sábado, 20 de outubro de 2012

Imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela: descobertas surpreendentes

Nossa Senhora de Coromoto, imagem antes da restauração
No transcurso do ano de 2009 foram feitos surpreendentes achados na imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela, por ocasião de trabalhos de restauração, segundo informou na época a agência Zenit.

As descobertas lembram as já feitas na imagem miraculosa de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, padroeira das Américas.

As informações foram dadas a público em roda de imprensa na sede da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), em 3 de setembro daquele ano.

A imagem de Nossa Senhora de Coromoto está ligada aos primórdios da evangelização do país.

Os fatos associados à sua origem falam também diretamente a cada país latino-americano.

A tradição religiosa

Pelo fim de 1651 e inícios de 1652, uma Bela Senhora apareceu ao cacique da tribo Coromoto e à sua mulher.

A Senhora envolta em luz disse na língua deles: “Ide à casa dos brancos, para que eles joguem água em vossas cabeças e assim possam ir para o Céu”.

A tribo obedeceu: abandonou a selva, recebeu a catequese, e um grande número de índios pediu o sacramento do Batismo se tornando católicos.

domingo, 14 de outubro de 2012

Adão recebeu de Deus conhecimentos que transmitiu oralmente
e que os egípcios gravaram na pedra. (fim)

Túmulo de Ramsés IV
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Continuação do post anterior: A revelação de Deus a Adão, os mistérios do Egito e das civilizações desaparecidas (IV)



Os sacerdotes-arquitetos das Pirâmides utilizavam como unidade de medida o côvado sagrado, diferente do côvado comum ou real.

Segundo o Pe. Moreux, é o mesmo côvado dos hebreus. E foram estes que o aportaram ao Egito.
“Não podemos fugir da conclusão, escreve o Pe Moreux, de que antes da ereção da Grande Pirâmide, existia sobre a Terra um povo que possuía esse côvado sagrado e que transmitiu essa medida aos construtores desse monumento único, e aos antecessores do povo de Israel. Então voltamos à mesma questão: de onde esse povo desconhecido tirou essa medida à qual as nações modernas serão um dia obrigadas a adotar porque é invariável?”

Há uma enorme semelhança entre a capacidade da Arca da Aliança e a urna da Grande Pirâmide, explica o sacerdote-cientista comparando as proporções das duas.

No coração da Grande Pirâmide:
só uma urna com significados matemáticos
Mas, uma assimilação entre ambas parece grotesca, inverossímil e fantasiosa.

Moisés, que conhecia a ciência dos sacerdotes egípcios, jamais penetrou — como, aliás, ninguém — em Quéops. Ela ficou inviolada até nossa época. A fechadura quebrava ao tentar abri-la.

Há mais: dita capacidade era a mesma do “mar de bronze”, bacia feita por Hirão para o Templo de Salomão.

Trata-se de uma proporção que se repete nos séculos sem que se possa perceber o mecanismo de transmissão.
“Como explicar esses dados metrológicos comuns a esses três grandes personagens: o arquiteto da Grande Pirâmide, Moisés e Salomão: dados que implicavam uma unidade de medida idêntica, igual à dez-milionésima parte do eixo polar da Terra, quer dizer, relações tão profundas e escondidas com os atributos do Globo que uma ciência antiga ainda que avançadíssima, deveria ser incapaz de descobrir?
Adão e Eva no Paraíso, catedral de Saint Edmundsbury, Inglaterra
Adão e Eva no Paraíso,
catedral de São Edmundsbury, Inglaterra
O Pe. Moreux aprofunda diversos episódios bíblicos. E conclui da famosa interpretação do sonho do Faraó sobre as vacas gordas e magras que José possuía uma ciência astronômica acabada.

Por sua parte, o ciclo enunciado pelo profeta Daniel corresponde perfeitamente a duração do ano: 365 dias, 5 horas, 48 minutos, 55 segundos.

Hoje em dia atribuí-se o mesmo valor com uma diferença de poucos segundos.
“Assim, a ciência de que fez prova o profeta hebreu é quase tão desconcertante quanto os feitos incríveis da Grande Pirâmide. De um lado, um estudo aprofundado dos movimentos celestes que até atualmente provoca nossa admiração e cujas conclusões só serão redescobertas muito tempo depois; de outro um monumento imorredouro que inaugura a era da arquitetura, não com um começo insignificante, destinado a crescer a través dos séculos em forma de progressos lentos e continuados, mas por um impulso inicial de ciência, majestade e excelência incomparáveis, atingindo de uma só vez um ideal que, tal vez, a humanidade jamais superará”.

As Escrituras são o depósito da Revelação primitiva

“Todos os povos não teriam primitivamente se alimentado de uma tradição comum, transmitida primeiramente de modo oral a traves de uma longa série de séculos, e depois afixada de modo irrevogável numa certa época com a ajuda da escritura em cada nação em particular?” 

Esta teoria explicaria as divergências e os pontos de contacto.

Criação de Adão, catedral de Saint Edmundsbury, Inglaterra
Criação de Adão,
catedral de São Edmundsbury, Inglaterra
As narrativas pagãs da Criação elucidam este aspecto, pois contêm notáveis semelhanças com o relato bíblico, mas o deformam misturando-o com deuses, lendas e superstições.

Sinal desta deformação é que só os hebreus usaram a semana de sete dias em que se divide a Criação, argumenta Moreux.
“A origem de nossa semana é bem de ordem religioso e não astronômico. Todos os outros povos dividiram seus meses em três partes de dez dias cada uma (...) Entretanto, a tradição popular, sempre lenta para ser destruída, não a tinha esquecido (...)
Para os Babilônios, por exemplo, os dias 7,14, 21, 28 de cada mês eram considerados nefastos;era preciso nesses dias se abster de certos atos bem definidos (...)."
O tesouro e a fonte dessa tradição primordial se encontra nas Escrituras.
“Como o autor dos Salmos, do Livro de Jô, e o próprio Moisés, puderam, cada um na sua época, perceber o passado de nosso globo? Como puderam eles saber o que nossa ciência nos ensina como a coisa mais certa? Admitir que eles tivessem adquirido esses conhecimentos por via científica não é defensável; eles não fizeram senão fixar uma tradição que se remontava às primeiras épocas de humanidade, e a prova é que nos encontramos as linhas mestras dessa mesma tradição em todas as cosmogonias dos povos orientais.”
“Sim, quando se lê sem preconceitos o primeiro capítulo do Gênesis, pode se constatar em seu autor uma ciência tão profunda que supera de cem côvados todas as noções dos sábios de sua época, uma ciência ainda mais inexplicável, humanamente, que a dos construtores da Grande Pirâmide e ao mesmo tempo, uma adivinhação incrível dos fatos os mais certos e autênticos revelados pela Ciência.”
O astrônomo Piazzi-Smith, que dedicou uma parte de sua vida às pirâmides, concluiu:
Criação, catedral de Saint Edmundsbury, Inglaterra
A Criação, catedral de São Edmundsbury, Inglaterra
“ou bem os construtores desse monumento único no mundo possuíam uma ciência tão avançada quanto a nossa, coisa que é extravagante e quase incrível, ou bem agindo como guardiões de uma tradição que se remontava às épocas primeiras, quiseram fixar na pedra, dados depositados pela Revelação no espírito do primeiro homem (...) assim se explicaria, pensava ele, como se transmitiram de época em época os secretos relativos a dados científicos brutos, por meio de castas privilegiadas.
Tal seria a origem, por meio dos sacerdotes egípcios, do que eu chamei de “ciência misteriosa dos Faraós”. Se tudo tivesse acontecido como imaginava Piazzi-Smith, não seria inverossímil acreditar que uma parte pelo menos desta ciência hierática transudou nas inscrições hieroglíficas dessas épocas remotas”, afirma o Pe. Moreux.

O Pe. Théophile Moreux em sua mesa de trabalho
O Pe. Théophile Moreux em sua mesa de trabalho
Por certo, as teses do Pe. Moreux causaram polêmica. E ainda causarão.

Nessa polêmica tal vez haja dados ou considerações a corrigir, retirar ou acrescentar. Não será de espantar, é próprio da ciência.

A crescente precisão das teorias e dos instrumentos científicos vieram a trazer números mais exatos, sem entretanto invalidar os utilizados pelo sacerdote. Antes bem, pela sua proximidade falam bem da seriedade do trabalho do Pe. Moreux.

Mas, não se pode negar que suas posições teológico-histórico-científicas levantam problemas muito importantes.

E levantar indagações e até polêmicas que induzem a novos e sérios estudos e aprofundamentos já é um mérito inconteste nos âmbitos científicos.

(Fonte: Pe. Théophile Moreux, ”La Science Mystérieuse des Pharaons”, Librairie Octave Doin, Gaston Doin éditeur, Paris, 1925, 238pp.)


domingo, 7 de outubro de 2012

A revelação de Deus a Adão,
os mistérios do Egito e das civilizações desaparecidas (IV)

Busto do faraó Amenhotep IV (do Museu Egípcio, Cairo, exposto em Viena)
Busto do faraó Akhenaton (chamado Amenhotep IV ou Amenófis).
Do Museu Egípcio, Cairo, exposto em Viena.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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Continuação do post anterior: Quem revelou os conhecimentos científicos contidos na pirâmide de Quéops? (III)




A óptica dos antigos

As investigações do Pe Moreux nas pirâmides deram resultados inesperados. O método empregado era rigoroso e os resultados sólidos.

Porém, o sacerdote astrônomo, como cientista que põe em sã dúvida os seus próprios achados, perguntava-se se não haveria uma outra explicação possível.

Ele avançou os resultados de seus estudos a colegas especializados em outras faixas do saber. Uma dúvida o assaltava especialmente.

Se os sacerdotes que construíram Quéops, ou Grande Pirâmide, e se tinham um conhecimento tão avançado da esfera celeste, eles em qualquer caso, precisariam de instrumentos de observação para aplicar corretamente o seu saber na hora de erguer o monumento.

Mas, o Pe Moreux não vira indícios da existência desse instrumental. Problema análogo, e tal vez mais cruciante, põe-se a respeito da astronomia dos caldeus, altamente desenvolvida: e os instrumentos de observação?

Por certo, não pode se duvidar que os antigos conhecessem o vidro e a óptica. No seu tratado da Óptica, Ptolomeu inseriu uma Tábua de Refrações cujos números divergem pouco das tábuas modernas.

Estátuas da Caldéia, British Museum
Estátuas da Caldéia, British Museum, Londres
No Cabinet des Médailles, em Paris, existe um selo que contém 15 figuras gravadas numa superfície circular de 7 milímetros, não sendo visíveis a olho nu.

Cícero fala de uma Ilíada de Homero escrita num pergaminho leve que cabia numa casca de noz. Plinio, o historiador, menciona uma escultura em marfim representando uma quadriga “que uma mosca encobria com suas asas”.

As lupas de Cartago e Nínive

A conclusão dos cientistas é que ao menos na Grécia e Roma, conhecia-se a propriedade amplificadora das lupas e a técnicas para fabricá-las.

Em 1905, o Pe. Moreux foi designado pelo governo francês para estudar um eclipse total de Sol, visível desde Sfax, Tunísia. Ele aproveitou a ocasião para visitar um museu mantido pelos Padres Brancos e dirigido pelo Pe. Delattre.

Pirâmides na cidade real de Meroe, Sudão
Pirâmides na cidade real de Meroe, Sudão
Diante de camafeus minúsculos da antiga Cartago, o Pe. Moreux perguntou a queima-roupa se não havia lupas no acervo do museu.

O Pe. Delattre lhe apresentou várias, que atendiam às diversas exigências.

O Pe. Moreux comunicou o achado a cientistas amigos e tomou uma surpresa.

Já em 1852, Sir David Brewster, célebre físico inglês, tinha apresentado em Bedford, Inglaterra, uma lente descoberta em Nínive. Fabricada, portanto, em tempos bíblicos.

As lentes achadas em Cartago e Nínive mostram um grau de tecnologia superior às usadas por Galileu Galilei ou por seu predecessor nas observações astronômicas, John Lippersey.

Arquimedes utilizou no sitio de Siracusa espelhos côncavos que incendiavam os navios do inimigo Marcellus, concentrando a luz solar. Ptolomeu montou no século III a.C. um instrumento que permitia ver navios a grande distância.

Grafito num muro do observatório de Meroe
Grafito num muro do observatório de Meroe
Os grafites do observatório de Meroe

O professor John Garstang, de Liverpool, fez escavações na antiga cidade real de Meroe.

Lá tirou à luz os fundamentos de um monumento que atentamente analisado revelou ser um observatório astronômico.

Numa coluna estão inscritas as direções do Sol num período determinado do ano na latitude de Meroe.

Nos muros há “grafites” que contem equações numéricas descrevendo fenômenos astronômicos acontecidos 200 anos antes da era cristã.

Numa das muralhas encontra-se um desenho feito às pressas que representa a silhueta de dois personagens. Um deles parece ocupado em analisar a posição dos astros usando um instrumento que lembra fortemente nossos observatórios e seu instrumental azimutal.

Os instrumentos então existiram.


Na Antiguidade encontra-se sempre homens inteligentes e religiosos

O Pe. Moreux registra uma contradição e tira uma conclusão relevante.

A contradição consiste em que por um lado, se fazem todos os esforços para provar que o homem descende de um animal por via de evolução. Mas, de outro lado:
“por mais longe que nós nos remontemos no passado, o homem nos aparece sempre com o mesmo grau de inteligência e religiosidade. (...) que homens entregues a si próprios, obrigados a lutar por sua sobrevivência material contra uma natureza hostil, tenham podido formar esses aldeiamentos cujos restos nos vemos em volta das cavernas pré-históricas; que eles nos tenham deixado sinais de uma indústria e de uma ciência rudimentares, isso não prova absolutamente nada pro ou contra sua inteligência.”.
Pintura rupestre, Montes Akakus, Libia
Pintura rupestre, Montes Akakus, Líbia
As pinturas das cavernas mostram que entre seus frequentadores havia artistas que competem com os modernos.

Há desenhos que reproduzem com realismo e vivacidade impressionante a vida cotidiana.

Tratou-se de artistas de notável talento. eram homens de altas qualidades, embora tal vez materialmente muito decaídos.

“Então, de duas coisas uma: ou bem os homens ascenderam do estado selvagem até a civilização, ou bem nós estamos diante de linhagens degradadas”, conclui o sacerdote cientista.

“Todas as religiões ligadas ao Cristianismo, inclusive a religião judaica, ensinaram que o homem foi criado por Deus num estado de perfeição, portanto de avançada civilização (...) aparece como sendo mais natural considerar os homens da idade de pedra como autênticos decadentes do que acreditar que eles estejam ainda num estado selvagem primitivo”.
Estátua do faraó Ramsés II, Cairo
Estátua do faraó Ramsés II, Cairo
Falam nesse sentido também os trabalhos antropológicos na Polinesia (poderíamos nós no século XXI acrescentar os índios amazônicos).

Os partidários da evolucão pretendem que as tribos da Nova-Guiné (ou da Amazônia) vivem num estado primordial.

Mas, observa o Pe. Moreux, se hoje há homens que vivem como na pré-história, logo “a Idade de Pedra é de todas as épocas” e não uma fase da “evolução”.

“A Idade da Pedra” não se identifica com um período determinado do tempo, mas com um estado cultural, que normalmente se define com o termo “decadência”.

Decaídos de onde? Do quê?


Continua no próximo post: Adão recebeu de Deus conhecimentos que transmitiu oralmente e que os egípcios gravaram na pedra. (fim)