terça-feira, 21 de abril de 2009

Os templários veneravam o Santo Sudário
e por isso foram difamados, diz historiadora do Arquivo Secreto Vaticano

Arquivo Secreto Vaticano

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Uma ciência que se ouve mencionar pouco é a Diplomática, ou “corpo de conceitos e métodos com o objetivo de provar a fidedignidade e a autenticidade dos documentos. Ao longo do tempo ela evoluiu para um sistema sofisticado de ideias sobre a natureza dos documentos, sua origem e composição, suas relações com as ações e pessoas a eles conectados e com o seu contexto organizacional, social e legal”.

Barbara Frale
Barbara Frale,
investigadora do
Arquivo Secreto Vaticano
Essa ciência apresentou resultados que darão para falar.

Em artigo estampado no quotidiano vaticano “L'Osservatore Romano” Barbara Frale, investigadora do Arquivo Secreto Vaticano, defende que os cavaleiros da Ordem do Templo, ou templários, foram os custódios do Santo Sudário no século XIII. E, mais ainda, que a veneravam com uma devoção toda particular.

Frale se apoia em documentos que a Santa Sé conserva nos seus arquivos, e que agora a especialista está publicando.

A versão segundo a qual os templários adoravam uma cabeça barbada não teria passado de uma difamação. Esta foi promovida pelo iníquo rei da França Felipe IV, o Belo, com o intuito de fechar a Ordem e confiscar seus bens.

O fechamento aconteceu em 1307 com a anuência do Papa Clemente V.

Execução impiedosa do último Mestre dos Templários
Execução impiedosa do último Mestre dos Templários
Após um polêmico e expeditivo processo, Jacques de Molay, Grão Mestre templário foi queimado vivo em Paris com mais 137 monges-guerreiros.

Eles protestaram inocência até o fim. Os bens da Ordem foram confiscados por reis e eclesiásticos.

A autora do artigo especializou-se na polêmica existência dos templários. O caso ainda hoje faz correr abundante tinta.

O artigo da Dra. Frale “Os templários e o Sudário – Os documentos demonstram que o tecido lençol foi custodiado e venerado pelos cavaleiros da Ordem no século XIII” é uma antecipação do seu livro que sairá a público no próximo verão europeu.

Frale já publicou “L'ultima battaglia dei Templari. Dal codice ombra d'obbedienza militare alla costruzione del processo per eresia” (Roma, Libreria Editrice Viella, 2001); “Il Papato e il processo ai Templari. L'inedita assoluzione di Chinon alla luce della diplomatica pontificia (Roma, Libreria Editrice Viella, 2003); “I Templari” (Bolonha, Il Mulino, 2007); “Notizie storiche sul processo ai Templari” (in “Processus contra Templarios”, Cidade do Vaticano, Archivio Segreto Vaticano, 2007).

Mesquita construída sobre o antigo quartel geral do Templários.
Esplanada do Templo, Jerusalém.
A Ordem nasceu em Jerusalém pouco depois da primeira Cruzada. Ela visava defender os cristãos na Terra santa.

Seu nome era “Pobres Irmãos-Soldados de Cristo e do Templo de Salomão” porque instalaram sua primeira sede nas ruínas do palácio do rei-profeta.

A Regra dos cavaleiros-monges foi aprovada pelo Concílio de Troyes em 1129. São Bernado de Claraval teceu um subido elogio do estilo de vida dos frades-soldados.

Rapidamente tornou-se a ordem mais poderosa e ilustre da Cristandade medieval.

Era uma coluna que defendia militarmente as fronteiras da Cristandade e sustentava o combate contra o Islã invasor.

No ano de 1287 o jovem nobre Arnaut Sabbatier ingressou no Templo. Na cerimônia, Arnaut foi conduzido a um local só acessível para os monges-soldados do Templo.

Quartel geral dos frades templários em Paris.
Quartel geral dos frades templários em Paris.
Ali foi-lhe mostrado um lençol de linho que tinha impressa a figura de Nosso Senhor. Ele a beijou ritualmente três vezes na altura dos pés.

O documento está no processo contra os templários. Mas segundo Barbara Frale, tratava-se do Santo Sudário de Turim.

O histórico, hoje muito estudado, da mais famosa relíquia da Cristandade abona a teoria.

Em 1978 o historiador de Oxford, Ian Wilson, reconstituiu o percurso do sagrado lençol, passando pelo saque da capela dos imperadores de Bizâncio durante a quarta cruzada em 1204.

Entre as calúnias promovidas pelo rei da França estava a de adorar um misterioso “ídolo”: uma cabeça com barba. Mas Wilson concluiu que deveria se tratar, em verdade, do Santo Sudário.

Para Wilson, os anos em que não se tem notícia do paradeiro do Santo Sudário correspondem ao período em que a relíquia foi custodiada no maior segredo pelos cavaleiros templários.

Os templários, acrescenta Barbara Frale, promoveram liturgias especiais da sagrada relíquia. Eles tocavam elementos de seu hábito no Santo Sudário para pedir proteção contra os inimigos no campo de batalha.

A forma de devoção praticada pelo jovem templário Arnaut Sabbatier é idêntica à que praticou São Carlos Borromeu em 1578 quando a venerou em Turim seguindo os costumes dos dignitários do Templo.

Santo Sudário, negativos de fotos, corpo inteiroA agencia ACIPrensa destaca que os templários custodiaram o Santo Sudário para que não caísse nas mãos dos hereges do Oriente (heresias diversas) e do Ocidente (cátaros) que negavam que Jesus Cristo fosse verdadeiro homem.

Os templários guardavam a santa relíquia numa urna especial que só permitia ver o rosto.

A relíquia “era o melhor antídoto contra todas as heresias” pois nela podem-se “ver, tocar e beijar” o próprio pano encharcado de sangue que envolveu Nosso Senhor Jesus Cristo na sua sepultura.

É a prova mais evidente de sua Humanidade Santíssima e da veracidade de sua Paixão e Morte.
O diário “The Times” de Londres , assim como o diário “The Telegraph” relembraram que a relíquia, “desapareceu” para só reaparecer após o fechamento dos templários em Lirey, França, no ano de 1353.

Ela formava parte do espólio do templário Geoffroy de Charney, queimado junto o Grão Mestres Jacques de Molay.

Desde então muitas imposturas tem circulado a respeito de falsas continuidades da Ordem do Templo, com ritos e iniciações esdrúxulas sem autenticidade.

O auge dessas inépcias novelescas deu-se com o malicioso livro “O Código da Vinci” desprovido de toda seriedade.

Pergaminho de Chinon
Pergaminho de Chinon
Em 2003 a Dra Frale descobriu o Pergaminho de Chinon . O documento prova o Papa Clemente V exonerou de culpas os templários. Porém, eles foram dispersos e seus bens apropriados indevidamente.

A relíquia foi adquirida pela dinastia de Sabóia no século XVI.

 No século XX foi objeto de exigentes análises científicas que produziram um impressionante volume de dados que abonam sua autenticidade.

Barbara Frale imposta seu livro de um ponto de vista histórico-arqueológico.

Ela não entra em questões teológicas. Mas, seu trabalho suscita questões da mais alta importância... para o século XXI!

A única continuidade genuína dos templários foi a Ordem de Cristo, fundada em 14 de Março de 1319, a pedido do rei Dom Diniz de Portugal, por bula do papa João XXII.

A nova ordem acolheu os últimos templários. As naus que descobriram o Brasil levavam a insígnia da Ordem de Cristo, estabelecendo uma ponte entre o País e os eventos que agora foram revelados.


7 comentários:

  1. O livro de Barbara Frale, o que tudo indica, será uma obra muito interessante, mas percebo um ar de revisionismo, não que não seja importante, mas pelo menos as últimas obras de autores revisionistas que me ative acabavam sem fundamentos e repletas de "achismos", e isso, quando se fala de pesquisa em história, é perigoso... pretendo ler mais sobre o tema ... no mais:
    um grande abraço !

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  2. no meu modo de pensar nao passa de uns bandos de burros e ignorantes, adorar um pedaço de pano que sabe lá um dia um esperto disse que era a cara d Jesus cristo impressa num lençol e os trouxas acreditaram

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    1. Anderson, compre um documentário da Discovery Channel a respeito do Santo Sudário e vai verificar que a coisa não é bem por aí...

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  3. Eu li recentemente um livro de dois pesquisadores maçons intitulado "Os Dois Messias" (disponível na internet em PDF) no qual eles dizem que a imagem que aparece no Sudário de Turim não é a do Cristo, mas do Grão-mestre Claude de Molay, torturado e queimado vivo. Os testes com o carbno 14 provaram que o sudário foi feito no século 12.

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  4. O teste de carbono já foi refutado já faz um tempo o lençol foi preservado com uma bactéria que danifica os resultados das análises do teste de carbono, e ele foi feito num remendo do sudário que era de algodão, e o Sudário é de linho fabricado no Egito antigo. E outra, que a própria imagem já é um milagre inexplicavel, não se sabe como ela se formou.

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  5. O Santo Sudário é muito interessate,tem pessoa que faz a critica pela crica não estuda afundo sobre o
    assunto, ninguem conseguiu fazer até hoje com todas as tecnologias uma cópia.
    Quem faz a critica deve colocar o seu nome e não dizer que e anônimo´.
    O Santo Sudário é um grande milagre.
    Abraço.
    Pedro Ruque Dias

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  6. Nao Claude De Molay e sim Jacques De Molay, que foi o último grão mestre da Ordem templária, contudo se a imagem é dele....

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