVI...

Muito grandes ampliações fotográficas dos olhos de Nossa Senhora permitiu reconhecer nas duas córneas da imagem 13 pessoas em total.

Este fenômeno só é possível em olhos vivos.

O milagre: a imagem aparece pintada na tilma do santo. Basílica de Guadalupe, Cidade do México
O milagre: a imagem aparece pintada na tilma do santo.
Basílica de Guadalupe, Cidade do México
As pessoas puderam ser reconhecidas, menos uma. E se tratava de uma pessoa de raça negra.

Isto parecia impossível, pois não havia notícia de alguém dessa cor no México daquele tempo. Esta descoberta punha em dúvida todas as anteriores que poderiam ser tidas como ditadas por alguma ideia ou preferência preestabelecida.

Foi, então, que um historiador informado do problema, telefonou ao Dr. Aste Tonsmann, dizendo jocosamente:

-- "Já encontrei sua 'negrita'!"

De fato, nos registros históricos consta que o bispo espanhol Frei Juan de Zumárraga, na hora da morte, lavrou documento concedendo a liberdade a um casal negro que foram seus servidores no México.

Provavelmente, os dois tinham sido trazidos pelos espanhóis. O nome dela era Maria.

Os testes passaram assim por uma prova crucial.

Veja mais detalhes no vído embaixo.

Video: O inimaginável no olhar da Virgem de Guadalupe





segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Ruínas do Hospital de Jerusalém – 2
Impulso para o desenvolvimento dos hospitais no mundo

A Grande Sala dos Pobres, do Hospital (Hôtel-Dieu) de Beaune
nos dá uma ideia de como pode ter sido o Hospital de Jerusalém

continuação do post anterior

O Hospital segundo testemunhos de época

A Ordem que criou e deu todo seu brilho ao Hospital foi fundada durante a Primeira Cruzada pelo bem-aventurado Pierre-Gérard de Martigues, mais conhecido como Gerardo Thom (Tum, Tune, Tenque, segundo as grafias).

Ele foi reconhecido como fundador em bula de 1113 do Papa Pasqual II, confirmada pelo Papa Calixto II pouco após a morte do Beato em 1120.

O historiador americano Thomas Woods cita que João de Würzburg, sacerdote alemão, ficou pasmo com o que viu no Hospital de São João quando de sua romaria a Jerusalém.

“A casa – escreveu ele – alimenta tantos indivíduos fora dela quanto dentro, e dá um tão grande número de esmolas aos pobres, seja aos que chegam até a porta, seja as que ficam do lado de fora, que certamente o total das despesas não pode ser contado, nem sequer pelos administradores e dispensários da casa” (Thomas E. Woods, How the Catholic Church built Western Civilization, Regnery Publishing Inc, Washingtonn 2005, p. 178. Em português: Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental, Quadrante, SP, 2008).

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O homem do Sudário em São Paulo

Santo Sudário SP

Temos recebido os maiores elogios da exposião ”Quem é o Homem do Sudário?” já realizada em Curitiba e em outras cidades.

Mesmo sem termos podido ainda visitá-la pessoalmente, há fundamento para recomendá-la a nossos leitores de São Paulo, capital, e região

A impressionante exposição ”Quem é o Homem do Sudário?” está ocorrendo na Praça de Eventos do Santana Parque Shopping até 29 de setembro.

O evento é gratuito e pode ser uma boa opção para quem fica em São Paulo durante o fim de semana. Ou ainda em qualquer outra ocasião até o 29 de setembro.

Para se fazer uma certa ideia do que está exposto veja nosso post "O Homem do Sudário".

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Ruínas do Hospital cruzado de Jerusalém à luz do dia – 1
Magnitude da descoberta

Fundo: ruínas do Hospital de Jerusalém.
Frente: brasão de feitio moderno dos hospitalários

Uma equipe de arqueólogos da Autoridade de Antiguidades de Israel – AAI (máxima autoridade na matéria do país), liderada por Renee Forestany e Amit Reem, confirmou ter encontrado as ruínas daquele que foi o hospital que serviu de modelo para as casas de saúde que se consstruíram a partir de então.

A notícia repercutiu largamente na imprensa internacional. Por exemplo “Público” de Portugal, “ABC” de Madri, e em sites especializados em arqueologia como “Heritage Daily”

As ruínas do edifício ficam na Cidade Velha de Jerusalém, no coração do bairro cristão, num local também conhecido como Muristão, uma corruptela de Hospital em língua persa.

A parte desentulhada revela um imenso prédio construído pelos Cruzados entre os anos 1099 e 1291 d.C. Trata-se em verdade do famosíssimo Hospital de São João de Jerusalém, criado pela ínclita Ordem hoje conhecida como Soberana Ordem Militar e Hospitalar de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta. Abreviadamente: Ordem de Malta.

Um monumento erigido nos tempos modernos no local pela própria Ordem de Malta testemunha que lá existiu o famoso Hospital.

Segundo o jornal israelita Haaretz, a revelação é o produto de anos de investigação e restauro. Durante muito tempo, as ruínas foram usadas para um mercado árabe de frutas e legumes. O fato impedia os trabalhos. O mercado fechou de há muito.