segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Planeta de diamante: luxo que só Deus pode criar

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O conceituado Max-Planck-Institute für Radioastronomie, de Berlim, anunciou que uma equipe internacional de astrônomos da Austrália, Alemanha, Itália, Reino Unido e EUA, incluindo o Prof. Michael Kramer, do próprio Max Planck Institute for Radio Astronomy, identificaram um planeta quase todo feito de diamante.

Esta espécie de jóia natural gira em torno de uma pequena estrela nos confins da Via Láctea – a nossa galáxia.

O planeta é assaz mais denso do que qualquer outro já observado e consiste quase só de carbono.

Por causa de sua densidade, os cientistas concluíram que o carbono deve se encontrar em estado cristalino. Em outras palavras, todo ou grande parte dele é feita mesmo de diamante, a preciosíssima pedra que sempre fascinou os homens.

Na Terra, o diamante é pedra muito rara e muito cotada.
Na foto: o Oppenheimer achado na África do Sul
Os dados foram conferidos e confirmados por observações feitas com o radiotelescópio de Lovell, Reino Unido, e o de Keck em Hawaii.

“A história e a incrível densidade desse planeta sugerem que ele é composto de carbono.

“Ou seja, é um enorme diamante orbitando uma estrela de nêutrons a cada duas horas, numa órbita tão estreita que caberia dentro do nosso Sol”, explicou Matthew Bailes, da Universidade de Tecnologia Swinburne, de Melbourne, Austrália.

Sua massa é ligeiramente superior à de Júpiter, mas é 20 vezes mais denso.

“A densidade do planeta é, pelo menos, a da platina”, acrescentou. A platina, também conhecida como ouro branco, é altamente valorizada pela sua beleza e pureza nas joalherias.

A equipe pôde detectar e analisar o “planeta de diamante” com o radiotelescópio de 64 metros de Parkes, Austrália. Outras características sugerem tratar-se de um ‘pulsar’.

O intrigante e maravilhoso planeta (conhecido tecnicamente como pulsar PSR J1719-1438 se encontra a 4.000 anos luz da Terra, na constelação de Serpente, na Via Láctea.

Os pulsares são estrelas de nêutrons, pequenas e mortas, com apenas cerca de 20 quilômetros de diâmetro, girando centenas de vezes por segundo e emitindo feixes de radiação.

Costumam ser lapidados para ressaltar a beleza.
Na foto o "Incomparável", 3º maior do mundo, de rara cor champagne.
O que é ao lado de um diamante de dimensão planetária?
Os feixes do planeta varrem regularmente a Terra e já foram monitorados por telescópios da Austrália, do Reino Unido e do Havaí.

Sua grande densidade sugere que os elementos mais leves – hidrogênio e hélio – que compõem a maior parte de gigantes gasosos, como Júpiter, não estão presentes.

Como será o aspecto de um mundo todo feito de diamante?

Para os cientistas, isto é um mistério. “Em termos do seu aspecto, não sei nem se posso especular”, confessou Ben Stappers, da Universidade de Manchester.

Para os simples leigos, entretanto, podem pôr-se perguntas de outra natureza.

Por que Deus terá querido criar um planeta todo ele de diamante?

Mais ainda, por que ele terá querido que os homens apenas possam contemplar essa singular jóia astronômica desde uma imensa distância, tornando-a inacessível?

Sem dúvida, sendo todo-poderoso, Deus pode sem esforço algum criar essa maravilha que agora a ciência desvenda. As estrelas não brilham na noite como diamantes no céu?

Porém, Deus quis que os homens chegassem a conhecer essa imensa pedra preciosa. E certamente Ele, que é a Sabedoria infinita, teve a intenção de nos ensinar algo.

Talvez tenha pensado em fazer bem aos homens de nossa época, única capaz – pelo menos até agora – de contemplar esse luxo exclusivo de um Deus: um diamante do tamanho de um planeta.

O diamante aparece na Revelação simbolizando a dureza:

“acha-se inscrito o pecado de Judá com estilete de ferro; e gravado com ponta de diamante sobre a pedra de seu coração” (Jeremias 17,1);

A nobreza do diamante justifica
ser usado para a glória de Deus.
Foto: custódia de diamantes, Palermo, Itália, séc. XIX.
“a casa de Israel recusará escutar-te, porque eles não querem atender a mim! Pois, toda a casa de Israel nada mais é do que gente teimosa, de coração insensível.

Pois bem!, tornarei o teu semblante tão endurecido quanto o deles; vou dar a teu rosto a rigidez do diamante, que é mais resistente que a rocha.

Não os temas, pois, e não te deixes amedrontar por causa deles, pois são uma raça de recalcitrantes” (Ezequiel, 3, 7-9).

Mas o diamante aparece também como símbolo da perfeição, virtude e beleza, entre outras pedras preciosas que são do agrado de Deus. Ezequiel transmitiu nestes termos a palavra do Senhor ao príncipe de Tiro, referindo-se a um passado em que ele tinha sido bom:

“Eis o que diz o Senhor Javé: Eras um selo de perfeição, cheio de sabedoria, de uma beleza acabada.

13. Estavas no Éden, jardim de Deus, coberto de gemas diversas: sardônica, topázio e diamante, crisólito, ônix e jaspe, safira, carbúnculo e esmeralda; trabalhados em ouro. Tamborins e flautas, estavam a teu serviço, prontos desde o dia em que foste criado”. (Ezequiel, 28, 12-14)

Particularmente instrutivo da “mentalidade de Deus” – para dizer em termos talvez muito humanos – é a utilização das pedras preciosas.

Entre elas sobressai o diamante, utilizado nas vestes e nos símbolos religiosos que Deus mandou confeccionar para Aarão, irmão de Moisés, ungido Sumo Sacerdote. Portanto, uma prefigura do Papa:

Lemos no Êxodo 28:

3. Fala aos homens inteligentes a quem enchi do espírito de sabedoria, para que confeccionem as vestes de Aarão, de sorte que ele seja consagrado ao meu sacerdócio.

4. Eis as vestes que deverão fazer: um peitoral, um efod, um manto, uma túnica bordada, um turbante e uma cintura. Tais são as vestes que farão para teu irmão Aarão e para os seus filhos, a fim de que sejam sacerdotes a meu serviço;

Deus mandou a Moisés
que o Sumo Sacerdote fosse ornado com tudo
quanto há de mais nobre, rico e simbólico.
Efod no peito.
5. empregarão ouro, púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino.

6. O efod será feito de ouro, de púrpura violeta e escarlate, de carmesim e de linho fino retorcido, artisticamente tecidos.

7. Nas duas extremidades, haverá duas alças, que o sustentarão.

8. O cinto que se passará sobre o efod para fixá-lo será feito do mesmo trabalho e fará com ele uma só peça: ouro, púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino retorcido.

9. Tomarás duas pedras de ônix e gravarás nelas o nome dos filhos de Israel:

10. seis nomes numa pedra, seis noutra, por ordem de idade.

11. Os nomes dos filhos de Israel, que gravarás nas duas pedras, serão à maneira de selos gravados por lapidadores; e as duas pedras serão encaixadas em filigranas de ouro. (...)

13. Farás engastes de ouro

14. e duas correntinhas de ouro puro entrelaçadas em forma de cordões, que fixarás nos engastes.

15. Farás um peitoral de julgamento artisticamente trabalhado, do mesmo tecido que o efod: ouro, púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino retorcido.

Tiara (coroa do Papa) usada por Pio VII
16. Será quadrado, dobrado em dois, do comprimento de um palmo e de largura de um palmo.

17. Guarnecê-lo-ás com quatro fileiras de pedrarias. Primeira fileira: um sárdio, um topázio e uma esmeralda;

18. Segunda fileira: um rubi, uma safira, um diamante;

19. terceira fileira: uma opala, uma ágata e uma ametista;

20. quarta fileira: um crisólito, um ônix e um jaspe. Serão engastadas em uma filigrana de ouro.

21. E, correspondendo aos nomes dos filhos de Israel, serão em número de doze, e em cada uma será gravado o nome de uma das doze tribos, à maneira de um sinete. (...)

26. Farás ainda dois anéis de ouro que fixarás nas duas extremidades do peitoral, na sua orla interior aplicada contra o efod. (...)


28. Prender-se-ão os anéis do peitoral aos do efod por meio de uma fita de púrpura violeta, a fim de que o peitoral se fixe sobre a cintura do efod, e assim não se separe dele. (...)

31. Farás o manto do efod inteiramente de púrpura violeta.

32. Haverá no meio uma abertura para a cabeça, e em volta uma orla tecida, que será como a abertura de um corselete, para que não se rompa.

33. Em volta de toda a orla inferior, porás romãs de púrpura violeta e escarlate, assim como carmesim, entremeadas de campainhas de ouro:

Tiara do Beato Papa Pio IX, doada pelos católicos belgas
34. uma campainha de ouro, uma romã, outra campainha de ouro, outra romã em todo o contorno da orla inferior do manto. (...)

36. Farás uma lâmina de ouro puro na qual gravarás, como num sinete, Santidade a Javé

37. Prendê-la-ás com uma fita de púrpura violeta na frente do turbante.

38. Estará na fronte de Aarão, que levará assim a carga das faltas cometidas pelos israelitas, na ocasião de algumas santas ofertas que possam apresentar: estará continuamente na sua fronte, para que os israelitas sejam aceitos pelo Senhor.

39. Farás uma túnica de linho, um turbante de linho e uma cintura de bordado.

40. Farás túnicas para os filhos de Aarão, cinturas e tiaras, em sinal de dignidade e de ornato.

41. Revestirás desses ornamentos teu irmão Aarão e seus filhos e os ungirás, os empossarás e os consagrarás, a fim de que sejam sacerdotes a meu serviço.

42. Far-lhes-ás também, para cobrir a sua nudez, calções de linho que irão dos rins até as coxas.

43. Aarão e seus filhos os levarão quando entrarem na tenda de reunião, ou quando se aproximarem do altar para fazer o serviço do santuário, sob pena de incorrerem numa falta mortal. Esta é uma lei perpétua para Aarão e sua posteridade.”
Deus não poupa riquezas, até as exige em superabundância para as vestes do sacerdote que o representará no mais alto degrau da religião verdadeira.

E, num degrau menor, mas sempre riquíssimo e pomposo, dos sacerdotes submetidos ao Sumo Sacerdote.

Cálice dito "do abade Suger". França.
Criador do ouro e das pedras preciosas como o diamante, Deus os criou com Sabedoria divina para uma finalidade.

Aqui vemos uma de suas mais altas finalidades. Tão importante a ponto de os sacerdotes que não as utilizarem segundo prescrito “incorrerem numa falta mortal”. E isto vale para sempre: “Esta é uma lei perpétua para Aarão e sua posteridade”.

Esta prescrição do culto divino é, aliás, interessante para a polêmica sobre o modo de os sacerdotes se apresentarem no altar.

Porém, a descoberta científica que está na origem deste post nos leva a uma pergunta.

Se Deus tivesse querido evidenciar ainda mais aos homens do século XXI o quanto Ele preza os materiais nobres como o ouro e as pedras preciosas, o que teria feito?

Nós, humanos, fiéis católicos, poderíamos levantar muitas hipóteses. Alguns, desejando legitimamente se mostrar mais entusiastas de Deus, teriam avançado as idéias mais arrojadas.

Mas quem teria podido imaginar, instalado por Deus em algum canto do Universo, um diamante do tamanho de um planeta, cuja única finalidade é a de brilhar para Lhe dar glória e convidar à admiração seus filhos que moram a milhões de anos luz da jóia sem igual?

Esse imenso supérfluo dá uma lição à mediania e curteza de vista. E uma extraordinária oportunidade para cantar a glória, o poder e a Sabedoria do Criador.

Agradeçamos à ciência que nos trouxe esta tão preciosa notícia da maravilha criada pelo Autor e Senhor dos Céus e da Terra.


segunda-feira, 20 de julho de 2020

Sodoma e Gomorra foram destruídas por um asteroide?

Planisfério assírio, meteorito sobre Sodoma, British Museum
Tabuleta de argila ou “Planisfério” achada no século XIX.
Foi decifrada no fim do século XX. British Museum.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Os cientistas britânicos Alan Bond, diretor da empresa de propulsão espacial Reaction Engines, e Mark Hempsell, especialista em astronáutica da Universidade de Bristol, decifraram as inscrições cuneiformes de uma tabuleta de argila datada de 700 a.C.

Eles concluíram se tratar do testemunho lavrado por um astrônomo sumério descrevendo a passagem de um asteroide cujas características se assemelham à chuva de fogo que arrasou as cidades de Sodoma e Gomorra.

As informações circulam largamente há alguns anos difundidas em páginas da Internet como a BBC Brasil ou jornais como o Times de Londres, La Stampa de Turim, ou Daily Mail.

Elas são objeto de crítica e análise. Os especialistas reuniram dados e conclusões no livroA Sumerian Observation of the Kofels Impact, publicado em Londres.

A tabuleta foi descoberta nas ruínas de Nínive por Sir Henry Layard em meados do século XIX. É conservada no British Museum de Londres. Ela é conhecida como “Planisfério” (foto acima) e há 150 anos os cientistas vêm disputando sobre seu verdadeiro significado.

No objeto há anotações de um astrônomo feitas milhares de anos atrás. O “Planisfério” é uma cópia feita por volta do ano 700 a.C., a partir de uma tabuleta suméria muito anterior.

Bond e Hempsell apelaram a tecnologias computadorizadas para simular a trajetória de objetos celestes. Assim reconstruíram o céu observado por esse astrônomo há milhares de anos.

Os cálculos apontaram que o evento descrito aconteceu na noite do dia 29 de junho de 3123 a.C., de acordo com o calendário juliano.

Asteroide penetrando na atmosfera, reconstituição artística
Asteroide penetrando na atmosfera, reconstituição artística.
Assim poderia ter sido o objeto celeste que destruiu Sodoma e Gomorra.
Os pesquisadores interpretam que uma metade do "Planisfério" informa a posição dos planetas e das nuvens. A outra metade descreve a trajetória de um asteroide de mais de um quilômetro de diâmetro.

O asteroide teria voado próximo ao chão, e as ondas supersônicas que produziu impactavam a Terra com força cataclísmica.

Mark Hempsell diz que, pelo tamanho e rota do objeto, pode se tratar do asteroide que se desfez sobre a região de Köfels, nos Alpes austríacos.

O destrutor fenômeno celeste não deixou cratera em Köfels, mas provocou enorme desabamento no morro sobre o qual explodiu. Esse desabamento intrigava aos geólogos. Eles não imaginavam a causa certa e procuravam a cratera provocada pelo impacto de um objeto celeste.

Mas esse não colidiu ali na superfície, explodiu no ar, produzindo desabamentos.

A explosão teria gerado uma bola de fogo avançando a uma velocidade de 5 quilômetros por segundo com temperaturas de até 400ºC. Na hora de atingir a terra essa massa incandescente teria devastado por volta de 1 milhão de quilômetros quadrados.

O local da queda teria sido a 2.000 quilômetros de Köfels. Quer dizer teria caído de cheio na área do Mar Morto. Segundo Hempsell a devastação se assemelha à descrição bíblica da destruição de Sodoma e Gomorra, e catástrofes mencionadas em mitos antigos.

Nenhuma forma de vida pode ter sobrevivido em tal vez centenas de quilômetros em volta do centro da queda.

Para o pesquisador, a nuvem de fumaça causada pela explosão do asteroide teria atingido o Sinai, algumas regiões do Oriente Médio e o norte do Egito.

Em Köfels há traços de um impacto cósmico que provocou o desabamento de uma área de 5 quilômetros de largura.

Cometa McNaught visto no ceu da cidade de Christchurch,Nova Zelanda
O cometa McNaught fotografado sobre a cidade de Christchurch, Nova Zelanda
Para Hempsell e Bond a trajetória do meteorito descrita na tabuleta leva a achar que no seu percurso, o asteroide causou pavorosas destruições numa longa faixa. Sodoma e Gomorra estavam nessa faixa e teriam sido destruídas pelo fogo e pela onda de impacto provocada.

O Gênesis assim descreve o acontecimento:
20. O Senhor ajuntou: “É imenso o clamor que se eleva de Sodoma e Gomorra, e o seu pecado é muito grande.

21. Eu vou descer para ver se as suas obras correspondem realmente ao clamor que chega até mim; se assim não for, eu o saberei.” (Gen, 18-21-ss)

Abraão que “ficou em presença do Senhor” fez apelo para salvar as cidades ímpias. Abraão obteve que Deus perdoasse as cidades se nelas e encontrasse dez justos.

32. Abraão replicou: “Que o Senhor não se irrite se falo ainda uma última vez! Que será, se lá forem achados dez?” E Deus respondeu: “Não a destruirei por causa desses dez.”

33. E o Senhor retirou-se, depois de ter falado com Abraão, e este voltou para sua casa. (Gen, 18, 32-33ss)
Porém, nem esses dez justos havia. Dois enviados de Deus, anjos com forma masculina, foram até Sodoma para tirar Lot e sua família. Mas foram percebidos pela população que rodeou a casa de Lot e exigiu com violência que lhes fossem entregues para abusarem deles.

9. Eles responderam: “Retira-te daí! – e acrescentaram: Eis um indivíduo que não passa de um estrangeiro no meio de nós e se arvora em juiz! Pois bem, verás como te havemos de tratar pior do que a eles.” E, empurrando Lot com violência, avançaram para quebrar a porta.

10. Mas os dois (viajantes) estenderam a mão e, tomando Lot para dentro de casa, fecharam de novo a porta.

11. E feriram de cegueira os homens que estavam fora, jovens e velhos, que se esforçavam em vão por reencontrar a porta.

12. Os dois homens disseram a Lot: “Tens ainda aqui alguns dos teus? Genros, ou filhos, ou filhas, todos os que são teus parentes na cidade, faze-os sair deste lugar,

13. porque vamos destruir este lugar, visto que o clamor que se eleva dos seus habitantes é enorme diante do Senhor, o qual nos enviou para exterminá-los.”

14. Saiu Lot, pois, para falar a seus genros, que tinham desposado suas filhas: “Levantai-vos, disse-lhes, saí daqui, porque o Senhor vai destruir a cidade.” Mas seus genros julgaram que ele gracejava.

15. Ao amanhecer, os anjos instavam com Lot, dizendo: “Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas que estão em tua casa, para que não pereças também no castigo da cidade.”

Lot foge de Sodoma destruida pelo fogo divino, Gustave Doré
Lot foge de Sodoma. Sua mulher vira coluna de sal.
Gravura de Gustave Doré (século XIX)
16. E, como ele demorasse, aqueles homens tomaram pela mão a ele, a sua mulher e as suas duas filhas, porque o Senhor queria salvá-los, e o levaram para fora da cidade. (Gen, 19, 9 e ss.)

Lot impetrou e obteve de Deus que o aldeamento de Segor fosse poupado para nele se refugiar com os seus.
23. O sol levantava-se sobre a terra quando Lot entrou em Segor.

24. O Senhor fez então cair sobre Sodoma e Gomorra uma chuva de enxofre e de fogo, vinda do Senhor, do céu.

25. E destruiu essas cidades e toda a planície, assim como todos os habitantes das cidades e a vegetação do solo.

26. A mulher de Lot, tendo olhado para trás, transformou-se numa coluna de sal.

27. Abraão levantou-se muito cedo e foi ao lugar onde tinha estado antes com o Senhor.

28. Voltando os olhos para o lado de Sodoma e Gomorra e sobre toda a extensão da planície, viu subir da terra um fumo espesso como a fumaça de uma grande fornalha.

29. Quando Deus destruiu as cidades da planície, lembrou-se de Abraão e livrou Lot do flagelo com que destruiu as cidades onde ele habitava. (Gen, 19, 23 e ss)

* * *

A tese defendida pelos britânicos Alan Bond e Mark Hempsell tem verossimilhança. Porém ainda deve passar pelo crivo da crítica científica. Isto pode demorar anos e trazer tal vez enriquecimentos ou modificações importantes. Ou até sua substituição por outra. Ou a sua confirmação, seja pela demonstração definitiva, seja pelo consenso dos cientistas prudentes.

A proposta, entrementes, não deixa de fornecer valiosos elementos para a reflexão.

Sodoma e Gomorra, John Martin.
A destruição de Sodoma. Quadro de John Martin (1789–1854)
Deus costuma agir por meio de causas segundas. Quer dizer por meio de seres criados, como elementos da natureza, homens ou anjos.

No caso de Sodoma e Gomorra, Deus se valeu do fogo: “fez cair uma chuva de enxofre e de fogo”.

A dedução de Bond e Hempsell explicaria a “causa segunda” empregada por Deus para gerar a formidável massa de fogo capaz de provocar a “grande fornalha” que “destruiu essas cidades e toda a planície, assim como todos os habitantes das cidades e a vegetação do solo”: um asteroide que causou profunda impressão nos astrônomos caldeus que o viram passar.

O local estimado de Sodoma e Gomorra fica nas vizinhanças do Mar Morto, nos sítios arqueológicos de Tall el-Hamaam e Tall Kafrein.

P.S.: Dados publicados em novembro de 2015 reunindo os resultados de décadas de escavações em Tall el-Hamaam, Jordânia, confirmaram que Sodoma ficava ali. E reforçaram ainda mais a teoria dos dois cientistas britânicos.

Confira em: Ruínas de Sodoma desvendadas: lições para o presente e para o futuro

E também: Sodoma: uma megalópole fastuosa que desapareceu de um modo sem precedentes


Ruínas da cidade bíblica de Sodoma encontradas junto ao Jordão



segunda-feira, 6 de julho de 2020

Fim do mundo em mosaicos de antiquíssima sinagoga

Daniel vê quatro bestas representando quatro impérios prévios ao fim do mundo,
Apocalipse de Silos (1109), f.240 - British Library Add, MS 11695.
O mosaico de Huqoq está sendo preparado para presentação.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Num post anterior – Sansão: monumental sinagoga confirma relatos bíblicos  – abordamos a história de Sansão a partir da descoberta de mosaicos que fizeram parte do chão de uma antiga grande sinagoga de 1.600 anos de antiguidade na cidade de Huqoq, na Galileia.

Dita sinagoga foi reaproveitada como igreja católica de rito greco-bizantino até que sobre ela foi feita uma cidade árabe, hoje em ruínas.

Os trabalhos de recuperação vêm acontecendo há anos e os frutos de fase de 2019 foram apresentados à imprensa pela arqueóloga Prof.a Jodi Magness da Universidade de Carolina do Norte em Chapel Hill, EUA, de acordo com as informações do jornal israelense “The Times of Israel”, , que adotamos como fonte principal neste post.

A professora ressaltou que está se pondo à luz uma verdadeira coleção artística de mosaicos de alto interesse.

A quantidade de dados colhida até o momento de assuntos centrais para este blog sobre confirmações da Igreja e da Sagrada Bíblia, nos impediu tratar de tudo no post passado.

Os mosaicos recuperados em 2019 incluem a mais antiga representação artística conhecida do Dilúvio e Noé, transcrita no livro do Êxodo.

A narração do dilúvio se encontra em todas as religiões ou conjuntos mitológicos estudados, inclusive entre os índios da Amazônia. Em cada religião/superstição identificada o relato aparece misturado com lendas e usa nomes deformados, mas a ideia central permanece.


O dilúvio é assim o evento religioso mais largamente partilhado pela humanidade. Por isso é de uma historicidade de impossível contestação, postos de lados alguns aspectos colaterais sobre os quais ainda há debate-investigação.

As Escrituras são escrupulosamente fiéis à História

Outras cenas bíblicas representadas nos mosaicos de Huqoq são o Dilúvio e a arca de Noé; a construção da Torre de Babel; o oasis de Elim; os soldados do faraó sendo engolidos pelo Mar Vermelho e por dúzias de peixes; os primeiros enviados a Canaã; narradas nos livros do Gênesis e do Êxodo; além do fato do profeta Jonas com a baleia (no livro de Jonas).

Construção da Torre de Babel, mosaico da sinagoga de Huqoq, Galileia, Israel.
Construção da Torre de Babel, mosaico da sinagoga de Huqoq, Galileia, Israel.
Também uma cena representa o achado do oásis de Elim, narrado no Êxodo 15:27: “27. E chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali acamparam junto das águas”. (Êxodo, 15 -27)

No chão da sinagoga também há mosaicos históricos não bíblicos que incluem uma infinidade de temas seculares, inclusive um zodíaco, e uma representação do que é sem dúvida a primeira imagem puramente histórica numa sinagoga.

O episódio de Elim foi amplamente omitido na arte, e aconteceu logo após o povo eleito guiado por Moisés ter saído do Egito, antes de entrar no deserto. Elim é um oásis com 12 fontes de água e 70 tamareiras.

“Vemos grupos de tâmaras sendo colhidas por camponeses. (...) O registro do meio mostra uma fileira de poços alternando com as palmas das tâmaras.

“No lado esquerdo do painel, um homem de túnica curta carrega uma jarra de água e entra no portão em arco de uma cidade ladeada por torres com ameias”, disse Jodi Magness.

Uma inscrição acima do portão, confirma: “E eles vieram para Elim”.

Embora seja um fato menor, ele nos confirma da exatidão das Escrituras até nos pormenores, e neste caso de seu livro mais antigo.

As bestas do Livro de Daniel e o fim do mundo

Num outro mosaico parcialmente conservado estão representadas quatro bestas do Livro de Daniel que são sinais do fim dos tempos.

As bestas estão descritas no capítulo 7 do Livro de Daniel e são figuras concordantes com as do Apocalipse e do triunfo final de Cristo sobre o Anticristo.

1. No primeiro ano do reinado de Baltazar, rei da Babilônia, Daniel, estando em seu leito, teve um sonho e visões surgiram em seu espírito. Consignou por escrito esse sonho e a substância dos fatos.

2. Assim se manifestou: Via, no transcurso de minha visão noturna, os quatro ventos do céu precipitarem-se sobre o Grande Mar.

3. Surgiram das águas quatro grandes animais, diferentes uns dos outros.

4. O primeiro parecia-se com um leão, mas tinha asas de águia. Enquanto o olhava, suas asas foram-lhe arrancadas, foi levantado da terra e erguido sobre seus pés como um homem, e um coração humano lhe foi dado.

5. Apareceu em seguida outro animal semelhante a um urso; erguia-se sobre um lado e tinha à boca, entre seus dentes, três costelas. Diziam-lhe: “Vamos! Devora bastante carne!”.

6. Depois disso, vi um terceiro animal, idêntico a uma pantera, que tinha nas costas quatro asas de pássaro; tinha ele também quatro cabeças. O império lhe foi atribuído.

7. Finalmente, como eu contemplasse essas visões noturnas, vi um quarto animal, medonho, pavoroso e de uma força excepcional. Possuía enormes dentes de ferro; devorava, depois triturava e pisava aos pés o que sobrava. Ao contrário dos animais precedentes, ostentava dez chifres.

Juízo Final, rosácea da Sainte Chapelle, Paris
Juízo Final, rosácea da Sainte Chapelle, Paris
8. Como estivesse ocupado em observar esses chifres, eis que surgiu, entre eles outro chifre menor, e três dos primeiros foram arrancados para dar-lhe lugar. Este chifre tinha olhos idênticos aos olhos humanos e uma boca que proferia palavras arrogantes.

9. Continuei a olhar, até o momento em que foram colocados os tronos e um ancião chegou e se sentou. Brancas como a neve eram suas vestes, e tal como a pura lã era sua cabeleira; seu trono era feito de chamas, com rodas de fogo ardente.

10. Saído de diante dele, corria um rio de fogo. Milhares e milhares o serviam, dezenas de milhares o assistiam! O tribunal deu audiência e os livros foram abertos.

11. Olhei então, devido à balbúrdia causada pelos discursos arrogantes do chifre, olhei até o momento em que o animal foi morto, seu corpo subjugado e a fera jogada ao fogo.

12. Quanto aos outros animais, o domínio lhes foi igualmente retirado, mas a duração de sua vida foi fixada até um tempo e uma data.

13. Olhando sempre a visão noturna, vi um ser, semelhante ao filho do homem, vir sobre as nuvens do céu: dirigiu-se para o lado do ancião, diante de quem foi conduzido.

14. A ele foram dados império, glória e realeza, e todos os povos, todas as nações e os povos de todas as línguas serviram-no. Seu domínio será eterno; nunca cessará e o seu reino jamais será destruído.

15. Quanto a mim, Daniel, senti minha alma desfalecer dentro de mim, e fiquei perturbado por essas visões de meu espírito.

16. Aproximando-me de um dos assistentes, perguntei-lhe sobre a realidade de tudo isso. Respondeu-me dando a explicação seguinte:

17. “Esses grandes animais” – disse –, “em número de quatro, são quatro reis que se levantarão da terra.

18. Mas os santos do Altíssimo receberão a realeza e a conservarão por toda a eternidade”.

19. Quis então saber exatamente o que representava o quarto animal, diferente dos demais, pavoroso em extremo, cujos dentes eram de ferro e as garras de bronze, que devorava, depois triturava e calcava aos pés o que sobrava.

20. Quis ser informado sobre os dez chifres que tinha na cabeça, bem como a respeito desse outro chifre que havia surgido e diante do qual três chifres haviam caído, esse chifre que tinha olhos e uma boca que proferia palavras arrogantes, e parecia maior do que os outros.

21. Tinha visto esse chifre fazer guerra aos santos e levar-lhes vantagem, até o momento em que veio o ancião,

22. quando foi feita justiça aos santos do Altíssimo e quando lhes chegou a hora de obterem a realeza.

23. Ele me respondeu: “O quarto animal é um quarto reino terrestre, diferente de todos os demais, que devorará, calcará e aniquilará o mundo.

24. Os dez chifres indicam dez reis levantando-se nesse reino. Mas depois deles surgirá outro, diferente, que destronará três.

25. Proferirá insultos contra o Altíssimo, e formará o projeto de mudar os tempos e a Lei; e os santos serão entregues ao seu poder durante um tempo, tempos e metade de um tempo.

26. Mas o julgamento se realizará e lhe será arrancado seu domínio, para destruí-lo e suprimi-lo definitivamente.

27. A realeza, o império e a suserania de todos os reinos situados sob os céus serão devolvidos ao povo dos santos do Altíssimo, cujo reino é eterno e a quem todas as soberanias renderão seu tributo de obediência. (Daniel, 7, 1-27)

Jonas engolido pela baleia, mosaico da sinagoga de Huqoq, Galileia, Israel
Jonas engolido pela baleia, mosaico da sinagoga de Huqoq, Galileia, Israel
Numa inscrição em aramaico, embora fragmentada, pode se ler uma menção à primeira besta (cfr. 7:4): o leão com assas de águia.

“A imagem do leão não ficou preservada, tampouco a da terceira besta”, explicou Magness.

“Porém, a segunda besta de Daniel– um urso tinha à boca, entre seus dentes, três costelas – sim ficou. E também a maior parte da quarta besta, que é descrita em 7:7 com dentes de ferro,” acrescentou.

Segundo Magness o mosaico de Daniel revelador do ponto de vista escatológico, ou do fim do mundo, reflete as expectativas da comunidade a respeito”.

“Os mosaicos que decoram o chão da sinagoga de Huqoq revolucionam nossa compreensão do judaísmo neste período”, disse a arqueóloga em 2018.

“Costumava-se considerar anicônica ou sem imagens a arte judaica antiga.

“Mas esses mosaicos, coloridos e cheios de cenas figuradas, atestam uma rica cultura visual, bem como o dinamismo e a diversidade do judaísmo nos períodos tardio romano e bizantino”.

E acrescentamos nós, nos fornecem uma extraordinária prova de que as Escrituras católicas são perfeitamente fiéis aos ensinamentos dos livros e cátedras do povo eleito, contrariamente aos que dizem que teria havido algum desvio ou deturpação.

É de tirar o fôlego a analogia entre o Livro de Daniel que o profeta teria escrito por volta do século VI a.C. e que faz parte do Antigo Testamento, com o Apocalipse escrito por São João no fim do I século depois de Cristo, e que encerra a Bíblia.

Nosso Senhor Jesus Cristo mencionou a Daniel como sendo o autor segundo recolheu São Mateus em seu Evangelho (24:15).

O povo teria crenças mais corretas que as dos rabinos

Colheita de tâmaras no oasis de Elim.
Colheita de tâmaras no oasis de Elim.
Quando começaram as escavações em 2011 na relativamente bem preservada sinagoga, sob as ruínas de uma cidade árabe bem mais recente, a equipe não imaginava encontrar este tesouro.

A esperança de Magness consistia em encontrar os fundamentos e dados sobre a cronologia das sinagogas galileias no século IV d.C.

Desde o início começaram a achar mosaicos e o tesouro continua aumentando todo ano.

Foi uma enorme surpresa porque as únicas fontes escritas do judaísmo era a literatura rabínica de fontes judias ou referencias na literatura cristã.

Os rabinos que redigiam os textos escritos constituíam uma elite seleta e intelectualizada, mas não necessariamente transmitiam as crenças populares do povo hebraico.

Os escritos cristãos da época estão em polêmica com esses escritos, explicou a arqueóloga-chefe.

Huqoq, a equipe dos arqueólogos
Huqoq, a equipe dos arqueólogos
“Porém, desta maneira, a arqueologia preenche essa decalagem e lança luz sobre aspectos professados pelo judaísmo entre os séculos IV e VI d.C. sobre os quais nada saberíamos de outra maneira.

“Nossas descobertas indicam que o judaísmo continuou diverso e dinâmico muito tempo após a destruição do segundo templo de Jerusalém em 70 d.C.”, disse Magness.

Ela enfatizou que todos os mosaicos descobertos foram removidos para preservação e o vazio que ficou foi preenchido e que a escavação prosseguirá no verão de 2020.


Vídeos dos achados arqueológicos em Huqoq,
CLIQUE NAS FOTOS PARA VER


 No mosaico:  peixes tragam soldados do faraó no Mar Vermelho



No mosaico: Sansão derruba as colunas do templo dos filisteus

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Sansão: monumental sinagoga confirma relatos bíblicos

Na ex-sinagoga de Huqoq: mosaico de Sansão derrubando as colunas do templo dos filisteus
Na ex-sinagoga de Huqoq: mosaico de Sansão derrubando as colunas do templo dos filisteus
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Uma monumental sinagoga do período romano-bizantino tardio (séculos IV e V d.C.) foi descoberta em escavações arqueológicas em Huqoq na Galileia, Israel, em julho 2012.

O anúncio foi feito pela Israel Antiquities Authority, a maior autoridade em Israel sobre a matéria. Em campanhas arqueológicas posteriores foram sendo trazidos à luz outros importantes mosaicos.

Esses se referem a diversos episódios bíblicos, como a Arca de Noe e a travessia do Mar Vermelho. Se destacam as representações de Sansão e a derrubada das colunas do templo máximo dos filisteus

As escavações foram conduzidas por Jodi Magness, da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill – UNC (EUA), e David Amit e Suá Kisilevitz, da Autoridade de Antiguidades de Israel, sob o patrocínio da UNC, da Universidade de Brigham Young de Utah; da Trinity University de Texas; da Universidade de Oklahoma – todas elas dos EUA –, e da Universidade de Toronto, Canadá.

Estudantes e funcionários da UNC e das entidades consorciadas participam dos trabalhos.

Huqoq é uma antiga aldeia judaica localizada a aproximadamente 2-3 km a oeste de Cafarnaum e Migdal (Magdala), na Galileia.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

A travessia do Mar Vermelho estudada por cientistas - 2

Travessia do Mar Vermelho, Ivan Aivazovsky
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Há muita discussão científica séria sobre qual foi o local exato da travessia.

A maioria dos cientistas que estudam o texto bíblico, e que são citados pelos autores Carl Drews e Weiqing Han, julgam que a melhor tradução para o nome hebraico “Yam Suph” não é “mar Vermelho”, mas sim “mar de Caniços”.

Esta denominação geográfica designa uma área pantanosa (daí os caniços, plantas aquáticas) onde o Nilo encontra o mar Mediterrâneo.

E, de fato, as rochas e sedimentos da região do delta do Nilo nessa época apontam a presença de um grande braço do rio que se conectava com uma lagoa salobra, chamada “lago de Tânis”.


O vento do oriente descrito no Êxodo, segundo esta tese científica, teria feito recuar as águas rasas (com cerca de 2 m de profundidade) do braço do Nilo e do lago.

Isso teria permitido a passagem de Moisés e seu povo para longe dos guerreiros do faraó.

Há uma certa hostilidade contra o professor Drews porque é cristão e tem um site no qual defende a compatibilidade entre ciência e fé. Mas esta hostilidade não é parte da ciência e se insere num debate filosófico-teológico.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

A travessia do Mar Vermelho estudada por cientistas - 1

Travessia do Mar Vermelho. atribuído a Cosimo Rosselli (1439 - 1507), e outros. Capela Sistina, Vaticano..
Luis Dufaur
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Um dos mais retumbantes fatos da História Sagrada foi analisado por cientistas americanos.

Eles refizeram com modelos computacionais as condições em que poderia ter acontecido.

Trata-se da travessia do Mar Vermelho durante o êxodo do povo eleito, que saiu da escravidão no Egito rumo à Terra Prometida, sob a condução de Moisés o grande profeta e legislador de Israel.

O milagre teve duas grandes dimensões: uma natural, sem dúvida pasmosa, e outra sobrenatural, a mais importante.

Na maior parte dos milagres, Deus age através de causas naturais. E estas causas podem ser estudadas pelo homem. No caso, o foram por Carl Drews, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos EUA, e Weiqing Han, da Universidade do Colorado em Boulder, EUA.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Hóstias consagradas em 1936
estão como se tivessem sido feitas ontem

As hóstias consagradas há mais de 80 anos na âmbula de cristal em que são hoje adoradas
As hóstias consagradas há mais de 80 anos
na âmbula de cristal em que são hoje adoradas
Luis Dufaur
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Quando no domingo 24 de novembro de 2013 o bispo de Getafe, na região de Madri, D. Joaquín Maria López de Andújar y Cánovas del Castillo, comungou um pedacinho das hóstias veneradas como milagrosas, deu como julgamento canônico final: “Certifico que a forma que provei está como se tivesse sido feita recentemente”.

Mas essa hóstia fora consagrada precisamente o dia 16 de julho de 1936, festa de Nossa Senhora do Carmo, dois dias antes do início da Guerra Civil espanhola!

Essa guerra desencadeou uma perseguição comunista contra as hóstias que pareceria cinematográfica se não fosse verdadeira, da qual o Santíssimo Corpo de Cristo saiu indene e os perseguidores foram derrotados.

As referidas hóstias são hoje adoradas numa âmbula de cristal existente no nicho central de belo altar da igreja de San Millán, no alto de uma elevação de Moraleja de Enmedio, localidade a 21.96 km da capital espanhola ou a 28 km pela autoestrada.

Trata-se um pequeno município de 5.000 habitantes, pertencente à diocese de Getafe, no sul da Comunidade de Madri, quase uma periferia da capital.

Os fiéis de Moraleja não hesitam chamá-lo de “milagre”, mas por prudência a Igreja o denomina “prodígio” enquanto aguarda o pronunciamento final da Santa Sé.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Maravilhosa predileção de Deus para com o Japão

26 mártires de Nagasaki. Em convento franciscano da Senhora das Neves em Praga
26 mártires de Nagasaki. Em convento franciscano da Senhora das Neves em Praga
Luis Dufaur
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Um minucioso e demorado trabalho de arqueólogos e especialistas da História permitiu reconstituir uma das páginas mais belas do Cristianismo.

Trata-se da perseverança dos católicos japoneses durante mais de dois séculos a uma das mais desapiedadas perseguições religiosas que registra a humanidade.

E seu maravilhoso e emocionante fim com a intervenção de potencias ocidentais e a chegada de missionários da Europa.

Em post anteriores, tivemos ocasião de nos ocupar dos achados das ciências arqueológicas e históricas.

Cfr.: Descobertas capelas dos católicos japoneses perseguidos durante séculos
Arqueólogos revelam perseverança heroica dos católicos japoneses perseguidos durante séculos
Três imagens que escaparam da destruição pelos pagãos em Nagasaki


O espantoso número de vítimas mortais, feridos físicos e mentais deixados pelas bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki na II Guerra Mundial é muito aquém daquele das vítimas das perseguições pagãs aos católicos no Japão.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Professor espanhol: Cristo imprimiu o Sudário
enquanto se erguia ressuscitado

Alguma irradiação que a ciência não pode definir teria impresso o Santo Sudário durante a Ressurreição.
Teria sido quando se levantava, aponta análise do Sudário. Montagem com um Cristo de Juan Manuel Miñarro
Luis Dufaur
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O catedrático de Cirurgia Plástica, Estética e Reparadora da Clínica Universidade de Navarra, Dr. Bernardo Hontanilla, concluiu que o Santo Sudário, um objetos mais estudados do mundo, teria sido impresso por Nosso Senhor Jesus Cristo no momento exato em que seu Divino Corpo já ressuscitado começava a se erguer, segundo noticiou o cotidiano madrilense “ABC”.

A afirmação não é desprovida de polêmica, sobretudo quando esta relíquia foi objeto de toda espécie análises forenses, hematológicas, têxteis, químico-biológicas, botânicas e iconográficas, para dizer algo, mas nunca até agora havia sido analisada “do ponto de vista de um cirurgião plástico”.

O estudo do Dr. Hontanilla foi publicado na revista “Scientia et Fides” (“Ciência e Fé”), num esforço conjunto da Universidade Nicolau Copérnico de Torun, Polônia, e da Universidade de Navarra.

Ele concluiu que o Santo Sudário de Turim “mostra simultaneamente sinais de morte e de vida de uma pessoa que deixou sua imagem impressa no momento em que estava viva”.

Para o professor anatomista espanhol, “é razoável achar que se a Sindone (do grego, lençol) cobriu o corpo de Jesus, Ele queria não somente nos mostrar os signos da morte, mas também da ressurreição no mesmo objeto”.

segunda-feira, 30 de março de 2020

Médica ateia confere 1.400 milagres e diz: “eles existem”

A professora Jacalyn Duffin dando aula de História da Medicina
A professora Jacalyn Duffin dando aula de História da Medicina
Luis Dufaur
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A hematologista canadense Jacalyn Duffin estava observando no microscópio “uma célula letal de leucemia”.

Olhando para a data do exame, concluiu: “fiquei persuadida de que o paciente cujo sangue estava examinando tinha que ter morrido”.

Entretanto, o paciente estava bem vivo.

A hematologista não sabia: ela havia sido solicitada para participar na investigação de um milagre.

Ela escreveu sua incrível história pessoal. em artigo para a BBC

A doutora Duffin, 64, é também uma prestigiosa historiadora, tendo presidido a Associação Americana de História da Medicina e a Sociedade Canadense de História da Medicina. Além de ser catedrática dessa disciplina na Queen’s University de Kingston (Canadá).

O fato se deu em 1986 e foi seu primeiro contato com as canonizações da Igreja.

segunda-feira, 16 de março de 2020

“A entrada do inferno”: o poço mais fundo jamais cavado
chegou ao cárcere de Satanás?

“A entrada do inferno”, ou superpoço soviético de Kola foi selado com formigão.
“A entrada do inferno”, ou superpoço soviético de Kola foi selado com formigão.
Luis Dufaur
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Na península de Kola, quase Círculo Polar Ártico há uma estação científica soviética abandonada. Ali, uma pesada tampa de metal está lacrada num piso de concreto por um anel de ferrolhos grossos e enferrujados.

Para muitos, essa é a entrada do inferno, segundo pormenorizada reportagem da BBC News.

Trata-se do Poço Superprofundo de Kola, o que mais se internou nas entranhas secretas da Terra cavado pelo homem.

Ele desce até 12,2 km e moradores locais juram que nele se podem ouvir os gritos das almas torturadas no inferno.

Os soviéticos levaram quase 20 anos para conclui-lo, mas nem de longe puderam atingir o manto da Terra que era seu objetivo. O projeto foi interrompido na Rússia pós-soviética.

“A perfuração começou na época da Cortina de Ferro”, conta Uli Harms, do Programa Internacional de Perfuração Continental Científica (ICDP, na sigla em inglês).

Portanto, no auge do ateísmo de Estado russo.

Harms trabalhou na “rival alemã” do Poço Superprofundo de Kola.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Surpressas nos olhos e no manto de Nossa Senhora de Guadalupe



Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Os mistérios do tecido de Guadalupe e a linguagem simbólica da imagem



A Virgem que esmaga a serpente vem a trazer a solução dos males atuais

Para os astecas havia dois elementos inteiramente chaves: o templo e as flores, prosseguiu explicando o Dr. Andrés Brito Galindo, em sua palestra que estamos glosando sobre “Os mistérios da tilma de Guadalupe”.

O templo tinha forma de montanha porque a montanha é o lugar do encontro com Deus. A montanha deles era ensanguentada.

O que sentem eles quando os conquistadores ocupam seus templos e destroem seus ídolos? Que a civilização deles está ferida de morte.

Para eles se não há templo não há cultura, não há civilização. Mas Nossa Senhora vem trazendo o templo novo simbolicamente representado em seu sagrado manto.

Nós usamos a flor como gesto de carinho ou adorno. A flor para eles é o símbolo da verdade. E a Virgem escolheu flores para mostrar que a mensagem era verdadeira.

Se se posiciona a tilma sobre um mapa de México, as flores coincidem perfeitamente com as montanhas e vulcões que os índios achavam sagrados. Logo Ela é a senhora de todos eles.

Mas, isso só se podia comprovar vendo o mapa desde o espaço. Quem podia fazer isso em 1531? Aqui encontramos uma mensagem para nossa época de tecnologia.

Nossa Senhora é a rainha da Terra e não a deusa Pachamama

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Os mistérios do tecido de Guadalupe
e a linguagem simbólica da imagem

O arcebispo de México diante do milagre no pobre tecido.
O arcebispo de México diante do milagre no pobre tecido.
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Guadalupe: mistérios cientificamente comparáveis aos do Santo Sudário


Nossa Senhora faz entender que Ela é a Mãe de Deus

O Dr. Andrés Brito Galindo, prosseguiu sua palestra sobre “Os mistérios da tilma de Guadalupe” descrevendo um deus singular dos astecas: Ometéotl.

Diversamente de Huitzilopochtli, deus da guerra, sanguinário e canibal, Ometéotl era o inventor de si próprio e era o deus da vida, da alegria, que fazia brotar as plantas, mantinha a unidade entre todos.

Além do mais não tinha forma antropomórfica, mas se representava com uma espécie de espiral no meio da qual havia uma flor chamada Nahui Ollin que era para os astecas o símbolo da vida universal e cósmica que mantém a todos unidos.

Eles tratavam a Ometéotl como o “criador das pessoas”, o “dono do Céu e da Terra”, o “verdadeiríssimo deus por quem se vive”. Todas características do único Deus verdadeiro que nos ensina o catecismo.

Resulta que Nossa Senhora se identifica a si própria aos indígenas como a mãe desse deus. É uma mensagem que eles compreenderam perfeitamente.

Vamos a ver os símbolos na tilma de João Diego como se conserva na basílica de México capital.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Nossa Senhora de Guadalupe:
mistérios cientificamente comparáveis aos do Santo Sudário

Nossa Senhora de Guadalupe, original na Basílica da Cidade de México
Nossa Senhora de Guadalupe, original na Basílica da Cidade de México
Luis Dufaur
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Excepcionalidade de Nossa Senhora de Guadalupe

Nossa Senhora teve um papel excepcional na implantação da fé católica e das civilizações nas Américas. Desde o início de nossas culturas e de nossa evangelização.

Certa feita um europeu confessou maravilhado como Nossa Senhora exerceu a liderança na conversão dos povos indígenas e na constituição dos países, da cultura e d0s costumes nacionais.

O amigo fazia a comparação com a Europa. Nesse continente a iniciativa esteve com santos extraordinários.

Por exemplo, São Bento na Itália (e na Europa toda); São Martinho de Tours na França; São Bonifácio na Alemanha; São Patrício na Irlanda; Santo Agostinho de Canterbury na Inglaterra; os santos Basílio e Metódio com os eslavos; etc.

Na Europa, a ação sobrenatural de Nossa Senhora esteve presente desde os inícios da evangelização, mas só se fez intensamente evidente nos séculos posteriores. São Luís Maria Grignion de Montfort explica esse paradoxo. Cfr. Comentários ao Tratado da Verdadeira Devoção.

Na América Latina foi como se a Mãe de Cristo tivesse querido reservar o continente para si.