domingo, 20 de novembro de 2011

Assim nasceu a canção "Noite Feliz"

Capelinha de São Nicolau, Oberndorf (Áustria), onde nasceu “Noite Feliz”
Capelinha de São Nicolau, Oberndorf (Áustria), onde nasceu “Noite Feliz”




Em 24 de dezembro de 1818, a canção “Stille Nacht” (“Noite Feliz”) foi ouvida pela primeira vez na aldeia de Oberndorf (Áustria). Foi na Missa de Galo na minúscula capelinha de São Nicolau.

Estavam presentes o pároco Pe José Mohr, o músico e compositor Franz Xaver Gruber com seu violão, e o pequeno coro da esquecida aldeia. No fim de cada estrofe, o coro repetia os dois últimos versos.

Naquela véspera de Natal nasceu a música que passou a ser como um hino oficial do Natal no mundo todo. Hoje se canta nas capelas dos Andes e no Tibete, ou nas grandes catedrais da Europa.

Há muitas histórias sobre a origem dessa canção. Entretanto, a verdadeira é simples e risonha como a canção ela própria.

O Pe. Joseph Mohr, jovem sacerdote, compôs a letra em 1816. Ele estava encarregado da igreja rural de Mariapfarr, Áustria. Seu avô morava perto e é fácil imaginar que ele criou o texto enquanto caminhava para visitar seu ancião parente.

Vitrais da capelinha de São Nicolau,  Oberndorf (Áustria) contam  a origem da famosa canção
Vitrais da capelinha de São Nicolau,
Oberndorf (Áustria) contam
a origem da famosa canção
Vitrais da capelinha de São Nicolau,  Oberndorf (Áustria) contam  a origem da famosa canção
Vitrais da capelinha de São Nicolau,
Oberndorf (Áustria) contam
a origem da famosa canção
Nenhum evento particular inspirou o Pe. José para escrever a poética canção do nascimento de Jesus.

Em 1817 ele foi transferido para Oberndorf.

Na véspera do Natal de 1818 o Pe. José visitou seu amigo, o professor de música Franz Gruber, que morava num apartamentinho acima da escolinha da vizinha aldeia de Arnsdorf.

Mostrou-lhe o poema e pediu-lhe uma melodia para a Missa de Galo daquela noite.

Quando aqueles dois homens acompanhados pelo coro cantavam por vez primeira em pé diante do altarzinho da capela de São Nicolau, o Stille Nacht! Heiligen Nacht! não faziam ideia da repercussão que o fato teria no mundo.

Karl Mauracher, mestre construtor e reparador de órgãos viajou várias vezes a Oberndorf para consertar o órgão.

Numa das viagens obteve a partitura e a levou para sua terra. Foi assim, também despretensiosamente, que começou a difusão.

De início, nem tinha nome e era chamada de “canção folclórica tirolesa”.

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Duas famílias que viajavam cantando canções populares do vale de Ziller incorporaram a peça a seu repertório e a entoaram em dezembro de 1832 em Leipzig num concerto de música folclórica. A partir de então a difusão progrediu como mancha de azeite.

Por fim, a família Rainer cantou o Stille Nacht na presença do imperador da Áustria Francisco I e do czar da Rússia Alexandre I. A canção natalina passou a ser a preferida do rei Frederico Guilherme IV da Prússia.

O Pe. José morreu pobremente na cidadinha de Wagrain, nos Alpes, como pároco. Ele doou todos os seus bens para a educação das crianças.

O inspetor escolar de São Johann, num relatório ao bispo, descreve o Pe. José como um amigo dos fiéis, sempre perto dos pobres e um pai protetor. Seu nome foi esquecido por todos até ser recuperado posteriormente.

A família de Franz Xaver Gruber conservou alguns dos humildes móveis do músico e o violão daquela noite abençoada, hoje peça histórica.

O túmulo de Franz é decorado com uma árvore de Natal todos os meses de dezembro.

A imagem dos dois co-autores está nos vitralzinhos da capelinha de São Nicolau.

Assim é a riqueza insondável da Igreja: faz nascer no coração dos humildes e despretensiosos frutos de graça, perfeição e beleza que os gênios naturalmente mais dotados do mundo jamais conseguem superar.

Essa é a causa sobrenatural do insondável mistério que faz da Civilização Cristã a obra prima por excelência sobre a face da Terra e o bem supremo dos homens logo abaixo, e só abaixo, da Igreja Católica, Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo, única Igreja verdadeira.

domingo, 13 de novembro de 2011

Manuscritos do Mar Morto que confirmam Jesus como o Messias aguardado, agora disponíveis online

Especialista digital mostra diferenças nas fotos de fragmentos do Manuscrito do Mar Morto

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Desde o 26 de setembro, já podem ser consultados os primeiros manuscritos do Mar Morto digitalizados, informou o jornal de Paris "Le Monde".

Por sua vez, a editora de Paris Editions du Cerf empreendeu há poucos anos a publicação da totalidade dos 900 manuscritos do Mar Morto, ou Qumran, transcritos para o francês.

O primeiro volume da “Biblioteca de Qumran” já apareceu, informou o diário suíço “Le Temps”.

Por sua parte, o Conselho de Antiguidades de Israel, custódio dos precisos documentos já tinha anunciado em agosto de 2008 o projeto de disponibilizar para download na internet as fotografias digitalizadas destes valiosíssimos Manuscritos.