segunda-feira, 25 de maio de 2020

A travessia do Mar Vermelho estudada por cientistas - 1

Travessia do Mar Vermelho. atribuído a Cosimo Rosselli (1439 - 1507), e outros. Capela Sistina, Vaticano..
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Um dos mais retumbantes fatos da História Sagrada foi analisado por cientistas americanos.

Eles refizeram com modelos computacionais as condições em que poderia ter acontecido.

Trata-se da travessia do Mar Vermelho durante o êxodo do povo eleito, que saiu da escravidão no Egito rumo à Terra Prometida, sob a condução de Moisés o grande profeta e legislador de Israel.

O milagre teve duas grandes dimensões: uma natural, sem dúvida pasmosa, e outra sobrenatural, a mais importante.

Na maior parte dos milagres, Deus age através de causas naturais. E estas causas podem ser estudadas pelo homem. No caso, o foram por Carl Drews, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos EUA, e Weiqing Han, da Universidade do Colorado em Boulder, EUA.

Veja vídeo
Travessia do Mar Vermelho
pode ser confirmada
cientificamente
Eles chegaram à conclusão que o “milagre” visto pelo lado material, portanto das causas segundas, é compatível com as leis da física. É o que compete à ciência nestes casos.

À Igreja cabe se pronunciar sobre o lado sobrenatural, neste caso, revelado por Deus na Bíblia e, portanto, fora de discussão.

Esses cientistas até montaram por via digital um cenário que eles consideram “relativamente próximo” do descrito no livro do Êxodo, o segundo da Bíblia.

O longo e exaustivo trabalho foi publicado pela revista científica “PLoS One” e pode ser lido na Internet. Um apanhado da repercussão da obra dos autores se encontra em  NCAR - UCAR News Center (University Corporation for Atmospheric Research).

Um artigo menos técnico e mais resumitivo pode ser lido no site Funmurphys: the Blog The Triumph of Hope over Experience.

De fato, na descrição do milagre incluída no livro do Exodus encontram-se descritos os fatores naturais de que Deus se serviu para o milagre com estas palavras:

Moisés
“21. Moisés estendeu a mão sobre o mar. O Senhor fê-lo recuar com um vento impetuoso vindo do oriente, que soprou toda a noite. E pôs o mar a seco. As águas dividiram-se

22. e os israelitas desceram a pé enxuto no meio do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda.

23. Os egípcios os perseguiram: todos os cavalos do faraó, seus carros e seus cavaleiros internaram-se após eles no leito do mar.

24. À vigília da manhã, o Senhor, do alto da coluna de fogo e da de nuvens, olhou para o acampamento dos egípcios e semeou o pânico no meio deles.

25. Embaraçou-lhes as rodas dos carros de tal sorte que, só dificilmente, conseguiam avançar. Disseram então os egípcios: “Fujamos diante de Israel, porque o Senhor combate por eles contra o Egito.”

26 .O Senhor disse a Moisés: “Estende tua mão sobre o mar, e as águas voltar-se-ão sobre os egípcios, seus carros e seus cavaleiros.”

27. Moisés estendeu a mão sobre o mar, e este, ao romper da manhã, voltou ao seu nível habitual. Os egípcios que fugiam foram de encontro a ele, e o Senhor derribou os egípcios no meio do mar.

28. As águas voltaram e cobriram os carros, os cavaleiros e todo o exército do faraó que havia descido no mar ao encalço dos israelitas. Não ficou um sequer.

29. Mas os israelitas tinham andado a pé enxuto no leito do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda.

30. Foi assim que naquele dia o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios. E Israel viu os cadáveres dos egípcios na praia do mar.” Êxodo, cap. 14. 

Os cientistas Drews e Han, estimam que para empilhar as águas e abrir uma passagem com alguns quilômetros de largura teria sido necessário um vento de velocidade próxima de 100 km/h, soprando sobre a desembocadura do rio Nilo durante 12 horas.

Portanto, se “soprou toda a noite” (Êxodo, cap. 14-21) teria sido suficiente.

Drews e Han chegaram a essa conclusão com simulações, em computador, do comportamento do líquido, e levando em conta como seria a topografia do Egito no fim da Idade do Bronze (por volta de 1250 a.C.).

Essa é a época mais aceita para a fuga dos israelitas, liderados pelo profeta Moisés.




Vídeo: travessia do Mar Vermelho pode ser confirmada cientificamente



segunda-feira, 11 de maio de 2020

Hóstias consagradas em 1936
estão como se tivessem sido feitas ontem

As hóstias consagradas há mais de 80 anos na âmbula de cristal em que são hoje adoradas
As hóstias consagradas há mais de 80 anos
na âmbula de cristal em que são hoje adoradas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Quando no domingo 24 de novembro de 2013 o bispo de Getafe, na região de Madri, D. Joaquín Maria López de Andújar y Cánovas del Castillo, comungou um pedacinho das hóstias veneradas como milagrosas, deu como julgamento canônico final: “Certifico que a forma que provei está como se tivesse sido feita recentemente”.

Mas essa hóstia fora consagrada precisamente o dia 16 de julho de 1936, festa de Nossa Senhora do Carmo, dois dias antes do início da Guerra Civil espanhola!

Essa guerra desencadeou uma perseguição comunista contra as hóstias que pareceria cinematográfica se não fosse verdadeira, da qual o Santíssimo Corpo de Cristo saiu indene e os perseguidores foram derrotados.

As referidas hóstias são hoje adoradas numa âmbula de cristal existente no nicho central de belo altar da igreja de San Millán, no alto de uma elevação de Moraleja de Enmedio, localidade a 21.96 km da capital espanhola ou a 28 km pela autoestrada.

Trata-se um pequeno município de 5.000 habitantes, pertencente à diocese de Getafe, no sul da Comunidade de Madri, quase uma periferia da capital.

Os fiéis de Moraleja não hesitam chamá-lo de “milagre”, mas por prudência a Igreja o denomina “prodígio” enquanto aguarda o pronunciamento final da Santa Sé.

16 hóstias intactas há mais de 80 anos

A pequena âmbula que guardava as hóstias nos esconderijos
A pequena âmbula que guardava as hóstias nos esconderijos
São 16 hóstias consagradas que se conservam assombrosamente intactas, após passarem mais de 80 anos pelas condições mais adversas e inverossímeis para fugir da profanação dos socialistas-comunistas.

O bispo D. Joaquín Maria López, acima citado, tampouco duvida e declarou ao site Religión en Libertad: “O protocolo da Igreja requer uma investigação científica, que inclui fazer uma ata do fato histórico e a comprovação de que as Sagradas Formas não se corromperam sem explicação científica”.

O bispo se referia a uma “análise química de laboratório para se comprovar que continua sendo pão e, portanto, que a presença real de Jesus Cristo, a presença Eucarística se perpetua”.

“Mas consta que as sagradas formas passaram por circunstâncias climáticas adversas e não se corromperam”, como ele próprio experimentou comungando uma delas.

O mesmo bispo acrescenta: “Meu predecessor, monsenhor Pérez y Fernández-Golfín, primeiro bispo da diocese, e eu mesmo, comprovamos consumindo algumas formas, que elas conservam as características próprias (chamadas ‘acidentes’) de pão elaborado recentemente”.

A incrível salvaguarda em condições adversas

A pequena âmbula onde estavam as formas e o pano que a recobria sofreram uma notável deterioração notável. Acresce-se que a âmbula não fecha hermeticamente, de modo que não houve um efeito ‘câmara de vazio’, tendo ficado escondida durante a Guerra Civil num telhado exposto às inclemências e a mudanças de temperatura”, salientou o bispo.

As hóstias no altar principal.
As hóstias no altar principal.
O Pe. Jesús Maria Parra Montes, pároco de San Millán, contou que o Pe. Clemente Díaz Arévalo, pároco em 1936, consagrou aproximadamente cem hóstias, das quais sobraram 24 após a Missa, que ele guardou numa pequena âmbula.

Quando soube que os milicianos comunistas viriam profanar a igreja, retirou-a do templo.

Em 1942, passada a Guerra, as testemunhas presenciais lavraram o histórico daqueles dias de perseguição, as mudanças de esconderijo, que incluiu, além de um telhado, uma adega onde o cibório ficou enterrado durante mais de setenta dias a 30 centímetros de profundidade.

O Pe. Clemente, o pároco, se escondia num morro disfarçado de pastor.

Quando os comunistas foram expulsos, os fiéis voltaram aos locais, achando-os no maior caos.

Desenterraram a âmbula e verificaram que estava totalmente enferrujada e que a umidade consumira seu banho de prata. Porém as 24 formas estavam em perfeito estado.

Dois capelães castrenses de um tercio (unidade militar equivalente a batalhão ou regimento) de requetés (monarquistas legitimistas) souberam da história e celebraram uma primeira missa na escola porque da igreja só restaram ruínas.

Igreja de San Millán, testemunha do prodígio eucarístico
e onde se conservam as sagradas formas.
Comungaram duas das hóstias e ficaram surpresos porque pareciam novas quatro meses após a consagração.

Depois comungaram uma terceira, tendo as 21 restantes sido conduzidas em procissão solene quando da restauração da igreja e de sua reabertura ao culto.

Elas foram conservadas no sacrário da igreja em uma âmbula lacrada, explica o pároco Pe. Jesús Maria, “Muito de vez em quando – a última foi em 2009 e a anterior em 1978 – abria-se a âmbula para ver se ainda estavam em bom estado, e sempre estavam perfeitas”.

Com a passagem do tempo, mais cinco hóstias foram consumidas na Comunhão em ocasiões especiais, restando hoje 16.

Milagres em crianças por nascer

Em 2011 Celia tinha 33 anos quando ficou grávida de gêmeas, tendo sofrido por decisão médica um parto induzido no “limite mínimo” para os bebês com apenas 24 semanas de gestação.

Uma delas faleceu com poucos meses e a outra foi operada do coração na incubadora. O Pe. Jesús Maria recorda que os médicos prognosticavam a sua morte.

A âmbula de cristal.
A âmbula de cristal.
Foi então que a família e os paroquianos encomendaram o caso ao ‘milagre eucarístico’ e a criança ficou tão bem que sequer teve sequelas ou problemas, segundo confirmam os relatórios médicos, enquanto a mãe atribui a cura a um evidente milagre.

O atual pároco, Pe. Jesús Parra, conta ainda o caso de uma menina que nasceria sem extremidades, mas que veio à luz em perfeito estado pelas súplicas às hóstias ‘milagrosas’, segundo publicou o Servicio de Información Católica.

A profecia do bom pároco

Um fato admirável associado ao prodígio eucarístico e anterior a ele ocorreu em 1935, quando morreu com fama de santidade o pároco anterior de Moraleja, Pe. Roberto García Trejo.

Na hora de sua morte, conta o Pe. Parra, ele “exibiu uma expressão de enorme felicidade. Perguntaram-lhe então: ‘o que vês? Ele respondeu: vejo um milagre na igreja e pessoas peregrinando para vê-lo’. Depois, quando se soube do prodígio das sagradas formas, muitas pessoas se lembraram do sacerdote”.

Há agora sinais de que a profecia do pároco começa a se efetivar com as romarias das paróquias de Móstoles e de Villanueva de la Cañada.

Além de muitas pessoas que se aproximam individualmente.

Arriscaram a vida pela Eucaristia e ninguém morreu
Altar com as hóstia na ambula de cristal.
Altar com as hóstia na ambula de cristal.

Os habitantes de Moraleja de Enmedio atribuem ao ‘prodígio’ outro milagre: nenhum deles morreu por causa da Guerra Civil 1936-1939 que, entretanto, fez por volta de 300.000 mortos.

O bispo Joaquín Maria explica que “os habitantes associam isso a uma proteção especial de Nosso Senhor que, por terem guardado e protegido a Eucaristia durante os duros anos da Guerra, Jesus os protegeu especialmente”.

A cidade sofreu muito durante o longo e violento assalto de Madri, recebendo vários bombardeios aéreos. No entanto, as bombas que caíam nunca explodiam.

“Não é possível humanamente — diz o bispo — demonstrar a conexão entre a guarda clandestina das Sagradas Formas incorruptas e a ausência de desgraças aos filhos do povo durante a Guerra Civil, mas é indubitável que ambos os acontecimentos coincidiram no tempo e no espaço”.

O bispo de Getafe sublinha “tratar-se sem dúvida de uma prova da transubstanciação ou mudança da substância de pão normal em Corpo e Sangue de Cristo eucarístico, mantendo as aparências, de cor, sabor, etc.”.

O prodígio eucarístico de Moraleja de Enmedio: falam as testemunhas.
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segunda-feira, 27 de abril de 2020

Maravilhosa predileção de Deus para com o Japão

26 mártires de Nagasaki. Em convento franciscano da Senhora das Neves em Praga
26 mártires de Nagasaki. Em convento franciscano da Senhora das Neves em Praga
Luis Dufaur
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Um minucioso e demorado trabalho de arqueólogos e especialistas da História permitiu reconstituir uma das páginas mais belas do Cristianismo.

Trata-se da perseverança dos católicos japoneses durante mais de dois séculos a uma das mais desapiedadas perseguições religiosas que registra a humanidade.

E seu maravilhoso e emocionante fim com a intervenção de potencias ocidentais e a chegada de missionários da Europa.

Em post anteriores, tivemos ocasião de nos ocupar dos achados das ciências arqueológicas e históricas.

Cfr.: Descobertas capelas dos católicos japoneses perseguidos durante séculos
Arqueólogos revelam perseverança heroica dos católicos japoneses perseguidos durante séculos
Três imagens que escaparam da destruição pelos pagãos em Nagasaki


O espantoso número de vítimas mortais, feridos físicos e mentais deixados pelas bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki na II Guerra Mundial é muito aquém daquele das vítimas das perseguições pagãs aos católicos no Japão.

E essa gesta foi evocada especialmente quando foram lembrados recentemente os bombardeios de Hiroshima, e especialmente Nagasaki, que eram as duas cidades de maior população católica do país.

Acrescentamos este post aos anteriores, cujos links estão acima, para completar uma visão de conjunto.

Chegada de nau portuguesa a Nagasaki, introduzindo o cristianismo
Chegada de nau portuguesa a Nagasaki, introduzindo o cristianismo
Os missionários jesuítas levaram o catolicismo a Nagasaki em 1560 conduzidos por naus portuguesas. São Francisco Xavier SJ o primeiro missionário havia aportado em Kagoshimma em 1549.

Sua pregação obteve grande sucesso mas seu objetivo era chegar à China. Segundo a BBC News Mundo, os missionários jesuítas que vieram seguindo o santo obtiveram grande êxito na conversão dos senhores feudais da região de Nagasaki.

Em consequência, muitos camponeses súditos dos senhores feudais também se converteram à Igreja Católica, fazendo com que pelo início do século XVII Nagasaki se tornasse a “Roma do Japão”.

Kiri Pramore, professor de estudos asiáticos da Universidade Nacional da Irlanda, disse à BBC que “nenhum outro lugar do Japão foi tão cristão quanto Nagasaki”.

No século XVII, na cidade e área adjacente chegou a haver 500 mil católicos.

Mas as autoridades políticas de então, muito penetradas de espírito nacionalista, acharam que o rápido crescimento da religião estrangeira dos Papas constituía uma ameaça para o governo central, e tomaram medidas enérgicas para acabar com ela.

Os primeiros editos anticristãos datam de 1565, mas é de 1614 a proibição estrita que deu origem a sucessivas ondas de perseguição, tortura e martírios. Essa época funesta durou mais de dois séculos.

Em 1853 o governo nipônico adotou certa tolerância, mas a ordem proibitória só foi oficialmente abolida em 1873.

Altar secreto japonês: por fora parece um móvel doméstico comum, mas aberto serve para a Santa Missa
Altar secreto japonês: por fora parece um móvel doméstico comum, mas aberto serve para a Santa Missa
Só no período inicial missionário calcula-se que os martírios confirmados atingiram a casa dos mil. Faltam dados para definir o número exato de mártires no período da perseguição 1814-1853/1873.

Na Nagasaki do século XVII era comum ver, em locais públicos, filas de pessoas aguardando a chamada.

Quando convocadas, elas deviam se aproximar das autoridades locais e da capital que haviam sido enviadas especialmente para o ato que descrevemos a seguir.

Essas autoridades exigiam que elas pisassem, na presença de todos, numa imagem de bronze representando Jesus crucificado.

Se o fizesse, o cristão apostatava e salvava sua vida. Se se recusasse, podia ser executado, crucificado, torturado, imerso em água fervendo ou suspendido com a cabeça para baixo num buraco repleto de excrementos.

Qualquer sinal de dúvida poderia custar-lhe a vida.

Na segunda metade do século XVI foram crucificados em Nagasaki 26 missionários estrangeiros. Eles foram canonizados pelo grande Papa e Beato Pio IX no dia 8 de junho de 1862. E a lista dos martírios se fez longa, com numerosas beatificações.

Pisando o fumi-e
Pisando o fumi-e
A perseguição imergiu o Japão no isolamento e cortou seu contato com quase todos os países.

Por volta de 1620, os carrascos pagãos se voltaram contra os simples católicos. E para isso inventaram os fumi-e, que eram imagens de Cristo ou de Maria feitas de latão sobre madeira.

Cada residente de Nagasaki deveria ficar em pé acima do fumi-e (fumi= “pisando em” + e= “imagem”) em cada início do ano.

“Era uma obrigação. Nem as pessoas comuns, nem os samurais, nem os monges budistas, nem mesmo os doentes podiam ignorá-lo (no caso dos últimos, os algozes levavam a tábua até a sua casa). Todos tiveram que fazer isso”, explicou Martin Ramos, professor de estudos japoneses na Escola Francesa do Extremo Oriente (EFEO), com sede em Paris.

“Foi muito bem pensado porque, naquela época, os cristãos eram muito dependentes de imagens. As pessoas oravam diante de uma imagem de Maria ou de Jesus. Era um elo com o divino. Portanto, pisar (na imagem) era algo que eles temiam”.

Muitos apostataram pisando no fumi-e.

Fumi-e desgastados pelas pisadas.
Fumi-e desgastados pelas pisadas.
“Nos fumi-e originais vê-se que o rosto de Cristo está completamente desgastado, o que nos recorda a quantidade de pés que o calcaram”, conta Simon Hull, professor da Universidade Católica de Nagasaki Junshin e especialista em catolicismo japonês.

Os católicos que se recusavam eram mortos ou, mais comumente, torturados.

“Às vezes eram pendurados de cabeça para baixo em uma cova cheia de excrementos. Eles faziam cortes em suas têmporas para liberar a pressão do sangue e não morrerem”, acrescenta Paramore.

“Podia ser que um médico estivesse presente para impedir que morressem e assim poderem continuar atormentando-os”, diz Hull.

Por essa via, perto de dois mil católicos receberam o martírio. Outros ainda fingiam que não professavam mais o catolicismo, porém o praticavam em segredo.

“Eles voltavam para casa implorando a Deus que os perdoasse”, diz Hull. “Numa comunidade, eles queimaram até as sandálias que usavam, misturaram as cinzas com água e depois as beberam como sinal de profunda penitência”.

Os católicos ocultos ficaram conhecidos como kakure kirishitan.

“Eles realizavam batismos e outras práticas cristãs em segredo e davam nomes portugueses aos filhos, como Paulo, Mario e Isabella. E comemoravam o Natal e a Páscoa”, explicou Ramos.

Eles também tinham elementos japoneses que confundiam os perseguidores e evitam que os descobrissem.

26 Mártires de Nagasaki, Johann-Heinrich Schönfeld, Castel Nuovo, Itália
Como não tinham missa porque não havia sacerdotes, eles partilhavam o arroz como se fosse o pão eucarístico, explica Mark Mullins, professor de estudos japoneses na Universidade de Auckland, na Nova Zelândia.

Da mesma forma, eles adaptavam o ídolo da deusa Kannon colocando a Cruz nela, pela frente ou pelas costas, e eles viravam a estatueta na ora de fazer as orações.

É fato considerado milagroso pelo Beato Papa Pio IX que nesse período de 250 anos os católicos perseguidos tenham conservado a fé, mesmo sem nenhum apoio sacerdotal.

Em 1858, a prática de pisar no fumi-e foi proibida em Nagasaki.

Em 1865, uma mulher se aproximou do Pe. Bernard Thaddée Petitjean, do Instituto das Missões Estrangeiras de Paris, recentemente instalado perto de Nagasaki.

Ela queria ver com seus próprios olhos a imagem de Nossa Senhora que o sacerdote possuía e tirar a limpo se ele obedecia ao Papa de Roma.

Essas haviam sido as instruções deixadas pelos últimos missionários antes de morrerem ou desaparecerem. As mesmas deveriam ser obedecidas quando futuramente aparecessem outros padres, pois assim os fiéis poderiam reconhecer os autênticos e não serem enganados por protestantes ou outros.

Os fiéis guardaram a instrução no coração durante 250 anos! E quando viram que o aviso transmitido oralmente em família tinha se concretizado, foram em massa receber os sacramentos na igreja católica recém-construída.

“Quando os missionários estrangeiros voltaram a pisar o Japão após serem reabertas suas fronteiras, cerca de 20 mil cristãos reapareceram e deixaram seu esconderijo”, diz Mullins.

A belíssima história encerrou uma era atroz de vários séculos, feita de torturas, perseguições e artifícios para esconder a fé.

Hoje, apenas cerca de 1% da população do Japão (126 milhões) é cristã e o maior número está em Nagasaki.

Nossa Senhora conserva uma predileção especial pelo Império do Sol Nascente, como é conhecido o Japão.

Akita: a imagem que chorou lágrimas e sangue mais de cem vezes
Akita: a imagem que chorou lágrimas e sangue mais de cem vezes

Nossa Senhora conserva uma predileção especial pelo Império do Sol Nascente, como é conhecido o Japão.

Com efeito, em 1973 Ela se manifestou à Irmã Agnes Katsuko Sasagawa, no convento das Servas da Santíssima Eucaristia, na localidade de Yuzawadai, perto de Akita, na região mais atingida pelo terremoto e tsunami que causou estragos históricos no país.

Desde aquela data, a imagem de Nossa Senhora chorou lágrimas mais de uma centena de vezes e verteu sangue em outras ocasiões.

Inclusive na presença do ordinário diocesano Dom João Shojiro Ito, Bispo de Niihata.

O fenômeno foi declarado de procedência sobrenatural pelo mesmo bispo, máxima autoridade na matéria. O Vaticano confirmou a decisão.

Convento onde aconteceram as aparições em Akita.
Convento onde aconteceram as aparições em Akita.
A mensagem de Nossa Senhora foi uma nova insistência nas advertências feitas pela Mãe de Deus em Fátima:

“Se os homens não se arrependerem e não melhorarem, o Pai infligirá um terrível castigo à humanidade. Será uma punição maior do que o dilúvio, nunca vista antes.

“Fogo cairá do céu e destruirá grande parte da humanidade, tanto os bons quanto os maus, não poupando nem sequer os sacerdotes ou fiéis.

“Os sobreviventes se acharão de tal maneira desolados que terão inveja dos mortos.

“As únicas armas que restarão serão o Rosário e o Sinal deixado pelo meu Filho. Recite todos os dias as orações do Rosário. Com o Rosário, reze pelo Papa, pelos bispos e padres.

“A obra do demônio se infiltrará até mesmo dentro da Igreja, de tal modo que veremos Cardeais se opondo a Cardeais, bispos contra bispos. (...)

“A Igreja estará cheia daqueles que aceitam compromissos e o demônio afligirá muitos padres e almas consagradas para que deixem o serviço do Senhor.

“Aqueles que colocam sua confiança em Mim serão salvos”.


segunda-feira, 13 de abril de 2020

Professor espanhol: Cristo imprimiu o Sudário
enquanto se erguia ressuscitado

Alguma irradiação que a ciência não pode definir teria impresso o Santo Sudário durante a Ressurreição.
Teria sido quando se levantava, aponta análise do Sudário. Montagem com um Cristo de Juan Manuel Miñarro
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O catedrático de Cirurgia Plástica, Estética e Reparadora da Clínica Universidade de Navarra, Dr. Bernardo Hontanilla, concluiu que o Santo Sudário, um objetos mais estudados do mundo, teria sido impresso por Nosso Senhor Jesus Cristo no momento exato em que seu Divino Corpo já ressuscitado começava a se erguer, segundo noticiou o cotidiano madrilense “ABC”.

A afirmação não é desprovida de polêmica, sobretudo quando esta relíquia foi objeto de toda espécie análises forenses, hematológicas, têxteis, químico-biológicas, botânicas e iconográficas, para dizer algo, mas nunca até agora havia sido analisada “do ponto de vista de um cirurgião plástico”.

O estudo do Dr. Hontanilla foi publicado na revista “Scientia et Fides” (“Ciência e Fé”), num esforço conjunto da Universidade Nicolau Copérnico de Torun, Polônia, e da Universidade de Navarra.

Ele concluiu que o Santo Sudário de Turim “mostra simultaneamente sinais de morte e de vida de uma pessoa que deixou sua imagem impressa no momento em que estava viva”.

Para o professor anatomista espanhol, “é razoável achar que se a Sindone (do grego, lençol) cobriu o corpo de Jesus, Ele queria não somente nos mostrar os signos da morte, mas também da ressurreição no mesmo objeto”.

segunda-feira, 30 de março de 2020

Médica ateia confere 1.400 milagres e diz: “eles existem”

A professora Jacalyn Duffin dando aula de História da Medicina
A professora Jacalyn Duffin dando aula de História da Medicina
Luis Dufaur
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A hematologista canadense Jacalyn Duffin estava observando no microscópio “uma célula letal de leucemia”.

Olhando para a data do exame, concluiu: “fiquei persuadida de que o paciente cujo sangue estava examinando tinha que ter morrido”.

Entretanto, o paciente estava bem vivo.

A hematologista não sabia: ela havia sido solicitada para participar na investigação de um milagre.

Ela escreveu sua incrível história pessoal. em artigo para a BBC

A doutora Duffin, 64, é também uma prestigiosa historiadora, tendo presidido a Associação Americana de História da Medicina e a Sociedade Canadense de História da Medicina. Além de ser catedrática dessa disciplina na Queen’s University de Kingston (Canadá).

O fato se deu em 1986 e foi seu primeiro contato com as canonizações da Igreja.

segunda-feira, 16 de março de 2020

“A entrada do inferno”: o poço mais fundo jamais cavado
chegou ao cárcere de Satanás?

“A entrada do inferno”, ou superpoço soviético de Kola foi selado com formigão.
“A entrada do inferno”, ou superpoço soviético de Kola foi selado com formigão.
Luis Dufaur
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Na península de Kola, quase Círculo Polar Ártico há uma estação científica soviética abandonada. Ali, uma pesada tampa de metal está lacrada num piso de concreto por um anel de ferrolhos grossos e enferrujados.

Para muitos, essa é a entrada do inferno, segundo pormenorizada reportagem da BBC News.

Trata-se do Poço Superprofundo de Kola, o que mais se internou nas entranhas secretas da Terra cavado pelo homem.

Ele desce até 12,2 km e moradores locais juram que nele se podem ouvir os gritos das almas torturadas no inferno.

Os soviéticos levaram quase 20 anos para conclui-lo, mas nem de longe puderam atingir o manto da Terra que era seu objetivo. O projeto foi interrompido na Rússia pós-soviética.

“A perfuração começou na época da Cortina de Ferro”, conta Uli Harms, do Programa Internacional de Perfuração Continental Científica (ICDP, na sigla em inglês).

Portanto, no auge do ateísmo de Estado russo.

Harms trabalhou na “rival alemã” do Poço Superprofundo de Kola.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Surpressas nos olhos e no manto de Nossa Senhora de Guadalupe



Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Os mistérios do tecido de Guadalupe e a linguagem simbólica da imagem



A Virgem que esmaga a serpente vem a trazer a solução dos males atuais

Para os astecas havia dois elementos inteiramente chaves: o templo e as flores, prosseguiu explicando o Dr. Andrés Brito Galindo, em sua palestra que estamos glosando sobre “Os mistérios da tilma de Guadalupe”.

O templo tinha forma de montanha porque a montanha é o lugar do encontro com Deus. A montanha deles era ensanguentada.

O que sentem eles quando os conquistadores ocupam seus templos e destroem seus ídolos? Que a civilização deles está ferida de morte.

Para eles se não há templo não há cultura, não há civilização. Mas Nossa Senhora vem trazendo o templo novo simbolicamente representado em seu sagrado manto.

Nós usamos a flor como gesto de carinho ou adorno. A flor para eles é o símbolo da verdade. E a Virgem escolheu flores para mostrar que a mensagem era verdadeira.

Se se posiciona a tilma sobre um mapa de México, as flores coincidem perfeitamente com as montanhas e vulcões que os índios achavam sagrados. Logo Ela é a senhora de todos eles.

Mas, isso só se podia comprovar vendo o mapa desde o espaço. Quem podia fazer isso em 1531? Aqui encontramos uma mensagem para nossa época de tecnologia.

Nossa Senhora é a rainha da Terra e não a deusa Pachamama

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Os mistérios do tecido de Guadalupe
e a linguagem simbólica da imagem

O arcebispo de México diante do milagre no pobre tecido.
O arcebispo de México diante do milagre no pobre tecido.
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Guadalupe: mistérios cientificamente comparáveis aos do Santo Sudário


Nossa Senhora faz entender que Ela é a Mãe de Deus

O Dr. Andrés Brito Galindo, prosseguiu sua palestra sobre “Os mistérios da tilma de Guadalupe” descrevendo um deus singular dos astecas: Ometéotl.

Diversamente de Huitzilopochtli, deus da guerra, sanguinário e canibal, Ometéotl era o inventor de si próprio e era o deus da vida, da alegria, que fazia brotar as plantas, mantinha a unidade entre todos.

Além do mais não tinha forma antropomórfica, mas se representava com uma espécie de espiral no meio da qual havia uma flor chamada Nahui Ollin que era para os astecas o símbolo da vida universal e cósmica que mantém a todos unidos.

Eles tratavam a Ometéotl como o “criador das pessoas”, o “dono do Céu e da Terra”, o “verdadeiríssimo deus por quem se vive”. Todas características do único Deus verdadeiro que nos ensina o catecismo.

Resulta que Nossa Senhora se identifica a si própria aos indígenas como a mãe desse deus. É uma mensagem que eles compreenderam perfeitamente.

Vamos a ver os símbolos na tilma de João Diego como se conserva na basílica de México capital.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Nossa Senhora de Guadalupe:
mistérios cientificamente comparáveis aos do Santo Sudário

Nossa Senhora de Guadalupe, original na Basílica da Cidade de México
Nossa Senhora de Guadalupe, original na Basílica da Cidade de México
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Excepcionalidade de Nossa Senhora de Guadalupe

Nossa Senhora teve um papel excepcional na implantação da fé católica e das civilizações nas Américas. Desde o início de nossas culturas e de nossa evangelização.

Certa feita um europeu confessou maravilhado como Nossa Senhora exerceu a liderança na conversão dos povos indígenas e na constituição dos países, da cultura e d0s costumes nacionais.

O amigo fazia a comparação com a Europa. Nesse continente a iniciativa esteve com santos extraordinários.

Por exemplo, São Bento na Itália (e na Europa toda); São Martinho de Tours na França; São Bonifácio na Alemanha; São Patrício na Irlanda; Santo Agostinho de Canterbury na Inglaterra; os santos Basílio e Metódio com os eslavos; etc.

Na Europa, a ação sobrenatural de Nossa Senhora esteve presente desde os inícios da evangelização, mas só se fez intensamente evidente nos séculos posteriores. São Luís Maria Grignion de Montfort explica esse paradoxo. Cfr. Comentários ao Tratado da Verdadeira Devoção.

Na América Latina foi como se a Mãe de Cristo tivesse querido reservar o continente para si.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Milagres Eucarísticos de Buenos Aires
deixam cientistas sem ter o que dizer

As hóstias de onde foram tiradas as amostras de carne e sangue com DNA humano
As hóstias de onde foram tiradas as amostras de carne e sangue com DNA humano
Luis Dufaur
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O Pe. Alejandro Pezet estava concluindo a Missa das sete da tarde em sua paróquia, a de Santa Maria no bairro de Almagro, no centro comercial de Buenos Aires, capital argentina. Era o 15 de agosto de 1996, festa da Assunção de Nossa Senhora.

No fim da distribuição da Sagrada Comunhão, uma paroquiana lhe avisou de uma hóstia jogada num candelabro nos fundos da igreja.

Quando o padre Alejandro foi ao local encontrou-a e, de acordo com o que prescreve a Igreja, a pôs num purificador, ou pequena tigela de água, no tabernáculo da capela do Santíssimo Sacramento, aguardando sua dissolução.

Na segunda-feira 26 de agosto, quando era possível que o desfazimento estivesse concluído ou muito avançado, abriu o tabernáculo e viu com espanto que a sagrada partícula havia se tornado uma substância sangrenta.

Ele informou ao arcebispo, então o cardeal Jorge Bergoglio, segundo informou o especializado site Miracoli Eucaristici concebido pelo Servo de Deus Carlo Acutis, (1991–2006) que descreve todos os procedimentos adotados que mencionamos neste post.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Dois milênios após a morte de São Paulo restauradores descobriram sua mais antiga imagem

Descoberta mais antiga imagem de São Paulo
Arqueólogos no momento que desvendaram a pintura.
Luis Dufaur
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Em 19 de junho de 2009 foi descoberta a mais antiga representação conhecida de São Paulo. Ela se remonta ao fim do século IV.

Segundo informaram as agências Reuters, Aleteia e Zenit, entre outras, foi localizada enquanto se praticavam escavações na catacumba de Santa Tecla, na via Ostiense, não longe da basílica do Apóstolo, fora das antigas muralhas de Roma.

Os arqueólogos limpavam com raios laser uma abóbada quando descobriram um exuberante afresco.

No centro estava representado o Bom Pastor. Em volta, tinha quatro círculos com as esfinges de São Pedro, São Paulo, e mais dos apóstolos.

Os arqueólogos Fabrizio Bisconti e Barbara Mazzei forneceram todos os detalhes da descoberta. Bisconti, que é secretario da Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra e presidente da Academia Pontifícia do Culto dos Mártires, ponderou que “pode ser considerado o ícone mais antigo do Apóstolo encontrado até agora”.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Cultos originários indígenas sacrificavam crianças
a deuses da Terra, confirmando a Bíblia: “são demônios”

Sacrifício Chimú de crianças. Reconstituição por Gabriel Prieto da Universidade Nacional de Trujillo; John W. Verano, Universidade de Tulane; Nicolas Goepfert, CNRS; Anne Pollard Rowe
Sacrifício Chimú de crianças. Reconstituição pelos arqueólogos Gabriel Prieto da Universidade Nacional de Trujillo;
John W. Verano, Universidade de Tulane; Nicolas Goepfert, CNRS; Anne Pollard Rowe.
Luis Dufaur
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Uma equipe de arqueólogos do Peru descobriu o que se acredita ser local do maior sacrifício em massa de crianças da História, segundo informou entre outros “The Guardian” de Londres.

Sem ser esse o objetivo dos cientistas, acabaram puxando o fulcro das atenções para uma das frases mais polêmicas das Sagradas Escrituras, confirmando-a.

Com efeito, quando elas se referem aos pagãos e a seus deuses, fazem-no com horror e execração. O Salmo 95 reza “todos os deuses dos gentios são demônios” (“Omnes dii gentium, daemonia”) (Salmo 95, 5).

Em numerosas passagens bíblicas, vemos os profetas e os representantes de Deus destruindo dos ídolos e os condenando ardendo de zelo pelo único Criador merecedor da única adoração.

Os crimes e os costumes depravados associados ao culto dos ídolos são também condenados com horror. Mas não faltou quem julgasse exageradas essas atitudes dos profetas e dos autores sagrados.

domingo, 29 de dezembro de 2019

Quem foram os Reis Magos?

'A viagem dos Magos' (1894), James Jacques-Joseph Tissot (1836-1902). Brooklyn Museum, New York City.
'A viagem dos Magos' (1894), James Jacques-Joseph Tissot (1836-1902).
Brooklyn Museum, New York City.
Luis Dufaur
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Um antigo documento conservado nos Arquivos Vaticanos lança uma certa luz, embora indireta e sujeita a caução, sobre a pessoa dos Reis Magos que foram adorar o Menino Jesus na Gruta de Belém. A informação foi veiculada por muitos órgãos de imprensa e páginas da Internet.

O documento é conhecido como “A Revelação dos Magos”. Provavelmente seja algum “apócrifo”, nome dado aos livros não incluídos pela Igreja Católica na Bíblia. Portanto, não são “canônicos”, apesar de poderem ser de algum autor sagrado.

“Canônico” deriva de “Cânon”, que é o catálogo de Livros Sagrados admitidos pela Igreja Católica e que constituem a Bíblia. Este catálogo está definitivamente encerrado e não sofrerá mais modificação.

Há uma série de argumentos profundos que justificam esta sábia decisão da Igreja.

Entretanto, uma extrema ponderação em apurar a verdade faz com que a Igreja não recuse em bloco esses “apócrifos” e reconheça que pode haver neles elementos históricos ou outros que ajudem à Fé.

Por isso mesmo, o Vaticano conserva a maior coleção mundial desses “apócrifos”, e os põe à disposição dos críticos de todas as religiões que queiram estudá-los.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

O inimaginável no olhar da Virgem de Guadalupe
desafios às ciências modernas

A imagem aqueropita (não pintada por mão humana)  de Nossa Senhora de Guadalupe, no seu santuário, Cidade do México
A imagem aqueropita (não pintada por mão humana)
de Nossa Senhora de Guadalupe, no seu santuário, Cidade do México
Luis Dufaur
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No dia 9 de dezembro de 1531, na cidade do México, Nossa Senhora apareceu ao nobre índio Quauhtlatoatzin — que havia sido batizado com o nome de Juan Diego — e pediu-lhe que dissesse ao bispo da cidade para construir uma igreja em sua honra.

Juan Diego transmitiu o pedido. O bispo exigiu alguma prova.

Então Nossa Senhora fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo.

Este o fez no dia 12 de dezembro, acondicionando-as no seu manto. Ao abri-lo diante do bispo e de várias outras pessoas, verificaram admirados que a imagem de Nossa Senhora estava estampada no manto.

O interesse da ciência começou na hora de investigar como é possível que o manto de Juan Diego se tenha conservado até hoje.

Esse tipo de manto, conhecido no México como tilma, é feito de tecido grosseiro, e deveria ter-se desfeito há muito tempo.

No século XVIII, pessoas piedosas decidiram fazer uma cópia da imagem, a mais fidedigna possível.

Teceram uma tilma idêntica, com as mesmas fibras de maguey da original.

Apesar de todo o cuidado, a tilma se desfez em quinze anos.

O manto de Guadalupe tem hoje 477 anos, portanto nada deveria restar dele.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Por que Jesus nasceu em Belém?

Igreja da Natividade, local da Gruta de Belém
Igreja da Natividade, local da Gruta de Belém
Luis Dufaur
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O imperador romano Augusto (63 a.C. – 14 d.C.) mandou fazer o que se chamava Breviarium Imperii (Estatística do Império).

Nessa estatística devia constar as riquezas de seu imenso reino: soldados, naves, reinos, províncias, tributos, impostos, doações...

A estatística obrigava, em consequência, o recenseamento da população.

Assim diz São Lucas em seu Evangelho, capítulo 2:
“1. Naqueles tempos, apareceu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra. (...)

“3. Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade.

“4. Também José subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi,

“5. para se alistar com a sua esposa, Maria, que estava grávida.

“6. Estando eles ali, completaram-se os dias dela.

“7. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria”. (São Lucas, 2, 1-7)

José e Maria tiveram que ir a Belém para recensear-se de acordo com a norma de que “todos os que habitassem fora das suas regiões nativas, voltassem ao seu recanto natal para cumprir a disciplina habitual do recenseamento”, contida por exemplo no decreto de Gaio Víbio Máximo, Prefeito do Egito, de 104 d.C.

No Oriente a pertença à família ou estirpe era de importância capital; todo cidadão sabia a que estirpe pertencia.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Achada uma civilização perdida: o reino maldito de Esaú

Túmulos perto de Petra, Jordânia. Foi uma capital edomita
mas os entalhes são nabateus, civilização posterior.
Luis Dufaur
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Há cidades ou civilizações perdidas que intrigam os homens modernos. Algumas pertencem mais provavelmente à lenda, mas de outras há lembranças dignas de crédito.

O que foi delas? Por que desapareceram? Foram amaldiçoadas’

Desapareceram totalmente ou acabaram se integrando em alguma outra, dando origem a filões psicológicos que continuaram influenciando a História mais ou menos sorrateiramente?

Os casos de Caim e Esaú nos interessam especialmente pela sua presença na Bíblia. Aonde foram eles? No que é que deram?

Entre essas incógnitas históricas cabe o reino bíblico de Edom, ou o reino fundado por Esaú após vender sua primogenitura e abandonar o lar paterno.

Mais recentemente, um longo trabalho veio trazer a lume os vestígios desse reino, extinto há milênios, mas que deixou um filão moral e cultural de representantes até no Novo Testamento.

E houve os que tiveram um papel horroroso na Paixão e Morte de Nosso Senhor, segundo narram os Evangelhos.

Edom significa “vermelho”, da mesma maneira que “Esaú”, pela cor da sopa em troca da qual vendeu seus nobres direitos.

Abandonando o lar, internou-se no deserto com a família e animais e sua sorte foi sempre foi um quebra-cabeça significativo para a arqueologia bíblica.