sábado, 31 de março de 2018

Domingo de Páscoa: Ressurreição triunfal de Nosso Senhor. Que venha o triunfo da Igreja!

Cristo ressurrecto, basílica dos Santos Pedro e Paulo, Malta. Fundo: rosácea catedral de Chartres, França.
Cristo ressurrecto, basílica dos Santos Pedro e Paulo, Malta.
Fundo: rosácea catedral de Chartres, França.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Assim que a alma de Nosso Senhor voltou ao corpo, Ele apareceu a Nossa Senhora.

Como terá sido esse encontro?

Ele pode ter aparecido como Senhor esplendoroso,

Rei, como nunca ninguém foi nem será rei.

Ou, com um sorriso que lembrava o primeiro olhar no presépio de Belém.

O que Ele comunicou a Ela?

O que Nossa Senhora terá dito, vendo-O e amando-O perfeitamente?

Foi o primeiro louvor que Jesus recebeu após a Ressurreição, feito em nome da Igreja toda.

Páscoa da Ressurreição. Albacete, Espanha.
Páscoa da Ressurreição. Albacete, Espanha.
Quando as cidades eram pouco ruidosas, ouvia-se o bimbalhar dos sinos ao meio- dia.

Comemorava-se a Ressurreição.

Nas ruas, os moleques malhavam bonecos de Judas.

Aleluia cantava-se por toda parte.

As pessoas cumprimentavam-se, distribuíam ovos de Páscoa.

As igrejas enchiam-se, a liturgia apresentava enorme pompa.

A dor do Calvário cedia ante a imensa alegria da Páscoa.

A alegria verdadeira, que não é filha do vício, mas fruto abençoado da virtude.

Quando Deus volta a sua Face para os homens, tudo se torna fácil, suave, alegre, brilhante.

Pelo contrário, quando Ele desvia sua Face, os homens atraem épocas de castigo.

É como o sol que desaparece.

Em que estado estamos nós, o mundo todo?

Ó Senhor Jesus, voltai para nós a vossa Face divina e olhai-nos com bondade.

Ressurreição, composição gráfica. Imagem de Albacete, Espanha
Ressurreição, composição gráfica. Imagem de Albacete, Espanha
Nesse momento a graça há de nos iluminar, e sentir-nos-emos outros.

Que pelos méritos de vossa Ressurreição se congreguem os bons.

Que o Divino Espírito Santo lhes comunique força e valor para derrotar os inimigos da vossa Igreja.

Que Ele renove as almas, restaure as instituições, as nações e a Civilização Cristã.

Nós Vo-lo pedimos por meio de Nossa Senhora, Medianeira Onipotente e Co-redentora do gênero humano.


Vídeo: Domingo de Ressurreição em Cartagena (Espanha)




quarta-feira, 28 de março de 2018

A Santa Ceia: o dom infinito da Eucaristia e o drama

Última Ceia, Instituição da Eucaristia, Giusto da Guanto, c. 1474.
Última Ceia, Instituição da Eucaristia, Giusto da Guanto, c. 1474.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na Santa Ceia, Jesus Cristo instituiu o Santo Sacrifício da Missa.

Para os judeus era a festividade da Páscoa.

Quer dizer da saída do Egito, da libertação da escravidão.

O inicio do caminho para a Terra Prometida.

No centro da refeição estava o cordeiro pascal.

Em lembrança do cordeiro que Moisés mandou sacrificar e comer antes de partir.

Em prefigura do Cordeiro de Deus que viria remir os homens.

E eis que o Cordeiro de Deus estava ai oferecendo Seu próprio Corpo!

Mas Ele estava profundamente triste.

Ele sabia que um dos Apóstolos O tinha traído.

Jesus descobriu a João o sinal do traidor:

o primeiro a pôr a mão no pão consagrado: Judas Iscariotes!

Ele fugiu para praticar o crime combinado com o Sinédrio.

Que situação tristíssima!

Os Apóstolos estavam em decadência espiritual na hora da Paixão.

Oração no Horto das Oliveiras, vitral
na igreja de Saint Cross, Oxford, Inglaterra.
Eles dormiram durante a Agonia no Horto das Oliveiras.

O Divino Mestre alertava-os para a gravidade da situação,

e eles se incomodavam mais ou menos.

Nosso Senhor chegou a censurá-los:

‘Uma hora não pudestes vigiar comigo?’ (Mt 26,40).

Quando Nosso Senhor foi preso, eles fugiram.

Penso nisso quando passo diante de uma igreja

Onde o Santíssimo Sacramento está exposto?

Faço um bom exame de consciência? Confesso-me bem?

Vou até a mesa da Comunhão com a consciência bem limpa?

Quantos vão até a Comunhão de qualquer jeito!

Quantos a distribuem com desfaçatez sacrílega!

Eles são da estirpe do Iscariotes.

Oh Minha Senhora, Mãe de Deus!

Que meus caminhos não sejam esses, mas os Vossos!

A via da perfeita escravidão de amor a Vós

Para chegar a Vosso Filho, a Sabedoria Encarnada

Presente verdadeiramente na Santíssima Eucaristia!


Vídeo: A Santa Ceia: o dom infinito e o drama





sábado, 24 de março de 2018

Domingo de Ramos, ontem e hoje

Jesus entrando em Jerusalém, no Domingo de Ramos.
Jesus entrando em Jerusalém, no Domingo de Ramos.
Luis Dufaur
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Te aplaudiam, meu Senhor! Te aplaudimos também nós…

Te reconheciam rei de Israel, Hosana Filho de Davi!

Te reconhecemos também nós…

Estendiam suas capas e tapetes no chão em Teu passo.

Fizemos o mesmo também nós...

Agitavam ramos de oliveira e palmas em sinal de alegria!

Nos Domingos de Ramos, agitamos também nós...

Domingo de Ramos, procissão em Valladolid, Espanha.
Domingo de Ramos, procissão em Valladolid, Espanha.
Mas Vós olháveis com um ar manso e resignado...

Sabias, meu Senhor!, do que valiam esses louvores...

Vós olháveis a conjuração do Sinédrio, a Cruz no alto do Gólgota

Que fácil é bradar viva Jesus!

Sobre tudo quando não olhamos a Cruz!

Foi o que fizeram os que estavam Te vivando nas ruas de Jerusalém.

Quantos desses, pouco depois, pediam tua morte no pretório de Pilatos?

Quantos dormitavam, fingiam não ouvir, diziam que não sabiam, enquanto perto se cometia o pior crime da História contra a Santidade infinita?

Quem não Vos abandonou?

Nossa Senhora. Só Ela. E apoiadas nEla as santas mulheres.

São João foi o único Apóstolo que apareceu na última hora no topo do Calvário.

E foi porque era devoto de Nossa Senhora, como São Luis Grignon séculos depois ensinaria!

Minha Mãe, Vós sois meu amparo, salvai-me!

Não me deixeis cair na tentação da poltronice, do meio termo, do mais ou menos que tomou conta de Jerusalém.

Dai-me força, dai-me ânimo, dai-me coragem para imitar a Jesus na Cruz até o último de meus suspiros na terra.

Eu não posso. Vós, minha Mãe podeis. Vós sois a onipotência suplicante!

A co-redentora do gênero humano!






Vídeo: Procissão de Domingo de Ramos, Espanha





segunda-feira, 12 de março de 2018

Análises provam que a igreja do Santo Sepulcro
foi construída no tempo do imperador Constantino

Páscoa de Ressurreição em torno do Santo Sepulcro após a restauração
Páscoa de Ressurreição em torno do Santo Sepulcro após a restauração
Luis Dufaur
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A análise dos materiais recolhidos no trabalho de restauração do Santo Sepulcro permitiu fixar sua data no século IV. A esses trabalhos dedicamos vários posts resumidos em Restauração do Santo Sepulcro: visão de conjunto

A datação confirmou a tradição católica a respeito do local de sepultamento de Jesus Cristo, disse a Profa. Antonia Moropoulou, que chefiou os trabalhos de restauração que já tivemos ocasião de apresentar neste blog.

A informação foi divulgada pelo site “The Huffington Post”.

De fato, as análises confirmaram a tradição de que o imperador do Oriente, Constantino I, havia erigido uma igreja no local do Santo Sepulcro por volta de 300 anos depois da morte de Cristo.

As legiões romanas destruíram completamente Jerusalém no ano 70 d.C., inclusive o Segundo Templo, uma das maravilhas da Antiguidade, após uma insurreição dos judeus.

Cumpriram-se assim as profecias de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a destruição do magnífico Templo, centro exclusivo da religião judaica.

Uma consequência foi a diáspora do povo hebreu, como que religiosamente decapitado e cujo sacrifício central ficou extinto desde então, há quase dois mil anos.

1. Ao sair do templo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e fizeram-No apreciar as construções.

2. Jesus, porém, respondeu-lhes: Vedes todos estes edifícios? Em verdade vos declaro: não ficará aqui pedra sobre pedra; tudo será destruído. (São Mateus, 24, 1-2).

Após a devastação, os romanos aplainaram a cidade, rebaixando a elevação onde se encontrava o Templo. Fizeram assim desaparecer até os fundamentos do Templo.

Ficou a área alisada hoje conhecida como Esplanada das Mesquitas, ou Monte do Templo, onde há duas mesquitas. O Muro das Lamentações é parte de um muro de arrimo que não integrava o Templo.

Constantino o Grande, imperador de Bizâncio, mandou construir a primeira igreja do Santo Sepulcro
Constantino o Grande, imperador de Bizâncio,
mandou construir a primeira igreja do Santo Sepulcro. Ícone grego.
Sobre o aterro tentaram estabelecer uma cidade de arquitetura e costumes pagãos que teve existência efêmera.

O Santo Sepulcro ficou coberto de entulho proveniente dessa nivelação, até que Santa Helena, mãe de Constantino, o imperador católico de Bizâncio, foi recuperar as relíquias da Paixão, no século IV.

Ela se interessou pela localização do sagrado túmulo de Nosso Senhor. A tradição oral lhe indicou que estava abaixo do templo romano da deusa Vênus, ou Afrodita, ídolo da impureza.

Ela obteve de seu filho, Constantino o Grande, a licença para extinguir essa abominação. Nada ficou do vetusto templo romano e em seu lugar foi erigida a primeira basílica do Santo Sepulcro.

Essa basílica, ordenada pelo imperador Constantino, após muitas peripécias ao longo dos séculos foi substituída pela atual.

Veja mais em: Restauração do Santo Sepulcro: visão de conjunto


Durante os recentes trabalhos de restauração foram colhidas provas arqueológicas dessa igreja que confirmam mais uma vez ser essa a localização exata do Sepulcro que recebeu Jesus morto e em cujo interior teve lugar a Ressurreição.

Esta foi a primeira vez que se efetivaram análises científicas no local, hoje na cidade velha de Jerusalém.

A Profa. Antonia Moropoulou, diretora dos trabalhos, mostrou como prova que o cimento usado para selar a mais antiga placa de mármore que fecha o Santo Sepulcro é do século IV da era cristã.

“É uma descoberta muito importante que confirma – como aliás já é historicamente provado – que foi Constantino o Grande quem mandou cobrir a rocha do túmulo de Cristo com uma placa de mármore”, explicou a diretora das escavações e especialista em conservação da Universidade Técnica Nacional de Atenas.

Santa Helena, mãe de Constantino imperador, recuperou as relíquias da Paixão, no século IV. E pediu para seu filho fazer a primeira igreja do Santo Sepulcro. Imagem na basílica de Santa Helena, em Birkirkara, Malta
Santa Helena, mãe de Constantino imperador,
recuperou as relíquias da Paixão, no século IV.
E pediu para seu filho fazer a primeira igreja do Santo Sepulcro.
Imagem na basílica de Santa Helena, em Birkirkara, Malta
A datação da massa também reflete a continuidade histórica no local que atravessou a era bizantina, as invasões islâmicas, as Cruzadas e os séculos subsequentes, explicou ela.

Suposições muitas vezes tisnadas de ceticismo atribuíam ao complexo arquitetônico do Santo Sepulcro uma antiguidade não anterior ao tempo das Cruzadas, portanto não mais de 1.000 anos.

Os recentes resultados estabelecem que a construção católica original é certamente do tempo do imperador Constantino, primeiro imperador cristão de Bizâncio.

As diversas amostras da massa foram extraídas de pontos diferentes da Edícula que hoje está sobre o Santo Sepulcro.

A placa superior de mármore, que é imediatamente visível pelos peregrinos, foi instalada por volta de 1555, segundo uns, ou pela metade do século XIV, segundo testemunhos da época.

A surpresa foi quando no dia 26 de outubro de 2016 os cientistas acharam outra placa, bem mais antiga, que tinha uma cruz gravada exatamente acima do leito mortuário de Jesus Cristo.

No momento os pesquisadores supuseram que a placa mais velha tivesse sido posta no período dos cruzados. Outros achavam que fora colocada após a reconstrução da igreja destruída pelos muçulmanos em 1009.

Os novos testes revelaram que a massa e o cimento são da metade do século IV, quando foi feita a primeira igreja por ordem de Constantino.

Os cientistas não limitaram sua investigação ao Santo Sepulcro, mas a estenderam a outras partes, colhendo mais amostras de massa e cimento. Estas forneceram provas adicionais da história das reconstruções do santo túmulo.

Os testes científicos foram patrocinados pela National Geographic Society.

As amostras foram tratadas de modo independente por dois laboratórios especializados na tecnologia de luminescência opticamente estimulada, OSL na sigla em inglês. Essa tecnologia determina quando os sedimentos de quartzo foram expostos à luz mais recentemente.

Os resultados científicos serão publicados pela Dra. Moropoulou e sua equipe numa próxima edição do Journal of Archaeological Science: Reports.


Vídeo: Análises provam que a igreja do Santo Sepulcro foi construída no tempo do imperador Constantino





segunda-feira, 5 de março de 2018

Milagre eucarístico?
40 hóstias intactas na igreja destruída por terremoto há ano e meio

Ruínas de Arquata del Tronto depois do terremoto, foto de 2 novembro 2016
Ruínas de Arquata del Tronto depois do terremoto, foto de 2 novembro 2016
Luis Dufaur
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A igreja de Santa Maria Assunta, na cidade de Arquata, Itália, foi destruída pelo terremoto de 2016.

Tudo desabou e os restos, inclusive obras de arte, foram dados por perdidos, conta o jornal italiano “Avvenire”.

Um ano e meio depois da calamidade, uma equipe de carabinieri, gendarmaria italiana, especializada em bens culturais, comunicou que havia resgatado o tabernáculo e o conservava em custódia e que queria restitui-lo à diocese.

Aconteceu então a surpresa que evocou o milagre eucarístico de Siena de 1730.

Dentro do tabernáculo do século XVI, encontraram a píxide bem fechada, embora derrubada, e quarenta hóstias perfeitamente conservadas dentro dela.

Tinham passado um ano e meio no abandono, mas estavam pasmosamente íntegras, sem nenhum sinal de mofo ou alteração de espécie alguma.

As hóstias encontradas em perfeito estado na píxide. Foto Avvenire
As hóstias encontradas em perfeito estado na píxide. Foto Avvenire
“Percebia-se ainda o cheiro das hóstias novas. É como se Jesus tivesse sido engolido pelo terremoto e saído vivo dentre as ruínas”, comentou o bispo de Ascoli Piceno, a diocese da paróquia.

O Pe. Angelo Ciancotti, da catedral não conseguia segurar as lágrimas. Ele foi o primeiro em ter a píxide em mãos.

Ele tinha promovido as tentativas de recuperação que só agora foi possível efetivar, retirando o tabernáculo todo golpeado pelos detritos e coberto de pó.

As chaves não deveriam servir mais. Porém, o Pe. Angelo havia conservado uma na esperança de voltar a abrir a casa de Jesus. E essa funcionou imediatamente.

“Na primeira tentativa, o tabernáculo abriu, conta ele. A píxide estava deitada, mas fechada. Nela, o Corpo de Cristo após um ano e meio enterrado, estava perfeito, do ponto de vista da cor, da forma e do odor.

“Não havia nenhuma bactéria ou mofo que pode aparecer em qualquer hóstia depois de semanas enclausurara. Pelo contrário, após um ano e meio, aquelas pareciam ter sido feitas o dia anterior”.

E uma sensação tomou conta das testemunhas: “Ele está presente”.

O terremoto teve uma magnitude de 6.6 no local e atingiu a região de Arquata del Tronto e adjacências em 30 de outubro de 2016 causando imensos danos.

O tabernáculo onde estava a píxide contendo as hóstias Foto Avvenire
O tabernáculo onde estava a píxide contendo as hóstias. Foto Avvenire
A basílica de Núrsia, erigida no local onde nasceu São Bento foi quase totalmente destruída. Novos tremores de terra acabaram matando em total por volta de 300 pessoas.

“Sim para mim é um milagre”, disse o Pe. Angelo, para o jornal regional Il Resto del Carlino.

“Quem não tem fé não vai acreditar em nada. O Senhor fez tudo por Si próprio”, comentou o “National Catholic Register” dos EUA.

O sacerdote sabia que as hóstias tinham sido feitas pelas freiras do convento de Santo Onofre e foi tirar a limpo com elas se tinham usado algum tipo de conservante.

“Não, responderam elas, apenas farinha e água”.

Para o Pe. Angelo foi um “achado prodigioso e inexplicável. (...) Para mim é um milagre e uma mensagem para todos que nos relembra a centralidade da Eucaristia.

“Jesus nos diz: Eu existo e estou convosco. Confiai em Mim”.


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Como foi Pôncio Pilatos? Evidências históricas e arqueológicas sobre o juiz mais injusto da História

Pilatos apresenta Jesus ao povo judeu para que escolha entre Ele e Barrabás, mistério de São Bento, Semana Santa, Sevilha
Pilatos apresenta Jesus ao povo judeu para que escolha entre Ele e Barrabás,
mistério de São Bento, Semana Santa, Sevilha
Luis Dufaur
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Os evangelistas nos descrevem com pormenor o procedimento do governador romano da Judeia Pôncio Pilatos durante a Paixão e Morte de Nosso Senhor.

Porém, nada mais sabemos sobre esse personagem. Tampouco abundam sobre ele outras fontes históricas.

Entretanto, a agência católica ACI Digital republicou um apanhado de dados que nos permitem formar uma ideia sobre ele.

Em 1961, arqueólogos liderados pelo Dr. Antonio Frova descobriram em Cesareia Marítima, uma cidade romana na costa mediterrânea de Israel, uma pedra calcária que tinha inscrito o nome de Pôncio Pilatos.

Ela foi gravada em latim e posta numa das escadas do anfiteatro de Cesareia. A inscrição diz: “Pôncio Pilatos, prefeito da Judeia, dedicou ao povo de Cesareia um templo em honra a Tibério”.

A placa de 82 cm de largura e 68 cm de altura está atualmente no Museu de Israel, em Jerusalém.

A informação corresponde ao reinado do imperador Tibério entre os anos 14 e 37 d.C. e concorda o período do julgamento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Concorda também com o cronograma bíblico descrito no Novo Testamento.

São Lucas, em seu Evangelho, se refere a Pilatos como governador romano da Judeia durante o reinado de Tibério César. (São Lucas 3, 1)

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Florestas e ossadas na Antártica
do tempo que os continentes estavam unidos

O prof. Erik Gulbranson recolhe amostras nas colinas Allan, Antártica.
Luis Dufaur
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As zonas virgens da Antártica estão dando surpresas.

Os geólogos da Universidade de Wisconsin-Milwaukee, EUA, liderados pelo professor Erik Gulbranson, por exemplo, escalaram o Promontório McIntyre, nas Montanhas Transantárticas e encontraram os restos petrificados de árvores que floresceram há por volta de 260 milhões de anos, segundo seus cálculos.

Esses são anteriores aos dinossauros.

Identificaram fragmentos de 13 exemplares que faziam parte de um bosque bastante distinto dos que existem hoje.

No fim do período Pérmico houve fenômenos que extinguiram o 90% das espécies antárticas, plantas e árvores.

“O mais surpreendente é que o padrão da vegetação mudava em todo o continente. Também mudava a densidade dos bosques”, explicou Gulbranson a “El Mundo” de Madri.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Novos achados sobre os ossos de São Pedro no Vaticano (4)

São Pedro, imagem de bronze na basilica vaticana
Luis Dufaur
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As relíquias que Margherita Guarducci identificou como sendo de São Pedro foram reconhecidas como tais pelo papa Paulo VI.

Em 26 de junho de 1968, ele anunciou a descoberta durante a audiência pública na Basílica Vaticana:

“Novas pesquisas, feitas com extrema paciência e cuidado, foram realizadas nos últimos anos, chegando a um resultado que nós, confortados pelo juízo de pessoas competentes, valorosas e prudentes, acreditamos ser positivo: as relíquias de São Pedro também foram, enfim, identificadas, de um modo que podemos considerar convincente, pelo qual louvamos a quem empregou tamanho e tão longo estudo, e grande esforço.

“Não se esgotam, com isso, as pesquisas, as verificações, as discussões e as polêmicas. Mas, de nossa parte, parece-nos um dever, no presente estado das conclusões arqueológicas e científicas, dar a vós e à Igreja este anúncio feliz, obrigados como somos a honrar as sagradas relíquias, sufragadas por uma séria prova de sua autenticidade [...];

“no caso presente, tanto mais solícitos e exultantes devemos ser, quando temos razões para considerar que foram encontrados os poucos, mas sacrossantos, restos mortais do Príncipe dos Apóstolos”.

Reintroduzidas no dia seguinte no lóculo do “muro dos grafites” (com exceção de nove fragmentos, que o Papa conservou em sua capela privada), as relíquias voltaram há poucos anos a ser expostas aos fiéis.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

A ciência confirma: os ossos de São Pedro estão no Vaticano! (3)

"Muro dos grafitti"
Luis Dufaur
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O papa Pio XII dispôs uma escavação arqueológica sob o altar-mor da Basílica Vaticana. Essa aconteceu entre 1939 e 1949 e foi levada a cabo por quatro estudiosos de arqueologia, arquitetura e história da arte.

Tratou-se de Bruno Maria Apollonj-Ghetti; Pe Antonio Ferrua, S.J.; Enrico Josi e Pe. Engelbert Kirschbaum, S.J.; sob a direção de dom Ludwig Kaas, secretário da Insigne Fábrica de São Pedro.

Eles encontraram o monumento de Constantino, um paralelepípedo com cerca de três metros de altura, revestido de mármore pavonáceo e pórfiro.

Escavando ao longo dos lados do monumento constantiniano encontraram debaixo dele o túmulo de Pedro.

As escavações revelaram uma pequena capela, formada por uma mesa sustentada por duas pequenas colunas de mármore e apoiada num muro rebocado e pintado de vermelho (o chamado “muro vermelho”) em posição correspondente à de um nicho; no chão, diante do nicho, sob uma pequena laje, um túmulo escavado diretamente na terra.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Testemunho unânime da Tradição sobre a presença dos ossos de São Pedro no Vaticano ‒ (2)

Urna com as relíquias de São Pedro como pode ser vista hoje
Luis Dufaur
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Do ponto de vista histórico, tal vez nenhum túmulo do mundo esteja tão apoiado em documentos de época, quanto o de São Pedro na Basílica Vaticana.

O lugar da sepultura havia sido mencionado pela primeira pelo presbítero Gaio, nos tempos do papa Zeferino (entre 198 e 217):

“Posso mostrar-te os troféus dos apóstolos [Pedro e Paulo]. Se quiseres dirigir-te ao Vaticano ou à Via de Óstia, encontrarás os troféus daqueles que fundaram esta Igreja [de Roma]” (in: Eusébio de Cesareia, História eclesiástica, II, 25, 7). Gaio entendia por “troféu” o corpo do mártir.

O martírio de Pedro é confirmado por Tertuliano, que, por volta do ano 200, escreve que a preeminência de Roma está ligada ao fato de que três apóstolos, Pedro, Paulo e João, nessa cidade ensinaram, tendo sido os dois primeiros mártires nela (cf. A prescrição contra os hereges, 36).

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Os ossos de São Pedro estão no Vaticano?
‒ 1. A origem da dúvida

São Pedro, imagem em bronze paramentada, basílica vaticana
Luis Dufaur
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A grandeza e o esplendor do conjunto arquitetônico da Basílica de São Pedro estão intrinsecamente unidos à glorificação de São Pedro, Príncipe dos Apóstolos.

Ele foi o primeiro da longa série de Papas que, como Vigários de Nosso Senhor Jesus Cristo, têm conduzido e conduzirão a Igreja até o fim dos tempos.

A Basílica foi construída em função do túmulo de São Pedro. Representação material consoladora da promessa de Nosso Senhor: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16,18).

Porém, quando São Pedro radicou o seu trono em Roma, no ano 42, as aparências eram outras.

No século I, funcionava no local o circo de Calígula, um dos mais depravados Césares pagãos. Esse circo servia para corridas de quadrigas e os mais torpes espetáculos.

São Pedro viu aquele circo ser restaurado, engrandecido e enriquecido pelo imperador Nero, que iniciou as perseguições aos cristãos. O próprio São Pedro foi ali crucificado no ano 67.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Os nomes do Zodíaco: indício da união inicial dos homens
e de sua posterior dispersão?

Zodíaco
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O Pe. Théoophile Moreux como astrônomo tinha paixão pelo Céu e pela história da própria astronomia. Esse interesse o pôs diante de realidades surpreendente.

É dado certo que os documentos mais remotos sobre o Zodíaco são caldeus. O Zodíaco é o conjunto de constelações cortadas pelo caminho aparente percorrido pelo Sol durante o ano.

Está composto de 13 constelações ‒ a 13ª foi acrescentada em 1930 pela União Astronômica Internacional.

Elas evocam, com esta ou aquela dose de imaginação, certas figuras de onde tiram o nome. Estes nomes apareceram 3.000 anos antes de Cristo.

Mas, o estudo das constelações mostra que há uma posição terrestre para vê-las de modo que coincidam com o nome. Esse estudo conduz a um local de observação bastante aproximado.

Não é nem a Índia, nem o Egito, mas a Ásia Menor, mais provavelmente a Armênia. Os armênios teriam dado esses nomes às formações estelares com maior ou menor fantasia.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Astrônomo defende com computador
a existência da estrela de Belém

Luis Dufaur
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O astrônomo Mark Thompson, membro da Royal Astronomical Society de Londres e apresentador de astronomia no The One Show da BBC, realizou um estudo científico que explicaria a natureza da estrela que conduziu os Reis Magos até Belém, confirmando a narração do Evangelho de São Mateus.

Usando registros históricos e simulações de computador que permitem mapear a posição das estrelas e dos planetas em torno da data em que Jesus nasceu, Thompson defende que nessa época houve um evento astronômico incomum.

Segundo ele, entre setembro do ano 3 a.C. e maio do ano 2 d.C. houve três “conjunções” onde o planeta Júpiter e a estrela Regulus passaram perto um do outro no céu da noite estrelada.

A estrela Regulus ‒ literalmente “pequeno rei” ‒ está no plano dos planetas e não raro ela aparece próximo a um dos planetas.

1ª) Júpiter cruzou com Regulus por vez primeira seguindo seu movimento habitual rumo ao leste.

2ª) Depois apareceu revertendo o caminho e cruzou a estrela novamente, desta vez em direção oeste.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Pedra do Mar Morto: aponta como o Messias viria,
como Jesus veio, e como virá no fim dos tempos

'Pedra de Gabriel': 87 linhas
Luis Dufaur
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Foi exposta em Jerusalém uma lápide do fim do século I a.C. cujo texto – considerado “misterioso” pelos especialistas – foi escrito com tinta em caracteres hebraicos, noticiou o “Boston Herald”.

É a chamada “Pedra de Gabriel”, ou “Visão de Gabriel”, segundo o Prof. Ada Yardeni, pelo fato de o arcanjo aparecer como figura central.

A pedra mede um metro de altura e foi descoberta no ano 2000 na margem oriental do Mar Morto, por um beduíno da Jordânia.

Análise da terra colada à pedra revelou uma composição química que só se encontra nessa região.

O escrito tem 87 linhas e está dividido em duas colunas. Trata-se de um texto profético anotado quando ainda existia o Templo que Jesus frequentou.

Os especialistas consideram a “Pedra de Gabriel” um pórtico que ajuda a entender as ideias que circulavam na Terra Santa sobre o Messias pouco antes de Jesus nascer.

O método de gravar com tinta sobre a pedra e não entalhar, como era o costume, é único.

Nada se achou de semelhante na região do Mar Morto até o presente.

“A ‘Pedra de Gabriel’ é em certo sentido uma espécie de Rolo do Mar Morto escrito sobre uma pedra”, sustenta James Snyder, diretor do Museu de Israel.

Ela provém da mesma época e utiliza caligrafia idêntica à de alguns dos Rolos do Mar Morto, entre os quais se contam os mais antigos manuscritos hebraicos da Bíblia.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Milenar basílica submersa reaparece em Niceia

Basílica submersa de Niceia, local regado pelo sangue de um mártir
e sede do primeiro Concílio da Igreja Católica
Luis Dufaur
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Os fundamentos de uma basílica bizantina de 1.600 anos, que repousam no leito de um lago no noroeste da Turquia, estão sendo analisados por arqueólogos, noticiou “Aleteia”.

“Nós encontramos as ruínas da igreja. É a planta de uma basílica com três naves”, disse Mustafa Şahin, professor de arqueologia da Universidade Bursa Uludağ, ao Hurriyet Daily News, o jornal em inglês mais antigo da Turquia.

Os alicerces da igreja se encontram entre um metro e meio e pouco mais de dois sob a água no lago Iznik, em Bursa, Turquia.

A antiga basílica foi localizada por fotografias aéreas tiradas em 2014 durante um inventário de objetos históricos e culturais, segundo o Hurriyet Daily News.

Sahin calcula que a igreja foi construída no século IV, em homenagem a São Neófito, martirizado no ano 303, durante as perseguições do imperador romano Diocleciano.

São Neófito foi para Niceia, cidade do império romano que ficava na Ásia Menor, no noroeste da atual Turquia, para pregar a fé e increpar duramente o paganismo.

A basílica foi erigida no local onde ele foi martirizado pelos soldados romanos.

Segundo as crônicas, os verdugos enfurecidos suspenderam o santo em uma árvore, chicotearam-no com tiras de boi e rasparam seu corpo com garras de ferro.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A destruição de Jerusalém pelos babilônios
exposta à luz do dia

Após a destruição de Jerusalém, o povo eleito foi levado cativo para Babilônia. Aquarela de Joseph Jacques Tissot, 1836 – 1902.
Após a destruição de Jerusalém, o povo eleito foi levado cativo para Babilônia.
Aquarela de Joseph Jacques Tissot, 1836 – 1902.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Arqueólogos israelenses exumaram camadas de entulho queimado que corroboram a narração bíblica da destruição de Jerusalém pelo exército do rei de Babilônia Nabucodonosor, no ano 587 a.C. – portanto, mais de 2.600 anos atrás.

A descoberta foi comunicada pela Autoridade Israelense de Antiguidades (IAA), organismo máximo de arqueologia do país.

O acontecimento está narrado no livro do Profeta Jeremias 52, 13-34. Ele indica que na tragédia o então rei de Jerusalém, Zedequias, foi levado cativo a Babilônia junto com a população da Cidade de Davi.

Eles foram deportados para trabalhar nas megalomaníacas construções de Nabucodonosor, que incluíram uma reconstrução – em escala menor – da Torre de Babel.

Nabuzardã, chefe da guarda babilônica, foi o encarregado do horroroso crime:

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

O milagre eucarístico de Sokólka:
hóstia é tecido do coração de uma pessoa em agonia!

Carne e Sangue de Cristo no corporal
Carne e Sangue de Cristo no corporal
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Todos os dias, em todos os altares do mundo onde a Missa é dignamente celebrada, dá-se o maior dos milagres: a transubstanciação do pão e do vinho no verdadeiro Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo.

No entanto, ao recebermos a comunhão, podemos tocá-lO apenas pela fé, pois aos nossos sentidos é oferecida apenas a aparência do pão e do vinho.

Entretanto, uma discreta mas profunda ação da graça nos faz sentir que Cristo está aí. Ele nos fala, nos diz coisas ao coração, nos dá forças. É uma presencia ativa, eficaz, incomparável.

Virá o homem sem fé e dirá: “você está seguro disso? Você não estará enganado? Uma autossugestão quiçá? Olha bem, é pão que a comunidade partilha num ágape.

“Está muito bom, é uma festa e você acredita. Mas, onde está o cientista que prove que isso não é mais que um pão fraternalmente partilhado numa comemoração e por isso você sente o que sente?”

Na nossa época onde há necessidade de ver para crer, Nosso Senhor não deixa de fazer obras que desconcertam os homens a ponto de permitir que seu divino Corpo e Sangue sejam analisados em laboratórios.

E, os cientistas, às vezes sem fé, têm que reconhecer: isto é verdadeira carne de um homem!

E como os corações estão duros, esses milagres se repetem misericordiosamente.

Foi o que aconteceu recentemente em Sokólka, na Polônia, no domingo, 12 de outubro de 2008, logo após a beatificação do servo de Deus Pe. Miguel Sopocko (1888-1975).

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Identificam o local da multiplicação dos pães e dos peixes

Multiplicação dos 5 pães e 2 peixes. Fonte: pixabay.com
Multiplicação dos 5 pães e 2 peixes. Fonte: pixabay.com
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Junto ao Mar da Galileia, também conhecido como Lago Tiberíades ou Kinneret, as ruínas de Betsaida voltaram a ver a luz. A cidade é bem conhecida dos católicos, pois os Evangelhos nos falam muitas vezes dela.

Trata-se da cidade onde nasceram e moravam os apóstolos Pedro, André e Felipe, que eram pescadores, e na qual pregou Nosso Senhor. Ela foi destruída e sobre suas ruínas os romanos construíram outra, em estilo pagão, chamada Julias, também desaparecida.

A Sagrada Família se instalou em Nazaré, não distante do Mar da Galileia, e ali Jesus passou a maior parte de sua vida oculta, exceto o Nascimento em Belém e a fuga para o Egito.

Por isso, o povo se referia a Ele dizendo: “É Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia” (São Mateus 21, 11)

Após a pregação inicial na Judeia e em Jerusalém, Nosso Senhor abandonou a capital de seu antepassado, o rei Davi, pois corria risco de morrer, devido ao ódio dos fariseus e do Sinédrio.

Limitou então sua divina ação ao norte do atual Israel – então parte do antigo reino de Israel – onde o ódio assassino do Sinédrio teria mais dificuldade de atentar contra Ele.

Jesus pregou demoradamente na região e lá operou alguns de seus maiores e mais conhecidos milagres, como na Boda de Canaã, a pesca milagrosa, a multiplicação dos pães e peixes.

Ele curou, exorcizou, andou sobre as águas, ensinou o Padre-Nosso e pregou numerosas parábolas, além de pronunciar o “Sermão da Montanha”.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Pirâmides macabras no México
e o juízo bíblico dos deuses pagãos: “são demônios”

Máscara da divindade Tezcatlipoca, o cruel deus que habitaria na Mãe Terra, algo vagamente comparável à divindade Pachamama ou à deusa Gaia de recente invenção ecologista. Museu Britânico
Máscara de Tezcatlipoca, o cruel deus que habitaria na Mãe Terra,
algo vagamente comparável à divindade Pachamama
ou à deusa Gaia de recente invenção ecologista. Museu Britânico
Luis Dufaur
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Por vezes é tido como moderno apresentar o índio como arquétipo de uma vida integrada na natureza, em pacífica relação com seus congêneres, adorando deidades em harmonia com o meio ambiente.

Alguns até os elevam a patrimônio da humanidade, a ser preservado sem influência da civilização, a fim de exibirem seu modelo de vida ao homem moderno em crise.

Eles teriam vivido nus em um sistema perfeito, tendo a mata como único teto antes da chegada de missionários e civilizadores.

Mas isso é bem assim?

As Sagradas Escrituras, quando se referem aos pagãos e a seus deuses, fazem-no com horror e execração. O Salmo 95 reza “todos os deuses dos gentios são demônios” (“Omnes dii gentium, daemonia”) (Salmo 95, 5).

Recentes trabalhos de brigadas de arqueólogos na Cidade do México fornecem dados palpáveis, gigantes e irretorquíveis para responder à questão.

O caso começa com o cronista espanhol Francisco López de Gómara (nascido em 1511), que deixou um frio e apavorante relato sobre o que encontrou no México. Recentemente foi referido pelo jornal espanhol “ABC”.

Ele descreve um sinistro monumento que os companheiros do conquistador Hernán Cortés viram em Tenochtitlán, a capital do império asteca.

Uma fabulosa pirâmide, cuja estrutura era constituída por cento e trinta mil crânios atravessados por ripas.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Restauração do Santo Sepulcro: visão de conjunto

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em diversos posts tivemos oportunidade de abordar o noticiário sobre os trabalhos científicos e de restauração operados no Santo Sepulcro neste ano.

Esses já foram felizmente concluídos e a visitação e cerimônias retomaram como antigamente.

A pedido da revista “Catolicismo”, Nº 799, Julho/2017, compusemos um artigo que resume todo o que publicamos e acrescenta alguns comentários.

O leitor interessado e/ou paciente poderá achar vantagem nesta visão de conjunto de todos os dados que possuímos até a presente data.

E por isso a reproduzimos a continuação.


Posts já publicados:

O Santo Sepulcro de Jesus Cristo aberto após séculos para exame científico

O Santo Sepulcro aberto, a Ressurreição de Jesus Cristo e a “ressurreição” da Igreja em nossos dias

Cientistas identificam mistérios na abertura do Sepulcro de Cristo

Santo Sepulcro: um “túmulo vivo”: um vazio cheio da presença de Cristo 



“É aqui mesmo!”


Essa foi a exclamação de cientistas ao abrirem recentemente o Santo Sepulcro de Jesus Cristo, o qual voltou a ver a luz após mais de cinco séculos.

Eles constataram que, apesar de dois milênios de grandes vicissitudes, a venerável pedra onde repousou o Corpo de Nosso Senhor está intacta no mesmo lugar.

Pela primeira vez em quase dois milênios, cientistas puderam entrar em contato com a pedra original sobre a qual foi depositado o Santíssimo Corpo de nosso Divino Salvador envolvido em panos mortuários, dos quais o mais famoso é o Santo Sudário de Turim.

Essa sagrada pedra se encontra na igreja do Santo Sepulcro, na parte velha de Jerusalém, e está coberta por uma lápide de mármore que data pelo menos do ano 1555, ou quiçá de séculos anteriores.

“O que achamos é surpreendente”, explicou o arqueólogo Fredrik Hiebert, da “National Geographic Society”. “Passei um tempo na tumba do faraó egípcio Tutancâmon, mas isto é mais importante”, afirmou.