segunda-feira, 6 de maio de 2019

As tremendas feridas provocadas pela lançada segundo o Santo Sudário

Montagem artística da mostra "O homem do Sudário. Foto: Luis Guillermo Arroyave, Curitiba
Montagem artística da mostra "O homem do Sudário". Foto: Luis Guillermo Arroyave, Curitiba
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Numa entrevista especial ao jornal italiano “La Stampa” de Turim, citado por “Infovaticana” e que citamos em post anterior (cfr. Santo Sudário: por que um braço é mais longo que o outro?), o Dr. Filippo Marchisio, chefe de Radiologia do hospital de Rivoli, e Pier Luigi Baima Bollone, professor de Medicina Forense na Universidade de Turim e diretor do Centro Internacional de Sindonologia, descreveram a investigação científica do acontecido no tremendo momento em que o centurião Longino perfurou o lado de Nosso Senhor já morto na Cruz.

Para isso utilizaram equipamentos radiológicos destinados ao trabalho profissional no hospital de Rivoli.

54. O centurião e seus homens que montavam guarda a Jesus, diante do estremecimento da terra e de tudo o que se passava, disseram entre si, possuídos de grande temor: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!”. (Mt 27,54)

39. O centurião que estava diante de Jesus, ao ver que ele tinha expirado assim, disse: “Este homem era realmente o Filho de Deus”. (Mc 15,39)

46. Jesus deu então um grande brado e disse: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. E, dizendo isso, expirou.

47. Vendo o centurião o que acontecia, deu glória a Deus e disse: “Na verdade, este homem era um justo”. (Lc 23,47)

Malgrado o acúmulo de provas e indícios, ainda há resistência no Vaticano a reconhecer oficialmente o Santo Sudário enquanto mortalha que verdadeiramente envolveu o Corpo do Redentor.

De ali procede a importância destes trabalhos, embora em clave científica e não religiosa.

São João testemunhou a tremenda lançada:

Lança Sagrada conservada na Schatzkammer, Viena, Áustria
Lança Sagrada conservada na Schatzkammer, Viena, Áustria
“31. Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.

“32. Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados.

“33. Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas,

“34. mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.

“35. O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais.

“36. Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Ex 12,46).” (São João, 19: 31 ss)

Como é bem conhecido, o centurião (chefe de centúria: 100 homens aprox.) romano Longinos reconheceu que Cristo é Deus na hora de dar a lançada.

E tendo sido curado da cegueira pelo respingo de gotas do lado aberto, se converteu e foi apóstolo da fé de Jesus Cristo.

Ele é venerado como Santo pela Igreja. São Longinos recolheu o sangue que pode e levou consigo.

Procissão do Preciosíssimo Sangue, em Weingarten, Alemanha
Procissão do Preciosíssimo Sangue, em Weingarten, Alemanha
Essa relíquia do divino sangue se encontra na abadia de Weingarten, na Alemanha e é objeto de veneração popular. Cfr: Procissão do Preciosíssimo Sangue, em Weingarten, Alemanha

Os investigadores identificaram o ponto exato em que a lançada atravessou o lado da divina vítima e também o orifício menor de saída.

Por esta via, puderam fazer o esquema de quais foram os órgãos internos perfurados pelo brutal golpe de graça.

Essa “liberou uma acumulação de sangue reunida na cavidade pleural”, quer dizer, no espaço cheio de líquido entre as duas pleuras pulmonares de cada pulmão.

O Dr. Marchisio explicou que “o sangue escorreu principalmente para o lado direito, ao longo do canal formado pelo braço até a altura do cotovelo e se acumulava para formar o cinturão de sangue que se observa [no Sudário] na altura da região lombar”.

“As relações anatómicas reveladas pela reconstrução das partes faltantes fornecem uma demonstração da natureza extraordinária e a coerência do Santo Sudário”, sublinhou o investigador.

“Quanto mais a gente estuda, mais surpresas leva”, concluiu.


Vídeo: Os instrumentos da Paixão. A ponta da lança (italiano)





Isaías 53
 
3. Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele.*

4. Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado.

5. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas.*

6. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós.

7. Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. Ele não abriu a boca.*

8. Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo?*

9. Foi-lhe dada sepultura ao lado de facínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira.



Vídeo: O mistério do Santo Sudário





segunda-feira, 22 de abril de 2019

Santo Sudário: por que um braço é mais longo que o outro?

Braço direito é mais cumprido. Manchas nos antebraços são do sangue que correu dos pregos.
Manchas laterais são de partes queimadas no incêndio de 1532.
Trabalho digital sobre o 'negativo' do Sudário que por isso aparece invertido
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Um dado evidenciado no Santo Sudário é a desigualdade notória na extensão de ambos os braços. A anomalia sempre intrigou os especialistas, sobre tudo considerando a maravilhosa harmonia do corpo de Nosso Senhor.

A diferença faz que não coincidam as mãos na posição mortuária. Naturalmente deveriam se cruzar e se superpor no mesmo ponto. A mão direita excede a esquerda em alguns centímetros.

Também a posição do braço direito é diversa. Ele se encontra mais separado do corpo como se a intenção fosse forçar a equidistância com a posição do braço esquerdo.

Em poucas palavras, o braço direito é mais longo que o esquerdo. A diferença entre os dois é de 6 centímetros, segundo o estudo que apresentamos neste post.

Como se explica?

O corpo de Nosso Senhor é extraordinariamente harmonioso e proporcionado. Porém nele se observam deformações provocadas pelos brutais golpes recebidos durante a Paixão, como o desvio de septo nasal.

No caso do braço, qual foi a causa?

Há hipóteses, com seus respectivos postuladores e opositores.

Santo Sudário mão direita mais cumprida no 'positivo'.
Santo Sudário: mão direita mais cumprida no 'positivo'.
O Dr. Filippo Marchisio, chefe de Radiologia do hospital de Rivoli, e Pier Luigi Baima Bollone, professor de Medicina Forense na Universidade de Turim e diretor do Centro Internacional de Sindonologia, resolveram indagar o caso. Utilizaram equipamentos radiológicos para o trabalho profissional do hospital de Rivoli.

Explicaram o procedimento e as constatações numa entrevista especial ao jornal italiano “La Stampa” de Turim, citado por “Infovaticana”.

De início, chamou a atenção dos cientistas o fato de o braço direito do Homem do Santo Sudário aparecer 6 centímetros mais longo que o esquerdo.

Esta anomalia podia se dever a uma fratura no cotovelo ou a um deslocamento do ombro provocada pela crucificação.

Para outros sérios estudos, o deslocamento teria acontecido na primeira queda de Nosso Senhor na Via Dolorosa.

Pelo impacto contra o chão o patibulum (a trave da Cruz) que os romanos amarravam aos braços e sobre os ombros dos condenados teria deslocado o braço direito do encaixe natural. Cfr.: Médico espanhol: não acredita no Santo Sudário quem não quer mudar de vida.

Com os braços amarrados, o lado direito do rosto de Nosso Senhor teria se esmagado contra o chão sem poder se segurar com as mãos. Os efeitos desta queda já foram analisados em outros estudos. Cfr: Revelações das chagas de Jesus impressas no Santo Sudário de Turim

Uma desarticulação teria impedido Jesus de continuar carregando o patibulum, pois o braço direito teria ficado desconjuntado, solto.

Por isso, os soldados romanos teriam constrangido pela força a Simão de Cirene, o Cireneu, que assistia à cena em meio do povo, a auxiliar Jesus a carregar a Cruz.

A lesão no ombro é a Chaga objeto de uma devoção especial que teria sido a mais dolorosa de todas.

Dr Filippo Marchisio, diretor de Radiologia do hospital de Rivoli,
um dos autores do trabalho
Os cientistas também consideraram que os braços do corpo morto de Jesus provavelmente foram dobrados à força no momento de preparar o corpo para o enterro.

Acontece que a parte superior dos braços e, portanto, os ombros não estão visíveis no Santo Sudário pois foram consumidas no incêndio de 1532 na capela do castelo dos duques de Sabóia em Chambéry.

As partes devoradas pelo fogo aparecem nas fotos como triângulos de cor única.

As partes contiguas carbonizadas ou não inteiramente consumidas formam triângulos irregulares.

Essas formas se devem ao fato que o Santo Sudário é conservado dobrado e o incêndio afetou mais os cantos e as pregas do pano.

Os cientistas então aplicaram tecnologias modernas para reconstituir as partes faltantes na mortalha.

O Dr. Marchisio usou um scanner CAT do Instituto de Radiologia de Turim e os bons empréstimos de um voluntário de 32 anos que tem uma morfologia atlética similar à do homem do Sudário.

Escaneando-o “refez” na tela do computador as partes faltantes, jogando com uma superposição de imagens.

A tomografia computadorizada (TC) permitiu “uma reprodução perfeita do corpo sem a subjetividade inerente à criação artística”, disse Marchisio.

O prof. Pierluigi Baima Bollone, outro dos autores da análise
O prof. Pierluigi Baima Bollone, outro dos autores da análise
“A tomografia computadorizada sublinhou a anormalidade da posição dos ombros e das mãos”. De fato, a violência do impacto teria tirado o braço do seu encaixe no ombro.

O mal teria sido agravado pela crucificação: o peso do corpo teria puxado ainda mais a separação, que chegou aos 6 centímetros calculados.

O corpo crucificado tinha menos sustentação pela direita desconjuntada e tinha que se entortar todo para esse lado para não cair para o lado esquerdo.

De ali, os cientistas concluíram estar na posse de “um elemento adicional que reforça a hipótese de que o Homem do Santo Sudário foi realmente crucificado”.

Essa é uma confirmação a mais da concordância do Santo Sudário com o relato do Evangelho.

Marchisio e Bollone também confirmaram que as manchas de sangue no Sudário de Turim são “absolutamente realistas”, pondo de lado uma tentativa anterior de má fé e frustra, de desqualificar a sagrada relíquia.

Para os especialistas, “nossa pesquisa valoriza a hipótese de um dano feito ao braço mais longo”, diz o Dr. Marchisio. “É uma confirmação de que se trata de um homem crucificado e descido da Cruz”, acrescenta o prof. Baima Bollone.

A explicação estaria precisamente na parte do linho mortuário perdida no incêndio de Chambéry de 1532.

As pinturas que reproduzem o Santo Sudário omitem as partes queimadas porque não têm beleza nem interesse artístico.

Na primeira queda, o peso do patibulum teria deslocado o braço do ombro direito.
Nicola Fumo, San Ginés, Madri
“Porém a tomografia computadorizada permite uma reprodução perfeita da volumetria do corpo e nos consente reconstruir as partes que faltam sem a subjetividade ínsita à criação artística”.

O estudo também considerou que a posição em que ficou o Corpo é própria de um crucificado.

Essa posição ficou conservada em virtude da rigidez cadavérica que começou quando o corpo morto se foi esfriando na Cruz, sendo a postura pouco mudada por aqueles que arrumaram o Corpo para a sepultura.

Com exceção de um certo esforço para pôr os braços de modo a que as mãos cobrissem o púbis.

A tomografia computadorizada põe em ressalto que a posição das costas e das mãos não é a normal.

Isso equivale a dizer: a nenhum falsificador lhe teria ocorrido desenhar um braço mais longo que o outro, comentou o site “Sindone e dintorni” publicado por um grande projeto sobre o Santo Sudário patrocinado por instituições governamentais de Turim e do Piemonte.


terça-feira, 16 de abril de 2019

O rosto de Jesus Cristo impresso em Notre Dame

A Paixão de Cristo e a Paixão da Igreja em nossos dias
A Paixão de Cristo e a Paixão da Igreja em nossos dias
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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“Eu não posso me esquecer que uma das viagens que eu fiz a Paris, eu cheguei à noitinha. Jantei, e fui imediatamente ver a Catedral de Notre-Dame.

Era uma noite de verão, não extraordinariamente bonita, comum.

A Catedral estava iluminada, e o automóvel em que eu vinha passava da rive gauche para a ilha, e eu via a Catedral assim de lado, e numa focalização completamente fortuita.

Ela me pareceu desde logo, naquele ângulo tomado assim, se acaso existisse ‒ em algum sentido existe ‒ eu diria que é tomado ao acaso, eu olhei e achei tão belo que eu fiquei com vontade de dizer ao automóvel:

“Para, que eu quero ficar aqui! Eu sei que o resto é muito belo, mas eu creio que poucos olharam essa Catedral desse ângulo e pararam.

“E eu quero ser dos poucos, para dar a Nossa Senhora o louvor deste ponto de vista aqui, que os outros talvez não tenham louvado suficientemente.

“Ao menos se dirá que uma vez, um peregrino vindo de longe amou o que muitos outros, por pressa, por isso ou por não terem recebido uma graça especial naquele momento para aquilo, não chegaram a amar.”

“E em todos os grandes monumentos da Cristandade, depois de admirar as maravilhas, eu tenho a tendência a ir admirando os pormenores, num ato de reparação, porque esses pormenores talvez não tenham sido amados como eles deveriam ser amados.

“E então fazer ao menos isto: amar o que deveria ter sido amado e que foi esquecido. É sempre a nossa vocação de levar à tona as verdades esquecidas, que os homens põem de lado.

“Eu fiquei encantado com a Catedral naquele ângulo.

“Depois dei a volta, e voltei para o hotel com a alma cheia.

“E se alguém naquele momento me lembrasse da palavra da Escritura:

“Eis a igreja de uma beleza perfeita, a alegria do mundo inteiro”, eu teria dito: “Oh! como está bem expresso! É bem o que eu sinto a respeito da Catedral.”

“E aí, do fundo de nossas almas, do fundo de nossas inocências, sobe uma coisa que é luz, superluz, mas ao mesmo tempo é penumbra ou é obscuridade sem ser treva.

“E é a ideia de todas as catedrais góticas do mundo, as que foram construídas, e as que não foram construídas, dando uma ideia de conjunto de Deus. Que, entretanto, ainda é infinitamente mais do que isso.

“Aí o espírito que inspirou todas essas catedrais nos aparece.

“E aí, realmente, mais nós vivemos no Céu do que na Terra.

“E aí o nosso desejo de uma outra vida, de conhecer um Outro, tão interno em mim que é mais eu do que eu mesmo sou eu, mas tão superior a mim que eu não sou nem sequer um grão de poeira em comparação com Ele, esse meu desejo se realiza.

“Eu digo: “Ah, eu compreendo, o Céu deve ser assim!”

“Nós amamos ainda mais o puríssimo Espírito, eterno e invisível, que criou tudo aquilo, para dizer:

“Meu filho, Eu existo. Ame-me e compreenda: isto é semelhante a Mim.

“Mas, sobretudo, por mais belo que isto seja, Eu sou infinitamente dessemelhante disto, por uma forma de beleza tão quintessenciada e superior, que é só quando me vires que verdadeiramente te darás conta do que Eu sou.

“Vem, meu filho. Vem, que eu te espero!

“Luta por mais algum tempo, que Eu estou me preparando para te mostrar no Céu belezas ainda maiores, na proporção em que for grande e dura a tua luta.

“Espera que, quando estiveres pronto para veres aquilo que Eu tinha intenção de que visses quando Eu te criei.

“Meu filho, sou Eu a tua Catedral!

“A Catedral demasiadamente grande! A Catedral demasiadamente bela!

“A Catedral que fez florescer nos lábios da Virgem um sorriso como nenhuma jóia fez florescer, nenhuma rosa, e nem sequer nenhuma das meras criaturas que Ela conheceu.”

“Essa Catedral é Nosso Senhor Jesus Cristo.

“É o Coração de Jesus que tirou do Coração de Maria harmonias como nada tirou. Ali, tu o conhecerás.”

“Ele disse dEle: “Serei Eu mesmo a vossa recompensa demasiadamente grande”.


Vídeo: O rosto de Jesus Cristo impresso em Notre Dame



segunda-feira, 8 de abril de 2019

As reveladoras descobertas na relíquia de Nossa Senhora de Coromoto

O olho de Nossa Senhora de Coromoto mede dois micrômetros (unidade de medida de comprimento que corresponde à milionésima (1 milhão) parte do metro)
O olho de Nossa Senhora de Coromoto mede dois micrômetros
(unidade de medida de comprimento que corresponde à milionésima (1 milhão) parte do metro)
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Os segredos de Nossa Senhora de Coromoto


Pablo González, outro dos restauradores da relíquia de Nossa Senhora de Coromoto observou:

“Nossa Senhora de Coromoto e Nossa Senhora de Guadalupe são as únicas duas aparições da Virgem Santíssima onde a Santíssima Mãe deixa um testemunho físico, não obstante a diferença enorme de tamanho.

“Ela não é uma relíquia. A Virgem Santíssima é uma mariofania, é uma manifestação viva de Maria Santíssima. A Virgem está viva ali.

“Na restauração feita em 2009 se comprovou que o olho esquerdo, por exemplo tem orbita, tem iris, tem cristalino, é um olho humano perfeitamente.

“O tamanho real do olho equivale a uma picada de uma agulha em sua parte mais fininha. Esse é o tamanho do olho. (...)

“A imagem apresentava uma mancha aparentemente como de óxido marrom que lhe cobria parte da cara e impedia totalmente ver seu rosto.

“Aparte disso tinha fungos. Estava sumamente deteriorada.

“Lembrem que foi uma imagem que durante muitíssimos anos não teve proteção, não teve vidros.

“Incluso houve um sacerdote que instituiu o ‘beijo da Virgem’ uma vez por semana. Imagine cinquenta ou cem pessoas beijando a imagem. Todos temos um tipo de pH diferente, houve contato de saliva.

Pablo González, um dos restauradores relata
Pablo González, um dos restauradores relata
“O primeiro milagre é que um suporte com a qualidade de um guardanapo esteja em perfeito estado passados 363 anos. (...)

“Já o primeiro milagre tecnicamente é que este processo de restauração requeria entre três e cinco semanas aproximadamente e milagrosamente a restauração se fez em apenas seis dias.

“Uma parte da imagem estava colada completamente ao cristal que a protegia.

“Terá já acontecido a você que uma fotografia se cole ao vidro, e ao tentar descola-la a foto fica colada, se danifica, se rompe.

“Este era um dos grandes temores que tínhamos como restauradores. Primeiro, o nível de adesão da imagem ao vidro, e segundo o tamanho e o que representa o ícone católico de todos os venezuelanos.

“E, algo assombroso, um processo que para começar tinha como mínimo sete horas, em apenas 18 minutos exatamente a Virgem Santíssima se separou.

“Os pigmentos que compõem a pintura da imagem de Guadalupe nunca penetraram a juta.

“As tintas que compõem o desenho de Nossa Senhora de Coromoto nunca penetraram o papel. Há adesão ao papel, mas o olho dá a sensação de que a pintura está sobre o suporte.

“O desenho foi feito de um só traço. Humanamente isso é impossível.

“Além do mais, vocês encontram linhas cruzadas. Onde está o cruze das linhas se vocês colocam o microscópio vão ver o montículo onde há dois traços de tinta no mesmo sitio.

Excerto de trailer sobre O milagre de Coromoto.
Como a imagem de Nossa Senhora, hoje padroeira da Venezuela, apareceu miraculosamente na mão do índio que queria matá-la.
E por fim o converteu.

“Mas resulta que pondo o microscópio em forma rasante, vocês veem uma só densidade de tinta.

“Não há montículo, isso é impossível que a mão humana tenha feito.

“Esse processo de restauração devia ter demorado entre três e cinco semanas pelo menos posto o estado tão precário em que estava a própria imagem e, além do mais, o tamanho.

“Esta foi uma microrestauração. A primeira desta ordem que se faz na América Latina: são apenas dois centímetros e meio por dois centímetros.

“E em apenas seis dias fica pronta a Virgem, fica restaurada. Para nós foi um milagre.

“Nós não temos suporte técnico como para responder a muitos restauradores que não estiveram ali e que não acreditam que a imagem pode ser restaurada postas nas condições em que estava nesse período.

“Isso definitivamente foi obra dEla própria.

“A Virgem Santíssima é totalmente diferente da imagem que nós vínhamos venerando.

“A Virgem não tem por trás um trono, não tem duas colunas sustentando um arco.

“Na realidade o que tem por trás dEla é o interior da maloca do índio Coromoto. Isso é o que há exatamente detrás da imagem da Virgem.

Um seguinte passo seria localizar uma equipe científica.

“Nós não somos cientistas, nós somos restauradores.

“A parte de certificação de todas as revelações que a Virgem Santíssima oferece em sua imagem corresponde aos cientistas.

“O passo consistiria em conversações com equipes de cientistas idôneos. Oxalá pudesse ser a mesma equipe que fez o trabalho de investigação sobre a tilma [poncho] de Guadalupe posto que são duas aparições com presença de eventos muito similares.

“É incrível como se parecem os eventos de uma com a outra.

“A Virgem escolhe materiais próprios da região, em México escolhe o agave que é um dos materiais mais comuns lá.

“Aqui em Venezuela ela pega algodão. O desenho repousa sobre um suporte de algodão.

“Como se você tivesse colhido o algodão no mato, o tivesse esmagado e sobre esse suporte repousa o desenho.

“Há um relevo tão notório que é como se o desenho tivesse sido com fios que você pode apreciar, mas isso sim não há montículos.

“Há um só traço e uma só densidade em toda a imagem.

“Como restaurador o primeiro era submeter a um tratamento aquoso a imagem.

“A primeira prova se fez com água pura para ver que reação química podia haver entre as tintas e todos os elementos que a compunham.

“Pois vejam milagrosamente, isso não sucede, a mancha desapareceu quase por arte de magia.

“A imagem branqueou sem utilizar nenhum tipo de química. Processo químico algum foi utilizado na imagem da Virgem.

“E a Virgem recuperou sua cor, de papel, a Virgem tirou suas manchas e hoje em dia, malgrado faltem alguns fragmentos, temos uma imagem quase a mesma que deixou Ela em 1652.

“Isso que aconteceu ali é realmente assombroso”.


Vídeo: As reveladoras descobertas na relíquia de Nossa Senhora de Coromoto






Relíquia de Nossa Senhora de Coromoto está se autorestaurando

Por sua vez, a socióloga Maria García de Fleury, investigadora da relíquia de Coromoto, forneceu novas e inimaginadas características dessa imagem única no mundo.

“Ela mudou. O problema é que Ela mudou na proporção do que está acontecendo historicamente na Venezuela.

“A imagem dEla está mudando de acordo com o que está acontecendo no país.

“E num momento determinado tinha uma grande parte que estava totalmente rota, desfeita, por isso foi posta sobre um algodão.

“Mas essa parte foi se autorestaurando.

“Hoje por hoje tem forma de um cordeiro. Mas esse cordeiro era muito maior e mais gordo em 2012.

“Agora o cordeiro é muito mais fino e vê-se cada vez melhor a cara o rosto e a cara do Menino Jesus.

“Essa é uma mensagem de esperança.

“As borboletas com o oito e o nove voltaram a aparecer, que são as borboletas da Virgem de Coromoto, únicas no mundo.

“Não existem outras borboletas no mundo com o oito e o nove. Aqui na Venezuela voltaram a aparecer.

“Por que? Porque Ela nos está enviando uma mensagem de esperança e o cordeiro todos os dias se põe mais estreito, mais estreito.

“A imagem está se autorecuperando Ela sozinha”.


Vídeo: Relíquia de Nossa Senhora de Coromoto está se autorestaurando




segunda-feira, 25 de março de 2019

Os segredos de Nossa Senhora de Coromoto

Proporções minúsculas da imagem de Nossa Senhora de Coromoto patenteiam aspectos tecnicamente inauditos.
Proporções minúsculas da imagem de Nossa Senhora de Coromoto patenteiam aspectos tecnicamente inauditos.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Já tivemos oportunidade de tratarmos sobre as dificuldades técnicas apresentadas pela restauração da imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela. Confira: Imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela: descobertas surpreendentes

E também da humanamente inexplicável rápida recuperação.

Um conjunto de vídeos, com entrevistas e/ou testemunhos dos restauradores eles próprios, nos fornece a grata oportunidade de voltarmos ao caso, pela voz dos atores de primeira linha.

O restaurador José Luis Mateus, presidente da Associação Maria Caminho a Jesus explicou por que decidiram iniciar a delicada restauração:

“Aqueles que trabalharíamos como restauradores entramos em contato pelo fim de 2008 e ficamos alarmados pela gravidade dos danos que encontramos nEla.

“Por isso, propusemos ao bispo de Guanare [diocese do santuário], Mons. Sotero Valero através do reitor do santuário Pe. Manuel Brito fazer realizar um processo de restauração nas proximidades do Santuário.

“Em janeiro do ano 2009 a Conferência Episcopal venezuelana autorizou levar adiante o processo de restauração”.

A continuação explica o problema com que se depararam:

“A relíquia estava muito suja, muito contaminada, rota em vários pedaços.

José Luis Mateus, um dos restauradores explica os problemas e as surpresas.
José Luis Mateus, um dos restauradores explica os problemas e as surpresas.
“Um pedaço importante dEla estava colado no cristal do estojo onde estava sendo exibida e muitos outros fragmentos pequenos estavam colados num suporte interior.

“O maior desafio para a equipe de restauração era conseguir descolar estas pequenas relíquias sem que sofressem dano.

“A Santíssima Virgem nos encheu de bênçãos e nos mostrou sua gratidão pelo trabalho que fazíamos.

“E o primeiro dia logramos num tempo inusual desprender as partes que estavam coladas sem causar dano algum, logramos recolher todos os fragmentos dispersos e pudemos limpar todas as impurezas que havia nessa relíquia.

“O processo foi assombroso não só pela rapidez com que foi feito, mas porque quando os especialistas mediram o pH das águas que se usaram para limpá-la, de maneira inexplicável verificaram que embora a água estivesse bastante suja o pH dessa água era neutro.

“Enquanto que o pH do suporte inferior era bastante alto.

“Outro dos achados neste primeiro dia de trabalho foi que pondo a pequena relíquia acima de uma mesa de vidro com iluminação pudemos constatar que tinha múltiplas perfurações ao longo das linhas principais que a conformavam.

“Isso pode explicar por que a relíquia estava fragmentada em tantos pedaços.

“Essa técnica se usava antigamente para fazer reproduções de tamanho original de uma peça muito difícil de reproduzir.

“Mas, durante o processo de restauração, houve achados que nos impactaram mais do que outros.

Os restauradores trabalhando
Os restauradores trabalhando
“Por exemplo, ao fazer ampliações fotográficas da relíquia pudemos perceber que a Virgem que nos apresentavam ao longo dos anos como sentada num trono de ouro, na realidade se encontra num contexto indígena.

“Aquilo que está em volta dEla na realidade é a choupana do cacique Coromoto.

“E a parede de canas que há aos lados da Santíssima Virgem há uma série de símbolos.

“Segundo o antropólogo Nemesio Montiel [N.R.: Asesor do Vicerreitorado Académico da Universidade del Zulia] que teve oportunidade de estudar preliminarmente as fotos da relíquia, são símbolos indígenas venezuelanos.

“Numa tabela de simbologia aborígene venezuelana se encontram vários deles.

“Um elemento que chamava a atenção desde os estudos prévios é que a tinta tinha um brilho particular e um certo relevo que não era usual.

“Dali surgiu a ideia de observar mais detidamente a tinta e estudá-la melhor.

“Decidimos ir a um laboratório da Universidade Lisandro Alvarado onde pudemos observar a relíquia através de um microscópio.

“Quando a relíquia ficou sob o microscópio pudemos fotografar de maneira separada e bastante acertada a coroa da Virgem, seu formoso rosto.

“Pudemos ver esses relevos da tinta que se vem à luz rasante.

“Pudemos também ver as múltiplas perfurações nas diversas densidades do papel e nas diversas partes da relíquia.

“Mas, a surpresa que ninguém esperava foi quando descobrimos que os olhos da Virgem estavam perfeitamente desenhados.

“Vocês entenderão que um desenho que só tem dois centímetros de altura e dois centímetros de largura é uma miniatura.

É muito difícil determinar tanta precisão e tanto detalhe que há na relíquia.

“Era inimaginável, ninguém podia suspeitar que os olhos da Virgem estavam perfeitamente desenhados.

“De fato, quando uma das restauradoras estava calibrando o microscópio e logrou ver isso, praticamente empurrou o microscópio e disse: “venham ver vocês porque ... não quero dizer nada, vejam vocês”

A sensação que nós tínhamos era que alguém nos olhava através do microscópio. Era um olho vivo. E isso nos comoveu profundamente.

“Este achado foi para nós como a marca que certificava que efetivamente esta relíquia é original e que tem uma origem para além da ciência e do alcance humano.

“Porque pintar um olho com tanto nível de detalhe como tem a Virgem de Coromoto, segundo a opinião de quem temos consultado até agora é humanamente impossível.

“Nossa surpresa foi maior quando estudando este olho descobrimos que tinha um pequeno ponto de luz e ao amplifica-lo pudemos observar o que parece uma silhueta humana.

Esta silhueta coincide com o relato da índia Isabel da posição do cacique Coromoto após pegar a Virgem pelo braço e a sagrada relíquia que ficou em sua mão.

“Vê-se o perfil de um homem com a cabeça agachada, com o punho fechado e o braço esticado, o outro braço se vê parte por trás.

“Aquilo foi para nós muito, muito especial, nos comoveu de maneira muito intima a todos os membros da equipe de restauração.

“E logo apresentamos todos estes resultados ao bispo de Guanare e depois à Conferência Episcopal venezuelana”.


Vídeo: Os segredos de Nossa Senhora de Coromoto




continua no próximo post: As reveladoras descobertas na relíquia de Nossa Senhora de Coromoto


segunda-feira, 11 de março de 2019

Simulacros de crucificação apontam:
o Sudário de Turim é autêntico

Assim foram feitos os exigentes testes
Assim foram feitos os exigentes testes
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O desejo de estudar o Santo Sudário para afastar toda dúvida a seu respeito levou cientistas da Europa e dos EUA a uma ousada experiência.

Para provar que a sagrada relíquia é verdadeira e realmente o linho que envolveu Jesus crucificado no Santo Sepulcro, os pesquisadores recrutaram homens voluntários para se submeter às condições de uma crucificação.

Nessa posição foram irrigados com sangue para estudar o modo como essa escorre em posição tão violenta, informou a revista “Science Magazine”.


A experiência havia sido macaqueada por ativistas ateus e anticlericais com uma figura material e sangue impróprio. Esses ativistas anunciaram ter provado que o Santo Sudário é falso. O primarismo da montagem foi desvendado por cientistas experientes.

Mas, a grande mídia não deixa de insistir nesse truque fazendo ruído como um realejo gasto.

Veja mais a respeito em: Negam a autenticidade do Sudário porque recusam Cristo e Sua Ressurreição

Modelos testados pela equipe de Fanti para chegar à conclusão
Modelos testados pela equipe de Fanti para chegar à conclusão
Agora, a mesma experiência foi realizada segundo os requerimentos da ciência.

Os resultados foram publicados na revista Proceedings of the American Academy of Forensic Sciences, fevereiro de 2019, ano XXV, que recolhe os resultados da 71ª Semana Científica Anual sobre questões forenses, em Baltimore, Maryland. Leia a ementa clicando em RESUMO E73, p. 573.

A equipe responsável pela experimentação pertence ao Turin Shroud Center of Colorado, de Colorado Springs e foi dirigida pelo Dr. John Jackson.

Na ementa (abstract) do trabalho, os autores descrevem ter realizado “um procedimento experimental que “por meio de mecanismos especiais de fixação dos punhos e dos pés suspendem segura e realisticamente homens como numa crucificação numa cruz de tamanho real”.

Assim os investigadores analisaram a mecânica da crucificação, como por exemplo o ponto onde foram cravados os pregos.

A tentativa de recriar essas características foi repetida com cada voluntário que foi posto na cruz.

Os homens com idade por volta de 32 anos foram “cuidadosamente escolhidos para corresponder, tanto quanto possível, à fisiologia representada pelas impressões frontais e dorsais visíveis no Sudário de Turim”, explicam.

. O prof. Juan Manuel Miñarro, da Universidade de Sevilla
também fez um crucificado com base no Santo Sudário.
A equipe de Johnson privilegiou o lado científico,
e Miñarro destacou o lado estético. A semelhança dos resultados impressiona.
Veja mais em Professor faz Crucificado segundo os dados do Santo Sudário
“A cruz e o sistema de suspensão foram desenhados para se adequar às várias posições que provavelmente assumiu o corpo”.

“Médicos profissionais foram convidados para contribuir ao procedimento experimental e às análises, e também para garantir a segurança da saúde dos voluntários”.

Atingida a posição certa, os pesquisadores aplicaram o sangue e “documentaram e analisaram” os “padrões resultantes do escorregamento do sangue sobre as pessoas que simulavam a crucificação”.

O Dr. John Jackson é precursor nesse tipo de experimentos. Ele participou da primeira grande analise científica do Sudário por uma equipe altamente especializada da NASA em 1978, o projeto STURP (Shroud of Turin Research Project – Projeto de Pesquisa no Sudário de Turim).

Em 1981 o Dr. Jackson publicou um relatório concluindo que a imagem do Sudário tem a “forma real humana de um homem flagelado e crucificado” e que não foi feita por artista.

O trabalho de Jackson concluiu que nem a física, nem a química pode explicar a impressão da imagem na mortalha. Esta incapacidade de explicar cientificamente como ficou impressa a imagem no Sudário persiste até hoje.

O Dr Jackson levantou a hipótese de uma eventual intensa radiação que imprimiu a imagem.

Por sua vez, o Dr. Giulio Fanti, testou a teoria em 2015 envolvendo um manequim com um sudário do mesmo tamanho e qualidade de linho e descarregando 300.000 volts de eletricidade durante 24 horas para criar a descarga coronal que ionizaria o ar circunstante e impressionaria o material, como avançava a hipótese.

O Dr. John Jackson, do Turin Shroud Centre of Colorado apresentou os resultados.
O Dr. John Jackson, do Turin Shroud Centre of Colorado apresentou os resultados.
Mas concluiu: “centenas de cientistas tentaram em vão propor hipóteses capazes de explicar parcialmente a imagem do corpo”. A ciência humana não tem resposta.

Segundo os responsáveis pelo estudo, citados pela Revista Galileu “esses experimentos representam uma importante utilização de dados médicos forenses, físicos e históricos para investigar e fornecer informações sobre a prática de crucificação, usando o Sudário de Turim como uma representação arqueológica possível daquela antiga prática”.

De fato, calcula-se que os romanos, ao longo de séculos, crucificaram milhares de pessoas. Mas com coroa de espinhas só se sabe do Homem do Sudário.

O trabalho foi apresentado em Baltimore como “um experimento de crucificação para avaliar os fluxos de sangue do pulso e do antebraço observados no Santo Sudário de Turim”, noticiaram “Business Insider” e “La Nuova Bussola Quotidiana”

Os resultados terão um notável impacto na ciência forense porque a variedade de dados de medicina legal, física e história correlacionados de maneira interdisciplinar deita novas luzes sobre a antiga e cruel prática romana.

O exame analisou a totalidade dos fluxos de sangue existentes no Santo Sudário para determinar quais aconteceram durante a crucificação e quais outros após a morte.

As conclusões obtidas sublinharam a autenticidade do Santo Sudário com modos novos e inesperados, desfazendo tentativas de desqualificação, em geral motivadas por preconceitos anticatólicos, e não científicos.


O Dr. John Jackson e sua mulher entrevistados pela EWTN (em inglês)




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Jesus em 3D segundo o Santo Sudário:
um homem de uma beleza extraordinária e majestosa

Reconstituição em 3D do corpo de Nosso Senhor segundo o Santo Sudário.
Prof. Giulio Fanti e equipe da Universidade de Padua
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Giulio Fanti, professor de medições mecânicas e térmicas na Universidade de Pádua, Itália, conseguiu criar uma imagem em 3D, tridimensional, do corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo envolto no Santo Sudário.

“Consideramos que finalmente estamos diante de uma imagem precisa de como era Jesus nesta terra.

“A partir de agora não será mais possível retratá-lo sem levar em conta este trabalho”, explicou o autor, segundo informou “The Christian Post”.

Usando técnicas avançadas, o professor Fanti fez a reconstituição em 3D a partir das marcas na mortalha usada para envolver Jesus depois de sua morte na Cruz.

Fanti explicou sua obra como uma imagem “em tamanho natural, feita com base em medidas milimétricas tomadas do pano em que o corpo de Cristo foi envolvido após a crucificação”.

“Segundo os nossos estudos – acrescentou – Jesus era um homem de uma extraordinária beleza. Ele tinha um corpo esbelto mas muito robusto.

“Tinha 1m80 de altura, quando a altura média naquele tempo era de cerca de 1m65. E tinha uma expressão régia e majestosa”.




Aplicando às mesmas marcas a sofisticada projeção tridimensional, também foi possível computar as numerosas feridas no corpo flagelado do Homem do Sudário.

“São 370 feridas de açoites, sem considerar as laterais, que o pano não revela porque envolveu apenas a parte anterior e a posterior do corpo.

“Mas podemos supor pelo menos 600 golpes.

“Além disso, a reconstrução em 3D nos permite observar que, na hora da morte, ele pendeu para a direita, porque o ombro direito foi deslocado de modo tão grave que lesou os nervos”, registrou o jornal local Il Mattino di Padova.

O professor Giulio Fanti ensina medições mecânicas e térmicas na Universidade de Pádua e estudou o Santo Sudário durante muitos anos. A imagem tridimensional apresentada ao público é um de seus mais recentes trabalhos acadêmicos.




Em 2013, o professor Fanti publicou o livro Il mistero della Sindone (O mistério do Sudário, Rizzoli, pp.231), junto com o jornalista italiano Saverio Gaeta documentando as pesquisas feitas no Sudário e provando que é do tempo de Jesus e que tem todas as características da autenticidade.

Veja mais em: Mais modernos testes concluem que o Santo Sudário é do tempo de Jesus Cristo.

A escultura que reproduz em 3D a imagem do Santo Sudário foi apresentada no dia 20 de março (2018) no Palácio Bo, na Universidade de Pádua. Os resultados do estudo foram divulgados na revista internacional Peertechz de Ciências Forenses e Tecnologia, segundo informou a agencia ACIDigital.

Os especialistas trabalharam durante dois anos junto com o escultor Sergio Rodella.

Em declarações ao semanário italiano ‘Chi’, Fanti disse que “a imagem que se vê no Santo Sudário é a de Cristo morto crucificado. E agora a ciência também tem esta opinião.

“Nós estudamos há alguns anos a imagem deixada pelo corpo na tela usando a tecnologia mais sofisticada em 3D. A escultura é o resultado final”.




O professor Gianmaria Concheri, que participou da pesquisa, explicou que “para construir o modelo em 3D, utilizou-se um método iterativo para chegar a uma aproximação, envolvendo um tecido semelhante ao do Santo Sudário ao redor de um modelo tridimensional de um corpo humano ideal”.

Esse processo tecnológico para “decalcar” a imagem do Santo Sudário foi sendo refeito até que as medidas do modelo tridimensional coincidissem com a parte frontal e dorsal do tecido.

Em seguida, foi construído um esqueleto metálico que representava a posição do corpo e foi moldado progressivamente até conseguir chegar ao resultado final.

A Universidade de Pádua julgou que este trabalho revela que a figura humana refletida no Santo Sudário “tem uma notável rigidez cadavérica, tem uma postura igual a de um homem crucificado cujos braços foram acomodados para a sepultura”.





“O alongamento da extremidade superior direita e a redução do ombro direito confirmam a hipótese de que o homem do Sudário sofreu um trauma grave no pescoço, no tórax e no ombro, provavelmente caindo sob o peso da cruz com a consequente luxação do ombro e paralisia do membro direito”, completou.

Por sua vez, Matteo Bevilacqua, cientista que também participou do trabalho, manifestou que “o mais surpreendente é que o corpo de Jesus se tornou quase imediatamente rígido e permaneceu incorrupto até o momento da Ressurreição.

“A explicação poderia estar nas cem libras de mirra e aloés trazidas por Nicodemo, substâncias conhecidas desde a antiguidade pelo seu poder conservador e antidecomposição”.






segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Pode uma cidade ficar “possessa”?: o caso de Caronia na Itália ‒ O exorcismo e a ciência 3

Caronia: vítima coletiva do demônio?
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Há já diversos anos, estranhos fenômenos de autocombustão ocorreram em série numa pequena cidade italiana. Eles levantaram de novo o problema da presença de demônios no mundo moderno.

A ciência positivista recusa a priori a simples possibilidade da existência dos anjos das trevas e sua intervenção na nossa terra.

Entretanto, durante e depois dos eventos naquela cidade italiana, a ciência aplicou seus melhores recursos disponíveis para tentar explicar os fenômenos de autocombustão. Nada conseguiu explicar por vias naturais após anos de esforço.

Não achando explicações, compreensivelmente, o expediente de Caronia foi fechado de modo sumário. O caso não esclarecido aumenta ainda a curiosidade, cfr.

Entretanto, a idéia de que uma cidade possa ter ficado, ao menos temporalmente “possessa”, saiu reforçada. Tanto mais que há antecedentes históricos como a famosa expulsão dos demônios que atormentavam a cidade de Arezzo, exorcismo operado pelos méritos da oração de São Francisco de Assis.

"La Stampa" de Turim noticiou "Os mistérios da cidade onde o fogo acende sozinho"
Caronia é uma poética e histórica cidadezinha no topo de uma colina da Sicília, na orla do Mediterrâneo. Na parte baixa, possui alguns bairros de pescadores a alguns quilômetros de praias, separadas da cidade pelos trilhos dos trens que procedem do norte até Palermo. Num desses bairros, denominado Canneto, começaram a ocorrer fatos muito estranhos.

O primeiro deu-se em 15 de janeiro de 2004. “Os fios elétricos carbonizavam-se ‒ narrou Antonio Pezzino, 43 anos, corretor de seguros ‒, a antena de TV e o próprio televisor superaqueceram, saía fumaça.

Cortinas, colchões e divãs pegaram fogo. Achamos que tudo vinha da rede elétrica. Foi refeita uma nova rede e não mudou nada”.(“Corriere della Sera”, Milão, 9-2-04)

O fenômeno alastrou-se. “As casas parecem forno de microondas ‒ explicava Salvatore Imbordino, dono de um hotel. Os objetos metálicos superaquecem sem motivo até ficarem em brasa, e desencadeiam incêndios.

O último foi a cama de uma senhora. Pegou fogo a partir da rede metálica em que se apoiava o colchão”.(“RAI News”, 9-2-04)

A abrasada residência dos recém-casados Lúcia Pezzino e Paulo Pezzuto foi devorada pelas chamas. O apartamento era novo e eletricamente isolado. O casal tinha reunido nele móveis e eletrodomésticos recém-comprados.

O bairro é abandonado, e a autocombustão continua

"La Stampa": "grande fuga da cidade dos incêndios misteriosos"
Os técnicos da empresa elétrica nacional ENEL foram acionados. Trocaram contadores e linhas. Entretanto, os estranhos fenômenos prosseguiram: contadores, geladeiras, televisores, aspiradores de pó, lava-roupas e telefones entravam em combustão.

Julgou-se que a passagem do trem gerasse um campo magnético intenso. Foi interrompida a circulação, mas de nada adiantou. Polícia, bombeiros e a Proteção Civil (órgão especial para catástrofes) foram acionados.

O prefeito, Pedro Spinatto, 38 anos, mandou interromper o fornecimento de eletricidade do bairro. Porém, os fenômenos continuavam a reproduzir-se. Antonino, 18 anos, estudante no 4ºano do Instituto Eletrotécnico de Messina, neto de Filippo Cassella, 84 anos, viu arder a casa do seu avô, embora ela estivesse desligada da rede elétrica.

Quando as manilhas da rua ficaram em brasa, o prefeito fez cortar a água do bairro e deu ordem aos moradores para abandoná-lo! Ao todo, 39 famílias deixaram uma área de 350 por 70 metros.

Cientistas, técnicos e policiais nada descobrem

Carabinieri (policiais militares) e bombeiros custodiavam o bairro, enquanto um batalhão de mais de 100 cientistas, incluindo peritos das empresas telefônica, elétrica, dos trens, vulcanologistas e professores universitários em eletrostática e química, vindos de toda Itália, vasculhavam a área com toda sorte de modernos instrumentos.

Bombeiros e policiais iam atrás de incêndios inexplicáveis
As labaredas espontâneas, porém, não cessavam. O engenheiro Gianfranco Allegra, do Centro Eletrônico Experimental Italiano, de Milão, viu entrar em autocombustão um fio elétrico inteiramente desligado, posto no chão. (“Corriere della Sera”, id. ibid)

A seguir uma cadeira incendiou-se numa das casas abandonadas e sem força elétrica.(“La Sicilia”, Palermo, 9-2-04.)

Um morador voltou para pegar objetos da sua residência e teve a calça e as meias queimadas ‒ sem perceber qualquer ação externa. (“La Stampa”, Turim)

O engenheiro Tullio Mantella, principal responsável pelo inquérito técnico, pensa que a causa é física, mas declarou:

“O que está se verificando nessa área é um fenômeno inexplicável. [...] Posso dizer com certeza que não se tem precedentes do gênero, nem sequer no plano nacional”.(“La Sicilia”, 9-2-04)

Por sua vez, a Junta Regional da Sicília pediu ao governo nacional que a cidade fosse declarada em estado de calamidade natural, e a Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Deputados marcou uma reunião especial para analisar o caso.(“La Sicilia”, 18-2-04; 28-2-04)

Para exorcista: sinais de arte diabólica

O Padre Gabriele Amorth, que durante muitos anos foi exorcista da diocese de Roma e presidente honorário da Associação Internacional dos Exorcistas, em entrevista à imprensa, disse jamais ter visto tal fenômeno nessas proporções. E explicou:

Para o Pe. Amorth, exorcista, parecia obra do diabo
“Já vi coisas do gênero nas casas infestadas pelo demônio, que manifesta às vezes a sua presença exatamente através de instrumentos ligados à corrente elétrica. Muitas vezes vi incendiarem-se televisores, lava-pratos, lava-roupas e até telefones da casa, enfim tudo o que está ligado à eletricidade”.

Segundo ele, talvez alguém na cidade brinque com magia, “seja ela negra ou branca, que é a porta de entrada preferida por Satanás”. Ou talvez

“se realizem sessões espíritas, ou ainda é possível que alguém se dedique ao satanismo. A partir disso, o passo à vinda do maligno é brevíssimo. O ocultismo [...] está num auge, de modo particular na nossa época. Este é um mundo que abandonou Deus”.

O Padre Amorth nunca viu uma cidadezinha inteira possessa. Contudo, lembrou do afresco de Giotto (ver embaixo) que apresenta a cena de “São Francisco que reza e um frade que abençoa [a cidade de] Arezzo praticando um exorcismo, enquanto os demônios fogem da cidade que tinham possuído".

Exorcista acha que é demônio. Clique para agrandar
Para ele, os sacerdotes deveriam abençoar as casas, e se os inexplicáveis incêndios se repetirem, deveriam chamar um exorcista.(“La Sicilia”, 10-2-04)

Polêmica sobre a presença de Satanás

As declarações do Padre Amorth ecoaram até Londres e no Brasil.(Cfr. “O Estado de S. Paulo”, 12-2-04) Entretanto, o prefeito de Canneto comentou a propósito: “Nós não acreditamos no diabo”.(“La Sicilia”, 10-2-04)

Nesse sentido, o Padre Antonio Cipriano, pároco da igreja da Anunciação, de Caronia, fez uma afirmação temerária: “É uma hipótese absurda. Não é o caso de Canneto, onde vive gente trabalhadora. O Padre Amorth faz um trabalho difícil e o diabo é inteligente. Mas nós o somos mais”.(“La Stampa”, id. ibid.)

Após um mês de aparente retorno à normalidade, em 16 de março repetiram-se os misteriosos incêndios nas casas. Em cada uma delas tinham sido instalados sofisticados sensores.

Demônios fogem exorcizados de Arezzo pelos méritos da oração de São Francisco
Os telefones celulares tocam inexplicavelmente, as baterias descarregam e emitem estranhos sinais. Ante dezenas de testemunhas, inclusive carabinieri, as fechaduras automáticas de uma dezena de automóveis dispararam inexplicavelmente. Os equipamentos atingidos foram logo isolados e postos sob observação.

Logo após, iniciaram-se incêndios dentro dos carros. O Fiat Fiorino do aposentado Basilio Siracusano foi completamente destruído pelas chamas, e um Fiat Punto, de uma empresa de segurança, também ficou paralisado sem explicação, tendo sido isolado. Os bombeiros descobriram arbustos queimados, mas sem indícios de fogo.

Eles realizam novas medições com equipamentos modernos. A Marinha de guerra interessou-se pelo caso.

O governador de Messina, Stefano Scammaca, acorreu ao local para tranquilizar a população já à beira do desespero. Porém, reconheceu a impotência das autoridades civis: “a respeito dos mistérios de Caronia, não formamos nenhum juízo” (“La Sicilia”, 17-3-04; 18-3-04, 20-3-04).