segunda-feira, 29 de agosto de 2011

D. Gemma: laicismo é porta para o demônio entrar nas almas e nas sociedades ‒ O exorcismo e a ciência 2

Mons Andrea Gemma, bispo emérito de Isernia-Venafro
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Continuamos com a recensão do livro "Eu, bispo exorcista" de Mons. Andrea Gemma.

Como observamos no primeiro post, D. Andrea Gemma, hoje bispo emérito, escreveu o livro quando estava à testa da diocese de Isernia-Venafro, narrando suas experiêncas na prática do exorcismo.

Dom Andrea Gemma deixou a diocese a seu sucessor em 2007, quando atingiu o limite de idade fixado pelo Direito Canônico.

No livro, o bispo confirma a espantosa influência que tem no mundo moderno e no andamento da sociedade humana o príncipe das trevas e o poder vitorioso do exorcismo sobre ele.

Ele fornece uma atualizada confirmação de quanto o bem-aventurado Pe. Francisco Palau y Quer O.C.D. denunciou ao respeito.
A Igreja em crise não usa as suas armas

O bispo procurou inspiração nos textos do Vaticano II, e eis as suas conclusões:

“Ide e folheai todos os documentos do Concílio Vaticano II, [...]

“verificai se se fala, e quantas vezes, do demônio e das suas obras. Sabeis que naqueles dezesseis documentos, pensados e ponderados, não existe sequer a palavra inferno, nem a palavra ‘demônio’?

“Incrível, mas verdadeiro, basta ir verificar...” (p. 88).

Ele debruçou-se sobre os textos litúrgicos antigos e novos. E ficou estupefato:

“Sempre lamentei que na reforma da Missa se tenha tirado aquela oração a São Miguel [Exorcismo Breve], que Leão XIII, não sem inspiração do alto, quis que fosse recitada no fim de cada celebração.

“Muitas vezes o demônio, pela voz dos possessos, fez saber que gostou muitíssimo dessa abolição! [...]

“O que é que sugeriu e sugere evitar-se o mais possível, nos textos litúrgicos, a menção a Satanás, às suas nefastas intervenções, às consequências da sua ação destrutiva?

“Quem possa, que me responda. E com argumentos válidos, por favor. [...]

“Hoje a obra assassina do demônio é mais evidente do que nunca [...]. Então, não somente não era o caso de expurgar as fórmulas deprecatórias e imprecatórias, mas sim de multiplicá-las e reforçá-las.

“Porém, infelizmente não foi assim” (p. 27).

O ambiente laicizado hodierno: vitória do demônio

D. Andrea reparou que os históricos dos que padecem malefícios e o dos possessos eram muito parecidos.

É imensa, diz ele, a quantidade de ocasiões que o contexto atual oferece às serpentes infernais para se apossarem das suas vítimas.

“A maior vitória do diabo consiste em convencer os homens de que ele não existe”.

Esta verdade indiscutível levou o prelado à conclusão de que o ambiente moderno serve de luva ideal para as garras infernais.

Laicismo e materialismo abrem as portas da possessão
A todo momento, esse ambiente sugere que não há Deus nem demônio, nem Céu nem inferno. 

E os espíritos malignos atacam e invadem os corpos das suas vítimas de inúmeras formas.

Há cultos satânicos explícitos.

Mas também implícitos, como certas técnicas de meditação e algumas terapias alternativas, superstições, jogos, sites Internet ou modas tipo Nova Era ou músicas tipo rock and roll.

Como é que a humanidade gerou esse ambiente enganosamente neutro e materialista, porém tão útil para os espíritos das trevas?

A Revolução gera ambiente propício à ação diabólica

D. Andrea dá uma elucidativa explicação histórica. Ela se aproxima muito da denúncia do processo revolucionário que o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira formula na sua obra magistral Revolução e Contra-Revolução.

Não descartamos que o culto bispo italiano tenha tirado dela alguma inspiração:

“A laicização da nossa sociedade é o fruto de um longo e complexo processo que durou cerca de cinco séculos, e que se desenvolveu em três etapas fundamentais, três revoluções no campo cultural e social, mas com lances também cruentos, que levaram à gradual transformação do mundo antigo, tradicional, para dar na sociedade atual, pós-moderna e secularizada”.

D. Andrea descreve essas sucessivas revoluções: primeiro a revolução protestante, que causou um grande desgarramento da sociedade cristã medieval; segundo o Iluminismo e a Revolução Francesa; terceiro a Revolução comunista marxista.

Por fim, acrescenta, uma quarta etapa ou Revolução: a do movimento estudantil dos anos 60, que contestou a família, generalizou o uso da droga, propugnou a libertação dos vínculos morais, e sobretudo revoltou-se contra toda autoridade.

Esse processo gerou uma sociedade e uma cultura que tendencialmente seduzem os homens para a ideia de que Deus e a religião são coisas absurdas (pp. 113 ss).

Há os que se deixam levar por essa influência, ensina D. Andrea. Mas há também os que reagem de um modo exasperado e caem no exagero oposto: as novas e enganosas formas de religiosidade.

Todo esses são fáceis presas de Lúcifer.

Armas para derrotar os demônios

D. Andrea exorta os fiéis a recorrerem às armas que vencem o demônio: a Fé, os Livros Sagrados, o jejum, os sacramentos.

E, sobretudo, a oração por meio de Nossa Senhora, a “inimiga eterna de Satanás” (p. 16).

Dom Andrea no Vaticano
Entre as orações específicas, ele recomenda a renúncia formal a Satanás, como se faz na renovação das promessas do batismo, e o exorcismo breve:

“São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate; cobri-nos com vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos, e vós, Príncipe da Milícia Celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém” (p. 17).

E recomenda também não se deixar seduzir pelo ambiente revolucionário hodierno nem pelas falsas novidades nas formas de religiosidade — inclusive no âmbito católico —, que tanto e tão bem servem de ocasião para os malefícios e possessões por parte do pai da mentira.

Com essas cautelas e armas espirituais, o católico resistirá e sairá vitorioso, confiando sempre na promessa divina: “As portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16,18).



9 comentários:

  1. Só de o senhor e meia-dúzia estarem contra “os documentos do Concílio Vaticano II” que não falam “do demônio e das suas obras”, já me bastam para concluir que o senhor e outros estão contra a Igreja, o Papa e os Cardeais reinantes de então. Lamento. Agora só espero que minha postagem não seja censurada. Muito obrigado. Luiz Roberto Turatti (Araras-SP-BRASIL).

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  2. Respeitosamente:

    Lumen Gentium:

    "Mas, muitas vezes, os homens, enganados pelo demónio, desorientam-se em seus pensamentos e trocam a verdade de Deus pela mentira, servindo a criatura de preferência ao Criador"

    Sacrosanctum Concilium:

    "Assim como Cristo foi enviado pelo Pai, assim também Ele enviou os Apóstolos, cheios do Espírito Santo, não só para que, pregando o Evangelho a toda a criatura (14), anunciassem que o Filho de Deus, pela sua morte e ressurreição, nos libertara do poder de Satanás"

    Gaudium et Spes:

    "Cordeiro inocente, mereceu-nos a vida com a livre efusão do seu sangue; n 'Ele nos reconciliou Deus consigo e uns com os outros (25) e nos arrancou da escravidão do demónio e do pecado."

    Basta!

    Paz e Bem

    São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate!

    colinavaticana.blogspot.com

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  3. As Escrituras Sagradas (A Bíblia)são claras quando diz que o demônio existe e age no meio de nós ´ele é o pai da mentira.

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  4. Concordo que o mal está no mundo, mas não personificado em quem quer que seja. A corrupção, o tráfico de drogas, os maus policiais, os maus políticos existem porque gananciosos, em suma, adeptos dos “Sete Pecados Capitais”. O Pai, o Filho e o Espírito Santo é muitíssimo MAIOR do que suposições. Sugiro a obra “ANTES QUE OS DEMÔNIOS VOLTEM” (http://www.isinet.com.br/clap/detalhes.asp?id_produto=5), do Prof. Dr. Pe. Oscar González-Quevedo, S.J., que aniquila o ponto de vista radical de D. Gemma. Saudações, Luiz Roberto Turatti (http://www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=TURATTI).

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  5. ESSES PADRECOS DE SAIA SÃO UNS DEMONIOS.... QUE PRATICA LA SANTA IGREJA DOS PECADOS.....

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  6. Não se combate radicalismo com radicalismo.
    O Padre Quevedo não serve de base para uma análise equilibrada.Suas colocações são alicerçadas em excessos emotivos e quase sempre isentos de um mínimo de razão.

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  7. Luiz Vidigal Pires disse... O Padre Quevedo não serve de base para uma análise equilibrada. Suas colocações são alicerçadas em excessos emotivos e quase sempre isentos de um mínimo de razão. 18 de novembro de 2011 20:17.

    DIANTE DISSO AFIRMO:

    PROF. DOUTOR PADRE OSCAR GONZÁLEZ-QUEVEDO, S.J.

    - Licenciado em Humanidades Clássicas;
    - Licenciado em Filosofia;
    - Licenciado em Psicologia;
    - Doutor em Teologia;
    - Professor de Parapsicologia, em várias Faculdades;

    - Fundador em 1970 do CLAP – Centro Latino-Americano de Parapsicologia (www.clap.org.br) – Pesquisa, Ensino e Clínica – o primeiro Centro Universitário de Parapsicologia no Brasil: Especializado e Reconhecido, o qual está localizado em São Paulo (SP), onde desde então o padre Quevedo é seu Diretor-Presidente.

    (...)

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  8. O Demônio está onipresente em cada sinagoga, em cada igreja, em cada mesquita e está disfarçado com o nome de monoteísmo. O próprio deus deles vive de conchavo astral com esse tal de satâ. Quem faz apostas com satã é satanista. Olha o demônio aí, gente!

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  9. A GNT fez um documentário sobre exorcistas. Vale a pena conferir e ver que não se trata de superstições, mas de uma triste realidade que oprime muitas pessoas!

    Documentário: O Retorno dos Exorcistas

    http://youtu.be/5m6ZV9wil8s

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