segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A travessia do Mar Vermelho estudada por cientistas - 2

Travessia do Mar Vermelho, Ivan Aivazovsky
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Há muita discussão científica séria sobre qual foi o local exato da travessia.

A maioria dos cientistas que estudam o texto bíblico, e que são citados pelos autores Carl Drews e Weiqing Han, julgam que a melhor tradução para o nome hebraico “Yam Suph” não é “mar Vermelho”, mas sim “mar de Caniços”.

Esta denominação geográfica designa uma área pantanosa (daí os caniços, plantas aquáticas) onde o Nilo encontra o mar Mediterrâneo.

E, de fato, as rochas e sedimentos da região do delta do Nilo nessa época apontam a presença de um grande braço do rio que se conectava com uma lagoa salobra, chamada “lago de Tânis”.


O vento do oriente descrito no Êxodo, segundo esta tese científica, teria feito recuar as águas rasas (com cerca de 2 m de profundidade) do braço do Nilo e do lago.

Isso teria permitido a passagem de Moisés e seu povo para longe dos guerreiros do faraó.

Há uma certa hostilidade contra o professor Drews porque é cristão e tem um site no qual defende a compatibilidade entre ciência e fé. Mas esta hostilidade não é parte da ciência e se insere num debate filosófico-teológico.

Han e Drews não pretendem ter provado o milagre do ponto de vista sobrenatural e religioso. É razoável, pois não é esta tarefa do cientista.

Eles sustentam que os fatos naturais referidos na narração bíblica não contrariam a ordem da natureza e mostram como poderiam ter acontecido.

Os cientistas citam a ocorrência de fenômenos parecidos em épocas mais ou menos recentes.

Um vento conseguiu façanha parecida em 2006 e 2008 no lago Erie, nos EUA. No fim do século 19, oficiais britânicos viram algo do gênero acontecer no próprio Nilo.

O recuo das águas pelo vento no Nilo foi testemunhado pelo major-general Alexander Tulloch, do Exército britânico, em 1882 no lago Manzala, norte do Egito. Ele escreveu em artigo:


“Certo dia, uma rajada de vento leste se tornou tão forte que tive de parar de trabalhar. Na manhã seguinte, descobri que o lago Manzala tinha desaparecido totalmente. O vento na água rasa havia levado o lago para além do horizonte, e os nativos estavam caminhando na lama, num local onde, no dia anterior, havia barcos de pesca flutuando n'água.”

Veja vídeo
Travessia do Mar Vermelho
pode ser confirmada
cientificamente
O próprio Tulloch ficou impressionado pela similitude entre o que viu e o relato do Êxodo.

“Ao notar esses efeitos extraordinários, passou pela minha cabeça que eu testemunhara um evento similar ao que aconteceu entre 3.000 e 4.000 anos atrás, na época da travessia do chamado mar Vermelho pelos israelitas”, escreveu o oficial.

É de se notar apenas que o fenômeno foi semelhante mas não idêntico: os judeus atravessaram a pé enxuto enquanto que os nativos caminhavam na lama.

O milagre consistiu em que Deus fez acontecer esse fenômeno natural: “um vento impetuoso vindo do oriente, que soprou toda a noite” que “pôs o mar a seco”.

O fenômeno raríssimo se não é único através dos séculos e dos milênios, aconteceu no exato momento em que os judeus iam ser capturados ou mortos pelos egípcios.

E as águas fecharam-se no exato momento em que o exército do faraó estava no meio.

O gesto de Mosés estendendo as mãos sobre as águas ‒ um gesto de mando e oração ‒ do ponto de vista humano é absolutamente incapaz de produzir os fenômenos de abrir as águas e depois fechá-las, aliás num momento tão específico como se lhe obedecessem.

Esse fenômeno provocado pelo gesto de um profeta de Deus sim constitui um milagre clamoroso.

Deus quis a oração do profeta para mostrar que:

1) só Deus podia desencadear esse jogo de forças da natureza com pasmosa coincidência, e

2) Moisés era o enviado dEle e sem a mediação do profeta Deus não teria feito o milagre.

Há outras hipóteses científicas sobre o local exato do milagre que ainda estão sendo discutidas.

O trabalho dos cientistas Carl Drews e Weiqing Han tem o mérito de confirmar o relato bíblico em seu aspecto natural, que para alguns fracos de fé podia parecer fantasia.

Se nesse ponto prático a Bíblia, mais uma vez, tem razão, então, em sã lógica é criterioso supor que o milagre aconteceu como a Revelação e a Fé nos ensinam.


Vídeo: travessia do Mar Vermelho pode ser confirmada cientificamente



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A travessia do Mar Vermelho estudada por cientistas - 1

Travessia do Mar Vermelho, Cosimo Rosselli.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Um dos mais retumbantes fatos da História Sagrada foi analisado por cientistas americanos. Eles refizeram com modelos computacionais as condições em que ele poderia ter acontecido.

Trata-se da travessia do Mar Vermelho durante o êxodo do povo eleito, que saiu da escravidão no Egito rumo à Terra Prometida, sob a condução de Moisés o grande profeta e legislador de Israel.

O milagre teve duas grandes dimensões: uma natural, sem dúvida pasmosa, e outra sobrenatural, a mais importante.

Na maior parte dos milagres, Deus age através de causas naturais. E estas causas podem ser estudadas pelo homem. E, no caso, o foram por Carl Drews, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos EUA, e Weiqing Han, da Universidade do Colorado em Boulder, EUA.

Veja vídeo
Travessia do Mar Vermelho
pode ser confirmada
cientificamente

Eles chegaram à conclusão que o “milagre” visto pelo lado material, portanto das causas segundas, é compatível com as leis da física. É o que compete à ciência nestes casos. À Igreja cabe se pronunciar sobre o lado sobrenatural, neste caso, revelado por Deus na Bíblia e, portanto, fora de discussão.

Esses cientistas até montaram por via digital um cenário que eles consideram “relativamente próximo” do descrito no livro do Êxodo, o segundo da Bíblia.

O longo e exaustivo trabalho foi publicado pela revista científica “PLoS One” e pode ser lido na Internet. Outro artigo dos mesmos autores menos técnico e mais resumitivo pode ser lido no site NCAR - UCAR News Center (University Corporation for Atmospheric Research).

De fato, na descrição do milagre incluída no livro do Exodus encontram-se descritos os fatores naturais de que Deus se serviu para o milagre com estas palavras:

Moisés
“21. Moisés estendeu a mão sobre o mar. O Senhor fê-lo recuar com um vento impetuoso vindo do oriente, que soprou toda a noite. E pôs o mar a seco. As águas dividiram-se

22. e os israelitas desceram a pé enxuto no meio do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda.

23. Os egípcios os perseguiram: todos os cavalos do faraó, seus carros e seus cavaleiros internaram-se após eles no leito do mar.

24. À vigília da manhã, o Senhor, do alto da coluna de fogo e da de nuvens, olhou para o acampamento dos egípcios e semeou o pânico no meio deles.

25. Embaraçou-lhes as rodas dos carros de tal sorte que, só dificilmente, conseguiam avançar. Disseram então os egípcios: “Fujamos diante de Israel, porque o Senhor combate por eles contra o Egito.”

26 .O Senhor disse a Moisés: “Estende tua mão sobre o mar, e as águas voltar-se-ão sobre os egípcios, seus carros e seus cavaleiros.”

27. Moisés estendeu a mão sobre o mar, e este, ao romper da manhã, voltou ao seu nível habitual. Os egípcios que fugiam foram de encontro a ele, e o Senhor derribou os egípcios no meio do mar.

28. As águas voltaram e cobriram os carros, os cavaleiros e todo o exército do faraó que havia descido no mar ao encalço dos israelitas. Não ficou um sequer.

29. Mas os israelitas tinham andado a pé enxuto no leito do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda.

30. Foi assim que naquele dia o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios. E Israel viu os cadáveres dos egípcios na praia do mar.” Êxodo, cap. 14

Os cientistas Drews e Han, estimam que para empilhar as águas e abrir uma passagem com alguns quilômetros de largura teria sido necessário um vento de velocidade próxima de 100 km/h, soprando sobre a desembocadura do rio Nilo durante 12 horas. Portanto, se “soprou toda a noite” (n. 21) teria sido suficiente.

Drews e Han chegaram a essa conclusão com simulações, em computador, do comportamento do líquido, e levando em conta como seria a topografia do Egito no fim da Idade do Bronze (por volta de 1250 a.C.).

Essa é a época mais aceita para a fuga dos israelitas, liderados pelo profeta Moisés.



Vídeo: travessia do Mar Vermelho pode ser confirmada cientificamente



terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Homem do Sudário, exposição em cidades brasileiras

Exposição "Homem do Sudário", Curitiba
Sob o título Homem do Sudário, realizou-se em Curitiba, no Shopping Center Palladium, uma extraordinária exposição sobre o Santo Sudário de Turim.

Reproduções em tamanho natural da própria relíquia; da Coroa com a qual foi crucificado o Salvador, feita com espinhos da mesma planta que foi usada na Paixão, colhidas nas proximidades de Jerusalém; dos cravos que pregaram o Redentor na cruz; dos dois tipos de flagelos usados pelos romanos na época; tudo isso apresenta uma imagem impressionante do que foi o indizível sofrimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, como também o esplendoroso de sua Ressurreição.

Percurso do Santo Sudário na História
Cerca de 30 painéis temáticos explicam detalhadamente os vários aspectos da exposição.

Um mapa mostra o caminho percorrido pelo precioso linho desde Jerusalém, passando por várias cidades do Oriente Médio e pela França, até chegar a Turim.

O trajeto foi cientificamente comprovado pela presença de pólen de plantas típicas de cada região percorrida.

A projeção de imagens que se superpõem apresenta um estudo comparativo, mostrando a semelhança das pinturas da face do Salvador feitas a partir do século IV, com a imagem obtida na fotografia do Santo Sudário.

Isto se explica pelo fato de o Concílio de Nicéia (325) ter determinado que, a partir de então, toda reprodução deveria ter como modelo aquela relíquia.

Reprodução holográfica (tridimensional)
Muito ilustrativos também são os painéis sobre as principais descobertas científicas que comprovam a autenticidade da relíquia.

O mais impressionante de toda a exposição, entretanto, é uma reprodução holográfica (tridimensional) projetada sobre duas placas de vidro paralelas, do corpo de Nosso Senhor em tamanho natural como estava na sepultura.

A imagem é vista de pé, pela frente e pelas costas. Tem-se a impressão de estar em presença do próprio Corpo Sagrado de Nosso Senhor.

“O Homem do Sudário” supera, do ponto de vista de recursos técnicos, o que se podia ver por ocasião da última mostra oficial da relíquia em Turim, se bem que a presença da própria relíquia torne a de Turim absolutamente insuperável e incomparável.

* * *

Os ateus, materialistas e agnósticos tinham a ilusão de que o avanço da ciência haveria de lhes dar as provas definitivas de que Deus foi uma invenção humana, para explicar aquilo que os homens não conseguem entender — um mito, portanto.

Coroa de espinhos
Todos os mistérios do universo iriam sendo desvendados, e por fim não haveria mais necessidade de apelar para um ser superior, misterioso, que estaria na origem de tudo.

O que aconteceu foi exatamente o contrário: quanto mais avança a ciência, tanto mais ela descobre que o número de mistérios não desvendados é hoje muito maior do que aquilo que já foi esclarecido.

Mais ainda, ela está mostrando e provando que existem fatos inexplicáveis — milagrosos — que contrariam as leis da natureza, e de tal forma confirmam narrações históricas de milagres, que não deixam dúvidas de que os fatos realmente se deram e foram milagrosos.

Os exemplos são numerosos. Fatos como esses, cientificamente comprovados, só se encontram dentro da Igreja Católica.

Os milagres de Lourdes talvez sejam os que há mais tempo vêm sendo comprovados pela ciência.

Mais recentemente, famosos institutos de pesquisas analisaram outros aspectos de milagres: os da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, que apareceu em no México em 1531; o das Espécies Consagradas, por volta do ano 700, em Lanciano na Itália; o véu da Sagrada Face de Manoppello. Todos eles com resultados surpreendentes e, para os ateus, desconcertantes.

Segundo o professor Angelo Montanti da Universidade de Glendale na Califórnia

“o objeto cultural mais surpreendente e mais estudado de toda a história da humanidade é o Santo Sudário de Turim. [...]

“As investigações científicas têm revelado muito mais do que qualquer estudioso poderia esperar, confirmando de maneira espantosa tudo o que os textos sagrados e a história até hoje nos tinham feito conhecer.

“Uma falsificação é hoje hipótese inteiramente descartada. [...]

“A crueldade da Paixão excede de muito o que mostram as representações tradicionais de Jesus”.

(Autor: Carlos Eduardo Schaffer, in “Catolicismo”, setembro de 2010)

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O corpo incorrupto do Servo de Deus D. Buenaventura Codina y Augerolas, bispo de Canárias

Rostro do Servo de Deus Buenaventura Codina y Augerolas,
exposto na Catedral de Santa Ana, Las Palmas de Gran Canaria, Espanha
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Servo de Deus Mons. Buenaventura Codina y Augerolas foi bispo de Las Palmas, Canárias, Espanha.

Nasceu em Hoatalia (Gerona, Espanha), em 1785. Em 1809 ingresou na congregação da Missão ou de São Vicente de Paula, na qual foi ordenado sacerdote.

Durante vinte anos foi diretor geral da Congregação das Filhas da Caridade na Espanha.

Foi sagrado em 1848 e foi enviado a Las Palmas, capital das ilhas Canárias, junto com Santo Antonio Maria Claret.

Ele enfrentou com heroísmo as revoluções anticlericais laicistas que causaram incontáveis mortes e destruições na Espanha, expondo sua própria vida.

Teve que agir com firmeza e habilidade face a governos liberais e de fundo anti-cristão.

Trabalhou incansavelmente durante a peste de cólera que atacou as ilhas e dizimou a metade da população.

O prelado foi perseguido até pelo diretor de sua ordem religiosa que o expulsou dela alegando ter aceitado o bispado sem licença.

D. Buenaventura em verdade renunciara três vezes ao bispado, mas o Papa o manteve pela força da obediência.

O Servo de Deus morreu em 1857 com fama de santidade.

Por ocasião da exumação, seu corpo foi achado incorrupto e está exposto na catedral das Canárias.


Vídeo: Servo de Deus Mons. Buenaventura Codina y Augerolas, bispo de Canárias, Espanha
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sábado, 21 de agosto de 2010

Corpos incorruptos: diferença entre milagrosos e naturais

Beata Ana Maria Taigi, urna na igreja de de São Crisógono, Roma




Um dos fenômenos que mais chamam a atenção é a preservação até a incorruptibilidade do corpo de certos santos.

É fato que em condições excepcionais pode acontecer que um corpo não se desfaça inteiramente por razões meramente naturais.

Porém, o fenômeno dá-se com os santos em proporções muito acima do normal, sendo que na quase totalidade das vezes foram sepultados em condições comuns e que, portanto, deveriam se pulverizar como os outros.

No processo de canonização, a Igreja estabelece a apertura dos sarcófagos para conferir que o corpo ali enterrado pertence verdadeiramente ao Servo de Deus e constatar seu estado.

A conservação inusitada desse corpo é um sinal que, entre outros, contribui a definição da santidade do Servo de Deus.

Há, portanto, três tipos de preservação:

1 ‒ milagrosa (incorruptíveis strictu sensu),

2 ‒ deliberada por meios científicos (quando o corpo foi embalsamado, como foi o caso de B. Juan XXIII),

3 ‒ natural e acidental.

Video: Corpo da Beata Ana Maria Taigi, igreja de São Crisógono, Roma
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A incorruptibilidade propriamente dita é a preservação milagrosa que não se explica por nenhuma lei ou fator natural e é independente das circunstâncias (umidade, temperatura, tempo, cal ou outros elementos que poderiam acelerar a decomposição).

Só pode se ter certeza da incorruptibilidade quando o corpo admiravelmente conservado jamais foi embalsamado ou tratado com qualquer tipo de procedimento visando uma preservação.

Em alguns casos acresce que os corpos de santos também exsudam aromas ou perfumes, sobre tudo no momento da exumação.

Video: Corpo de Santa Bernadette Soubirous, Nevers, França
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A incorruptibilidade não é a mumificação (nem natural, nem por obra humana). Os corpos mumificados apresentam características facilmente reconhecíveis pela ciência.

Um dos casos mais impressionantes é o da vidente de Lourdes, Santa Bernadette Soubirous.

Seu corpo encontra-se exposto na capela do convento de Saint-Gildard, na cidade de Nevers, França, nas condições que podem ser vistas no vídeo abaixo, registrado em julho de 2010.

Junto ao túmulo de Santa Bernadette, um cartaz esclarece:

“O corpo de Santa Bernadette repousa nesta capela desde o dia 3 de agosto de 1925. Ele está intacto e “como petrificado” segundo foi reconhecido pelos médicos juramentados e pelas autoridades civis e religiosas por ocasião das exumações de 1909, 1919 e 1925.

Santa Bernadette Soubirous, a vidente de Lourdes. Nevers, convento de Saint-Gildard
“O rosto e as mãos enegreceram em contato com o ar e foram recobertos com ligeiras máscaras de cera, moldadas diretamente do corpo.

“A posição da cabeça inclinada à esquerda foi tomada pelo corpo dentro do caixão.”

Nas referidas exumações constatou-se:

Na primeira, em 22 de setembro de 1909: na presença do bispo, da Madre superiora, de dois médicos e quatro operários que fizeram juramento de declarar a verdade, o corpo apareceu totalmente preservado, sem odor, a pele tinha cor pálida, os músculos e os ossos estavam unidos pelos ligamentos naturais, dentes e unhas também no seu lugar.

Verificou-se que o hábito estava ensopado pela umidade do túmulo e o terço estava completamente enferrujado. As freiras lavaram o corpo, o vestiram e o puseram num ataúde forrado de seda.

Na segunda, em 3 de abril de 1919, o corpo estava no mesmo estado. Apenas que por causa da lavagem feita pelas freiras tinha-se criado mofo no corpo. Foi observado que as veias ainda estavam proeminentes como se estivessem cheias de sangue.

Na terceira, em 18 de abril de 1925, o corpo estava no mesmo estado, com a pele mais escura. Os músculos mostravam-se tonificados, a pele estava elástica e inteira salvo em algumas partes mínimas. O fígado estava elástico, quase normal, quando deveria estar reduzido a pó ou petrificado.


Leia também:
O corpo incorrupto de Santa Bernadette Soubirous segundo os médicos que fizeram as exumações

A verdadeira fisionomia de Santa Bernadette
Breve resumo da vida de Santa Bernadette
Como foi a 1ª aparição: à procura de gravetos para suportar o frio
O inefável da Gruta de Lourdes
A casa natal de Santa Bernadette: muita simplicidade mas nada de vulgaridade
A tragédia da família de Santa Bernadette
Santa Bernadette parte para o Céu

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Novos achados sobre os ossos de São Pedro no Vaticano (4)

São Pedro, imagem de bronze na basilica vaticana
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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As relíquias que Margherita Guarducci identificou como sendo de São Pedro foram reconhecidas como tais pelo papa Paulo VI.

Em 26 de junho de 1968, ele anunciou a descoberta durante a audiência pública na Basílica Vaticana:

“Novas pesquisas, feitas com extrema paciência e cuidado, foram realizadas nos últimos anos, chegando a um resultado que nós, confortados pelo juízo de pessoas competentes, valorosas e prudentes, acreditamos ser positivo: as relíquias de São Pedro também foram, enfim, identificadas, de um modo que podemos considerar convincente, pelo qual louvamos a quem empregou tamanho e tão longo estudo, e grande esforço.

“Não se esgotam, com isso, as pesquisas, as verificações, as discussões e as polêmicas. Mas, de nossa parte, parece-nos um dever, no presente estado das conclusões arqueológicas e científicas, dar a vós e à Igreja este anúncio feliz, obrigados como somos a honrar as sagradas relíquias, sufragadas por uma séria prova de sua autenticidade [...]; no caso presente, tanto mais solícitos e exultantes devemos ser, quando temos razões para considerar que foram encontrados os poucos, mas sacrossantos, restos mortais do Príncipe dos Apóstolos”.

Reintroduzidas no dia seguinte no lóculo do “muro dos grafites” (com exceção de nove fragmentos, que o Papa conservou em sua capela privada), as relíquias voltaram há poucos anos a ser expostas aos fiéis.

Basílica de São João de Latrão, Roma: urnas com as cabeças de São Pedro e São Paulo
Dentro das pesquisas realizadas por Guarducci, foi também feito o reconhecimento científico das relíquias que uma tradição medieval identificava como provenientes da cabeça de Pedro.

Elas estavam desde o século VIII no Sancta Sanctorum, para lá transferidas pelo papa Urbano V, em 16 de abril de 1369, no interior de um dos dois bustos que se encontram atualmente dentro do baldaquino da Basílica de Latrão.

Ali estão expostas à veneração dos fiéis, certificados pela Igreja e pela ciência de cultuar os restos mortais do Príncipe dos Apóstolos.


O túmulo de São Pedro no subsolo da Basílica vaticana (em inglês, legendado em português)


O subsolo da Basílica de São Pedro. Um dos maiores tesouros da fé cristã, as relíquias do primeiro Papa, São Pedro. Trecho do documentário THE HIDDEN WORLD, da BBC. postado por Leandro Caprioti Manso no Facebook.


FIM

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A ciência confirma: os ossos de São Pedro estão no Vaticano! (3)

"Muro dos grafitti"
Luis Dufaur
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O papa Pio XII dispôs uma escavação arqueológica sob o altar-mor da Basílica Vaticana. Essa aconteceu entre 1939 e 1949 e foi levada a cabo por quatro estudiosos de arqueologia, arquitetura e história da arte.

Tratou-se de Bruno Maria Apollonj-Ghetti; Pe Antonio Ferrua, S.J.; Enrico Josi e Pe. Engelbert Kirschbaum, S.J.; sob a direção de dom Ludwig Kaas, secretário da Insigne Fábrica de São Pedro.

Eles encontraram o monumento de Constantino, um paralelepípedo com cerca de três metros de altura, revestido de mármore pavonáceo e pórfiro.

Escavando ao longo dos lados do monumento constantiniano encontraram debaixo dele o túmulo de Pedro.

As escavações revelaram uma pequena capela, formada por uma mesa sustentada por duas pequenas colunas de mármore e apoiada num muro rebocado e pintado de vermelho (o chamado “muro vermelho”) em posição correspondente à de um nicho; no chão, diante do nicho, sob uma pequena laje, um túmulo escavado diretamente na terra.

Túmulo de São Pedro desde a nave central da basílica
A pequena capela, que pode ser datada do século II, logo foi identificada como sendo o “troféu de Gaio”. Tratava-se do mais primitivo túmulo que guardou originalmente as relíquias.

Mas o túmulo encontrado estava vazio, pois as relíquias foram transferidas posteriormente.

O monumento constantiniano havia englobado também uma outra estrutura, ao lado da capela, um pequeno muro perpendicular ao “muro vermelho”.

Esse pequeno muro foi denominado “muro dos grafitos”, pois, na face oposta à capela, continha um grande número de grafitos sobrepostos uns aos outros, anteriores ao próprio Constantino.

No interior do pequeno muro, havia sido escavado em tempos antigos, seguramente depois da inserção dos grafitos e antes do arranjo definitivo do monumento constantiniano, um lóculo em forma de paralelepípedo revestido de mármore em toda a base e, até uma certa altura, nos quatro lados, um dos quais, o ocidental, terminava justamente no “muro vermelho”.

Segundo a reconstrução elaborada mais tarde pela arqueóloga Margherita Guarducci, desse lóculo havia sido retirada grande parte do material que continha.

“Pedro está aqui”

Dali provém um importantíssimo documento. Trata-se um fragmento extremamente pequeno (3,2 x 5,8 cm) de reboco vermelho, sobre o qual está grafitado, em grego, a expressão “PETR[Oc] ENI”, ou seja, “Pedro está aqui”.

Túmulo de São Pedro, visto desde a cripta
Os estudos de Guarducci entre 1952 e 1965, levaram à decifração dos grafitos mostrando que estes continham uma ampla série de invocações a Cristo, a Maria e a Pedro, sobrepostas e combinadas.

Os mesmos estudos, compostos de pesquisas complexas e bem articuladas, realizadas com o máximo rigor científico, permitiram constatar que nesse lóculo tinham ficado as relíquias de Pedro depois de retiradas do túmulo escavado na terra.

Onde estavam então as relíquias?

Encontravam-se numa pequena caixa extraída daquele mesmo lóculo durante as excavações dos cientistas e guardada nas dependências das Grutas Vaticanas.

Depois de analisados, os restos mortais revelaram-se pertencentes a um só homem, de compleição robusta, que morrera em idade avançada.

Tinham incrustações de terra e mostravam terem sido envolvidas num pano de lã colorida de púrpura, com trama de ouro. As relíquias eram compostas de fragmentos de todos os ossos do corpo, exceto dos ossos dos pés, dos quais não havia o menor vestígio.

Esse pormenor, realmente singular, não podia deixar de trazer à memória a circunstância da crucifixão inverso capite (de cabeça para baixo), atestada por antiga tradição como símbolo da humildade de Pedro. Os resultados desse tipo de crucifixão, ou seja, a separação dos pés, eram visíveis nos restos do corpo encontrado.

Crucifixão de São Pedro. Massaccio, Pisa
A mesma circunstância correspondia perfeitamente a um conhecimento bem sólido, do ponto de vista histórico: o do costume romano de tornar espetaculares as execuções dos condenados à morte. O cadáver dos executados, privado do direito de sepultura, era abandonado no lugar do suplício.

Foi o que ocorreu a Pedro, levado à morte sem nenhuma distinção, entre muitos outros; só quando foi possível recuperar o corpo é que o apóstolo foi sepultado na terra, da maneira mais humilde – provavelmente às pressas, no lugar mais próximo à disposição.

O arqueólogo António Ferrua descobriu ainda características das substâncias químicas contidas na ossada, pertencente a um homem que viveu a maior parte de sua vida próximo do Lago de Tiberíades, na Galiléia.

Por fim, no encerramento do Jubileu de 1950, Pio XII deu o anúncio do reconhecimento da sepultura de Pedro, que uma tradição antiqüíssima e unânime também atestava, e a ciência arqueológica confirmava.

“Nos subterrâneos da Basílica Vaticana estão os fundamentos da nossa fé. A conclusão final dos trabalhos e dos estudos responde um claríssimo ‘sim’: o túmulo do Príncipe dos Apóstolos foi encontrado”.

Porém, as investigações prosseguiram.


O túmulo de São Pedro no subsolo da Basílica vaticana
O túmulo de São Pedro no subsolo da Basílica vaticana (em inglês, legendado em português)


O subsolo da Basílica de São Pedro. Um dos maiores tesouros da fé cristã, as relíquias do primeiro Papa, São Pedro. Trecho do documentário THE HIDDEN WORLD, da BBC. postado por Leandro Caprioti Manso no Facebook.




segunda-feira, 12 de julho de 2010

Testemunho unânime da Tradição sobre a presença dos ossos de São Pedro no Vaticano ‒ (2)

Urna com as relíquias de São Pedro como pode ser vista hoje
Luis Dufaur
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Do ponto de vista histórico, tal vez nenhum túmulo do mundo esteja tão apoiado em documentos de época, quanto o de São Pedro na Basílica Vaticana.

O lugar da sepultura havia sido mencionado pela primeira pelo presbítero Gaio, nos tempos do papa Zeferino (entre 198 e 217): “Posso mostrar-te os troféus dos apóstolos [Pedro e Paulo]. Se quiseres dirigir-te ao Vaticano ou à Via de Óstia, encontrarás os troféus daqueles que fundaram esta Igreja [de Roma]” (in: Eusébio de Cesaréia, História eclesiástica, II, 25, 7). Gaio entendia por “troféu” o corpo do mártir.

O martírio de Pedro é confirmado por Tertuliano, que, por volta do ano 200, escreve que a preeminência de Roma está ligada ao fato de que três apóstolos, Pedro, Paulo e João, nessa cidade ensinaram, tendo sido os dois primeiros mártires nela (cf. A prescrição contra os hereges, 36).


Clemente Romano, no ano 96, escreveu: “Levemos em consideração os bons apóstolos: Pedro, que por inveja injusta suportou não um, nem dois, mas muitos sofrimentos, e assim, depois de ter dado testemunho, encaminhou-se para o merecido lugar da glória. [...] Em torno desses homens [Pedro e Paulo], que se comportaram piamente, reuniu-se uma grande multidão de eleitos, os quais, depois de terem sofrido por inveja muitos ultrajes e tormentos, tornaram-se entre nós belíssimo exemplo”.

Entre muitos outros testemunhos históricos pode se citar os de:

Orígenes (185 - 253) responsável pela Escola catequética em Alexandria afirmou: “Pedro, ao ser martirizado em Roma, pediu e obteve fosse crucificado de cabeça para baixo”.

Santos Agostinho, Gregório, Ambrósio, Jerônimo
Santo Ireneu (130 - 202), bispo de Lião referiu: “Para a maior e mais antiga a mais famosa Igreja, fundada pelos dois mais gloriosos Apóstolos, Pedro e Paulo." e ainda "Os bem-aventurados Apóstolos portanto, fundando e instituindo a Igreja, entregaram a Lino o cargo de administrá-la como bispo; a este sucedeu Anacleto; depois dele, em terceiro lugar a partir dos Apóstolos, Clemente recebeu o episcopado.” E acrescentou: “Mateus, achando-se entre os hebreus, escreveu o Evangelho na língua deles, enquanto Pedro e Paulo evangelizavam em Roma e aí fundavam a Igreja.”

Tertuliano (155-222 d.C.): “A Igreja também dos romanos publica ‒ isto é, demonstra por instrumentos públicos e provas ‒ que Clemente foi ordenado por Pedro. Feliz Igreja, na qual os Apóstolos verteram seu sangue por sua doutrina integral!” ‒ e fala da Igreja Romana, “onde a paixão de Pedro se fez como a paixão do Senhor.”

São Eusébio (263-340 d.C.) bispo de Cesáreia, escreveu a “História Eclesiástica” onde narra a história da Igreja das origens até 303, e diz: “Pedro, de nacionalidade galiléia, o primeiro pontífice dos cristãos, tendo inicialmente fundado a Igreja de Antioquia, se dirige a Roma, onde, pregando o Evangelho, continua vinte e cinco anos Bispo da mesma cidade.”

Santo Ireneu
Santo Epifânio (315-403 d.C.), bispo de Constância falando da sucessão dos Bispos de Roma, registrou: “A sucessão de Bispos em Roma é nesta ordem: Pedro e Paulo, Lino, Cleto, Clemente etc..”

Doroteu: “Lino foi Bispo de Roma após o seu primeiro guia, Pedro.”

Optato de Milevo: “Você não pode negar que sabe que na cidade de Roma a cadeira episcopal foi primeiro investida por Pedro, na qual Pedro, cabeça dos Apóstolos, a ocupou.”

São Cipriano (martirizado em 258), bispo de Cartago (norte da África), no livro De Ecclesiae Unitate diz: “A cátedra de Roma é a cátedra de Pedro, a Igreja principal, de onde se origina a unidade sacerdotal."[28]

E o grande Santo Agostinho (354 - 430): “A Pedro sucedeu Lino.”

São Pedro morreu nos jardins de Nero, no Vaticano, ao lado de uma grande multidão de cristãos, na perseguição desencadeada por esse imperador.

É ao ano de 64, ano do início das perseguições que deve remontar, a data do martírio do Príncipe dos Apóstolos.

São Jerônimo punha o martírio de São Pedro no ano de 67, juntamente com o martírio de São Paulo.

O historiador romano Tácito descreveu essa perseguição: “Portanto, em primeiro lugar foram presos aqueles que confessavam abertamente sua crença [na ressurreição de Cristo]; depois, por denúncia destes, foi presa uma grande multidão, não tanto sob a acusação de ter provocado o incêndio, mas, sim, pelo ódio que tinham à espécie humana. À morte de todos eles acrescentava-se o escárnio, pois que, revestidos de peles de animais, pereciam dilacerados pelos cães, ou eram pregados nas cruzes, ou queimados vivos, ao pôr-do-sol, como tochas para a noite. Nero cedeu seus jardins para esse espetáculo, e providenciou jogos circenses, participando deles misturado à multidão, em vestes de auriga, ou de pé sobre o carro. Por isso, embora fosse gente culpada e merecedora de tão originais tormentos, crescia um sentimento de piedade por eles, pois eram sacrificados não para o bem comum, mas em razão da crueldade de um só” (Anais, XV, 44, 4-5).

O emperador Constantino fez construir a primeira basílica
O imperador Constantino deu liberdade ao cristianismo e o imperador Teodósio o fez religião oficial do Império.

Na secunda década do século IV, Constantino encerrou num monumento em alvenaria a sepultura de Pedro. Até então só havia um túmulo escavado diretamente na terra, perto do circo que marcava o limite setentrional dos jardins de Nero.

Por volta de 320, o mesmo imperador edificou uma basílica em função da sepultura. Para isso foi necessário um grandioso trabalho de engenharia, que, de um lado, cortava os declives da colina Vaticana e, de outro, soterrava e utilizava como fundamentos as estruturas de uma necrópole dos séculos I e IV.

Quis Constantino que a basílica fosse o monumento que encerrava a sepultura do apóstolo. Por esse motivo, o eixo do edifício de Constantino não levou em conta, como teria sido mais fácil, a necrópole e o circo.

Assim, desde aquela época o sepulcro do apóstolo é o centro exato de do transepto da Basílica. E, por sua vez, o ponto de referência de tudo o que foi construído ao seu redor ao longo dos séculos.

Primeira basílica constantiniana com acréscimos medievais
Desde as sepulturas dos primeiros fiéis cristãos até as instalações para os peregrinos no início da Idade Média, tudo foi feito em volta do eixo da Basílica, cujo centro era o túmulo do Príncipe dos Apóstolos.

Acrescente-se ainda as estradas e os muros da civitas Leoniana edificados depois do saque dos sarracenos de 846 além do moderno bairro do Borgo.

A construção da atual basílica, fundada pelo papa Júlio II em 18 de abril de 1506, embora tenha levado à demolição da basílica constantiniana e de seus acréscimos medievais, respeitou rigorosamente a centralidade do sepulcro de Pedro.

O atual altar-mor, construído pelo papa Clemente VIII (1594), encontra-se exatamente acima do medieval, do papa Calixto II (1123), que, por sua vez, engloba o primeiro altar, do papa Gregório Magno (cerca de 590), construído sobre o monumento constantiniano que guarda o túmulo de Pedro.

O ápice da cúpula de Michelangelo se encontra em posição exatamente perpendicular acima desse altar.


O túmulo de São Pedro no subsolo da Basílica vaticana (em inglês, legendado em português)


O subsolo da Basílica de São Pedro. Um dos maiores tesouros da fé cristã, as relíquias do primeiro Papa, São Pedro. Trecho do documentário THE HIDDEN WORLD, da BBC. postado por Leandro Caprioti Manso no Facebook.



segunda-feira, 28 de junho de 2010

Os ossos de São Pedro estão no Vaticano? ‒ 1. A origem da dúvida

São Pedro, imagem em bronze paramentada, basílica Vaticana
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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A grandeza e o esplendor do conjunto arquitetônico da Basílica de São Pedro estão intrinsecamente unidos à glorificação de São Pedro, Príncipe dos Apóstolos.

Ele foi o primeiro da longa série de Papas que, como Vigários de Nosso Senhor Jesus Cristo, têm conduzido e conduzirão a Igreja até o fim dos tempos.

A Basílica foi construída em função do túmulo de São Pedro. Representação material consoladora da promessa de Nosso Senhor: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16,18).

Porém, quando São Pedro radicou o seu trono em Roma, no ano 42, as aparências eram outras.

No século I, funcionava no local o circo de Calígula, um dos mais depravados Césares pagãos. Esse circo servia para corridas de quadrigas e os mais torpes espetáculos.

São Pedro viu aquele circo ser restaurado, engrandecido e enriquecido pelo imperador Nero, que iniciou as perseguições aos cristãos. O próprio São Pedro foi ali crucificado no ano 67.

O corpo do Apóstolo foi depositado num esquálido túmulo ao lado do circo; e os fiéis, nos interstícios das perseguições, o iam venerar.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Fotos tridimensionais aumentam certeza de que o Santo Sudário envolveu a Nosso Senhor

Santo Sudário, fotografia tridimensional
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Professor Avinoam Danin, catedrático emérito do Departamento de Evolução sistemática e ecologia da Universidade Hebraica de Jerusalém continuou suas investigações no Santo Sudário.

As imagens obtidas que apontavam uma corda no Sudário comprovaram que ela foi feita com fibras vegetais segundo um antigo método empregado durante milhares de anos em Jerusalém.

Julga-se que essa corda tinha sido a própria com a qual a Cruz foi amarrada sobre Nosso Senhor durante a Paixão.

Danin afirma que não está no mais mínimo interessado no significado religioso de suas descobertas. Ele fala como um cientista hebraico, unicamente apaixonado pela botânica.

Esta atitude do cientista, reafirmada por escrito ao então Núncio Apostólico em Jerusalém, reforça a isenção de animo da análise por ele efetivada.

“Se eu não fosse judeu, mas cristão, poucos teriam acreditado em mim”, escreveu ao representante vaticano.

Após anos de pesquisa, Danin está convencido que o santo lençol utilizado na sepultura de Nosso Senhor já existia pelo menos no século VIII. Desta maneira, apresenta mais um testemunho científico contra a falsa idéia de uma origem medieval.

Santo Sudário e Cristo Pantocrator (mosteiro de Santa Catarina, Sinai, século V)
O professor também sublinha “a grande semelhança do rosto do Homem do Sudário com o ícone do Pantocrator conservado no mosteiro de Santa Catarina no Sinai”, concordância que, segundo ele, revelaria que o Sudário já era bem conhecido por volta do ano 550.

Danin também participou na “era holográfica” da sindonologia (ciência do santo Sudário) iniciada em 2007.

Os hologramas são fotografias em três dimensões.

Nessa nova era das investigações destaca-se o papel do Dr. Petrus Soons, criador de hologramas tridimensionais do Sudário junto com seus colaboradores do Dutch Holographic Laboratory (Laboratório Holográfico Holandês), em Eindhoven.

Trabalhando nessas fotografias tridimensionais, Danin constatou a existência de “um tapete quase homogêneo” de mais de trezentas corolas de flores dispostas de modo ordenado em volta da sagrada cabeça do Homem do Sudário.

Santo Sudário, hologramas
Uma outra descoberta obtida com a colaboração do Dr. Soons, foi da presença de literalmente um elmo de espinhas, e não apenas de uma coroa circular, que foi empregada para torturar a Nosso Senhor.

Soons explicou que “quando criou hologramas em tamanho natural e os expos no Pontifício Ateneu Regina Apostolorum, em Roma, alguns pegaram uma escada para observar a parte superior da cabeça. Esta parte do corpo do Homem do Sudário jamais tinha sido vista por ninguém”. 

Então, Soons observou muitas pequenas feridas que tinham sangrado e que não eram visíveis pela frente.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Descobertas da botânica no Santo Sudário

Catedral de Turim durante exposição do Santo Sudario, 2010
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Vem de se concluir a veneração extraordinária do Santo Sudário de Turim.

Mais de dois milhões de pessoas inscreveram-se para poder ver mais de perto a comovedora e augusta relíquia do Redentor.

Um número dificilmente calculável foi venerá-la desde a nave central da catedral de Turim, inteiramente aberta aos fiéis.

A ocasião deu azo para cientistas e estudiosos divulgarem novos trabalhos sobre o sudário que envolveu o corpo de Cristo crucificado.

Entre eles, escreveu “L’Osservatore Romano”, figura o Professor Avinoam Danin, catedrático emérito do Departamento de Evolução sistemática e Ecologia da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Seu livro intitula-se “Botânica do Sudário. História das imagens florais no Santo Sudário de Turim (“Botany of the Shroud: The Story of Floral Images on the Shroud of Turin”, Jerusalém, Danin Publishing, 2010, 104 páginas).

Nele, o Prof. Danin sustenta que centenas de imagens de plantas ficaram impressas no tecido. Estas imagens contribuem para determinar onde e quando as flores originais foram postas em contato com o Sudário.

Santo Sudário, Turim, exposição em 2010
Danin explica que acontece algo semelhante quando uma pessoa põe uma flor a secar num livro. A flor, ou a pétala, fica seca e, ao mesmo tempo, uma imagem da mesma fica marcando as folhas do livro.

O professor julga que podem se decifrar as imagens de novas espinhas, pelo geral na cabeça e nas costas, e até uma cana posta ao longo do corpo de Nosso Senhor.

Além do mais, acrescenta o estudioso judeu, podem se identificar por volta de 2.600 frutas espalhadas sobre todo o corpo.

Também são visíveis imagens parciais de uma corda.

O professor começou a investigar o Santo Sudário em 1995, quando observou algumas fotografias ampliadas. Ele reconheceu já no primeiro olhar as imagens de plantas características da região de Jerusalém.

Professor Avinoam Danin
O especialista é famoso pelos seus trabalhos botânicos largamente difundidos, especialmente sobre plantas do Meio Oriente.

Em 44 anos de carreira ele descobriu variedades de plantas não reparadas em Israel, no Sinai e na Jordânia. A sua obra permitiu a criação de um banco de dados com o qual se pôde montar o mapa fitogeográfico de Israel.

Danin, em primeiro lugar, concluiu que ditas imagens de plantas – seja aquelas identificadas no Santo Sudário com diversas técnicas fotográficas, seja aquelas detectadas diretamente sobre o pano da relíquia ‒, são irretorquivelmente verdadeiras e não foram criadas artificiosamente.

Chrysanthemum coronarium,
uma das flores identificadas no Sudário
Entre centenas de imagens de flores, Danin escolheu para análise as mais úteis como indicadores geográficos e aquelas que têm períodos de floração específicos.

Desta maneira, concluiu que “a área compreendida entre Jerusalém e Hebron é onde foram colhidas as três plantas frescas escolhidas como indicadores e que foram postas sobre o Sudário junto ao corpo do homem crucificado”.

Além do mais, sobre a época de floração constatou: “março e abril são os meses do ano em que florescem dez das espécies identificadas no Sudário”. 

Correspondem pois à época da Crucifixão e do enterro de Nosso Senhor.

Danin julga que as espinhas provêm dos espinheiros da espécie Ziziphus spina-christi e Rhamnus lycioides, fato que, para ele, envolve “importantes indicadores históricos”.

Pois todas elas são tidas como as plantas “mais ferozes” em Israel. Sobre tudo as espinhas do segundo tipo já foram “utilizadas pelos agricultores árabes como lâminas para o arado”, esclareceu.

Continua no próximo post