segunda-feira, 11 de março de 2019

Simulacros de crucificação apontam:
o Sudário de Turim é autêntico

Assim foram feitos os exigentes testes
Assim foram feitos os exigentes testes
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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O desejo de estudar o Santo Sudário para afastar toda dúvida a seu respeito levou cientistas da Europa e dos EUA a uma ousada experiência.

Para provar que a sagrada relíquia é verdadeira e realmente o linho que envolveu Jesus crucificado no Santo Sepulcro, os pesquisadores recrutaram homens voluntários para se submeter às condições de uma crucificação.

Nessa posição foram irrigados com sangue para estudar o modo como essa escorre em posição tão violenta, informou a revista “Science Magazine”.


A experiência havia sido macaqueada por ativistas ateus e anticlericais com uma figura material e sangue impróprio. Esses ativistas anunciaram ter provado que o Santo Sudário é falso. O primarismo da montagem foi desvendado por cientistas experientes.

Mas, a grande mídia não deixa de insistir nesse truque fazendo ruído como um realejo gasto.

Veja mais a respeito em: Negam a autenticidade do Sudário porque recusam Cristo e Sua Ressurreição

Modelos testados pela equipe de Fanti para chegar à conclusão
Modelos testados pela equipe de Fanti para chegar à conclusão
Agora, a mesma experiência foi realizada segundo os requerimentos da ciência.

Os resultados foram publicados na revista Proceedings of the American Academy of Forensic Sciences, fevereiro de 2019, ano XXV, que recolhe os resultados da 71ª Semana Científica Anual sobre questões forenses, em Baltimore, Maryland. Leia a ementa clicando em RESUMO E73, p. 573.

A equipe responsável pela experimentação pertence ao Turin Shroud Center of Colorado, de Colorado Springs e foi dirigida pelo Dr. John Jackson.

Na ementa (abstract) do trabalho, os autores descrevem ter realizado “um procedimento experimental que “por meio de mecanismos especiais de fixação dos punhos e dos pés suspendem segura e realisticamente homens como numa crucificação numa cruz de tamanho real”.

Assim os investigadores analisaram a mecânica da crucificação, como por exemplo o ponto onde foram cravados os pregos.

A tentativa de recriar essas características foi repetida com cada voluntário que foi posto na cruz.

Os homens com idade por volta de 32 anos foram “cuidadosamente escolhidos para corresponder, tanto quanto possível, à fisiologia representada pelas impressões frontais e dorsais visíveis no Sudário de Turim”, explicam.

. O prof. Juan Manuel Miñarro, da Universidade de Sevilla
também fez um crucificado com base no Santo Sudário.
A equipe de Johnson privilegiou o lado científico,
e Miñarro destacou o lado estético. A semelhança dos resultados impressiona.
Veja mais em Professor faz Crucificado segundo os dados do Santo Sudário
“A cruz e o sistema de suspensão foram desenhados para se adequar às várias posições que provavelmente assumiu o corpo”.

“Médicos profissionais foram convidados para contribuir ao procedimento experimental e às análises, e também para garantir a segurança da saúde dos voluntários”.

Atingida a posição certa, os pesquisadores aplicaram o sangue e “documentaram e analisaram” os “padrões resultantes do escorregamento do sangue sobre as pessoas que simulavam a crucificação”.

O Dr. John Jackson é precursor nesse tipo de experimentos. Ele participou da primeira grande analise científica do Sudário por uma equipe altamente especializada da NASA em 1978, o projeto STURP (Shroud of Turin Research Project – Projeto de Pesquisa no Sudário de Turim).

Em 1981 o Dr. Jackson publicou um relatório concluindo que a imagem do Sudário tem a “forma real humana de um homem flagelado e crucificado” e que não foi feita por artista.

O trabalho de Jackson concluiu que nem a física, nem a química pode explicar a impressão da imagem na mortalha. Esta incapacidade de explicar cientificamente como ficou impressa a imagem no Sudário persiste até hoje.

O Dr Jackson levantou a hipótese de uma eventual intensa radiação que imprimiu a imagem.

Por sua vez, o Dr. Giulio Fanti, testou a teoria em 2015 envolvendo um manequim com um sudário do mesmo tamanho e qualidade de linho e descarregando 300.000 volts de eletricidade durante 24 horas para criar a descarga coronal que ionizaria o ar circunstante e impressionaria o material, como avançava a hipótese.

O Dr. John Jackson, do Turin Shroud Centre of Colorado apresentou os resultados.
O Dr. John Jackson, do Turin Shroud Centre of Colorado apresentou os resultados.
Mas concluiu: “centenas de cientistas tentaram em vão propor hipóteses capazes de explicar parcialmente a imagem do corpo”. A ciência humana não tem resposta.

Segundo os responsáveis pelo estudo, citados pela Revista Galileu “esses experimentos representam uma importante utilização de dados médicos forenses, físicos e históricos para investigar e fornecer informações sobre a prática de crucificação, usando o Sudário de Turim como uma representação arqueológica possível daquela antiga prática”.

De fato, calcula-se que os romanos, ao longo de séculos, crucificaram milhares de pessoas. Mas com coroa de espinhas só se sabe do Homem do Sudário.

O trabalho foi apresentado em Baltimore como “um experimento de crucificação para avaliar os fluxos de sangue do pulso e do antebraço observados no Santo Sudário de Turim”, noticiaram “Business Insider” e “La Nuova Bussola Quotidiana”

Os resultados terão um notável impacto na ciência forense porque a variedade de dados de medicina legal, física e história correlacionados de maneira interdisciplinar deita novas luzes sobre a antiga e cruel prática romana.

O exame analisou a totalidade dos fluxos de sangue existentes no Santo Sudário para determinar quais aconteceram durante a crucificação e quais outros após a morte.

As conclusões obtidas sublinharam a autenticidade do Santo Sudário com modos novos e inesperados, desfazendo tentativas de desqualificação, em geral motivadas por preconceitos anticatólicos, e não científicos.


O Dr. John Jackson e sua mulher entrevistados pela EWTN (em inglês)




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Jesus em 3D segundo o Santo Sudário:
um homem de uma beleza extraordinária e majestosa

Reconstituição em 3D do corpo de Nosso Senhor segundo o Santo Sudário.
Prof. Giulio Fanti e equipe da Universidade de Padua
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Giulio Fanti, professor de medições mecânicas e térmicas na Universidade de Pádua, Itália, conseguiu criar uma imagem em 3D, tridimensional, do corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo envolto no Santo Sudário.

“Consideramos que finalmente estamos diante de uma imagem precisa de como era Jesus nesta terra.

“A partir de agora não será mais possível retratá-lo sem levar em conta este trabalho”, explicou o autor, segundo informou “The Christian Post”.

Usando técnicas avançadas, o professor Fanti fez a reconstituição em 3D a partir das marcas na mortalha usada para envolver Jesus depois de sua morte na Cruz.

Fanti explicou sua obra como uma imagem “em tamanho natural, feita com base em medidas milimétricas tomadas do pano em que o corpo de Cristo foi envolvido após a crucificação”.

“Segundo os nossos estudos – acrescentou – Jesus era um homem de uma extraordinária beleza. Ele tinha um corpo esbelto mas muito robusto.

“Tinha 1m80 de altura, quando a altura média naquele tempo era de cerca de 1m65. E tinha uma expressão régia e majestosa”.




Aplicando às mesmas marcas a sofisticada projeção tridimensional, também foi possível computar as numerosas feridas no corpo flagelado do Homem do Sudário.

“São 370 feridas de açoites, sem considerar as laterais, que o pano não revela porque envolveu apenas a parte anterior e a posterior do corpo.

“Mas podemos supor pelo menos 600 golpes.

“Além disso, a reconstrução em 3D nos permite observar que, na hora da morte, ele pendeu para a direita, porque o ombro direito foi deslocado de modo tão grave que lesou os nervos”, registrou o jornal local Il Mattino di Padova.

O professor Giulio Fanti ensina medições mecânicas e térmicas na Universidade de Pádua e estudou o Santo Sudário durante muitos anos. A imagem tridimensional apresentada ao público é um de seus mais recentes trabalhos acadêmicos.




Em 2013, o professor Fanti publicou o livro Il mistero della Sindone (O mistério do Sudário, Rizzoli, pp.231), junto com o jornalista italiano Saverio Gaeta documentando as pesquisas feitas no Sudário e provando que é do tempo de Jesus e que tem todas as características da autenticidade.

Veja mais em: Mais modernos testes concluem que o Santo Sudário é do tempo de Jesus Cristo.

A escultura que reproduz em 3D a imagem do Santo Sudário foi apresentada no dia 20 de março (2018) no Palácio Bo, na Universidade de Pádua. Os resultados do estudo foram divulgados na revista internacional Peertechz de Ciências Forenses e Tecnologia, segundo informou a agencia ACIDigital.

Os especialistas trabalharam durante dois anos junto com o escultor Sergio Rodella.

Em declarações ao semanário italiano ‘Chi’, Fanti disse que “a imagem que se vê no Santo Sudário é a de Cristo morto crucificado. E agora a ciência também tem esta opinião.

“Nós estudamos há alguns anos a imagem deixada pelo corpo na tela usando a tecnologia mais sofisticada em 3D. A escultura é o resultado final”.




O professor Gianmaria Concheri, que participou da pesquisa, explicou que “para construir o modelo em 3D, utilizou-se um método iterativo para chegar a uma aproximação, envolvendo um tecido semelhante ao do Santo Sudário ao redor de um modelo tridimensional de um corpo humano ideal”.

Esse processo tecnológico para “decalcar” a imagem do Santo Sudário foi sendo refeito até que as medidas do modelo tridimensional coincidissem com a parte frontal e dorsal do tecido.

Em seguida, foi construído um esqueleto metálico que representava a posição do corpo e foi moldado progressivamente até conseguir chegar ao resultado final.

A Universidade de Pádua julgou que este trabalho revela que a figura humana refletida no Santo Sudário “tem uma notável rigidez cadavérica, tem uma postura igual a de um homem crucificado cujos braços foram acomodados para a sepultura”.





“O alongamento da extremidade superior direita e a redução do ombro direito confirmam a hipótese de que o homem do Sudário sofreu um trauma grave no pescoço, no tórax e no ombro, provavelmente caindo sob o peso da cruz com a consequente luxação do ombro e paralisia do membro direito”, completou.

Por sua vez, Matteo Bevilacqua, cientista que também participou do trabalho, manifestou que “o mais surpreendente é que o corpo de Jesus se tornou quase imediatamente rígido e permaneceu incorrupto até o momento da Ressurreição.

“A explicação poderia estar nas cem libras de mirra e aloés trazidas por Nicodemo, substâncias conhecidas desde a antiguidade pelo seu poder conservador e antidecomposição”.






segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Pode uma cidade ficar “possessa”?: o caso de Caronia na Itália ‒ O exorcismo e a ciência 3

Caronia: vítima coletiva do demônio?
Luis Dufaur
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Há já diversos anos, estranhos fenômenos de autocombustão ocorreram em série numa pequena cidade italiana. Eles levantaram de novo o problema da presença de demônios no mundo moderno.

A ciência positivista recusa a priori a simples possibilidade da existência dos anjos das trevas e sua intervenção na nossa terra.

Entretanto, durante e depois dos eventos naquela cidade italiana, a ciência aplicou seus melhores recursos disponíveis para tentar explicar os fenômenos de autocombustão. Nada conseguiu explicar por vias naturais após anos de esforço.

Não achando explicações, compreensivelmente, o expediente de Caronia foi fechado de modo sumário. O caso não esclarecido aumenta ainda a curiosidade, cfr.

Entretanto, a idéia de que uma cidade possa ter ficado, ao menos temporalmente “possessa”, saiu reforçada. Tanto mais que há antecedentes históricos como a famosa expulsão dos demônios que atormentavam a cidade de Arezzo, exorcismo operado pelos méritos da oração de São Francisco de Assis.

"La Stampa" de Turim noticiou "Os mistérios da cidade onde o fogo acende sozinho"
Caronia é uma poética e histórica cidadezinha no topo de uma colina da Sicília, na orla do Mediterrâneo. Na parte baixa, possui alguns bairros de pescadores a alguns quilômetros de praias, separadas da cidade pelos trilhos dos trens que procedem do norte até Palermo. Num desses bairros, denominado Canneto, começaram a ocorrer fatos muito estranhos.

O primeiro deu-se em 15 de janeiro de 2004. “Os fios elétricos carbonizavam-se ‒ narrou Antonio Pezzino, 43 anos, corretor de seguros ‒, a antena de TV e o próprio televisor superaqueceram, saía fumaça.

Cortinas, colchões e divãs pegaram fogo. Achamos que tudo vinha da rede elétrica. Foi refeita uma nova rede e não mudou nada”.(“Corriere della Sera”, Milão, 9-2-04)

O fenômeno alastrou-se. “As casas parecem forno de microondas ‒ explicava Salvatore Imbordino, dono de um hotel. Os objetos metálicos superaquecem sem motivo até ficarem em brasa, e desencadeiam incêndios.

O último foi a cama de uma senhora. Pegou fogo a partir da rede metálica em que se apoiava o colchão”.(“RAI News”, 9-2-04)

A abrasada residência dos recém-casados Lúcia Pezzino e Paulo Pezzuto foi devorada pelas chamas. O apartamento era novo e eletricamente isolado. O casal tinha reunido nele móveis e eletrodomésticos recém-comprados.

O bairro é abandonado, e a autocombustão continua

"La Stampa": "grande fuga da cidade dos incêndios misteriosos"
Os técnicos da empresa elétrica nacional ENEL foram acionados. Trocaram contadores e linhas. Entretanto, os estranhos fenômenos prosseguiram: contadores, geladeiras, televisores, aspiradores de pó, lava-roupas e telefones entravam em combustão.

Julgou-se que a passagem do trem gerasse um campo magnético intenso. Foi interrompida a circulação, mas de nada adiantou. Polícia, bombeiros e a Proteção Civil (órgão especial para catástrofes) foram acionados.

O prefeito, Pedro Spinatto, 38 anos, mandou interromper o fornecimento de eletricidade do bairro. Porém, os fenômenos continuavam a reproduzir-se. Antonino, 18 anos, estudante no 4ºano do Instituto Eletrotécnico de Messina, neto de Filippo Cassella, 84 anos, viu arder a casa do seu avô, embora ela estivesse desligada da rede elétrica.

Quando as manilhas da rua ficaram em brasa, o prefeito fez cortar a água do bairro e deu ordem aos moradores para abandoná-lo! Ao todo, 39 famílias deixaram uma área de 350 por 70 metros.

Cientistas, técnicos e policiais nada descobrem

Carabinieri (policiais militares) e bombeiros custodiavam o bairro, enquanto um batalhão de mais de 100 cientistas, incluindo peritos das empresas telefônica, elétrica, dos trens, vulcanologistas e professores universitários em eletrostática e química, vindos de toda Itália, vasculhavam a área com toda sorte de modernos instrumentos.

Bombeiros e policiais iam atrás de incêndios inexplicáveis
As labaredas espontâneas, porém, não cessavam. O engenheiro Gianfranco Allegra, do Centro Eletrônico Experimental Italiano, de Milão, viu entrar em autocombustão um fio elétrico inteiramente desligado, posto no chão. (“Corriere della Sera”, id. ibid)

A seguir uma cadeira incendiou-se numa das casas abandonadas e sem força elétrica.(“La Sicilia”, Palermo, 9-2-04.)

Um morador voltou para pegar objetos da sua residência e teve a calça e as meias queimadas ‒ sem perceber qualquer ação externa. (“La Stampa”, Turim)

O engenheiro Tullio Mantella, principal responsável pelo inquérito técnico, pensa que a causa é física, mas declarou:

“O que está se verificando nessa área é um fenômeno inexplicável. [...] Posso dizer com certeza que não se tem precedentes do gênero, nem sequer no plano nacional”.(“La Sicilia”, 9-2-04)

Por sua vez, a Junta Regional da Sicília pediu ao governo nacional que a cidade fosse declarada em estado de calamidade natural, e a Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Deputados marcou uma reunião especial para analisar o caso.(“La Sicilia”, 18-2-04; 28-2-04)

Para exorcista: sinais de arte diabólica

O Padre Gabriele Amorth, que durante muitos anos foi exorcista da diocese de Roma e presidente honorário da Associação Internacional dos Exorcistas, em entrevista à imprensa, disse jamais ter visto tal fenômeno nessas proporções. E explicou:

Para o Pe. Amorth, exorcista, parecia obra do diabo
“Já vi coisas do gênero nas casas infestadas pelo demônio, que manifesta às vezes a sua presença exatamente através de instrumentos ligados à corrente elétrica. Muitas vezes vi incendiarem-se televisores, lava-pratos, lava-roupas e até telefones da casa, enfim tudo o que está ligado à eletricidade”.

Segundo ele, talvez alguém na cidade brinque com magia, “seja ela negra ou branca, que é a porta de entrada preferida por Satanás”. Ou talvez

“se realizem sessões espíritas, ou ainda é possível que alguém se dedique ao satanismo. A partir disso, o passo à vinda do maligno é brevíssimo. O ocultismo [...] está num auge, de modo particular na nossa época. Este é um mundo que abandonou Deus”.

O Padre Amorth nunca viu uma cidadezinha inteira possessa. Contudo, lembrou do afresco de Giotto (ver embaixo) que apresenta a cena de “São Francisco que reza e um frade que abençoa [a cidade de] Arezzo praticando um exorcismo, enquanto os demônios fogem da cidade que tinham possuído".

Exorcista acha que é demônio. Clique para agrandar
Para ele, os sacerdotes deveriam abençoar as casas, e se os inexplicáveis incêndios se repetirem, deveriam chamar um exorcista.(“La Sicilia”, 10-2-04)

Polêmica sobre a presença de Satanás

As declarações do Padre Amorth ecoaram até Londres e no Brasil.(Cfr. “O Estado de S. Paulo”, 12-2-04) Entretanto, o prefeito de Canneto comentou a propósito: “Nós não acreditamos no diabo”.(“La Sicilia”, 10-2-04)

Nesse sentido, o Padre Antonio Cipriano, pároco da igreja da Anunciação, de Caronia, fez uma afirmação temerária: “É uma hipótese absurda. Não é o caso de Canneto, onde vive gente trabalhadora. O Padre Amorth faz um trabalho difícil e o diabo é inteligente. Mas nós o somos mais”.(“La Stampa”, id. ibid.)

Após um mês de aparente retorno à normalidade, em 16 de março repetiram-se os misteriosos incêndios nas casas. Em cada uma delas tinham sido instalados sofisticados sensores.

Demônios fogem exorcizados de Arezzo pelos méritos da oração de São Francisco
Os telefones celulares tocam inexplicavelmente, as baterias descarregam e emitem estranhos sinais. Ante dezenas de testemunhas, inclusive carabinieri, as fechaduras automáticas de uma dezena de automóveis dispararam inexplicavelmente. Os equipamentos atingidos foram logo isolados e postos sob observação.

Logo após, iniciaram-se incêndios dentro dos carros. O Fiat Fiorino do aposentado Basilio Siracusano foi completamente destruído pelas chamas, e um Fiat Punto, de uma empresa de segurança, também ficou paralisado sem explicação, tendo sido isolado. Os bombeiros descobriram arbustos queimados, mas sem indícios de fogo.

Eles realizam novas medições com equipamentos modernos. A Marinha de guerra interessou-se pelo caso.

O governador de Messina, Stefano Scammaca, acorreu ao local para tranquilizar a população já à beira do desespero. Porém, reconheceu a impotência das autoridades civis: “a respeito dos mistérios de Caronia, não formamos nenhum juízo” (“La Sicilia”, 17-3-04; 18-3-04, 20-3-04).



segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

D. Gemma: laicismo é porta para o demônio entrar nas almas e nas sociedades ‒ O exorcismo e a ciência 2

Mons Andrea Gemma, bispo emérito de Isernia-Venafro
Luis Dufaur
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Continuamos com a recensão do livro "Eu, bispo exorcista" de Mons. Andrea Gemma.

Como observamos no primeiro post, D. Andrea Gemma, hoje bispo emérito, escreveu o livro quando estava à testa da diocese de Isernia-Venafro, narrando suas experiêncas na prática do exorcismo.

Dom Andrea Gemma deixou a diocese a seu sucessor em 2007, quando atingiu o limite de idade fixado pelo Direito Canônico.

No livro, o bispo confirma a espantosa influência que tem no mundo moderno e no andamento da sociedade humana o príncipe das trevas e o poder vitorioso do exorcismo sobre ele.

Ele fornece uma atualizada confirmação de quanto o bem-aventurado Pe. Francisco Palau y Quer O.C.D. denunciou ao respeito.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Bispo descreve experiências exorcizando demônios ‒ O exorcismo e a ciência 1

Mons Andrea Gemma, bispo de Isernia-Venafro
Luis Dufaur
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Em diversos posts reproduzimos o pensamento do Bem-aventurado Pe. Francisco Palau y Quer O.C.D. a respeito da influência do demônio em nossos dias.

Vendo-a descrita como tão grande, tal vez alguém possa ter achado que o santo autor nesse ponto pode ter sido levado pelo seu fervor e pelo seu temperamento espanhol.

Não teria exagerado?

Por isso achamos oportuno relembrar o que no livro “Eu, bispo exorcista”, o então bispo diocesano, hoje emérito, de Isernia-Venafro, Itália, descreveu de suas experiências de exorcista e as surpreendentes conclusões a que foi levado durante uma década de prática do Exorcistado

(D. Andrea Gemma, “Io, vescovo esorcista” (“Eu, bispo exorcista”), Editora Mondadori, Milão, 2002, 208 pp. Todas as citações do post são extraídas desse livro. Não sabemos se o livro foi vertido ao português)

D. Andrea Gemma, hoje bispo emérito, escreveu o livro quando estava à testa da diocese de Isernia-Venafro, narrando suas experiências na prática do exorcismo.

Dom Andrea Gemma deixou a diocese a seu sucessor em 2007, quando atingiu o limite de idade fixado pelo Direito Canônico.

Na manhã de 29 de junho de 1992, o novo bispo de Isernia-Venafro, D. Andrea Gemma, saía da Basílica Vaticana, olhando pensativo para a Praça de São Pedro.

As palavras de São Mateus, ”as portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16,18), ecoavam em seu espírito com um atrativo sobrenatural. E lhe inspiravam graves considerações:

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Imagem de Nossa Senhora de Coromoto,
padroeira da Venezuela: descobertas surpreendentes

A imagenzinha restaurada
Luis Dufaur
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No transcurso do ano de 2009 foram feitos surpreendentes achados na imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela, por ocasião de trabalhos de restauração, segundo informou na época a agência Zenit.

As descobertas lembram as já feitas na imagem miraculosa de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, padroeira das Américas.

As informações foram dadas a público em roda de imprensa na sede da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), em 3 de setembro daquele ano.

A imagem de Nossa Senhora de Coromoto está ligada aos primórdios da evangelização do país.

Os fatos associados à sua origem falam também diretamente a cada país latino-americano.

A tradição religiosa

Pelo fim de 1651 e inícios de 1652, uma Bela Senhora apareceu ao cacique da tribo Coromoto e à sua mulher.

A Senhora envolta em luz disse na língua deles: “Ide à casa dos brancos, para que eles joguem água em vossas cabeças e assim possam ir para o Céu”.

A tribo obedeceu: abandonou a selva, recebeu a catequese, e um grande número de índios pediu o sacramento do Batismo se tornando católicos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Como o Papa Gregório XIII elucidou e corrigiu o erro do calendário

O Papa Gregório XIII implantou o calendário na sua forma atual
O Papa Gregório XIII implantou o calendário na sua forma atual
Luis Dufaur
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Há mais de 430 anos que o mundo se rege pelo calendário “gregoriano”, uma das maiores conquista da civilização.

O nome de “gregoriano” vem do Papa Gregório XIII, que no século foi o príncipe italiano Ugo Buoncompagni, eleito como o 225º Papa da Igreja.

Gregório XIII decidiu adotar o novo calendário para substituir o antigo, conhecido como “Juliano”, que se utilizava desde o ano 46 a.C., tempos do imperador romano Júlio César.

Foi um contributo, e não dos menores, da Igreja Católica para a boa ordem da sociedade e das atividades humanas.

Também para a ciência, pois todo fenômeno científico se mede no tempo e no espaço.

Se a regra de medição do tempo for falha, os resultados ficam incertos e o conhecimento não pode progredir sobre eles.

O Calendário Juliano era muito inexato e acumulava uma severa distorção.

Nós estamos acostumados à ordem plácida e imperturbável do calendário gregoriano.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

A “escada milagrosa” de São José
é verdadeiramente miraculosa?

A escada inexplicável cuja construção a piedade atribui a a São José
A escada inexplicável cuja construção a piedade atribui a a São José
Luis Dufaur
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Há na cidade de Santa Fé, no Estado do Novo México, EUA, uma capela conhecida como Loretto Chapel.

Nela destaca-se uma bela e despretensiosa escada.

A piedade tradicional atribui a construção a São José.

Mas, quem a fez? Como a fez? Ninguém consegue descifrar o mistério da "escada milagrosa".

A piedosa tradição

Em 1898 a Capela passou por uma reforma. Um novo piso superior foi feito, porém faltava a escada para subir.

As Irmãs consultaram os carpinteiros da região e todos acharam difícil fazer uma escada numa Capela tão pequena.

As religiosas, então, rezaram uma novena a São José para pedir uma solução.

No último dia da novena, apareceu um homem com um jumento e uma caixa de ferramentas. Ele aceitou fazer a escada, porém exigiu que fosse com as portas fechadas.

Meses depois a escada estava construída como queriam as Irmãs. No momento de pagar o serviço, o homem desapareceu sem deixar vestígios.

As religiosas puseram anúncios no jornal local e procuraram por toda a região sem encontrar quaisquer noticias ou informações sobre o ignoto carpinteiro.

Nesse momento as Irmãs perceberam que o homem poderia ser São José, enviado por Jesus.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Negam a autenticidade do Sudário
porque recusam Cristo e Sua Ressurreição

Sempre que tentativas anticatólicas e anticientíficas tentam negar o Santo Sudário,
a boa ciência descobre novos dados impressionantes. Desta vez sobre o estado da pele do Crucificado.
Imagem segundo o Santo Sudário, feita pelo prof. Prof. Juan Manuel Miñarro

Luis Dufaur
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Um estudo publicado no Journal of Forensic Sciences eletrizou a mídia que espalha dúvidas sobre os objetos mais sagrados do catolicismo e suas verdades divinamente reveladas. Neste caso, a autenticidade do Santo Sudário foi visada por enésima vez.

Destacaram-se na divulgação da informação de má lei o grande jornal anticlerical italiano “La Repubblica”. E também o site “Vatican Insider”, dependência do grande jornal “La Stampa” de Turim, habitualmente engajado a defender os erros históricos morais e teológicos que alimentam a perniciosa “mudança de paradigma” que subverte a Igreja Católica. 

A mídia superficial logo fez eco – como é costume – à informação enviesada. O nome dos “cientistas” fonte da contestação à autenticidade do Santo Sudário, convidou-me a tratar a informação como mais uma “fake news”.

Porém, sempre que os inimigos do Santo Sudário se voltam contra a sacratíssima relíquia, cientistas sérios refutam a difamação.

E fazendo isso trazem novos e admiráveis dados que confortam a santidade do pano que envolveu a Nosso Senhor e ficou encharcado com seu Divino Sangue. Foi o que aconteceu agora.

À testa do trabalho supostamente “científico” contra o Santo Sudário reapareceu Luigi Garlaschelli, do Comitê para o Controle das Afirmações sobre as Pseudociências (CICAP), sobre cujas exibições anticlericais já tivemos ocasião de escrever. Confira: Cientistas desmontam artifício para “provar” que o Santo Sudário não é autêntico

segunda-feira, 16 de julho de 2018

As Sandálias de Jesus analisadas por professor de genética:
são do século I e o pó é de Jerusalém

Fragmentos das Sandálias de Cristo
Fragmentos das Sandálias de Cristo, encastoados em sandálias de coroação
Luis Dufaur
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Nosso Jesus Cristo usava sandálias, segundo o costume dos judeus na Palestina.
O Evangelho de São Lucas reproduz as seguintes palavras de São João Batista:

“16. ele tomou a palavra, dizendo a todos: Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.” (São Lucas 3,16)

E São Marcos narra as seguintes palavras de Nosso Senhor:

“7. Então chamou os Doze e começou a enviá-los, dois a dois; e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos.

8. Ordenou-lhes que não levassem coisa alguma para o caminho, senão somente um bordão; nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto;

9. como calçado, unicamente sandálias, e que se não revestissem de duas túnicas.” (São Marcos, 6, 7-9)

Mas alguém ouviu que as sandálias de Nosso Senhor, essa divina relíquia, ainda existem?

E, se existem, onde estão?

Poucos católicos sabem que, após dois mil anos de o Redentor ter pisado nossa Terra, algumas partes de suas sandálias se conservam dignamente veneradas numa basílica da Cristandade.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

A Santa Casa de Loreto: descobertas científicas de causar pasmo.

A Santa Casa de Loreto transportada pelos anjos. São Nicolau de Tolentino  (1245 – 1305) teve a visão do fato. Antonio Liozzi (1730–1807) ou Ubaldo Ricci di Fermo (1669-1732), igreja de San Michele, S.Angelo in Pontano, Itália.
A Santa Casa de Loreto transportada pelos anjos.
São Nicolau de Tolentino  (1245 – 1305) teve a visão do fato.
Antonio Liozzi (1730–1807) ou Ubaldo Ricci di Fermo (1669-1732),
igreja de San Michele, S.Angelo in Pontano, Itália.
Luis Dufaur
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Desmentida a intervenção humana

Aventaram-se hipóteses de uma trasladação operada por homens. Além de carecem de qualquer documentação, elas se revelaram insustentáveis do ponto de vista científico.

Para essas hipóteses serem históricas teria sido necessário desmontar as pedras e os tijolos da Casa em Nazaré para depois refazer as paredes no local de chegada. A operação deveria ter sido repetida em cada uma das mudanças.

Desde a Palestina até a costa do Mar Adriático, onde a Casa apareceu em cinco lugares diversos, medeiam dois mil quilômetros de viagem terrestre e marítima. Materialmente, o transporte teria sido impossível sem graves danos, perdas e/ou sinais da mudança.

Rapidez inexplicável da translação

Acresce-se, ainda, a momentaneidade – ou quase – da viagem. Os dados conhecidos apontam que a Santa Casa saiu de Nazaré em maio de 1291. A chegada a Tersatto (primeira etapa) aconteceu em 9/10 de maio de 1291, segundo registro esculpido em pedra na época.

A Santa Casa foi retirada milagrosamente da Palestina para impedir que caísse nas mãos dos maometanos.

De fato, São João de Acre, a última fortaleza do Reino Latino de Jerusalém criado pelas Cruzadas, começou a ser sitiada pelo sultão Khalil em 5 de abril de 1291.

Acabou caindo em mãos anticristãs em 28 de maio de 1291. Nazaré fica a 41 km desse antigo enclave cristão. A desgraça pôs fim à hegemonia católica na Terra Santa.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

A transladação da Santa Casa de Nossa Senhora desde Nazaré até Loreto. Comprovações científicas surpreendentes.

Santuário da Santa Casa em Loreto, Itália
Santuário da Santa Casa em Loreto, Itália
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Em Loreto, Itália, se venera a Santa Casa: quer dizer o edifício onde Nossa Senhora nasceu, viveu e recebeu o anjo São Gabriel na Anunciação, momento em que o Sim da Virgem permitiu a Encarnação do Verbo e o início da Redenção do gênero humano.

Em Nazaré, Terra Santa, sob a cúpula da igreja da Anunciação também se venera o local onde aconteceu este sublime mistério.

Como se explica essa aparente duplicidade de endereços?

A contradição, ou superposição de atribuições, encerra maravilhosos fatos religiosos, notadamente a translação da Santa Casa de Nazaré até Loreto por obra dos anjos.

Mas, o que diz a ciência a respeito?

Não é tarefa da ciência declarar se um fato foi miraculoso ou não, se foram os anjos ou não. Mas, analisar a realidade segundo seus métodos, instrumentos e objetivos próprios.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Catedrais góticas: mistério mais grandioso que o das pirâmides do Egito

Amiens, França
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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A técnica é definida pela Escolástica, da mesma forma que as artes, como “recta ratio factibilium”.

 Quer dizer, a reta ordenação do trabalho, ou também, a ciência de trabalhar bem.

Hoje, o mal uso da técnica, a empurra para produzir para além do que é bom, e espalhar instrumentos que afligem a vida dos homens.

Nos tempos em que o espírito do Evangelho penetrava todas as instituições, a técnica produziu frutos que vão além do tudo o que a Humanidade conheceu previamente.

Um desses frutos inigualados foi ‒ e continuam sendo ‒ as catedrais medievais.

Até hoje especialistas tentam decifrar como fizeram os arquitetos da Idade Média para, com tão pobres instrumentos, criar obras colossais que “humilham” as técnicas modernas mais avançadas.

Os técnicos das mais variegadas especialidades da construção e também da física, da química e das matemáticas se debruçam para tentar descobrir como os medievais erigiram esses portentos arquitetônicos.

Mergulham eles nos “mistérios das catedrais”.

São muitos os que até agora não estão elucidados: desde as fórmulas químicas desaparecidas que dão aos vitrais tonalidades únicas e irreproduzíveis até os mais complexos cálculos matemáticos e astronômicos que orientaram as proporções cósmicas das Bíblias de pedra.

Beauvais, França
Como decifrar o enigma?

“As catedrais se burlam de nós há oito séculos. Elas resistiram não só às intempéries e aos ataques insidiosos do clima, mas mais ainda por vezes a provas tão violentas como os bombardeios. Como é que estas catedrais loucas aguentam em pé?”, pergunta o arquiteto, historiador e geógrafo Roland Bechmann em seu livro “As raízes das catedrais” (“Les racines des cathédrales”, Payot, Paris, 2011, 330p.).

O livro de Bechmann recebeu elogios das maiores autoridades acadêmicas da França. Ele tem o mérito de mexer numa polêmica silenciosa, mas aberta como uma chaga nas almas de inúmeros franceses.

Enquanto o mundo parece rumar para uma modernidade cada vez mais caótica, as catedrais góticas em seu mutismo eloquente apontam um caminho inteiramente diverso.

O comentarista Paul François Paoli, do jornal “Le Figaro”, resume esse conflito interior dos franceses:

“As catedrais góticas são as pirâmides do Ocidente e nós não acabamos ainda de compreender como é que elas puderam ser construídas numa época considerada como obscura e arcaica do ponto de vista científico”.

O historiador Jacques Le Goff saudou o livro de Bechmann como uma obra prima de interdisciplinaridade sobre “esses prodígios de pedra que continuamos admirando em Amiens, Chartres ou Paris”.





Mas, segundo Bechmann, esses prodígios dizem uma coisa aos homens do século XXI: “como vocês são pequenos!”
Chartres, França
“No fim da época gótica ‒ explica o autor ‒ havia uma igreja para cada 200 habitantes da França, e esses prédios considerados em seu conjunto podiam abrigar uma população maior que a do país inteiro. Calcula-se que em trezentos anos a França extraiu, transportou de charrete e erigiu mais pedra que o antigo Egito em toda sua história”.

Mas não é só uma questão de tamanho e volumes, não, diz Bechmann. É uma questão de ciência e grandeza de alma. E explica:

Se hoje nós devêssemos construir catedrais góticas com os meios de que eles dispunham, nós não conseguiríamos. E mesmo que nós conhecêssemos até os pormenores de seus procedimentos, nós não ousaríamos.

“Calcular a resistência de construções como eles souberam realizar exigiria a ajuda de computadores. E ainda que nós conseguíssemos, haveria todas as chances de que nós chegássemos à conclusão de que essas catedrais, segundo as normas e coeficientes de segurança que nós aplicamos hoje, não poderiam ficar em pé...”

E, entretanto, elas continuam em pé e continuam nos emocionando, acrescenta Paul F. Paoli, jornalista do “Figaro”.

Colônia, Alemanha

O enigma profundo das catedrais e dos homens que as conceberam e realizaram em tão grande número e variedade nos conduz a considerações que superam a própria ciência e à própria técnica.

A primeira e mais imediata consideração é sobre a sabedoria dos construtores.

Monges, teólogos, arquitetos, artistas, simples pedreiros, neles parecia habitar uma sabedoria que ia muito além de suas naturezas humanas, por vezes rudes e imperfeitas.

Pelos frutos se conhece a árvore. Pela catedral se conhece a alma dos construtores.

Como foi possível tal afloração simultânea de homens com almas sólidas e plácidas, fortes e delicadas, lógicas e jeitosas, como as que fizeram essas Bíblias de pedra?

Homens que foram a encarnação da virtude da sabedoria. Da sabedoria sobrenatural que só a graça divina dispensa às suas almas mais amadas.

E essa é uma segunda consideração de natureza espiritual.

Foi essa sabedoria sobrenatural, de que a Igreja Católica é a tesoureira, que gerou aqueles homens e suas catedrais.

Beauvais, França
Longe da Igreja, o homem do terceiro milênio sente-se apequenado, tristonho e cheio de incertezas.

Mas, as portas da Igreja estão abertas de par em par, como as portas das catedrais, para acolher esse homem de hoje e reconduzi-lo maternalmente pelas vias da Sabedoria eterna e encarnada, Nosso Senhor Jesus Cristo, pela intercessão de sua Santíssima Mãe.

Basta que a alma queira se abrir inteiramente a esse influxo sobrenatural.

P.S.: Alguém poderia perguntar: como conseguir me doar tão inteiramente à Igreja para receber essa sabedoria? Eu tento e não consigo... sou tão fraco...

Há séculos um grande santo respondeu isso para nós. Ele até excogitou um método para nós miseráveis pecadores receber a Sabedoria eterna e encarnada “sem esforço”.

Foi São Luis Maria Grignion de Montfort com seu método de consagração à Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, na qualidade de servos e escravos.

Foi Ela que inspirou as mais gloriosas catedrais que levam seu nome: Notre Dame.

Essa devoção está explicada no famosíssimo livro, disponível em todas as línguas: “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”.





segunda-feira, 21 de maio de 2018

As civilizações perdidas da Amazônia
e a evangelização dos indígenas

Reconstituição artística
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Após dez anos de pesquisas arqueológicas no Alto Xingu, cientistas do Brasil e dos EUA constataram que, antes de Colombo, os índios da região moravam em conglomerados comparáveis a algumas cidades da Grécia ou da Idade Média.

Há 2.000 anos, essas cidades de até 50 hectares eram dotadas de muros, praças e centros cerimoniais, e estavam ligadas por uma densa rede de estradas.

Excavações no Alto Xingu
Seus habitantes desmatavam, construíam canais, tinham roças, pomares, tanques para criar tartarugas, pescavam em larga escala e faziam uso contínuo e sistemático da terra.

As conclusões desses trabalhos foram sendo publicadas numa série de artigos da reputada “Science”, revista da Associação Americana para o Progresso da Ciência (American Association for the Advancement of Science ‒ AAAS).

Na região amazônica de Beni, Bolívia, arqueólogos haviam observado de avião o traçado muito bem definido de canalizações e divisórias de roças, bem como a existência de intrigantes “terras negras”, que só podiam provir da adubação.

Os trabalhos tiveram dificuldades para avançar devido à hostilidade dos ambientalistas.

Para o escritor científico Charles C. Mann, autor de "1491", obra que ganhou o prêmio da U.S. National Academy of Sciences para o melhor livro do ano (2005), os ambientalistas temiam que o trabalho científico trouxesse um desmentido ao “prístino mito”.

O livro premiado sobre cidades perdidas
Segundo esse mito ideológico e teológico, antes da descoberta e evangelização de América, os índios viviam num relacionamento edênico com a selva amazônica.

Pertencendo eles, porém, ao gênero humano, é natural que fizessem o que os homens fazem e sempre fizeram: construir casas, cidades e estradas, plantar, criar animais para se alimentar, tecer para se vestir e acumular para garantir o sustento de seus filhos.

Muitas das observações dos cientistas já haviam sido parcialmente publicadas, e as fotos podem se obter na Internet.

O antropólogo Carlos Fausto e a linguista Bruna Franchetto, ambos do Museu Nacional, estiveram entre os pesquisadores no Alto Xingu; como também o arqueólogo americano Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida, autor principal do estudo.

Para Heckenberger, o planejamento urbano amazônico pré-Colombo era mais complicado que o da Europa medieval, e incluía, segundo Fausto, “uma distribuição geométrica precisa”.

A diferença dos tons de verde patenteia a adubação das terras em tempos remotos
Ficou assim comprovado que a Amazônia pré-colombiana viu florescer remarcáveis concentrações urbanas.

Na plenitude de sua expansão, a civilização do Xingu incluía 50 mil habitantes, dotados de autoridades políticas e religiosas que governavam as cidades menores a partir das principais.

Algumas de suas estradas – que podiam ter entre 20 e 50 metros de largura – foram identificadas como tendo cinco quilômetros de extensão. Para atravessar alagamentos foram construídas pontes, elevações de terreno e canais para canoas.

Também foram erigidas barragens que formavam lagos artificiais, sinais que mostram o grau de civilização daquele conjunto humano.

Os pesquisadores detectaram perto de 15 grupos principais de aldeias, espalhados numa superfície de dois milhões de hectares.

As cidades tinham formas geométricas, muros e fossos protetores, visíveis após o desmatamento
As tradições orais dos índios kuikuro – habitantes da região que, segundo Fausto, “têm um nome para cada uma das aldeias” – orientaram as pesquisas e foram confirmadas pelos achados. Existiram, portanto, civilizações política, religiosa, econômica e culturalmente definidas.

O arqueólogo Heckenberger sublinha que aquilo que até agora se supunha ser “uma floresta tropical virgem”, de fato é uma região altamente influenciada pela ação humana.

Segundo o arqueólogo, o planejamento urbano amazônico pré-histórico era mais complicado que o da Europa medieval. “Lá você tinha a “town” [vila] e a “hinterland” [zona rural] sem integração. Aqui estava tudo junto”, diz.

Mapa satelital das "cidades jardim" no Alto Xingu
“A organização espacial xinguana também denota uma hierarquia política entre vilas que remete às cidades-estado gregas. Cada “aglomerado galáctico” era um centro independente de poder, que provavelmente mantinha relações com outros aglomerados.

“Você não encontra uma capital da região”, diz Carlos Fausto. “O maior nível de organização é a vila cerimonial”.

Embora o escopo dos trabalhos no Alto Xingu e no Beni fosse apenas científico, eles acabaram por mostrar que o mito de uma floresta intocada é um sonho ideológico anti-histórico.

Uma propaganda da qual o ambientalismo e o comuno-tribalismo são useiros e vezeiros quer fazer crer que o próprio da cultura dos índios da Amazônia é de viverem como selvagens, vagando nus pelo mato e incapazes por natureza de constituir uma civilização.

Segundo tal propaganda, essa forma de vida selvagem seria uma fase da evolução do macaco ao homem.

Localização de "civilizações perdidas" já detetadas na Amazônia.
Fonte: "Washington Post"
E, mais ainda, os civilizados teríamos sido “desviados” da evolução “boa” pela civilização.

Agora se pode, a partir de dados científicos, sustentar com tranquilidade que a lamentável situação em que vivem certos índios não é decorrente de uma fatalidade cultural imposta pela “evolução”, mas sim uma decadência de povos que tiveram uma cultura mais alta.

Obviamente, esta constatação é um convite para ajudar esses índios a se recuperarem, inclusive do ponto de vista civilizatório.

As descobertas patenteiam um princípio que sempre orientou a obra missionária da Igreja: embora pagãos e decaídos, os índios são seres humanos beneficiados pelos frutos infinitos da Redenção conquistados por Nosso Senhor Jesus Cristo no alto da Cruz.

Assim, também a eles se aplica o mandamento evangélico: “Ide e evangelizai todos os povos”.

É portanto injusto e anticristão atribuir-lhes uma condição de entes integrados na floresta, privados de entrar em contato com a civilização, de progredir e receber a pregação da Palavra de Deus; em suma, de se tornarem parte da grei abençoada da Santa Igreja Católica.

Marcas das antigas cidades e vias de comunicação
Eles têm alma e estão chamados a serem filhos de Deus, a conhecerem a Igreja, a receber a graça divina e conquistar a vida eterna!

Se outra prova fosse necessária, os referidos achados arqueológicos apontam-nos como provenientes de um elevado estágio civilizatório que defeitos e/ou vícios morais rebaixaram até o lamentável estado em que se encontram.

Porém, nada disso pode ser empecilho para levar até eles as palavras de salvação da Igreja, a graça do batismo e os sacramentos, sinais sensíveis da graça divina.

E, junto com a vida sobrenatural, os tesouros culturais da Civilização Cristã.

As descobertas no Alto Xigu constituem assim mais um estímulo caritativo à obra de evangelização dos indígenas. Evangelização que é ponto de partida natural para uma cultura genuinamente cristã e brasileira.

Os silvícolas serão destarte beneficiados com a plenitude de bens hauridos pelos filhos de Deus na Santa Igreja Católica em decorrência da prática de seus santos e salutares ensinamentos.

Missão jesuítica, Concepción, Moxos, região amazônica boliviana.
Os indígenas mostraram excecionais capacidades artísticas
Os povos indígenas amazônicos possuem capacidades artísticas excepcionais.

O trabalho dos missionários dos bons tempos, como nesta Missão de Santo Inácio - Concepción, Bolívia - mostra que uma civilização amazônica inteiramente original poderia surgir bafejada pelo espírito vivificador e civilizador da Igreja Católica.

Um falso missionarismo de fundo comunista quer, entretanto, impedir que esses povos saiam da antiga decadência e, até, quer empurrá-los de volta ao paganismo e à selvageria.

Veja vídeo
Música barroca nascida
no coração da Amazônia.
Missão de Santo Inácio - Concepción, Bolívia.