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segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Mosaicos israelenses dos primeiros séculos
dizem “Jesus Cristo é Deus”

Igreja católica de Megiddo, uma das mais antigas do mundo, como foi achada
Igreja católica de Megido, uma das mais antigas do mundo, como foi achada
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Ficou em exibição em Washington (no Museum of the Bible até julho 2025) o maior objeto arqueológico bíblico depois dos Manuscritos do Mar Morto pela sua antiguidade e relevância, informou o blog Thyself, O Lord.

Trata-se de mosaicos dos primeiros séculos descobertos durante os trabalhos dos prisioneiros em Megido, perto da Galileia, Israel. No local onde foram dar com os mosaicos há atualmente uma prisão de segurança máxima.

Eles faziam parte de uma casa ou local de culto cristão no ano 230 d.C. aproximadamente, mais de cem anos antes do imperador romano Constantino dar liberdade o cristianismo. Portanto em época de perseguições e martírios.

No mosaico se pode ler:

“Akeptous, adorador de Deus, ofereceu a mesa a Deus Jesus Cristo como um memorial”.

Os especialistas sublinham que na inscrição há três coisas extremamente significativas:

1º) Jesus Cristo é reconhecido como Deus;

2º) Foi erguido um altar para cultuar a Cristo;

3º) Já havia romanos que adoravam Jesus Cristo, posto que no local havia uma instalação de soldados romanos na época do mosaico.

Segundo a revista especializada “Biblical Archeaeology”, o mosaico foi descoberto quando se procedia a uma escavação em Kfar Othnay, antigo assentamento da era romana e bizantina descoberto dentro do terreno da moderna prisão israelense de Megido.

O mosaico exposto
O mosaico exposto
O mosaico é grande, medindo cerca de 9,75 metros por 4,88 metros e formava o chão de um salão de culto cristão.

Este salão constituía uma ala de um grande edifício residencial usado pela Sexta Legião Encouraçada estacionada no acampamento militar próximo de Legio.

É o primeiro monumento conhecido em Israel dedicado ao culto cristão. Arqueólogos da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) exploraram o assentamento rural de Kfar Othnay entre 2003 e 2005.

O trabalho feito em parceria com a IAA, foi apresentado em The Megiddo Mosaic: Foundations of Faith. Ele destaca três inscrições gregas que aparecem no mosaico ao lado de muitos motivos decorativos e figurativos.

Essas inscrições reconhecem sete pessoas por seus papéis benéficos na igreja local. Cinco eram mulheres, confirmando sua importância nesta comunidade cristã primitiva.

Uma inscrição reconhece uma mulher chamada Akeptous e contém as palavras abreviadas “Deus Jesus Cristo” — uma afirmação inicial da divindade de Jesus, oficialmente consagrada pelas autoridades da Igreja Católica um século depois.

Especialistas limparam e conservaram o mosaico antes de transportá-lo para Washington, e depois será exposto num espaço especial perto do local original, na vizinhança de Megido.

As inscrições estão em grego, lingua culta na época
As inscrições estão em grego, língua culta na época
O mosaico evidentemente pertence a uma igreja que é das poucas conhecidas que remontam à primeira metade do século III.

A datação baseia-se em vários vestígios, que incluem moedas da época, pedaços de barro de objetos de cerâmica e inscrições que sugerem o ano 230 d.C.

Nesse caso teria pertencido à sala de oração cristã mais antiga já encontrada, segundo Wikipedia.

O piso foi cuidadosamente escondido durante a grande perseguição às primeiras comunidades cristãs da Judeia empreendida pelo imperador romano Diocleciano por volta do ano em 303 d.C.

O local foi identificado em 2005 pelo arqueólogo israelita Yotam Tepper da Universidade de Tel Aviv. Segundo outra versão a descoberta teria sido feita por um recluso da prisão adjacente de Megido.

O local foi escavado e limpo por reclusos do referido presídio militar, e atraiu desde o início muitas manchetes da imprensa da época.

Após um minucioso processo de datação que levou ao século III; concluiu-se que foi feito por fiéis do local durante algum período de tranquilidade, suficiente para desenvolver objetos de arte sacra.

Portanto, a igreja foi anterior aos tempos turbulentos da segunda metade do século.

O mosaico de 54 m² está em muito bom estado e reúne textos, figuras geométricas e representações de peixes, típico dos primeiros cristãos.

É composto por quatro painéis, um de cada lado do que deve ter sido um altar, hoje desaparecido, rodeados por tesselas (peças quadradas ou cúbicas que podem ser utilizadas para revestir pavimentos, mosaicos ou marqueteria) monocromáticas decoradas com rosetas e mosaicos de losangos, e delimitados por molduras de formas entrelaçadas.

Os textos estão escritos em grego antigo e, segundo a própria peça, o artista da obra foi um certo Brutius.

Imagem aérea do mosaico dos primeiros séculos com a inscrição 'Jesus Cristo é Deus'
Imagem aérea do mosaico dos primeiros séculos com a inscrição 'Jesus Cristo é Deus'
O painel sul, adornado com tapete de rosetas, apresenta duas das três inscrições do mosaico.

Uma terceira está no painel norte, e apresenta um octógono rodeado por quadrados separados por losangos e triângulos, e formas que incluem um traste (meandro grego), um escudo, duas luas, uma flor, um tabuleiro de xadrez e, ao centro, um prisma “tridimensional” que encerra um medalhão com imagens dos dois peixes, possivelmente um robalo e um atum.

No centro da superfície, ao pé do que parece ter sido um arco, existem duas pedras retangulares que se acredita terem sido duas das pernas do trapézio.

A inscrição no topo do painel norte é dedicada a Gaiano, o centurião que pagou pela criação do piso de mosaico:

“Gaiano, também chamado Porfírio, centurião, nosso irmão e dignitário, fez com que este terreno fosse feito às suas próprias custas como um ato de liberalidade. O Brucio realizou [realizou/concluiu] o trabalho”.

A inscrição no lado oeste do painel sul é dedicada a “Akeptous, que ama a Deus... e ofereceu o altar a Jesus Cristo Deus como memorial [ou lembrança/homenagem]”.

Vista aérea do sitio arqueológico de Megido
Vista aérea do sitio arqueológico de Megido
Por ‘memorial’ refere-se provavelmente à sagrada comunhão, o que significaria a mesa eucarística, coincidindo com a interpretação atribuída às pernas de pedra no meio da sala, e seria uma das referências arqueológicas (ou seja, não baseadas em textos) mais antiga da missa.

A localização do altar coincide com a disposição de restos de mesas semelhantes nas igrejas do Norte de África, sugerindo que a Missa era celebrada nos séculos III-IV no meio da congregação de fiéis, e não numa parte de o santuário reservado ao clero.

Do ponto de vista teológico, a descoberta confirma que Jesus Cristo era adorado como Deus desde os primórdios da religião católica, desfazendo confusões progressistas modernas ao respeito.

A abreviatura do nome de Jesus Cristo, que usa a primeira e as últimas letras do nome designando-o como um nome sagrado, e a evidência mais antiga desta prática mais conhecida em épocas posteriores, e usada para desnortear aos pagãos nos tempos das perseguições.

O nome do doador Akeptous não permite reconhecer com certeza a quem se refere. O nome poderia ser um derivado do latim Acceptus, e então se referir a um escravo.. Isso seria possível considerando que o salão é uma adaptação de uma habitação humilde preexistente.

No lado oposto do mesmo painel há a chamada “Inscrição Feminina” porque evoca a memória de “Primilla, Cyriaca e Dorothea, e também de Chreste”.

Estas quatro mulheres, do modo que são nomeadas, poderiam ter sido mártires da comunidade primitiva. A disposição dos painéis de mosaico, confrontando as inscrições das mulheres com as dos homens, sugeree que no cristianismo primitivo, homens e mulheres sentavam-se em lados opostos da igreja durante os eventos religiosos, costume que perdurou até antes da reforma litúrgica do Concilio Vaticano II.


Se se confirma que o mosaico é do século III a igreja de Megido disputaria em antiguidade com a igreja doméstica de Dura Europos, situada no leste da Síria, às margens do Eufrates, num local que teria correspondido à província romana da Cele-Síria.

Dura Europos fragmento de imagem da samaritana junto ao poço ou tal vez da Virgem Maria
Dura Europos: fragmento de imagem da samaritana junto ao poço
ou tal vez da Virgem Maria
A igreja doméstica de Dura Europos, na Síria às margens do rio Eufrates, vinha sendo considerada a igreja / local de oração cristã mais antiga conhecida até hoje pois é datada de por volta de 233/235 d.C., ou 241 para outros.

Nessa casa síria, foram recuperados valiosos objetos de culto religioso, como uma pia batismal e murais internos que representam cenas bíblicas do Antigo e do Novo Testamento.

Embora em ambos casos não se chegou a uma datação definitiva, considera-se certo que tenham sido residências particulares, tal vez antigas dependências romanas, que foram modificadas para uso religioso. Poderia se acrescentar a necessidade d sigilo em tempo de perseguição.

O antropólogo Joe Zias, ex-professor e curador do Departamento de Arqueologia e Antropologia da Autoridade de Antiguidades de Israel, defendeu a existência do edifício nas primeiras décadas do século III.

Casos análogos se deram com a igreja de Abu Mena, no Egito; os espaços subterrâneos da Basílica de São João e São Paulo, em Roma, que antes foram quartel romano entre os séculos I e III, e só foram igreja no final do século IV, embora uma igreja clandestina no século I.

Estas igrejas domésticas atendiam à necessidade de eludir as perseguições.

Na verdade, o edifício mais antigo que foi erguido como templo católico desde a sua concepção, do qual há evidências hoje, é a igreja de Aqaba, no sul da Jordânia, a dois quilômetros da fronteira com Israel.

Dita igreja foi construída em duas fases. A primeira remonta a por volta do ano 300 d.C. alguns anos antes da perseguição de Diocleciano.










segunda-feira, 2 de agosto de 2021

A surpresa de Megido: é a igreja cristã mais antiga do mundo?

Presos descobrem mosaico em Israel, Megido
Presos descobrem mosaico em Megido, Israel
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Quando o coronel Sharon Shoan, comandante da prisão de segurança máxima de Megido, Israel, ordenou aos presidiários empreenderem obras de escavação para ampliar as instalações jamais imaginou o que iriam a encontrar.

Ele sabia que a região é rica em vestígios históricos e os trabalhos foram supervisionados pela Agência de Antiguidades israelense (I.A.A. em inglês).

Na obra, trabalhavam prisioneiros de boa conduta.

Eles descobriram um grande mosaico que servia de piso daquela que, segundo alguns, poderia ser a mais antiga igreja católica do orbe.

Em verdade, a mais antiga igreja do mundo é a do Cenáculo em Jerusalém, onde Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu a Missa.

Confira: O mais antigo templo católico: a "igreja dos Apóstolos" no Cenáculo


O mosaico de Megido, porém, mais provavelmente é dos anos 240-241 d.C.

Uma das igrejas católicas mais antigas do mundo descoberta em Israel
Uma das igrejas católicas mais antigas do mundo descoberta em Israel
Nele há menções a Jesus Cristo como Deus, e o peixe, símbolo cristão.

A estrutura é típica de uma casa privada reformada para atender as necessidades litúrgicas de uma comunidade em aumento.

Ele seria um exemplo da expansão do Cristianismo nas altas esferas do Império.

O Império pagão perseguiu a Igreja nascente até o Edito de Milão do ano 313.

Com aquele feliz edito o juizoso imperador Constantino concedeu liberdade plena ao cristianismo.

Então, inúmeros templos pagãos fecharam, muitos outros foram transformados em igrejas, e o catolicismo passou a ser a religião principal do Império romano cristianizado.

Os mosaicos representam também quatro mulheres e uma Missa.

O arqueólogo israelense Yotam Tepper, da Universidade de Tel Aviv, trabalhou os restos da igreja confirmando que data do século III. Nessa época os cristãos eram perseguidos pelo Império Romano.

O mosaico principal do chão mede 54 m2 e está muito bem conservado.

Uma das igrejas católicas mais antigas do mundo descoberta em Israel
Encontra-se o nome do centurião romano Gaianos, ou Porfírio, provável benfeitor da obra.
Inclui inscrições, figuras geométricas e representações de peixes, símbolo utilizado pelos primeiros cristãos.

As inscrições, escritas em grego antigo, são em número de três, segundo Wikipedia.

Um deles menciona o oficial romano Gaianus, que teria doado “seu próprio dinheiro” para a confecção do mosaico.

A inscrição pode ser assim traduzida:

“Gaïanos, também chamado Porfirio, centurião, nosso irmão [amado] e dignitário, mandou fazer este mosaico às suas custas. Broutis conseguiu”.

Uma segunda inscrição diz: “Comemore Primilla, Kyriakê, Dorotea e novamente Khrêstê”.

É possível que essas quatro mulheres tenham sido mártires desta comunidade.

E ainda frente à anterior, lê-se numa outra inscrição:

“Memorial da piedosa Akeptous que ofereceu o altar de Deus Jesus Cristo”.

No altar foi sem dúvida celebrada a Santa Missa, a que alude o termo memorial.

“Esse altar estava provavelmente no centro da sala, perto da inscrição, segundo o arranjo constatado nos restos das igrejas do Norte da África.

“O nome de Akeptous, sem dúvida derivada do latim Acceptus, pode referir-se a uma escrava”.

Igreja católica de Megiddo, uma das mais antigas do mundo
Igreja católica de Megido, uma das mais antigas do mundo
Se a datação do pavimento da igreja de Megido está correta, a descoberta confirma os dados conhecidos por fontes literárias.

Em particular da “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia.

De fato, o Cristianismo passou a ser amplamente tolerado a partir do ano 260.

A construção poderia, portanto, datar do último quarto do século III ou do primeiro quarto do século IV.

Por outro lado, o antropólogo Joe Zias, ex-curador da Autoridade de Antiguidades de Israel, acredita que:

“Meu palpite é que aqui houve um edifício romano que foi convertido em uma igreja”.

Quem daqueles primeiros católicos teria dito que quase dois mil anos depois de sair de uma era de perseguição, e de consagrar seus pobres recursos à glória de Deus, veriam sua modesta igreja objeto de uma tão gloriosa exumação!




segunda-feira, 7 de junho de 2021

Onda de professores refuta o falso mito da Igreja oposta à ciência

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Um dos erros que mais danificaram o bom relacionamento entre as ciências e a Igreja foi uma campanha iniciada nos remotos tempos do naturalismo humanista que abriu um fosso entre elas.

Esse fosso foi acentuado pela aversão filosófica da Era das Luzes que preparou a anticristã Revolução Francesa.

Voltaire, Rousseau e outros propagandistas avessos à Igreja apresentaram-na como a fonte da ignorância e do obscurantismo.

A Idade Média foi rebaixada ao nível de Era das Trevas enquanto que o século que culminou nas chacinas do Terror foi promovido a Era das Luzes.

Porém, no século XX e no atual milênio essas tendências que queriam opor ciência e religião foram perdendo fôlego.

E apareceu toda uma corrente de historiadores que, com massas de documentos na mão, estão demolindo o falso mito de a Igreja inimiga do conhecimento e do progresso.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

O mais antigo templo católico:
a "igreja dos Apóstolos" no Cenáculo

Última Ceia, de Pietro Lorenzetti. O Cenáculo foi o local da primeira Missa
Última Ceia, de Pietro Lorenzetti. O Cenáculo foi o local da primeira Missa
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Uma descoberta em Megido, Israel, voltou a suscitar o debate sobre qual é o local da mais antiga igreja cristã.

As igrejas católicas apareceram logo após Jesus Cristo.

Os Apóstolos, seguindo o exemplo de Nosso Senhor, pregaram nas sinagogas e locais de reunião dos judeus.

Mas, a perseguição da Sinagoga tornou impossível a pregação do Evangelho nelas.

Simultaneamente a esta pregação houve locais onde os cristãos celebravam o verdadeiro sacrifício, i. é, a Missa, julgado intolerável pelo Sinédrio.

Com efeito, o Templo era o único local onde podia se celebrar o sacrifício no Antigo Testamento.

Este sacrifício era uma prefigura do Sacrifício do Calvário, e da Santa Missa.

Tendo se operado o Sacrifício na Cruz, e sendo celebrada sua renovação incruenta, i. é, a Santa Missa, pelos Apóstolos e seus sucessores, o sacrifício do Templo perdeu todo significado.


Igreja do Cenáculo, Jerusalén
Entrada do Cenáculo, Jerusalén
Porém, os judeus seguiram praticando-o até o Templo ser incendiado pela soldadesca romana.

Então, há quase dois mil anos, cessou definitivamente. O judaísmo não voltou mais a oferecer sacrifícios no único local que lhe era lícito, se extinguindo o ato que legitimava e dava sentido a seu culto.

Nem ruínas ficaram do Templo.

Uma das mais antigas igrejas - e ao que tudo indica a primeira - foi o Cenáculo, local da instituição da Missa.

O prédio fica no Monte Sion, fora das muralhas da velha cidadela de Jerusalém, acima do “Túmulo de David”.

Trata-se do primitivo Cenáculo que foi destruído pelos romanos, mas foi reconstruído depois da queda de Jerusalém e aperfeiçoado pelo Reino Cristão de Jerusalém, na época das Cruzadas.

De fato, os cristãos fiéis à profecia de Nosso Senhor da destruição do Templo e de Jerusalém, abandonaram a cidade amaldiçoada antes que os romanos a cercassem e destruíssem.

Cenáculo, igreja gótica dos Cruzados. Ciência confirma a Igreja
Cenáculo, um aspecto do estado atual.
Os elementos góticos vêm da época das Cruzadas
Após a tremenda devastação de Jerusalém pelas legiões de Tito e a dispersão dos judeus, os cristãos retornaram ao que tinha sobrado da cidade.

Instituíram no Cenáculo uma igreja orientada em direção ao Santo Sepulcro, e não mais ao Monte do Templo como fora o costume judeu.

Este antiquíssimo templo recebeu o nome de “Igreja dos Apóstolos” e tudo indica que é o local da mais antiga das igrejas.

Os Cruzados construíram no local uma igreja gótica, cujos restos subsistem e são visitados.

Com a perda de Jerusalém pelos cristãos, o local foi profanado e transformado em mesquita.

Casa de São Pedro, Cafarnaum. Ruinas sob nova igreja
A "casa de São Pedro"
Ao norte de Jerusalém, na praia do mar de Galileia, a distância de um tiro de pedra da sinagoga de Cafarnaum, os arqueólogos trouxeram a lume a “casa de São Pedro”.

Ali há restos de várias igrejas construídas uma acima da outra em épocas sucessivas.

O achado é confirmado pelas descrições dos peregrinos dos séculos V e VI.

Uma outra igreja antiquíssima foi desenterrada em Dura Europus, no lado ocidental do rio Eufrates, na Síria. Está datada em 245 d.C.

Exteriormente é uma casa. Suas paredes internas estão pintadas com cenas bíblicas.

Santa Helena
A imperatriz Santa Helena,
mãe do imperador Constantino
recuperou inúmeras relíquias
e igrejas na Terra Santa
O estudo das camadas inferiores da pintura leva a achar que antes fora uma sinagoga.

Em Aqaba, na área da cidade romana de Ayla foram localizadas as ruínas de uma igreja de perto do ano 280 d.C.

Tal vez seja o primeiro edifício construído especificamente para o culto cristão.

A presença do bispo de Ayla foi registrada no Concílio de Nicéia no ano do Senhor de 325.

Após o Edito de Milão (313 d.C.) do imperador Constantino, que acabou com as perseguições, floresceram igrejas por todo o Império.

Algumas delas foram erguidas sob a supervisão da própria mãe do Imperador, a Imperatriz Santa Helena.

Tal é o caso da primeira igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém e a igreja da Natividade em Belém.

Podemos mencionar também a Santa Casa de Loreto transportada miraculosamente pelos anjos desde Nazaré, segundo o ensinamento dos Papas.

Na Santa Casa de Loreto está exposta até hoje uma grande pedra denominada o “altar dos Apóstolos”.

Sobre esse altar celebravam os Apóstolos quando iam visitar Nossa Senhora, e o fizeram também inumeráveis santos e sacerdotes até que a Casa foi levada pelos anjos para evitar a profanação pelos muçulmanos.

Hoje sobre o “altar dos Apóstolos” está disposto esplêndido altar em mármore onde celebrairam a Missa muitos Papas, santos, altos dignitários eclesiásticos e sacerdotes.

O o “altar dos Apóstolos” continua visível através de artística grade, bem iluminado.

Veja mais em: A transladação da Santa Casa de Nossa Senhora desde Nazaré até Loreto.  Comprovações científicas surpreendentes.

A Santa Casa de Loreto: descobertas científicas de causar pasmo.

Anjos levaram a casa de Maria de Nazareth a Loreto: única tese que resiste à crítica científica



A igreja do mosteiro de Santa Catarina na península do Sinai seria a mais antiga igreja aonde o culto católico vem sendo praticado, se não fosse a fratura imposta pelo cisma que tirou esse mosteiro da Igreja.




Igreja do Santo Sepulcro, Jerusalém. GIRE COM O MOUSE




segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Catedrais góticas:
façanha técnica maior que a das pirâmides do Egito

Nave central da catedral de Reims, França
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A técnica é definida pela Escolástica, da mesma forma que as artes, como “recta ratio factibilium”. Quer dizer, a reta ordenação do trabalho, ou também, a ciência de trabalhar bem.

Hoje, o mal uso da técnica, a empurra para produzir para além do que é bom, e espalhar instrumentos que afligem a vida dos homens.

Nos tempos em que o espírito do Evangelho penetrava todas as instituições, a técnica produziu frutos que vão além do tudo o que a Humanidade conheceu previamente.

E, dizem especialistas, criaram prédios portentosos que parecem um quebra-cabeça para a mais sofisticada tecnologia moderna.

Um desses frutos inigualados foram as catedrais medievais.

A catedral de Colônia resistiu aos bombardeios que arrasaram a cidade na II Guerra Mundial
A catedral de Colônia
resistiu aos bombardeios que
arrasaram a cidade na II Guerra Mundial.
Até hoje especialistas tentam decifrar como fizeram os arquitetos da Idade Média para, com tão pobres instrumentos, criar obras colossais que “humilham” as técnicas modernas mais avançadas.

Os técnicos das mais variadas especialidades da construção e também da física, da química e das matemáticas se debruçam para tentar descobrir como os medievais erigiram esses prodígios arquitetônicos.

Mergulham eles nos “mistérios das catedrais”.

São muitos os mistérios que até agora não estão elucidados. Desde as fórmulas químicas desaparecidas que dão aos vitrais tonalidades únicas e irreproduzíveis até os mais complexos cálculos matemáticos e astronômicos que orientaram as proporções cósmicas das Bíblias de pedra.

Como decifrar esses enigmas?