segunda-feira, 12 de agosto de 2019

A conversão do hebreu Ratisbonne: foi além do que podem explicar as ciências humanas

Pe. Afonso Ratisbonne, rico banqueiro judeu convertido por Nossa Senhora se fez padre
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Um dos fenômenos mais específicos da vida religiosa é o da conversão interior, espiritual, que para ser autêntica e sincera só pode acontecer pela graça de Deus.

É precisamente por causa disto que a conversão religiosa não é suscetível de uma explicação das ciências físicas.

Os tentativos de dar uma explicação por vias psicológicas que deliberadamente abstraem do fator divino jamais produziram algo convincente ou concludente.

Tal vez a conversão do hebreu banqueiro Afonso Ratisbonne seja uma das mais rumorosas dos últimos séculos.

Seu caso é digno de especial análise pois foi acompanhado muito de perto por várias pessoas qualificadas para descrevê-la.

É para compreender essa ação de Deus nas almas que reproduzimos a continuação a longa descrição desse caso histórico, tirada do blog "Luzes de Esperança".

Um jovem judeu, de uma família de banqueiros de Estrasburgo, de notável projeção social pelas riquezas e pelo parentesco com os banqueiros Rothschild, pelo meio-dia do dia 20 de janeiro de 1842, andava despreocupado, na aparência, por uma rua do centro histórico de Roma.

Seu nome era Afonso Ratisbonne.

Seu irmão mais velho, Teodoro, em 1827 converteu-se ao catolicismo e se fez sacerdote, rompendo com a família.

As esperanças dos Ratisbonne se concentraram então em Afonso, nascido em 1814.

Sant'Andrea delle Frate, Roma: a igreja do milagre
Ele completara o curso de Direito e pensava em casar com uma jovem judia. Contava 27 anos e, antes de casar, fez uma viagem pela Itália e pelo Oriente.

Afonso era judeu de religião, embora não praticante, e nutria pela Igreja Católica entranhado ódio, sobretudo pelo ressentimento da família por causa da conversão do primogênito.

Ele dizia que se algum dia mudasse de religião far-se-ia protestante, jamais católico.

Em Roma, visitou por curiosidade cultural algumas igrejas católicas, e saiu mais consolidado em seu anticatolicismo.

Encontrou também um antigo colega seu, de nome Gustavo de Bussières. Gustavo era protestante e tentava convencer Afonso de suas convicções religiosas, porém sem sucesso.

Na casa de Gustavo, Afonso conheceu um irmão deste, o Barão Teodoro de Bussières, havia pouco convertido ao catolicismo e amigo íntimo do Pe. Teodoro Ratisbonne. Tudo isso o tornava sumamente detestável aos olhos de Afonso.

Na véspera de sua partida da Cidade Eterna, Afonso foi deixar um cartão de visitas na casa do Barão, como ardil de despedida e assim evitar um encontro.

Porém, o criado italiano do Barão não entendeu o francês e o fez entrar no salão. Na conversa, o Barão procurou atraí-lo para a Fé católica.

Conseguiu apenas, e com muita dificuldade, que Afonso Ratisbonne aceitasse uma Medalha Milagrosa e prometesse copiar o “Lembrai-Vos”, bela oração a Nossa Senhora.

O judeu não cabia em si de raiva, pela ousadia das iniciativas do Barão, mas resolveu tomar tudo com civilidade. Ele pensava escrever um livro com o relato da viagem onde o Barão seria um personagem singular.

A 18 de janeiro, faleceu em Roma um amigo íntimo do Barão de Bussières, o Conde de La Ferronays, ex-embaixador da França junto à Santa Sé e homem de grande virtude e piedade.

Na véspera da morte, La Ferronays conversou com Bussières sobre Ratisbonne e rezou cem vezes o “Lembrai-Vos” por sua conversão, a pedido de Bussières.

Esses eram os antecedentes em volta de Afonso Ratisbonne naquele dia 20 de janeiro.

Mas, eis que na rua encontra o Barão de Bussières que estava indo para a Igreja de Sant'Andrea delle Fratte para combinar as exéquias do falecido conde de La Ferronays.

Ratisbonne decidiu acompanhá-lo, mas de mau humor, criticando violentamente a Igreja e zombando das coisas católicas.

Na igreja, o Barão entrou brevemente na sacristia para tratar do assunto das exéquias.

Afonso ficou percorrendo uma das naves laterais, impedido que estava de passar para o outro lado da igreja, pelos preparativos em curso para as exéquias do Conde na nave central.

Busto de Ratisbonne lembra a conversão milagrosa
E eis o que aconteceu segundo o diário do próprio Barão Teodoro de Bussières:

Quinta-feira, 20 de janeiro de 1842:

Ratisbonne não deu sequer um passo rumo à verdade, sua vontade permanece como sempre, ele não deixa de ridiculizar tudo e parece se importar somente das coisas terrenas.

“Perto do meio-dia ele entrou em um café na Piazza di Spagna para ler os jornais.

Lá ele encontrou o meu cunhado, Edmund Humann, eles conversaram sobre as notícias do dia, com uma irreverência e uma facilidade que excluía qualquer preocupação séria.

Parece que a Providência queria dispor as coisas de modo a excluir até a possibilidade de dúvida quanto ao estado de espírito de Ratisbonne pouco antes de a graça inesperada de sua conversão.

Cerca de meio-dia e meia, saindo do café, ele encontrou seu amigo de escola, o barão A. de Lotzbeck e começou a conversar com ele sobre os assuntos mais frívolos.

Ele falou da dança, do prazer, da esplêndida festa dada pelo príncipe T.

“Em verdade, se alguém tivesse dito a ele naquele momento: dentro de duas horas você vai ser católico, ele certamente o teria julgado louco.

Por volta de uma hora. Eu tinha de combinar algumas coisas na igreja de S. Andrea delle Fratte para a cerimônia fúnebre do dia seguinte. Mas encontrei Ratisbonne descendo pela Via Condotti.

Ele aceitou vir comigo, iria me aguardar alguns minutos e, em seguida, iríamos passear juntos. Entramos na igreja. Ratisbonne percebeu os preparativos para um funeral, e perguntou para quem seria feito.

“Para um amigo que acabo de perder, e que eu amava muito, M. de Laferronnays”, respondi.



Ele então começou a andar pela nave e seu olhar frio e indiferente parecia dizer:

“Esta é certamente uma igreja muito feia.”

“Deixei-o do lado da epístola na igreja, à direita de um pequeno compartimento destinado a receber o caixão, e fui para o mosteiro.

Veja vídeo
Igreja do Miracolo
Sant'Andrea delle Frate, Roma
Eu tinha apenas algumas palavras para dizer a um dos frades, porque eu queria uma tribuna preparada para a família do falecido. Eu me demorei não mais do que 10 ou 12 minutos.

Quando voltei para a igreja, de início não achei Ratisbonne. Mas logo o vi ajoelhado em frente ao altar lateral de São Miguel Arcanjo. Fui até ele, toquei-lhe três ou quatro vezes sem que ele percebesse minha presença.

Finalmente, ele se virou para mim, o rosto banhado em lágrimas, com as mãos juntas, e me disse com uma expressão que nenhuma palavra vai render: “Oh, como este senhor [M. de Laferronnays] orou por mim!”

Fiquei petrificado de espanto, naquele momento senti aquilo que as pessoas sentem na presença de um milagre.

“Eu levantei Ratisbonne, acompanhei-o, ou melhor, quase o levei para fora da igreja, e perguntei-lhe qual era o problema, e onde ele queria ir.

“Leva-me onde quiserdes”, respondeu ele, “depois que eu vi, eu obedeço”.

Insisti para que me explicasse o que queria dizer, mas não conseguia por causa de uma emoção forte demais. Ele tirou de seu peito a Medalha Milagrosa, e a cobriu de beijos e lágrimas.

Eu tentei trazê-lo de volta para si, e não obstante as minhas insistentes perguntas, não recebia dele senão exclamações interrompidas por soluços:

“Oh, como eu sou feliz! Oh, como é bom o Senhor! Que plenitude de graça e felicidade! Como é lamentável o lote daqueles que não sabem!” Então ele começou a chorar ao pensar em hereges e descrentes.

Finalmente, ele se perguntou se não estava louco.

“Mas não”, acrescentou ele, “eu estou em meu perfeito juízo. Meu Deus, meu Deus, eu não estou louco, não. Todo mundo sabe que eu não sou louco!”

Quando a delirante agitação foi se acalmando, com um olhar sereno e eu diria quase transfigurado, Ratisbonne estendeu seus braços em volta de mim e me abraçou, me pediu para levá-lo a um confessor.

Queria saber quando ele poderia receber o Santo Batismo sem o qual ele não podia viver, suspirava de felicidade pelos mártires, cujos tormentos ele tinha visto retratados nas paredes da igreja de S. Stefano Rotondo.

Ele me disse que não poderia dar explicação alguma sem a permissão de um padre, “porque aquilo que eu tenho a dizer”, acrescentou, “é algo que não posso dizer nem devo dizer senão de joelhos”.

Levei-o imediatamente à igreja do Gesù para ver o Pe. Villefort, que he pediu para se explicar. Então Ratisbonne, estendeu a medalha, beijou-a, mostrou-nos, e exclamou: “Eu a vi, eu a vi!”

E a emoção voltou a embargá-lo. Mas logo ele recuperou a calma e se exprimiu nestes termos:

Eu passei um breve tempo na igreja, quando de repente eu senti uma agitação de espírito indescritível. Ergui os olhos: diante de mim o prédio todo tinha desaparecido, só tinha uma capela, por assim dizer, onde se concentrou toda a luz.

E no meio desse esplendor apareceu para mim em pé sobre o altar, grande, cheio de majestade e de doçura, a Virgem Maria, tal como ela é representada na minha Medalha.

Uma força irresistível me atraiu para ela. A Virgem me fez sinal com a mão que deveria ajoelhar e, em seguida, ela parecia dizer: assim esta bem! Ela não falou uma palavra, mas eu entendi tudo.

Ratisbonne fez esta breve narração parando com freqüência como para tomar fôlego e reprimir a emoção que tomava conta dele. Ouvimos com uma reverência sagrada, misturada com alegria e gratidão, maravilhados com a profundidade das vias do Senhor e os tesouros inefáveis de Sua misericórdia.

Uma frase nos impressionou mais do que as outras pela profundidade do mistério:

“Ela não falou uma palavra, mas eu entendi tudo”.

Afonso Ratisbonne tornou-se sacerdote
e apóstolo da conversão dos judeus
Aliás, agora basta ouvir a Ratisbonne. A fé católica emana de seu coração como um perfume precioso do vaso que a contém, mas não pode confiná-la. Ele falou da Presença Real como um homem que acreditava que com toda a energia de seu ser, mas a expressão é muito fraca, ele falava como aquele que teve uma percepção direta.

Ao deixar o Padre Villefort, fomos dar graças a Deus, em primeiro lugar em Santa Maria Maggiore, nossa cara basílica da Santíssima Virgem, e depois na de São Pedro.

É impossível transmitir uma idéia do transporte de Ratisbonne quando esteve nessas igrejas.

“Ah”, dizia ele, apertando minhas mãos, “agora eu entendo o amor dos católicos por suas igrejas, e a devoção que os leva a embelezá-las e adorná-las! Como é bom estar aqui! Querer-se-ia nunca deixá-las! Aqui não estamos mais na terra, é o vestíbulo do céu ...”

Diante do altar do Santíssimo Sacramento, a Presença Real de Jesus o impressionava de tal maneira que ele ficaria quase fora de si se não fosse afastado logo e levado para longe. Ficava aterrorizado pela idéia de comparecer perante o Deus vivo maculado como estava pelo pecado original. Apressou-se a se refugiar na capela da Virgem.

‒ “Aqui”, ele me disse: “não posso ter medo. Sinto-me sob a proteção de uma misericórdia ilimitada”.

Ele rezou com grande fervor diante do túmulo dos santos Apóstolos. A história da conversão de Paulo, que eu lhe narrei, o fez derramar lágrimas abundantes.

Ele ficou admirado pelo poderoso afeto, aliás póstumo, para usar sua própria expressão, que o unia a M. de Laferronnays, e pretendia passar a noite ao lado de seus restos mortais, pois, dizia ele, este era seu dever imposto pela gratidão.

Mas o padre Villefort, vendo que ele estava exausto de fadiga, contrariando este desejo piedoso, aconselhou-o prudentemente a não permanecer além das 22 horas.

Em seguida, Ratisbonne nos disse que na noite anterior não havia sido capaz de dormir, que ele tinha sempre diante dos olhos uma grande cruz, de uma forma peculiar, sem a imagem de Cristo que ficava constantemente diante dele.

‒ “Eu fiz”, disse ele, “esforços incríveis para afastar essa visão, mas todos foram infrutíferos”.

Algumas horas depois, observando casualmente o reverso da Medalha Milagrosa, ele reconheceu a mesma Cruz!

Afonso (em pé) e seu irmão Teodoro, sacerdotes
Enquanto isso, eu estava muito impaciente querendo voltar a ver a família Laferronnays. Eu levava notícias consoladoras para eles no momento em que se despediam dos restos venerados daquele que eles choravam.

Entrei na câmara mortuária em um estado de agitação, quase se poderia dizer de alegria, que chamou a atenção de todos os presentes porque compreenderam que eu tinha algo gravemente importante para comunicar. Todos eles me acompanharam até uma sala adjacente, e eu às pressas relatei o acontecimento.

Eu tinha trazido boas novas do Céu. As lágrimas de dor em um momento foram transformadas em lágrimas de gratidão. Aqueles pobres corações aflitos podiam agora suportar com perfeita resignação cristã o mais cruel dos sacrifícios que cobra a morte, o último adeus aos restos daquele que eles tinham amado...

Mas eu estava ansioso para voltar a ver o filho que o Céu tinha acabado de me dar. Ele me implorou para não deixá-lo sozinho porque precisava de um amigo em cujo coração derramar as profundas emoções daquele dia.

Perguntei-lhe uma e outra vez as circunstâncias da visão milagrosa. Ele próprio não sabia explicar como ele passou do lado direito da igreja para a capela que está à esquerda, sendo que entre a capela e o local onde estava se encontravam os preparativos para o serviço fúnebre.

Busto no local da conversão.
Tudo o que ele sabia era que se viu de repente de joelhos, prostrado diante desse altar.

De início, ele pôde ver claramente a Rainha do Céu em todo o esplendor de sua beleza imaculada, mas seu olhar não conseguiu suportar o brilho daquela luz divina.

Três vezes ele tentou olhar mais uma vez a Mãe de Misericórdia, e três vezes só foi capaz de elevar seus olhos até suas mãos abençoadas, a partir das quais brotava uma torrente de graças em forma de feixes luminosos.

‒ “Ó meu Deus”, exclamou ele, “mas eu, que meia hora antes estava blasfemando ainda! Eu, que sentia um ódio tão violento contra a religião católica!...

“Mas todos os que me conhecem sabem muito bem que, humanamente falando, eu tinha os mais soberbos motivos para continuar a ser um judeu... Minha família é judaica, minha noiva é judia, meu tio é um judeu...

“Ao me tornar católico, eu rompo com todos os interesses e todas as esperanças que tenho na terra e, entretanto, eu não sou louco, vê-se claramente que eu não sou louco, que eu nunca fui louco!

“Portanto, devem acreditar em meu testemunho”.

(Fonte: Theodore de Bussières, “La conversione di Alfonso Maria Ratisbonne”, Ed. Amicizia Cristiana, 2008, Chieti, 63 p., páginas 18-25.)

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Jerusalém: os mais antigos registros arqueológicos cristãos professam a fé na Ressurreição de Cristo, e dos homens no fim do mundo

Braço robótico com câmeras pôde fotograr o túmulo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Um túmulo localizado em Jerusalém vem sendo estudado por cientistas há três décadas.

Ele apresenta indícios que confirmam a fé na Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo professada já no primeiro século de nossa era, quiçá antes mesmo da redação dos Evangelhos.

Os indícios remontariam a antes mesmo da destruição da cidade pelas legiões romanas e a dispersão dos judeus.

Assim o afirmou o grupo de arqueólogos e especialistas em assuntos religiosos que no fim de fevereiro de 2012 apresentou em Nova York as conclusões da exaustiva pesquisa.

Na gravura: peixe expele homem (Jonas): imagem usada
por Jesus Cristo para ensinar sua próxima Morte e Ressurreição
“Até agora me parecia impossível que tivessem aparecido túmulos desse tempo com provas confiáveis da ressurreição de Jesus ou com imagens do profeta Jonas, mas essas evidências são claras”, afirmou à Agência Efe o professor James Tabor, diretor do Departamento de Estudos Religiosos da Universidade da Carolina do Norte e um dos responsáveis pela pesquisa.

Os judeus não usavam imagens antropomórficas ou de animais em sua arte religiosa, pois tal lhes fora proibido por Deus devido à tendência deles a imitar os povos vizinhos e cair na idolatria.

Portanto as imagens só podem ter sido feitas por cristãos e para túmulos de judeus cristãos conhecedores dos fatos bíblicos.

O referido túmulo foi descoberto em 1981, durante a construção de um prédio no bairro de Talpiot, situado a menos de quatro quilômetros da Cidade Antiga de Jerusalém.

Animal marinho devolve Jonas. Pintura numa catacumba cristã romana
a se comparar com a gravura judaica acima achada em Jerusalém
Ao lado de Rami Arav, professor de Arqueologia da Universidade de Nebraska, e do cineasta canadense de origem judaica Simcha Jacobovici, Tabor conseguiu uma permissão da Autoridade de Antiguidades de Israel para escavar o local entre 2009 e 2010.

Em um dos ossuários encontrados – que os especialistas situam em torno do ano 60 d.C. – pode-se ver a imagem de um grande peixe com uma figura humana na boca. Segundo os pesquisadores, representaria um fato bíblico da vida do profeta Jonas.

O episódio em que uma baleia engoliu o profeta Jonas após um naufrágio e o depositou numa praia foi empregado por nosso Senhor Jesus Cristo como prefigura de sua Morte e Ressurreição.

São Mateus: Nosso Senhor profetiza sua Morte e Ressurreição. Imagem do profeta Jonas

38. Então alguns escribas e fariseus tomaram a palavra: Mestre, quiséramos ver-te fazer um milagre.

39. Respondeu-lhes Jesus: Esta geração adúltera e perversa pede um sinal, mas não lhe será dado outro sinal do que aquele do profeta Jonas:

40. do mesmo modo que Jonas esteve três dias e três noites no ventre do peixe, assim o Filho do Homem ficará três dias e três noites no seio da terra.

41. No dia do juízo, os ninivitas se levantarão com esta raça e a condenarão, porque fizeram penitência à voz de Jonas. Ora, aqui está quem é mais do que Jonas. (Mateus 12, 38-40)

Mapa do túmulo familiar
Realizada com uma equipe de câmeras de alta tecnologia, a pesquisa também descobriu uma inscrição grega que faz referência à Ressurreição de Jesus, detalhou à Agência Efe o professor Tabor.

O especialista acrescentou que essa prova pode ter sido realizada “por alguns dos primeiros seguidores de Jesus”.

“Nossa equipe aproximou-se do túmulo com certa incredulidade, mas os indícios que encontramos são tão evidentes que nos obrigaram a revisar todas as nossas presunções anteriores”, acrescentou.

A tumba fica a 20 metros de profundidade, mas religiosos ortodoxos judaicos não permitiam a escavação, fato pelo qual as autoridades políticas selaram a tumba.

Tabor e Rami Arav conseguiram um braço robótico equipado com uma câmera para fotografar o subterrâneo através de um respiradouro do mesmo.

Se as inscrições nos ossuários forem de fato cristãs, como acreditam os pesquisadores, essas gravuras constituem o mais antigo registro arqueológico do cristianismo já encontrado.

Inscrição em grego antigo pede a ressurreição
Segundo Tabor, elas foram feitas provavelmente por cristãos de Jerusalém poucas décadas após a Ressurreição e poderiam ser mais antigas que os próprios Evangelhos.

Lê-se num dos ossuários em grego antigo: “Divino Jeová, levanta-me, levanta-me”, ou “Divino Jeová, levanta-me até o Lugar Sagrado”, orações que professam a fé católica na ressurreição, no fim dos tempos.

“Essa inscrição tem algo a ver com a ressurreição dos mortos ou é uma expressão da fé na Ressurreição de Jesus”, disse Tabor.

“Uma declaração sobre a ressurreição em uma tumba judaica desse período seria impossível”, acrescentou.

“Nossa equipe estava descrente, mas com essa evidência saltando aos nossos olhos tivemos que rever nossas premissas anteriores”.

Cruz inscrita num dos muros
Nos primeiros túmulos cristãos das catacumbas romanas, a figura de Jonas sendo devolvido pelo peixe é um dos motivos mais comuns para significar a ressurreição.

Mas a imagem nunca havia sido encontrada sobre uma peça arqueológica do século I.

Mais inesperado ainda é que se trata de arte judaica em Jerusalém, onde a religião hebraica proibia a reprodução de imagens de pessoas ou animais.

Como é de praxe, em torno dessas descobertas recentes já existe uma certa polêmica, a qual poderá ajudar a esclarecer definitivamente o valor das mesmas.

A desqualificação a priori esvazia qualquer crítica verdadeiramente científica.

Tabor acaba de publicar o livro The Jesus Discovery, o qual contém todas as conclusões de sua pesquisa.

O relatório com as fotos de seu trabalho pode ser descarregado na íntegra AQUI: “A Preliminary Report of a Robotic Camera, James D Tabor”.



segunda-feira, 15 de julho de 2019

A Santa túnica de Cristo na Paixão guardada em Argenteuil analisada por um cientista

Argenteuil, ostensao solene, 1984

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Numa igreja de Argenteuil, cidade hoje absorvida pela grande Paris, venera-se uma túnica que, segundo tradição milenar da Igreja, foi tecida por Nossa Senhora para o Menino Jesus.

Seria a mesma que Nosso Senhor usou na sua Paixão.

A mesma, portanto, que os algozes romanos, vendo que era inconsútil – isto é, formando uma só peça, sem costuras – lançaram à sorte, para não ter que dividi-la entre eles.

Utilizando equipamentos os mais avançados, a ciência moderna foi analisar a relíquia.

O professor André Marion, pesquisador do Centre National de la Recherche Scientifique – CNRS (Paris) é especialista no processamento numérico de imagens, leciona na Universidade de Paris-Orsay e é autor de numerosas publicações científicas e técnicas.

Ele já fez descobertas surpreendentes a respeito do Santo Sudário de Turim, com base em métodos ótico-digitais.

Ele publicou suas conclusões sobre a túnica de Argenteuil no livro “Jesus e a ciência – A verdade sobre as relíquias de Cristo” (foto embaixo).

Para o trabalho, o Prof. Marion localizou nos arquivos da Diocese de Versailles chapas tiradas em 1934. Estavam bem conservadas.

Sobre elas aplicou as técnicas de digitalização de imagens, baseadas em scanners e computadores poderosos. É de se salientar a precisão do método, que chega a ser de 10 a 20 milésimos de milímetro.

Jesus et la scienceAssim ele pôde mapear as manchas de sangue, que não são facilmente perceptíveis num primeiro olhar.

Por fim, comparou o mapa obtido com as manchas de sangue – aliás, minuciosamente estudadas – do Santo Sudário de Turim.

Porém, desde logo surgia uma dificuldade. O Santo Sudário envolveu o Corpo de Nosso Senhor esticado e imóvel no Santo Sepulcro.

Porém, a Santa Túnica de Argenteuil fora portada por Ele vergado sob a Cruz, caminhando com passo cambaleante, desequilibrando-se e caindo na ruela pedregosa, imensamente enfraquecido por desapiedadas torturas.

Se ainda imaginarmos Nosso Senhor segurando com suas mãos a extremidade da Cruz na altura do ombro, é fácil supormos que a Túnica deve ter formado pregas.

Essas pregas raspavam nas chagas abertas nas divinas costas, enquanto a parte da frente da Túnica ficava solta por efeito da curvatura geral do corpo.

Todos esses fatores faziam com que o sangue se espalhasse no pano de um modo irregular.

O Prof. Marion solicitou então a ajuda de um voluntário com as proporções anatômicas do Santo Sudário.

Ele simulou os movimentos da Via Crucis, utilizando uma túnica do mesmo tamanho da de Argenteuil. Os movimentos foram repetidos várias vezes e em várias formas, tendo sido sistematicamente fotografados.

A seguir, com base nessas fotos e por métodos computacionais, o Prof. Marion criou um primeiro modelo virtual do corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo carregando a Cruz.

No monitor do computador esse modelo aparece como o desenho de um manequim.

Sobre ele aplicou então as imagens da Túnica de Argenteuil.

Dessa maneira reproduziu as pregas, que naturalmente se formam pelo ajuste ao corpo, e a difusão das manchas de sangue provocada pelos movimentos dolorosíssimos sob a Cruz.

Manchas de sangue nas costas, Santo Sudario de Turim.Manchas de sangue nas costas, tunica de ArgenteuilDa mesma maneira, aplicou a imagem da Santa Túnica a um segundo modelo virtual feito com base no Santo Sudário de Turim.

E eis a admirável surpresa!

Na primeira experiência, a distribuição das manchas sanguíneas na Túnica correspondeu perfeitamente aos ferimentos e às posturas próprias ao carregamento da Cruz.

Na segunda, as manchas ficaram posicionadas de modo a se superporem exatamente com as chagas do Santo Sudário.

Em ambas as experiências, na tela do computador aparecem as feridas – as mais sangrentas de todas – provocadas pelo madeiro, bem diferenciadas das horríveis dilacerações dos açoites da flagelação, indicando com precisão a posição da Cruz.

Até pormenores históricos que intrigavam os cientistas ficaram esclarecidos. Um deles é que os romanos – executores materiais da Crucifixão, sob a pressão do ódio judeu – não costumavam obrigar o condenado a carregar a Cruz inteira.

 Eles já deixavam o tronco principal encravado no local do suplício – no caso, o Calvário –, mas forçavam o sentenciado a levar a trave da Cruz, chamada patibulum.

Manchas de sangue, posicao do cingulo e cruzEm sentido contrário, os quatro Evangelhos não falam do patibulum, mas só da Cruz: “Et baiulans sibi crucem exivit in eum” (Jo 19, 17).

São Mateus, São Marcos e São Lucas mencionam o cruzeiro no episódio em que o Cireneu foi obrigado a ajudar Nosso Senhor Jesus Cristo a carregá-lo.

Ora, na análise computadorizada das fotografias da Túnica aparecem com toda clareza possível as chagas e tumefações provocadas por uma cruz, e não por um mero patibulum.

As manchas de sangue indicam que na Via Sacra os dois madeiros cruzaram-se na altura da omoplata esquerdo de Nosso Senhor.

Na iconografia tradicional, na Via Sacra Nosso Senhor aparece habitualmente com um cíngulo, ou cordão cingindo os rins.

Tal cordão não deixara nenhum vestígio conhecido. Mas, no ensaio digital, a presença do cordão, de que nos fala a tradição aparece perfeitamente identificada!

A conclusão do Prof. Marion é a seguinte:

Ostensao 1984
“O procedimento praticado foi, de longe, muito mais preciso que os que tiveram lugar no passado.

“Segundo nossos antepassados, era necessário acreditar que um só e mesmo supliciado tinha manchado com seu sangue a túnica [de Argenteuil] e o Sudário [de Turim].

“Estas repetidas afirmações requeriam um estudo aprofundado: desejamos então verificar, por nós mesmos, se tal comparação pode se justificar.

“Os resultados aparecem entretanto perfeitamente conclusivos.

“A correspondência das feridas é um argumento a favor da autenticidade das duas relíquias, que devem se referir bem ao mesmo supliciado.

“É muito difícil imaginar que falsários tenham tentado correlacionar de modo tão perfeito os dois objetos...”




A Santa Túnica de Argenteuil, momentos da veneração e da restauração (em francês):



A Santa Túnica de Argenteuil, pelo Pe. Josef Läufer (em francês):



segunda-feira, 1 de julho de 2019

O ossuário de Caifás, Sumo Sacerdote que condenou Jesus Cristo

Ossuário da família Caifás
Luis Dufaur
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Os arqueólogos Yuval Goren da Universidade de Tel Aviv e Boaz Zissu da Universidade Bar Ilan confirmaram, segundo noticiou a “Folha de S.Paulo”, a autenticidade de um ossuário pertencente à família do sacerdote que teria conduzido a tumultuada sessão do Sinédrio que considerou “blasfemo” Jesus Cristo.

No ossuário, os judeus guardavam os ossos dos antepassados depois da fase inicial de sepultamento.

Os especialistas concluíram que o ossuário e suas inscrições são autênticos e antigos, escreveu o “Jerusalem Post”. A peça faz parte de um conjunto de 12 usuários recuperados no mesmo local e pertencentes à família Caifás.

Dentro dessa urna foram encontrados ossos de seis pessoas ao que tudo indica da mesma família: dois bebês, uma criança entre 2 e 5 anos, um rapaz entre 13 e 18, uma mulher adulta e um homem de perto de 60 anos.

Na mesma peça lê-se a inscrição: “Miriam [Maria], filha de Yeshua [Jesus], filho de Caifás, sacerdote de Maazias de Beth Imri”. Num dos lados não decorados aparece o nome “José bar Caifás”, onde “bar” não necessariamente significa “filho de”.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Sais, microalgas e partículas no Santo Sudário retratam seu percurso histórico

O Prof. Pierluigi Baima Bollone anunciou o achado das micropartículas no Santo Sudário.
O Prof. Pierluigi Baima Bollone anunciou o achado das micropartículas no Santo Sudário.
Luis Dufaur
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O Dr. Pier Luigi Baima Bollone, professor de Medicina Forense na Universidade de Turim, citado em posts anteriores, anunciou os resultados de um novo estudo conduzido com a Dra. Grazia Mattutino, criminóloga do Instituto de Medicina Forense de Turim, responsável de importantes casos de perícias judiciais, segundo refere “Infovaticana”.

De fato, esse Instituto de Turim conserva alguns fios do Santo Sudário extraídos durante as investigações do projeto STURP (Shroud of Turin Research Project em inglês. Em português: Projeto de Pesquisa do Sudário de Turim), feito por cientistas da NASA e de grandes laboratórios em 1978, com equipamentos exclusivos.

Os resultados desse imenso trabalho ainda alimentam novos aprofundamentos e descobertas científicas.

Agora uma análise específica dessas amostras pelos citados especialistas detectou partículas de ouro, prata e chumbo na mortalha.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Exposta a escada que Jesus galgou
rumo ao juízo mais iníquo da História

A Escada Santa restaurada. Cruz dourada no lugar onde Nosso Senhor teria vertido uma gota de sangue
A Escada Santa restaurada.
Cruz dourada no lugar onde Nosso Senhor teria vertido uma gota de sangue
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Pontifício Santuário da “Escada Santa” em Roma, a escada que segundo antiga e consagrada tradição da Igreja, Jesus Cristo subiu derramando sangue para ser julgado pelo cônsul romano Pôncio Pilatos pôde ser vista e subida em contato direto pelos romeiros desde a Páscoa até a festa de Pentecostes.

A “Escada Santa” de Roma foi trazida do pretório [residência do comandante na Roma Antiga] do cônsul Pilatos em Jerusalém e têm 28 degraus de mármore.

É a primeira vez que acontece nos últimos três séculos.

A exceção se compreende bem olhando o estado dos degraus.

Tão grandes multidões de peregrinos penitentes subiram essa escada piedosamente – de joelhos a maioria – que o mármore ficou profundamente desgastado.

Esse ficou tão consumido pela passagem de milhares de fiéis que cada degrau se assemelha a uma calha e em certos pontos acabou furado.

Por causa do desgaste, os papas decidiram revestir a escada de madeira de nogueira, deixando exposta a parte que não se pisa e por onde se pode ver a pedra.

“Durante sessenta dias poderemos galgar com nossos joelhos e tocar diretamente o próprio mármore que Jesus em pessoa pisou no pretório onde foi julgado por Pôncio Pilatos”, explicou o Pe. Francesco Guerra, reitor do Santuário.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Como ao profeta Jonas: baleia engole mergulhador
e o devolve na costa

O profeta Jonas engolido pela baleia, vitral da capela do Wadham College, Oxford.
O profeta Jonas engolido pela baleia. Vitral da capela do Wadham College, Oxford.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Não rara vez ouve-se dizer que as Sagradas Escrituras constituem um amontoado de narrações míticas, por vezes até lecionadoras, mas que não devem ser mais atendidas do que outros conjuntos religiosos lendários ou poéticos, com os Vedas da Índia, ou o Corão de Maomé.

Uma dessas lendas – e das mais pitorescas – teria sido a do profeta Jonas (entre os séculos IX e VIII a.C., cfr Livro de Jonas no Antigo Testamento).

Esse profeta foi enviado por Deus para pregar penitência a Nínive, na Mesopotâmia (Iraque), cidade cujos habitantes se destacavam pela crueldade.

O profeta temia muito não ser ouvido e fracassar na missão. De início desobedeceu a Deus e não foi.

“1. A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas, filho de Amati, nestes termos:

“2. ‘Levanta-te, vai a Nínive, a grande cidade, e profere contra ela os teus oráculos, porque sua iniquidade chegou até a minha presença’.” (Jonas, 1)

segunda-feira, 6 de maio de 2019

As tremendas feridas provocadas pela lançada
segundo o Santo Sudário

Montagem artística da mostra "O homem do Sudário. Foto: Luis Guillermo Arroyave, Curitiba
Montagem artística da mostra "O homem do Sudário". Foto: Luis Guillermo Arroyave, Curitiba
Luis Dufaur
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Numa entrevista especial ao jornal italiano “La Stampa” de Turim, citado por “Infovaticana” e que citamos em post anterior (cfr. Santo Sudário: por que um braço é mais longo que o outro?), o Dr. Filippo Marchisio, chefe de Radiologia do hospital de Rivoli, e Pier Luigi Baima Bollone, professor de Medicina Forense na Universidade de Turim e diretor do Centro Internacional de Sindonologia, descreveram a investigação científica do acontecido no tremendo momento em que o centurião Longino perfurou o lado de Nosso Senhor já morto na Cruz.

Para isso utilizaram equipamentos radiológicos destinados ao trabalho profissional no hospital de Rivoli.

54. O centurião e seus homens que montavam guarda a Jesus, diante do estremecimento da terra e de tudo o que se passava, disseram entre si, possuídos de grande temor: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!”. (Mt 27,54)

39. O centurião que estava diante de Jesus, ao ver que ele tinha expirado assim, disse: “Este homem era realmente o Filho de Deus”. (Mc 15,39)

46. Jesus deu então um grande brado e disse: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. E, dizendo isso, expirou.

47. Vendo o centurião o que acontecia, deu glória a Deus e disse: “Na verdade, este homem era um justo”. (Lc 23,47)

Malgrado o acúmulo de provas e indícios, ainda há resistência no Vaticano a reconhecer oficialmente o Santo Sudário enquanto mortalha que verdadeiramente envolveu o Corpo do Redentor.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Santo Sudário: por que um braço é mais longo que o outro?

Braço direito é mais cumprido. Manchas nos antebraços são do sangue que correu dos pregos.
Manchas laterais são de partes queimadas no incêndio de 1532.
Trabalho digital sobre o 'negativo' do Sudário que por isso aparece invertido
Luis Dufaur
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Um dado evidenciado no Santo Sudário é a desigualdade notória na extensão de ambos os braços. A anomalia sempre intrigou os especialistas, sobre tudo considerando a maravilhosa harmonia do corpo de Nosso Senhor.

A diferença faz que não coincidam as mãos na posição mortuária. Naturalmente deveriam se cruzar e se superpor no mesmo ponto. A mão direita excede a esquerda em alguns centímetros.

Também a posição do braço direito é diversa. Ele se encontra mais separado do corpo como se a intenção fosse forçar a equidistância com a posição do braço esquerdo.

Em poucas palavras, o braço direito é mais longo que o esquerdo. A diferença entre os dois é de 6 centímetros, segundo o estudo que apresentamos neste post.

Como se explica?

O corpo de Nosso Senhor é extraordinariamente harmonioso e proporcionado. Porém nele se observam deformações provocadas pelos brutais golpes recebidos durante a Paixão, como o desvio de septo nasal.

terça-feira, 16 de abril de 2019

O rosto de Jesus Cristo impresso em Notre Dame

A Paixão de Cristo e a Paixão da Igreja em nossos dias
A Paixão de Cristo e a Paixão da Igreja em nossos dias
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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“Eu não posso me esquecer que uma das viagens que eu fiz a Paris, eu cheguei à noitinha. Jantei, e fui imediatamente ver a Catedral de Notre-Dame.

Era uma noite de verão, não extraordinariamente bonita, comum.

A Catedral estava iluminada, e o automóvel em que eu vinha passava da rive gauche para a ilha, e eu via a Catedral assim de lado, e numa focalização completamente fortuita.

Ela me pareceu desde logo, naquele ângulo tomado assim, se acaso existisse ‒ em algum sentido existe ‒ eu diria que é tomado ao acaso, eu olhei e achei tão belo que eu fiquei com vontade de dizer ao automóvel:

segunda-feira, 8 de abril de 2019

As reveladoras descobertas na relíquia de Nossa Senhora de Coromoto

O olho de Nossa Senhora de Coromoto mede dois micrômetros (unidade de medida de comprimento que corresponde à milionésima (1 milhão) parte do metro)
O olho de Nossa Senhora de Coromoto mede dois micrômetros
(unidade de medida de comprimento que corresponde à milionésima (1 milhão) parte do metro)
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Os segredos de Nossa Senhora de Coromoto


Pablo González, outro dos restauradores da relíquia de Nossa Senhora de Coromoto observou:

“Nossa Senhora de Coromoto e Nossa Senhora de Guadalupe são as únicas duas aparições da Virgem Santíssima onde a Santíssima Mãe deixa um testemunho físico, não obstante a diferença enorme de tamanho.

“Ela não é uma relíquia. A Virgem Santíssima é uma mariofania, é uma manifestação viva de Maria Santíssima. A Virgem está viva ali.

“Na restauração feita em 2009 se comprovou que o olho esquerdo, por exemplo tem orbita, tem iris, tem cristalino, é um olho humano perfeitamente.

“O tamanho real do olho equivale a uma picada de uma agulha em sua parte mais fininha. Esse é o tamanho do olho. (...)

“A imagem apresentava uma mancha aparentemente como de óxido marrom que lhe cobria parte da cara e impedia totalmente ver seu rosto.

“Aparte disso tinha fungos. Estava sumamente deteriorada.

“Lembrem que foi uma imagem que durante muitíssimos anos não teve proteção, não teve vidros.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Os segredos de Nossa Senhora de Coromoto

Proporções minúsculas da imagem de Nossa Senhora de Coromoto patenteiam aspectos tecnicamente inauditos.
Proporções minúsculas da imagem de Nossa Senhora de Coromoto patenteiam aspectos tecnicamente inauditos.
Luis Dufaur
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Já tivemos oportunidade de tratarmos sobre as dificuldades técnicas apresentadas pela restauração da imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela. Confira: Imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela: descobertas surpreendentes

E também da humanamente inexplicável rápida recuperação.

Um conjunto de vídeos, com entrevistas e/ou testemunhos dos restauradores eles próprios, nos fornece a grata oportunidade de voltarmos ao caso, pela voz dos atores de primeira linha.

O restaurador José Luis Mateus, presidente da Associação Maria Caminho a Jesus explicou por que decidiram iniciar a delicada restauração:

“Aqueles que trabalharíamos como restauradores entramos em contato pelo fim de 2008 e ficamos alarmados pela gravidade dos danos que encontramos nEla.

“Por isso, propusemos ao bispo de Guanare [diocese do santuário], Mons. Sotero Valero através do reitor do santuário Pe. Manuel Brito fazer realizar um processo de restauração nas proximidades do Santuário.

“Em janeiro do ano 2009 a Conferência Episcopal venezuelana autorizou levar adiante o processo de restauração”.

A continuação explica o problema com que se depararam:

segunda-feira, 11 de março de 2019

Simulacros de crucificação apontam:
o Sudário de Turim é autêntico

Assim foram feitos os exigentes testes
Assim foram feitos os exigentes testes
Luis Dufaur
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O desejo de estudar o Santo Sudário para afastar toda dúvida a seu respeito levou cientistas da Europa e dos EUA a uma ousada experiência.

Para provar que a sagrada relíquia é verdadeira e realmente o linho que envolveu Jesus crucificado no Santo Sepulcro, os pesquisadores recrutaram homens voluntários para se submeter às condições de uma crucificação.

Nessa posição foram irrigados com sangue para estudar o modo como essa escorre em posição tão violenta, informou a revista “Science Magazine”.


A experiência havia sido macaqueada por ativistas ateus e anticlericais com uma figura material e sangue impróprio. Esses ativistas anunciaram ter provado que o Santo Sudário é falso. O primarismo da montagem foi desvendado por cientistas experientes.

Mas, a grande mídia não deixa de insistir nesse truque fazendo ruído como um realejo gasto.

Veja mais a respeito em: Negam a autenticidade do Sudário porque recusam Cristo e Sua Ressurreição