Mostrando postagens com marcador Criação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Criação. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Amazônia: estonteante dependência do Saara

Poeira fertilizante do Saara todo ano passa por cima do Atlântico e sustenta a vida na Amazônia e no Caribe
Poeira fertilizante do Saara todo ano passa por cima do Atlântico e sustenta a vida na Amazônia e no Caribe
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A Amazônia é a maior floresta tropical úmida da Terra. E o Saara é o maior e mais quente deserto do mundo.

Na aparência, nada de mais diverso e sem relação um com outro. Uma imensa selva verde úmida no coração da América do Sul, e um infindável areal, composto de poeira e pedra, onde sopram ventos ardentes no norte da África.

Porém, se, por ventura, os dois estivessem vitalmente unidos? Se o mais pleno de vida dependesse do mais morto para sobreviver, quem ou o quê poderia ter criado essa inter-relação?

Por certo, uma interdependência tão profunda foge à imaginação do homem e a qualquer instrumentalização ou fabrico também humano.

Também fugiria às regras da teoria da evolução de Darwin, segundo o qual tudo o que há procede de uma realidade pré-existente, e essa de outra, por uma série intérmina e jamais demonstrada de mutações atribuíveis ao azar e à necessidade.

Há, porém, um fenômeno que envolve ventos e minérios sem vida e que sustenta a vida vegetal e animal na maior floresta tropical úmida do planeta.

Amazônia: estonteante dependência do Saara criada por Deus
Amazônia: estonteante dependência do Saara criada por Deus
Chegando no III milênio a ciência com seus mais avançados instrumentos pode documentar e mensurar esse fenômeno colossal.

Dito fenômeno une essas duas imensas realidades geográficas tão dissemelhantes passando por cima de um oceano.

Pela primeira vez um satélite da NASA mensurou em três dimensões a quantidade de poeira do Saara trazida pelos ventos por cima do Atlântico.

E calculou não só a poeira, mas também o fósforo que vem no meio dela: 22.000 toneladas de fertilizante puro, do qual a selva da Amazônia depende para existir.

A equipe comparou o conteúdo de fósforo da poeira do Saara na depressão de Bodélé com dados das estações científicas de Barbados, no Caribe, e de Miami, nos EUA.

Os resultados do estudo foram publicados na Geophysical Research Letters, revista da American Geophysical Union, segundo divulgou a NASA (vídeo embaixo).

O líder do trabalho foi Hongbin Yu, cientista da atmosfera da Universidade de Maryland que trabalha no Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Maryland. Yu e sua equipe fizeram os cálculos com base em dados coletados pelo satélite Calipso, da NASA, entre 2007 e 2013.

Yu e sua equipe estudaram a poeira que provém especialmente da Depressão de Bodélé, no Chade. Trata-se de um antigo lago seco cujas rocas compostas por micro-organismos mortos estão carregadas de fósforo.

Esse é um nutriente essencial para o crescimento das plantas e a vegetação depende dele para florescer.

O estudo analisou especialmente a depressão de Bodélé de onde sai boa parte do fósforo fertilizador.
O estudo analisou especialmente a depressão de Bodélé de onde sai boa parte do fósforo fertilizador.
Os nutrientes são escassos no solo amazônico e alguns deles, como o fósforo, são lavados pelas chuvas. Sem os fosfatos (sais do fósforo), a floresta da Amazônia estaria condenada à morte.

Porém, segundo Yu, o fósforo que chega do Saara, estimado em 22.000 toneladas por ano, equivale aproximadamente à mesma quantidade levada pelas chuvas e pelas enchentes.

Esse fósforo é apenas 0,08% das 27,7 milhões de toneladas de poeira do Saara depositadas anualmente na Amazônia.

No total, os ventos do deserto africano levantam cada ano 182 milhões de toneladas de poeira. O volume encheria o volume de carga de 689.290 caminhões. O pó viaja 2.800 quilômetros sobre o Atlântico até cair na superfície arrastado pela chuva.

Perde-se uma parte pelo caminho. Chegando à costa do Brasil, ficam ainda no ar 132 milhões de toneladas. Por fim, 27,7 milhões de toneladas – capazes de encher 104.908 caminhões – caem sobre a superfície da bacia Amazônica. Outros 43 milhões de toneladas seguem para o Caribe.

É o maior transporte de poeira do planeta. Há importantes variações segundo os anos, dependendo dos ventos e de outros fatores.

Desta maneira o deserto morto sustenta a vida na exuberante floresta amazônica tropical e úmida. Sem o Saara a mata da Amazônia não existiria.

Vídeo: Amazônia: estonteante dependência do Saara criada por Deus



Quem teria imaginado algo tão extraordinário funcionando há milênios de anos como uma engrenagem supremamente sábia?

Fenômenos como o identificado pela NASA postulam a existência de um Deus que criou o mundo com infinita sabedoria e o governa com insondável poder. Mosaico siciliano do século XII
Fenômenos como o identificado pela NASA postulam a existência de um Deus
que criou o mundo com infinita sabedoria e o governa com insondável poder.
Mosaico siciliano do século XII
Há certos fenômenos naturais que nos obrigam a reconhecer um Criador de uma sabedoria e de um poder infinitos.

Isso apesar de uma intensa propaganda que chega ao absurdo de dizer que o ecossistema do planeta depende decisivamente de nós.

Sem o homem saber, desde que o Saara e a Amazônia existem o pó fertilizante do deserto africano chega na dose certa, mas colossal, todo ano, por cima do Atlântico.

Quem tem a sabedoria para imaginar esse processo sustentador de uma floresta como a amazônica da qual depende a Terra toda, a outros títulos?

Quem tem o poder para criar e depois garantir esses processos em sua regularidade constante há milênios?

Sem dúvida a ciência presta um inestimável tributo com uma descoberta como esta que postula a existência de um Deus criador e sustentador do céu e da terra.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Boas notícias do espaço: descoberto “muro invisível”
que protege a Terra contra radiação letal

Ilustração didática da atividade dos anéis de Van Allen
Ilustração didática da atividade dos anéis de Van Allen


Notícias tranquilizadoras sobre a natureza e o nosso meio ambiente provêm com relativa frequência da ciência objetiva.

Mas elas não obtêm espaço na mídia, que prefere os anúncios estarrecedores ou deprimentes, e rara vezes verdadeiros, do ambientalismo radical.

É o caso da descoberta surpreendente, e até agora inexplicada, feita por uma dupla de satélites da NASA (National Aeronautics and Space Administration – Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) e reportada em 27.11.14 pela revista científica britânica “Nature”.

Os satélites detectaram um campo de força invisível e impenetrável, a cerca de 11 mil km da superfície da Terra, que protege nosso planeta de doses letais de radiação. O anúncio foi noticiado por Salvador Nogueira blogueiro da Folha de S.Paulo.

As sondas Van Allen foram lançadas em agosto de 2012 com o objetivo estudar os ‘cinturões de Van Allen’, dois anéis de radiação resultantes da interação do campo magnético terrestre com as partículas emanadas constantemente do Sol.

Os dois cinturões, aliás, foram a primeira descoberta da era espacial, feita em 1958 pelo cientista americano James Van Allen, da Universidade de Iowa.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A ciência se depara face a face com Deus,
após séculos de cientificismo antirreligioso

Embaixo: o Atacama Large Millimeter-submillimeter Array (ALMA), maior telescópio da Terra.
Fundo: galaxia Andrómeda, a mais parecida à nossa, a Via Láctea.
Desde o Iluminismo – para fixarmos uma referência – um viés cientificista veio insistindo na ideia de que, à medida em que a ciência fosse se desenvolvendo, tornar-se-ia evidente que a existência de Deus é uma crendice para encobrir uma vergonhosa ignorância.

E a ciência progrediu. A cada descoberta relevante e a cada nova teoria – algumas das quais se demonstraram falsas depois – esse espírito iluminista, revolucionário, anticatólico e ateu cantava vitória. Afinal, diziam, a religião ficou dessueta!

Ainda hoje se publica farta literatura de botequim repetindo o mesmo ‘disco ralado’. A inexistência de Deus estaria demonstrada, foi descoberta a máquina do Universo que torna desnecessária a divindade, a inteligência é coisa que o computador faz. Não precisamos de um Criador para explicar o Universo!!!

Mas, descartando essa literatura de rodoviária e nos voltando para os cientistas de verdadeira envergadura atuais, verificamos que um a profunda mudança está em curso.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Últimos achados astrofísicos
afinam com narração bíblica da Criação

Clem Pryke, Jamie Bock, Chao-Lin Kuo e John Kovacem conferência de imprensa  no Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics in Cambridge, Massachussets
Clem Pryke, Jamie Bock, Chao-Lin Kuo e John Kovac em conferência de imprensa
no Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics in Cambridge, Massachussets

Anunciada nos EUA uma descoberta que é um marco para a astrofísica

Liderados pelo astrônomo John M. Kovac, pesquisadores do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, da Universidade de Minnesota, do California Institute of Technology, da Universidade de Stanford e do Jet Propulsion Laboratory da NASA anunciaram a descoberta da “primeira evidência direta” daquilo que os cientistas chamam de “inflação cósmica”.

A expressão indica a teoria segundo a qual, no segundo imediato ao “Big Bang”, o universo expandiu-se a uma velocidade inimaginável. O “Big Bang” (ou “grande explosão”) é a teoria que prevalece na ciência a respeito da origem do mundo, embora com muitas variantes segundo os diversos postuladores.

O novo trabalho também forneceria a primeira demonstração da existência das ondas gravitacionais, ondulações do espaço-tempo, previstas por Albert Einstein, mas nunca antes detectadas.

segunda-feira, 5 de março de 2012

O exoplaneta Gliese 436b e “os possíveis de Deus”

Planeta extrasolar GJ 436b. Imagem artistica
Astrônomos de diversas equipes confirmaram a descoberta de mais um planeta extrasolar, ou exoplaneta.

Localizado na constelação do Leão, a 30 anos-luz da Terra, ele foi descoberto originalmente – segundo equipe do Observatório de Genebra – pelos cientistas do Carnegie Institute de Washington e da Universidade de Califórnia–Berkeley, tendo sido chamado GJ 436b, ou também Gliese 436b.

Não é o primeiro planeta a ser descoberto fora do sistema solar. E provavelmente não será o último, pois muitos outros ainda poderão ser detectados.

O planeta possui características surpreendentes para quem está habituado à nossa aconchegante Terra.

De acordo com os astrônomos, que usaram o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, o GJ 436b tem o tamanho de Netuno.

Ele orbita a pequena distância da estrela vermelha Gliese 436. Por isso, seu ano dura 2 dias e 15 horas e meia. A proximidade de seu sol faz com que a temperatura estimada na sua superfície seja de 439 °C.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Investida atéia pretende que o nada produziu o Universo (2)

Stephen Hawking tem muito prestigio nos ambientes anti-católicos. Na foto, com Obama.
continuação do post anterior

Gleiser toca num ponto para o qual acenamos aqui apenas de passagem: Sendo a inteligência do homem limitada, por mais que avancem os estudos da física, jamais o homem chegará à compreensão final, última, da matéria, do fenômeno da vida, da alma espiritual; numa palavra, do Universo criado.

Só a mente divina compreende tudo até o fim. Por mais que o homem progrida nos seus conhecimentos, desfechará sempre no mistério, que lhe abrirá novas portas para a investigação, sem que jamais chegue à compreensão total e final.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Investida atéia pretende que o nada produziu o Universo (1)

Recentemente o físico inglês Stephen Hawking publicou um livro pretendendo que o nada por si próplrio teria gerado a Criação. Para esta afirmação ele apela a argumentos de tipo científico mas envolve como presuposto o ateísmo, se afastando dos limites da ciência.

A árdua tese foi alvo de muita discussão e reprovação também por parte de cientistas. Oferecemos a seguir uma amostra dessa polêmica com muitos e decisivos argumentos esclarecedores do truque ateu.





Muitas vezes os grandes sábios não entendem o que, no entanto, era ensinado com simplicidade e concisão aos meninos e meninas que outrora se preparavam para a Primeira Comunhão.

O físico inglês Stephen Hawking “é um cientista de grande fama, conhecido por sua terrível desgraça, até pelo público que não se interessa por astrofísica. Mais de uma vez foi visto na televisão com o seu pobre corpo devastado por uma doença degenerativa do sistema nervoso, que o obriga a andar numa cadeira de rodas e lhe permite comunicar-se apenas através de um sintonizador” (Stefano Zecchi no “Il Gornale”, de Milão, 3/9/2010).

segunda-feira, 8 de março de 2010

Os anjos povoam e governam as vastidões estelares (II)

Continuação do post anterior.

Os anjos vivem na presença de Deus, O contemplam e glorificam, como príncipes da Corte Celeste. Mas, seria digno de Deus estar rodeado de príncipes sem reino, legiões de aleijados, de potentados que não têm nada a fazer?

A este respeito, São Tomás de Aquino com toda sua imensa autoridade e sabedoria dá-nos preciosos ensinamentos na sua magistral “Suma Teológica”.

Sobre tudo no tratado “A providência divina, ou o governo divino do mundo por meio dos anjos” (“De Deo gubernatore: De gubernatione Dei ab Angelis”) que faz parte da Suma Teológica (Parte III, questões 106 até 114).

Nele, o Anjo das escolas demonstra em primeiro lugar que “pela mesma razão pela qual os anjos inferiores são regidos pelos superiores; todas as coisas corporais são regidas por anjos.” (q.101, a.1)

Logo a seguir esclarece que isto não só é ensinamento de todos os Doutores da Igreja ‒ que para nós católicos seria suficiente. Mas, é a opinião de todos os filósofos não-cristãos que não foram ateus ou materialistas: “Esta opinião não é exclusiva dos Santos doutores, mas é também a de todos os filósofos que admitiram a existência de substancias incorpóreas.”

Essa presidência dos anjos sobre os astros não prescinde das leis naturais inscritas por Deus na natureza. Pelo contrário, as pressupõe. O poder angélico lhes comunica impulso e vigia para que tudo corra em ordem. Como o carro que funciona de acordo com as leis da mecânica, mas precisa de um motorista que o guie e controle.

Por isso, São Tomás diz: “os seres corpóreos têm ações determinadas; mas só as executam na medida que são movidos: porque é próprio do corpo só agir por meio do movimento; e portanto é preciso que a criatura corporal seja movida pela espiritual” (id. ibid., ad 1)

Para o Angélico Doutor, uma das provas de que os anjos presidem as coisas puramente corporais, é que pelo ministério dos anjos Deus opera muitos milagres (q.110 a.1).

Destas e muitas outras doutrinas que o Anjo das Escolas desenvolve no mesmo lugar, podemos tirar a conclusão tranqüila que as imensidades astronômicas estão povoadas por uma presença angélica ativa que as governa e conduz a seu fim.

Então, as maravilhas que a astronomia desvenda dia após dia no Universo sideral são também manifestações da atividade dos espíritos angélicos que regem o número infindável de astros, estrelas e constelações.


Só os anjos?

Ainda caberia uma consideração que não provém das ciências naturais ‒ como nos posts anteriores ‒ mas da teologia.

Na hora da revolta de Lucifer, um certo número de demônios não foi precipitado logo no inferno com o pai da mentira. E ainda pervagam pela criação até serem encerrados definitivamente no inferno.

Eles são aludidos geralmente como “demônios dos ares”.

Contra eles nos adverte São Paulo Apóstolo: “Não temos que lutar somente contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados e as potestades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra os espíritos malignos espalhados pelos ares...” (Ef 6, 10-11).


Entram nessa categoria as casas e lugares infestados: objetos que voam ou se deslocam de lugar, sons estranhos ou perturbadores; distúrbios visíveis, estranhos e repentinos que se verificam no mundo vegetal e no mundo animal (árvores ou plantações que secam repentinamente, doenças desconhecidas nos animais, pragas, etc.).


Certos fenômenos ou calamidades de aparência e estruturas naturais (tempestades, terremotos e outros cataclismos, incêndios, desastres, etc.) podem ter igualmente o demônio como autor, senão único direto, ao menos parcial e dirigente.


Por exemplo, o raio que caiu do céu e consumiu os pastores e as ovelhas de Jó, do mesmo modo que o vento do deserto que fez cair a casa dos filhos do Patriarca, esmagando-os sob as ruínas, foram suscitados por Satanás (Jó 2, 16-19). (cfr. “Anjos e Demônios ‒ A Luta Contra o Poder das Trevas
”, Gustavo Antônio Solimeo ‒ Luiz Sérgio Solimeo)

Não seria pois de estranhar que diabos desses quisessem por em desordem as maravilhas do Universo astronômico.

Mais, uma razão para os anjos de Deus presidirem os astros e uma esplendida oportunidade de exercerem os poderes que Deus lhe conferiu pondo em fuga esses diabos desordeiros e perturbadores.

Desejaria receber atualizações instantâneas e gratuitas de 'Ciência confirma a Igreja' no meu Email

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Os anjos povoam as vastidões estelares (I)

Nos posts anteriores sobre o tema “Estaríamos sós no Universo Sideral” vimos uma atualização dos dados fornecidos pelos cientistas.

Os cientistas, inclusive os que admitem a possibilidade de existir vida em outros planetas, reconhecem que na melhor de suas hipóteses, tratar-se-ia de vida de micróbios capazes de enfrentar condições extremamente adversas em planetas inóspitos.

Quanto à existência de vida superior fora da Terra, a hipótese dos autores é de molde a excluí-la.

Supor alguma espécie de seres vagamente comparável aos humanos pertence mais à ciência-ficção do que à ciência verdadeira.

Entretanto, põe-se uma questão psicológica que serve de encalço às vezes para imaginações fantasiosas ou malucas como as da ciência-ficção.

Ela poderia se formular assim: o ser humano tem horror do vazio. Teria Deus criado essas imensidades materiais com belezas luminosas insondáveis e as teria deixado irremissivelmente ermas, sem nenhuma presença superior lá? Isso não repugna à mente humana?

Cada vez mais a ciência nos apresenta novas fronteiras do universo. Essas imensidões estão preenchidas por quantidades fabulosas de entidades astronômicas: galáxias, nebulosas, etc. e fenômenos materiais insuspeitados. As fotografias dos grandes centros de pesquisa espacial mostram-nos formações de estrelas e astros de uma beleza deslumbrante.

Estaria tudo isso vazio como um deserto? Se até no Saara há povos e vegetações mínimas, repugna pensar que lá longe no alto tudo seja morte.

Já vimos a resposta da ciência. A teologia não teria algo a dizer?

Sem dúvida aquela fabulosa manifestação material constituída pelos astros que preenchem os Céus nos falam do incomensurável poder criador de Deus e nisso já tem uma alta razão de ser.

E, como em todas as coisas criadas há uma presença divina que mantêm todos esses corpos na existência.

Mas ainda assim, tudo aquilo vazio, desoladoramente vazio?

A resposta esta indagação, entretanto, ao materialismo dominante.

Deus criou os anjos, seres vivos e inteligentes, muito superiores em número aos próprios humanos que já existiram, existem e existirão.

Dotou Deus a esses anjos de poderes extraordinários, inclusive sobre a matéria, como podermos ver nos Livros Sagrados e em muitos milagres.

Aquilo que os homens conseguem fazer aplicando todo seu engenho e imensos esforços ‒ construir canais, remover morros para passar auto-estradas e viadutos, etc. ‒ para o anjo é uma “brincadeira de criança”. Eles têm poder para fazer isso ‒ e muito mais ainda ‒ com um simples ato de vontade.

Mas, então. Deus os teria criado tão poderosos e não teria criado objetos materiais sobre os quais eles pudessem exercer seus imensos poderes sobre a matéria?

A pergunta é quase irreverente. Pois pressupõe que Deus errou ao fazer o mundo. Seria como imaginar que Ele que fez os homens com pernas os tivesse instalado num mundo onde não podem fazer uso delas. Teria criado uma humanidade de paralíticos!!!

A Escritura ensina, e os Padres da Igreja comentaram longamente este ensinamento que Deus fez tudo com “número, peso e medida”.

Quer dizer, na ordem da Criação tudo é proporcionado, adequado, encaixa bem. Os pássaros encontram no ar o ambiente adequado para voarem segundo as capacidades de cada espécie.

Os peixes encontram águas ideais para eles existirem: água doce para uns, salgada para outros, profundas e frias para ainda outros, superfícies cálidas para outros etc.

Deus criou as plantas e uma infinidade de climas e tipos de terra onde cada uma viceja, produz seus melhores flores e frutos. E ainda o mesmo podemos constatar na fabulosa variedade de animais e habitat que há na Terra.

Esse princípio universal não valeria também para os anjos?

Continua no próximo post.

Desejaria receber atualizações instantâneas e gratuitas de 'Ciência confirma a Igreja' no meu Email

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Estaríamos sós no Universo Sideral - IV. Novos rumos na Ciência indicam: haveria vida inteligente apenas na Terra

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs












Doutrina católica, vida extraterrestre e Redenção

Os cientistas, no primeiro capítulo do livro analisado nos post anteriores, admitem a possibilidade de existir vida em outros planetas.

Mas vida de micróbios, capazes de enfrentar condições extremamente adversas, como as que existem em lugares altamente inóspitos da Terra.

Estas formas de vida nas galáxias, segundo os autores, poderiam ser muito freqüentes. E, quanto à existência de vida superior fora da Terra, a hipótese dos autores é de molde a excluí-la.

Mas, se porventura houver vida inteligente além da nossa no Universo Sideral, como a doutrina católica explicaria tal fato?

Antes de mais nada, é preciso lembrar que tanto a Encarnação do Verbo Divino quanto a Redenção representam privilégios para nós.

Assim, na hipótese — cada vez mais remota — de se comprovar a existência de vida fora da Terra, não faltariam luzes do Espírito Santo à Igreja para explicar, com verdade e objetividade, a nova situação conhecida e tudo quanto dela decorresse.

Desânimo de cientista: buscas infrutíferas...

Em entrevista recente, o astrônomo acima citado, Frank Drake, presidente do Instituto Seti (sigla em inglês para Busca por inteligências extraterrestres), reconhece que essa procura de seres inteligentes pode levar um século.

Em 40 anos, “as buscas ainda não captaram nem um ‘oi’ interplanetário”, destaca o entrevistador Cláudio Ângelo.  

“Estou envergonhado. E mais cauteloso”, admite o astrônomo Drake.

Perguntado sobre o livro Sós no Universo, Drake admite que “a questão é quão freqüentemente a vida inteligente surge. Ward e Brownlee apresentam uma série de argumentos que dizem que isso pode ser raro”. E persiste na sua busca:

“Ainda vai levar muitas décadas. Pode levar cem anos. .... Mas é tão importante que vale a pena, porque os resultados finais seriam a coisa mais valiosa que já se viu” (“Folha de S. Paulo”, 18-3-01).

Ele não explica por que pensa assim, mas percebe-se seu desconforto diante do fato de estar ficando cada vez mais claro que realmente há algo de especial e único nesta Terra...

Quem diria que, depois de ter sido desbancada, há 400 anos, por Copérnico e Galileu, do centro “geométrico” do universo, a Terra novamente “se movimenta”, desta vez para reocupar, aos olhos da própria ciência, uma posição centralíssima, e talvez única, para a existência da vida — sobretudo inteligente — no Universo?!

É bem o caso de dizer, com Galileu: “Eppur si muove...” rumo ao centro dos acontecimentos!


* Supernovas: As estrelas, ao envelhecerem, queimam todo o seu hidrogênio e terminam por entrar em colapso. Algumas explodem com uma força espantosa, o que, com muita probabilidade, esterilizaria a vida num raio de 1 a 30 anos-luz.
 

(Autor: Rosário A. F. Mansur Guérios, “Catolicismo”, junho de 2001)


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Estaríamos sós no Universo Sideral - III

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs












Júpiter, como pára-raios, protege a Terra dos impactos siderais

“Outro fator que claramente está envolvido no surgimento e na manutenção de formas de vida superiores na Terra é a raridade relativa de impactos de asteróides e cometas. ....

“O que controla este baixo índice de impactos? A quantidade de material deixado num sistema planetário após sua formação pode influenciar nesse índice: quanto mais cometas e asteróides há entre as órbitas dos planetas, maior é o número de impactos e há mais chance de extinções maciças devido a eles.

“Mas não só isto. Os tipos de planetas num sistema podem também afetar o número de impactos, e assim desempenhar um papel inapreciável na evolução e manutenção dos animais. No caso da Terra, há sinais de que o gigante planeta Júpiter atua como um ‘para-raios de cometas e asteroides’. ....

“Assim ele reduziu a frequência de extinções maciças, e talvez seja esta uma razão especial de por que foi possível surgir e manter-se em nosso planeta formas superiores de vida. Qual a frequência de planetas do tamanho de Júpiter?” (p. XXII).

Tamanho grande da Lua: condições para as quatro estações

Há outras características especiais no nosso sistema solar: “a Terra é o único planeta (excetuado Plutão) com uma lua de tamanho considerável quando comparada com o planeta que ela orbita” (p. XXII).

Com efeito, o nosso satélite exerce uma influência crucial na estabilização da inclinação da Terra, mantendo-a num ângulo que permite a existência das quatro estações.

Como se sabe, a Terra possui uma inclinação de aproximadamente 23 graus. Essa inclinação é conhecida como “obliqüidade”, e tem permanecido praticamente constante graças ao fato de nossa Lua ser grande, impedindo variações maiores na inclinação da Terra devido à força da gravidade dela.

Para ilustrar a importância desse fato, os autores observam:

“O planeta Mercúrio fornece um exemplo espetacular do que pode ocorrer num planeta cujo eixo é quase perpendicular ao plano de sua órbita. Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol, e a maior parte de sua superfície é infernalmente quente.

“Mas imagens de radar da Terra mostraram que os polos do planeta são cobertos com gelo.

“O planeta está muito próximo do Sol, mas visto dos pólos, o Sol está sempre no horizonte.

“Contrastando com Mercúrio, que não tem inclinação, o planeta Urano possui uma inclinação de 90 graus, e um dos polos está exposto por meio ano [ano de Urano = 84,01 anos da Terra] de luz solar, enquanto que o outro lado experimenta uma temperatura baixíssima” (pp. 223- 224).

Localização periférica na galáxia possibilita a vida na Terra

“Talvez até a localização de um planeta numa região particular de uma galáxia desempenhe um importante papel.

“No centro das galáxias, cheio de estrelas, a frequência de supernovas* e a proximidade entre as estrelas podem ser muito elevadas, a ponto de não permitir as condições estáveis e longas que são aparentemente requeridas para o desenvolvimento da vida animal.

“As regiões mais afastadas das galáxias podem ter uma baixa percentagem de elementos pesados necessários para a construção de planetas montanhosos e de combustível radioativo para aquecer o interior dos planetas. ....

“Até a massa de uma galáxia em particular pode afetar as chances do desenvolvimento de vidas complexas, uma vez que o tamanho da galáxia é correlato com seu conteúdo de metais.

“Algumas galáxias, então, podem ser muito mais favoráveis do que outras ao surgimento da vida e sua evolução. Nossa estrela e nosso sistema solar são anômalos, pelo alto conteúdo de metais. É possível que nossa própria galáxia seja incomum” (p. XXIII).

Centro geométrico do Universo ou centralidade do homem?

Os autores de Sós no Universo comentam: “Desde que o astrônomo Nicolau Copérnico tirou-a do centro do Universo e a pôs numa órbita em torno do Sol, a Terra tem sido periodicamente trivializada.

“Saímos do centro do Universo para um planeta pequeno, orbitando uma pequena e indistinta estrela numa região secundária da galáxia Via Láctea — uma visualização formalizada pelo assim chamado Princípio da Mediocridade, que sustenta não sermos um planeta único com vida, mas um entre muitos. As estimativas para o número de outras civilizações inteligentes variam de nenhuma a 10 trilhões” (pp. XXIII, XXIV).

A “trivialização” da Terra tem como efeito, na cabeça de muitos, a diminuição da importância do próprio homem, que não deveria mais ver-se como um ser todo especial no Universo.

Pelo contrário, ele deveria ter a humildade de reconhecer que não está no centro de todas as coisas, como pensava. Assim, desbancada a Terra do centro do sistema solar, cairia a tese correlata da centralidade do homem no Universo.

Trata-se, porém, de um engano: as duas teses não são correlatas!

Quando se pensava que a Terra estava no centro do cosmos, era fácil associar essa centralidade de nosso planeta com a centralidade da posição do homem.

Mas, de fato, a centralidade do homem na obra da Criação resulta de muitas outras considerações de toda ordem, que nada têm a ver com a posição da Terra no Universo.

A grandeza do homem como único ser, sobre a face da Terra, dotado de inteligência racional e de vontade, resulta da observação mais comezinha de tudo quanto nos cerca, e sempre foi evidente para todos os povos.

Por isso, o mandado divino a nossos primeiros pais — “Crescei e multiplicai-vos, e enchei a Terra, e sujeitai-a, e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves do céu, e sobre todos os animais que se movem sobre a Terra” (Gen. 1, 28) — foi seguido com naturalidade por todos os povos, em todos os tempos.

Acontece que a Ciência também dá cambalhotas — e quantas! —, e eis que agora vêm esses dois cientistas, cujo livro estamos comentando, advertir-nos de que, se é verdade que a Terra não está no centro do Universo, há uma quantidade muito grande de fatos, aceitos pela Ciência, que acenam ser ela um planeta absolutamente incomum, possivelmente o único a oferecer condições para a vida humana.

Tudo se passaria, pois, como se Deus tivesse projetado um planeta único para possibilitar a existência do homem.

E, neste caso, a Terra, em certo sentido, voltaria a ocupar o centro do Universo, e o homem retomaria sua centralidade na obra da Criação, da qual procuraram desbancá-lo quatro séculos de ciência atéia.

É o que dizem os professores Ward e Brownlee em seu livro:  

“Se for considerada correta, entretanto, a hipótese de Sós no Universo , reverteremos essa tendência de descentralização. O que dizer se a Terra, com sua carga de animais adiantados, for virtualmente única neste quadrante da galáxia — o planeta mais diverso num perímetro, digamos, de 10.000 anos-luz?


“O que dizer se ela for extremamente única — o único planeta com vida animal nesta galáxia e até no Universo visível, um bastião de animais num mar de mundos infestados de micróbios?” (p. XXIV).


(Autor: Rosário A. F. Mansur Guérios, “Catolicismo”, junho de 2001)


Continua no próximo post: Estaríamos sós no Universo Sideral - IV. Novos rumos na Ciência indicam: haveria vida inteligente apenas na Terra

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Estaríamos sós no Universo Sideral? - II

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs












Vida banal em toda nossa galáxia?

Da Califórnia à Europa a comunidade científica pareceria afirmar que a vida poderia ser algo recorrente em toda a nossa galáxia e, portanto, banal.

Equivocar-se-iam, pois, os que pensam que nosso mundo tenha algo de especial e único. Nós, na realidade, seríamos como ervas que brotam em qualquer lugar, sujeitos à extinção ou a “nascer” por impacto de asteróides ou cometas, como certos cientistas acreditam ser o modo como se originou a vida em nosso planeta.

Essas teorias não negam uma divindade criadora nem uma Providência divina. Elas ignoram inteiramente a questão.

E se a realidade for como a descrita, a grandeza do drama que se desenrola sobre a Terra, de uma humanidade criada para glorificar a Deus, decaída pelo pecado de nossos primeiros pais e redimida por Nosso Senhor Jesus Cristo, pareceria enormemente reduzida. Essa impressão se forma, ainda que difusamente, em quem lê notícias similares à citada.

Desfazer impressões difusas é extremamente árduo. Contribuem para isso múltiplos fatores, um dos quais convém analisar: o triunfo da ciência sobre a “ignorância”.

Essa impostação poderia ser reduzida a uma regra de três: assim como, no passado, as teorias de Copérnico e Galileu “venceram” a ignorância e desfizeram o mito de que a Terra era o centro do Universo, também agora, quem não concorda com a visualização sugerida pelas descobertas científicas atuais arrisca-se a ter, no futuro, de reconhecer seu erro e pedir perdão...

Consideremos, porém: existe alguma prova apresentada em favor da tese de que há vida abundante no Universo?

Nenhuma.

Na realidade, os cientistas em questão baseiam-se em indícios e extrapolações para chegar à conclusão (apressada) de que existiriam “bilhões de sistemas solares com potencial para abrigar a vida”, ainda que “apenas 1% das estrelas da Via Láctea tiver planetas rochosos à sua volta” (OESP, ib.).

Que credibilidade dar a isso? É o que veremos a seguir.

Obras científicas contra-corrente: silêncio da mídia

Há algo de novo nos próprios meios científicos — dentre os mais qualificados — e que abala as “certezas” midiáticas.

Como era previsível, esses novos estudos e publicações têm pouca ou nenhuma repercussão junto à mídia brasileira. Esta, de modo especial, só tem “olhos” para aquilo que ela quer ver. E vendo, silencia fatos que lhe são desfavoráveis, apresentando apenas o que lhe convém.

Não fosse assim, já teríamos repercussões a propósito do que ocorre nos meios científicos e editoriais dos Estados Unidos e da Europa — conforme noticiamos em artigo anterior sobre evolucionismo e criacionismo (cfr. Catolicismo, nº 596, agosto de 2000) —, onde um número crescente de cientistas vem publicando estudos, livros e artigos contestando dogmas evolucionistas.

Recentemente veio a lume um livro que trata exatamente desse tema: Rare Earth: Why Complex Life Is Uncommon in the Universe (Sós no Universo: Por que a vida complexa é incomum no Universo), 333 pp., publicado pela editora Copernicus, em 2000.

Os autores são dois cientistas norte-americanos, Peter D. Ward e Donald Brownlee, ambos professores da Universidade do Estado de Washington, em Seattle.

O paleontólogo Ward é professor de Ciências Geológicas e especialista em extinções maciças. Brownlee é professor de Astronomia, e lidera a missão Stardust (Poeira de Estrelas) da NASA, e é especializado no estudo das origens de sistemas solares, de cometas e meteoritos. É membro da Academia Nacional de Ciências.

O enfoque adotado pelos professores Ward e Brownlee é muito original. Convencidos de que a vida no Universo é menos disseminada do que se supõe, resolveram explicar o porquê.

Com franqueza admitem: “Não podemos provar” que a vida animal seja rara no Universo. Prova é algo raro em ciência. Nossos argumentos são post hoc, no seguinte sentido: examinamos a história terrestre e procuramos chegar a generalizações a partir daquilo que vimos aqui” (op. cit. p. IX).

Mas esses autores não ficam só por ai. É o que trataremos no próximo post.



(Autor: Rosário A. F. Mansur Guérios, “Catolicismo”, junho de 2001)


Continua no próximo post: Estaríamos sós no Universo Sideral? - III

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Estaríamos sós no Universo Sideral? - I

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Desde o momento em que o primeiro homem contemplou as estrelas, até hoje, a profusão delas tem sugerido muitas cogitações.

Dentre estas, em muitos espíritos aflorou a seguinte indagação: nós, seres racionais, estaremos sós no Universo Sideral?

Por um lado, parece difícil imaginarmo-nos sós, quando sabemos que as numerosíssimas estrelas visíveis a olho nu são apenas parcela ínfima das incontáveis galáxias com bilhões de estrelas.

Por outro lado, de quando em quando são difundidas novas descobertas que sugerem hipóteses sobre a existência de outros sistemas solares com planetas, se não com vida igual, ao menos semelhante à da Terra.

Não seria uma pretensão descabida nos imaginarmos os únicos habitantes vivos dotados de inteligência e vontade, no Universo Sideral?

Para ilustrar uma tendência generalizada em certos meios científicos atuais, tomemos a seguinte notícia: Planetas como a Terra podem ser comuns na galáxia (“O Estado de S. Paulo”, 21-2-01). Nela se afirma:

1. Astrônomos da Universidade de Toronto, em reunião da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em São Francisco, anunciaram que “mais da metade das 100 bilhões de estrelas da Via Láctea podem ser orbitadas por planetas de tamanho similar ao da Terra”.

2. Isso “favorece a tese de que pode haver vida abundante em outros sistemas planetários”. Porque, tendo os cientistas canadenses estudado a luz emitida por estrelas semelhantes ao Sol, “concluíram que pelo menos metade delas — e possivelmente até 90% — em toda a galáxia queimam grandes quantidades de ferro, um indício da presença de planetas rochosos como a Terra”. Acrescenta o coordenador do estudo, Norman Murray: “É mais uma indicação de que a vida pode ser comum na nossa galáxia”.

3. Um dado concreto que pareceria confirmar essa tese: “A equipe analisou a luz de 640 estrelas e encontrou evidências de queima de ferro em 466 delas. Os resultados foram então extrapolados para abranger toda a galáxia”.

Como se sabe que para haver vida é necessário água, a notícia prossegue:

“Um outro grupo de cientistas anunciou ter encontrado moléculas de carbono e grandes quantidades de vapor d’água — dois dos principais ingredientes para a vida — próximo de regiões de formação de estrelas. ‘Isso fortalece bastante a possibilidade de existir vida além do nosso sistema’, disse o pesquisador Martin Kessler, da Agência Espacial Européia”.

O tema intriga e apaixona. Entretanto tem uma resposta límpida e tranqüila na doutrina católica. Continuaremos no próximo post.


(autor: Rosário A. F. Mansur Guérios, “Catolicismo”, junho de 2001)


Continua no próximo post: Estaríamos sós no Universo Sideral? - II