segunda-feira, 15 de julho de 2019

A Santa túnica de Cristo na Paixão guardada em Argenteuil analisada por um cientista

Argenteuil, ostensao solene, 1984

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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política internacional,
sócio do IPCO,
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Numa igreja de Argenteuil, cidade hoje absorvida pela grande Paris, venera-se uma túnica que, segundo tradição milenar da Igreja, foi tecida por Nossa Senhora para o Menino Jesus.

Seria a mesma que Nosso Senhor usou na sua Paixão.

A mesma, portanto, que os algozes romanos, vendo que era inconsútil – isto é, formando uma só peça, sem costuras – lançaram à sorte, para não ter que dividi-la entre eles.

Utilizando equipamentos os mais avançados, a ciência moderna foi analisar a relíquia.

O professor André Marion, pesquisador do Centre National de la Recherche Scientifique – CNRS (Paris) é especialista no processamento numérico de imagens, leciona na Universidade de Paris-Orsay e é autor de numerosas publicações científicas e técnicas.

Ele já fez descobertas surpreendentes a respeito do Santo Sudário de Turim, com base em métodos ótico-digitais.

Ele publicou suas conclusões sobre a túnica de Argenteuil no livro “Jesus e a ciência – A verdade sobre as relíquias de Cristo” (foto embaixo).

Para o trabalho, o Prof. Marion localizou nos arquivos da Diocese de Versailles chapas tiradas em 1934. Estavam bem conservadas.

Sobre elas aplicou as técnicas de digitalização de imagens, baseadas em scanners e computadores poderosos. É de se salientar a precisão do método, que chega a ser de 10 a 20 milésimos de milímetro.

Jesus et la scienceAssim ele pôde mapear as manchas de sangue, que não são facilmente perceptíveis num primeiro olhar.

Por fim, comparou o mapa obtido com as manchas de sangue – aliás, minuciosamente estudadas – do Santo Sudário de Turim.

Porém, desde logo surgia uma dificuldade. O Santo Sudário envolveu o Corpo de Nosso Senhor esticado e imóvel no Santo Sepulcro.

Porém, a Santa Túnica de Argenteuil fora portada por Ele vergado sob a Cruz, caminhando com passo cambaleante, desequilibrando-se e caindo na ruela pedregosa, imensamente enfraquecido por desapiedadas torturas.

Se ainda imaginarmos Nosso Senhor segurando com suas mãos a extremidade da Cruz na altura do ombro, é fácil supormos que a Túnica deve ter formado pregas.

Essas pregas raspavam nas chagas abertas nas divinas costas, enquanto a parte da frente da Túnica ficava solta por efeito da curvatura geral do corpo.

Todos esses fatores faziam com que o sangue se espalhasse no pano de um modo irregular.

O Prof. Marion solicitou então a ajuda de um voluntário com as proporções anatômicas do Santo Sudário.

Ele simulou os movimentos da Via Crucis, utilizando uma túnica do mesmo tamanho da de Argenteuil. Os movimentos foram repetidos várias vezes e em várias formas, tendo sido sistematicamente fotografados.

A seguir, com base nessas fotos e por métodos computacionais, o Prof. Marion criou um primeiro modelo virtual do corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo carregando a Cruz.

No monitor do computador esse modelo aparece como o desenho de um manequim.

Sobre ele aplicou então as imagens da Túnica de Argenteuil.

Dessa maneira reproduziu as pregas, que naturalmente se formam pelo ajuste ao corpo, e a difusão das manchas de sangue provocada pelos movimentos dolorosíssimos sob a Cruz.

Manchas de sangue nas costas, Santo Sudario de Turim.Manchas de sangue nas costas, tunica de ArgenteuilDa mesma maneira, aplicou a imagem da Santa Túnica a um segundo modelo virtual feito com base no Santo Sudário de Turim.

E eis a admirável surpresa!

Na primeira experiência, a distribuição das manchas sanguíneas na Túnica correspondeu perfeitamente aos ferimentos e às posturas próprias ao carregamento da Cruz.

Na segunda, as manchas ficaram posicionadas de modo a se superporem exatamente com as chagas do Santo Sudário.

Em ambas as experiências, na tela do computador aparecem as feridas – as mais sangrentas de todas – provocadas pelo madeiro, bem diferenciadas das horríveis dilacerações dos açoites da flagelação, indicando com precisão a posição da Cruz.

Até pormenores históricos que intrigavam os cientistas ficaram esclarecidos. Um deles é que os romanos – executores materiais da Crucifixão, sob a pressão do ódio judeu – não costumavam obrigar o condenado a carregar a Cruz inteira.

 Eles já deixavam o tronco principal encravado no local do suplício – no caso, o Calvário –, mas forçavam o sentenciado a levar a trave da Cruz, chamada patibulum.

Manchas de sangue, posicao do cingulo e cruzEm sentido contrário, os quatro Evangelhos não falam do patibulum, mas só da Cruz: “Et baiulans sibi crucem exivit in eum” (Jo 19, 17).

São Mateus, São Marcos e São Lucas mencionam o cruzeiro no episódio em que o Cireneu foi obrigado a ajudar Nosso Senhor Jesus Cristo a carregá-lo.

Ora, na análise computadorizada das fotografias da Túnica aparecem com toda clareza possível as chagas e tumefações provocadas por uma cruz, e não por um mero patibulum.

As manchas de sangue indicam que na Via Sacra os dois madeiros cruzaram-se na altura da omoplata esquerdo de Nosso Senhor.

Na iconografia tradicional, na Via Sacra Nosso Senhor aparece habitualmente com um cíngulo, ou cordão cingindo os rins.

Tal cordão não deixara nenhum vestígio conhecido. Mas, no ensaio digital, a presença do cordão, de que nos fala a tradição aparece perfeitamente identificada!

A conclusão do Prof. Marion é a seguinte:

Ostensao 1984
“O procedimento praticado foi, de longe, muito mais preciso que os que tiveram lugar no passado.

“Segundo nossos antepassados, era necessário acreditar que um só e mesmo supliciado tinha manchado com seu sangue a túnica [de Argenteuil] e o Sudário [de Turim].

“Estas repetidas afirmações requeriam um estudo aprofundado: desejamos então verificar, por nós mesmos, se tal comparação pode se justificar.

“Os resultados aparecem entretanto perfeitamente conclusivos.

“A correspondência das feridas é um argumento a favor da autenticidade das duas relíquias, que devem se referir bem ao mesmo supliciado.

“É muito difícil imaginar que falsários tenham tentado correlacionar de modo tão perfeito os dois objetos...”




A Santa Túnica de Argenteuil, momentos da veneração e da restauração (em francês):



A Santa Túnica de Argenteuil, pelo Pe. Josef Läufer (em francês):



segunda-feira, 1 de julho de 2019

O ossuário de Caifás, Sumo Sacerdote que condenou Jesus Cristo

Ossuário da família Caifás
Luis Dufaur
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Os arqueólogos Yuval Goren da Universidade de Tel Aviv e Boaz Zissu da Universidade Bar Ilan confirmaram, segundo noticiou a “Folha de S.Paulo”, a autenticidade de um ossuário pertencente à família do sacerdote que teria conduzido a tumultuada sessão do Sinédrio que considerou “blasfemo” Jesus Cristo.

No ossuário, os judeus guardavam os ossos dos antepassados depois da fase inicial de sepultamento.

Os especialistas concluíram que o ossuário e suas inscrições são autênticos e antigos, escreveu o “Jerusalem Post”. A peça faz parte de um conjunto de 12 usuários recuperados no mesmo local e pertencentes à família Caifás.

Dentro dessa urna foram encontrados ossos de seis pessoas ao que tudo indica da mesma família: dois bebês, uma criança entre 2 e 5 anos, um rapaz entre 13 e 18, uma mulher adulta e um homem de perto de 60 anos.

Na mesma peça lê-se a inscrição: “Miriam [Maria], filha de Yeshua [Jesus], filho de Caifás, sacerdote de Maazias de Beth Imri”. Num dos lados não decorados aparece o nome “José bar Caifás”, onde “bar” não necessariamente significa “filho de”.

Ossuário presumido do Sumo Sacerdote que mandou crucificar Cristo
A Miriam da inscrição poderia ser neta do próprio Caifás do Evangelho ou de algum outro membro da família sacerdotal.

O nome “Caifás” é a pista crucial, segundo os arqueólogos.

José filho de Caifás era o nome do sumo sacerdote do Templo de Jerusalém que, segundo os Evangelhos, liderou junto com seu sogro Anás, a iníqua conjuração que levou Jesus à morte, escreve Archeology Daily News.

No Museu de Jerusalém exibe-se outro ossuário de grande luxo. É feito em pedra entalhada com seis rosáceas dentro de dois círculos ornados com folhas de palmeira. Data provavelmente do século I.

Num lado não entalhado há a inscrição que o identifica como sendo o ossuário do próprio Caifás.

No interior deste ossuário encontraram-se os restos de um homem de 60 anos, tendo-se quase certeza que são os mesmos do Sumo Sacerdote durante a Paixão e Morte do Santíssimo Redentor.

Num dos ossuários havia uma moeda cunhada pelo rei Herodes Agrippa (37–44 d.C.). Este foi um dos indícios que sugeriu se tratar dos ossos do Sumo Sacerdote que entregou Nosso Senhor à morte pela mão dos romanos.

Segundo os Evangelhos de São Mateus (cap. 26, 3-5) e de São João (cap. 11) Caifás foi o cérebro da combinação para matar a Jesus Cristo.

Caifás (dir) e Anás (esq), combinaram o crime
Master of the Fountain of Life (1500-1520)

São Mateus fornece uma ideia geral da deliberação do Sinédrio, da decisão deicida e da estratégia escolhida no capítulo 26:

3. Então os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo reuniram-se no pátio do sumo sacerdote, chamado Caifás,

4. e deliberaram sobre os meios de prender Jesus por astúcia e de o matar.

5. E diziam: Sobretudo, não seja durante a festa. Poderá haver um tumulto entre o povo.

São João (cap. 11) descreve assim o conciliábulo acontecido quando chegou a notícia que Nosso Senhor ressuscitara Lázaro, e o peso decisivo da opinião de Caifás, Sumo Sacerdote, para matá-Lo:

47. Os pontífices e os fariseus convocaram o conselho e disseram: Que faremos? Esse homem multiplica os milagres.

48. Se o deixarmos proceder assim, todos crerão nele, e os romanos virão e arruinarão a nossa cidade e toda a nação.

49. Um deles, chamado Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano, disse-lhes: Vós não entendeis nada!

50.Nem considerais que vos convém que morra um só homem pelo povo, e que não pereça toda a nação.

Escadaria do palácio de Caifás.
Nosso Senhor pode ter subido por ela durante a Paixão
51.E ele não disse isso por si mesmo, mas, como era o sumo sacerdote daquele ano, profetizava que Jesus havia de morrer pela nação,

52.e não somente pela nação, mas também para que fossem reconduzidos à unidade os filhos de Deus dispersos.

53.E desde aquele momento resolveram tirar-lhe a vida.

Narrando a Paixão, São João escreve (cap.18):

13. [“a coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus” que prenderam Jesus Cristo] Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano.

14. Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo.

São João continua descrevendo uma espécie de julgamento a portas fechadas na casa de Anás, onde Caifás assumiu a iniciativa para perder o Filho do Homem:

19. O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina.

20. Jesus respondeu-lhe: Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas.

21. Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei.

22. A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote?

23. Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?

24. (Anás enviou-o preso ao sumo sacerdote Caifás.)

O envio sucessivo do Cordeiro de Deus a diversas autoridades sugere uma grande hesitação nos membros do Sinédrio. Entretanto, a condenação de morte já havia sido pronunciada secretamente.

Caifás increpa a Cristo. Matthias Stom (1600 – 1652), Milwaukee Art Museum
Caifás increpa a Cristo. Matthias Stom (1600 – 1652), Milwaukee Art Museum.
Foi na casa de Caifás que o Sumo Sacerdote, reunido com o Sinédrio, pronunciou a tremenda e injustíssima sentença homicida-deicida:

57. Os que haviam prendido Jesus levaram-no à casa do sumo sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os escribas e os anciãos do povo.

58. Pedro seguia-o de longe, até o pátio do sumo sacerdote. Entrou e sentou-se junto aos criados para ver como terminaria aquilo.

59. Enquanto isso, os príncipes dos sacerdotes e todo o conselho procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de o levarem à morte.

60. Mas não o conseguiram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas.

61. Por fim, apresentaram-se duas testemunhas, que disseram: Este homem disse: Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo em três dias.

62. Levantou-se o sumo sacerdote e lhe perguntou: Nada tens a responder ao que essa gente depõe contra ti?

63. Jesus, no entanto, permanecia calado. Disse-lhe o sumo sacerdote: Por Deus vivo, conjuro-te que nos digas se és o Cristo, o Filho de Deus?

64. Jesus respondeu: Sim. Além disso, eu vos declaro que vereis doravante o Filho do Homem sentar-se à direita do Todo-poderoso, e voltar sobre as nuvens do céu.

65. A estas palavras, o sumo sacerdote rasgou suas vestes, exclamando: Que necessidade temos ainda de testemunhas? Acabastes de ouvir a blasfêmia!

66. Qual o vosso parecer? Eles responderam: Merece a morte!

67. Cuspiram-lhe então na face, bateram-lhe com os punhos e deram-lhe tapas,

68. dizendo: Adivinha, ó Cristo: quem te bateu?

Nas visões e revelações de natureza privada da Beata Ana Catarina Emmerick (portanto submissas à narração evangélica), lemos uma descrição dos pormenores desse julgamento. Na “Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo”, cap. IV, Jesus diante do Caifás, pinta-se a cena:

Caifás rasga as vestiduras.
Bom Jesus, Braga, Portugal
16. (...) Jesus foi introduzido no vestíbulo em meio dos clamores, das injúrias e dos golpes. Logo que esteve em presença do Conselho, quando Caifás exclamou: “Já está aqui, inimigo de deus, que enches de agitação esta Santa noite!”.

A cabaça que continha as acusações do Anás foi desatada do cetro ridículo posto entre as mãos de Jesus.

Depois que as leram, Caifás com mais ira que Anás, fazia uma porção de perguntas a Jesus, que estava tranqüilo, paciente, com os olhos olhando ao chão.

(...) As testemunhas compareciam, mais para lhe dizer injúrias em sua presença do que para citar fatos. Disputavam entre eles, e Caifás assegurava muitas vezes que a confusão que reinava nos depoimentos das testemunhas era efeito de seus feitiços.

(...) Mas as testemunhas se contradisseram tanto, que Caifás e os seus estavam cheios de vergonha e de raiva ao ver que não podiam justificar nada que tivesse algum fundamento.

(...) Ao fim, apresentaram-se dois dizendo: “Jesus disse: Eu derrubarei o templo edificado pelas mãos dos homens e em três dias reedificarei um que não será feito por mãos dos homens”. Também estes não concordavam entre si.

Caifás, cheio de cólera, exasperado pelos discursos contraditórios das testemunhas, levantou-se, baixou os degraus, e disse:

‒ “Jesus: não respondes nada a esse testemunho?”

Estava muito irritado porque Jesus não o olhava.

Então os oficiais, agarrando-o pelos cabelos, jogaram-lhe a cabeça atrás e lhe deram murros sob a barba; mas seus olhos não se levantaram.

Caifás elevou as mãos com viveza, e disse em tom de aborrecimento:

‒ “Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se és o Cristo, o Messias, o Filho de Deus”.

Havia um profundo silêncio, e Jesus, com uma voz cheia de majestade inexprimível, com a voz do Verbo Eterno, disse:

‒ “Eu o sou, tu o disseste. E eu vos digo que verão o Filho do Homem sentado à direita da Majestade Divina, vindo sobre as nuvens do céu”.

Enquanto Jesus dizia estas palavras, eu Lhe vi resplandecente: o Céu estava aberto sobre Ele, e em uma intuição que não posso expressar, vi Deus Pai todo-poderoso; vi também aos anjos, e a oração dos justos que subia até seu Trono.

Debaixo de Caifás vi o inferno como uma esfera de fogo, escura, cheia de horríveis figuras.

“É digno de morte! É digno de morte!”,
clamou Caifás rasgando as vestiduras.
Giotto, capella degli Scrovegni
Ele estava em cima, e parecia separado só por uma gaze. Vi toda a raiva dos demônios concentrada nele. Toda a casa me pareceu um inferno saído da terra.

Quando o Senhor declarou solenemente que era o Cristo, Filho de Deus, o inferno tremeu diante dEle, e depois vomitou todos seus furores naquela casa.

Caifás agarrou a borda de sua capa, rasgou-o com ruído, dizendo em alta voz:

‒ “Blasfemaste! Para que necessitamos testemunhas? Ouvistes? Ele blasfema: qual é vossa sentença?”

Então todos os assistentes gritaram a uma com voz terrível:

‒ “É digno de morte! É digno de morte!”.

Durante esta horrível gritaria, o furor do inferno chegou ao máximo. Parecia que as trevas celebravam seu triunfo sobre a luz. Todos os circunstantes que conservavam algo bom foram penetrados de tanto horror que muitos cobriram a cabeça e se foram.

As testemunhas mais ilustres saíram da sala com a consciência agitada. Os outros se colocaram no vestíbulo ao redor do fogo, onde lhes deram dinheiro, de comer e de beber.

O Supremo Sacerdote disse aos oficiais:

‒ “Entrego-lhes este Rei; rendam ao blasfemo as honras que merece”.

Em seguida se retirou com os membros do Conselho a outra sala”.

O que significa que os ossos de Caifás tenham sido trazidos à luz nestes anos em que a Igreja vive um drama análogo ao da Paixão de Cristo?


segunda-feira, 17 de junho de 2019

Sais, microalgas e partículas no Santo Sudário retratam seu percurso histórico

O Prof. Pierluigi Baima Bollone anunciou o achado das micropartículas no Santo Sudário.
O Prof. Pierluigi Baima Bollone anunciou o achado das micropartículas no Santo Sudário.
Luis Dufaur
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O Dr. Pier Luigi Baima Bollone, professor de Medicina Forense na Universidade de Turim, citado em posts anteriores, anunciou os resultados de um novo estudo conduzido com a Dra. Grazia Mattutino, criminóloga do Instituto de Medicina Forense de Turim, responsável de importantes casos de perícias judiciais, segundo refere “Infovaticana”.

De fato, esse Instituto de Turim conserva alguns fios do Santo Sudário extraídos durante as investigações do projeto STURP (Shroud of Turin Research Project em inglês. Em português: Projeto de Pesquisa do Sudário de Turim), feito por cientistas da NASA e de grandes laboratórios em 1978, com equipamentos exclusivos.

Os resultados desse imenso trabalho ainda alimentam novos aprofundamentos e descobertas científicas.

Agora uma análise específica dessas amostras pelos citados especialistas detectou partículas de ouro, prata e chumbo na mortalha.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Exposta a escada que Jesus galgou
rumo ao juízo mais iníquo da História

A Escada Santa restaurada. Cruz dourada no lugar onde Nosso Senhor teria vertido uma gota de sangue
A Escada Santa restaurada.
Cruz dourada no lugar onde Nosso Senhor teria vertido uma gota de sangue
Luis Dufaur
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O Pontifício Santuário da “Escada Santa” em Roma, a escada que segundo antiga e consagrada tradição da Igreja, Jesus Cristo subiu derramando sangue para ser julgado pelo cônsul romano Pôncio Pilatos pôde ser vista e subida em contato direto pelos romeiros desde a Páscoa até a festa de Pentecostes.

A “Escada Santa” de Roma foi trazida do pretório [residência do comandante na Roma Antiga] do cônsul Pilatos em Jerusalém e têm 28 degraus de mármore.

É a primeira vez que acontece nos últimos três séculos.

A exceção se compreende bem olhando o estado dos degraus.

Tão grandes multidões de peregrinos penitentes subiram essa escada piedosamente – de joelhos a maioria – que o mármore ficou profundamente desgastado.

Esse ficou tão consumido pela passagem de milhares de fiéis que cada degrau se assemelha a uma calha e em certos pontos acabou furado.

Por causa do desgaste, os papas decidiram revestir a escada de madeira de nogueira, deixando exposta a parte que não se pisa e por onde se pode ver a pedra.

“Durante sessenta dias poderemos galgar com nossos joelhos e tocar diretamente o próprio mármore que Jesus em pessoa pisou no pretório onde foi julgado por Pôncio Pilatos”, explicou o Pe. Francesco Guerra, reitor do Santuário.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Como ao profeta Jonas: baleia engole mergulhador
e o devolve na costa

O profeta Jonas engolido pela baleia, vitral da capela do Wadham College, Oxford.
O profeta Jonas engolido pela baleia. Vitral da capela do Wadham College, Oxford.
Luis Dufaur
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Não rara vez ouve-se dizer que as Sagradas Escrituras constituem um amontoado de narrações míticas, por vezes até lecionadoras, mas que não devem ser mais atendidas do que outros conjuntos religiosos lendários ou poéticos, com os Vedas da Índia, ou o Corão de Maomé.

Uma dessas lendas – e das mais pitorescas – teria sido a do profeta Jonas (entre os séculos IX e VIII a.C., cfr Livro de Jonas no Antigo Testamento).

Esse profeta foi enviado por Deus para pregar penitência a Nínive, na Mesopotâmia (Iraque), cidade cujos habitantes se destacavam pela crueldade.

O profeta temia muito não ser ouvido e fracassar na missão. De início desobedeceu a Deus e não foi.

“1. A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas, filho de Amati, nestes termos:

“2. ‘Levanta-te, vai a Nínive, a grande cidade, e profere contra ela os teus oráculos, porque sua iniquidade chegou até a minha presença’.” (Jonas, 1)

segunda-feira, 6 de maio de 2019

As tremendas feridas provocadas pela lançada
segundo o Santo Sudário

Montagem artística da mostra "O homem do Sudário. Foto: Luis Guillermo Arroyave, Curitiba
Montagem artística da mostra "O homem do Sudário". Foto: Luis Guillermo Arroyave, Curitiba
Luis Dufaur
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Numa entrevista especial ao jornal italiano “La Stampa” de Turim, citado por “Infovaticana” e que citamos em post anterior (cfr. Santo Sudário: por que um braço é mais longo que o outro?), o Dr. Filippo Marchisio, chefe de Radiologia do hospital de Rivoli, e Pier Luigi Baima Bollone, professor de Medicina Forense na Universidade de Turim e diretor do Centro Internacional de Sindonologia, descreveram a investigação científica do acontecido no tremendo momento em que o centurião Longino perfurou o lado de Nosso Senhor já morto na Cruz.

Para isso utilizaram equipamentos radiológicos destinados ao trabalho profissional no hospital de Rivoli.

54. O centurião e seus homens que montavam guarda a Jesus, diante do estremecimento da terra e de tudo o que se passava, disseram entre si, possuídos de grande temor: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!”. (Mt 27,54)

39. O centurião que estava diante de Jesus, ao ver que ele tinha expirado assim, disse: “Este homem era realmente o Filho de Deus”. (Mc 15,39)

46. Jesus deu então um grande brado e disse: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. E, dizendo isso, expirou.

47. Vendo o centurião o que acontecia, deu glória a Deus e disse: “Na verdade, este homem era um justo”. (Lc 23,47)

Malgrado o acúmulo de provas e indícios, ainda há resistência no Vaticano a reconhecer oficialmente o Santo Sudário enquanto mortalha que verdadeiramente envolveu o Corpo do Redentor.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Santo Sudário: por que um braço é mais longo que o outro?

Braço direito é mais cumprido. Manchas nos antebraços são do sangue que correu dos pregos.
Manchas laterais são de partes queimadas no incêndio de 1532.
Trabalho digital sobre o 'negativo' do Sudário que por isso aparece invertido
Luis Dufaur
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Um dado evidenciado no Santo Sudário é a desigualdade notória na extensão de ambos os braços. A anomalia sempre intrigou os especialistas, sobre tudo considerando a maravilhosa harmonia do corpo de Nosso Senhor.

A diferença faz que não coincidam as mãos na posição mortuária. Naturalmente deveriam se cruzar e se superpor no mesmo ponto. A mão direita excede a esquerda em alguns centímetros.

Também a posição do braço direito é diversa. Ele se encontra mais separado do corpo como se a intenção fosse forçar a equidistância com a posição do braço esquerdo.

Em poucas palavras, o braço direito é mais longo que o esquerdo. A diferença entre os dois é de 6 centímetros, segundo o estudo que apresentamos neste post.

Como se explica?

O corpo de Nosso Senhor é extraordinariamente harmonioso e proporcionado. Porém nele se observam deformações provocadas pelos brutais golpes recebidos durante a Paixão, como o desvio de septo nasal.

terça-feira, 16 de abril de 2019

O rosto de Jesus Cristo impresso em Notre Dame

A Paixão de Cristo e a Paixão da Igreja em nossos dias
A Paixão de Cristo e a Paixão da Igreja em nossos dias
Luis Dufaur
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“Eu não posso me esquecer que uma das viagens que eu fiz a Paris, eu cheguei à noitinha. Jantei, e fui imediatamente ver a Catedral de Notre-Dame.

Era uma noite de verão, não extraordinariamente bonita, comum.

A Catedral estava iluminada, e o automóvel em que eu vinha passava da rive gauche para a ilha, e eu via a Catedral assim de lado, e numa focalização completamente fortuita.

Ela me pareceu desde logo, naquele ângulo tomado assim, se acaso existisse ‒ em algum sentido existe ‒ eu diria que é tomado ao acaso, eu olhei e achei tão belo que eu fiquei com vontade de dizer ao automóvel:

segunda-feira, 8 de abril de 2019

As reveladoras descobertas na relíquia de Nossa Senhora de Coromoto

O olho de Nossa Senhora de Coromoto mede dois micrômetros (unidade de medida de comprimento que corresponde à milionésima (1 milhão) parte do metro)
O olho de Nossa Senhora de Coromoto mede dois micrômetros
(unidade de medida de comprimento que corresponde à milionésima (1 milhão) parte do metro)
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Os segredos de Nossa Senhora de Coromoto


Pablo González, outro dos restauradores da relíquia de Nossa Senhora de Coromoto observou:

“Nossa Senhora de Coromoto e Nossa Senhora de Guadalupe são as únicas duas aparições da Virgem Santíssima onde a Santíssima Mãe deixa um testemunho físico, não obstante a diferença enorme de tamanho.

“Ela não é uma relíquia. A Virgem Santíssima é uma mariofania, é uma manifestação viva de Maria Santíssima. A Virgem está viva ali.

“Na restauração feita em 2009 se comprovou que o olho esquerdo, por exemplo tem orbita, tem iris, tem cristalino, é um olho humano perfeitamente.

“O tamanho real do olho equivale a uma picada de uma agulha em sua parte mais fininha. Esse é o tamanho do olho. (...)

“A imagem apresentava uma mancha aparentemente como de óxido marrom que lhe cobria parte da cara e impedia totalmente ver seu rosto.

“Aparte disso tinha fungos. Estava sumamente deteriorada.

“Lembrem que foi uma imagem que durante muitíssimos anos não teve proteção, não teve vidros.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Os segredos de Nossa Senhora de Coromoto

Proporções minúsculas da imagem de Nossa Senhora de Coromoto patenteiam aspectos tecnicamente inauditos.
Proporções minúsculas da imagem de Nossa Senhora de Coromoto patenteiam aspectos tecnicamente inauditos.
Luis Dufaur
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Já tivemos oportunidade de tratarmos sobre as dificuldades técnicas apresentadas pela restauração da imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela. Confira: Imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela: descobertas surpreendentes

E também da humanamente inexplicável rápida recuperação.

Um conjunto de vídeos, com entrevistas e/ou testemunhos dos restauradores eles próprios, nos fornece a grata oportunidade de voltarmos ao caso, pela voz dos atores de primeira linha.

O restaurador José Luis Mateus, presidente da Associação Maria Caminho a Jesus explicou por que decidiram iniciar a delicada restauração:

“Aqueles que trabalharíamos como restauradores entramos em contato pelo fim de 2008 e ficamos alarmados pela gravidade dos danos que encontramos nEla.

“Por isso, propusemos ao bispo de Guanare [diocese do santuário], Mons. Sotero Valero através do reitor do santuário Pe. Manuel Brito fazer realizar um processo de restauração nas proximidades do Santuário.

“Em janeiro do ano 2009 a Conferência Episcopal venezuelana autorizou levar adiante o processo de restauração”.

A continuação explica o problema com que se depararam:

segunda-feira, 11 de março de 2019

Simulacros de crucificação apontam:
o Sudário de Turim é autêntico

Assim foram feitos os exigentes testes
Assim foram feitos os exigentes testes
Luis Dufaur
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O desejo de estudar o Santo Sudário para afastar toda dúvida a seu respeito levou cientistas da Europa e dos EUA a uma ousada experiência.

Para provar que a sagrada relíquia é verdadeira e realmente o linho que envolveu Jesus crucificado no Santo Sepulcro, os pesquisadores recrutaram homens voluntários para se submeter às condições de uma crucificação.

Nessa posição foram irrigados com sangue para estudar o modo como essa escorre em posição tão violenta, informou a revista “Science Magazine”.


A experiência havia sido macaqueada por ativistas ateus e anticlericais com uma figura material e sangue impróprio. Esses ativistas anunciaram ter provado que o Santo Sudário é falso. O primarismo da montagem foi desvendado por cientistas experientes.

Mas, a grande mídia não deixa de insistir nesse truque fazendo ruído como um realejo gasto.

Veja mais a respeito em: Negam a autenticidade do Sudário porque recusam Cristo e Sua Ressurreição

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Jesus em 3D segundo o Santo Sudário:
um homem de uma beleza extraordinária e majestosa

Reconstituição em 3D do corpo de Nosso Senhor segundo o Santo Sudário.
Prof. Giulio Fanti e equipe da Universidade de Padua
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Giulio Fanti, professor de medições mecânicas e térmicas na Universidade de Pádua, Itália, conseguiu criar uma imagem em 3D, tridimensional, do corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo envolto no Santo Sudário.

“Consideramos que finalmente estamos diante de uma imagem precisa de como era Jesus nesta terra.

“A partir de agora não será mais possível retratá-lo sem levar em conta este trabalho”, explicou o autor, segundo informou “The Christian Post”.

Usando técnicas avançadas, o professor Fanti fez a reconstituição em 3D a partir das marcas na mortalha usada para envolver Jesus depois de sua morte na Cruz.

Fanti explicou sua obra como uma imagem “em tamanho natural, feita com base em medidas milimétricas tomadas do pano em que o corpo de Cristo foi envolvido após a crucificação”.

“Segundo os nossos estudos – acrescentou – Jesus era um homem de uma extraordinária beleza. Ele tinha um corpo esbelto mas muito robusto.

“Tinha 1m80 de altura, quando a altura média naquele tempo era de cerca de 1m65. E tinha uma expressão régia e majestosa”.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Pode uma cidade ficar “possessa”?: o caso de Caronia na Itália ‒ O exorcismo e a ciência 3

Caronia: vítima coletiva do demônio?
Luis Dufaur
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Há já diversos anos, estranhos fenômenos de autocombustão ocorreram em série numa pequena cidade italiana. Eles levantaram de novo o problema da presença de demônios no mundo moderno.

A ciência positivista recusa a priori a simples possibilidade da existência dos anjos das trevas e sua intervenção na nossa terra.

Entretanto, durante e depois dos eventos naquela cidade italiana, a ciência aplicou seus melhores recursos disponíveis para tentar explicar os fenômenos de autocombustão. Nada conseguiu explicar por vias naturais após anos de esforço.

Não achando explicações, compreensivelmente, o expediente de Caronia foi fechado de modo sumário. O caso não esclarecido aumenta ainda a curiosidade, cfr.

Entretanto, a idéia de que uma cidade possa ter ficado, ao menos temporalmente “possessa”, saiu reforçada. Tanto mais que há antecedentes históricos como a famosa expulsão dos demônios que atormentavam a cidade de Arezzo, exorcismo operado pelos méritos da oração de São Francisco de Assis.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

D. Gemma: laicismo é porta para o demônio entrar nas almas e nas sociedades ‒ O exorcismo e a ciência 2

Mons Andrea Gemma, bispo emérito de Isernia-Venafro
Luis Dufaur
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Continuamos com a recensão do livro "Eu, bispo exorcista" de Mons. Andrea Gemma.

Como observamos no primeiro post, D. Andrea Gemma, hoje bispo emérito, escreveu o livro quando estava à testa da diocese de Isernia-Venafro, narrando suas experiêncas na prática do exorcismo.

Dom Andrea Gemma deixou a diocese a seu sucessor em 2007, quando atingiu o limite de idade fixado pelo Direito Canônico.

No livro, o bispo confirma a espantosa influência que tem no mundo moderno e no andamento da sociedade humana o príncipe das trevas e o poder vitorioso do exorcismo sobre ele.

Ele fornece uma atualizada confirmação de quanto o bem-aventurado Pe. Francisco Palau y Quer O.C.D. denunciou ao respeito.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Bispo descreve experiências exorcizando demônios ‒ O exorcismo e a ciência 1

Mons Andrea Gemma, bispo de Isernia-Venafro
Luis Dufaur
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Em diversos posts reproduzimos o pensamento do Bem-aventurado Pe. Francisco Palau y Quer O.C.D. a respeito da influência do demônio em nossos dias.

Vendo-a descrita como tão grande, tal vez alguém possa ter achado que o santo autor nesse ponto pode ter sido levado pelo seu fervor e pelo seu temperamento espanhol.

Não teria exagerado?

Por isso achamos oportuno relembrar o que no livro “Eu, bispo exorcista”, o então bispo diocesano, hoje emérito, de Isernia-Venafro, Itália, descreveu de suas experiências de exorcista e as surpreendentes conclusões a que foi levado durante uma década de prática do Exorcistado

(D. Andrea Gemma, “Io, vescovo esorcista” (“Eu, bispo exorcista”), Editora Mondadori, Milão, 2002, 208 pp. Todas as citações do post são extraídas desse livro. Não sabemos se o livro foi vertido ao português)

D. Andrea Gemma, hoje bispo emérito, escreveu o livro quando estava à testa da diocese de Isernia-Venafro, narrando suas experiências na prática do exorcismo.

Dom Andrea Gemma deixou a diocese a seu sucessor em 2007, quando atingiu o limite de idade fixado pelo Direito Canônico.

Na manhã de 29 de junho de 1992, o novo bispo de Isernia-Venafro, D. Andrea Gemma, saía da Basílica Vaticana, olhando pensativo para a Praça de São Pedro.

As palavras de São Mateus, ”as portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16,18), ecoavam em seu espírito com um atrativo sobrenatural. E lhe inspiravam graves considerações:

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Imagem de Nossa Senhora de Coromoto,
padroeira da Venezuela: descobertas surpreendentes

A imagenzinha restaurada
Luis Dufaur
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No transcurso do ano de 2009 foram feitos surpreendentes achados na imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela, por ocasião de trabalhos de restauração, segundo informou na época a agência Zenit.

As descobertas lembram as já feitas na imagem miraculosa de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, padroeira das Américas.

As informações foram dadas a público em roda de imprensa na sede da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), em 3 de setembro daquele ano.

A imagem de Nossa Senhora de Coromoto está ligada aos primórdios da evangelização do país.

Os fatos associados à sua origem falam também diretamente a cada país latino-americano.

A tradição religiosa

Pelo fim de 1651 e inícios de 1652, uma Bela Senhora apareceu ao cacique da tribo Coromoto e à sua mulher.

A Senhora envolta em luz disse na língua deles: “Ide à casa dos brancos, para que eles joguem água em vossas cabeças e assim possam ir para o Céu”.

A tribo obedeceu: abandonou a selva, recebeu a catequese, e um grande número de índios pediu o sacramento do Batismo se tornando católicos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Como o Papa Gregório XIII elucidou e corrigiu o erro do calendário

O Papa Gregório XIII implantou o calendário na sua forma atual
O Papa Gregório XIII implantou o calendário na sua forma atual
Luis Dufaur
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Há mais de 430 anos que o mundo se rege pelo calendário “gregoriano”, uma das maiores conquista da civilização.

O nome de “gregoriano” vem do Papa Gregório XIII, que no século foi o príncipe italiano Ugo Buoncompagni, eleito como o 225º Papa da Igreja.

Gregório XIII decidiu adotar o novo calendário para substituir o antigo, conhecido como “Juliano”, que se utilizava desde o ano 46 a.C., tempos do imperador romano Júlio César.

Foi um contributo, e não dos menores, da Igreja Católica para a boa ordem da sociedade e das atividades humanas.

Também para a ciência, pois todo fenômeno científico se mede no tempo e no espaço.

Se a regra de medição do tempo for falha, os resultados ficam incertos e o conhecimento não pode progredir sobre eles.

O Calendário Juliano era muito inexato e acumulava uma severa distorção.

Nós estamos acostumados à ordem plácida e imperturbável do calendário gregoriano.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

A “escada milagrosa” de São José
é verdadeiramente miraculosa?

A escada inexplicável cuja construção a piedade atribui a a São José
A escada inexplicável cuja construção a piedade atribui a a São José
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Há na cidade de Santa Fé, no Estado do Novo México, EUA, uma capela conhecida como Loretto Chapel.

Nela destaca-se uma bela e despretensiosa escada.

A piedade tradicional atribui a construção a São José.

Mas, quem a fez? Como a fez? Ninguém consegue descifrar o mistério da "escada milagrosa".

A piedosa tradição

Em 1898 a Capela passou por uma reforma. Um novo piso superior foi feito, porém faltava a escada para subir.

As Irmãs consultaram os carpinteiros da região e todos acharam difícil fazer uma escada numa Capela tão pequena.

As religiosas, então, rezaram uma novena a São José para pedir uma solução.

No último dia da novena, apareceu um homem com um jumento e uma caixa de ferramentas. Ele aceitou fazer a escada, porém exigiu que fosse com as portas fechadas.

Meses depois a escada estava construída como queriam as Irmãs. No momento de pagar o serviço, o homem desapareceu sem deixar vestígios.

As religiosas puseram anúncios no jornal local e procuraram por toda a região sem encontrar quaisquer noticias ou informações sobre o ignoto carpinteiro.

Nesse momento as Irmãs perceberam que o homem poderia ser São José, enviado por Jesus.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Negam a autenticidade do Sudário
porque recusam Cristo e Sua Ressurreição

Sempre que tentativas anticatólicas e anticientíficas tentam negar o Santo Sudário,
a boa ciência descobre novos dados impressionantes. Desta vez sobre o estado da pele do Crucificado.
Imagem segundo o Santo Sudário, feita pelo prof. Prof. Juan Manuel Miñarro

Luis Dufaur
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Um estudo publicado no Journal of Forensic Sciences eletrizou a mídia que espalha dúvidas sobre os objetos mais sagrados do catolicismo e suas verdades divinamente reveladas. Neste caso, a autenticidade do Santo Sudário foi visada por enésima vez.

Destacaram-se na divulgação da informação de má lei o grande jornal anticlerical italiano “La Repubblica”. E também o site “Vatican Insider”, dependência do grande jornal “La Stampa” de Turim, habitualmente engajado a defender os erros históricos morais e teológicos que alimentam a perniciosa “mudança de paradigma” que subverte a Igreja Católica. 

A mídia superficial logo fez eco – como é costume – à informação enviesada. O nome dos “cientistas” fonte da contestação à autenticidade do Santo Sudário, convidou-me a tratar a informação como mais uma “fake news”.

Porém, sempre que os inimigos do Santo Sudário se voltam contra a sacratíssima relíquia, cientistas sérios refutam a difamação.

E fazendo isso trazem novos e admiráveis dados que confortam a santidade do pano que envolveu a Nosso Senhor e ficou encharcado com seu Divino Sangue. Foi o que aconteceu agora.

À testa do trabalho supostamente “científico” contra o Santo Sudário reapareceu Luigi Garlaschelli, do Comitê para o Controle das Afirmações sobre as Pseudociências (CICAP), sobre cujas exibições anticlericais já tivemos ocasião de escrever. Confira: Cientistas desmontam artifício para “provar” que o Santo Sudário não é autêntico