segunda-feira, 28 de junho de 2010

Os ossos de São Pedro estão no Vaticano? ‒ 1. A origem da dúvida

São Pedro, imagem em bronze paramentada, basílica Vaticana
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A grandeza e o esplendor do conjunto arquitetônico da Basílica de São Pedro estão intrinsecamente unidos à glorificação de São Pedro, Príncipe dos Apóstolos.

Ele foi o primeiro da longa série de Papas que, como Vigários de Nosso Senhor Jesus Cristo, têm conduzido e conduzirão a Igreja até o fim dos tempos.

A Basílica foi construída em função do túmulo de São Pedro. Representação material consoladora da promessa de Nosso Senhor: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16,18).

Porém, quando São Pedro radicou o seu trono em Roma, no ano 42, as aparências eram outras.

No século I, funcionava no local o circo de Calígula, um dos mais depravados Césares pagãos. Esse circo servia para corridas de quadrigas e os mais torpes espetáculos.

São Pedro viu aquele circo ser restaurado, engrandecido e enriquecido pelo imperador Nero, que iniciou as perseguições aos cristãos. O próprio São Pedro foi ali crucificado no ano 67.

O corpo do Apóstolo foi depositado num esquálido túmulo ao lado do circo; e os fiéis, nos interstícios das perseguições, o iam venerar.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Fotos tridimensionais aumentam certeza de que o Santo Sudário envolveu a Nosso Senhor

Santo Sudário, fotografia tridimensional
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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O Professor Avinoam Danin, catedrático emérito do Departamento de Evolução sistemática e ecologia da Universidade Hebraica de Jerusalém continuou suas investigações no Santo Sudário.

As imagens obtidas que apontavam uma corda no Sudário comprovaram que ela foi feita com fibras vegetais segundo um antigo método empregado durante milhares de anos em Jerusalém.

Julga-se que essa corda tinha sido a própria com a qual a Cruz foi amarrada sobre Nosso Senhor durante a Paixão.

Danin afirma que não está no mais mínimo interessado no significado religioso de suas descobertas. Ele fala como um cientista hebraico, unicamente apaixonado pela botânica.

Esta atitude do cientista, reafirmada por escrito ao então Núncio Apostólico em Jerusalém, reforça a isenção de animo da análise por ele efetivada.

“Se eu não fosse judeu, mas cristão, poucos teriam acreditado em mim”, escreveu ao representante vaticano.

Após anos de pesquisa, Danin está convencido que o santo lençol utilizado na sepultura de Nosso Senhor já existia pelo menos no século VIII. Desta maneira, apresenta mais um testemunho científico contra a falsa idéia de uma origem medieval.

Santo Sudário e Cristo Pantocrator (mosteiro de Santa Catarina, Sinai, século V)
O professor também sublinha “a grande semelhança do rosto do Homem do Sudário com o ícone do Pantocrator conservado no mosteiro de Santa Catarina no Sinai”, concordância que, segundo ele, revelaria que o Sudário já era bem conhecido por volta do ano 550.

Danin também participou na “era holográfica” da sindonologia (ciência do santo Sudário) iniciada em 2007.

Os hologramas são fotografias em três dimensões.

Nessa nova era das investigações destaca-se o papel do Dr. Petrus Soons, criador de hologramas tridimensionais do Sudário junto com seus colaboradores do Dutch Holographic Laboratory (Laboratório Holográfico Holandês), em Eindhoven.

Trabalhando nessas fotografias tridimensionais, Danin constatou a existência de “um tapete quase homogêneo” de mais de trezentas corolas de flores dispostas de modo ordenado em volta da sagrada cabeça do Homem do Sudário.

Santo Sudário, hologramas
Uma outra descoberta obtida com a colaboração do Dr. Soons, foi da presença de literalmente um elmo de espinhas, e não apenas de uma coroa circular, que foi empregada para torturar a Nosso Senhor.

Soons explicou que “quando criou hologramas em tamanho natural e os expos no Pontifício Ateneu Regina Apostolorum, em Roma, alguns pegaram uma escada para observar a parte superior da cabeça. Esta parte do corpo do Homem do Sudário jamais tinha sido vista por ninguém”. 

Então, Soons observou muitas pequenas feridas que tinham sangrado e que não eram visíveis pela frente.