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segunda-feira, 8 de maio de 2023

A mais antiga imagem de Cristo e de sua Paixão
achada na Jordânia

Poderia ser a mais antiga representação de Nosso Senhor coroado de espinhos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O descobridor e dono dos códices de bronze é Hassan Saida, um caminhoneiro beduíno que vive na aldeia árabe de Umm Al-Ghanim, Shibli.

Ele se negou a vender as peças e só cedeu amostras para que sejam analisadas no exterior.

Entretanto, há toda uma disputa pela propriedade e posse dos livros. O dono alega que pertencem à sua família há um século, fato contestado por outros, segundo “The Telegraph”.

O governo jordaniano apoia as investigações porque, segundo Ziad al-Saad, diretor do Departamento Jordaniano de Antiguidades, os códices “realmente se comparam, e até são mais significativos que os rolos do Mar Morto”.

E acrescenta que podem constituir “a mais importante descoberta na história da arqueologia”.

Enquanto que os rolos do Mar Morto foram feitos em pergaminho ou papiro e contêm as mais recentes versões dos livros da Bíblia e outros textos no formato tradicional dos escritos judaicos, isto é rolos, estes códices estão organizados como livros, forma associada com o cristianismo nascente.

Amostras dos livros que estão sendo estudados
Ziad al-Saad acredita que os autores foram seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo que trabalharam poucas décadas depois da crucificação.

Então, o rosto reproduzido seria bem a Sagrada Face de Jesus Cristo coroado de espinhos feita por um contemporâneo do Redentor.

As partes escritas estão criptografadas em caracteres hebreus e gregos antigos para serem indecifráveis, segundo o “Daily Mail”.

Uma das imagens mais impressionantes apresenta um homem na força da vitalidade, cabelo solto e cacheado, levando na cabeça aquilo que parece ser uma coroa de espinhos.

A palmeira simbolizaria a Casa de David
Esta imagem extraordinária seria a mais antiga reprodução do rosto de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ela talvez foi feita por alguém que o conheceu ou o viu pessoalmente.

A imagem tem relevo dando a impressão tridimensional de uma cabeça humana, que um lado é apresentada pela frente e do outro por trás.

Em volta dos dois lados há inscrições criptografadas.

Mas uma parece conter as palavras “Salvador de Israel”, uma das poucas inscrições até agora decifradas.

Uma palmeira parece simbolizar a Casa de David ‒ a Casa Real de Israel de quem Nosso Senhor era legítimo chefe, portanto, rei de Israel por direito ‒ acompanhada por linhas que formam cruzes.

Sucessivas estrelas representariam a Árvore de Jessé – ou seja, a árvore genealógica de Cristo.

Jesus Coroado de espinhos, basílica medieval,
Bruges, Bélgica
A Dra. Margaret Barker, ex-presidente da Sociedade de Estudos sobre o Antigo Testamento, apontou que o judaísmo proíbe as imagens com feições humanas.

Os livros, portanto, só poderiam ser cristãos.

David Feather, especialista em metalurgia e nos rolos do Mar Morto propôs que amostras dos livros fossem examinadas pela Universidade de Oxford.

As amostras também foram analisadas pelo Swiss National Materials Laboratory, de Dubendorf, Suíça.

Os resultados dos dois laboratórios concordam em que a época de fabrico dos livros metálicos remonta ao período romano e foram trabalhados na área do Mediterrâneo.

Uma peça de couro encontrada junto com os livros metálicos foi submetida aos testes de datação de carbono.

Estes apontaram uma idade de pouco menos de 2.000 anos. Desta maneira, proviriam de uma época muito vizinha à pregação de Nosso Senhor Jesus Cristo.



segunda-feira, 24 de abril de 2023

Livros de bronze conteriam a mais antiga
representação de Nosso Senhor Jesus Cristo na Paixão

Aspecto de um dos livros em análise
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Numa gruta de Saham, Jordânia, localizada numa colina com vista ao Mar da Galiléia, foram encontrados 70 livros do século I da era cristã que, segundo as primeiras avaliações, contêm as mais antigas representações do catolicismo.

Os livros têm a peculiaridade de serem gravados em folhas de bronze presas por anéis metálicos. O tamanho das folhas vai de 7,62 x 50,8 cms a 25,4 x 20,32 cms. Em média, cada livro tem entre oito e nove páginas, com imagens na frente e no verso.

Segundo o jornal britânico “Daily Mail”, 70 códices de bronze foram encontrados entre os anos 2005 e 2007 e as peças estão sendo avaliadas por peritos na Inglaterra e na Suíça.

A cova fica a menos de 160 quilômetros de Qumran, a zona onde se encontraram os rolos do Mar Morto, uma das maiores evidências da historicidade do Evangelho, informou a agência ACI Digital.

Importantes documentos do mesmo período já haviam sido encontrados na mesma região.

A gruta onde teriam sido encontrados
No local teriam se refugiado os primeiros cristãos de Jerusalém no ano 70 d.C. durante a destruição da cidade pelas legiões de Tito que afogaram no sangue uma revolução de judeus que queriam a independência.

Cumprira-se então a profecia de Nosso Senhor relativa à destruição de Jerusalém deicida e à dispersão do povo judaico.

Segundo o “Daily Mail” os acadêmicos que estão convencidos da autenticidade dos livros julgam que é uma descoberta tão importante quanto a dos rolos do Mar Morto em 1947.

Neles, há imagens, símbolos e textos que se referem a Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Paixão.

David Elkington, especialista britânico em arqueologia e história religiosa antiga, foi um dos poucos que examinaram os livros. Para ele tratar-se-ia de uma das maiores descobertas da história do Cristianismo.

“É uma coisa de cortar a respiração pensar que nós encontramos estes objetos deixados pelos primeiros santos da Igreja”, disse ele.

São Simeão, bispo de Jerusalém
Com efeito, na época da desastrosa rebelião judaica, o bispo de Jerusalém era São Simeão, filho de Cleofás ‒ irmão de São José ‒ e de uma irmã de Nossa Senhora.

Por isso, São Simeão era primo-irmão de Nosso Senhor Jesus Cristo e pertencia à linhagem real de David.

Ele recebeu o Espírito Santo em Pentecostes. Quando o apóstolo Santiago o menor ‒ primeiro bispo de Jerusalém ‒ foi assassinado pelos judeus que continuavam seguidores da Sinagoga rompida com seu passado, os Apóstolos que ficaram escolheram Simeão como sucessor.

Os primeiros católicos ‒ naquela época não tinham aparecido heresias e todos os cristãos eram católicos ‒ lembravam com fidelidade o anúncio de Nosso Senhor que Jerusalém seria destruída e o Templo arrasado. Porém, não sabiam a data.

O santo bispo foi alertado pelo Céu da iminência do desastre e de que deveriam abandonar a cidade sem demora.

São Simeão conduziu os primeiros cristãos à cidade de Pella, na atual Jordânia, como narra Eusébio de Cesárea, Padre da Igreja.

Após o arrasamento do Templo, São Simeão voltou com os cristãos que se restabeleceram sobre as ruínas. O fato favoreceu o florescimento da Igreja e a conversão de numerosos judeus pelos milagres operados pelos santos.

Os livros geraram muita disputa
Começou a se reconstituir assim uma comunidade de judeus fiéis à plenitude do Antigo Testamento e ao Messias Redentor aguardado pelos Patriarcas e anunciado pelos Profetas.

Porém, o imperador romano Adriano mandou arrasar os escombros da cidade, e seus sucessores pagãos Vespasiano e Domiciano mandaram matar a todos os descendentes de David.

São Simeão fugiu. Mas, durante a perseguição de Trajano foi crucificado e martirizado pelo governador romano Ático. São Simeão recebeu com fidalguia o martírio quando tinha 120 anos. Cfr. ACI Digital.

Emociona pensar que esses heróicos católicos judeus tenham deixado para a posteridade o testemunho de sua fé inscrito em livros tão trabalhados.

O fato aponta também para a unicidade da Igreja Católica.

Philip Davies, professor emérito de Estudos Bíblicos da Universidade de Sheffield, disse ser evidente a origem cristã dos livros que incluem um mapa da cidade de Jerusalém.

No mapa é representada o que parece ser a balaustrada do Templo, mencionada nas Escrituras e que desapareceu quando as tropas romanas arrasaram o Templo no século I.

“Assim que eu vi fiquei estupefato”, disse.

“O que me impressionou foi ver uma imagem evidentemente cristã. Há uma cruz na frente e, detrás dela há o que deve ser o sepulcro de Jesus, quer dizer uma pequena construção com uma abertura, e mais no fundo ainda os muros de uma cidade”.

“Em outras páginas destes livros também há representações de muralhas que quase certamente reproduzem as de Jerusalém. E há uma crucificação cristã acontecendo fora dos muros da cidade”, acrescentou.


segunda-feira, 18 de julho de 2022

Os ministros que tentaram matar o profeta Jeremias

Local achado selo Gedelias, Ciencia confirma a Igreja
Luis Dufaur
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Uma equipe de arqueólogos da Universidade Hebréia de Jerusalém dirigidos pela Dra. Eilat Mazar desenterrou um selo de Gedelias, ministro do rei Sedecias (597-586 a.C.), informou em seu momento o jornal Haaretz de Israel.

O selo de 2.600 anos foi achado na antiga Cidade de David. Gedelias foi um dos ministros que, segundo o Livro de Jeremias, pediram a morte desse profeta.

Além do relato da Bíblia não se tinha prova histórica ou documental da existência do personagem. Até agora. Pois a descoberta do selo corrobora sua existência no tempo do reinado de Sedecias.

O selo foi achado quase intacto a poucos metros de distância de onde foi localizado, há três anos, o selo de Jucal, outro dos ministros do rei que exigiu a morte do profeta Jeremias.

Os selos medem 1 cm de diâmetro cada um e as letras, em caracteres hebraicos antigos estão muito claramente preservadas.

Selo Gedelias, Ciencia confirma a Igreja (divulgação cortesia Dr Eilat Mazar)“Só raras vezes os arqueólogos conseguem achados que confirmam figuras significativas da história, que ajudam a espanar a poeira da história e dão vida à narração bíblica de um modo tão tangível como este”, explicou o Prof. Mazar.

* * *

O primeiro significado da Bíblia é histórico. Ela nos narra fatos verídicos, historicamente acontecidos. Mas muitas vezes, em razão do afastado dos tempos não há outros testemunhos dos eventos descritos.

Porém, a ciência continuamente está desvendando tesouros que comprovam que a Bíblia tem razão.

Os ministros Gedelias e Jucal aparecem no Livro de Jeremias (Jer 38 1-4) junto com Safatias e Fassur. Os quatro ministros pediram ao rei matar o profeta porque pregava que não se fizesse guerra aos babilônios como eles desejavam.

Jeremias profeta, Congonhas do Campo, MG. Ciência confirma a Igreja
Profeta Jeremias, Aleijadinho,
Congonhas, MG
O rei temia seus ministros-cortesãos que tinham conquistado as boas graças do povo judaico. Por isso lhes entregou o profeta.

Os ministros jogaram Jeremias numa cisterna para ali morrer de fome. Porém, no fim, o próprio rei mandou tirá-lo e o crime não se completou.

Acontecia que os judeus não queriam elevar “súplicas ao Senhor e se converter da má vida”. Por isso Deus determinara a queda de Jerusalém. E Jeremias chorou com lamentações divinamente inspiradas sua próxima destruição.

Jeremias pregou:
“Oráculo do Senhor: aquele que ficar na cidade morrerá pela espada, fome e peste, ao passo que o que sair, a fim de se entregar aos caldeus, viverá, e a vida a salvo será seu espólio. E viverá. Oráculo do Senhor: a cidade será entregue ao exército do rei de Babilônia, que a tomará de assalto” (Jer, 38, 2-3).
Porém, com os corações impenitentes, inchados de orgulho, nacionalismo e confiança cega, o rei e o povo desobedeceram.

O resultado foi desolador: Jerusalém foi entregue às chamas, o Templo destruído, os habitantes massacrados. Os sobreviventes, incluído o rei e sua progênie, foram levados em escravidão a Babilônia.

Jeremias, porém, morreu muito depois na paz, rodeado de veneração.

O mesmo profeta que anunciou com palavras de fogo a infeliz sorte que aguardava a Jerusalém pecadora, entretanto, foi escolhido por Deus para anunciar com expressões cheias de doçura a futura restauração do povo eleito. Como, aliás, afinal se verificou.

Não foram raros os casos no Antigo Testamento em que reis, sacerdotes e até o povo quiseram matar os profetas de Deus. A Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo é o exemplo supremo.

Na vida dos Santos há casos assim. Nos nossos dias, o apelo de Nossa Senhora em Fátima pela reforma dos costumes não está sendo ouvido como devia.


segunda-feira, 20 de junho de 2022

As atuais oliveiras são as do tempo em que Jesus agonizou no Getsemani?

Agonia de Jesus no Monte das Oliveiras, ou jardim do Getsemani
Luis Dufaur
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Alguns amigos que estiveram em peregrinação pela Terra Santa voltaram trazendo inesquecíveis lembranças dos locais divinamente abençoados por Nosso Senhor Jesus Cristo na divina odisseia da Redenção.

Eles visitaram múltiplos locais sagrados de um valor espiritual que lhes marcou profundamente a alma.

E como que apalparam a presença sobrenatural e a dimensão histórica conferidas a esses lugares pela passagem do Redentor, de sua Mãe Santíssima e dos Apóstolos com a Igreja Católica nascente.

Ficaram eles também impressionados com a antiguidade das oliveiras existentes no Jardim sagrado onde Nosso Senhor agonizou, foi traído por Judas e preso pelos romanos para iniciar sua longa e dolorosa Paixão.

Meus amigos contrataram guias para melhor aproveitar o tempo da peregrinação.

E como esses guias muitas vezes não são sequer cristãos e preocupam-se mais com o dinheiro, os peregrinos tomavam com alguma cautela certas coisas que eles diziam.

No Monte das Oliveiras, um desses guias lhes apontou uns pés de oliveiras que datariam, segundo ele, do tempo em que Jesus Cristo foi entregue à Morte no Getsemani.

“As oliveiras do Getsemani estão entre  as mais antigas árvores de folha larga do mundo”.
“As oliveiras do Getsemani estão entre
as mais antigas árvores de folha larga do mundo”.
A extraordinária longevidade natural das oliveiras e o multissecular aspecto daquelas falavam no sentido da informação.

Mas os guias não eram de toda confiança, sobretudo diante de estrangeiros dos quais queriam tirar uma boa gorjeta.

Teria sido verdade?

Aquelas velhíssimas oliveiras estavam ali quando Nosso Senhor bebeu o cálice que o anjo Lhe trouxe da parte do Pai para O reconfortar na iminência da Paixão?

Junto a alguma delas dormiram ingloriamente os Apóstolos, enquanto Jesus agonizava?

Em alguma delas teria se apoiado o soldado Malco, que teve a orelha cortada por São Pedro e colada milagrosamente por Jesus?

Recentemente, uma equipe de pesquisadores de cinco universidades italianas, trabalhando para o Consiglio Nazionale delle Ricerche - CNR, publicou um estudo sobre a longevidade das oito oliveiras mais antigas do Getsemani intitulado “Os segredos do jardim do Getsemani”.

Aspecto do jardim do Monte das Oliveiras
Aspecto do jardim do Monte das Oliveiras
Às três árvores menos velhas foram atribuídas idades de “pelo menos 900 anos”.

Não são os dois milênios que nos separam daquela augusta data, mas o “pelo menos” deixa aberta uma porta.

As outras cinco oliveiras mais antigas não puderam ser testadas.

A causa foi que suas partes mais velhas, as mais interessantes para o estudo, que ficavam no cerne, haviam secado.

Os troncos que hoje se podem ver imensamente alargados resultam de brotos de épocas posteriores.

Os resultados dos testes não permitiram definir se as árvores são exatamente as mesmas que estavam no Monte das Oliveiras quando Jesus foi traído e entregue aos soldados romanos e aos enviados do Sinédrio.

O sono dos Apóstolos no Getsemani
O sono dos Apóstolos no Getsemani
Os especialistas explicaram a hesitação que marca seu relatório pelo fato de as oliveiras rebrotarem muito facilmente após serem cortadas pela base.

“Não podemos excluir a possibilidade de que tenha havido uma intervenção para renovar os pés, quando pararam de produzir ou começaram a secar”, disse o chefe dos pesquisadores, Prof. Antonio Cimato, durante a apresentação dos resultados em Roma.

Caso essa renovação tivesse acontecido, as oliveiras poderiam ter o dobro da idade e com isso se aproximariam muito do ano da Paixão.

“Quero esclarecer – disse o Prof. Cimato – que na literatura científica não há menção a árvores de tão grande idade como estas oliveiras.

“As oliveiras do Getsemani estão entre as mais antigas árvores de folha larga do mundo”.

Testes de datação pelo carbono sobre amostras extraídas das partes mais velhas dos troncos de três oliveiras, apontaram respectivamente para os anos de 1092, 1166 e 1198.

Prof Antonio Cimato (sentado) liderou a pesquisa
Os testes foram realizados pelo Conselho Nacional das Pesquisas - CNR da Itália e por acadêmicos de mais cinco universidades italianas.

Esses cernes de tal maneira antigos teriam existido nos momentos trágicos e gloriosos daquele passo da Paixão?

A ciência não pode dizê-lo. Ao menos, com os conhecimentos, tecnologias e métodos que possui atualmente.

Malgrado a sua imensa idade, os estudos mostraram que as três oliveiras mais antigas testadas encontram-se em excelentes condições e não foram afetadas pela poluição da região.

Análises de DNA indicaram que os pés foram plantados a partir de uma mesma oliveira, talvez com a finalidade de preservar uma mesma espécie ou linhagem de árvores, disseram os especialistas.

O cerne das mais antigas secou, impossibilitando a análise
O Pe. Pierbattista Pizzaballa, O.F.M., Zelador de Terra Santa, responsável pelo local, disse que esta procedência comum das oliveiras mostra a tentativa deliberada de passar uma preciosa herança às gerações futuras.

“A questão mais importante não é se essas são as mesmas árvores, mas se este aqui é o local referido no Evangelho. E este é o local, a respeito disto não há dúvida alguma”, concluiu Fr. Pizzaballa.



segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Hospital cruzado de Jerusalém
inspirou a criação dos hospitais no mundo

A Grande Sala dos Pobres, do Hospital (Hôtel-Dieu) de Beaune
nos dá uma ideia de como pode ter sido o Hospital de Jerusalém
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: O primeiro Hospital foi cruzado e em Jerusalém. Hoje à luz do dia


O Hospital segundo testemunhos de época


A Ordem que criou e deu todo seu brilho ao Hospital foi fundada durante a Primeira Cruzada pelo Bem-aventurado Pierre-Gérard de Martigues, mais conhecido como Gerardo Thom (Tum, Tune, Tenque, segundo as grafias).

Ele foi reconhecido como fundador em Bula de 1113 do Papa Pascoal II, confirmada pelo Papa Calixto II pouco após a morte do Beato em 1120.

O Hospital, como seu nome indica, tinha o objetivo de servir de hospedaria para os peregrinos.

Mas, as condições difíceis e perigosas da romaria a Terra Santa adoentava a muitos. Também eram numerosos os que chegavam feridos pelas violências dos infiéis.

O Hospital foi então passando a ser uma coisa que não existia até então: uma casa para curar doentes, pessoas debilitadas ou qualquer outro mal do corpo.

O historiador americano Thomas Woods cita João de Würzburg, sacerdote alemão que ficou pasmo com o que viu no Hospital de São João quando de sua romaria a Jerusalém.

terça-feira, 17 de agosto de 2021

O primeiro Hospital foi cruzado e em Jerusalém. Hoje à luz do dia

Fundo: ruínas do Hospital de Jerusalém.
Frente: brasão de feitio moderno dos hospitalários
Luis Dufaur
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Uma equipe de arqueólogos da Autoridade de Antiguidades de Israel – AAI (máxima autoridade na matéria do país), liderada por Renee Forestany e Amit Reem, encontrou as ruínas do primeiro hospital da história.

Pois esse hospital serviu de modelo para as casas de saúde que se construíram a partir de então.

Em seu momento, a notícia repercutiu largamente na imprensa internacional. Por exemplo “Público” de Portugal, “ABC” de Madri, e em sites especializados em arqueologia como “Heritage Daily”. 

As ruínas do edifício hoje ficam na Cidade Velha de Jerusalém, no coração do bairro cristão, num local também conhecido como Muristão, uma corruptela de Hospital em língua persa.

A parte desentulhada revela um imenso prédio construído pelos Cruzados entre os anos 1099 e 1291 d.C.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

O mais antigo templo católico:
a "igreja dos Apóstolos" no Cenáculo

Última Ceia, de Pietro Lorenzetti. O Cenáculo foi o local da primeira Missa
Última Ceia, de Pietro Lorenzetti. O Cenáculo foi o local da primeira Missa
Luis Dufaur
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Uma descoberta em Megido, Israel, voltou a suscitar o debate sobre qual é o local da mais antiga igreja cristã.

As igrejas católicas apareceram logo após Jesus Cristo.

Os Apóstolos, seguindo o exemplo de Nosso Senhor, pregaram nas sinagogas e locais de reunião dos judeus.

Mas, a perseguição da Sinagoga tornou impossível a pregação do Evangelho nelas.

Simultaneamente a esta pregação houve locais onde os cristãos celebravam o verdadeiro sacrifício, i. é, a Missa, julgado intolerável pelo Sinédrio.

Com efeito, o Templo era o único local onde podia se celebrar o sacrifício no Antigo Testamento.

Este sacrifício era uma prefigura do Sacrifício do Calvário, e da Santa Missa.

Tendo se operado o Sacrifício na Cruz, e sendo celebrada sua renovação incruenta, i. é, a Santa Missa, pelos Apóstolos e seus sucessores, o sacrifício do Templo perdeu todo significado.


Igreja do Cenáculo, Jerusalén
Entrada do Cenáculo, Jerusalén
Porém, os judeus seguiram praticando-o até o Templo ser incendiado pela soldadesca romana.

Então, há quase dois mil anos, cessou definitivamente. O judaísmo não voltou mais a oferecer sacrifícios no único local que lhe era lícito, se extinguindo o ato que legitimava e dava sentido a seu culto.

Nem ruínas ficaram do Templo.

Uma das mais antigas igrejas - e ao que tudo indica a primeira - foi o Cenáculo, local da instituição da Missa.

O prédio fica no Monte Sion, fora das muralhas da velha cidadela de Jerusalém, acima do “Túmulo de David”.

Trata-se do primitivo Cenáculo que foi destruído pelos romanos, mas foi reconstruído depois da queda de Jerusalém e aperfeiçoado pelo Reino Cristão de Jerusalém, na época das Cruzadas.

De fato, os cristãos fiéis à profecia de Nosso Senhor da destruição do Templo e de Jerusalém, abandonaram a cidade amaldiçoada antes que os romanos a cercassem e destruíssem.

Cenáculo, igreja gótica dos Cruzados. Ciência confirma a Igreja
Cenáculo, um aspecto do estado atual.
Os elementos góticos vêm da época das Cruzadas
Após a tremenda devastação de Jerusalém pelas legiões de Tito e a dispersão dos judeus, os cristãos retornaram ao que tinha sobrado da cidade.

Instituíram no Cenáculo uma igreja orientada em direção ao Santo Sepulcro, e não mais ao Monte do Templo como fora o costume judeu.

Este antiquíssimo templo recebeu o nome de “Igreja dos Apóstolos” e tudo indica que é o local da mais antiga das igrejas.

Os Cruzados construíram no local uma igreja gótica, cujos restos subsistem e são visitados.

Com a perda de Jerusalém pelos cristãos, o local foi profanado e transformado em mesquita.

Casa de São Pedro, Cafarnaum. Ruinas sob nova igreja
A "casa de São Pedro"
Ao norte de Jerusalém, na praia do mar de Galileia, a distância de um tiro de pedra da sinagoga de Cafarnaum, os arqueólogos trouxeram a lume a “casa de São Pedro”.

Ali há restos de várias igrejas construídas uma acima da outra em épocas sucessivas.

O achado é confirmado pelas descrições dos peregrinos dos séculos V e VI.

Uma outra igreja antiquíssima foi desenterrada em Dura Europus, no lado ocidental do rio Eufrates, na Síria. Está datada em 245 d.C.

Exteriormente é uma casa. Suas paredes internas estão pintadas com cenas bíblicas.

Santa Helena
A imperatriz Santa Helena,
mãe do imperador Constantino
recuperou inúmeras relíquias
e igrejas na Terra Santa
O estudo das camadas inferiores da pintura leva a achar que antes fora uma sinagoga.

Em Aqaba, na área da cidade romana de Ayla foram localizadas as ruínas de uma igreja de perto do ano 280 d.C.

Tal vez seja o primeiro edifício construído especificamente para o culto cristão.

A presença do bispo de Ayla foi registrada no Concílio de Nicéia no ano do Senhor de 325.

Após o Edito de Milão (313 d.C.) do imperador Constantino, que acabou com as perseguições, floresceram igrejas por todo o Império.

Algumas delas foram erguidas sob a supervisão da própria mãe do Imperador, a Imperatriz Santa Helena.

Tal é o caso da primeira igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém e a igreja da Natividade em Belém.

Podemos mencionar também a Santa Casa de Loreto transportada miraculosamente pelos anjos desde Nazaré, segundo o ensinamento dos Papas.

Na Santa Casa de Loreto está exposta até hoje uma grande pedra denominada o “altar dos Apóstolos”.

Sobre esse altar celebravam os Apóstolos quando iam visitar Nossa Senhora, e o fizeram também inumeráveis santos e sacerdotes até que a Casa foi levada pelos anjos para evitar a profanação pelos muçulmanos.

Hoje sobre o “altar dos Apóstolos” está disposto esplêndido altar em mármore onde celebrairam a Missa muitos Papas, santos, altos dignitários eclesiásticos e sacerdotes.

O o “altar dos Apóstolos” continua visível através de artística grade, bem iluminado.

Veja mais em: A transladação da Santa Casa de Nossa Senhora desde Nazaré até Loreto.  Comprovações científicas surpreendentes.

A Santa Casa de Loreto: descobertas científicas de causar pasmo.

Anjos levaram a casa de Maria de Nazareth a Loreto: única tese que resiste à crítica científica



A igreja do mosteiro de Santa Catarina na península do Sinai seria a mais antiga igreja aonde o culto católico vem sendo praticado, se não fosse a fratura imposta pelo cisma que tirou esse mosteiro da Igreja.




Igreja do Santo Sepulcro, Jerusalém. GIRE COM O MOUSE




segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Buscas no paço do Herodes que martirizou os santos inocentes; e pai do Herodes que matou a S.João Batista e crucificou Jesus

Vista aérea de Herodium e das excavações.
Luis Dufaur
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O túmulo do rei Herodes I, o Grande, que ordenou a massacre dos inocentes visando matar o Menino Jesus, foi localizado em 2007 por pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Desde então vem sendo recuperadas salas e instalações desse palácio todo feito em estilo grego pagão.

O local leva o nome de Herodium e fica a poucos quilômetros de Jerusalém.

Esse cruel rei governou a Judéia até sua morte.

Tratava-se de um monarca impostor sustentado pelos romanos. Era idumeru (ou edomita), quer dizer descendente de Esaú.

Ele fez obras colossais como reformar e enriquecer o Templo (o mesmo do tempo de Nosso Senhor), para se granjear a simpatia do povo.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Jerusalém: os mais antigos registros arqueológicos cristãos professam a fé na Ressurreição de Cristo, e dos homens no fim do mundo

Braço robótico com câmeras pôde fotograr o túmulo
Luis Dufaur
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Um túmulo localizado em Jerusalém vem sendo estudado por cientistas há três décadas.

Ele apresenta indícios que confirmam a fé na Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo professada já no primeiro século de nossa era, quiçá antes mesmo da redação dos Evangelhos.

Os indícios remontariam a antes mesmo da destruição da cidade pelas legiões romanas e a dispersão dos judeus.

Assim o afirmou o grupo de arqueólogos e especialistas em assuntos religiosos que no fim de fevereiro de 2012 apresentou em Nova York as conclusões da exaustiva pesquisa.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

O ossuário de Caifás, Sumo Sacerdote que condenou Jesus Cristo

Ossuário da família Caifás
Luis Dufaur
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Os arqueólogos Yuval Goren da Universidade de Tel Aviv e Boaz Zissu da Universidade Bar Ilan confirmaram, segundo noticiou a “Folha de S.Paulo”, a autenticidade de um ossuário pertencente à família do sacerdote que teria conduzido a tumultuada sessão do Sinédrio que considerou “blasfemo” Jesus Cristo.

No ossuário, os judeus guardavam os ossos dos antepassados depois da fase inicial de sepultamento.

Os especialistas concluíram que o ossuário e suas inscrições são autênticos e antigos, escreveu o “Jerusalem Post”. A peça faz parte de um conjunto de 12 usuários recuperados no mesmo local e pertencentes à família Caifás.

Dentro dessa urna foram encontrados ossos de seis pessoas ao que tudo indica da mesma família: dois bebês, uma criança entre 2 e 5 anos, um rapaz entre 13 e 18, uma mulher adulta e um homem de perto de 60 anos.

Na mesma peça lê-se a inscrição: “Miriam [Maria], filha de Yeshua [Jesus], filho de Caifás, sacerdote de Maazias de Beth Imri”. Num dos lados não decorados aparece o nome “José bar Caifás”, onde “bar” não necessariamente significa “filho de”.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Exposta a escada que Jesus galgou
rumo ao juízo mais iníquo da História

A Escada Santa restaurada. Cruz dourada no lugar onde Nosso Senhor teria vertido uma gota de sangue
A Escada Santa restaurada.
Cruz dourada no lugar onde Nosso Senhor teria vertido uma gota de sangue
Luis Dufaur
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O Pontifício Santuário da “Escada Santa” em Roma, a escada que segundo antiga e consagrada tradição da Igreja, Jesus Cristo subiu derramando sangue para ser julgado pelo cônsul romano Pôncio Pilatos pôde ser vista e subida em contato direto pelos romeiros desde a Páscoa até a festa de Pentecostes.

A “Escada Santa” de Roma foi trazida do pretório [residência do comandante na Roma Antiga] do cônsul Pilatos em Jerusalém e têm 28 degraus de mármore.

É a primeira vez que acontece nos últimos três séculos.

A exceção se compreende bem olhando o estado dos degraus.

Tão grandes multidões de peregrinos penitentes subiram essa escada piedosamente – de joelhos a maioria – que o mármore ficou profundamente desgastado.

Esse ficou tão consumido pela passagem de milhares de fiéis que cada degrau se assemelha a uma calha e em certos pontos acabou furado.

Por causa do desgaste, os papas decidiram revestir a escada de madeira de nogueira, deixando exposta a parte que não se pisa e por onde se pode ver a pedra.

“Durante sessenta dias poderemos galgar com nossos joelhos e tocar diretamente o próprio mármore que Jesus em pessoa pisou no pretório onde foi julgado por Pôncio Pilatos”, explicou o Pe. Francesco Guerra, reitor do Santuário.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Descoberta confirmaria vida e existência do profeta Isaías

Fotocomposição: Isaias profetizou a Redenção. Detalhe de escultura de Aleijadinho.
Em destaque o selo achado que leva seu nome inscrito
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O profeta Isaías é um dos maiores profetas do Antigo Testamento. O nome Isaías significa “Deus ajuda” ou “Deus é auxílio” e viveu entre 765 a.C. e 681 a.C.

Numa visão do trono de Deus no Templo rodeado de serafins, um anjo lhe purificou os lábios com brasas ardentes enquanto a voz de Deus lhe ordenava levar Sua mensagem ao povo.

Em seu livro, incluído na Bíblia, Isaías é o profeta que mais fala sobre o Messias prometido, Nosso Senhor Jesus Cristo, descrevendo-o como “servo sofredor” que morreria pelos pecados da humanidade e como um príncipe soberano que governará com justiça.

O capítulo 53 profetiza nossa Redenção pelo Messias:

segunda-feira, 12 de março de 2018

Análises provam que a igreja do Santo Sepulcro
foi construída no tempo do imperador Constantino

Páscoa de Ressurreição em torno do Santo Sepulcro após a restauração
Páscoa de Ressurreição em torno do Santo Sepulcro após a restauração
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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A análise dos materiais recolhidos no trabalho de restauração do Santo Sepulcro permitiu fixar sua data no século IV. A esses trabalhos dedicamos vários posts resumidos em Restauração do Santo Sepulcro: visão de conjunto

A datação confirmou a tradição católica a respeito do local de sepultamento de Jesus Cristo, disse a Profa. Antonia Moropoulou, que chefiou os trabalhos de restauração que já tivemos ocasião de apresentar neste blog.

A informação foi divulgada pelo site “The Huffington Post”.

De fato, as análises confirmaram a tradição de que o imperador do Oriente, Constantino I, havia erigido uma igreja no local do Santo Sepulcro por volta de 300 anos depois da morte de Cristo.

As legiões romanas destruíram completamente Jerusalém no ano 70 d.C., inclusive o Segundo Templo, uma das maravilhas da Antiguidade, após uma insurreição dos judeus.

Cumpriram-se assim as profecias de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a destruição do magnífico Templo, centro exclusivo da religião judaica.

Uma consequência foi a diáspora do povo hebreu, como que religiosamente decapitado e cujo sacrifício central ficou extinto desde então, há quase dois mil anos.

1. Ao sair do templo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e fizeram-No apreciar as construções.

2. Jesus, porém, respondeu-lhes: Vedes todos estes edifícios? Em verdade vos declaro: não ficará aqui pedra sobre pedra; tudo será destruído. (São Mateus, 24, 1-2).

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A destruição de Jerusalém pelos babilônios
exposta à luz do dia

Após a destruição de Jerusalém, o povo eleito foi levado cativo para Babilônia. Aquarela de Joseph Jacques Tissot, 1836 – 1902.
Após a destruição de Jerusalém, o povo eleito foi levado cativo para Babilônia.
Aquarela de Joseph Jacques Tissot, 1836 – 1902.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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política internacional,
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Arqueólogos israelenses exumaram camadas de entulho queimado que corroboram a narração bíblica da destruição de Jerusalém pelo exército do rei de Babilônia Nabucodonosor, no ano 587 a.C. – portanto, mais de 2.600 anos atrás.

A descoberta foi comunicada pela Autoridade Israelense de Antiguidades (IAA), organismo máximo de arqueologia do país.

O acontecimento está narrado no livro do Profeta Jeremias 52, 13-34. Ele indica que na tragédia o então rei de Jerusalém, Zedequias, foi levado cativo a Babilônia junto com a população da Cidade de Davi.

Eles foram deportados para trabalhar nas megalomaníacas construções de Nabucodonosor, que incluíram uma reconstrução – em escala menor – da Torre de Babel.

Nabuzardã, chefe da guarda babilônica, foi o encarregado do horroroso crime: