domingo, 18 de novembro de 2012

As atuais oliveiras são as do tempo em que Jesus agonizou no Getsemani?

Agonia de Jesus no Monte das Oliveiras, ou jardim do Getsemani

Alguns amigos que estiveram em peregrinação pela Terra Santa voltaram trazendo inesquecíveis lembranças dos locais divinamente abençoados por Nosso Senhor Jesus Cristo na divina odisseia da Redenção.

Eles visitaram múltiplos locais sagrados de um valor espiritual que lhes marcou profundamente a alma.

E como que apalparam a presença sobrenatural e a dimensão histórica conferidas a esses lugares pela passagem do Redentor, de sua Mãe Santíssima e dos Apóstolos com a Igreja Católica nascente.

Ficaram eles também impressionados com a antiguidade das oliveiras existentes no Jardim sagrado onde Nosso Senhor agonizou, foi traído por Judas e preso pelos romanos para iniciar sua longa e dolorosa Paixão.

Meus amigos contrataram guias para melhor aproveitar o tempo da peregrinação.

E como esses guias muitas vezes não são sequer cristãos e preocupam-se mais com o dinheiro, os peregrinos tomavam com alguma cautela certas coisas que eles diziam.

No Monte das Oliveiras, um desses guias lhes apontou uns pés de oliveiras que datariam, segundo ele, do tempo em que Jesus Cristo foi entregue à Morte no Getsemani.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Flores no Santo Sudário só poderiam ter sido colhidas em Jerusalém na época da Crucifixão

Rosto de Cristo morto na Cruz, segundo o prof. Juan Manuel Miñarro
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Nos anos 2005-2007, Bernardo Galmarini, especialista na conversão de imagens de 2D para 3D, trabalhava para transformar as imagens do Santo Sudário de duas dimensões numa outra de três dimensões.

Tratava-se de criar o tipo de foto conhecido como holografia, ou tridimensional, ou 3D, em que o objeto pode ser visto de todos os ângulos.

Veja vídeo
Veja o Santo Sudário
em três dimensões.
Algo que mudou 

a vida de muitos.

Apesar de ser anatomicamente correta, a imagem do Homem do Sudário apresentava áreas que não tinham correspondente na escala de tonalidades cinzas, necessária para reconhecer a profundidade de objeto.

Na tela do computador essas áreas apareciam como “buracos”, por não conterem a informação sobre a distância entre o corpo e a tela.

Essa informação está presente no resto da imagem.

Pelos estudos de Adler, os especialistas sabiam que sob as manchas de sangue não há imagem do corpo na tela, e que as fibras originais do santo tecido são brancas e não estão desbotadas.

Alan D. Adler, professor de Western Connecticut State University, foi um dos pioneiros dos modernos estudos no Santo Sudário, e demonstrou que as manchas de sangue são feitas de sangue verdadeiro, e não de pigmentos.

Alan Whanger e Mary
Alan Whanger e Mary
O que houve então entre o corpo e a tela capaz de produzir o que no computador aparecia como “buracos”?

Nessa hora veio em auxílio dos investigadores o livro de dois dos mais reputados cientistas precursores no estudo do Santo Sudário – Alan Whanger e sua esposa Mary –, intitulado The Shroud of Turin – An Adventure of Discovery (O Santo Sudário, uma aventura de descoberta – Providence House Publishers, 1998).

Num capítulo dedicado a imagens de flores, Alan apresenta duas fotografias com flores, no rosto, em volta dos braços e das mãos.

O Dr. Avinoam Danin, professor de Botânica da Universidade Hebraica de Jerusalém, comparou as fotos do casal Whanger com as dos intrigantes “buracos”.

Depois Danin foi a Raleigh, na Carolina do Norte, onde se encontrou com Tom D’Muhala, encarregado da coleção de fotografias feitas em 1978 durante as investigações do mundialmente famoso Shroud of Turin Research Project – STURP.

Por sua vez, Tom D’Muhala combinou com o fotógrafo principal daquela equipe, Vernon Miller, que eles digitalizariam as fotos de modo a permitir uma análise botânica mais exigente.

Os resultados confirmaram as suspeitas e acrescentaram imagens adicionais das flores.

Os vestígios das flores eram os causadores daquilo que o computador interpretava como “buracos”, que se interpunham entre o corpo e o lenço mortuário.

Em seu livro Botany of the Shroud”, The Story of Floral Images on the Shroud of Turin, (Jerusalém, 2009), o Prof. Danin apresenta as conclusões botânicas que tirou em 2007-2008.

Profundamente impressionado com as imagens holográficas (3D), o professor israelense entrou em contato com o Dr. Peter Soons, criador dos hologramas, e seus colaboradores do Dutch Holographic Laboratory de Eindhoven, Holanda.

Desenho de flores sobre os 'buracos' de informação do Santo Sudário
Desenho de flores sobre os 'buracos' de informação do Santo Sudário
Flores (Anthemis Bornmuelleri) colocadas  sobre os 'buracos' de informação no Santo Sudário
Flores (Anthemis Bornmuelleri) colocadas
sobre os 'buracos' de informação no Santo Sudário
A Anthemis Bornmuelleri como cresce em Israel, foto de 2009
A Anthemis Bornmuelleri como cresce em Israel
Os estudos feitos paralelamente e sem contato entre os autores apontaram que as flores existiram realmente, não tendo sido subproduto dos equipamentos técnicos utilizados.

Analisando as digitalizações feitas na Holanda, o botânico israelense concluiu que no lado direito do Homem do Sudário, entre o cabelo e o rosto propriamente dito, foi disposto um “tapete quase contínuo de flores, como também na fronte do Homem do Sudário”.

Pelas suas formas, as flores se pareciam muito com os botões abertos da Matricaria recutita ou Anthemis bornmuelleri.

Para conferir, o Dr. Danin depositou flores muito frescas nos “buracos” perceptíveis nas imagens. E a coincidência foi admirável.

Na hora de colocar as flores frescas de Anthemis bornmuelleri no lado esquerdo do corpo, ele teve que cortar seus pedúnculos. Isso indica que as flores não foram dispostas a esmo, mas num arranjo ordenado.

Foram utilizadas para isso mais de 300 flores.

O Prof. Danin também estudou de modo especial três plantas que deixaram vestígios no Sudário:
1) a Zigofillum dumosum, planta desértica que se encontra principalmente em Israel, no Sinai e na Jordânia;

2) o Sistus creticus;

3) e o Gundel turneforti.

E concluiu que “a área onde crescem essas três plantas indica que elas só podem ter sido colhidas e colocadas no Sudário, junto ao corpo do Homem crucificado, num único lugar do mundo, que é a área entre Jerusalém e o Hebron”.

Ele ainda acrescentou que as várias dúzias de plantas identificadas no Sudário só florescem entre março e abril, coincidindo com a época da Crucifixão (7 de abril).

O estudo também explica tratar-se de flores especificamente usadas na preparação do corpo dos mortos.


Outros dados sobre a Coroa de Espinhos          

O Dr. Peter Soons falou na presença do botânico israelense de um “casco de espinhos”, e não de “coroa de espinhos”.

O Dr. Peter explicou que na hora de fazer os hologramas de tamanho natural (200 x 100 cm), os cientistas visualizaram a parte superior da cabeça. Essa parte não é visível em condições normais e nunca havia sido estudada.

Nesse momento perceberam a existência de muitas feridas pequenas que tinham sangrado na Crucifixão.

Coroa de espinhos teve forma de casco
Por isso concluíram que a “Coroa de Espinhos” se tenha assemelhado mais a um “Casco de espinhos” – ideia que já havia sido postulada por Fleury em 1870.

A descoberta nada muda com respeito à fé, pois uma coroa pode muito bem ser fechada encima, mas aperfeiçoa a ideia que se tem correntemente dela.

Espinhos duríssimos, extraídos de duas árvores, foram identificados na cabeça do Homem do Sudário.

Também de sinais de uma cana, colocada ao lado de seu corpo junto com umas cordas, todos símbolos relacionados com a Paixão.

Video: o Santo Sudário em 3D. O Dr. Peter Soons explica como fez e como mudou sua vida