segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Nossa Senhora de Guadalupe e São Juan Diego:
diálogo de rainha com cortesão





Nossa Senhora de Guadalupe apareceu em 9 de Dezembro de 1531 ao príncipe São Juan Diego (1474-1548) no morro Tepeyac, onde se ergue hoje a “Capilla del Cerrito”. A Virgem falou na língua dele, o náhuatl. O nobre indígena tinha então 57 anos e já estava batizado.

Após as aparições foi construída ao pé do morro a primeira capela consagrada a Nossa Senhora. No mesmo dia que a milagrosa imagem foi nela instalada, o santo foi viver com licença do bispo num quartinho ou ermida, colado na capela.

Ele cuidava da capela e ensinava ao povo o conteúdo e significado das aparições. Ele ficava longos momentos rezando diante da Santa Imagem.

Tinha licença do bispo para comungar três vezes por semana. Naquela época semelhante autorização era excepcional e só concedida a pessoas de avançada virtude.

O nobre São Juan Diego destacava-se pelo jejum e mortificação, e recebia os peregrinos com grade amabilidade. Ele usava o hábito dos terceiros franciscanos

O povo tinha-o em fama de santidade. Índios e espanhóis iam lhe pedir milagres. Ainda hoje, alguns pais de família na hora de dar a benção a seus filhos dizem: “que Deus te faça como Juan Diego”.

Faleceu em 3 de Junho de 1548, com 74 anos de idade e foi sepultado naquela primeira ermida. No século XX durante as perseguições anti-católicas, após um atentado, os “cristeros” mudaram seus restos para evitar profanações.