segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Adão recebeu de Deus conhecimentos que transmitiu oralmente
e que os egípcios gravaram na pedra. (fim)

Túmulo de Ramsés IV
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Continuação do post anterior: A revelação de Deus a Adão, os mistérios do Egito e das civilizações desaparecidas (IV)



Os sacerdotes-arquitetos das Pirâmides utilizavam como unidade de medida o côvado sagrado, diferente do côvado comum ou real.

Segundo o Pe. Moreux, é o mesmo côvado dos hebreus. E foram estes que o aportaram ao Egito.
“Não podemos fugir da conclusão, escreve o Pe Moreux, de que antes da ereção da Grande Pirâmide, existia sobre a Terra um povo que possuía esse côvado sagrado e que transmitiu essa medida aos construtores desse monumento único, e aos antecessores do povo de Israel.

“Então voltamos à mesma questão: de onde esse povo desconhecido tirou essa medida à qual as nações modernas serão um dia obrigadas a adotar porque é invariável?”

Há uma enorme semelhança entre a capacidade da Arca da Aliança e a urna da Grande Pirâmide, explica o sacerdote-cientista comparando as proporções das duas.

No coração da Grande Pirâmide:
só uma urna com significados matemáticos
Mas, uma assimilação entre ambas parece grotesca, inverossímil e fantasiosa.

Moisés, que conhecia a ciência dos sacerdotes egípcios, jamais penetrou — como, aliás, ninguém — em Quéops. Ela ficou inviolada até nossa época. A fechadura quebrava ao tentar abri-la.

Há mais: dita capacidade era a mesma do “mar de bronze”, bacia feita por Hirão para o Templo de Salomão.

Trata-se de uma proporção que se repete nos séculos sem que se possa perceber o mecanismo de transmissão.
“Como explicar esses dados metrológicos comuns a esses três grandes personagens: o arquiteto da Grande Pirâmide, Moisés e Salomão: dados que implicavam uma unidade de medida idêntica, igual à dez-milionésima parte do eixo polar da Terra.

“Quer dizer, relações tão profundas e escondidas com os atributos do Globo que uma ciência antiga ainda que avançadíssima, deveria ser incapaz de descobrir?
Adão e Eva no Paraíso, catedral de Saint Edmundsbury, Inglaterra
Adão e Eva no Paraíso,
catedral de São Edmundsbury, Inglaterra
O Pe. Moreux aprofunda diversos episódios bíblicos. E conclui da famosa interpretação do sonho do Faraó sobre as vacas gordas e magras que José possuía uma ciência astronômica acabada.

Por sua parte, o ciclo enunciado pelo profeta Daniel corresponde perfeitamente a duração do ano: 365 dias, 5 horas, 48 minutos, 55 segundos.

Hoje em dia atribuí-se o mesmo valor com uma diferença de poucos segundos.
“Assim, a ciência de que fez prova o profeta hebreu é quase tão desconcertante quanto os feitos incríveis da Grande Pirâmide.

“De um lado, um estudo aprofundado dos movimentos celestes que até atualmente provoca nossa admiração e cujas conclusões só serão redescobertas muito tempo depois;

“De outro um monumento imorredouro que inaugura a era da arquitetura, não com um começo insignificante, destinado a crescer a través dos séculos em forma de progressos lentos e continuados, mas por um impulso inicial de ciência, majestade e excelência incomparáveis, atingindo de uma só vez um ideal que, tal vez, a humanidade jamais superará”.

As Escrituras são o depósito da Revelação primitiva

“Todos os povos não teriam primitivamente se alimentado de uma tradição comum, transmitida primeiramente de modo oral a traves de uma longa série de séculos, e depois afixada de modo irrevogável numa certa época com a ajuda da escritura em cada nação em particular?” 

Esta teoria explicaria as divergências e os pontos de contacto.

Criação de Adão, catedral de Saint Edmundsbury, Inglaterra
Criação de Adão,
catedral de São Edmundsbury, Inglaterra
As narrativas pagãs da Criação elucidam este aspecto, pois contêm notáveis semelhanças com o relato bíblico, mas o deformam misturando-o com deuses, lendas e superstições.

Sinal desta deformação é que só os hebreus usaram a semana de sete dias em que se divide a Criação, argumenta Moreux.
“A origem de nossa semana é bem de ordem religioso e não astronômico.

“Todos os outros povos dividiram seus meses em três partes de dez dias cada uma (...) Entretanto, a tradição popular, sempre lenta para ser destruída, não a tinha esquecido (...)

“Para os Babilônios, por exemplo, os dias 7,14, 21, 28 de cada mês eram considerados nefastos;era preciso nesses dias se abster de certos atos bem definidos (...)."
O tesouro e a fonte dessa tradição primordial se encontra nas Escrituras.
“Como o autor dos Salmos, do Livro de Jô, e o próprio Moisés, puderam, cada um na sua época, perceber o passado de nosso globo?

“Como puderam eles saber o que nossa ciência nos ensina como a coisa mais certa?

“Admitir que eles tivessem adquirido esses conhecimentos por via científica não é defensável; eles não fizeram senão fixar uma tradição que se remontava às primeiras épocas de humanidade, e a prova é que nos encontramos as linhas mestras dessa mesma tradição em todas as cosmogonias dos povos orientais.”
“Sim, quando se lê sem preconceitos o primeiro capítulo do Gênesis, pode se constatar em seu autor uma ciência tão profunda que supera de cem côvados todas as noções dos sábios de sua época, uma ciência ainda mais inexplicável, humanamente, que a dos construtores da Grande Pirâmide e ao mesmo tempo, uma adivinhação incrível dos fatos os mais certos e autênticos revelados pela Ciência.”
O astrônomo Piazzi-Smith, que dedicou uma parte de sua vida às pirâmides, concluiu:
Criação, catedral de Saint Edmundsbury, Inglaterra
A Criação, catedral de São Edmundsbury, Inglaterra
“ou bem os construtores desse monumento único no mundo possuíam uma ciência tão avançada quanto a nossa, coisa que é extravagante e quase incrível, ou bem agindo como guardiões de uma tradição que se remontava às épocas primeiras, quiseram fixar na pedra, dados depositados pela Revelação no espírito do primeiro homem (...)

“assim se explicaria, pensava ele, como se transmitiram de época em época os secretos relativos a dados científicos brutos, por meio de castas privilegiadas.
Tal seria a origem, por meio dos sacerdotes egípcios, do que eu chamei de “ciência misteriosa dos Faraós”.

“Se tudo tivesse acontecido como imaginava Piazzi-Smith, não seria inverossímil acreditar que uma parte pelo menos desta ciência hierática transudou nas inscrições hieroglíficas dessas épocas remotas”, afirma o Pe. Moreux.

O Pe. Théophile Moreux em sua mesa de trabalho
O Pe. Théophile Moreux em sua mesa de trabalho
Por certo, as teses do Pe. Moreux causaram polêmica. E ainda causarão.

Nessa polêmica tal vez haja dados ou considerações a corrigir, retirar ou acrescentar. Não será de espantar, é próprio da ciência.

A crescente precisão das teorias e dos instrumentos científicos vieram a trazer números mais exatos, sem entretanto invalidar os utilizados pelo sacerdote. Antes bem, pela sua proximidade falam bem da seriedade do trabalho do Pe. Moreux.

Mas, não se pode negar que suas posições teológico-histórico-científicas levantam problemas muito importantes.

E levantar indagações e até polêmicas que induzem a novos e sérios estudos e aprofundamentos já é um mérito inconteste nos âmbitos científicos.

(Fonte: Pe. Théophile Moreux, ”La Science Mystérieuse des Pharaons”, Librairie Octave Doin, Gaston Doin éditeur, Paris, 1925, 238pp.)


13 comentários:

  1. Teoria da Relatividade é IDEOLOGIA, e não ciência, defende pesquisador

    http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=teoria-da-relatividade-e-ideologia--e-nao-ciencia--defende-pesquisador&id=010130090527

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    1. Saudações, JB.

      Existe uma questão bem perene sobre o cientificismo da atualidade, qual seja: a convenção. Para ser uma determinada proposição aceita, basta que haja convenção acerca, e não necessariamente a prova. Significa que a mera viabilidade argumentativa já é suficiente para diversos desdobramentos, porém, não substancialmente, uma vez que, a partir daí, o trabalho se desenvolve em curso de provar que aquilo é realmente verdade, embora seja muito mais uma questão de fé do que matemática.

      No caso da relatividade, uma coisa é certa: apenas o ponto de vista é relativo. Newton está tão certo quanto Einstein a depender do referencial. Para aqueles que vislumbram a questão do espaço como Newton, Einstein se torna menos relevante (e vice e versa). Porém, uma questão que foge completamente da seara academicista é saber o motivo da contestação de Einstein sobre Newton, já que sua relatividade demanda absurdos experimentais para concluir algo que Newton, talvez com duas ou três lógicas, resume muito bem? Afinal, o incômodo de Einstein era sobre o quê? Observar buracos negros para checar referenciais de deformações do espaço-tempo podem ser ilusões de ótica apenas ao levar o fator quântico, que até agora não é (e talvez nunca será) compatível com a física de Newton.

      Na teoria, tudo de Einstein, seja restrita ou geral, funciona bem, mas na prática, sua teoria geral é complicada, embora insights tenham solucionado problemas de coordenação de espaço e tempo sobre GPS, dentre outras coisas.

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  2. Fantástico trabalho
    um grande abraço fique bem fique com Deus

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  3. Eu acredito que Adão deve ter vivido há milhões de anos, pois são necessarios milhões de anos para gerar uma variação de raças tão grande.
    As narrações misteriosas do Dilúvio e da Torre de Babel igualmente devem ter uma antiguidade imensa, e o mundo não pode ter apenas 6000 anos.
    As primeiras humanidades devem ter sido mais nobres e mais sábias do que a nossa e o homem foi se degradando ao longo dos séculos. O conhecimento antigo foi ocultado nos santurios e misturado com a doutrina falsa chamada Gnose, a mãe de todas as heresias. Assim deve ter surgido o paganismo e o ocultismo. Até a coisa chegar num ponto que Deus teve que intervir.

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  4. (Gênesis 5:3-5) . . .E Adão viveu cento e trinta anos. Tornou-se então pai dum filho à sua semelhança, à sua imagem, e chamou-o pelo nome de Sete. 4 E os dias de Adão, depois de gerar Sete, vieram a ser oitocentos anos. Entrementes ele se tornou pai de filhos e de filhas. 5 De modo que todos os dias que Adão viveu somaram novecentos e trinta anos, e morreu.
    AINDA HOUVE UM OUTRO DESCENDENTE DE ADÃO QUE VIVEU MAIS ANOS DO QUE ADÃO.
    (Gênesis 2:5, 6) . . .Ora, não havia ainda nenhum arbusto do campo na terra e não brotara ainda nenhuma vegetação do campo, porque Yahuh não fizera chover sobre a terra e não havia homem para lavrar o solo. 6 Mas uma neblina subia da terra e regava toda a superfície do solo.
    Aqui ainda não havia homem na terra, mas as neblinas ainda existiam no tempo de Noé
    (Gênesis 5:27) . . .De modo que todos os dias de Metusalém somaram novecentos e sessenta e nove anos, e morreu.
    NESTE TEMPO A TERRA TINHA UM CLIMA E UMA ATMOSFERA MUITO DIFERENTE DAQUILO QUE TEMOS HOJE, POR CAUSA DO DILÚVIO HOUVE MUITAS TRANSFORMAÇÕES NA TERRA, HOUVE PARTES DA TERRA QUE DESCERAM E OUTRAS QUE LEVANTARAM, QUASE NÃO CHOVIA, HAVIA ERA UMA NEBLINA QUE VINHA DO CHÃO, POR ISSO QUANDO NOÉ FALOU QUE IA CHOVER, NINGUÉM ACREDITOU EM NOÉ.
    HOJE A RADIAÇÃO SOLAR NOS MATA, A MÁXIMA DURAÇÃO DE UM SER HUMANO É DE 70 ANOS.
    (Salmo 90:10) . . .Os dias dos nossos anos são em si mesmos setenta anos; E se por motivo de potência especial são oitenta anos, Mesmo assim a sua insistência é em desgraça e em coisas prejudiciais; Pois tem de passar depressa, e lá saímos voando.

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  5. MUITO BOM ESTE ESTUDO, DE FATO O QUE O MUNDO TENTA ENFIAR GOELA ABAIXO O TAL ELO PERDIDO, É NOSSO ADÃO, O MOMENTO EM QUE DEUS NOS DA PARTE DA SUA SABEDORIA. ASSIM FICA EXPLICADO A CRIAÇÃO DE ADÃO A 6000 ANOS ATRAS, TANTO CONHECIMENTO QUE FICOU NAS MÃOS DE UNS POUCOS, PELO MISTÉRIO DA INIQUIDADE, QUE ESCRAVIZA A HUMANIDADE COM ESTE CONHECIMENTO, FAZENDO OS ANTIGOS A CREREM SEREM deuses, MAS...NADA A OCULTO QUE NÃO SEJA REVELADO. A PRÓPRIA TERRA NOS DA INDÍCIOS DE SUA CRIAÇÃO, FAÇA-SE E SE FEZ DO NADA. QUEM COMO DEUS. AS PESSOAS ERRAM POR FALTA DE CONHECIMENTO E PESQUISA, POR preguiça, DEIXAM DE CONHECER SUAS ORIGENS, ACREDITAM NA CIÊNCIA E EM SUAS TELEVISÕES PROGRAMADAS PARA NOS IDIOTIZAR. SE NOS APOIARMOS AOS OLHOS DOS ESTUDIOSOS COMPRADOS PARA GRANDES TEORIAS FALSAS, ENTÃO JAMAIS SAÍREMOS DESTA PENUMBRA QUE OFUSCA NOSSA VISÃO, E SEREMOS TANTO QUANTO IGNORANTES COMO OS HOMENS DA IDADE DA PEDRA.

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  6. Mas, se os homens da Idade da Pedra eram ignorantes, e não evoluímos, então, como foi isso? (não precisa publicar, mas que a questão ficou interessante, ficou)

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  7. MARAVILHA! ESPETACULAR! VIBRANTE MESMO! AMÉM!

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  8. Caros Sres
    Gratidão pela remessa de Ciência confirma a Igreja.
    Votos de Feliz Natal!

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  9. Um Santo NATAL! Embora sem muitos comentários, tenho seguido os seus blogs com muito interesse e agrado.
    - Maranatha! Vinde SENHOR JESUS, o NOVO ADÃO, trazer ao mundo a verdadeira paz, a PAZ DE DEUS. Amen!

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  10. Saudações.

    Existem relatos mesopotâmicos que apontam para uma possível convergência com a história de Adão e a métrica do mundo, na verdade, sobre a ciência universal. Não há dúvidas sobre a anterioridade dos escritos, riscados em placas de barro, sobretudo pela constante que sempre se percebe: existiu algo primordial, talvez muito mínimo ou condensado, que conseguiu ser sustentado até então.

    Parabéns pela postagem.

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    1. Antonio,

      Precisaria de algumas introduções acerca das civilizações mesopotâmicas, incluindo seus legados culturais, sobretudo escritos. Exemplo: quando nos deparamos com Alá dos muçulmanos, indagamos se alguma coisa anterior originou tal concepção de Deus, percebendo-se na literatura que sim, existia um "conceito" de Deus anterior que carregava uma tradição fonética originária, igualmente aos judeus e povos acádios, historicamente semíticos. Mesmo o dilúvio já estava escrito quando escreveram a Torá. Significa que foi cópia? Evidentemente que não. Apenas remonta fatos também presentes em culturas mais antigas. Reforçam aquilo que conhecemos biblicamente, embora derivem de estudos muito recentes e constantemente em desenvolvimento, motivo pelo qual qualquer conclusão em definitivo seria precipitada. Gênesis, conforme conhecido, possui uma espécie de homônimo babilônico chamado Enuma Elish, supostamente escrito 500 anos antes do referido livro da Torá, abordando, talvez com maiores detalhes, aquele mesmo conteúdo. Desta forma, mesmo que embrionariamente, existe muita reserva histórica que talvez nos possibilite um encontro residual no futuro sobre a cronologia antepassada até Adão, incluindo um legado "religioso" (aspas, pois inexistia uma divisão sobre política, religião, filosofia - tudo era uma coisa apenas) que conseguiu sobreviver até aos tempos das profecias sobre o Messias, plenamente cumpridas há 2022 anos. Portanto, falamos de histórias que remontam, deste dia para trás, cerca de 5 ou 10 mil anos. Os achados remontam menos tempo, mas os poemas remontam mais.

      Gostaria de ter sido mais claro, mas não se trata de um assunto fácil. Mas por essas e outras questões, concordo com o artigo do autor deste blog, pois existem indícios de que suas conclusões são certas.

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