segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Sodoma: uma megalópole fastuosa
que desapareceu de um modo sem precedentes

Tall el-Hammam reconstituição artística de como foi Sodoma.
Tall el-Hammam reconstituição artística de como foi Sodoma.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








continuação do post anterior: As ruínas de Sodoma: lições para o presente e para o futuro


Os trabalhos dos arqueólogos que acharam as ruínas de Sodoma estão concentrados em Tall el-Hamaam, na Jordânia. Gomorra estava localizada um pouco mais ao norte, também no vale do Jordão, perto do Mar Morto.

Na Bíblia, Sodoma é descrita rodeada de vegetação, bem irrigada, uma das maiores cidades ao leste do Jordão, cruzamento de rotas comerciais, e devido à sua riqueza e seu tamanho, pesadamente fortificada com torres e altas e largas muralhas.

A cidade que está sendo posta à luz corresponde a essa descrição. É a maior cidade desenterrada por cientistas na região, pois ela era maior entre cinco e dez vezes que qualquer vizinha.

O chefe da equipe de arqueólogos é o Dr. Steven Collins, professor de Arqueologia na Trinity Southwestern University, de Albuquerque, New Mexico, EUA. Segundo ele, tratou-se de uma cidade “monstruosa” – uma megalópole – se comparada com as outras da região no mesmo período histórico.

O Dr. Steven Collins sinaliza na foto aérea o local do achado.
O Dr. Steven Collins sinaliza na foto aérea o local do achado.
A equipe encontrou muralhas e defesas muito encorpadas, que incluem muros de 5,2 metros de largura e 10 metros de altura.

Foi possível identificar portas de ingresso, torres, postos de vigia, rondas e uma praça central que faziam parte do sistema defensivo.

“Foi uma empreitada enorme, explicou Collins, que requereu milhões de tijolos e grande número de pedreiros”, segundo noticiou o jornal britânico “Daily Mail”.

A cidade-estado foi sendo ampliada e fortificada constantemente, como evidenciam seus muros.

Na metade da Idade do Bronze, a muralha foi substituída por outra mais larga, com 7 metros de espessura, e que incluía uma espécie de anel viário que dava a volta na cidade.

Mas, além das concordâncias descritivas com a Sodoma da Bíblia, há outros dados mais desconcertantes e exclusivos da misteriosa cidade.

A destruição de Sodoma, segundo iluminura do século XIII. William de Brailes (1230 – 1260)
A destruição de Sodoma, segundo iluminura do século XIII.
William de Brailes (1230 – 1260)

Uma extinção repentina e singular


Tall el-Hamaam, a “Rainha do Sul do Vale do Jordão”, sumiu num brusco desastre final que engoliu Gomorra e numerosas pequenas cidades em torno dela.

Os restos do local evidenciam que a urbe estava em pleno apogeu no final da Idade do Bronze, quando teve um final repentino e catastrófico. A orgulhosa cidade tornou-se erma de um momento para outro, e ficou assim durante séculos.

Fragmentos de cerâmica recolhidos na jazida evidenciam que foram afetados por grandes temperaturas, maiores que as de um incêndio ou de um forno.

O fenômeno foi comparado ao verificado em cerâmicas recolhidas nos locais onde se fizeram testes com a bomba atômica, nos EUA.

O Dr. Collins destaca que sob todos os pontos de vista práticos, a cidade descoberta bate com a Sodoma da Bíblia.

Foi a maior cidade da fértil região de Kikkar. Mas, após um evento súbito e catastrófico, a luxuriante urbe virou um local abandonado durante mais de 700 anos.

Outra cidade cresceu no local durante a Idade do Ferro, entre os anos 1000 e 332 antes de Cristo, porém não teve relação com a anterior e também acabou sendo abandonada.

Os pesquisadores encontraram artefatos produzidos nessa Idade. Mas um silêncio estarrecedor de mais de sete séculos faz pensar que uma lembrança terrível afastava os homens de um local mal-assombrado.

Sodoma, o local das escavações.
Sodoma, o local das escavações.

Sodoma, o asteroide e o “Planisfério” de Nínive


O professor Collins diz não saber a causa da súbita desaparição de cidade tão grande e poderosa.

Em 2008, dois especialistas em foguetes – Alan Bond e Mark Hempsell – que tentavam decifrar uma tabuleta circular recuperada no século XIX na Mesopotâmia e conservada no British Museum, chegaram a uma sedutora conclusão.

Eles passaram oito anos nessa empreitada e, com a ajuda de computadores, puderam fixar a data em que tinha se dado a disposição das estrelas na tabuleta.

Por fim chegaram à conclusão de que a tabuleta foi obra de uma testemunha ocular da explosão de um asteroide sobre a região de Sodoma e Gomorra, na data aproximada em que elas desapareceram sob um dilúvio de fogo e enxofre, segundo a narração bíblica.

A tabuleta suméria conhecida como "Planisfério" e decifrada por Alan Bond e Mark Hempsell descreve um asteroide explodindo sobre a região de Sodoma e Gomorra.
A tabuleta suméria conhecida como "Planisfério"
e decifrada por Alan Bond e Mark Hempsell
descreve um asteroide explodindo
sobre a região de Sodoma e Gomorra.
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Para os especialistas, um asteroide de 1,6 quilômetros de largura explodiu na região, provocando a morte de milhares de pessoas e devastando tudo numa superfície de mais de um milhão de quilômetros quadrados.

O impacto teria tido uma força 100 vezes mais poderosa que a maior bomba criada pelo homem, algo assim como mais de 20 bilhões de toneladas de TNT. Ele teria gerado um dos maiores desabamentos da história do mundo.

A tabuleta de barro é chamada de Planisfério, foi descoberta pelo arqueólogo britânico Henry Layard na época vitoriana, e faz parte da Biblioteca do Palácio Real de Nínive, conservada no British Museum.


Num post especial, este blog tratou mais detalhadamente dessa descoberta. Veja: “Sodoma e Gomorra foram destruídas por um asteroide?” CLIQUE AQUI


Ruínas da cidade bíblica de Sodoma encontradas junto ao Jordão




segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Ruínas de Sodoma desvendadas:
lições para o presente e para o futuro

A destruição de Sodoma, Benjamin West  (1738 – 1820)
A destruição de Sodoma, Benjamin West  (1738 – 1820)



Após décadas de escavações, uma equipe de arqueólogos tem certeza de que finalmente achou as ruínas de Sodoma, a cidade bíblica de espantosa memória, noticiou o jornal britânico “Daily Mail”.

A equipe de arqueólogos leva adiante o Tall el-Hammam Excavation Project.

O chefe da equipe é o Dr. Steven Collins, professor de Arqueologia na Trinity Southwestern University, de Albuquerque, New Mexico, EUA.

Os especialistas vinham cavoucando há muito tempo na localidade de Tall el-Hammam, no vale do Jordão (Jordânia), os restos de uma cidade de tamanho colossal da Idade do Bronze.

Segundo ele, tratou-se de uma cidade “monstruosa” – uma megalópole – se comparada com as outras da região no mesmo período histórico.

As peculiaridades das ruínas apontavam impressionantes analogias com a descrição que faz a Bíblia da cidade de Sodoma, destruída por Deus.

Os restos correspondiam à maior cidade da região, como também diz a Bíblia de Sodoma, e estão situados ao leste do rio Jordão, numa área verde perto do Mar Morto.

A cidade existiu entre os anos 3500 e 1540 antes de Cristo, data em que foi súbita e inexplicavelmente abandonada.

Sodoma e Gomorra nas Sagradas Escrituras


A destruição de Sodoma, junto com sua aliada Gomorra, está mencionada em numerosas partes do Antigo Testamento, inclusive no mais antigo livro que é o Gênesis. Mas também está referida no Novo Testamento.

O Antigo Testamento diz que Sodoma foi destruída pelo vício e pela homossexualidade que a tinham dominado.

“Os habitantes de Sodoma eram perversos, e grandes pecadores diante do Senhor”. (Gênesis 13, 13)

Foi assim que, quando os dois anjos enviados por Deus entraram na casa de Lot:

“os homens da cidade, os homens de Sodoma, se agruparam em torno da casa, desde os jovens até os velhos, toda a população. E chamaram Lot: ‘Onde estão, disseram-lhe, os homens que entraram esta noite em tua casa? Conduze-os a nós para que os conheçamos’. Saiu Lot a ter com eles no limiar da casa, fechou a porta atrás de si e disse-lhes: ‘Suplico-vos, meus irmãos, não cometais este crime’”. (Gen 19, 4-7).

Lot foge de Sodoma com suas filhas. Jan Harmensz. Muller (1571-1628)
Lot foge de Sodoma com suas filhas.
Jan Harmensz. Muller (1571-1628)
Mas a multidão, ávida de perversão, fez violência contra Lot e avançou para derrubar a porta de sua casa e se apoderar dos jovens.

Eles achavam que eram homens, mas na verdade eram anjos, que atingiram os homossexuais de cegueira. E a seguir anunciaram que destruiriam a cidade por ordem de Deus, e que Lot e sua família deviam partir naquela mesma noite. E assim só Lot e os seus se salvaram.

23. O sol levantava-se sobre a terra quando Lot entrou em Segor.

24. O Senhor fez então cair sobre Sodoma e Gomorra uma chuva de enxofre e de fogo, vinda do Senhor, do céu.

25. E destruiu essas cidades e toda a planície, assim como todos os habitantes das cidades e a vegetação do solo.

26. A mulher de Lot, tendo olhado para trás, transformou-se numa coluna de sal.

27. Abraão levantou-se muito cedo e foi ao lugar onde tinha estado antes com o Senhor.

28. Voltando os olhos para o lado de Sodoma e Gomorra e sobre toda a extensão da planície, viu subir da terra um fumo espesso como a fumaça de uma grande fornalha.

29. Quando Deus destruiu as cidades da planície, lembrou-se de Abraão e livrou Lot do flagelo com que destruiu as cidades onde ele habitava. (Gen 19, 23-29)

O episódio ficou como uma lição divina para a História. Sodoma e Gomorra (aliada de Sodoma na política e no vício) ficaram simbolizando a maldição e o repúdio de Deus aos pecados que bradam aos céus e pedem vingança.

Moisés, vitral da catedral de Edinburgo, Escócia.
Moisés, vitral da catedral de Edinburgo, Escócia.
Por isso Moisés, após abençoar Israel, amaldiçoou-o, se no futuro viesse a abandonar a fidelidade a Deus, relembrando o castigo de Sodoma e Gomorra:

“A geração vindoura, vossos filhos, que nascerem depois de vós, e o estrangeiro que vier de uma terra distante perguntarão, à vista dos flagelos e das calamidades com que o Senhor tiver afligido esta terra, à vista do enxofre e do sal, e deste solo abrasado, inculto e estéril, onde não cresce erva alguma - à semelhança da destruição de Sodoma e Gomorra de Adama e de Seboim, que o Senhor; devastou em sua cólera e em seu furor” (Deuteronômio 29, 23)

E sentindo-se já muito velho, Moisés entoou antes de morrer um cântico renovando as promessas ao povo eleito. E também as advertências divinas do que lhe aconteceria se prevaricasse:

“Suas videiras são das plantações de Sodoma e dos terrenos de Gomorra; suas uvas são venenosas, seus cachos, amargosos. o seu vinho é veneno de serpente, o mais terrível veneno de cobra! 34. Eis uma coisa que está guardada comigo, consignada nos meus segredos: 35. a mim me pertencem a vingança e as represálias, para o instante em que o seu pé resvalar. Porque está próximo o dia da sua ruína e o seu destino se precipita”. (Deuteronômio 32, 32-35)

Com fundamento em Moisés, o profeta Isaías increpou o povo de Israel, que se afastava da Lei:

“Ouvi a palavra do Senhor, príncipes de Sodoma; escuta a lição de nosso Deus, povo de Gomorra” (Isaías 1, 10)

E usou o exemplo das cidades malditas para profetizar o fim da cidade símbolo dos filhos da iniquidade, a Babilônia dos caldeus:

“Então Babilônia, a pérola dos reinos, a joia de que os caldeus tanto se orgulham, será destruída por Deus, como Sodoma e Gomorra”. (Isaías 13, 19)

Idêntica imagem empregou o profeta Jeremias contra a cidade de Jerusalém e seus sacerdotes que haviam abandonado hipocritamente a Lei:

“entre os profetas de Jerusalém vejo coisas hediondas: adultério e hipocrisia. Encorajam os maus, para que nenhum se converta da maldade. A meus olhos são todos iguais a Sodoma e seus congêneres semelhantes a Gomorra”. (Jeremias 23, 14)

Os Apóstolos se despendem de Nossa Senhora antes de ir evangelizar, Très Riches Heures du Duc de Berry, Folio 122v, Limbourg brothers (1385-1416)
Os Apóstolos se despedem de Nossa Senhora antes de ir evangelizar.
Très Riches Heures du Duc de Berry, Folio 122v,
Limbourg brothers (1385-1416)
E o mesmo Jeremias profetizou ameaçando a cidade pagã de Edom com a cólera com que Deus extinguiu Sodoma e Gomorra:

“Repetir-se-á a catástrofe de Sodoma e Gomorra, e das cidades vizinhas - oráculo do Senhor. Ninguém mais habitará lá e nenhum ser humano a povoará”. (Jeremias 49, 18

No Novo Testamento, ao enviar os Apóstolos para pregar a Boa Nova e disseminar o Evangelho, Nosso Senhor Jesus Cristo advertiu aqueles que os recusassem, dizendo:

“Se não vos receberem e não ouvirem vossas palavras, quando sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi até mesmo o pó de vossos pés. Em verdade vos digo: no dia do juízo haverá mais indulgência com Sodoma e Gomorra que com aquela cidade. (São Mateus 10, 14-15)

O Divino Mestre empregou boa parte de sua vida pública pregando sua doce palavra e fazendo alguns de seus mais maravilhosos milagres na cidade de Cafarnaum. Entretanto, observando a dureza dos corações, comparou o destino dessa cidade hoje em ruínas ao da própria Sodoma:

“E tu, Cafarnaum, serás elevada até o céu? Não! Serás atirada até o inferno! Porque, se Sodoma tivesse visto os milagres que foram feitos dentro dos teus muros, subsistiria até este dia. Por isso te digo: no dia do juízo, haverá menor rigor para Sodoma do que para ti!” (São Mateus 11, 22-24) Também São Lucas 10, 12.

Mas o castigo de Sodoma ficou não só como um exemplo para o passado, mas também para o futuro. E, quiçá – por que não? – para os presentes dias.

Assim o dá a entender São Pedro, o Príncipe dos Apóstolos, em sua segunda Epístola:

“se condenou à destruição e reduziu à cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra para servir de exemplo para os ímpios do porvir” (II São Pedro 2, 6)

E São Judas nos repete em sua Epístola o mesmo grave ensinamento. Assim, ele adverte os primeiros cristãos:

“certos homens ímpios se introduziram furtivamente entre nós, os quais desde muito tempo estão destinados para este julgamento; eles transformam em dissolução a graça de nosso Deus e negam Jesus Cristo, nosso único Mestre e Senhor”. (São Judas 1, 7-8)

Apocalipse: a destruição de Babilônia, prefigurada pela destruição de Sodoma. Tapeçaria de Angers, França.
Apocalipse: a destruição de Babilônia, prefigurada pela destruição de Sodoma.
Tapeçaria de Angers, França.
E lhes anuncia o terrível juízo de Deus sobre esses que se infiltram nas fileiras sagradas do cristianismo e praticam o homossexualismo:

“Da mesma forma Sodoma, Gomorra e as cidades circunvizinhas, que praticaram as mesmas impurezas e se entregaram a vícios contra a natureza, jazem lá como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. Assim também estes homens, em seu louco desvario, contaminam igualmente a carne, desprezam a soberania e maldizem as glórias”. (São Judas 1, 7-8)

São João no Apocalipse apresenta Sodoma como prefigura espiritual da civilização antinatural que os homens construirão no fim dos tempos.

Nela, os dois enviados de Deus – Elias e Enoc, segundo conceituados exegetas – pregarão contra o anticristo, serão mortos e terão seus corpos expostos na praça pública:

“Seus cadáveres (jazerão) na rua da grande cidade que se chama espiritualmente Sodoma e Egito (onde o seu Senhor foi crucificado). (Apocalipse 11, 8)


continua no próximo post: Sodoma: uma megalópole fastuosa que desapareceu de um modo sem precedentes


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Os achados no “cárcere de São Pedro” (2)

Altar de São Pedro e São Paulo após restauro de 2010
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Entre os mistérios que ficam a serem esclarecidos, um é a conexão entre o cárcere e a sinistra Scalae Gemoniae.

Isto é, a escadaria que saindo do Foro era percorrida pelos condenados a morte. O nome vem do verbo “gemer” = a escadaria dos gemidos.

Naquela escadaria também eram expostos os cadáveres dos justiçados e que depois eram jogados no rio Tibre.

O sinistro cárcere está composto por dois andares de desenho vagamente circular, um sobre o outro.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Os achados no “cárcere de São Pedro” (1)

Interior do “Carcere Mamertino”, ou “cárcere de São Pedro”.
Luis Dufaur
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Restauração arqueológica do “Cárcere de São Pedro” em Roma trouxe revelações além de toda expectativa sobre São Pedro e a antiguidade pagã


O “Carcere Mamertino”, ou “cárcere de São Pedro”, foi a “prisão de Estado” do antigo Império Romano.

Lá ficaram presos antes de morrer reis e potentados da terra derrotados pelas legiões romanas, como Vercingetorix, chefe bárbaro da Gália (França); Jugurta, rei da Numídia; Pôncio rei dos Sannitas e muitos outros.

Porém, esse cárcere ficou mais famoso por ter aprisionado os Apóstolos São Pedro e São Paulo, nos tempos de Nero. São Pedro, notadamente, ali operou milagres históricos.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Astrofísica ateia canadense se rende à Verdade:
Jesus Cristo é a chave do Universo

Na reflexão e na dor Sarah Salviander compreendeu o absurdo da Ciência descolada da Religião



A Dra. Sarah Salviander, pesquisadora do Departamento de Astronomia da Universidade do Texas e professora de Astrofísica na Universidade Southwestern descreveu sua maravilhosa história da conversão a Cristo.

A conversão começou com os seus estudos científicos e culminou com a morte de sua filha, segundo informou a agência Aleteia.

“Eu nasci nos Estados Unidos e fui criada no Canadá, contou ela. Meus pais eram ateus, embora preferissem se definir como ‘agnósticos’. Eles eram carinhosos e mantinham uma ótima conduta moral, mas a religião não teve papel nenhum na minha infância".

“O Canadá já era um país pós-cristão, acrescentou. Olhando em retrospectiva, é incrível que, nos primeiros 25 anos da minha vida, eu só conheci três pessoas que se identificaram como cristãs.

“A minha visão do cristianismo era intensamente negativa. Hoje, olhando para trás, eu percebo que foi uma absorção inconsciente dessa hostilidade geral que existe no Canadá e na Europa em relação ao cristianismo.

“Eu não sabia nada do cristianismo, mas achava que ele tornava as pessoas fracas e tolas, filosoficamente banais".

Quanto tinha por volta de 25 anos, Sarah abraçou a filosofia racionalista de Ayn Rand.

“Entrei no curso de Física da Eastern Oregon University e percebi logo a secura e a esterilidade do objetivismo racionalista, incapaz de responder às grandes questões:

“Qual é o propósito da vida?

“De onde foi que viemos?

“Por que estamos aqui?

“O que acontece quando morremos?

“Eu notei também que esse racionalismo sofria de uma incoerência interna: toda a sua atenção se volta para a verdade objetiva, mas sem apresentar uma fonte para a verdade.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Desenterrado o pórtico de acesso à cidade de Golias

O pequeno pastor Davi enfrenta o gigante Golias, século XII. Museu des Beaux-Arts de Cambrai, França.
O pequeno pastor Davi enfrenta o gigante Golias, século XII.
Museu des Beaux-Arts de Cambrai, França.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Gate, ou Get, a cidade de Golias, foi uma das maiores metrópoles da Filisteia, região contígua a Israel, hoje parte da faixa de Gaza.

Gate estava ocupada desde o século IX antes de Cristo. O Antigo Testamento também se refere a ela, só que com o nome de Golias.

O mesmo nome do gigante nela nascido e que o jovem Davi, futuro rei de Israel, derrubou com sua funda e em seguida degolou com a espada.

Os filisteus eram inimigos de morte dos israelitas e sua inimizade como que revive no atual conflito de Gaza. A História se repete e é mestra da vida.

Os egípcios foram os primeiros a falar dos filisteus, incluindo-os entre os “povos do mar”, levas de imigrantes que atravessaram o Mediterrâneo e desembarcaram no atual Egito.

Também aqui a História se repete.

Pentápolis Filisteia no ano 830 a.C.
Pentápolis Filisteia no ano 830 a.C.
Por fim, o faraó Ramsés III os derrotou e eles foram procurar terras costeiras perto de Israel, onde fundaram cinco cidades: Asdode, Ascalon, Ecrom, Gaza e, a maior delas, Gate [= Get]. As cinco formaram a Pentápolis Filisteia.

Os filisteus eram mestres na metalurgia, fato que conferia aos seus soldados uma grande superioridade.

Mas adoravam deuses perversos, entre eles Baal, mencionado na Bíblia como sinônimo do demônio e de cujo nome deriva Belzebu.

Baal era representado e cultuado como um deus cruel, com raios na mão pronto a fulminar e que exige sacrifícios humanos, sádicos ou obscenos.

Crianças de ambos os sexos eram queimadas em sacrifícios imoralíssimos, durante os quais os sacerdotes se feriam com facas e punhais, em ritos sadomasoquistas. A ‘cultura da morte’ da época...

O deus-demônio Baal acostumava ser representado ameaçando com raios na mão.
O deus-demônio Baal acostumava ser representado
ameaçando com raios na mão.
Outros deuses eram Astarte – deusa da impureza e do erotismo, invocada pelo satanismo até nossos dias – e Dagon, metade homem, metade peixe, de significado fálico, cujo templo em Gaza foi destruído por Sansão.

Em 587 a.C. o rei caldeu Nabucodonosor – que conquistou Jerusalém e levou seus habitantes escravos para Babilônia – fez o mesmo com as cidades filisteias de Asdode, Ascalon e Ecrom (Gate já havia sido destruída 200 anos antes).

Os filisteus desapareceram da História. Ainda não se sabe como e por que. Acreditam alguns que teriam se dissolvido e misturado culturalmente com os caldeus durante a sua estadia na Babilônia.

Nada restou da Filisteia, país dominado por falsos ídolos e governado por líderes do mal.

Aquele reinado prefigurou, sob muitos aspectos, o mundo moderno anticristão, ao qual talvez esteja reservada sorte semelhante.

Arqueólogos chefiados pelo professor Aren Maeir, da Universidade Bar-Ilan de Israel, julgam ter achado os fundamentos da impressionante urbe filisteia de Gate, de onde saiu Golias.

“Sabíamos que entre os séculos X e IX a.C. a cidade filisteia de Gate era uma grande aglomeração, talvez a maior da região naquela época. As monumentais fortificações sublinham quão ampla e poderosa foi a cidade”, disse Maeir ao site Live Science.

Os arqueólogos israelenses desenterraram um pórtico em Tell es-Safi (ex-Gate), utilizado durante 5.000 anos até 1948, quando uma aldeia árabe existente no local foi abandonada, disse Maeir.

Gate: um altar desenterrado e o chefe da expedição prof. Aren Maeir.
Gate: um altar desenterrado e o chefe da expedição prof. Aren Maeir.
Os arqueólogos escavavam o local desde 1899, mas só nas últimas décadas se deram conta da importância dos restos da Idade do Ferro ali encerrada.

As características da cidade que está sendo exumada coincidem com as narrações bíblicas acerca da histórica Gate da época dos reinos de Judá e Israel.

A equipe localizou a parte superior de uma porta monumental e das fortificações.

Mas elas são tão gigantescas que levará vários anos para desenterrá-las por completo, disse Maeir.

O topo, agora visível, dessas estruturas já permite conjecturar sua dimensão total. Uma fortificação tão poderosa provavelmente visava desanimar o Reino de Judá de qualquer empresa de expansão.

Perto da Porta Monumental foram encontrados, além dos objetos de ferro, um templo filisteu e peças de cerâmica típicas de seu culto, nas quais se pode notar a influência da cultura judaica.

Estátua do profeta Santo Elias no Monte Carmelo,
onde degolou 750 sacerdotes e profetas de Baal.
De fato, nos períodos de diminuição da fé, o culto de Baal penetrou entre os judeus decadentes.

Por obra da rainha Jezabel, esposa do rei Acab (entre 874 e 853 a.C.), o deus símbolo do demônio chegou a ser cultuado no Templo de Jerusalém.

Jezabel era fenícia de nascimento. Seu nome significa “Baal é marido de”.

Ela impôs o culto de Baal e de Astarte e  perseguiu os adoradores do verdadeiro Deus.

Contra a idolatria e a profanação, “como uma chama do fogo sagrado de indignação” levantou-se o Profeta Elias, cujo nome significa “o Senhor é Deus!”.

 Após vencer 700 cruéis sacerdotes de Baal em um duelo durante o qual fez descer fogo do céu sobre o altar do sacrifício no Monte Carmelo, Elias os degolou.

Jehu, seu seguidor, jogou Jezabel pela janela e seu corpo foi disputado pelos cachorros da rua, como Elias profetizara. (II Reis 9, 10)

Porém, a notícia da descoberta dos restos de Gate nos remete para o combate bíblico de David contra Golias.

Sobre o combate de Davi contra Golias, veja mais em: “Indícios arqueológicos e testes científicos da luta de Davi contra Golias”

Gate, no local: esquema do sítio arqueológico.
Gate, no local: esquema do sítio arqueológico.
Os arqueólogos acham que realmente descobriram a cidade natal do gigante do mal em Israel, segundo o Daily Telegraph, de Londres.

A expedição da Universidade de Bar-Ilan, conduzida pelo professor Aren Maeir, localizou os restos perdidos de Gate em escavações numa área dividida pelo conflito entre Palestina e Israel.

Segundo o Antigo Testamento, Gate foi uma das cinco cidades que formavam a Pentápolis filisteia na Terra Santa, de onde veio Golias (I Samuel 17, 4).

Para Louise Hitchcock, professora assistente da Universidade de Melbourne, Austrália, a descoberta do Pórtico de Entrada da cidade bíblica foi um dos maiores achados já feitos por um investigador.

Acredita-se que esse pórtico corresponde à descrição das portas mencionadas no I Livro de Samuel, cap. 21:

Davi fugindo da cólera de Saúl, recebe do sacerdote Aquimelec
a espada de Golias que o próprio Davi tinha ganho (ver I Samuel 21,9).
Arent de Gelder (1645 - 1727).
10. Levantou-se Davi e prosseguiu sua fuga diante de Saul, indo para junto de Aquis, rei de Get [=Gate].

11. Os servos de Aquis disseram ao rei: Não é este Davi, o rei da terra? Aquele de quem cantavam em coro: Saul matou seus milhares, mas Davi seus dez milhares?

12. Davi, impressionado com essas palavras, teve medo de Aquis, rei de Get [=Gate].

13. Simulou loucura diante deles, comportando-se como demente: tamborilava nos batentes da porta e deixava correr saliva pela barba.

A professora Hitchcock acrescentou que fez uma série de outras descobertas que convergem com essa teoria. Inclusive uma inscrição do nome Golias, de templos filisteus, altares e objetos rituais.


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A imagem de Nossa Senhora de Lourdes
intocada por incêndio numa base militar

Imagem de Nossa Senhora de Lourdes, inexplicavelmente intacta após incêndio na base militar de El Goloso, Madri.
Imagem de Nossa Senhora de Lourdes,
inexplicavelmente intacta após incêndio
na base militar de El Goloso, Madri.



Na base militar de El Goloso nas proximidades da capital espanhola, Madri, sede da brigada de Infantaria Blindada “Guadarrama”, se desatou um incêndio incontrolável que consumiu importante área verde, noticiaram diversos sites espanhóis como Infovaticana e Religión en Libertad

A vegetação ficou calcinada. Mas, para surpresa dos militares na superfície carbonizada se encontrou intacta uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes.

A surpresa foi tanto maior quando os fardados descobriram que o gramado perto da imagem não foi atingido pelo fogo e que em volta da imagem havia uns vasos com flores, também incólumes, que ninguém sabia quem tinha posto.

O fato aconteceu no dia 30 de julho, em plena onda de calor que afligia Espanha.

Os militares não conseguiam explicar como foi possível que a imagem e as flores nada sofressem, nem mesmo um natural escurecimento e murchamento pelo calor.

O caso se espalhou pelas redes sociais e não faltou quem supusesse uma montagem. Porem, a investigação visando o esclarecimento revelou a improcedência da suspeita.

Nas fotos pode se apreciar que toda a terra está queimada com exceção das proximidades da imagem.

A bem dizer, a maioria dos soldados sequer sabia que havia uma estatueta da Virgem de Lourdes no jardim, malgrado eles fizessem rotineiras giros de vigilância.

Alguns soldados, porém, lhe tinham uma devoção especial, e se tinham encomendado a ela. Aquela imagem de Nossa Senhora de Lourdes até tinha participado em atos oficiais na base militar.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Coliseu restaura elevador que alçava as feras
para devorar os mártires

Os sinistros elevadores do Coliseu consumiam a força de oito escravos. Eis um restaurado.
Os sinistros elevadores do Coliseu consumiam a força de oito escravos. Eis um restaurado.




O famoso Coliseu de Roma, cujas ruínas relativamente conservadas são visitadas por milhões de turistas todos os anos, foi em seu esplendor um estádio de espetáculos cruéis.

Sobressai na memória dos homens a lembrança gloriosa dos mártires cristãos que eram levados à arena sob o olhar lúbrico e sádico dos imperadores e de uma massa de pagãos ávidos de sangue.

Naquele momento supremo lhes era proposta a péssima opção: ou recusavam a Jesus Cristo queimando incenso aos deuses e salvando assim suas vidas, ou seriam entregues às feras.

Essas feras eram de diversas espécies, cada uma conhecida pelo seu modo de matar e devorar as vítimas.

Outras vezes era a luta de gladiadores contra animais ferozes, espetáculo especialmente sanguinário.

E por fim as lutas entre gladiadores, que terminavam não raro com a morte.

Calcula-se que em poucos séculos foram empregadas algumas dezenas de milhares de animais selvagens nesses espetáculos perversos.

Chegou-se a falar que a arena do Coliseu estava tingida pelo sangue de mártires, gladiadores e animais.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Cientista incrédulo estudou 37 anos o Santo Sudário
e hoje tem certeza: é autêntico!

Barrie Schwortz: o descrente especialista em fotografia que se rendeu à evidência: o Santo Sudário é autêntico!
Barrie Schwortz: o descrente especialista em fotografia que se rendeu à evidência:
o Santo Sudário é autêntico!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Barrie Schwortz é uma das maiores autoridades mundiais sobre o Santo Sudário. Como técnico em fotografia, ele participou no primeiro grande exame em profundidade dessa preciosa relíquia em 1978, na equipe do famoso Shroud of Turin Research Project (STURP).

O STURP inaugurou uma longa série de análises e aprofundamentos do ponto de vista das mais variadas ciências, que revelou – aliás, continua revelando – detalhes surpreendentes e nunca antes imaginados sobre o Homem do Sudário.

A convergência dos resultados dessa imensa série de exames é tão espantosa que ficou muito difícil negar que o Homem do Sudário não seja outro que Nosso Senhor Jesus Cristo.

Barrie Schwortz é um hebreu não praticante que aceitou com relutância participar do STURP. Ele estava plenamente convencido de que o Santo Sudário era alguma fraude montada na Idade Média.

Exposição extraordinária do Santo Sudário começou no dia 19 de abril e vai durar até 24 de junho de 2015.
Exposição extraordinária do Santo Sudário começou no dia 19.4.2015 e durou 24.6.2015
Mas após muitos anos de pesquisa e reflexão, passou a acreditar em sua autenticidade.

Preocupado com a informação imprópria veiculada pela mídia sobre o Sudário de Turim, ele criou um site onde difunde a verdadeira história da relíquia e os resultados dos testes de que ela vem sendo objeto.

Barrie Schwortz concedeu uma entrevista com valiosas informações ao Catholic World Report (CWR). Reproduzimos alguns excertos:

CWR: quais são alguns dos argumentos mais impressionantes em favor da autenticidade do Sudário?


Barrie Schwortz:

“Durante mais de 17 anos eu me recusei a aceitar que o Santo Sudário fosse autêntico”.

“Não é que uma só evidência prova a autenticidade do Sudário. Mas todo o conjunto das evidências sim, prova isso”.

“A explicação mais plausível é de que o Sudário foi usado para envolver o corpo de Jesus”.

“O Sudário é, literalmente, um documento da Paixão e da tortura que Jesus sofreu”.


Barrie Schwortz: Há 37 anos, quando fui à Itália com a equipe do STURP, eu achava que era algo falso, algum tipo de pintura medieval. Mas após apenas 10 minutos de análise, percebi que não era uma pintura.

Enquanto fotógrafo profissional, fui procurar as pinceladas. Mas não havia tinta nem pinceladas!

Durante mais de 17 anos eu me recusei a aceitar que o Santo Sudário fosse autêntico. O argumento que me fez mudar de ideia está relacionado com o sangue.

O sangue no Sudário é avermelhado. Porém, o sangue num pano de roupa, em poucas horas fica marrom ou preto.

Eu conversei pelo telefone com Alan Adler, um químico especialista em sangue, e manifestei-lhe minhas reservas. Ele ficou chocado e perguntou: “Mas você não leu o meu estudo?”

Ele havia detectado uma alta proporção de bilirrubina no Sudário, fato que explica por que o sangue ficou vermelho.

Se um homem é ferido e não bebe água, seu fígado começa a produzir bilirrubina. Isso faz com que o sangue fique vermelho para sempre.

Para mim foi como achar a última peça do quebra-cabeça. Eu não tinha mais argumentos contra.

Para Schwortz é 'um documento da Paixão e da tortura que Jesus sofreu'. Foto da exposição 'O homem do Sudário', Curitiba
Para Schwortz é 'um documento da Paixão e da tortura que Jesus sofreu'.
Foto da exposição 'O homem do Sudário', Curitiba
Essa foi a evidência final que me convenceu. Não é que uma só evidência prova a autenticidade do Sudário. Mas todo o conjunto das evidências sim, prova isso.

Um dos meus testemunhos favoritos em favor da autenticidade do Sudário é de minha mãe, que é judia. Ela veio da Polônia e só estudou na escola. Ela assistiu a uma de minhas palestras. Depois, voltando de carro para casa, após ficar em silêncio um longo tempo, eu lhe perguntei:

– Mãe, no que está pensando?

Ela respondeu:

– Barrie, é evidente que é autêntico. Eles não o teriam conservado durante 2.000 anos se não fosse.

Pela lei judia, um sudário manchado de sangue devia ser mantido no túmulo. Tirando-o dali, você de fato assumiria o risco de violar a lei.
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Para mim, a explicação mais plausível sobre o Sudário, do ponto de vista da ciência e de meus fundamentos pessoais judeus, é de que o pano foi usado para envolver o corpo de Jesus.

CWR: Quais são algumas das falsidades mais comuns que se falam do Sudário?

Schwortz: Tomaria horas compor essa lista. Parece existir uma cacofonia constante de insensatez funcionando contra o Sudário.

CWR: O que é que fala o Sudário sobre os sofrimentos físicos de Cristo?

Schwortz: Ele é, literalmente, um documento da Paixão e da tortura que Jesus sofreu. Seu rosto foi duramente golpeado, está inchado sobretudo em volta dos olhos.

Eu sou fã de boxe profissional. A imagem do Sudário me lembra de um boxeador que perdeu a luta.

O homem foi severamente açoitado. Isso se observa não só nas feridas nas costas, mas podem-se ver as tiras de couro que o atingiram, envolvendo o corpo, e que bateram pela frente também.

De um ponto de vista forense, a imagem do Sudário fala mais do que as representações comuns que vemos na arte.

Ele tem um ferimento de lança no lado. Suas pernas não estão quebradas, como era geralmente o caso quando os homens eram crucificados.

Sua cabeça e o couro cabeludo estão cobertos de feridas.

Mais uma vez: na arte muitas vezes vemos a coroa de espinhos como se fosse um pequeno círculo que se assemelha a folhas de louro em torno da cabeça de Cristo. Mas isso não é realista.

Os soldados na verdade puseram um espinheiro sobre sua cabeça e o esmagaram sobre ela.

Vemos a parte externa de uma mão, indicando que os pregos não foram cravados pelo centro da palma da mão, mas uma polegada mais perto do pulso.

Isso faz sentido para um soldado romano crucificando 20 ou mais pessoas ao mesmo tempo. É o lugar perfeito para se colocar um prego que vai segurar, e então você pode passar para a sua próxima vítima.

Em relação aos pés, é impossível para nós julgar se foi usado um único prego para ambos os pés, ou se foi usado um em cada pé.

Nós temos os restos reais de duas vítimas da crucifixão, e nesses casos foram usados dois pregos, um em cada pé.






Barrie Schwortz narra sua experiência com o Santo Sudário
e como mudou de opinião em favor da autenticidade da sagrada mortalha



segunda-feira, 13 de abril de 2015

Amazônia: estonteante dependência do Saara criada por Deus

Poeira fertilizante do Saara todo ano passa por cima do Atlântico e sustenta a vida na Amazônia e no Caribe
Poeira fertilizante do Saara todo ano passa por cima do Atlântico e sustenta a vida na Amazônia e no Caribe



A Amazônia é a maior floresta tropical úmida da Terra. E o Saara é o maior e mais quente deserto do mundo.

Na aparência, nada de mais diverso e sem relação um com outro. Uma imensa selva verde úmida no coração da América do Sul, e um infindável areal, composto de poeira e pedra, onde sopram ventos ardentes no norte da África.

Porém, se, por ventura, os dois estivessem vitalmente unidos? Se o mais pleno de vida dependesse do mais morto para sobreviver, quem ou o quê poderia ter criado essa inter-relação?

Por certo, uma interdependência tão profunda foge à imaginação do homem e a qualquer instrumentalização ou fabrico também humano.

Também fugiria às regras da teoria da evolução de Darwin, segundo o qual tudo o que há procede de uma realidade pré-existente, e essa de outra, por uma série intérmina e jamais demonstrada de mutações atribuíveis ao azar e à necessidade.

Há, porém, um fenômeno que envolve ventos e minérios sem vida e que sustenta a vida vegetal e animal na maior floresta tropical úmida do planeta.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Davi, Salomão e seus reinados:
existências confirmadas arqueologicamente

Davi, marfim alemão do século XII. Cloisters Museum, NYC
Davi, marfim alemão do século XII. Cloisters Museum, NYC.



Com frequência ouve-se dizer que a Bíblia e os Evangelhos, seus acontecimentos e personagens são fruto da fantasia. Ou simples construções alegóricas ou mitológicas em que os antigos teriam condensado suas experiências.

Chega-se a dizer até que Nosso Senhor Jesus Cristo como é apresentado nos Evangelhos não existiu. Teria sido no máximo um homem cuja figura teria sido elaborada por comunidades populares de base oprimidas pelo imperialismo romano.

Segundo essa visualização, os livros sagrados não são obviamente sagrados, mas meras coletâneas de fábulas.

No entanto, tudo isso não passa de alegação antirreligiosa. Além do valor intrínseco do Antigo e do Novo Testamento, são inúmeros os dados históricos e científicos que falam em favor da fidelidade dos Livros Sagrados à História.

Em nosso blog estamos continuamente publicando as mais recentes descobertas que chegam até nós por meio de fontes científicas respeitáveis.

Mais recentemente, uma equipe de arqueólogos da Mississippi State University (MSU) trouxeram à luz um conjunto de seis selos de terracota encontrados numa pequena localidade de Israel, os quais provam a existência histórica dos reis Davi e Salomão.

Os achados desfazem as alegações – essas sim, quiméricas e sem fundamento – de que os dois reis não seriam senão figuras alegóricas, e que o reino deles não existiu, pelo menos no tempo e na região mencionados na Bíblia.

Sobre os dos reis profetas, lemos no Antigo Testamento:

segunda-feira, 9 de março de 2015

Descoberta traz à tona o trágico fim de Herodes,
o rei que mandou matar os Santos Inocentes

Herodes ordena o massacre dos Santos Inocentes. Matteo di Giovanni, Galleria Nazionale di Capodimonte.
Herodes ordena o massacre dos Santos Inocentes.
Matteo di Giovanni, Galleria Nazionale di Capodimonte.



O rei Herodes, o Grande (73 a.C. aprox. — 4 d.C.), passou para a História como um das figuras mais relevantes da vida judaica na transição do Antigo para o Novo Testamento.

Deve-se a ele a restauração do Segundo Templo de Jerusalém e muitas obras arquitetônicas de grande fôlego em Israel.

Porém, ele foi responsável por crimes espantosos, entre os quais o massacre dos santos inocentes em Belém.

Por meio desse morticínio ele tentou matar o Menino Jesus, o Messias prometido, que os Reis Magos foram adorar, segundo o Evangelho de São Mateus (Mt 2,13-18).

13. um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar.

14. José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito.

15. Ali permaneceu até a morte de Herodes para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: Eu chamei do Egito meu filho (Os 11,1).

Herodium: a entrada descoberta. Mas a localização do túmulo ainda é mistério.
Herodium: a entrada descoberta. Mas a localização do túmulo ainda é mistério.
16. Vendo, então, Herodes que tinha sido enganado pelos magos, ficou muito irado e mandou massacrar em Belém e nos seus arredores todos os meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo exato que havia indagado dos magos.

17. Cumpriu-se, então, o que foi dito pelo profeta Jeremias:

18. Em Ramá se ouviu uma voz, choro e grandes lamentos: é Raquel a chorar seus filhos; não quer consolação, porque já não existem (Jer 31,15)!

O péssimo Herodes construiu para si próprio um sofisticado túmulo com caracteres de fortaleza e condutos secretos ainda não plenamente revelados.

Ele era odiado pelos judeus pois além de crudelíssimo era gentío, quer dizer estrangeiro.

Mais precisamente pertencia ao povo dos idumeus ou edomitas, isto é, descendentes de Esaú, o homem símbolo dos maus, que haviam sido parcialmente judaizados.

Herodes temia que o povo se revoltasse contra ele quando estava ainda vivo, ou que destruísse sua última moradia depois de morto.

Escavado na pedra no alto de uma elevação cônica, o local é conhecido como Herodium, a 12 quilômetros de Jerusalém e a sudeste de Belém.

O acatado historiador Flávio Josefo (in Antiguidades Judaicas, 17.6.4) diz que Herodes morreu depois de um eclipse lunar.

Herodium: no alto de um morro cônico uma fortaleza-túmulo
Herodium: no alto de um morro cônico uma fortaleza-túmulo
Josefo descreveu a doença final de Herodes – às vezes chamada “Mal de Herodes” – que era insuportável.

Alguns peritos médicos hodiernos concluíram que o rei padecia de doença renal crônica complicada por gangrena de Fournier.

Os estudiosos modernos concordam que ele sofreu durante toda a sua vida de depressão e paranoia.

Sintomas similares ficaram registrados por ocasião da morte de seu neto Agripa I, em 44 a.C., de quem se relata que os vermes eram visíveis porque a putrefação atingiu-o em vida.

Segundo o historiador Josefo, Herodes o Grande estava obcecado pela probabilidade de ninguém lamentar sua morte.

Ele, então, convocou um grande grupo de homens ilustres em Jericó, e deu ordem pública de assassiná-los no momento da sua morte para patentear a dor que ele ansiava ver no povo pela sua perda.

Felizmente a ordem não foi cumprida.

Herodium: o acesso inconcluso ao túmulo secreto
Herodium: o acesso inconcluso ao túmulo secreto
Herodium sobreviveu nas mãos de seus descendentes, entre os quais Herodes Antipas (20 a.C. – depois de 39 d.C.), filho de Herodes o Grande.

Antipas martirizou a São João Batista e teve o deplorável desempenho na condenação de Nosso Senhor narrado nos Evangelhos.

Contudo, na última revolta contra os romanos, os judeus acabaram se atrincheirando em Herodium e os romanos o destruíram no ano 71 d.C.

Mas os restos de Herodes o Grande, ou seu sarcófago (tal vez destruído pelos próprios judeus), ainda não foram localizados.

Arqueólogos israelenses e estrangeiros não cessam hoje de investigar e escavar, fazendo descobertas na amaldiçoada montanha que foi comparada a um ameaçador artefato no deserto.

Agora, uma equipe de pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém descobriu uma entrada monumental que devia conduzir ao topo do Herodium, informou o jornal britânico “The Telegraph”

O corredor de cerca de 20 metros de extensão e 6 metros de altura está formado por um complexo sistema de arcos em três níveis.

Três arqueólogos israelenses concluíram que Herodes o Grande – talvez temendo uma vingança popular pelo massacre das criancinhas de Belém – concebeu o corredor como parte da fortaleza que perpetuaria sua memória e ocultaria seu corpo após a morte.

Um como que monumento fúnebre real numa escala épica.

Os Santos inocentes junto com São João Evangelista. Igreja de San Tiago, Plaza de España
Os Santos inocentes junto com São João Evangelista.
Igreja de San Tiago, Plaza de España
As escavações apontaram que o corredor não chegou a ser concluído:

“Parece que a interrupção aconteceu quando Herodes percebeu que sua morte se aproximava e resolveu converter todo o topo do morro num complexo em sua memória”.

O corredor foi fechado e enchido de entulho durante os trabalhos da colina de Herodium.

Problemas políticos israelo-palestinos hoje dificultam os trabalhos no local

Mas os objetos recuperados estão em exposição e poderão voltar a ele, dependendo de futuras negociações.

Espanta pensar no fim de pesadelo desse rei, perseguido pela própria consciência, consumido pela doença somática e psíquica, rodeado pelo desprezo popular pelo fato de ter martirizado os Santos Inocentes. Uma prefigura de seu destino eterno.

Do outro lado, os Santos Inocentes reinam por todo o sempre no Céu junto a Jesus Cristo, que também nasceu em Belém, envolvidos de glória e gaudiosa bem-aventurança.

Por maiores que tenham sido os cuidados materiais de Herodes, o Grande, para preservar seu corpo perecível, nada disso lhe garantiu a felicidade eterna e tal vez a afastou para sempre.