terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Quem foram os Reis Magos?

'A viagem dos Magos' (1894), Jacques-Joseph Tissot (1836-1902), pintor francês.

Um antigo documento conservado nos Arquivos Vaticanos lança uma certa luz, embora indireta e sujeita a caução, sobre a pessoa dos Reis Magos que foram adorar o Menino Jesus na Gruta de Belém. A informação foi veiculada por muitos órgãos de imprensa e páginas da Internet.

O documento é conhecido como “A Revelação dos Magos”. Provavelmente seja algum “apócrifo”, nome dado aos livros não incluídos pela Igreja Católica na Bíblia. Portanto, não são “canônicos”, apesar de poderem ser de algum autor sagrado.

“Canônico” deriva de “Cânon”, que é o catálogo de Livros Sagrados admitidos pela Igreja Católica e que constituem a Bíblia. Este catálogo está definitivamente encerrado e não sofrerá mais modificação.

Há uma série de argumentos profundos que justificam esta sábia decisão da Igreja.

Entretanto, uma extrema ponderação em apurar a verdade faz com que a Igreja não recuse em bloco esses “apócrifos” e reconheça que pode haver neles elementos históricos ou outros que ajudem à Fé.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Sodoma: uma megalópole fastuosa
que desapareceu de um modo sem precedentes

Tall el-Hammam reconstituição artística de como foi Sodoma.
Tall el-Hammam reconstituição artística de como foi Sodoma.



continuação do post anterior: As ruínas de Sodoma: lições para o presente e para o futuro


Os trabalhos dos arqueólogos que acharam as ruínas de Sodoma estão concentrados em Tall el-Hamaam, na Jordânia. Gomorra estava localizada um pouco mais ao norte, também no vale do Jordão, perto do Mar Morto.

Na Bíblia, Sodoma é descrita rodeada de vegetação, bem irrigada, uma das maiores cidades ao leste do Jordão, cruzamento de rotas comerciais, e devido à sua riqueza e seu tamanho, pesadamente fortificada com torres e altas e largas muralhas.

A cidade que está sendo posta à luz corresponde a essa descrição. É a maior cidade desenterrada por cientistas na região, pois ela era maior entre cinco e dez vezes que qualquer vizinha.

O chefe da equipe de arqueólogos é o Dr. Steven Collins, professor de Arqueologia na Trinity Southwestern University, de Albuquerque, New Mexico, EUA. Segundo ele, tratou-se de uma cidade “monstruosa” – uma megalópole – se comparada com as outras da região no mesmo período histórico.

A Imaculada Conceição glorificada à revelia
até por ... um diabo!

Imaculada Conceição,São Francisco da Penitência, Rio de Janeiro
Imaculada Conceição,
São Francisco da Penitência, Rio de Janeiro
Luis Dufaur

A devoção à Imaculada Conceição de Nossa Senhora vem dos tempos apostólicos.

Na Idade Média, porém, adquiriu enorme força e extensão.

Por fim, no século XIX foi proclamada dogma da Igreja Católica. Nenhum católico pode negá-la ou pô-la sequer em dúvida, sem cair em heresia e ficar fora da Igreja.

Por isso, nesta magna festa, reproduzimos o fato seguinte acontecido no século XIX.



No dia 8 de dezembro de 1854, o Bem-aventurado Papa Pio IX promulgou solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus Encarnado, Nosso Senhor Jesus Cristo.

E no dia 25 de março de 1858, festa da Anunciação do Anjo a Nossa Senhora e da Encarnação do Verbo, a Santíssima Virgem se manifestou em Lourdes a Santa Bernadete.

Nesse dia Ela confirmou o dogma, dizendo: “Eu sou a Imaculada Conceição”. E inaugurou uma torrente de milagres que não cessa até hoje!

Poucas pessoas sabem que em 1823, trinta anos antes da proclamação desse magnífico dogma, dois sacerdotes exorcistas obrigaram um demônio que possuía um rapaz a cantar o louvor dessa santa verdade.

E o demônio teve que fazê-lo, obviamente a contragosto, mas com uma rima poética que reverenciou a glória de Nossa Senhora.

O demônio é “espírito de mentira”, mas o exorcismo pode obrigá-lo a dizer a verdade, inclusive sobre matérias de Fé, como a divindade de Jesus Cristo, as virtudes da Imaculada Virgem, a existência do Paraíso, do inferno, etc.

Foi o que aconteceu com o demônio que tinha entrado num jovem analfabeto de apenas doze anos, residente em Adriano di Puglia, Itália, hoje Ariano Irpino, na província e diocese de Avellino.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Ruínas de Sodoma desvendadas:
lições para o presente e para o futuro

A destruição de Sodoma, Benjamin West  (1738 – 1820)
A destruição de Sodoma, Benjamin West  (1738 – 1820)



Após décadas de escavações, uma equipe de arqueólogos tem certeza de que finalmente achou as ruínas de Sodoma, a cidade bíblica de espantosa memória, noticiou o jornal britânico “Daily Mail”.

A equipe de arqueólogos leva adiante o Tall el-Hammam Excavation Project.

O chefe da equipe é o Dr. Steven Collins, professor de Arqueologia na Trinity Southwestern University, de Albuquerque, New Mexico, EUA.

Os especialistas vinham cavoucando há muito tempo na localidade de Tall el-Hammam, no vale do Jordão (Jordânia), os restos de uma cidade de tamanho colossal da Idade do Bronze.

Segundo ele, tratou-se de uma cidade “monstruosa” – uma megalópole – se comparada com as outras da região no mesmo período histórico.

As peculiaridades das ruínas apontavam impressionantes analogias com a descrição que faz a Bíblia da cidade de Sodoma, destruída por Deus.

Os restos correspondiam à maior cidade da região, como também diz a Bíblia de Sodoma, e estão situados ao leste do rio Jordão, numa área verde perto do Mar Morto.

A cidade existiu entre os anos 3500 e 1540 antes de Cristo, data em que foi súbita e inexplicavelmente abandonada.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Os achados no “cárcere de São Pedro” (2)

Altar de São Pedro e São Paulo após restauro de 2010
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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Entre os mistérios que ficam a serem esclarecidos, um é a conexão entre o cárcere e a sinistra Scalae Gemoniae.

Isto é, a escadaria que saindo do Foro era percorrida pelos condenados a morte. O nome vem do verbo “gemer” = a escadaria dos gemidos.

Naquela escadaria também eram expostos os cadáveres dos justiçados e que depois eram jogados no rio Tibre.

O sinistro cárcere está composto por dois andares de desenho vagamente circular, um sobre o outro.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Os achados no “cárcere de São Pedro” (1)

Interior do “Carcere Mamertino”, ou “cárcere de São Pedro”.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Restauração arqueológica do “Cárcere de São Pedro” em Roma trouxe revelações além de toda expectativa sobre São Pedro e a antiguidade pagã


O “Carcere Mamertino”, ou “cárcere de São Pedro”, foi a “prisão de Estado” do antigo Império Romano.

Lá ficaram presos antes de morrer reis e potentados da terra derrotados pelas legiões romanas, como Vercingetorix, chefe bárbaro da Gália (França); Jugurta, rei da Numídia; Pôncio rei dos Sannitas e muitos outros.

Porém, esse cárcere ficou mais famoso por ter aprisionado os Apóstolos São Pedro e São Paulo, nos tempos de Nero. São Pedro, notadamente, ali operou milagres históricos.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Astrofísica ateia canadense se rende à Verdade:
Jesus Cristo é a chave do Universo

Na reflexão e na dor Sarah Salviander compreendeu o absurdo da Ciência descolada da Religião



A Dra. Sarah Salviander, pesquisadora do Departamento de Astronomia da Universidade do Texas e professora de Astrofísica na Universidade Southwestern descreveu sua maravilhosa história da conversão a Cristo.

A conversão começou com os seus estudos científicos e culminou com a morte de sua filha, segundo informou a agência Aleteia.

“Eu nasci nos Estados Unidos e fui criada no Canadá, contou ela. Meus pais eram ateus, embora preferissem se definir como ‘agnósticos’. Eles eram carinhosos e mantinham uma ótima conduta moral, mas a religião não teve papel nenhum na minha infância".

“O Canadá já era um país pós-cristão, acrescentou. Olhando em retrospectiva, é incrível que, nos primeiros 25 anos da minha vida, eu só conheci três pessoas que se identificaram como cristãs.

“A minha visão do cristianismo era intensamente negativa. Hoje, olhando para trás, eu percebo que foi uma absorção inconsciente dessa hostilidade geral que existe no Canadá e na Europa em relação ao cristianismo.

“Eu não sabia nada do cristianismo, mas achava que ele tornava as pessoas fracas e tolas, filosoficamente banais".

Quanto tinha por volta de 25 anos, Sarah abraçou a filosofia racionalista de Ayn Rand.

“Entrei no curso de Física da Eastern Oregon University e percebi logo a secura e a esterilidade do objetivismo racionalista, incapaz de responder às grandes questões:

“Qual é o propósito da vida?

“De onde foi que viemos?

“Por que estamos aqui?

“O que acontece quando morremos?

“Eu notei também que esse racionalismo sofria de uma incoerência interna: toda a sua atenção se volta para a verdade objetiva, mas sem apresentar uma fonte para a verdade.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Desenterrado o pórtico de acesso à cidade de Golias

O pequeno pastor Davi enfrenta o gigante Golias, século XII. Museu des Beaux-Arts de Cambrai, França.
O pequeno pastor Davi enfrenta o gigante Golias, século XII.
Museu des Beaux-Arts de Cambrai, França.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Gate, ou Get, a cidade de Golias, foi uma das maiores metrópoles da Filisteia, região contígua a Israel, hoje parte da faixa de Gaza.

Gate estava ocupada desde o século IX antes de Cristo. O Antigo Testamento também se refere a ela, só que com o nome de Golias.

O mesmo nome do gigante nela nascido e que o jovem Davi, futuro rei de Israel, derrubou com sua funda e em seguida degolou com a espada.

Os filisteus eram inimigos de morte dos israelitas e sua inimizade como que revive no atual conflito de Gaza. A História se repete e é mestra da vida.

Os egípcios foram os primeiros a falar dos filisteus, incluindo-os entre os “povos do mar”, levas de imigrantes que atravessaram o Mediterrâneo e desembarcaram no atual Egito.

Também aqui a História se repete.

Pentápolis Filisteia no ano 830 a.C.
Pentápolis Filisteia no ano 830 a.C.
Por fim, o faraó Ramsés III os derrotou e eles foram procurar terras costeiras perto de Israel, onde fundaram cinco cidades: Asdode, Ascalon, Ecrom, Gaza e, a maior delas, Gate [= Get]. As cinco formaram a Pentápolis Filisteia.

Os filisteus eram mestres na metalurgia, fato que conferia aos seus soldados uma grande superioridade.

Mas adoravam deuses perversos, entre eles Baal, mencionado na Bíblia como sinônimo do demônio e de cujo nome deriva Belzebu.

Baal era representado e cultuado como um deus cruel, com raios na mão pronto a fulminar e que exige sacrifícios humanos, sádicos ou obscenos.

Crianças de ambos os sexos eram queimadas em sacrifícios imoralíssimos, durante os quais os sacerdotes se feriam com facas e punhais, em ritos sadomasoquistas. A ‘cultura da morte’ da época...

O deus-demônio Baal acostumava ser representado ameaçando com raios na mão.
O deus-demônio Baal acostumava ser representado
ameaçando com raios na mão.
Outros deuses eram Astarte – deusa da impureza e do erotismo, invocada pelo satanismo até nossos dias – e Dagon, metade homem, metade peixe, de significado fálico, cujo templo em Gaza foi destruído por Sansão.

Em 587 a.C. o rei caldeu Nabucodonosor – que conquistou Jerusalém e levou seus habitantes escravos para Babilônia – fez o mesmo com as cidades filisteias de Asdode, Ascalon e Ecrom (Gate já havia sido destruída 200 anos antes).

Os filisteus desapareceram da História. Ainda não se sabe como e por que. Acreditam alguns que teriam se dissolvido e misturado culturalmente com os caldeus durante a sua estadia na Babilônia.

Nada restou da Filisteia, país dominado por falsos ídolos e governado por líderes do mal.

Aquele reinado prefigurou, sob muitos aspectos, o mundo moderno anticristão, ao qual talvez esteja reservada sorte semelhante.

Arqueólogos chefiados pelo professor Aren Maeir, da Universidade Bar-Ilan de Israel, julgam ter achado os fundamentos da impressionante urbe filisteia de Gate, de onde saiu Golias.

“Sabíamos que entre os séculos X e IX a.C. a cidade filisteia de Gate era uma grande aglomeração, talvez a maior da região naquela época. As monumentais fortificações sublinham quão ampla e poderosa foi a cidade”, disse Maeir ao site Live Science.

Os arqueólogos israelenses desenterraram um pórtico em Tell es-Safi (ex-Gate), utilizado durante 5.000 anos até 1948, quando uma aldeia árabe existente no local foi abandonada, disse Maeir.

Gate: um altar desenterrado e o chefe da expedição prof. Aren Maeir.
Gate: um altar desenterrado e o chefe da expedição prof. Aren Maeir.
Os arqueólogos escavavam o local desde 1899, mas só nas últimas décadas se deram conta da importância dos restos da Idade do Ferro ali encerrada.

As características da cidade que está sendo exumada coincidem com as narrações bíblicas acerca da histórica Gate da época dos reinos de Judá e Israel.

A equipe localizou a parte superior de uma porta monumental e das fortificações.

Mas elas são tão gigantescas que levará vários anos para desenterrá-las por completo, disse Maeir.

O topo, agora visível, dessas estruturas já permite conjecturar sua dimensão total. Uma fortificação tão poderosa provavelmente visava desanimar o Reino de Judá de qualquer empresa de expansão.

Perto da Porta Monumental foram encontrados, além dos objetos de ferro, um templo filisteu e peças de cerâmica típicas de seu culto, nas quais se pode notar a influência da cultura judaica.

Estátua do profeta Santo Elias no Monte Carmelo,
onde degolou 750 sacerdotes e profetas de Baal.
De fato, nos períodos de diminuição da fé, o culto de Baal penetrou entre os judeus decadentes.

Por obra da rainha Jezabel, esposa do rei Acab (entre 874 e 853 a.C.), o deus símbolo do demônio chegou a ser cultuado no Templo de Jerusalém.

Jezabel era fenícia de nascimento. Seu nome significa “Baal é marido de”.

Ela impôs o culto de Baal e de Astarte e  perseguiu os adoradores do verdadeiro Deus.

Contra a idolatria e a profanação, “como uma chama do fogo sagrado de indignação” levantou-se o Profeta Elias, cujo nome significa “o Senhor é Deus!”.

 Após vencer 700 cruéis sacerdotes de Baal em um duelo durante o qual fez descer fogo do céu sobre o altar do sacrifício no Monte Carmelo, Elias os degolou.

Jehu, seu seguidor, jogou Jezabel pela janela e seu corpo foi disputado pelos cachorros da rua, como Elias profetizara. (II Reis 9, 10)

Porém, a notícia da descoberta dos restos de Gate nos remete para o combate bíblico de David contra Golias.

Sobre o combate de Davi contra Golias, veja mais em: “Indícios arqueológicos e testes científicos da luta de Davi contra Golias”

Gate, no local: esquema do sítio arqueológico.
Gate, no local: esquema do sítio arqueológico.
Os arqueólogos acham que realmente descobriram a cidade natal do gigante do mal em Israel, segundo o Daily Telegraph, de Londres.

A expedição da Universidade de Bar-Ilan, conduzida pelo professor Aren Maeir, localizou os restos perdidos de Gate em escavações numa área dividida pelo conflito entre Palestina e Israel.

Segundo o Antigo Testamento, Gate foi uma das cinco cidades que formavam a Pentápolis filisteia na Terra Santa, de onde veio Golias (I Samuel 17, 4).

Para Louise Hitchcock, professora assistente da Universidade de Melbourne, Austrália, a descoberta do Pórtico de Entrada da cidade bíblica foi um dos maiores achados já feitos por um investigador.

Acredita-se que esse pórtico corresponde à descrição das portas mencionadas no I Livro de Samuel, cap. 21:

Davi fugindo da cólera de Saúl, recebe do sacerdote Aquimelec
a espada de Golias que o próprio Davi tinha ganho (ver I Samuel 21,9).
Arent de Gelder (1645 - 1727).
10. Levantou-se Davi e prosseguiu sua fuga diante de Saul, indo para junto de Aquis, rei de Get [=Gate].

11. Os servos de Aquis disseram ao rei: Não é este Davi, o rei da terra? Aquele de quem cantavam em coro: Saul matou seus milhares, mas Davi seus dez milhares?

12. Davi, impressionado com essas palavras, teve medo de Aquis, rei de Get [=Gate].

13. Simulou loucura diante deles, comportando-se como demente: tamborilava nos batentes da porta e deixava correr saliva pela barba.

A professora Hitchcock acrescentou que fez uma série de outras descobertas que convergem com essa teoria. Inclusive uma inscrição do nome Golias, de templos filisteus, altares e objetos rituais.


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A imagem de Nossa Senhora de Lourdes
intocada por incêndio numa base militar

Imagem de Nossa Senhora de Lourdes, inexplicavelmente intacta após incêndio na base militar de El Goloso, Madri.
Imagem de Nossa Senhora de Lourdes,
inexplicavelmente intacta após incêndio
na base militar de El Goloso, Madri.



Na base militar de El Goloso nas proximidades da capital espanhola, Madri, sede da brigada de Infantaria Blindada “Guadarrama”, se desatou um incêndio incontrolável que consumiu importante área verde, noticiaram diversos sites espanhóis como Infovaticana e Religión en Libertad

A vegetação ficou calcinada. Mas, para surpresa dos militares na superfície carbonizada se encontrou intacta uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes.

A surpresa foi tanto maior quando os fardados descobriram que o gramado perto da imagem não foi atingido pelo fogo e que em volta da imagem havia uns vasos com flores, também incólumes, que ninguém sabia quem tinha posto.

O fato aconteceu no dia 30 de julho, em plena onda de calor que afligia Espanha.

Os militares não conseguiam explicar como foi possível que a imagem e as flores nada sofressem, nem mesmo um natural escurecimento e murchamento pelo calor.

O caso se espalhou pelas redes sociais e não faltou quem supusesse uma montagem. Porem, a investigação visando o esclarecimento revelou a improcedência da suspeita.

Nas fotos pode se apreciar que toda a terra está queimada com exceção das proximidades da imagem.

A bem dizer, a maioria dos soldados sequer sabia que havia uma estatueta da Virgem de Lourdes no jardim, malgrado eles fizessem rotineiras giros de vigilância.

Alguns soldados, porém, lhe tinham uma devoção especial, e se tinham encomendado a ela. Aquela imagem de Nossa Senhora de Lourdes até tinha participado em atos oficiais na base militar.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Coliseu restaura elevador que alçava as feras
para devorar os mártires

Os sinistros elevadores do Coliseu consumiam a força de oito escravos. Eis um restaurado.
Os sinistros elevadores do Coliseu consumiam a força de oito escravos. Eis um restaurado.




O famoso Coliseu de Roma, cujas ruínas relativamente conservadas são visitadas por milhões de turistas todos os anos, foi em seu esplendor um estádio de espetáculos cruéis.

Sobressai na memória dos homens a lembrança gloriosa dos mártires cristãos que eram levados à arena sob o olhar lúbrico e sádico dos imperadores e de uma massa de pagãos ávidos de sangue.

Naquele momento supremo lhes era proposta a péssima opção: ou recusavam a Jesus Cristo queimando incenso aos deuses e salvando assim suas vidas, ou seriam entregues às feras.

Essas feras eram de diversas espécies, cada uma conhecida pelo seu modo de matar e devorar as vítimas.

Outras vezes era a luta de gladiadores contra animais ferozes, espetáculo especialmente sanguinário.

E por fim as lutas entre gladiadores, que terminavam não raro com a morte.

Calcula-se que em poucos séculos foram empregadas algumas dezenas de milhares de animais selvagens nesses espetáculos perversos.

Chegou-se a falar que a arena do Coliseu estava tingida pelo sangue de mártires, gladiadores e animais.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Especial Corpus Christi: o hino “Ave Verum”
(“Salve, ó verdadeiro corpo”)




Na história da Igreja foram compostas muitas músicas e poesias religiosas em louvor do Santíssimo Sacramento.

Esta grande devoção teve, aliás, imenso incremento no período medieval.

Podemos então dizer que ela ‒ aperfeiçoada pela Contra-Reforma ‒ chegou até nós impregnada do perfume da Idade Média.

A presencia real de Nosso Senhor Jesus Cristo, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade na Sagrada Eucaristia está fundamentada nas próprias palavras de Cristo na Última Ceia: “Este é meu corpo, esta é minha sangue”.

A Fé na presença real de Cristo na Eucaristia foi professada universalmente por toda a Igreja desde sua fundação.

Só com o protestantismo que apareceram contestações, aliás mais próximas da chicana do que qualquer outra coisa. Foram sobejamente refutadas pelos Doutores e notadamente pelo Concílio de Trento.

Nos felizes tempos em que florescia a fé foram compostos vários hinos ao Santíssimo Sacramento cantados até hoje, ou, pelo menos, até que a desordem progressista não os bloqueou.

Entre esse hinos fiéis reflexos do dogma católico figura o Ave Verum em posição de destaque.

domingo, 3 de maio de 2015

O cientista descrente que se rendeu à evidência:
não há nada como o Santo Sudário!

Barrie Schwortz: era incrédulo, estudou 37 anos o Santo Sudário
e hoje tem certeza que é autêntico!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




continuação do post anterior: Cientista incrédulo estudou 37 anos o Santo Sudário e tem certeza: é autêntico!



CWR: Ele foi esticado na cruz de maneira a deslocar os braços? Uma parte de sua barba foi arrancada?

Barrie Schwortz: A evidência forense nos diz que seus braços poderiam ter sido esticados a ponto de sofrerem uma luxação. Nós observamos que sua barba está divida ao meio, o que indica que ela poderia ter sido arrancada.

No fim, a evidência forense indica que a narração do Evangelho é uma descrição exata do que aconteceu durante a Paixão de Cristo.

CWR: Que descrição de Cristo o senhor pode nos oferecer com base em seu estudo do Sudário?

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Cientista incrédulo estudou 37 anos o Santo Sudário
e hoje tem certeza: é autêntico!

Barrie Schwortz: o descrente especialista em fotografia que se rendeu à evidência: o Santo Sudário é autêntico!
Barrie Schwortz: o descrente especialista em fotografia que se rendeu à evidência:
o Santo Sudário é autêntico!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Barrie Schwortz é uma das maiores autoridades mundiais sobre o Santo Sudário. Como técnico em fotografia, ele participou no primeiro grande exame em profundidade dessa preciosa relíquia em 1978, na equipe do famoso Shroud of Turin Research Project (STURP).

O STURP inaugurou uma longa série de análises e aprofundamentos do ponto de vista das mais variadas ciências, que revelou – aliás, continua revelando – detalhes surpreendentes e nunca antes imaginados sobre o Homem do Sudário.

A convergência dos resultados dessa imensa série de exames é tão espantosa que ficou muito difícil negar que o Homem do Sudário não seja outro que Nosso Senhor Jesus Cristo.

Barrie Schwortz é um hebreu não praticante que aceitou com relutância participar do STURP. Ele estava plenamente convencido de que o Santo Sudário era alguma fraude montada na Idade Média.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Amazônia: estonteante dependência do Saara criada por Deus

Poeira fertilizante do Saara todo ano passa por cima do Atlântico e sustenta a vida na Amazônia e no Caribe
Poeira fertilizante do Saara todo ano passa por cima do Atlântico e sustenta a vida na Amazônia e no Caribe



A Amazônia é a maior floresta tropical úmida da Terra. E o Saara é o maior e mais quente deserto do mundo.

Na aparência, nada de mais diverso e sem relação um com outro. Uma imensa selva verde úmida no coração da América do Sul, e um infindável areal, composto de poeira e pedra, onde sopram ventos ardentes no norte da África.

Porém, se, por ventura, os dois estivessem vitalmente unidos? Se o mais pleno de vida dependesse do mais morto para sobreviver, quem ou o quê poderia ter criado essa inter-relação?

Por certo, uma interdependência tão profunda foge à imaginação do homem e a qualquer instrumentalização ou fabrico também humano.

Também fugiria às regras da teoria da evolução de Darwin, segundo o qual tudo o que há procede de uma realidade pré-existente, e essa de outra, por uma série intérmina e jamais demonstrada de mutações atribuíveis ao azar e à necessidade.

Há, porém, um fenômeno que envolve ventos e minérios sem vida e que sustenta a vida vegetal e animal na maior floresta tropical úmida do planeta.

domingo, 29 de março de 2015

Semana Santa: acompanhando a Paixão de Cristo




A Via Sacra ‒ também conhecida como Via Crucis, Estações da Cruz ou Via Dolorosa ‒ é uma devoção que consiste numa peregrinação feita em oração e ajudada por uma série de quadros ou imagens que representam cenas da Paixão de Cristo.

A Via Sacra mais conhecida hoje é a rezada no Coliseu de Roma, na Sexta-Feira santa, com a participação do próprio Papa.

As imagens representando as cenas da Paixão podem ser de pedra, madeira ou metal, pinturas ou gravuras.

Elas estão dispostas a intervalos nas paredes ou nas colunas da igreja.

Mas, às vezes podem se encontrar ao ar livre, especialmente nas estradas que conduzem a uma igreja ou santuário.

Uma Via Sacra muito conhecida é a do santuário de Lourdes, França.

Nos mosteiros as imagens são muitas vezes colocadas nos claustros.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Davi, Salomão e seus reinados:
existências confirmadas arqueologicamente

Davi, marfim alemão do século XII. Cloisters Museum, NYC
Davi, marfim alemão do século XII. Cloisters Museum, NYC.



Com frequência ouve-se dizer que a Bíblia e os Evangelhos, seus acontecimentos e personagens são fruto da fantasia. Ou simples construções alegóricas ou mitológicas em que os antigos teriam condensado suas experiências.

Chega-se a dizer até que Nosso Senhor Jesus Cristo como é apresentado nos Evangelhos não existiu. Teria sido no máximo um homem cuja figura teria sido elaborada por comunidades populares de base oprimidas pelo imperialismo romano.

Segundo essa visualização, os livros sagrados não são obviamente sagrados, mas meras coletâneas de fábulas.

No entanto, tudo isso não passa de alegação antirreligiosa. Além do valor intrínseco do Antigo e do Novo Testamento, são inúmeros os dados históricos e científicos que falam em favor da fidelidade dos Livros Sagrados à História.

Em nosso blog estamos continuamente publicando as mais recentes descobertas que chegam até nós por meio de fontes científicas respeitáveis.

Mais recentemente, uma equipe de arqueólogos da Mississippi State University (MSU) trouxeram à luz um conjunto de seis selos de terracota encontrados numa pequena localidade de Israel, os quais provam a existência histórica dos reis Davi e Salomão.

Os achados desfazem as alegações – essas sim, quiméricas e sem fundamento – de que os dois reis não seriam senão figuras alegóricas, e que o reino deles não existiu, pelo menos no tempo e na região mencionados na Bíblia.

Sobre os dos reis profetas, lemos no Antigo Testamento:

segunda-feira, 9 de março de 2015

Descoberta traz à tona o trágico fim de Herodes,
o rei que mandou matar os Santos Inocentes

Herodes ordena o massacre dos Santos Inocentes. Matteo di Giovanni, Galleria Nazionale di Capodimonte.
Herodes ordena o massacre dos Santos Inocentes.
Matteo di Giovanni, Galleria Nazionale di Capodimonte.



O rei Herodes, o Grande (73 a.C. aprox. — primeiros anos da era cristã), passou para a História como um das figuras mais relevantes da vida judaica na transição do Antigo para o Novo Testamento.

Deve-se a ele a restauração do Segundo Templo de Jerusalém e muitas obras arquitetônicas de grande fôlego em Israel.

Porém, ele foi responsável por crimes espantosos, entre os quais o massacre dos santos inocentes em Belém. Através desse mosticínio ele tentou matar o Menino Jesus, o Messias prometido, que os Reis Magos foram adorar, segundo o Evangelho de São Mateus (Mt 2,13-18).

13. um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar.

14. José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito.

15. Ali permaneceu até a morte de Herodes para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: Eu chamei do Egito meu filho (Os 11,1).

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Achado o local do julgamento de Jesus, o pretório de Pilatos?

Neste complexo hoje soterrado poderia ter acontecido o julgamento de Jesus, segundo os arqueólogos  (Foto: Oded Antman, Ministério israelense de Turismo).
Neste complexo hoje soterrado poderia ter acontecido o julgamento de Jesus,
segundo os arqueólogos  (Foto: Oded Antman, Ministério israelense de Turismo).



Há 15 anos começaram obras para expandir o museu da Torre de David, em Jerusalém.

A Torre de David é a cidadela defensiva da cidade de Jerusalém próxima da Porta de Jaffa, na parte antiga da cidade.

Apesar de seu nome, a atual Torre é de origem cruzada e otomana, de séculos bem posteriores, portanto.

Ela foi erigida sobre antigas fortificações das eras dos reis hasmóneos e herodianos, dos Cruzados e de árabes-maometanos. No período da ocupação turca e britânica, a Torre foi usada como prisão.

Ela e as fortificações predecessoras foram construídas no local onde no tempo de Nosso Senhor Jesus Cristo estava o Palácio de Herodes, o segundo maior prédio da cidade após o Templo.

No início da era cristã, os romanos haviam instalado suas autoridades em pelo menos uma parte do enorme palácio.

E sabia-se que ali estava o pretório de Pilatos e as instalações onde se realizou o mais famoso e injusto julgamento da História: o do Divino Redentor.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O milagre do sorriso de Nossa Senhora
no rosto de Santa Bernadette



Se aproximando a festa de Nossa Senhora de Lourdes (11 de fevereiro) publicamos o comovedor relato de um milagre de Santa Bernadette, tirado do blog "Lourdes e suas aparições" (O milagre do sorriso de Nossa Senhora no rosto de Santa Bernadette):

Um dia, um sacerdote se aproximou de nós diante de Grota e nos mostrou um velho no meio da multidão.

Ele estava piedosamente ajoelhado e rezava com os braços em cruz.

“Interrogai-o, disse o sacerdote, nós o chamamos de ‘o miraculado do sorriso da Virgem”.

Nós nos aproximamos do peregrino, e ele com o melhor charme do mundo, nos contou sua história.

Ele era o conde de Bruissard, e efetivamente ele vira o sorriso da Virgem, da mesma maneira que nós vemos o reflexo do sol num lago de águas puras e tranquilas.

Ele o viu refletido no rosto transfigurado de Santa Bernadette.

Eis o que ele nos contou:

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O “computador de Arquimedes”:
lição para a ufania da modernidade

Computador de Arquimedes réplica científica do século XX
Computador de Arquimedes: réplica científica do século XX

No ano de 1900, um mergulhador resgatou do fundo do Mediterrâneo um aparelho estranho que se encontrava entre muitas obras de arte gregas dos séculos I e II antes de Cristo.

O achado ocorreu na Ilha de Anticitera, na Grécia, tendo sido feito por um simples coletor de esponjas marítimas de nome Elias Stadiatos. Ele desceu sem equipamento algum, como era costume, e voltou dizendo que tinha encontrado corpos desfeitos, cabeças e braços arrancados, cavalos mutilados.

Julgando-o tonto devido à falta de oxigênio, ou até bêbado, o capitã Dimitrios Kondos desceu até o local. E voltou dizendo que Elias não só não estava errado, mas que havia muito mais coisas: lançadores de discos, efebos de mármore, estátuas de bronze e ânforas de cerâmica.

Certamente era um tesouro transportado outrora por um navio cujos restos desfeitos ainda podiam ser identificados.

Tratava-se na verdade de um dos mais importantes naufrágios da História. Era um navio que levava um tesouro com joias e esculturas que hoje estão nos museus.

Após estudarem as moedas que faziam parte do tesouro, os arqueólogos calcularam que o navio afundou entre os anos 85 e 60 a. C.

Ele foi um dos maiores da época e não se sabe bem por que naufragou. Talvez devido a uma tempestade, ou por sobrecarga de riquezas.