segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Os mistérios do tecido de Guadalupe
e a linguagem simbólica da imagem

O arcebispo de México diante do milagre no pobre tecido.
O arcebispo de México diante do milagre no pobre tecido.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







continuação do post anterior: Guadalupe: mistérios cientificamente comparáveis aos do Santo Sudário


Nossa Senhora faz entender que Ela é a Mãe de Deus

O Dr. Andrés Brito Galindo, prosseguiu sua palestra sobre “Os mistérios da tilma de Guadalupe” descrevendo um deus singular dos astecas: Ometéotl.

Diversamente de Huitzilopochtli, deus da guerra, sanguinário e canibal, Ometéotl era o inventor de si próprio e era o deus da vida, da alegria, que fazia brotar as plantas, mantinha a unidade entre todos.

Além do mais não tinha forma antropomórfica, mas se representava com uma espécie de espiral no meio da qual havia uma flor chamada Nahui Ollin que era para os astecas o símbolo da vida universal e cósmica que mantém a todos unidos.

Eles tratavam a Ometéotl como o “criador das pessoas”, o “dono do Céu e da Terra”, o “verdadeiríssimo deus por quem se vive”. Todas características do único Deus verdadeiro que nos ensina o catecismo.

Resulta que Nossa Senhora se identifica a si própria aos indígenas como a mãe desse deus. É uma mensagem que eles compreenderam perfeitamente.

Vamos a ver os símbolos na tilma de João Diego como se conserva na basílica de México capital.

Características da "tilma", ou poncho, em que foi impressa a imagem

A tilma, na realidade, está composta de três partes, mas a imagem ocupa só dois, unidas por uma costura no meio de cima a baixo.

A Virgem Santíssima é uma Senhora. Se Ela não tivesse inclinado a cabeça a costura teria passado pelo rosto e isso não vai com uma Senhora.

Como ainda veremos as imperfeições da tilma acrescentam graça e volume aos traços de Nossa Senhora.

Não foi pintada por mãos humanas
Não foi pintada por mãos humanas
E de tal maneira que um erro que deu num nó forma o lábio inferior. É assombroso!

A tilma mede 1,43 metros, mas tem proporção áurea sempre procurada pelos artistas e escultores inclusive os gregos como proporção da beleza.

Os pigmentos de cor se veem de um lado e de outro da tela, mas a tilma não estava preparada para isso.

Pintor algum se teria atrevido a pintar numa tela que não estava preparada.

Mas acontece que não é um quadro porque não há sinal de pincel. É como se a imagem tivesse sido fotocopiada acima do pano, e isso não tem explicação.

Não pode ser feito por mão humana e o que encontramos na imagem de Nossa Senhora de Guadalupe é semelhante com o Santo Sudário.

São imagens que pedem uma explicação da ciência, porque estão aí, são algo que se pode medir, pesar e levar a um laboratório.

Imagens impossíveis que não se podem reproduzir nem com a tecnologia contemporânea

Na realidade, estamos falando de um pictograma. Os astecas não escreviam com letras senão com imagens. Como os egípcios com os hieroglíficos.

Pictogramas são desenhos que representam coisas. Então vamos a ver detalhadamente Nossa Senhora de Guadalupe.

Para começar tem o cabelo solto, quer dizer que não está casada, é virgem. Indiscutivelmente, quando o indígena vê o cabelo diz: ‘esta não está casada’.

Acresce que leva um broche de jade com a Cruz desenhada. O jade é uma pedra semipreciosa que eles poliam para fazer espelhos. E eles a consideravam divina porque se viam refletidos no jade.

E vendo que o jade do broche tem o mesmo símbolo que eles viam nos estandartes dos conquistadores, acabavam achando: ‘Cuidado, esta é da mesma religião desses que vem do outro lado do mar que nós também achamos que são deuses’.

Nossa Senhora com as mãos postas indica que vem trazendo Deus de presente,, do qual está grávida sendo virgem. E usa cores de imperatriz dona das estrelas.
Nossa Senhora com as mãos postas indica
que vem trazendo Deus de presente,
do qual está grávida sendo virgem.
E usa cores de imperatriz, e é dona das estrelas.
Outra coisa: alguém com as mãos postas nos dá a impressão que está rezando. Para um asteca as mãos desse jeito significam: ‘venho te trazendo um presente. É para ti’.

Com esse gesto eles entendiam: ‘está nos trazendo um presente’.

As mulheres astecas casadas usavam o cabelo recolhido, assim como os casados entre nós usam um anel. Mas Nossa Senhora usa o cabelo solto deixando claro aos astecas que é virgem.

O cinto indica que esta jovem que é virgem está grávida. Isso evocava o que contavam os missionários de que a Mãe de Jesus teve a Jesus sendo virgem.

E os astecas compreendiam muito mais a linguagem dos símbolos, logo Ela era aquela de que falavam os padres católicos.

E o presente que traz é seu filho o criador de todas as coisas e o mantenedor do universo.

Nossa Senhora se apresenta como imperatriz de todos os astros e estrelas

Acresce que os raios de sol saem detrás de Nossa Senhora, o que quer dizer que Ela se orna com o sol, se reveste de estrelas como manto, tampa o sol e tem a Lua a seus pés.

Logo Ela é infinitamente mais poderosa que todos os deuses astrais astecas, porque esses deuses estão a seu serviço.

O cosmos inteiro serve a Ela como local onde se instalar, de manto, de embelezador.

Em todo o manto de Nossa senhora contam-se 46 estrelas.

A flor Nahui Ollin aparece até sete vezes na túnica, a flor de Ometéotl. Portanto o presente que Ela traz é Ometéotl.

Todos estes detalhes esfugiam aos espanhóis, mas os indígenas com um simples olhar captavam a mensagem da Virgem.

Ela tem um joelho levantado porque está dançando. Bailar era a forma de adorar dos indígenas. Eles não bailavam nem nas festas, mas na adoração.

Portanto, Ela está adorando o Ometéotl que nos traz de presente. Quer dizer que o Ometéotl é mais poderoso do que Ela.

A túnica verde turquesa era da cor da capa de Montezuma, o imperador. Essa cor só podia ser usada pelo imperador, então se Ela se vestia com essa cor é porque era uma imperatriz.

Parece anjo, mas é São João Diego, a 'águia que canta', com asas de águia e roupa de convertido
Parece anjo, mas é São João Diego, a 'águia que canta', com asas de águia-arara e roupa de convertido
Além do mais, Ela está acima da Lua, mas México significa o umbigo da Lua, portanto Ela vem a tomar posse do país.

Por fim, o anjo. O anjo tem cara de ancião e está vestido com a camisa que levavam os indígenas convertidos.

Não tem assas de anjo, mas de águia, porque fala como águia, que é o nome indígena de João Diego.

Ele está nos trazendo a Virgem. Com uma mão segura o céu representado pelo manto e com a outra segura a terra representada pela túnica.

Então, ele une o céu e a terra a través da Virgem Tequatlasupe. Aquela que esmaga a serpente, a Pachamama asteca.

É Nossa Senhora vitoriosa sobre o dragão infernal descrita por São Luís Maria Grignion de Montfort. Cfr. Comentários ao Tratado da Verdadeira Devoção.



Continua no próximo post: Surpresas nos olhos de Nossa Senhora de Guadalupe


Os mistérios da tilma de Guadalupe (RESUMO)



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Nossa Senhora de Guadalupe:
mistérios cientificamente comparáveis aos do Santo Sudário

Nossa Senhora de Guadalupe, original na Basílica da Cidade de México
Nossa Senhora de Guadalupe, original na Basílica da Cidade de México
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Excepcionalidade de Nossa Senhora de Guadalupe

Nossa Senhora teve um papel excepcional na implantação da fé católica e das civilizações nas Américas. Desde o início de nossas culturas e de nossa evangelização.

Certa feita um europeu confessou maravilhado como Nossa Senhora exerceu a liderança na conversão dos povos indígenas e na constituição dos países, da cultura e d0s costumes nacionais.

O amigo fazia a comparação com a Europa. Nesse continente a iniciativa esteve com santos extraordinários.

Por exemplo, São Bento na Itália (e na Europa toda); São Martinho de Tours na França; São Bonifácio na Alemanha; São Patrício na Irlanda; Santo Agostinho de Canterbury na Inglaterra; os santos Basílio e Metódio com os eslavos; etc.

Na Europa, a ação sobrenatural de Nossa Senhora esteve presente desde os inícios da evangelização, mas só se fez intensamente evidente nos séculos posteriores. São Luís Maria Grignion de Montfort explica esse paradoxo. Cfr. Comentários ao Tratado da Verdadeira Devoção.

Na América Latina foi como se a Mãe de Cristo tivesse querido reservar o continente para si.

E nas conversões de nossos povos encontramos sempre Ela iniciando miraculosamente uma ação cujos frutos todos os santos que houve no continente não conseguiram igualar.

É o caso de Nossa Senhora Aparecida no Brasil; de Nossa Senhora de Luján na Argentina; de Nossa Senhora de Coromoto na Venezuela; de Nossa Senhora de Chiquinquirá na Colômbia, etc., etc.

Mas em nenhuma de suas grandes intervenções se apresentou como em Guadalupe no México.

E é por isso que o Papa Bento XIV, na Bula Non Est Equidem de 25 de maio de 1754, a declarou patrona da Nova Espanha, que correspondia à América Central e América do Norte.

E o Papa São Pio X proclamou-a patrona da América Latina em 1910, para só mencionar os maiores privilégios.

Portanto, é a padroeira de todas as Américas.

Mistérios cientificamente comparáveis aos do Santo Sudário de Turim

E a história não para aí. Do ponto de vista do nosso blog, a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe surpreende até as ciências de avançada do terceiro milênio.

Dr. Andrés Brito Galindo durante a palestra “Os mistérios da tilma de Guadalupe”
Dr. Andrés Brito Galindo durante a palestra “Os mistérios da tilma de Guadalupe”
Seus mistérios chegam ao ponto de ser comparados, a justíssimo título, aos seus equivalentes no Santo Sudário de Turim.

Estamos diante de um acúmulo de milagres permanentes, de características que contradizem a ordem natural, de deixar os cientistas estupefatos.

E isso sob pontos de vista que eles nem teriam imaginado, nem todos explicados e tal vez nunca explicáveis pelas leis da natureza.

A esse respeito, o Dr. Andrés Brito Galindo, Doutor em Ciências da Informação pela Universidade de Burgos e professor de Antropologia da Educação no Centro de Estudos Teológicos de Tenerife pronunciou uma brilhante aula intitulada “Os mistérios da tilma de Guadalupe” que já teve mais de dois milhões de visualizações em Youtube.

Quer dizer um estudo sobre o poncho do príncipe indígena São João Diego onde Nossa Senhora gravou milagrosamente sua imagem. E ali está impressa inexplicavelmente até hoje a Padroeira das Américas.

A exposição do professor é longa, pormenorizada e cheia de conteúdos religiosos, espirituais, simbólicos, científicos e históricos.

O Dr. Andrés, que também é especialista no Santo Sudário e em Astrofísica, a apresenta animadamente tornando agradável a visualização.

São João Diego com a tilma amarrada no ombro.
Seu nome índío (Fala como a águia) revelava alta autoridade.
Ele fala num belo espanhol, mas para facilitar a nossos leitores optamos por traduzir alguns apontamentos, obviamente não literais, mas seletos, de pontos principais da longa aula.

Utilizamos para isso a versão resumida em Youtube, mas não hesitamos em recomendar a aula em toda sua extensão, disponível nesse site de vídeos.

O resumo começa pela narração do milagre bem conhecido por todos. São João Diego (Cuauhtlathohuac era seu nome indígena, que significa El que habla como el águila, nascido em 1474, tinha 57 anos na aparição) abre sua tilma na presença do Bispo e cai um mundo de flores.

Nesse momento, para pasmo de todos, a imagem de Nossa Senhora toma forma em toda sua sobrenatural beleza sobre o rústico pano sem cor nem ornato.

Já não era mais possível duvidar da origem sobrenatural do fenômeno.

O expositor acompanha a narração com uma projeção montada com atores mas conferida com os testemunhos dos presentes.

O maravilhoso é que a tilma durou até hoje e pode ser estudada cientificamente, prossegue o palestrante.

Pela frágil fibra vegetal utilizada não poderia ter durado mais de 20 anos e já está com mais de 480 feitos e em perfeito estado.

“Eu sou Aquela que esmaga a serpente”

Simultaneamente, Nossa Senhora aparece a Juan Bernardino, parente doente de São João Diego, cura sua doença e lhe revela seu verdadeiro nome.

Isto vai ser muito importante: seu verdadeiro nome.

Para isso é preciso compreender a mitologia dos astecas. O milagre aconteceu em 12 de dezembro de 1531, 40 anos depois da descoberta de América e 10 anos depois da conquista de México por Hernán Cortés e 500 soldados.

Um punhado de homens se comparado com os muitos milhões do desapiedado império asteca capaz de reunir imensos exércitos ávidos de vítimas para oferendar às suas cruéis deidades, entre as quais a Pachamama (nome incaico) que denominavam Coatlicoe.

Europa acaba de descobrir a civilização asteca que dominava as 300 tribos da zona e possuía uma extraordinária arquitetura e infraestrutura nas cidades. Nesse ponto eram incrivelmente avançados.

Também na observação do cosmos. Eram astrônomos extraordinários. Adoravam os astros porque achavam que lhes davam a vida. Então tinham que estar atentos aos solstícios, estações, eclipses, etc.

A satânica crueldade dos deuses astecas levava-os a sacrificar por volta de 100.000 vidas por ano.  Fundamentos da catedral da Cidade de México, erigida sobre o templo supremo asteca.  Foto National Geographic.
A satânica crueldade dos deuses astecas levava-os a sacrificar por volta de 100.000 vidas por ano.
Fundamentos da catedral da Cidade de México, erigida sobre o templo supremo asteca.
Foto National Geographic.
Porém, havia um ponto terrível: sua religião. Essa, infelizmente, era sanguinária.

O espantoso Huitzilopochtli era o deus canibal da guerra. Os astecas tinham certeza de que para que o sol sair no dia seguinte tinham que alimentar Huitzilopochtli com as entranhas das vítimas e desse modo evitar que comesse o sol.

Fazer sacrifícios humanos era um ritual sagrado horrível que encheu de espanto a Hernán Cortés.

Num determinado templo havia um ídolo de Huitzilopochtli com a boca aberta. Contam os cronistas que saia dele uma voz demoníaca que pedia vítimas e que tinha uma sede de sangue insaciável.

A crónica de 1519 conta que Hernán Cortés ficou horrorizado e destruiu esse ídolo com uma marreta.

Quando os astecas iam à guerra não matavam, mas colhiam vítimas que seriam sacrificadas a Huitzilopochtli.

Para eles o oferecimento do sangue garantia a continuidade do mundo.

A sangueira era tal que os populares viviam aterrorizados porque a qualquer momento a faca sacrifical podia cair sobre eles ou sobre seus filhos.

Andrés de Tapia e Gonzalo de Umbria contaram 136.000 caveiras humanas num só templo. Calcula-se que ofereciam a Huitzilopochtli 100.000 vítimas cada ano.

Mas se Huitzilopochtli vos causa terror preparai-vos para ver a mãe de Huitzilopochtli porque é uma abominação: é Coatlicoe, a Pachamama asteca, enfatiza o Dr. Brito Galindo.

Duas serpentes saiam de sua cabeça, e mais duas constituíam os braços, garras de ave de rapina lhe serviam de pés.

Os astecas sacrificavam às mães grávidas, lhes arrancavam os fetos dissecando-lhes as cabeças e com os crânios faziam colarinhos para adornar essa Pachamama asteca. Absolutamente satânica!

Idolo da deusa Coatlicue, a Pachamama asteca, museu no México. Nossa Senhora veio esmagar esse demônio.
Idolo da deusa Coatlicue, a Pachamama asteca, museu no México.
Nossa Senhora veio esmagar esse demônio.
Representações posteriores incluem nesses colares corações, mãos e caveiras.

O templo de Coatlicoe era no morro Tepeyac, precisamente onde Nossa Senhora escolheu para aparecer.

Então, qual é o nome que a Virgem Santíssima revela a Juan Bernardino, companheiro de São João Diego: Ela é a Virgem Tequatlasupe, quer dizer “Aquela que esmaga a serpente”.

É de uma beleza indescritível, de uma sutileza fabulosa da Virgem. Ela esmaga a perversa Pachamama asteca.

Quando Nossa Senhora comunica o nome Tequatlasupe, os espanhóis que não sabiam bem a língua dos astecas entendem Guadalupe em lugar de Tequatlasupe.

Guadalupe é a padroeira de Cáceres, na Espanha, e eles fizeram uma errônea compreensão do nome que revela à Virgem como sendo aquela que esmaga à Coatlicoe, a serpente sanguinária madre de Huitzilopochtli.

Nossa Senhora de Guadalupe veio a esmagar o despotismo satânico da Pachamama e estabelecer seu reinado em nossas terras do Alasca até a Patagônia.

É um episódio sobressalente da luta tremenda entre a Mãe de Deus e o dragão infernal que começou no próprio início da História no Paraíso como explica São Luís Maria Grignion de Montfort. Cfr. Comentários ao Tratado da Verdadeira Devoção.


Continua no próximo post: Os mistérios do tecido de Guadalupe e da linguagem simbólica da imagem



Os mistérios da tilma de Guadalupe (VÍDEO COMPLETO)



segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Milagres Eucarísticos de Buenos Aires
deixam cientistas sem ter o que dizer

As hóstias de onde foram tiradas as amostras de carne e sangue com DNA humano
As hóstias de onde foram tiradas as amostras de carne e sangue com DNA humano
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O Pe. Alejandro Pezet estava concluindo a Missa das sete da tarde em sua paróquia, a de Santa Maria no bairro de Almagro, no centro comercial de Buenos Aires, capital argentina. Era o 15 de agosto de 1996, festa da Assunção de Nossa Senhora.

No fim da distribuição da Sagrada Comunhão, uma paroquiana lhe avisou de uma hóstia jogada num candelabro nos fundos da igreja.

Quando o padre Alejandro foi ao local encontrou-a e, de acordo com o que prescreve a Igreja, a pôs num purificador, ou pequena tigela de água, no tabernáculo da capela do Santíssimo Sacramento, aguardando sua dissolução.

Na segunda-feira 26 de agosto, quando era possível que o desfazimento estivesse concluído ou muito avançado, abriu o tabernáculo e viu com espanto que a sagrada partícula havia se tornado uma substância sangrenta.

Ele informou ao arcebispo, então o cardeal Jorge Bergoglio, segundo informou o especializado site Miracoli Eucaristici concebido pelo Servo de Deus Carlo Acutis, (1991–2006) que descreve todos os procedimentos adotados que mencionamos neste post.

Paróquia Santa Maria onde se deram os milagres eucarísticos de Buenos Aires
Paróquia Santa Maria onde se deram
os milagres eucarísticos de Buenos Aires
Em 6 de setembro foram tiradas fotografias em qualidade profissional que provam claramente que a hóstia não só se tinha tornado um pedaço de carne ensanguentada, mas havia crescido consideravelmente.

Os responsáveis eclesiásticos determinaram que ela ficasse mais tempo no tabernáculo, porém em segredo.

Após prolongado tempo não apresentava desfazimento visível e foi ordenado analisá-la cientificamente.

Também em 1992 e 1994


Não era a primeira vez que aconteciam fatos prodigiosos com a Eucaristia naquela paróquia.

Em 1º de maio de 1992, o sacerdote guardou alguns fragmentos de hóstia consagrada em um recipiente com água, que depois foi guardado no sacrário para se dissolver.

Porém, sete dias depois, os fragmentos tinham aparência de sangue.

No domingo seguinte, durante duas Missas, foram vistas pequenas gotas de sangue nas patenas que os sacerdotes usavam na comunhão aos fiéis.

O caso foi analisado por uma paroquiana que é doutora em química e que identificou glóbulos brancos ativos. Mas ela não pode fazer uma análise genética completa por carência de meios técnicos.

Mais tarde, em 1994, durante a Missa das crianças, o ministro da Eucaristia pegou a âmbula no sacrário e viu uma gota de sangue que fluía na lateral.

Os fatos evidenciavam todo o cuidado que se deve ter com na distribuição da Eucaristia que hoje se tende a relaxar. Mas, um outro fato mais importante estava por vir.

Anos depois, amostras analisadas nos EUA


O Dr. Ricardo Castañón Gómez ficou encarregado de levar as amostras aos laboratórios. Era ateu e acabou se convertendo
O Dr. Ricardo Castañón Gómez ficou encarregado de levar as amostras aos laboratórios.
Era ateu e acabou se convertendo
Em 1999, três anos depois do fato eucarístico extraordinário de 1996 com o qual iniciamos o post, o Dr. Ricardo Castañón Gómez foi contatado.

Ele devia realizar testes mais aprofundados na hóstia que se mantinha como carne e sangue fresco após todo o tempo transcorrido, segundo narra Miracoli Eucaristici.

O Dr. Castañón é doutor em Psicologia Clínica, especializado em medicina psicossomática e neuro-psicofisiologia cognitiva, e autor de 14 livros.

Quando foi chamado se professava ateu existencialista, mas hoje é católico militante, especializado nos milagres eucarísticos, porque ficou tocado pelo que viu.

Em 5 de outubro de 1999, na presença de representantes do cardeal, o especialista retirou uma amostra de cada um dos fatos de 1992 e 1996 e os levou para análise.

Em 21 de outubro do mesmo ano, ele consignou as amostras ao Laboratório de Genética Forense Analítica de San Francisco, EUA.

Esse Laboratório informou em 28 de janeiro de 2000 ter encontrado fragmentos de DNA que permitiam afirmar que era sangue de homem com código genético obviamente humano.

Em março de 2000 participou nas análises o Dr. Robert Lawrence, uma referência mundial em Histopatologia, um dos maiores especialistas em tecidos.

Os trabalhos desta autoridade concluíram se tratar de tecido de coração inflamado, portanto de pessoa que deveria ter sofrido muito.

Fragmento de tecido cardíaco do milagre eucarístico sendo analisado.
Fragmento de tecido cardíaco do milagre eucarístico sendo analisado.
Segundo ACIDigital, o Dr. Castañón contou também: “em 2001, levei as amostras para o Professor Odoardo Linoli, que identificou os glóbulos brancos e disse-me que, com grande probabilidade, as células correspondiam ao tecido do coração.

“Os resultados obtidos das amostras eram semelhantes aos dos estudos realizados na hóstia do milagre de Lanciano”.

O prof. Linoli ficou célebre pelas investigações neste milagre eucarístico. Cfr.: “O milagre eucarístico de Lanciano segundo o cientista que comprovou sua autenticidade”.

“Em 2002, acrescentou o Dr. Castañón, mandamos as amostras para o Professor John Walker, da Universidade de Sydney, Austrália, que confirmou que continham glóbulos brancos e células musculares intactas.

“Todos sabem que os glóbulos brancos, fora do nosso corpo, após 15 minutos se desintegram, porém já tinham passado 6 anos”, explicou.

O lapidar laudo clínico do Dr. Zugibe


Por fim, em 2004, cinco anos após colher as amostras, o Dr. Castañón pediu ao Dr. Frederick Zugibe (1928-2013) que as avaliasse. Tampouco lhe informou a origem.

Prof. Frederick Zugibe: não há como explicar cientificamente o fato
Prof. Frederick Zugibe:
não há como explicar cientificamente o fato
O Dr. Zugibe foi um famoso cardiologista e um dos mais renomados patologistas forenses dos EUA.

O condado de Rockland NY colocou seu nome a uma unidade forense do Rockland County Medical Examiner's Office. Foi professor na Universidade de Columbia, New York. (Cfr. Wikipedia, verbete Frederick Zugibe)

Ele concluiu que a matéria analisada era carne e sangue contendo DNA humano.

No laudo da perícia, o Dr. Zugibe afirma:

“O material analisado é um fragmento do músculo cardíaco localizado na parede do ventrículo esquerdo, próximo às válvulas.

“Esse músculo é responsável pela contração do coração.

“Lembre-se que o ventrículo esquerdo bombeia sangue para todas as partes do corpo.

“O músculo cardíaco está em uma condição inflamatória e contém um grande número de glóbulos brancos.

“Isso indica que o coração estava vivo no momento em que a amostra foi coletada.

“Meu argumento é que o coração estava vivo, já que os glóbulos brancos morrem fora de um organismo vivo. Eles requerem um organismo vivo para mantê-los.

“Portanto, sua presença indica que o coração estava vivo quando a amostra foi coletada.

“Além disso, esses glóbulos brancos haviam penetrado no tecido, o que também indica que o coração estava sob estresse severo, como se o proprietário tivesse sido severamente espancado no peito”. (Cfr.: Reinaldo Montiel, “El Papa y uno de los milagros eucarísticos”).

Dois australianos, o jornalista Mike Willesee e o advogado Ron Tesoriero, testemunharam esses testes.

Sabendo de onde procedia a amostra, eles ficaram surpresos com o depoimento do Dr. Zugibe.

Mike Willesee perguntou então ao cientista quanto tempo os glóbulos brancos permaneceriam vivos se proviessem de tecido humano conservado em água.

Interior da igreja paroquial de Santa Maria.
Interior da igreja paroquial de Santa Maria.
O Dr. Zugibe respondeu imediatamente que eles teriam deixado de existir em questão de minutos.

O jornalista disse então ao médico que a amostra foi inicialmente deixada em água comum durante um mês e, depois, por mais três anos em um recipiente com água destilada, e somente então foi coletada para análise.

O Dr. Zugibe respondeu que não havia como explicar cientificamente esse fato.

Somente nesse momento Mike Willesee informou ao Dr. Zugibe que a amostra analisada foi tirada de uma partícula consagrada (pão branco, sem fermento) que misteriosamente se transformou em carne humana com sangue.

Surpreso com essas informações, o Dr. Zugibe respondeu:

“Como e por que uma hóstia consagrada pode mudar sua natureza e se tornar carne e sangue humano vivo permanecerá um mistério inexplicável para a ciência, um mistério totalmente além da minha competência”.

Para o fiel há um adorável mistério que a Igreja nos explica perfeitamente: é a transubstanciação operada nas espécies pelo sacerdote que cumpre fielmente com as rubricas do Missal agindo de acordo com a ordem do Divino Mestre na Última Ceia.

VEJA MAIS MILAGRES EUCARÍSTICOS




quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Dois milênios após a morte de São Paulo restauradores descobriram sua mais antiga imagem

Descoberta mais antiga imagem de São Paulo
Arqueólogos no momento que desvendaram a pintura.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em 19 de junho de 2009 foi descoberta a mais antiga representação conhecida de São Paulo. Ela se remonta ao fim do século IV.

Segundo informaram as agências Reuters, Aleteia e Zenit, entre outras, foi localizada enquanto se praticavam escavações na catacumba de Santa Tecla, na via Ostiense, não longe da basílica do Apóstolo, fora das antigas muralhas de Roma.

Os arqueólogos limpavam com raios laser uma abóbada quando descobriram um exuberante afresco.

No centro estava representado o Bom Pastor. Em volta, tinha quatro círculos com as esfinges de São Pedro, São Paulo, e mais dos apóstolos.

Os arqueólogos Fabrizio Bisconti e Barbara Mazzei forneceram todos os detalhes da descoberta. Bisconti, que é secretario da Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra e presidente da Academia Pontifícia do Culto dos Mártires, ponderou que “pode ser considerado o ícone mais antigo do Apóstolo encontrado até agora”.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Cultos originários indígenas sacrificavam crianças
a deuses da Terra, confirmando a Bíblia: “são demônios”

Sacrifício Chimú de crianças. Reconstituição por Gabriel Prieto da Universidade Nacional de Trujillo; John W. Verano, Universidade de Tulane; Nicolas Goepfert, CNRS; Anne Pollard Rowe
Sacrifício Chimú de crianças. Reconstituição pelos arqueólogos Gabriel Prieto da Universidade Nacional de Trujillo;
John W. Verano, Universidade de Tulane; Nicolas Goepfert, CNRS; Anne Pollard Rowe.
Luis Dufaur
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Uma equipe de arqueólogos do Peru descobriu o que se acredita ser local do maior sacrifício em massa de crianças da História, segundo informou entre outros “The Guardian” de Londres.

Sem ser esse o objetivo dos cientistas, acabaram puxando o fulcro das atenções para uma das frases mais polêmicas das Sagradas Escrituras, confirmando-a.

Com efeito, quando elas se referem aos pagãos e a seus deuses, fazem-no com horror e execração. O Salmo 95 reza “todos os deuses dos gentios são demônios” (“Omnes dii gentium, daemonia”) (Salmo 95, 5).

Em numerosas passagens bíblicas, vemos os profetas e os representantes de Deus destruindo dos ídolos e os condenando ardendo de zelo pelo único Criador merecedor da única adoração.

Os crimes e os costumes depravados associados ao culto dos ídolos são também condenados com horror. Mas não faltou quem julgasse exageradas essas atitudes dos profetas e dos autores sagrados.

domingo, 29 de dezembro de 2019

Quem foram os Reis Magos?

'A viagem dos Magos' (1894), James Jacques-Joseph Tissot (1836-1902). Brooklyn Museum, New York City.
'A viagem dos Magos' (1894), James Jacques-Joseph Tissot (1836-1902).
Brooklyn Museum, New York City.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Um antigo documento conservado nos Arquivos Vaticanos lança uma certa luz, embora indireta e sujeita a caução, sobre a pessoa dos Reis Magos que foram adorar o Menino Jesus na Gruta de Belém. A informação foi veiculada por muitos órgãos de imprensa e páginas da Internet.

O documento é conhecido como “A Revelação dos Magos”. Provavelmente seja algum “apócrifo”, nome dado aos livros não incluídos pela Igreja Católica na Bíblia. Portanto, não são “canônicos”, apesar de poderem ser de algum autor sagrado.

“Canônico” deriva de “Cânon”, que é o catálogo de Livros Sagrados admitidos pela Igreja Católica e que constituem a Bíblia. Este catálogo está definitivamente encerrado e não sofrerá mais modificação.

Há uma série de argumentos profundos que justificam esta sábia decisão da Igreja.

Entretanto, uma extrema ponderação em apurar a verdade faz com que a Igreja não recuse em bloco esses “apócrifos” e reconheça que pode haver neles elementos históricos ou outros que ajudem à Fé.

Por isso mesmo, o Vaticano conserva a maior coleção mundial desses “apócrifos”, e os põe à disposição dos críticos de todas as religiões que queiram estudá-los.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

O inimaginável no olhar da Virgem de Guadalupe
desafios às ciências modernas

A imagem aqueropita (não pintada por mão humana)  de Nossa Senhora de Guadalupe, no seu santuário, Cidade do México
A imagem aqueropita (não pintada por mão humana)
de Nossa Senhora de Guadalupe, no seu santuário, Cidade do México
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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No dia 9 de dezembro de 1531, na cidade do México, Nossa Senhora apareceu ao nobre índio Quauhtlatoatzin — que havia sido batizado com o nome de Juan Diego — e pediu-lhe que dissesse ao bispo da cidade para construir uma igreja em sua honra.

Juan Diego transmitiu o pedido. O bispo exigiu alguma prova.

Então Nossa Senhora fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo.

Este o fez no dia 12 de dezembro, acondicionando-as no seu manto. Ao abri-lo diante do bispo e de várias outras pessoas, verificaram admirados que a imagem de Nossa Senhora estava estampada no manto.

O interesse da ciência começou na hora de investigar como é possível que o manto de Juan Diego se tenha conservado até hoje.

Esse tipo de manto, conhecido no México como tilma, é feito de tecido grosseiro, e deveria ter-se desfeito há muito tempo.

No século XVIII, pessoas piedosas decidiram fazer uma cópia da imagem, a mais fidedigna possível.

Teceram uma tilma idêntica, com as mesmas fibras de maguey da original.

Apesar de todo o cuidado, a tilma se desfez em quinze anos.

O manto de Guadalupe tem hoje 477 anos, portanto nada deveria restar dele.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Por que Jesus nasceu em Belém?

Igreja da Natividade, local da Gruta de Belém
Igreja da Natividade, local da Gruta de Belém
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O imperador romano Augusto (63 a.C. – 14 d.C.) mandou fazer o que se chamava Breviarium Imperii (Estatística do Império).

Nessa estatística devia constar as riquezas de seu imenso reino: soldados, naves, reinos, províncias, tributos, impostos, doações...

A estatística obrigava, em consequência, o recenseamento da população.

Assim diz São Lucas em seu Evangelho, capítulo 2:
“1. Naqueles tempos, apareceu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra. (...)

“3. Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade.

“4. Também José subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi,

“5. para se alistar com a sua esposa, Maria, que estava grávida.

“6. Estando eles ali, completaram-se os dias dela.

“7. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria”. (São Lucas, 2, 1-7)

José e Maria tiveram que ir a Belém para recensear-se de acordo com a norma de que “todos os que habitassem fora das suas regiões nativas, voltassem ao seu recanto natal para cumprir a disciplina habitual do recenseamento”, contida por exemplo no decreto de Gaio Víbio Máximo, Prefeito do Egito, de 104 d.C.

No Oriente a pertença à família ou estirpe era de importância capital; todo cidadão sabia a que estirpe pertencia.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Achada uma civilização perdida: o reino maldito de Esaú

Túmulos perto de Petra, Jordânia. Foi uma capital edomita
mas os entalhes são nabateus, civilização posterior.
Luis Dufaur
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Há cidades ou civilizações perdidas que intrigam os homens modernos. Algumas pertencem mais provavelmente à lenda, mas de outras há lembranças dignas de crédito.

O que foi delas? Por que desapareceram? Foram amaldiçoadas’

Desapareceram totalmente ou acabaram se integrando em alguma outra, dando origem a filões psicológicos que continuaram influenciando a História mais ou menos sorrateiramente?

Os casos de Caim e Esaú nos interessam especialmente pela sua presença na Bíblia. Aonde foram eles? No que é que deram?

Entre essas incógnitas históricas cabe o reino bíblico de Edom, ou o reino fundado por Esaú após vender sua primogenitura e abandonar o lar paterno.

Mais recentemente, um longo trabalho veio trazer a lume os vestígios desse reino, extinto há milênios, mas que deixou um filão moral e cultural de representantes até no Novo Testamento.

E houve os que tiveram um papel horroroso na Paixão e Morte de Nosso Senhor, segundo narram os Evangelhos.

Edom significa “vermelho”, da mesma maneira que “Esaú”, pela cor da sopa em troca da qual vendeu seus nobres direitos.

Abandonando o lar, internou-se no deserto com a família e animais e sua sorte foi sempre foi um quebra-cabeça significativo para a arqueologia bíblica.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Arqueólogos dão com o local
do segundo milagre da multiplicação de pães e peixes

Multiplicação dos pães e peixes, catedral de Lille, França
Multiplicação dos pães e peixes, catedral de Lille, França
Luis Dufaur
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Andares com cenas de mosaicos coloridos, incluindo uma cesta com pães, um pavão e peixes, foram trazidos à luz por arqueólogos da Universidade de Haifa, em Hippos, perto do Mar da Galileia (ou Lago Kinneret) no local da bizantina “igreja queimada”, noticiou o quotidiano israelense “The Jerusalem Post”.

Hippos era uma rica cidade que fascinava por centenas de colunas de granito vermelho egípcio e era habitada por pagãos.

Esse dado interessa ao tratar do “milagre dos sete pães e peixes”, ou segundo milagre de multiplicação, denominado ainda “alimentando os 4.000”.

Ela é a “cidade situada em uma colina” que Jesus tomou como exemplo para mostrar que a Igreja e a verdade devem se exibir a pleno sol e não ficar dissimuladas ou envergonhadas.

“14. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha

15. nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.

16. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.”” (São Mateus, 5, 14-16

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Abraão: o Patriarca fundador da linhagem dos filhos de Nossa Senhora, Lot e a extinção de Sodoma

Porta de Abraão, Tel Dan, Terra Santa
A “Porta de Abraão” é o monumento mais antigo de Terra Santa
e por ela teria passado o patriarca Abraão indo a resgatar Lot na primeira vez
Luis Dufaur
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O Israel Nature and Parks Authority – organismo governamental para a proteção dos parques naturais de Israel ‒ no ano 2009 culminou a restauração da “Porta de Abraão”, antiga de 4.000 anos, segundo noticiou a imprensa israelense da época.

Desde então ficou aberto à visitação e até ele vão muitos peregrinos que desejam ver o que tudo indica ser o mais antigo monumento da Terra Santa, e por onde teria passado o patriarca Abraão.

O pórtico encontra-se numa reserva natural de Tel Dan, norte de Israel, aos pés do Monte Hermon. Foi descoberto em 1979.

O acesso foi liberado após uma década de trabalhos de restauração executados também pelo Israel Antiquities Authority, informou o The Jerusalem Post.

A estrutura monumental foi construída com tijolos por volta do ano 1.750 antes de Cristo.

Chegou-se a supor que o patriarca Abraão teria atravessado essa porta quando foi tirar seu sobrinho Lot do cativeiro em Sodoma. De ali seu nome “Porta de Abraão”.

O episódio aconteceu antes que Deus destruísse essa cidade em castigo pelo vicio de homossexualismo. Por isso mesmo o homossexualismo é também é conhecido como sodomia.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

O mais antigo templo católico:
a "igreja dos Apóstolos" no Cenáculo

Última Ceia, de Pietro Lorenzetti. O Cenáculo foi o local da primeira Missa
Última Ceia, de Pietro Lorenzetti. O Cenáculo foi o local da primeira Missa
Luis Dufaur
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Uma descoberta em Megido, Israel, voltou a suscitar o debate sobre qual é o local da mais antiga igreja cristã.

As igrejas católicas apareceram logo após Jesus Cristo.

Os Apóstolos, seguindo o exemplo de Nosso Senhor, pregaram nas sinagogas e locais de reunião dos judeus.

Mas, a perseguição da Sinagoga tornou impossível a pregação do Evangelho nelas.

Simultaneamente a esta pregação houve locais onde os cristãos celebravam o verdadeiro sacrifício, i. é, a Missa, julgado intolerável pelo Sinédrio.

Com efeito, o Templo era o único local onde podia se celebrar o sacrifício no Antigo Testamento.

Este sacrifício era uma prefigura do Sacrifício do Calvário, e da Santa Missa.

Tendo se operado o Sacrifício na Cruz, e sendo celebrada sua renovação incruenta, i. é, a Santa Missa, pelos Apóstolos e seus sucessores, o sacrifício do Templo perdeu todo significado.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Buscas no paço do Herodes que martirizou os santos inocentes; e pai do Herodes que matou a S.João Batista e crucificou Jesus

Vista aérea de Herodium e das excavações.
Luis Dufaur
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O túmulo do rei Herodes I, o Grande, que ordenou a massacre dos inocentes visando matar o Menino Jesus, foi localizado em 2007 por pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Desde então vem sendo recuperadas salas e instalações desse palácio todo feito em estilo grego pagão.

O local leva o nome de Herodium e fica a poucos quilômetros de Jerusalém.

Esse cruel rei governou a Judéia até sua morte.

Tratava-se de um monarca impostor sustentado pelos romanos. Era idumeru (ou edomita), quer dizer descendente de Esaú.

Ele fez obras colossais como reformar e enriquecer o Templo (o mesmo do tempo de Nosso Senhor), para se granjear a simpatia do povo.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Manuscritos do Mar Morto prenunciam o cristianismo

O profeta Elias e o patriarca Henoc que estariam vivos num local ignoto aguardando a ordem para descer à Terra e combater contra o Anticristo. Elias e "os filhos do profeta" podem ter parte na origem dos essênios. Ícone do século XVII. Museu Histórico de Sanok, Polônia
O profeta Elias e o patriarca Henoc que estariam vivos num local ignoto
aguardando a ordem para descer à Terra e combater contra o Anticristo.
Elias e “os filhos do profeta” podem ter parte na origem dos essênios.
Ícone do século XVII. Museu Histórico de Sanok, Polônia
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Desde o 26 de setembro de 2011,  puderam passar a ser ser consultados os primeiros manuscritos do Mar Morto digitalizados, informou o jornal de Paris "Le Monde".

Por sua vez, a editora de Paris Editions du Cerf empreendeu há poucos anos a publicação da totalidade dos 900 manuscritos do Mar Morto, ou Qumran, transcritos para o francês.

Os primeiros volumes da “Biblioteca de Qumran” já apareceram, informou o diário suíço “Le Temps”.

Por sua parte, o Conselho de Antiguidades de Israel, custodio dos precisos documentos já tinha anunciado em agosto de 2008 o projeto de disponibilizar para download na internet as fotografias digitalizadas destes valiosíssimos Manuscritos.

O projeto levará anos para ser completado.

Os primeiros documentos online já podem ser consultados no site The Digital Dead Sea Scrolls  (em inglês) promovido pelo Museu de Israel.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Por que muda o calendário todo ano? A Igreja e a astronomia

Obelisco de São Pedro também é agulha de imenso relógio solar
Obelisco de São Pedro também é agulha de imenso relógio solar
Luis Dufaur
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Cada novo ano tem início num momento muito preciso do relógio.

A partir do primeiro segundo do ano, a imensa maioria dos homens vai ritmar sua vida pelo calendário que recomeça como nos anos anteriores, porém com algumas importantes datas mudadas.

A data da Páscoa muda a cada ano, impondo consigo mudanças gerais, por exemplo, as datas de Carnaval. Nos anos bissextos fevereiro tem um dia a mais.

O calendário com suas mudanças é aceito por todos. Todo o mundo civilizado intui que os critérios usados para as mudanças são sábios, úteis e benéficos.

Contudo, tais critérios são desconhecidos da imensa maioria que se pauta por eles.

A que se deve essa mudança tão grande, constante, porém certa e bem recebida, do calendário?

Poucos têm disso uma ideia clara.

Menos ainda de que foi a Igreja que definiu quanto durava um ano e em qual dia do ano viviam os homens.

A Igreja Católica também definiu todas as mudanças que deveriam ser introduzidas no calendário até o fim do mundo de maneira a harmonizar a atividade dos homens com o movimento da Terra, do Sol, da Lua e das estrelas.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

A conversão do hebreu Ratisbonne: foi além do que podem explicar as ciências humanas

Pe. Afonso Ratisbonne, rico banqueiro judeu convertido por Nossa Senhora se fez padre
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Um dos fenômenos mais específicos da vida religiosa é o da conversão interior, espiritual, que para ser autêntica e sincera só pode acontecer pela graça de Deus.

É precisamente por causa disto que a conversão religiosa não é suscetível de uma explicação das ciências físicas.

Os tentativos de dar uma explicação por vias psicológicas que deliberadamente abstraem do fator divino jamais produziram algo convincente ou concludente.

Tal vez a conversão do hebreu banqueiro Afonso Ratisbonne seja uma das mais rumorosas dos últimos séculos.

Seu caso é digno de especial análise pois foi acompanhado muito de perto por várias pessoas qualificadas para descrevê-la.

É para compreender essa ação de Deus nas almas que reproduzimos a continuação a longa descrição desse caso histórico, tirada do blog "Luzes de Esperança".

Um jovem judeu, de uma família de banqueiros de Estrasburgo, de notável projeção social pelas riquezas e pelo parentesco com os banqueiros Rothschild, pelo meio-dia do dia 20 de janeiro de 1842, andava despreocupado, na aparência, por uma rua do centro histórico de Roma.

Seu nome era Afonso Ratisbonne.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Jerusalém: os mais antigos registros arqueológicos cristãos professam a fé na Ressurreição de Cristo, e dos homens no fim do mundo

Braço robótico com câmeras pôde fotograr o túmulo
Luis Dufaur
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Um túmulo localizado em Jerusalém vem sendo estudado por cientistas há três décadas.

Ele apresenta indícios que confirmam a fé na Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo professada já no primeiro século de nossa era, quiçá antes mesmo da redação dos Evangelhos.

Os indícios remontariam a antes mesmo da destruição da cidade pelas legiões romanas e a dispersão dos judeus.

Assim o afirmou o grupo de arqueólogos e especialistas em assuntos religiosos que no fim de fevereiro de 2012 apresentou em Nova York as conclusões da exaustiva pesquisa.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

A Santa túnica de Cristo na Paixão guardada em Argenteuil analisada por um cientista

Argenteuil, ostensao solene, 1984

Luis Dufaur
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Numa igreja de Argenteuil, cidade hoje absorvida pela grande Paris, venera-se uma túnica que, segundo tradição milenar da Igreja, foi tecida por Nossa Senhora para o Menino Jesus.

Seria a mesma que Nosso Senhor usou na sua Paixão.

A mesma, portanto, que os algozes romanos, vendo que era inconsútil – isto é, formando uma só peça, sem costuras – lançaram à sorte, para não ter que dividi-la entre eles.

Utilizando equipamentos os mais avançados, a ciência moderna foi analisar a relíquia.

O professor André Marion, pesquisador do Centre National de la Recherche Scientifique – CNRS (Paris) é especialista no processamento numérico de imagens, leciona na Universidade de Paris-Orsay e é autor de numerosas publicações científicas e técnicas.

Ele já fez descobertas surpreendentes a respeito do Santo Sudário de Turim, com base em métodos ótico-digitais.

Ele publicou suas conclusões sobre a túnica de Argenteuil no livro “Jesus e a ciência – A verdade sobre as relíquias de Cristo” (foto embaixo).

Para o trabalho, o Prof. Marion localizou nos arquivos da Diocese de Versailles chapas tiradas em 1934. Estavam bem conservadas.

Sobre elas aplicou as técnicas de digitalização de imagens, baseadas em scanners e computadores poderosos. É de se salientar a precisão do método, que chega a ser de 10 a 20 milésimos de milímetro.