segunda-feira, 26 de abril de 2021

Corpos incorruptos: diferença entre milagrosos e naturais

Beata Ana Maria Taigi, urna na igreja de São Crisógono, Roma
Beata Ana Maria Taigi, urna na igreja de São Crisógono, Roma
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Um dos fenômenos que mais chamam a atenção é a preservação até a incorruptibilidade do corpo de certos santos.

É fato que em condições excepcionais pode acontecer que um corpo não se desfaça inteiramente por razões meramente naturais.

Porém, o fenômeno dá-se com os santos em proporções muito acima do normal, sendo que na quase totalidade das vezes foram sepultados em condições comuns e que, portanto, deveriam se decompor como os outros.

No processo de canonização, a Igreja estabelece a abertura dos sarcófagos para conferir que o corpo ali enterrado pertence verdadeiramente ao Servo de Deus e constatar seu estado.

A conservação inusitada desse corpo é um sinal que, entre outros, contribui a definição da santidade do Servo de Deus.

Há, portanto, três tipos de preservação:

1 ‒ milagrosa (incorruptíveis strictu sensu),

2 ‒ deliberada por meios científicos (quando o corpo foi embalsamado, como foi o caso de B. Juan XXIII),

3 ‒ natural e acidental.

Vídeo: Corpo da Beata Ana Maria Taigi, igreja de São Crisógono, Roma
clique na foto


A incorruptibilidade propriamente dita é a preservação milagrosa que não se explica por nenhuma lei ou fator natural e é independente das circunstâncias (umidade, temperatura, tempo, cal ou outros elementos que poderiam acelerar a decomposição).

Só pode se ter certeza da incorruptibilidade quando o corpo admiravelmente conservado jamais foi embalsamado ou tratado com qualquer tipo de procedimento visando uma preservação.

Em alguns casos acresce que os corpos de santos também exsudam aromas ou perfumes, sobre tudo no momento da exumação.

A incorruptibilidade não é a mumificação (nem natural, nem por obra humana). Os corpos mumificados apresentam características facilmente reconhecíveis pela ciência.

Um dos casos mais impressionantes é o da vidente de Lourdes, Santa Bernadette Soubirous.

Seu corpo encontra-se exposto na capela do convento de Saint-Gildard, na cidade de Nevers, França, nas condições que podem ser vistas no vídeo abaixo, registrado em julho de 2010.

Junto ao túmulo de Santa Bernadette, um cartaz esclarece:

“O corpo de Santa Bernadette repousa nesta capela desde o dia 3 de agosto de 1925. Ele está intacto e “como petrificado” segundo foi reconhecido pelos médicos juramentados e pelas autoridades civis e religiosas por ocasião das exumações de 1909, 1919 e 1925.

Santa Bernadette Soubirous, a vidente de Lourdes. Nevers, convento de Saint-Gildard

“O rosto e as mãos enegreceram em contato com o ar e foram recobertos com ligeiras máscaras de cera, moldadas diretamente do corpo.

“A posição da cabeça inclinada à esquerda foi tomada pelo corpo dentro do caixão.”

Nas referidas exumações constatou-se:

Na primeira, em 22 de setembro de 1909: na presença do bispo, da Madre superiora, de dois médicos e quatro operários que fizeram juramento de declarar a verdade, o corpo apareceu totalmente preservado, sem odor, a pele tinha cor pálida, os músculos e os ossos estavam unidos pelos ligamentos naturais, dentes e unhas também no seu lugar.

Verificou-se que o hábito estava ensopado pela umidade do túmulo e o terço estava completamente enferrujado. As freiras lavaram o corpo, o vestiram e o puseram num ataúde forrado de seda.

Na segunda, em 3 de abril de 1919, o corpo estava no mesmo estado. Apenas que por causa da lavagem feita pelas freiras tinha-se criado mofo no corpo. Foi observado que as veias ainda estavam proeminentes como se estivessem cheias de sangue.

Na terceira, em 18 de abril de 1925, o corpo estava no mesmo estado, com a pele mais escura. Os músculos mostravam-se tonificados, a pele estava elástica e inteira salvo em algumas partes mínimas. O fígado estava elástico, quase normal, quando deveria estar reduzido a pó ou petrificado.


Vídeo: Corpo incorrupto de Santa Bernadette Souvirous, vidente de Lourdes
clique na foto




segunda-feira, 12 de abril de 2021

Como explicar tantas imagens intactas em catástrofes?

Nossa Senhora da Medalha Milagrosa intacta em Beirute
Nossa Senhora da Medalha Milagrosa intacta em Beirute
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







No último ano chegaram até nós as notícias, com sua comprovação fotográfica, de algumas enormes calamidades que se abateram sobre países de grande população católica.

Escrevemos "chegaram até nós" porque podemos supor razoavelmente que houve outras de que não tivemos informação.

O caso mais recente deu-se no belo arquipélago colombiano de San Andrés no Caribe exposto a furacões.

Em novembro um furacão de magnitude 5 atingiu especialmente a ilha de Santa Catalina danificando 98% das casas e construções turísticas.

A única peça que ficou incólume foi uma imagem de quase um metro e oitenta de Nossa Senhora das Graças, ou da Medalha Milagrosa, feita despretensiosamente em concreto e totalmente pintada de branco.

Ela está montada sobre um grande pedestal acima de uma relevância olhando o mar, e resistiu vitoriosa e incólume ao furacão mais violento que atingiu a Colômbia em toda a sua história.

O fato foi tão inverossímil que o presidente da Colômbia, Iván Duque Márquez, concorreu a ver com seus próprios olhos.

E disse na TV: “É impactante que, após a passagem de um furacão de categoria 5, ela estivesse de pé”

Virgem Milagrosa surpreendeu a todos
Virgem Milagrosa surpreendeu a todos
“A imagem em pé da Virgem Maria é um sinal da presença de Deus (...) em horas amargas e dolorosas a fé nos conforta e nos encoraja a seguir em frente.

“É a presença da mãe que cuida de seus filhos nos momentos de dificuldade”, disse o Pe. Alexander García, do vicariato de San Andrés, noticiou “Aleteia”.

Não foram menos surpreendentes as preservações de imagens de Nossa Senhora na capital do Líbano, Beirute, quando explodiu um depósito químico no porto.

O estouro de 2.700 toneladas de nitrato de amônio – substância usada para fabricar explosivos – no dia 4 de agosto de 2020 teve a potência destrutiva de uma pequena bomba atômica.

Meia cidade foi abalada, os mortos e desaparecidos foram da ordem de 200, os feridos por volta de 6.000 enquanto foram destruídas ou danificadas 250.000 residências, sem contar a rede de serviços públicos.

Após a explosão foram descobertas diversas imagens, sobretudo de Nossa Senhora das Graças assombrosamente intactas, inclusive instaladas em nichos públicos sobre as ruas e expostas às ondas expansivas.

Destacou-se uma também dedicada à Medalha Milagrosa montada num nicho sem proteção alguma se projetando sobre a rua num primeiro andar que apresentamos no início deste post.

Ela estava completamente intacta entre fios elétricos arrebentados e ferros retorcidos. A foto foi divulgada inicialmente na conta twitter @maronitas_es, noticiaram agências religiosas como Infocatólica.

Enquanto se dava a explosão, numa igreja do bairro cristão de Ashrafieh, um dos mais antigos da cidade, se celebrava uma missa.


Os fiéis nada podiam saber quando o altar mor em cujo centro está uma imagem de Nossa Senhora das Graças se iluminou intensa e surpreendentemente. 

O abalo cortou a força que iluminava internamente o nicho, o reboco desse caiu sobre a imagem e quando tudo rumava ao desastre, a situação se recompôs e a imagem voltou a ser iluminada pela luz própria sem parecer danificada.

A cena foi filmada pois estava sendo transmitida também pela Internet, especificou Aleteia. 

Os espantados fiéis sem compreender ainda o ‘terremoto’ e o ‘estampido’ após verem o inexplicável jogo de acende-e-apaga se encomendaram a Nossa Senhora clamando: “Oh Mãe, salvai o Líbano!”.

Para não nos estendermos demais, concluimos com um milagre eucarístico recente no Brasil.

Na manhã do domingo 21 de fevereiro 2021, fortes chuvas elevaram o nível do Rio Carangola que crescia desde a sexta-feira, dia 19 de fevereiro.

Elas provocaram uma enchente que deixou debaixo d’água o bairro Lacerdina, em Carangola, Zona da Mata Mineira. O município está a 357 km de Belo Horizonte.

Sagrário e hóstias do milagre em Lacerdina. Foto de Carangola notícias
Sagrário e hóstias do milagre em Lacerdina. Foto de Carangola notícias

As águas invadiram a Capela Santo Antônio onde atingiram mais de 2 metros de altura cobrindo inteiramente o pequeno sacrário onde fica guardado o Santíssimo.

Quando essas desceram e foi se ver a dimensão do dano, aliás previsível, os moradores locais ficaram pasmos.

A água de fato cobriu totalmente o sacrário, mas as hóstias consagradas que estavam dentro dele, numa âmbula de simples vidro, permaneceram intactas e foram retiradas secas.

O fato correu pelas redes sociais. O fotógrafo Victor Marius, morador de Carangola, em seu perfil de Facebook  descreveu o acontecido dizendo “que as hóstias permaneceram intactas demonstrando como nas maiores adversidades Deus permanece o mesmo”.

É o segundo ano consecutivo que acontece a enchente, mas que esta foi “de proporções jamais vistas”, segundo Victor.

A Defesa Civil confirmou que esta foi a pior enchente registrada na cidade, deixando cerca de cinco famílias desabrigadas e dezenas de desalojados. Além de Carangola, outras cidades da região foram afetadas pelas enchentes. Cfr. ACIDigital.

Diante de fatos inexplicáveis humanamente, é claro que não pode se cobrar explicações à ciência.

A grande pergunta é se não haverá em todas estas proteções um ensinamento, e quiçá um aviso, para todos nós?

Para quem se interessa pelas relações da ciência e da religião eis uma pergunta que merece reflexão e uma resposta:

Como explicar que tantas imagens de Nossa Senhora e de Nosso Senhor tenham sido salvas em circunstâncias tão diversas umas das outras, em locais tão afastados uns dos outros e em climas também diversos?

Para quem quiser ver mais a respeito, clique em: Imagens intactas nas catástrofes