quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Fim do mundo em nossos dias?
Cientistas desmentem alarmismo e superstição

Juizo Final, Hans Memling (c. 1440-1494), Museu Narodowe, Danzig
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Ano de 2012 ou outro, pirâmide maia, alinhamento dos planetas, numerologia, super-vulcões, planetas e asteroides rumando para um choque exterminador com a Terra: cresce a onda de “profecias” e anúncios assustadores, de filmes alarmistas anunciando com aparências científicas que o mundo está na iminência de seu fim.

Segundo “Le Post”, 2.5 milhões de endereços na Web e 200 opúsculos falaram do fim do mundo em dezembro de 2012. Aqui estamos todos nós.

Eles se baseavam, para isso, como se tratasse de algo muito sério, num calendário usado pelos maias, povo desaparecido da América Central.

Eles dizem que o calendário está inscrito em uma das pirâmides típicas da civilização maia.

Na verdade não está inscrito em pirâmide alguma, porque os maias gravavam os calendários em estelas de pedra. As estelas conhecidas estão em museus onde foram estudadas por especialistas sérios.

Instituto Nacional de Antropologia  e História (Tabasco, Mexico) exibiu  estela maia com o famoso calendário  para provar que nada há nele  sobre o fim do mundo
O Instituto Nacional de Antropologia
e História (Tabasco, Mexico) exibiu
estela maia com o famoso calendário maia
para provar que nada há nele
sobre o fim do mundo
Uma das mais famosas foi recentemente exposta pelo Instituto Nacional de Antropologia e História, em Tabasco, Mexico, exatamente para mostrar com a força da evidência que o famoso calendário nada diz nem tem a ver com o suposto “fim do mundo” em nossos dias.

Descoberta de Xultún: pá de cal na fraude da “pirâmide maia”

O mais antigo calendário maia, e, paradoxalmente o mais recentemente descoberto, foi encontrado nas ruínas da desaparecida cidade de Xultún, na Guatemala em 2010.

Os resultados da expedição e a interpretação cientifica dos descobridores foram apresentados à imprensa.

Os arqueólogos William Saturno, da Universidade de Boston, e David Stuart, da Universidade de Texas-Austin, lideraram a expedição arqueológica.

Detalhe do calendário maia de Xultún
Detalhe do calendário maia de Xultún
Eles explicaram que o calendário joga por terra as teorias apocalípticas segundo as quais aquele povo centro-americano vaticinava o fim do mundo para este ano.

O calendário é do século IX e documenta 17 ciclos lunares e planetários.

Segundo Stuart, houve “manipulação” do calendário maia e quando em 21 de dezembro de 2012 acabava o 13º ciclo, o calendário recomeçava e assim continuaria durante milhões de anos.

“É como o contador de quilômetros do carro: quando atinge o máximo o carro não acaba e o contador recomeça de zero”, explicaram os descobridores.

Eles, aliás, contaram que, após as pregações catastrofistas do ano 2000 “nós sabíamos que o próximo anúncio do fim do mundo seria 2012”. E o sensacionalismo não parou, malgrado seu fracasso.

Arqueólogo William Saturno trabalha no local da descoberta
Arqueólogo William Saturno trabalha no local da descoberta

A NASA

O astrônomo Jon U. Bell, 56, diretor do Planetário Hallstrom, do River State College, em Fort Pierce (EUA) e ex-diretor do Planetário Hayden da cidade de New York, reduziu à insignificância a “profecia” do fim do mundo em nossos dias.

Segundo ele, nessa onda de rumores não há conteúdo científico algum. Pelo contrário, na origem dessas “profecias” só há romances, e de má lei.

A NASA (North National Aeronautics and Space Administration - Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) montou uma página para desfazer essas enganações.

E as desfaz falando curto e direto, com a segurança do cientista – trata-se, aliás, de um grupo de cientistas – que entende das coisas.

Bell: nessa onda de rumores não há conteúdo científico algum
Bell: onda de rumores não tem conteúdo científico
“Nada de ruim vai acontecer com a Terra em nossos anos.

Nosso planeta tem-se saído muito bem por mais de 4 bilhões de anos e os cientistas confiáveis de todo o mundo não sabem de nenhuma ameaça associada a alguma data como 2012”, sublinhou ele.

O Dr. Bell cita uma das fontes daquilo que a NASA qualifica de “choradeira”: a novela ‘O horizonte invisível: mente, alucinógenos e I Ching’, de Terrence McKenna (“The Invisible Landscape: Mind, Hallucinogenics and The I Ching”). Já o título ostenta a extravagância salpicada de esoterismo da Nova Era.

No romance, o autor especula com o dia 21/12/2012, porque nele o sol vai estar na área de Sagitário.

Porém, acrescenta o Dr. Bell, nesse período do ano o sol está sempre em Sagitário. Todo o resto é ignorância e sensacionalismo.

O povo maia deu muita importância à astronomia. Nisto ele faz lembrar os caldeus no Oriente Médio, de onde saíram os Três Reis Magos após reconhecerem a estrela de Belém.

A similitude do interesse astronômico dos maias e dos caldeus, dois povos que viveram em regiões tão longínquas e em tempos tão diferentes, sugere mais uma vez a origem comum da humanidade.

A posterior dispersão dos povos com a Torre de Babel fez com que cada um levasse consigo algo do patrimônio científico comum que, com razão, podemos supor herdado de Adão.

Pirâmide de Chichén Itzá:
maias não acreditavam no fim do mundo
no fim do calendário,
mas em ciclos que se renovavam
Já tivemos ocasião de falar dessas heranças culturais e científicas que apontam uma origem comum de todos os povos. Origem de que nos fala a Bíblia e a teologia católica com tanta precisão.

Os maias construíram em pedra pirâmides de perfeição admirável comparáveis às do Egito. Até em alguns pontos as superam.

Com a ajuda de Nossa Senhora, esperamos ainda tratar em diversos posts sobre esse fundo comum de todos os povos, descendentes dos primeiros pais: Adão e Eva.

O diretor do Planetário Hallstrom explicou que os maias tinham três calendários que se encerravam periodicamente. Obviamente, eles próprios não achavam que o mundo acabaria no fim dos calendários, pelo contrário recomeçavam.

Os cientistas da NASA são bem claros: assim como o mundo não deixa de existir cada vez que em 31 de dezembro o calendário que você tem na cozinha acaba, mas recomeça novamente em 1º de janeiro, o mesmo acontece com o calendário maia.

Num outro romance (“Cosmogenese Maia” – “Mayan Cosmogenesis”), John Jenkins volta a explorar a fantasia do fim do mundo para 2012. Nada aconteceu

Os maias – esclarece ainda o astrônomo Jon Bell – não acreditavam nisso. Pelo contrário, caso se fixasse uma data para o término do universo segundo os critérios deles, essa data deveria ser posta muitos séculos no futuro.

Subprodutos ridiculizáveis

O alarmismo gosta de anunciar como mais ou menos iminente a data exata em que Historia acabaria.

Montevideu: pastor protestante anunciou o fim do mundo em 2011, mas ele acabou na clínica
Montevideu: pastor protestante anunciou o fim do mundo em 2011,
mas ele acabou na clínica
A maioria dos apocalípticos causadores de pânico prefere o 21/12/12; outros falam o 12/12/12. Trata-se de um jogo supersticioso de números.

Houve também quem falasse em 28/10/2011, enquanto o pastor protestante Harold Camping se adiantou “profetizando” o 21/5/2011.

Seus seguidores afixaram cartazes em várias cidades – em Montevideu, por exemplo.

Desapontado pelo fracasso de sua “profecia”, o pastor anunciou então nova data, mas acabou sofrendo um AVC, sendo internado num hospital de Oakland, na Califórnia.

A montagem do Nibiru

Outras sagas acenam com o “planeta” Nibiru, que colidiria com a Terra. Ele apareceria por trás do sol, “como a cada 3.600 anos”, e se arremessaria contra nós numa velocidade de 70.000 km/h.

O mito do Nibiru provém da antiga Babilônia. Ele está associado a um deus menor da mitologia suméria que não se sabe ao certo se designava Júpiter ou Mercúrio. Os sumérios possuíam conhecimentos muito reduzidos a respeito do sol, além de desconhecerem qualquer planeta além de Júpiter.

Um obscuro escritor russo-americano, também pertencente à pagã e abstrusa corrente Nova Era, desenterrou o mito do Nibiru e instalou nele homenzinhos verdes (os Amunakis), visando retorno comercial.

A NASA defende que o Nibiru ou qualquer outro objeto celeste do gênero é “boato da Internet”. Se estivesse vindo contra a Terra, já teria sido detectado e deveria ser visível a olho nu.

“Obviamente não existe”, concluiu o mais autorizado instituto mundial para o espaço. (No site da NASA, ver também a página “Ask an astrobiologist”)

O exagero sobre a inversão dos polos magnéticos terrestres

Ambientalismo espalhou muito pânico se disfarzando de ciência,  mas só é ideologia socialista/comunista
Ambientalismo espalhou muito pânico se disfarçando de ciência,
mas visando muita política e ideologia socialista/comunista.
Veja "Verde: a cor nova do comunismo
A inversão dos polos magnéticos é outro despropositado espantalho catastrofista misturado com 2012.

O fenômeno aconteceria a cada 400.000 anos. E a NASA desfaz qualquer temor:

“Em toda a medida dos nossos conhecimentos, uma inversão magnética dessas não causará nenhum dano à vida na Terra. Acresce que é muito improvável que aconteça uma inversão magnética nos próximos milênios”.

O mirabolante site ZetaTalk profetizou a inversão para o 15 de maio de 2003, mas ninguém levou a sério e nada aconteceu. Os “Zetas” seriam extraterrestres que falam através de uma emissária e vendem livros e CDs. Sem palavras...

Só uma sensação não explícita de que algo está profundamente errado na Terra pode levar a acreditar em tanta bobagem.

Alinhamento da Terra, do Sol e da Via Láctea

Fim do mundo em 2012: alarmismo e superstição
Fim do mundo em 2012: alarmismo e superstição
Não menos sem-pé-nem-cabeça é o medo espalhado pelo alinhamento da Terra com outros planetas e o centro da Via Láctea, nossa galáxia.

“Não haverá alinhamentos planetários nas próximas décadas – esclareceu a NASA. A Terra não cruzará o plano galáctico em 2012 e se porventura esses alinhamentos acontecessem, os efeitos na Terra seriam negligenciáveis.

“Em cada mês de dezembro, a Terra e o sol se alinham com o centro aproximado da Via Láctea, mas esta é uma ocorrência anual sem consequências”.

Os super-vulcões que destruiriam a vida na Terra

O delírio alarmista é reforçado por certo ecologismo apocalíptico que acena com a possibilidade de algum super-vulcão extinto, como o do Parque de Yellowstone, nos EUA, despertar.

O filme de catástrofe “2012”, de Roland Emmerich, encena de modo sugestivo e fantasioso esse macro-desastre hipotético.

Trata-se de um castelo de suposições que não resiste ao bom senso. A última erupção do gênero teria acontecido 600.000 anos atrás e não há sequer indícios remotos de que algum desses super-vulcões tenha retomado atividade digna de nota.

Tempestades solares

Tempestades são cíclicas e sol está em fase normal
Os “complotistas do 2012” – segundo o apelativo de “Le Post” – exploram o espectro das explosões solares, que obedecem a ciclos de 11 anos. Com base não se sabe bem em qual bola de cristal, profetizam uma arrasadora labareda do sol no ano “fatídico”.

De fato, na superfície do sol acontecem continuamente explosões que geram imensas tempestades magnéticas e de partículas.

Várias dessas atingem regularmente a Terra, e o fizeram até muito recentemente. Elas foram percebidas por sofisticados instrumentos e causaram danos passageiros às comunicações.

Mas, pergunta “Le Post”: “Você percebeu alguma coisa” no ano que passou? Ou neste que está passando?, acrescentamos nós.

“Não há risco especial algum associado a um ano determinado”, diz a NASA, sublinhando que o ciclo solar em andamento “não é diferente dos ciclos anteriores da História”.

Por que então tanto fala-fala em torno do ‘fim do mundo’ chegando?

“Fim do mundo” em 2012 não é ciência, mas revela problema moral e religioso

Importa reconhecer que a crise geral do mundo suscita em muitos espíritos a ideia da necessidade de uma intervenção divina para salvar a humanidade decaída. E que essa intervenção pode ser próxima ou muito próxima.

Nossa Senhora até chorou pelo mundo,
mas prometeu o triunfo de seu Imaculado Coração,
jamais falou de fim de mundo, e por cima em 2012!
Falam com clareza nesse sentido as mensagens de Nossa Senhora em Fátima, La Salette e Akita, para citarmos a principais.

Porém, o alarmismo que refutamos neste post nada fala de Nosso Senhor Jesus Cristo, nem das advertências de Nossa Senhora. Estas, sim, mereceriam ser mais faladas, inclusive nas igrejas.

O alarmismo nada tem a ver com a ciência, mas a desmoraliza pretendendo falar, por vezes, em nome dela.

O alarmismo nada tem a ver com a fé, mas confunde a fé se misturando com sentimentos e revelações genuínas que nada tem a ver com ele.

O alarmismo obedece a outras razões ligadas à propaganda ambientalista extremada na qual foram se refugiar os ativistas frustrados pelo fracasso do socialismo. Mas, isto não é ciência nem religião, mas política e agitação.

Essa propaganda, entretanto, não deixa de ser danosa. Se Deus, para o bem dos homens, decidir executar as advertências feitas por meio de Nossa Senhora, poderá acontecer que muitos homens, confundidos pelo alarmismo, não sejam capazes de interpretar bem os fatos enormes que então advirão.

Para completar a abordagem do assunto, tratamos dos aspectos proféticos do assunto num blog consagrado especificamente à temática:


Veja:
Falsas “profecias” sobre o iminente “fim do mundo” são alarmismo danoso

 
Avisos do Céu falam que hoje não vivemos o fim mas o prelúdio de um triunfo divino

Mais santos falam que não vivemos no fim do mundo, mas nas proximidades de um triunfo divino

Nossa Senhora anunciou que não vivemos no fim do mundo mas num preâmbulo do triunfo divino

A voz dos Papas aponta a vitória da Igreja sobre o Leviatã do caos universal nos dias vindouros

domingo, 18 de novembro de 2012

As atuais oliveiras são as do tempo em que Jesus agonizou no Getsemani?

Agonia de Jesus no Monte das Oliveiras, ou jardim do Getsemani
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Alguns amigos que estiveram em peregrinação pela Terra Santa voltaram trazendo inesquecíveis lembranças dos locais divinamente abençoados por Nosso Senhor Jesus Cristo na divina odisseia da Redenção.

Eles visitaram múltiplos locais sagrados de um valor espiritual que lhes marcou profundamente a alma.

E como que apalparam a presença sobrenatural e a dimensão histórica conferidas a esses lugares pela passagem do Redentor, de sua Mãe Santíssima e dos Apóstolos com a Igreja Católica nascente.

Ficaram eles também impressionados com a antiguidade das oliveiras existentes no Jardim sagrado onde Nosso Senhor agonizou, foi traído por Judas e preso pelos romanos para iniciar sua longa e dolorosa Paixão.

Meus amigos contrataram guias para melhor aproveitar o tempo da peregrinação.

E como esses guias muitas vezes não são sequer cristãos e preocupam-se mais com o dinheiro, os peregrinos tomavam com alguma cautela certas coisas que eles diziam.

No Monte das Oliveiras, um desses guias lhes apontou uns pés de oliveiras que datariam, segundo ele, do tempo em que Jesus Cristo foi entregue à Morte no Getsemani.

“As oliveiras do Getsemani estão entre  as mais antigas árvores de folha larga do mundo”.
“As oliveiras do Getsemani estão entre
as mais antigas árvores de folha larga do mundo”.
A extraordinária longevidade natural das oliveiras e o multissecular aspecto daquelas falavam no sentido da informação.

Mas os guias não eram de toda confiança, sobretudo diante de estrangeiros dos quais queriam tirar uma boa gorjeta.

Teria sido verdade?

Aquelas velhíssimas oliveiras estavam ali quando Nosso Senhor bebeu o cálice que o anjo Lhe trouxe da parte do Pai para O reconfortar na iminência da Paixão?

Junto a alguma delas dormiram ingloriamente os Apóstolos, enquanto Jesus agonizava?

Em alguma delas teria se apoiado o soldado Malco, que teve a orelha cortada por São Pedro e colada milagrosamente por Jesus?

Recentemente, uma equipe de pesquisadores de cinco universidades italianas, trabalhando para o Consiglio Nazionale delle Ricerche - CNR, publicou um estudo sobre a longevidade das oito oliveiras mais antigas do Getsemani intitulado “Os segredos do jardim do Getsemani”.

Aspecto do jardim do Monte das Oliveiras
Aspecto do jardim do Monte das Oliveiras
Às três árvores menos velhas foram atribuídas idades de “pelo menos 900 anos”.

Não são os dois milênios que nos separam daquela augusta data, mas o “pelo menos” deixa aberta uma porta.

As outras cinco oliveiras mais antigas não puderam ser testadas.

A causa foi que suas partes mais velhas, as mais interessantes para o estudo, que ficavam no cerne, haviam secado.

Os troncos que hoje se podem ver imensamente alargados resultam de brotos de épocas posteriores.

Os resultados dos testes não permitiram definir se as árvores são exatamente as mesmas que estavam no Monte das Oliveiras quando Jesus foi traído e entregue aos soldados romanos e aos enviados do Sinédrio.

O sono dos Apóstolos no Getsemani
O sono dos Apóstolos no Getsemani
Os especialistas explicaram a hesitação que marca seu relatório pelo fato de as oliveiras rebrotarem muito facilmente após serem cortadas pela base.

“Não podemos excluir a possibilidade de que tenha havido uma intervenção para renovar os pés, quando pararam de produzir ou começaram a secar”, disse o chefe dos pesquisadores, Prof. Antonio Cimato, durante a apresentação dos resultados em Roma.

Caso essa renovação tivesse acontecido, as oliveiras poderiam ter o dobro da idade e com isso se aproximariam muito do ano da Paixão.

“Quero esclarecer – disse o Prof. Cimato – que na literatura científica não há menção a árvores de tão grande idade como estas oliveiras.

“As oliveiras do Getsemani estão entre as mais antigas árvores de folha larga do mundo”.

Testes de datação pelo carbono sobre amostras extraídas das partes mais velhas dos troncos de três oliveiras, apontaram respectivamente para os anos de 1092, 1166 e 1198.

Prof Antonio Cimato (sentado) liderou a pesquisa
Os testes foram realizados pelo Conselho Nacional das Pesquisas - CNR da Itália e por acadêmicos de mais cinco universidades italianas.

Esses cernes de tal maneira antigos teriam existido nos momentos trágicos e gloriosos daquele passo da Paixão?

A ciência não pode dizê-lo. Ao menos, com os conhecimentos, tecnologias e métodos que possui atualmente.

Malgrado a sua imensa idade, os estudos mostraram que as três oliveiras mais antigas testadas encontram-se em excelentes condições e não foram afetadas pela poluição da região.

Análises de DNA indicaram que os pés foram plantados a partir de uma mesma oliveira, talvez com a finalidade de preservar uma mesma espécie ou linhagem de árvores, disseram os especialistas.

O cerne das mais antigas secou, impossibilitando a análise
O Pe. Pierbattista Pizzaballa, O.F.M., Zelador de Terra Santa, responsável pelo local, disse que esta procedência comum das oliveiras mostra a tentativa deliberada de passar uma preciosa herança às gerações futuras.

“A questão mais importante não é se essas são as mesmas árvores, mas se este aqui é o local referido no Evangelho. E este é o local, a respeito disto não há dúvida alguma”, concluiu Fr. Pizzaballa.



domingo, 22 de julho de 2012

Escavações põem à luz do sol as minas de cobre do rei Salomão

Prof. Thomas Levy, arqueólogo da Universidade da Califórnia–San Diego
Prof. Thomas Levy, arqueólogo da Universidade da Califórnia–San Diego
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O Prof. Thomas Levy (foto) arqueólogo da Universidade da Califórnia – San Diego encontrou as provas da existência das famosas “minas de cobre de Salomão”.

Tais minas exploradas pelo rei-profeta Davi e seu filho o rei Salomão, segundo o relato bíblico encontravam-se no reino de Edom, ao sul do Jordão.

O Prof. Levy dirigiu uma equipe internacional de arqueólogos que publicaram uma matéria sobre a descoberta em The Proceedings of the National Academy of Sciences dos EUA em 28/10/2008.

Ele anunciou que apresentaria ainda mais revelações numa reunião no 18 de fevereiro próximo (2009) no Social Sciences Supper Club, da sua Universidade.

Junto com Mohammad Najjar, dos Jordan's Friends of Archeology, o arqueólogo escavou um antigo centro de produção de cobre em Khirbat en-Nahas (que significa “ruínas de cobre” em árabe).

Restos das fundições
Restos das fundições
As amostras ali encontradas passaram por testes de radiocarbono.

Estes lhes atribuíram uma antiguidade que remonta ao século X antes de Cristo.

Nisto concordam com a narração bíblica que põe nessa época os reinados de David e Salomão.

A pesquisa apontou também um crescimento da atividade metalúrgica no local durante o século IX antes de Cristo, fato que concorda com o que o Antigo Testamento nos fala dos edomitas.

Khirbat en-Nahas encontra-se no local que a Bíblia identifica como Reino de Edom, um feudo do antigo Reino de Israel.

Excavações confirmam historicidade das narrações da Bíblia
Excavações confirmam historicidade das narrações da Bíblia
De fato, já nos anos ’30 do século passado, o arqueólogo americano Nelson Glueck declarou ter descoberto as “minas de Salomão” na região.

Mas os seus achados foram menosprezados com a alegação de que a Bíblia teria sido “pesadamente re-escrita” no século V antes de Nosso Senhor.

Este argumento não era estritamente científico e estava viciado de preconceito anti-cristão, mas pegou, tão forte estava a animadversão anti-católica.

Agora”, diz Levy, “nos temos a evidência de que complexas sociedades estiveram ativas nos séculos X e IX antes de Cristo, e isto nos conduz ao debate sobre a historicidade das narrações da Bíblia”.

Excavações confirmam historicidade das narrações da Bíblia. Ruínas em Khirbat en-Nahas
Excavações em Khirbat en-Nahas confirmam historicidade da Bíblia
A jazida arqueológica de Khirbat en-Nahas inclui por volta de 100 prédios  – inclusive uma fortaleza – colocados no centro de uma vasta área que pode ser vista claramente em Google Earth.

Há minas e trilhas de mineração em abundância.

Uma prova adicional foi fornecida por objetos egípcios trazidos à luz no local.

Ditos objetos ‒ um escarabeu e um amuleto ‒ foram achados numa camada geológica que corresponde à brusca interrupção da produção.

Esse conjunto de indícios aponta para a bem documentada invasão militar do Faraó Sesac que tentou destruir a atividade econômica da região após a morte de Salomão.

Episódios da vida do rei-profeta David. Salomão com muitas mulheres que o levaram à perdição. Manuscrito da Spencer Collection, Ms 002.
Episódios da vida do rei-profeta Davi.
Salomão com muitas mulheres que o levaram à perdição.
Manuscrito da Spencer Collection, Ms 002.
O segundo livro das Crônicas (12; 1-12) fala abundantemente dessa guerra, como punição ao relaxamento do povo judeu na prática dos Mandamentos :
1. Estando seu reino constituído e firmado, Roboão abandonou a Lei do Senhor, e todo o Israel seguiu-lhe o exemplo.

2. Durante o quinto ano de seu reinado, por causa dos pecados de Jerusalém contra o Senhor, Sesac, rei do Egito, veio atacar a cidade

3. com 1.200 carros e 60.000 cavaleiros. Um inumerável exército de líbios, suquitas e etíopes acompanhavam-no desde o Egito.

4. Apoderou-se das cidades fortes de Judá e chegou a Jerusalém.

5. O profeta Semaías dirigiu-se a Roboão e aos chefes de Judá que se tinham concentrado em Jerusalém, com a aproximação de Sesac. Eis, disse-lhes ele, o que diz o Senhor: Vós me abandonastes; eu também vos abandono nas mãos de Sesac.

6. Então os chefes israelitas e o rei se humilharam e disseram: O Senhor é justo.

7. Em vista deste ato de humildade, a palavra do Senhor foi dirigida a Semaías nestes termos: Eles se humilharam; não os deitarei a perder. Dar-lhes-ei em breve um meio de salvação. Minha ira não se desencadeará sobre Jerusalém pela mão de Sesac.

O rei Davi compondo os Salmos inspirado por Deus, Manuscrito na Universidade de California - Berkeley, nº 131
O rei Davi compondo os Salmos inspirado por Deus
8. Mas eles terão que servir para que saibam distinguir entre o meu serviço e o serviço dos reis estrangeiros.

9. Sesac, rei do Egito, atacou, pois, Jerusalém. Levou os tesouros do templo do Senhor e os do palácio real, sem nada deixar. Levou especialmente os escudos de ouro que Salomão tinha fabricado.

10. Para substituí-los, o rei Roboão mandou fazer escudos de bronze e os entregou em mãos dos chefes das guardas da porta do palácio real.

11. Cada vez que o rei ia ao templo do Senhor, esses guardas os levavam; em seguida, devolviam ao corpo da guarda.

12. Portanto, em virtude de seu ato de humildade, a ira do Senhor apartou-se dele, e sua ruína não foi total. Em Judá havia ainda coisas boas. Fonte: Bíblia Católica

E também o primeiro livro dos Reis (14;25): “No quinto ano do reinado de Roboão, Sesac, rei do Egito, atacou Jerusalém”. Fonte: Bíblia Católica.
O Prof. Levy partilha certo ceticismo com respeito aos Livros Revelados, porém teve que ceder ante a evidência científica:

“Não podemos acreditar em tudo o que nos dizem os antigos livros, porém esta descoberta mostra uma confluência entre os dados arqueológicos e científicos e a Bíblia”, declarou ele ao “The Jerusalem Post”.


quinta-feira, 17 de maio de 2012

2012: o que dizem as profecias dignas de crédito?

"Fim do mundo em 2012": falsas profecias  tocam no desespero e na blasfêmia
"Fim do mundo em 2012": falsas profecias
tocam no desespero e na blasfêmia
Em recente post tratamos dos boatos sobre o infundado "fim do mundo" no presente ano de 2012. E o fizemos basicamente do ponto de vista da ciência.

O tema, porém, tem um importante conteúdo essencialmente religioso que não tratamos nesse post.

Para completar a abordagem do assunto, tratamos dos aspectos proféticos do assunto num blog consagrado especificamente à temática:


Veja:
“Profecias” sobre o “fim do mundo” em 2012: alarmismo danoso

“2012”: Avisos do Céu falam que hoje não vivemos o fim mas o prelúdio de um triunfo divino

“2012”: mais santos falam que não vivemos no fim do mundo, mas nas proximidades de um triunfo divino

“2012”: Nossa Senhora anunciou que não vivemos no fim do mundo mas num preâmbulo do triunfo divino

“2012”: a voz dos Papas aponta a vitória da Igreja sobre o Leviatã do caos universal nos dias vindouros

segunda-feira, 5 de março de 2012

O exoplaneta Gliese 436b e “os possíveis de Deus”

Planeta extrasolar GJ 436b. Imagem artistica
Astrônomos de diversas equipes confirmaram a descoberta de mais um planeta extrasolar, ou exoplaneta.

Localizado na constelação do Leão, a 30 anos-luz da Terra, ele foi descoberto originalmente – segundo equipe do Observatório de Genebra – pelos cientistas do Carnegie Institute de Washington e da Universidade de Califórnia–Berkeley, tendo sido chamado GJ 436b, ou também Gliese 436b.

Não é o primeiro planeta a ser descoberto fora do sistema solar. E provavelmente não será o último, pois muitos outros ainda poderão ser detectados.

O planeta possui características surpreendentes para quem está habituado à nossa aconchegante Terra.

De acordo com os astrônomos, que usaram o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, o GJ 436b tem o tamanho de Netuno.

Ele orbita a pequena distância da estrela vermelha Gliese 436. Por isso, seu ano dura 2 dias e 15 horas e meia. A proximidade de seu sol faz com que a temperatura estimada na sua superfície seja de 439 °C.