Milagres Eucarísticos

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Fogo devora carro, mas Teca para a Eucaristia fica intacta em Franca - SP


Teca intacta em carro consumido pelo fogo, Paróquia Santa Rita de Cássia, Franca - SP.
Teca intacta em carro consumido pelo fogo,
Paróquia Santa Rita de Cássia, Franca - SP.
Um fato inacreditável para quem não tem Fé católica deu-se em Franca cidade do interior paulista: um carro ficou carbonizado pelas chamas quando levava uma teca (caixinha metálica onde é levada a Hóstia consagrada, para um doente por exemplo).

Sobre um banco do veículo, junto com a teca, ia uma folha com orações e um Terço.

E eis que esses três objetos sagrados não foram consumidos pelo fogo e ficaram intactos sobre o quase irreconhecível banco.

A surpresa inicial foi dos bombeiros que quando terminaram de apagar o fogo se depararam no interior carbonizado do carro a teca perfeitamente intacta. Não houve feridos.

As fotos foram postadas numa rede social e o sentimento geral é de que se está diante de um milagre, informou a imprensa

A teca pertence à igreja de Santa Rita de Cássia, e quando se deu a ocorrência era custodiada por uma ‘ministra extraordinária da Eucaristia’ que pegaria a Eucaristia na igreja e levaria para um doente.

A ‘ministra extraordinária da Eucaristia’ Dona Maria Emília da Silveira Castaldi, de 76 anos, também é Carmelita da Ordem Secular, e descreveu:

Bombeiro apaga o fogo do carro que levava a teca, Paróquia Santa Rita de Cássia, Franca - SP.
Bombeiro apaga o fogo do carro que levava a teca,
Paróquia Santa Rita de Cássia, Franca - SP.
“A Providência de Deus se fez presente no dia de hoje! O carro incendiou-se totalmente, não houve feridos. E ainda o milagre presente.

“Por causa do fogo só restaram cinzas, exceto a Teca, onde se carrega o corpo de Cristo, o terço e o panfleto de uma oração, que rogava pelo Papa e falava da Eucaristia.

“Ficaram intactos, sem se queimarem ou se molharem pelas águas dos bombeiros. E há quem não acredite na força da oração e da Eucaristia”.

É preciso esclarecer que a teca estava vazia.

“Eu tinha pegado todo o material e coloquei no carro o jaleco, o livro da liturgia diária e, em cima, tinha colocado a bolsinha em que carrego a teca, além do sanguíneo e de um corporal”, contou Dona Maria Emília. Cfr. Santuário Santa Rita de Cássia.

E ressaltou que “a teca estava vazia”, pois quando termina de levar a Sagrada Comunhão aos enfermos, a primeira coisa que faz é “a purificação” do objeto.

Ficou patente como uma cuidadosa purificação é indispensável, embora, certas vezes seja omitida ou feita de modo apressado até em Missas.

Material para a Eucaristia intacto em carro consumido pelo fogo. Paróquia Santa Rita de Cássia, Franca - SP
Material para a Eucaristia intacto em carro consumido pelo fogo.
Paróquia Santa Rita de Cássia, Franca - SP
Ela precisou: “queimou o carro todo, o jaleco, o livro da liturgia, o corporal, o sanguíneo.

“Ficou apenas a teca, o terço e uma oração que rezamos toda primeira sexta-feira do mês na Missa do Sagrado Coração de Jesus na Catedral de Franca. Esse folheto com a oração não queimou nem molhou com a água do bombeiro”.

Segundo a Rádio Vicente Pallotti, o fato aconteceu no último dia 8 de julho (2018), mas demorou em ser divulgado pelas redes sociais e imprensa.

O Bispo diocesano de Franca, Dom Paulo Roberto Beloto, após avaliar os fatos assinalou como Deus pode falar “conosco através dos fatos da vida”, dando apoio à ideia de mais um signo sobrenatural. Cfr. Santuário Santa Rita de Cássia.






Milagre eucarístico?
40 hóstias intactas na igreja destruída por terremoto em 2016


Ruínas de Arquata del Tronto depois do terremoto, foto de 2 novembro 2016
Ruínas de Arquata del Tronto depois do terremoto, foto de 2 novembro 2016
A igreja de Santa Maria Assunta, na cidade de Arquata, Itália, foi destruída pelo terremoto de 2016.

Tudo desabou e os restos, inclusive obras de arte, foram dados por perdidos, conta o jornal italiano “Avvenire”.

Um ano e meio depois da calamidade, uma equipe de carabinieri, gendarmaria italiana, especializada em bens culturais, comunicou que havia resgatado o tabernáculo e o conservava em custódia e que queria restitui-lo à diocese.

Aconteceu então a surpresa que evocou o milagre eucarístico de Siena de 1730.

Dentro do tabernáculo do século XVI, encontraram a píxide bem fechada, embora derrubada, e quarenta hóstias perfeitamente conservadas dentro dela.

Tinham passado um ano e meio no abandono, mas estavam pasmosamente íntegras, sem nenhum sinal de mofo ou alteração de espécie alguma.

As hóstias encontradas em perfeito estado na píxide. Foto Avvenire
As hóstias encontradas em perfeito estado na píxide. Foto Avvenire
“Percebia-se ainda o cheiro das hóstias novas. É como se Jesus tivesse sido engolido pelo terremoto e saído vivo dentre as ruínas”, comentou o bispo de Ascoli Piceno, a diocese da paróquia.

O Pe. Angelo Ciancotti, da catedral não conseguia segurar as lágrimas. Ele foi o primeiro em ter a píxide em mãos.

Ele tinha promovido as tentativas de recuperação que só agora foi possível efetivar, retirando o tabernáculo todo golpeado pelos detritos e coberto de pó.

As chaves não deveriam servir mais. Porém, o Pe. Angelo havia conservado uma na esperança de voltar a abrir a casa de Jesus. E essa funcionou imediatamente.

“Na primeira tentativa, o tabernáculo abriu, conta ele. A píxide estava deitada, mas fechada. Nela, o Corpo de Cristo após um ano e meio enterrado, estava perfeito, do ponto de vista da cor, da forma e do odor.

“Não havia nenhuma bactéria ou mofo que pode aparecer em qualquer hóstia depois de semanas enclausurara. Pelo contrário, após um ano e meio, aquelas pareciam ter sido feitas o dia anterior”.

E uma sensação tomou conta das testemunhas: “Ele está presente”.

O terremoto teve uma magnitude de 6.6 no local e atingiu a região de Arquata del Tronto e adjacências em 30 de outubro de 2016 causando imensos danos.

O tabernáculo onde estava a píxide contendo as hóstias Foto Avvenire
O tabernáculo onde estava a píxide contendo as hóstias. Foto Avvenire
A basílica de Núrsia, erigida no local onde nasceu São Bento foi quase totalmente destruída. Novos tremores de terra acabaram matando em total por volta de 300 pessoas.

“Sim para mim é um milagre”, disse o Pe. Angelo, para o jornal regional Il Resto del Carlino.

“Quem não tem fé não vai acreditar em nada. O Senhor fez tudo por Si próprio”, comentou o “National Catholic Register” dos EUA.

O sacerdote sabia que as hóstias tinham sido feitas pelas freiras do convento de Santo Onofre e foi tirar a limpo com elas se tinham usado algum tipo de conservante.

“Não, responderam elas, apenas farinha e água”.

Para o Pe. Angelo foi um “achado prodigioso e inexplicável. (...) Para mim é um milagre e uma mensagem para todos que nos relembra a centralidade da Eucaristia.

“Jesus nos diz: Eu existo e estou convosco. Confiai em Mim”.






O milagre eucarístico de Sokólka:
hóstia é tecido do coração de uma pessoa em agonia!


Carne e Sangue de Cristo no corporal
Carne e Sangue de Cristo no corporal
Todos os dias, em todos os altares do mundo onde a Missa é dignamente celebrada, dá-se o maior dos milagres: a transubstanciação do pão e do vinho no verdadeiro Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo.

No entanto, ao recebermos a comunhão, podemos tocá-lO apenas pela fé, pois aos nossos sentidos é oferecida apenas a aparência do pão e do vinho.

Entretanto, uma discreta mas profunda ação da graça nos faz sentir que Cristo está aí. Ele nos fala, nos diz coisas ao coração, nos dá forças. É uma presencia ativa, eficaz, incomparável.

Virá o homem sem fé e dirá: “você está seguro disso? Você não estará enganado? Uma autossugestão quiçá? Olha bem, é pão que a comunidade partilha num ágape.

“Está muito bom, é uma festa e você acredita. Mas, onde está o cientista que prove que isso não é mais que um pão fraternalmente partilhado numa comemoração e por isso você sente o que sente?”

Na nossa época onde há necessidade de ver para crer, Nosso Senhor não deixa de fazer obras que desconcertam os homens a ponto de permitir que seu divino Corpo e Sangue sejam analisados em laboratórios.

E, os cientistas, às vezes sem fé, têm que reconhecer: isto é verdadeira carne de um homem!

E como os corações estão duros, esses milagres se repetem misericordiosamente.

Foi o que aconteceu recentemente em Sokólka, na Polônia, no domingo, 12 de outubro de 2008, logo após a beatificação do servo de Deus Pe. Miguel Sopocko (1888-1975).

O novo beato, em vida foi confessor e diretor espiritual de Santa Faustina Kovalska, quando a santa residiu no convento de sua ordem em Vilna, Lituânia (1933-36). Veja mais em Santa Faustina, apóstolo da Divina Misericórdia para um mundo cujos pecados clamam por punição

Durante a distribuição da Comunhão na Santa Missa na igreja paroquial de Santo Antônio de Sokólka, às 8h30, caiu a um dos sacerdotes uma Hóstia consagrada.

Ostensão do corporal com o Corpo de Cristo
Ostensão do corporal com o Corpo de Cristo
O sacerdote agiu segundo as boas normas litúrgicas, infelizmente cada vez menos respeitadas: interrompeu a distribuição da Comunhão, pegou na Hóstia e a colocou-a no vasculum.

Esse é um pequeno recipiente com água que se encontra normalmente ao lado do sacrário, servindo para o sacerdote lavar os dedos após a distribuição da Comunhão.

A Hóstia deve se dissolver nesse recipiente, perdendo a forma e deixando de ser o Corpo de Cristo.

No fim da Missa, a irmã Júlia Dubowska, sacristã da Congregação das Irmãs Eucarísticas, sabendo que a Hóstia consagrada levaria algum tempo a dissolver-se, a pedido do pároco Pe. Stanislaw Gniedziejko, despejou o conteúdo do vasculum noutro recipiente.

E colocou-o no cofre que se encontra na sacristia. Só a Irmã e o Pároco tinham as chaves do cofre.

Uma semana depois, no dia 19 de Outubro, a mesma religiosa foi ver o cofre.

Ao abrir a porta, sentiu um aroma delicado de pão ázimo.

Quando abriu o recipiente, viu a água limpa com a Hóstia a dissolver-se. Mas no meio dela havia uma mancha arqueada com uma cor vermelha intensa.

Lembrava um coágulo de sangue, com a forma de uma espécie de partícula viva de um corpo. A água permanecia incolor.

A irmã informou imediatamente o pároco, que veio logo com os sacerdotes locais e o missionário Pe. Ryszard Górowski. Todos ficaram surpreendidos e atônitos com o que viram.

Imediatamente notificaram o Arcebispo Metropolitano de Bialystok, Edward Ozorowski.

Esse se dirigiu a Sokólka juntamente com o chanceler da cúria, sacerdotes prelados e catedráticos.

Todos ficaram profundamente comovidos com o que viram. O arcebispo mandou proteger a Hóstia, esperar e observar o que iria acontecer.

Foto ampliada do divino Corpo e Sangue miraculosamente evidenciado
Foto ampliada do divino Corpo e Sangue miraculosamente evidenciado
No dia 29 de Outubro, o recipiente com a Hóstia foi transportado para a capela da Misericórdia Divina e colocado no sacrário.

No dia seguinte, retirou-se a Hóstia com a mancha visível da água, colocou-se num pequeno pano denominado corporal e destinado aos vasos sagrados e em seguida voltou a ser guardada no sacrário.

Assim se conservou a Hóstia durante três anos.

Até meados de janeiro de 2009, o fragmento da Hóstia alterada secou de forma natural e permaneceu como coágulo de sangue. Desde esse momento não mudou de aparência.

Exames científicos

Em Janeiro de 2009, o arcebispo ordenou que se fizessem análises pato-morfológicas da Hóstia. A 30 de março desse ano criou uma comissão eclesial para analisar o fenómeno.

O fragmento da Hóstia foi analisado pela Prof.a Dr.a Maria Sobaniec-Lotowska e pelo Prof. Dr. Stanislaw Sulkowski especialistas do Instituto de Anatomia Patológica da Universidade de Medicina de Bialystok.

Cada um agiu de forma independente do outro.

O trabalho de ambos foi regido pelas normas e obrigações definidas pelas diretrizes do Comité de Ética da Ciência da Academia das Ciências Polonesas.

Quando foram recolhidas as amostras para análise, a parte não dissolvida da Hóstia consagrada estava já embebida no tecido.

Porém, a estrutura de sangue acastanhado do fragmento da Hóstia não perdeu nada da sua clareza. Este fragmento estava seco e frágil, intimamente ligado à restante parte da Hóstia em forma de pão.

A amostra recolhida foi o suficiente para realizar todas as análises indispensáveis.

As análises foram descritas e fotografadas exaustivamente.

Os autores das análises
Os autores das análises
Os resultados das análises conduzidas independentemente se sobrepuseram perfeitamente.

Ambas concluíram que a estrutura do fragmento da Hóstia analisado é idêntica ao tecido do músculo do coração de uma pessoa viva, mas em estado de agonia.

A estrutura da fibra do músculo do coração e a estrutura do pão estavam interligadas de forma muito estreita, de forma impossível de ser realizada por ingerência humana (vide declaração da Prof.a Sobaniec-Lotowska na reportagem “O Milagre Eucarístico de Sokólka”, Lux Veritatis 2010. Em inglês em “Eucharistic Miracle of Sokólka” ).

As análises realizadas provaram que não foi adicionada nenhuma outra substância à Hóstia consagrada, mas que o seu fragmento tomou a forma de tecido do músculo do coração de uma pessoa em estado de agonia.

Este tipo de fenômeno não é explicável pelas ciências naturais.

Ele só faz sentido à luz dos ensinamentos da Igreja que nos dizem que a Hóstia é o Corpo do próprio Cristo transubstanciado pelo poder das Suas próprias palavras pronunciadas pelo sacerdote quando ordena de modo imperativo a consagração.

O resultado das análises anatomopatológicas datadas de 21 de Janeiro de 2009 foram incluídas no protocolo entregue na Cúria Metropolitana de Bialystok.

Até ali pode chegar a ciência. O reconhecimento do milagre é uma decisão de natureza religiosa que não cabe à ciência assumir. É responsabilidade da hierarquia eclesiástica.

E foi feito em comunicado oficial emitido pela Cúria Metropolitana da diocese de Bialystok.

Ele diz o seguinte:

“O acontecimento de Sokolka não se opõe à fé da Igreja, antes pelo contrário, confirma-a.

“A Igreja professa que, após as palavras da consagração, pelo poder do Espírito Santo, o pão se transforma no Corpo de Cristo e o vinho no Seu Sangue.

“Para além disso, trata-se de um chamamento para que os ministros da Eucaristia distribuam o Corpo do Senhor com fé e cuidado e que os fiéis O recebam com adoração”.

A ciência confirmou à Igreja mais uma vez.



O milagre eucarístico de Sokólka: hóstia é tecido do coração de uma pessoa em agonia!













(Fonte: Senza Pagare, segunda-feira, 19 de junho de 2017. Ver também Aleteia, Jun 23, 2017; e o site em polonés sokolka.archibial.pl)






São Jacinto e o milagre eucarístico de Legnice:
para médicos, hóstia é tecido humano


São Jacinto foge de Kiev em chamas salvando a Eucaristia e a imagem de Nossa Senhora. Leandro Bassano (1557-1622), igreja de São João e São Paulo, Veneza
São Jacinto foge de Kiev em chamas salvando a Eucaristia e a imagem de Nossa Senhora.
Leandro Bassano (1557-1622), igreja de São João e São Paulo, Veneza
São Jacinto (1185-1257), chamado de “Apóstolo do Norte”, foi um religioso dominicano polonês do século XIII, grande pregador da Eucaristia e da Adoração do Santíssimo Sacramento.

Em 1240, hordas de mongóis pagãos invadiram o mundo eslavo em fase de conversão, devastando cidades, campos e pilhando as igrejas.

Atacaram então a cidade de Kiev, hoje capital da Ucrânia, onde São Jacinto rezava diante do Santíssimo Sacramento.

Percebendo que a cidade iria cair nas mãos dos bárbaros, ele tirou do sacrário o cibório contendo as sagradas hóstias do sacrário com a intenção de fugir e assim salvar as sagradas espécies.

Nessa hora o santo ouviu uma voz, proveniente de uma imagem de Nossa Senhora feita em alabastro:

– “Jacinto, você vai fugir e deixar-me sozinha? Leve-me com você”.

– “Querida Mãe, sua estátua é muito pesada, como poderei levá-la?”, disse ele.

– “Meu Filho vai torná-la ligeira, leve-me”, replicou Nossa Senhora.

E, com efeito, a estátua ficou leve como uma pluma. São Jacinto colocou então o cibório com o Santíssimo Sacramento e a estátua da Virgem sob a sua capa dominicana.

São Jacinto, vitral da igreja de Santo Domingo, Washington, D.C..
São Jacinto, vitral da igreja de Santo Domingo, Washington, D.C..
Acompanhado por outros religiosos, conseguiu milagrosamente cruzar o grande rio Dnieper que corta a cidade e atravessar o acampamento dos bárbaros mongóis sem ser detectado.

São Jacinto fundou mosteiros dominicanos na Ucrânia e na sua Polônia natal, onde faleceu na cidade de Cracóvia.

Mas sua influência não se esgotou nos tempos medievais.

Três séculos depois, quando os protestantes apareceram para negar a Presença Real de Jesus Cristo na Eucaristia e se revoltarem furiosamente contra a devoção a Nossa Senhora, o nome e as imagens do religioso, cujo processo de canonização ainda estava em andamento em Roma, multiplicaram-se piedosa e assombrosamente em ícones, pinturas e esculturas.

Foi então que os Papas aprovaram a difusão de sua devoção. Ele foi canonizado no dia 17 de abril de 1594 pelo Papa Clemente VIII. O Papa Inocêncio XI nomeou-o padroeiro da Lituânia.

Ele é apresentando com uma grande estátua da Virgem numa mão e um belo ostensório eucarístico na outra, atravessando miraculosamente o rio e o acampamento dos bárbaros.

Os devotos de São Jacinto sublinham que a aprovação de recente milagre eucarístico na Polônia tenha acontecido no dia 17 de abril de 2016, aniversário da canonização do santo.

São Jacinto é mundialmente cultuado pelos seus milagres e pelo exemplo heroico de arriscar sua vida para não permitir que a Eucaristia fosse objeto de sacrilégio ou profanação por aqueles que não são dignos.

Por isso também é significativo que o mais recente milagre eucarístico proclamado pela Igreja tenha acontecido no santuário a ele consagrado em seu país natal.

A hóstia que devia se dissolver começou a transudar sangue e formar tecido (foto acima). Embaixo ampliação.
A hóstia que devia se dissolver começou a transudar sangue
e formar carne com aparência de humana (foto acima).
Embaixo ampliação.
Com efeito, o bispo de Legnica, na Polônia, Mons. Zbigniew Kiernikowski, proclamou oficialmente um prodígio do Santíssimo Sacramento acontecido na igreja de São Jacinto dessa cidade.

O bispo autorizou os fiéis venerarem a hóstia ensanguentada que, segundo o decreto episcopal, “tem as características que definem um milagre eucarístico”, informou o site “Religión en Libertad”.

A cidade de Legnica (em alemão: Liegnitz, em polonês: Legnicy) fica na região da Baixa Silésia, no sudoeste da Polônia.

O milagre aconteceu na Missa de Natal de 2013, quando uma hóstia consagrada caiu no chão durante a distribuição da Sagrada Comunhão no santuário de San Jacinto.

A hóstia foi recolhida e colocada num recipiente com água (“vasculum”) para se dissolver, como mandam as sapienciais normas canônicas nesses casos, nem muitas vezes respeitadas nos dias de hoje.

Porém, uma vez na água, apareceu na hóstia uma mancha vermelha de textura singular, que fazia pensar em tecido humano.

O então bispo de Legnica, Mons. Stefan Cichy, instituiu uma comissão para investigar o acontecido com a sagrada forma.

Em fevereiro de 2014, com a permissão da diocese, um fragmento da hóstia com aspecto de tecido ensanguentado foi retirado e colocado sobre um corporal. Depois foram recolhidas amostras para serem analisadas em laboratórios de diferentes institutos forenses.

Os médicos dos Departamentos de Medicina Legal consultados verificaram que os fragmentos recolhidos contêm células de músculo estriado transversal semelhantes às do músculo cardíaco.

O bispo de Legnice proclama o milagre eucarístico no santuário de São Jacinto.
O bispo diocesano proclama o milagre eucarístico
no santuário de São Jacinto.
Segundo o “Catholic Herald”, os testes foram realizados no Departamento de Medicina Legal, em Wroclaw (em alemão: Breslau), no início de 2014.

Outro estudo foi realizado posteriormente pelo Departamento de Medicina Legal da Universidade de Medicina da Pomerania, em Szczecin (em alemão: Stettin, em português: Estetino), acrescentou a revista britânica.

Esse laboratório concluiu que “na imagem histopatológica, nos fragmentos (da Hóstia) foram achadas partes fragmentadas de músculo estriado transversal. É mais semelhante ao músculo cardíaco.

“Os testes também determinaram que o tecido é de origem humana, e verificou-se nele sinais de agonia”.

Considerando a relevância dos pareceres médico legais, em janeiro de 2016 D. Kiernikowski encaminhou o caso ao Vaticano, submetendo-o à consideração teológica da Congregação para a Doutrina da Fé.

Essa importantíssima Congregação vaticana declarou-se favorável à exposição da hóstia miraculosa à veneração pública, e recomendou que se explicassem bem os fatos aos fiéis.

A hóstia fica exposta numa capela do santuário de São Jacinto sob a responsabilidade do pároco, Pe. Andrzej Ziombrze.

No documento de proclamação do milagre, o bispo afirma: “Espero que isso sirva para aprofundar a adoração da Eucaristia e tenha um impacto inconfundível na vida das pessoas que se aproximam da relíquia. Vemos isso como um exemplo maravilhoso, uma expressão particular da bondade e do amor de Deus”.

Médicos forenses tiraram amostras, analisaram em laboratórios e concluíram 'é tecido muscular humano' como o de um coração de um homem em agonia.
Médicos forenses tiraram amostras, analisaram em laboratórios
e concluíram: 'é tecido muscular humano'
como o de um coração de um homem em agonia.
O texto completo do decreto do bispo, vertido para o inglês, pode ser lido AQUI:

A esperança do bispo é de grande importância para a nossa época, quando se pretende entregar a Eucaristia a pecadores públicos, esquecendo que n’Ela estão verdadeira, real e substancialmente presentes o Corpo, o Sangue, a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

No site da paróquia onde ocorreu o milagre há mais fotos e explicações, mas só em língua polonesa.

Obedecendo às instruções do bispo, um livro aberto recolhe no santuário o testemunho das graças recebidas e “outros eventos milagrosos”.






Na festa de Corpus Christi, o hino “Ave Verum”
(“Salve, ó verdadeiro corpo”)


Na Idade Média foram compostas muitas músicas e poesias religiosas em louvor do Santíssimo Sacramento.

Esta grande devoção teve, aliás, imenso incremento no período medieval.

Podemos então dizer que ela ‒ aperfeiçoada pela Contra-Reforma ‒ chegou até nós impregnada do perfume da Idade Média.

A presencia real de Nosso Senhor Jesus Cristo, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade na Sagrada Eucaristia está fundamentada nas próprias palavras de Cristo na Última Ceia: “Este é meu corpo, esta é minha sangue”.

A Fé na presença real de Cristo na Eucaristia foi professada universalmente por toda a Igreja desde sua fundação.

Só com o protestantismo que apareceram contestações, aliás mais próximas da chicana do que qualquer outra coisa. Foram sobejamente refutadas pelos Doutores e notadamente pelo Concílio de Trento.

Na crise da fé no século XX, reapareceram falsos teólogos que pretenderam reviver os erros protestantes com outro nome.

É o malfadado progressismo, que tem menos fundamento na verdade que os próprios protestantes. Todos esses erros acabarão ficando à margem da História, como já ficaram os de Calvino, Zwinglio, Melanchton ou Lutero.

Elevação do cálice na Missa, Dorchester Abbey, ©Fr Lawrence OP
No século XI, portanto em plena Idade Média, a Igreja aprofundou o estudo racional da Presença Real.

Esse genuíno desenvolvimento do dogma católico gerou um grande movimento de piedade eucarística.

Um dos seus momentos culminantes foi a instituição da festa de Corpus Christi, em 1264.

Como o povo penetrado de verdadeira fé aspirava ver a Deus feito carne na Hóstia consagrada, foi introduzido na Missa o rito da elevação. Ele acontece logo depois da Consagração.

Durante a elevação, os medievais faziam soar um sino especial, e os fiéis espalhados pela catedral ou pela igreja acorriam para ver e adorar a Hóstia divina.

Também se acendia um círio num alto candeeiro. Posteriormente acendeu-se um castiçal pequeno, também chamado de palmatória, que assim ficava até a comunhão, para significar a presença real de Cristo na Eucaristia.

Nesses felizes tempos medievais em que florescia a fé foram compostos vários hinos ao Santíssimo Sacramento cantados até hoje, ou, pelo menos, até que a desordem progressista não os bloqueou. É de se esperar que essa sabotagem não dure muito.

São Tomás de Aquino, Vaticano

Entre esse hinos fiéis reflexos do dogma católico figura o Ave Verum em posição de destaque.

Ele cantava-se especialmente após a Consagração, quando o verdadeiro corpo de Cristo estava realmente presente no altar, pois o hino começa “Salve, ó verdadeiro corpo”.

A maioria dos autores concorda em atribuir a autoria a São Tomás de Aquino (+ 1274).

Ele fez outros hinos também famosíssimos, cheios de lógica e unção, consagrados a Cristo Sacramentado.

Citemos, pelo menos, o Pange língua, o Verbum supernum prodiens, o Sacris solemnis, o Adoro te devote e a não menos divinamente inspirada seqüência Lauda, Sion, Salvatorem.

Eis o texto do Ave Verum, com sua tradução ao português e sua partitura (gregoriano):

Clique aqui para ouvir (Coro da TFP americana):



Ave verum corpus natum de Maria Virgine
Salve, ó verdadeiro corpo nascido da Virgem Maria

Vere passum, immolatum in cruce pro homine
Que verdadeiramente padeceu e foi imolado na cruz pelo homem

Cuius latus perforatum fluxit aqua et sanguine
De seu lado transpassado fluiu água e sangue

Esto nobis praegustatum mortis in examine
Sê para nós remédio na hora tremenda da morte

O Iesu dulcis, o Iesu pie, o Iesu fili Mariae.
Ó doce Jesus, ó bom Jesus, ó Jesus filho de Maria.

As exclamações finais foram objeto de pequenas adaptações segundo as dioceses.

Fonte: Pe. Manuel Jesús Carrasco Terriza, “Cuerpo de Cristo, arte y vida de la Iglesia”.

O AVE VERUM em gregoriano, monges de Santo Domingo de Silos :



AVE VERUM segundo Wolfgang A. Mozart (interpretação do Coro do King's College, Inglaterra :








O Milagre Eucarístico de Turim (ano 1453)


Placa com a narração do milagre onde esse aconteceu, basílica do Corpus Domini, Turim
Placa com a narração do milagre onde esse aconteceu, basílica do Corpus Domini, Turim
Na Basílica de Corpus Christi de Turim encontra-se uma grade de ferro que protege o lugar onde ocorreu o primeiro milagre eucarístico daquela cidade, em 1453.

No chão, atrás da grade, está escrito como ocorreu o milagre:

“Eis o lugar onde caiu prostrado o jumento que transportava o Corpo Divino. O lugar onde a Sagrada Hóstia, saindo de uma bolsa, elevou-se sozinha, descendo com clemência nas mãos dos cidadãos de Turim. Eis o lugar santificado pelo Milagre. Recordando-o e rezando ajoelhado, presta-lhe veneração com santo temor”. (6 de junho de 1453)
A igrejinha de Exilles onde foi perpetrado o roubo sacrílego
A igrejinha de Exilles onde foi perpetrado o roubo sacrílego
A história começou na cidade piemontesa de Exilles, na região de Alto Val Susa, fronteira com a França, onde as tropas francesas de Renato d’Anjou lutavam contra as milícias italianas do duque Ludovico de Savóia.

Os franceses saquearam o vilarejo e entraram na igreja.

Um dos soldados forçou a porta do Tabernáculo e roubou o Ostensório com a Hóstia consagrada, envolvendo-a numa bolsa.

Montou depois num jumento e partiu para a cidade de Turim com a intenção de vendê-la.

Ele ingressou dissimuladamente na cidade no dia 6 de junho, quando se comemorava o Corpus Christi.

Na praça principal, perto da então igreja de São Silvestre, hoje do Espírito Santo – onde futuramente seria erguida a Basílica de Corpus Christi – o jumento empacou e caiu no chão.

Então a bolsa se abriu e o Ostensório com a Hóstia se elevou sobre as casas vizinhas para maravilhamento do povo.

Entre os presentes estava o padre Bartolomeu Coccolo, que foi correndo avisar o bispo Ludovico, da família dos marqueses de Romagnano.

O bispo, acompanhado por um cortejo formado pelo povo e pelo clero, se dirigiu à praça, prostrou-se em adoração e rezou com as palavras dos discípulos de Emaús “Permanecei conosco, Senhor”.

Afresco representando o milagre eucarístico de Turim
Afresco representando o milagre eucarístico de Turim
Naquele mesmo momento se verificou outro milagre: o Ostensório caiu no chão, deixando livre a Hóstia consagrada, que reluzia como o sol.

O bispo elevou o cálice que tinha nas mãos, e lentamente a Hóstia consagrada começou a descer, pousando dentro do cálice.

A devoção ao Milagre Eucarístico de 1453 foi imediatamente difundida por toda a cidade, que promoveu a construção de um nicho no lugar onde ocorreu o fato sobrenatural.

Posteriormente, o nicho foi substituído pela Igreja dedicada ao Corpo de Cristo.

A história do milagre eucarístico de Turim resumida numa sacra
A história do milagre eucarístico de Turim resumida numa sacra
O milagre foi comemorado especialmente nas solenidades organizadas por ocasião do cinquentenário e do centenário do milagre (1653-1703;1753-1853; e parcialmente em 1903).

São muitos os documentos que relatam o milagre: os mais antigos são três Atos Capitulares dos anos de 1454, 1455 e 1456, bem como alguns documentos da prefeitura de Turim.

A atual Basílica do Corpus Domini construída para perpetuar a lembrança do milagre
A atual Basílica do Corpus Domini
construída para perpetuar a lembrança do milagre
No ano de 1853, o Beato Papa Pio IX celebrou solenemente o IV centenário do milagre, cerimônia da qual participaram São João Bosco e o Padre São Miguel Rua.

Para essa ocasião, Pio IX aprovou o Ofício e a Missa própria do milagre para a diocese de Turim.

No ano de 1928, Pio XI elevou a Igreja do Corpus Christi à dignidade de Basílica Menor.

A hóstia do milagre foi conservada até o século XVI, quando a Santa Sé ordenou consumi-la “para não forçar Deus a fazer um milagre eterno mantendo incorrupta, como estiveram até aquele momento, as próprias espécies eucarísticas”.






O milagre eucarístico de Lanciano
segundo o cientista que comprovou sua autenticidade


Lanciano: carne de Cristo em custódia de prata
Lanciano: carne de Cristo em custódia de prata
O doutor Eduardo (Odoardo) Linoli afirma que portou em suas mãos um verdadeiro tecido cardíaco, ao analisar anos atrás as relíquias do milagre eucarístico de Lanciano (Itália), o mais antigo dos conhecidos.

O fato miraculoso se remonta ao século VIII.

Em Lanciano, na igreja dedicada a São Legonciano, um monge basiliano que celebrava a missa em rito latino começou a duvidar da presença real de Cristo sob as sagradas espécies após a consagração.

Nesse momento, o sacerdote viu como a sagrada hóstia se transformava em carne humana e o vinho em sangue, que posteriormente se coagulou.

Professor de Anatomia e Histologia Patológica, de Química e Microscopia Clínica, e ex-chefe do Laboratório de Anatomia Patológica no Hospital de Arezzo, o doutor Linoli foi o único que analisou as relíquias do milagre de Lanciano. Seus resultados suscitaram um grande interesse no mundo científico.

O Dr. Edoardo Linoli, autor das análises
O Dr. Eduardo (Odoardo) Linoli, autor das análises
Em novembro de 1970, por iniciativa do arcebispo de Lanciano, Dom Pacífico Perantoni, e do ministro provincial dos Conventuais de Abruzzo, contando com a autorização de Roma, os Franciscanos de Lanciano decidiram submeter a exame científico as relíquias.

Encomendou-se a tarefa ao professor Linoli, ajudado pelo professor Ruggero Bertelli, da Universidade de Siena.

Com a maior atenção, o professor Linoli extraiu partes das relíquias e submeteu a análise os restos de “carne e sangue milagrosos”.

Em 4 de março de 1971 a equipe apresentou os resultados.

Estes evidenciam que a carne e o sangue são com certeza de natureza humana. A carne é inequivocamente tecido cardíaco, e o sangue é verdadeiramente de homem pertencendo ao grupo AB.

Consultado pela agência Zenit, o professor Linoli explicou que, “no que diz respeito à carne, encontrei que a carne que tinha na minha mão provinha do endocárdio. Portanto não há dúvida alguma de que se trata de tecido cardíaco”.

Trabalho do Dr. Linoli  publicado pelo diário vaticano "L'Osservatore Romano"
Trabalho do Dr. Linoli
publicado pelo diário vaticano "L'Osservatore Romano"
Quanto ao sangue, o cientista sublinhou que “o grupo sanguíneo é o mesmo do homem do Santo Sudário de Turim, e é singular porque tem as características de um homem que nasceu e viveu nas zonas do Oriente Médio”.

“O grupo sanguíneo AB, de fato, se encontra numa porcentagem pequena que vai de 0,5 a 1%, enquanto que na Palestina e nas regiões do Oriente Médio é de 14-15%”, apontou.
Prof. Ruggero Bertelli aprova trabalho do Dr. Linoli
Prof. Ruggero Bertelli aprova trabalho do Dr. Linoli
A análise do professor Linoli revelou também que não havia na relíquia substâncias conservantes e que o sangue não podia ter sido extraído de um cadáver, porque se teria alterado rapidamente.

O informe do professor Linoli foi publicado em “Quaderni Sclavo di diagnostica clinica e di laboratório” (1971, fasc 3, Grafiche Meini, Siena).

Em 1973, o conselho superior da Organização Mundial da Saúde (OMS) nomeou uma comissão científica para verificar as conclusões do médico italiano.

Os trabalhos se prolongaram por 15 meses, com um total de quinhentos exames.

As conclusões de todas as investigações confirmaram o que havia sido declarado e publicado na Itália.

O extrato dos trabalhos científicos da comissão médica da OMS foi publicado em dezembro de 1976, em Nova York e em Genebra, confirmando a impossibilidade da ciência de dar uma explicação a este fenômeno.

O professor Linoli falou novamente no Congresso sobre os milagres eucarísticos organizado pelo Master em Ciência e Fé do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum (Roma), em colaboração com o Instituto São Clemente I Papa e Mártir, por ocasião do Ano Eucarístico de 2005.
Lanciano: relíquias expostas
Lanciano: relíquias expostas

“Os milagres eucarísticos são fenômenos extraordinários de diferente tipo”, explicou o diretor do Congresso, padre Rafael Pascual LC, em “Rádio Vaticano”:

“Por exemplo, há a transformação das espécies do pão e do vinho em carne e sangue, a preservação milagrosa das Hóstias consagradas, ou algumas hóstias que vertem sangue”.

“Na Itália, há vários lugares onde ocorreram esses milagres eucarísticos – declarou – mas também os encontramos na França, Alemanha, Holanda, Espanha” e alguns “na América do Norte”.

Vídeo: Fala o Dr. Eduardo (Odoardo) Linoli:















O milagre eucarístico de Santarém


Corria o ano de 1247, segundo uns cronistas, ou o de 1266, segundo outros.

Em Santarém, hoje cidade e então vila de Portugal, vivia uma pobre mulher a quem o marido muito ofendia, andando desencaminhado com outra.


Cansada de sofrer, foi pedir a uma bruxa judia que, com os seus feitiços, desse fim à sua triste sorte.

Prometeu-lhe esta remédio eficaz, para o que necessitava de uma Hóstia Consagrada.

Depois de naturais hesitações, a mulher consentiu no sacrilégio.

Foi à Igreja de Santo Estêvão, confessou-se e pediu comunhão.

Recebida a sagrada partícula, com cautela tirou-a da boca, embrulhando-a no véu.

Saiu logo da igreja e encaminhou-se para a casa da feiticeira.

Sem que ela notasse, do véu começou a escorrer Sangue. V

isto o fenômeno por várias pessoas, perguntaram que ferimentos tinha, que tanto sangue fazia jorrar.

Confusa em extremo, a mulher correu logo para casa e encerrou a Hóstia miraculosa numa de suas arcas.

À tarde voltou o marido. Alta noite, acordam os dois e vêem a casa toda resplandecente.

Da arca saíam misteriosos raios de luz.

Inteirado o homem do ato pecaminoso da mulher, passaram de joelhos o resto da noite, em adoração.

Mal rompeu o dia, foi o pároco informado do prodígio sobrenatural. Espalhada a notícia, meia Santarém acorreu pressurosa a contemplar o milagre.

A Sagrada Partícula foi então levada processionalmente para a Igreja de Santo Estêvão, onde ficou conservada dentro duma custódia feita de cera.

Passado algum tempo, ao abrir-se o sacrário para expô-la à adoração dos fiéis, como era costume, encontrou-se a cera feita em pedaços.

Com espanto se viu estar a Sagrada Partícula encerrada numa âmbula de cristal, miraculosamente aparecida.

Esta pequena âmbula foi colocada numa custódia de prata dourada, onde ainda hoje se encontra. Santo Estêvão é hoje a Igreja do Santíssimo Milagre.







(Texto de postal distribuído em Santarém, o qual apresenta foto da âmbula com a Sagrada Partícula)






Corpus Christi e sua solene procissão em Toledo


Santissimo Sacramento na procissão

Na Idade Média, o Papa Urbano IV (1195 — 1264) instituiu a festa de Corpus Christi após o portentoso milagre eucarístico de Bolsena.

Agindo assim atendeu o apelo insistente de muitas almas que ardiam de devoção pelo Ssmo. Sacramento.

Sobre como aconteceu a instituição da festa de Corpus Christi, veja embaixo: “Origem da Festividade de Corpus Christi”.

Esta festa, uma das mais solenes da Igreja, é marcada por grandes procissões eucarísticas, inclusive nos nossos tão conturbados dias de abandono da fé, em que se contraria o que a Igreja Católica ensina.

Apresentamos a seguir uma descrição por Felipe Barandiarán de uma das mais belas procissões nesta magna festa. Ela acontece todos os anos na cidade de Toledo (Espanha).

Muitos dos aspectos relatados pelo jornalista podem ser vistos no vídeo embaixo.
Todos os corpos sociais participam oficialmente

A manhã está luminosa. Subo a pé, ofegante, as empinadas encostas de Toledo.

Deixei o carro embaixo, estacionado junto ao rio Tejo, pois se é tarefa difícil circular habitualmente pela cidade, no dia de Corpus Christi torna-se impossível.

As estreitas ruas do centro histórico estão impedidas, porque a cidade está situada no alto de uma pronunciada elevação, defendida pelo próprio rio e pelas muralhas medievais.

No caminho, vou me unindo a muitos outros toledanos ou visitantes que se apressam como eu para assistir à grandiosa procissão.

Embora os ventos de vulgaridade que varrem o mundo moderno tenham desterrado o bom costume de se vestir melhor nos domingos e dias de festa, em Toledo, hoje, todos ostentam suas melhores vestes.

E não há mulher que não estreie algo. Divirto-me ao ver as pessoas, encantadas, mostrando suas novidades em matéria de vestuário.

Ainda não cheguei à Praça de Zocodover, ao alto, centro nevrálgico desta pequena e imperial cidade, quando ouço uma salva de morteiros.

Voluntárias de Lourdes
Ela indica que a Missa Pontifical terminou e que a procissão começa a sair da chamada Porta Plana da catedral.

As pessoas estão postadas ao longo de todo o percurso. Somente os participantes do cortejo — metade de Toledo — e alguns convidados puderam assistir ao ofício divino no interior do templo.

Restringindo-se às preces, imóvel, para deixar livre o caminho, a outra metade de Toledo aguarda impaciente.

A rua está salpicada de areia molhada e plantas odoríferas, e os balcões engalanados com ricos tecidos bordados, bandeiras, mantas coloridas, grinaldas, vasos e alegres cestos de flores.

Em sinal de respeito e para acolher o Santíssimo Sacramento, antigos toldos de lona branca, provenientes das confrarias de tecelões e de especialistas em sedas, cobrem as ruas, estendidos ao longo das casas.

Agora já pode ser vista, abrindo o cortejo, a cavalaria da Guarda Civil. Atrás, a banda de música desta corporação e os timbaleiros da Prefeitura.

Riquíssima custódia reservada para a procissão
Em seguida, ostentando uma vara da mesma altura da custódia do Santíssimo Sacramento, com a qual medira na véspera os espaços das ruas, para que nada impedisse o reluzimento do cortejo, vinha, vestido de negro, o mestre de cerimônias.

Segue-lhe a cruz processional do século XV, presente do Rei Afonso V de Portugal, o Africano.

Valendo-me de minha credencial de jornalista, avanço discretamente em sentido oposto ao da procissão, cujo percurso é coberto pelos cadetes da Academia de Infantaria, instituição protagonista da legendária defesa do Alcácer de Toledo, na guerra de 1936 contra o comunismo.

A procissão transcorre em duas filas paralelas, tendo ao centro os priores, capelães ou dignidades de cada irmandade, cada qual portando báculo, medalha ou algum elemento que o distingue dos restantes de seus membros, e precedidos pelo estandarte correspondente.

Passo junto à confraria dos Cultivadores de Hortelã. Logo vêm os meninos e as meninas que fizeram a Primeira Comunhão, os grupos de Apostolado Secular e da Adoração Eucarística Perpétua, mais de 20 Confrarias e Irmandades com seus pendões correspondentes, a Hospitalidade de Lourdes e as Ordens Terceiras.

Ao som de seus instrumentos, a banda de música da Prefeitura arranca lágrimas de emoção.

Continuo avançando. Quero chegar até a porta da Catedral. O espaço é exíguo. Fascina-me a maravilhosa simbiose entre cortejo e público estuante de vida, mas conservando a ordem com naturalidade.

Sucessivamente, passo pelas religiosas de vida apostólica, pelos Cavalheiros da Ordem de Malta, pelo Capítulo dos Cavalheiros Mozárabes e pelo do Santo Sepulcro, pelos Fidalgos de Illescas e os Cavalheiros de Corpus Christi, além de outros, que ostentam com galhardia suas cruzes distintivas nas capas.

Agora é a vez de passarem os seminaristas, o clero regular e secular, a Irmandade da Santa Caridade, a famosa Cruz de Mendoza, os acólitos e o Cabido Primado.

Estou felizmente diante da Catedral, junto à companhia militar perfilada para prestar honras ao Santíssimo Sacramento.

Das paredes externas do magnífico templo gótico, em cuja entrada sorri encantadora a famosa imagem de Nossa Senhora, La Virgen Blanca.

Crianças da Primeira Comunhão
Da parede pendem 48 enormes tapetes flamengos com alegorias eucarísticas, datados do século XVII e confeccionados especialmente para esta festividade.

A famosa custódia toledana, encomendada pelo Cardeal Cisneros ao grande ourives do século XVI, Henrique de Arfe, está a ponto de cruzar o limiar da Porta Plana.

Sinto, em torno de mim, a respiração contida. Um emocionante silêncio precede a custódia do Santíssimo.

Sua aparição estala numa apoteose de aplausos, afogados pelo estrondo de salvas de 21 tiros de canhão (as mesmas devidas a um rei) e o repique dos sinos.

A formação militar saúda e a banda de música interpreta com força a Marcha Real. Através da nuvem de incenso que nos envolve, o Santíssimo Sacramento avança lentamente. Deus está aqui!

A rica custódia gótica, de 183 quilos de prata e dezoito de ouro, é transportada numa carruagem florida sob a escolta dos cadetes da Academia de Infantaria.

A procissão em andamento
Atrás, na segunda parte da procissão, vêm as máximas representações: o Arcebispo-primaz de Toledo com seu séquito, as autoridades regionais e provinciais, o prefeito da cidade acompanhado de seu gabinete, e o corpo docente universitário.

Encerrando o cortejo, desfila a Companhia de Honras da Academia de Infantaria com sua bandeira e banda de música.

Diante de um pequeno palanque montado na Praça de Zocodover repleta de gente, a custódia se detém e um orador sacro pronuncia um sermão de exaltação eucarística.

Ao terminar, acompanhando a procissão de regresso à catedral, a multidão entoa com devoção o popular hino de adoração ao Santíssimo:

“Cantemos ao Amor dos amores, cantemos ao Senhor. Deus está aqui! Vinde, adoradores; adoremos a Cristo Redentor.

“Glória a Cristo Jesus! Céus e Terra, bendizei ao Senhor. Louvor e glória a Ti, ó Rei da glória; Amor para sempre a Ti, Deus de amor!”

Se o sol de Toledo ilumina de verdade, mais do que ele resplandece e ofusca, elevado na custódia, o Santíssimo ao passar pelas suas ruas.


Clique aqui para ouvir (Coro da TFP americana):



o corporal ensanguentado está na basílica de Orvieto onde pode é visto e venerado pelos fiéis
Corporal com gotas do Preciosíssimo Sangue do milagre de Bolsena,
na basílica de Orvieto
Origem da Festividade de Corpus Christi

Em fins do século XIII surgiu em Liège, na Bélgica, um movimento eucarístico cujo centro foi a Abadia de Cornillon, fundada em 1124 pelo bispo Albero de Liège.

Este movimento deu origem a vários costumes eucarísticos, como, por exemplo, a Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso da campainha durante a elevação na Missa e na festa de Corpus Christi.

A festividade foi celebrada pela primeira vez em 1246, tendo sido fixada para a quinta-feira posterior à comemoração do dia da Santíssima Trindade.

O Papa Urbano IV (1195 — 1264) tinha então sua cúria em Orvieto, um pouco ao norte de Roma.

Muito próximo dessa localidade encontra-se Bolsena, onde em 1264 ocorreu o famoso Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a Consagração fosse real.

Ao partir a Hóstia, dela saiu sangue, o qual foi empapando o tecido chamado corporal. A venerável relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 de junho de 1264.

Um dia, em plena Missa, ao partir a Sagrada Forma, saiu dEla sangue que empapou o corporal.
O padre celebrava mas com sérias dúvidas
sobre Presença Real de Cristo na Hóstia consagrada
quando essa começou a pingar sangue.
Hoje se conservam em Orvieto os corporais — onde o cálice e a patena se apoiam durante a Missa do milagre —, podendo-se também ver a pedra do altar de Bolsena manchada de sangue.

Movido por aquele prodígio e a pedido de vários bispos, o Santo Padre determinou que a festa de Corpus Christi se estendesse a toda a Igreja por meio da bula Transiturus, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes.

Depois, segundo alguns biógrafos, o Papa Urbano IV encomendou um Ofício — liturgia das horas — a São Boaventura e a Santo Tomás de Aquino; quando o Pontífice começou a ler em voz alta o Ofício composto pelos dois santos, foi rasgando o de sua autoria em pedaços...

Nenhum dos decretos exarados então se refere à procissão com o Santíssimo Sacramento como um ato da celebração.

Entretanto, a mesma foi dotada de indulgências pelos Papas e o Concílio de Trento enaltece esse piedoso costume.


Comemoração nas ruas da festa de Corpus Christi em Orvieto







São Tomás de Aquino e o hino Pange Lingua:
“Canta ó língua, o glorioso mistério do Corpo e do Sangue precioso”


Santo Tomás de Aquino (Rocca Secca, 1225/1227 – Fossa Nuova, 7 Março, 1274) tinha uma vocação eminentemente filosófica, e não de atividade externa.

Ele percebeu que deveria, de acordo com a sua luz primordial, dedicar-se à Teologia e à Filosofia.

Mas declarou que, além da capacidade para esses estudos, sentia certa inclinação artística.

Quem quiser disto se certificar, basta ouvirr o hino Pange lingua, que contém as estrofes do Tantum ergo, composto por ele.

Ele percebia sem dúvida que sua vocação não era a artística – a de compor hinos sacros ou grandes poesias, para as quais estava capacitado –, mas a de se dedicar completamente à Filosofia e à Teologia.

E isso se entende.

O homem tem dois impulsos fundamentais – que os franceses chamam de “élans”.

Por um lado, ele deseja o maravilhoso, porque no católico vive um sonho que não é uma fantasia nem mera poesia.

Trata-se de uma visão das coisas movida pela Fé. A virtude teologal da Fé impulsiona o voo da alma desejosa de atingir esse sonho maravilhoso.

É, portanto, algo que põe em movimento os melhores aspectos da alma.

Por outro lado, o homem vê que esse mundo com maravilhas entretanto não é maravilhoso. Não é o Paraíso. Ao contrário, é uma terra de exílio. Então, o homem procura se acomodar ao mundo e às coisas como são na realidade, recorrendo ao bom senso.

Porque o bom senso procura ver a realidade ao pé da letra como ela é, mas sem renunciar ao maravilhoso que a alma procura.

Assim sendo, quando a alma católica tem esses dois impulsos bem ordenados, ela consegue resolver superiormente com bom senso os problemas concretos, porque está inspirada no maravilhoso.

E quando se apresenta a ela um problema maravilhoso, ela voa sem ter nostalgia da realidade mais baixa.

Essa excelência da alma se vê no caso citado de São Tomás.

Ele era chamado de “boi mudo” porque era plácido, calmo, terra-a-terra.

Porém, nessa calma de boi brotavam voos de águia.

E essa perfeição pode se apalpar no hino “Pange língua” que ele escreveu:

Vídeo: Pange Lingua



“Canta ó lingua, o glorioso mistério do Corpo e do Sangue precioso...”, etc.

O “Pange língua” revela um amor de Deus cogente, que pega, que segura, que agarra, que invade a alma. E é uma obra do “boi mudo”!

Porventura há algo mais simples que as palavras desse hino “Tantum ergo sacramentum venerémur cérnui...” (“Portanto veneremos inclinados um tão grande sacramento”)?

Em verdade, qualquer devota idosa com achaques reumáticos sabe disso ao fazer sua penosa genuflexão diante do Santíssimo Sacramento exposto.

Mas como a frase contém a grandeza do sacramento que é preciso venerar!

Quantas profundidades se exprimem nessa simplicidade!

Porque São Tomás atingiu o fundo da simplicidade e teve um pensamento riquíssimo, estabelecendo um veículo perfeito da simplicidade com o pensamento riquíssimo.


Vídeo: hino Pange Lingua




(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 13/5/88, excerto sem revisão do autor)






O milagre eucarístico de Avignon


Palácio dos Papas de Avignon
A confraria dos Pénitents gris de Avignon teve por fundador Luís VIII, pai de São Luís IX. Ela tem a sua sede na capela da Santa Cruz, chamada dos Pénitents gris.

O Santíssimo Sacramento está aí exposto noite e dia, desde 14 de setembro de 1226.

A cidade de Avignon está situada a algumas centenas de metros da confluência dos rios Rhône e Durance, e é atravessada por um de seus afluentes, o Sorgue.

Em 1433, chuvas torrenciais fizeram transbordar os três rios, que inundaram as partes baixas da cidade. A água entrou na capela dos Pénitents gris, que fica às margens do Sorgue.

A inundação tomou tais proporções durante a noite, que na manhã seguinte os superiores da Ordem, temendo que a água atingisse o trono onde estava exposto o Santíssimo Sacramento, tomaram uma canoa e foram até a capela.
Capela da Santa Cruz, chamada dos Pénitents gris

Qual não foi a sua surpresa quando, depois de aberta a porta, constataram que as águas, à semelhança do Mar Vermelho e do Jordão, se mantinham à direita e à esquerda, elevadas como grandes paredes, deixando absolutamente livre e seca a passagem que conduzia ao altar.

O prodígio lhes pareceu ainda maior quando, chegados ao altar, que fica ao nível do piso da capela, sem degraus, viram em volta tudo igualmente seco.

As águas se levantavam ao longo das paredes como verdadeiras tapeçarias, formando arcobotantes no alto, como uma espécie de teto. Assim diz o antigo relato conservado nos arquivos da confraria.

Os dois frades, depois de terem adorado o Autor desse prodígio, se apressaram em comunicá-lo aos outros confrades.

Vieram doze, e todos juntos foram chamar quatro frades menores da Ordem de São Francisco, dos quais três eram doutores em Teologia.

A água se mantinha no meio do banco que fica ao longo do adro da capela, de maneira a deixar uma parte inteiramente seca.
Ponte de Avignon

Para comemorar o milagre, celebra-se todos os anos com solenidade a festa no dia 30 de novembro, dia de Santo André.

Pela manhã, todos os membros da confraria vão à comunhão percorrendo de joelhos até a mesa da comunhão o caminho sagrado preservado milagrosamente pelas águas.

Na véspera o pregador relembra o milagre, e o cântico "Cantemus Domino", que foi entoado por Moisés depois da passagem do Mar Vermelho, precede a adoração e a bênção do Santíssimo Sacramento.

(Fonte: "Vie des Saints" - Bonne Presse, Paris)






Em Siena: um milagre eucarístico permanente


Milagre eucarístico de Siena
Na basílica de São Francisco na cidade de Siena, na Toscana, norte da Itália, venera-se um dos mais impressionantes milagres eucarísticos já acontecidos e que perdura até hoje.

Trata-se de 223 hóstias consagradas há 280 anos e que até agora estão intactas em uma das capelas laterais da basílica.

Os peregrinos “vêm de todo o mundo, onde há católicos. Vêm para ver o milagre. Quando chegam, cantam, comovem-se e choram de alegria”, explica o sacerdote franciscano Frei Paolo Spring, responsável da custódia das hóstias consagradas.

O fato sobrenatural aconteceu 14 de agosto de 1730. Mais precisamente, na véspera da festa da assunção de Nossa Senhora.

Na previsão da festa em todas as igrejas de Siena, os sacerdotes consagraram hóstias adicionais para quem quisesse receber o Corpo de Cristo no dia seguinte.

Na noite daquele dia, todos os sacerdotes de Siena se reuniram na catedral para fazer uma vigília e deixaram suas respectivas igrejas sozinhas. Alguns ladrões aproveitaram e entraram na basílica de São Francisco para roubar o copo de ouro com as hóstias consagradas.

Na manhã seguinte se deram conta do sacrilégio: as hóstias não estavam e, no meio da rua, um paroquiano encontrou a parte de cima do copo confirmando que a Sagrada Eucaristia havia sido roubada.

Siena, basílica de São Francisco
Os habitantes de Siena começaram então a rezar para que aparecessem as partículas que do Corpo, Sangue, alma e divindade de Jesus Cristo.

Três dias depois, um homem que rezava na igreja de Santa Maria em Provenzano, bem perto da Basílica de São Francisco, viu algo de cor branca numa caixa destinada para doação dos pobres.

Quando abriram a caixa, encontraram as 351 hóstias consagradas ‒ o número exato de hóstias roubadas.

Elas estavam cheias de poeira e teia de aranha e os sacerdotes as limparam cuidadosamente.

Milhares de fiéis foram até a basílica em espírito de adoração e reparação para agradecer a descoberta. Essas não foram distribuídas, ao que parece, porque os franciscanos queriam que os peregrinos as adorassem até o momento em que se deteriorassem (porque ao se deteriorar, desaparece a presença real de Cristo).

Mas as hóstias permaneciam intactas e com um odor muito agradável. O povo começou a considerá-las milagrosas e cada vez iam mais peregrinos para adorá-las. Algumas poucas foram distribuídas em ocasiões especiais.

Milagre eucarístico de Siena
Hoje, 280 anos depois, ainda permanecem 223 hóstias exatamente no mesmo estado que tinham no dia em que foram consagradas.

“Em diversas etapas foram examinadas e fisicamente conservam todas as características de uma hóstia recém-feita”, explica o padre Paolo.

Em 1914, foi feito um exame mais rigoroso desse milagre, por disposição do Papa São Pio X. “As Sagradas Partículas resultaram em perfeito estado de consistência, lúcidas, brancas, perfumadas e intactas”, disse padre Spring.

Na mesma ocasião os exames constataram que as hóstias roubadas estavam conservadas sem precauções científicas e guardadas em condições normais, e que, por isso mesmo, a deterioração deveria ter sido rápida.

Numerosos Papas e Santos ‒ como Don Bosco ‒ foram adorar o Corpo de Cristo miraculosamente preservado até hoje.

“Aqui existem duas coisas milagrosas”, diz o padre Spring, apontando as hóstias consagradas há quase três séculos. “O tempo não existe, se deteve”.

E o sacerdote explica o segundo milagre: “os corpos compostos e as substâncias orgânicas estão sujeitos a murchar”. É um milagre vivo, contínuo, não sabemos até quando o Senhor o permitirá”, concluiu.


Fonte: Agência Zenit, ZP10032405.










O milagre eucarístico de Bolsena


Altar com as relíquias menores do milagre eucarístico de Bolsena
Altar com as relíquias menores do milagre eucarístico de Bolsena
Na Basílica de Santa Cristina em Bolsena, Itália, conserva-se zelosamente há sete séculos, as relíquias menores do milagre eucarístico de Bolsena.

Dizemos as ‘menores’ pois as ‘maiores’ estão na catedral de Orvieto.

Trata-se de uma das pedras sagradas onde ainda são bem perceptíveis grumos do precioso Sangue de Nosso Redentor.

O fato miraculoso aconteceu em 1264 e está ligado a dois dos mais poderosos expoentes do pensamento teológico universal: São Tomás de Aquino e São Boaventura.

Marcas do Preciosíssimo Sangue na pedra do altar e no corporal. Milagre eucarístico de Bolsena.
Um sacerdote de Praga era atormentado por dúvidas acerca da presença real de Jesus Cristo na Eucaristia.

Enquanto dividia a Hóstia consagrada na celebração da Missa, ele viu o corporal cheio de sangre.

O sangre brotava das Sagradas Espécies, sobre o altar onde ele celebrava, sob o baldaquino de mármore lombardo da basílica.

Espantado e atordoado diante de tão grande prodígio, concebeu a dúvida de se haveria de pôr fim ou prosseguir com a Missa.

Achando que seria melhor ocultar o fato acontecido aos fiéis presentes e procurando ajuda e explicação da autoridade decidiu suspender a Santa Missa.

O milagre de Bolsena, Simone Martini.
O milagre de Bolsena, Simone Martini.
Ele recolheu as sagradas espécies nos panos sagrados e correu para a sacristia, sem reparar que gotas do Preciosíssimo Sangue iam caindo sobre o mármore do chão.

Naquela época, o Ministro General dos Franciscanos era São Boaventura de Bagnorea, cidade natal do Santo que fica a poucos quilómetros de Bolsena.

O Santo foi encarregado pelo Papa Urbano IV de presidir a comissão de teólogos que devia controlar a veracidade dos fatos.

A comissão confirmou a verdade do milagre e o Papa ordenou a Dom Jaime Maltraga, bispo de Bolsena, levar até Orvieto, onde o Papa estava residindo, o sagrado corporal, o purificador e os linhos manchados de sangue.

O Papa acompanhado pela sua Corte, foi ao encontro das divinas relíquias que recebeu sobre a ponte Rivochiero e as conduziu em suas próprias mãos até Orvieto.



(Fonte: “L'Osservatore Romano”, 21 de maio de 1961, pág. 6. Pe. Deodato Carbajo, O.F.M.).


Vídeo: O milagre eucarístico de Bolsena







O prodígio eucarístico de Ettiswil (Suíça, 1447)


Ettiswil: achado do Ssmo Sacramento, século XVII, anônimo italiano, Musée du Hiéron, Paray-le-Monial
Ettiswil: achado do Ssmo Sacramento, século XVII,
anônimo italiano, Musée du Hiéron, Paray-le-Monial
Em Ettiswil, existe um Santuário dedicado a um prodígio eucarístico acontecido em 1447.

Anna Vögtli pertencia a uma seita satânica e conseguiu subtrair a píxide que continha a hóstia magna da igreja paroquial usada na Adoração do Santíssimo Sacramento.

A Hóstia foi encontrada perto de uma cerca, entre arbustos e urtigas, exposta ao ar, cercada por um luz brilhante e dividida em 7 peças unidas entre elas de maneira a ter a forma de uma flor.

O documento mais importante que descreve o Milagre é o “Protocolo da Justiça” constituído em 16 de julho de 1447 por Hermann von Rüsseg, Senhor de Büron.

A tradução diz:

“Na quarta-feira, 23 de maio de 1447, o Ssmo. Sacramento foi roubado da igreja paroquial de Ettiswil e pouco depois que foi encontrado por uma jovem guardiã de porcos, chamada Margarida Schulmeister, não longe da igreja paroquial perto de um cerca, jogado no chão, no meio das urtigas; parecia uma flor brilhante”.

Ettiswil: a igreja paroquial onde foi roubada a Hóstia.
Ettiswil: a igreja paroquial onde foi roubada a Hóstia.
Depois de um minuto investigações, a polícia prendeu a jovem Anna Vögtli de Bischoffingen, que confessou espontaneamente imediatamente tudo.

“Depois de passar minha mão apertada através da grade de ferro, fui roubando a Hóstia Magna, mas logo após a parede do cemitério, o Santíssimo Sacramento começou a se tornar tão pesado que eu era incapaz de levá-lo além.

“Não podendo ir mais longe, nem para trás, deixei cair o Hóstia que eu coloquei perto de uma cerca, nas urtigas”.

A partícula foi descoberta pela Sra. Margarida Schulmeister, guardiã de uma fazenda de porcos.

Ela disse que “assim que eu cheguei com meus porcos perto do lugar onde estava o abençoado Sacramento, meus animais não queriam ir mais longe.

Ettiswil: a capela do Ssmo Sacramento construída no local do milagre.
Ettiswil: a capela do Ssmo Sacramento construída no local do milagre.
“Foi quando eu solicitei ajuda a dois homens que iam andando a cavalo.

“Eles viram a Hóstia roubada no meio do capim, dividida em sete partículas. Seis delas formaram uma flor semelhante a uma rosa e uma ótima luz a cercava”.

O pároco foi imediatamente avisado e foi pegar logo a Hóstia para leva-la de volta para a igreja, seguido por todos os paroquianos.

Ele pegou as seis peças, mas quando ele quis pegar a central ela entrou na terra na frente dos olhos de todos.

Este desaparecimento foi interpretado como um sinal e ficou decidido construir uma capela exatamente onde a parte da Hóstia havia desaparecido.

As 6 partículas foram preservadas na igreja de Ettiswil que se tornou um centro de grande veneração que atrai aldeões e estrangeiros.

E Deus realizou numerosas curas por meio dele. A capela e altar foram consagrados em 28 de dezembro de 1448: um ano e meio depois dos eventos.

Muitos Papas concederam indulgências para os visitantes do santuário; o último foi Pio XII em 1947.

A grande festa da Capela do Milagre acontece no domingo «Laetare» e nos dois dias subsequentes.







3 comentários:

  1. Sempre acreditei na hóstia consagrada mas nunca imaginei que existissem tão preciosa confirmações, vejo tantas pessoas duvidarem, porque a Igreja não divulga mais em pregações e vídios principalmente na festa do Corpo de Cristo que geralmente um monte de pessoas caminham pelo tapete sem saber certo porque nem eu sabia a razão dessa festa! vejo a Igreja como uma mãe com enormes seios cheios de leite precioso enquanto que tantos fies estão morrendo a míngua espiritual por não saberem onde e nem como chegar a esses seio dessa mãe altiva que não se assenta e mostra todo esse precioso alimento!!! Sempre diariamente quando reso os mistérios do terso quando Jesus envia o Espirito Santo peço que esse mesmo Espirito dessa sem sessar sobre a igreja e é nessa mesma intenção que escrevo agora! Jesus se deixou ficar junto de nos no sacrário mas os padres mandam trancar as portas das igrejas e nos não podemos entrar, porque Jesus esta preso e sozinho! E nos não podemos velar com ele nem uns minutos! Dizem que ladroes podem entrar, e eu digo porque não põe guarda? quiça se ladrões entrassem as nossas hóstias consagradas fariam Jesus falar e muitas pessoas se converteriam! Jesus é mais, não precisa de tantos cuidados ele sabe se defender, oque ele quer e ter nos por perto Dele!Por amor de Deus abrem as Igrejas e reanimem os sacerdotes tão distantes! Hoje quando comecei de contar os carros na igreja evangélica onde o pastor falava entusiasmado para uma igreja cheia ate na calçada, tinha mais de 50 carros; enquanto que diante da nossa enorme e bela igreja havia 5 carros e tive a pertinência de contar 36 pessoas e um padre falando com um fio de voz!!!! Me desculpem anastacia heck.

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  2. A igreja Católica é Santa e Imaculada , nós católicos somos santos mais também pecadores.

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  3. realmente devíamos publicar esses milagres em toda parte!
    uem recebe a santa comunhão sem estar dignamente preparado deveria ler esses relatos de milagres eucarísticos.

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