segunda-feira, 17 de abril de 2017

Ressurreição: o reinício de todas as esperanças

Ressurreição, basílica de São Pedro e São Paulo, Malta
Ressurreição, basílica de São Pedro e São Paulo, Malta
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Correu-se a laje. Pareceu tudo acabado.

Mais foi o momento em que tudo recomeçou. O reagrupamento dos Apóstolos. O renascer das dedicações, das esperanças.

Na dor, nas trevas, na incompreensão, a grande Páscoa se aproximava.

O ódio dos inimigos rondava em torno do Santo Sepulcro e de Maria Santíssima e dos Apóstolos.

Mas Eles não temiam. Porque em pouco raiaria a manhã da Ressurreição.

Possa também eu, Senhor Jesus, não temer. Não temer quando tudo parecer perdido irremediavelmente.

Não temer quando todas as forças da Terra parecerem postas em mãos de vossos inimigos.

Não temer porque estou aos pés de Nossa Senhora, junto da qual se reagruparão sempre, e sempre mais uma vez, para novas vitórias, os verdadeiros seguidores da vossa Igreja.

(Autor: Plínio Corrêa de Oliveira, Via Sacra, Catolicismo, março 1951, com ligeiras adaptações. Foto: Ressurreição, basílica de São Pedro e São Paulo, Malta)


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domingo, 16 de abril de 2017

Domingo de Ressurreição: O triunfo de Jesus

Nosso Senhor na Ressurreição, Granada, Espanha.
Nosso Senhor na Ressurreição, Granada, Espanha.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Pelo fato do sagrado cadáver dEle ter tocado naquilo, o Santo Sepulcro ficou respeitável e participa da respeitabilidade dEle.

O Sepulcro está vazio, mas Ele tinha estado lá dentro. E, portanto, ficou respeitável e venerável a um grau inimaginável.

Bonito imaginar na noite da ressurreição de Nosso Senhor, o cadáver dEle que de repente começa a se mexer.

Já antes o Santo Sepulcro estava cheio de anjos e cheio de luz.

Nesta luz, Ele começa a se mexer. Não é um brusco levantar-se. E depois se levanta.

Pensar que aquele cadáver lívido vai retomando cores!

O inimaginável se dá, Aquele que não podia morrer ressuscita!... é uma coisa fantástica!



Vídeo: Procissão da Ressurreição, retorno à igreja, Sevilha, Espanha



(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excerto de coletânea de comentários)


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Santo Sepulcro: um “túmulo vivo”:
um vazio cheio da presença de Cristo

O Santo Sepulcro  um “túmulo vivo”, um vazio cheio da presença de Cristo
O Santo Sepulcro  um “túmulo vivo”, um vazio cheio da presença de Cristo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Um inesperado desarranjo em máquinas de alta tecnologia surpreendeu os cientistas que trabalhavam na restauração da Edícula.

Essa é uma capelinha construída no século XIX sobre o Santo Sepulcro na grande igreja que resguarda o local da Crucificação e da Ressurreição de Jesus Cristo em Jerusalém, informou a EWTN.

Uma equipe de cientistas internacionais muito qualificados foi autorizada a chegar até a própria pedra sobre a qual repousou o corpo sagrado do Redentor. E informaram que durante os trabalhos aconteceram fenômenos estranhos.

Bem analisados, eles vêm em apoio não só da autenticidade do Santo Sepulcro, mas também do Santo Sudário guardado em Turim, o qual continua sendo objeto de intensos trabalhos de estudo por um vasto leque de ciências.

O fato aconteceu na basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém, nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2016. Além dos cientistas, ele foi testemunhado pelas autoridades religiosas que vigiavam o andamento da remoção da placa de mármore que cobre o túmulo de Cristo.

Marie-Armelle Beaulieu, chefe de redação da revista “Terre Sainte Magazine”, uma das poucas jornalistas autorizadas a entrar no túmulo sagrado, informou que alguns instrumentos de medição usados pelos especialistas ficaram perturbados por efeitos eletromagnéticos quando eram posicionados na pedra sobre a qual repousou Jesus morto.

Os instrumentos passaram a funcionar mal ou simplesmente pararam.

O fenômeno foi comunicado pela professora Antonia Moropoulou, chefe da equipe de arqueólogos responsável dos trabalhos.

As perturbações eletromagnéticas que sofreram os equipamentos convergem com os dados conhecidos sobre o Santo Sudário de Turim
As perturbações eletromagnéticas que sofreram os equipamentos
convergem com dados recolhidos no Santo Sudário de Turim.
Ela possui grande experiência em restauração de tesouros arqueológicos, tendo trabalhado na restauração do Parthenon de Atenas, do templo de Luxor no Egito, e em outros locais históricos que falam de sua competência.

“Lamentamos – disse ela aos responsáveis religiosos –, mas nossos aparelhos foram atingidos. Eles não funcionam. Eu não posso vos dizer mais” (a partir do minuto 19 do vídeo embaixo).

Os aparelhos acabaram sendo consertados, mas até hoje a falha permanece inexplicável.

“Há por vezes fatos que não se podem explicar. Mas aqui estamos num túmulo vivo, o túmulo de Cristo. Todo o mundo pode compreender que há fenômenos naturais que podem perturbar os campos eletromagnéticos.

“Mas é preciso simplesmente admitir que a força em que nós cremos e na qual pensamos também faz parte”, acrescentou a professora, que é cristão-cismática, mas que deixou de lado sua crença para não interferir em seu labor científico, em declarações registradas por FranceTV.info.

Ela explicou ainda que foram descobertas infiltrações na pedra, e outros fatores de fraqueza na base de calcário da basílica, que postulam mais trabalhos.

Se as escavações prosseguirem no futuro, poder-se-ia encontrar a entrada original do Santo Sepulcro.

A professora afastou qualquer ideia de algum exagero de fundo religioso em algum dos profissionais engajados no trabalho.

Segundo ela, é verdadeiramente difícil imaginar que um cientista deste gabarito pudesse pôr em perigo sua reputação para ter repercussão na imprensa.

Os arqueólogos também ficaram surpresos pela proximidade do Santo Sepulcro em relação à lápide superior que o cobria. Os aparelhos tinham indicado uma profundidade muito maior.

Eles concluíram que os instrumentos falharam por causa de perturbações eletromagnéticas.

O registro de uma inusual perturbação eletromagnética no Santo Sepulcro reforçou a hipótese científica de que no momento da Ressurreição o Corpo de Cristo teria emitido uma irradiação de uma intensidade que os maiores equipamentos modernos não são capazes de imitar.

Porém, um relâmpago luminoso acontecido no momento do milagre, de uma potência estimada teoricamente em 34 trilhões de watts, teria possivelmente causado a impressão da imagem do corpo de Cristo no Santo Sudário de Turim.

Numa comparação primária, isso equivale a toda a energia gerada por Itaipu durante 20 minutos no auge de sua atividade, mas disparada num flash de um instante.

O inusual fenômeno no local do túmulo de Cristo 2.000 anos após a Ressurreição poderia ter sido um eco daquela formidável emanação.

Meditação: o perfume da presença de Cristo no Santo Sepulcro


A primeira ideia do Santo Sepulcro de Nosso Senhor que se apresenta espontaneamente para a criança – e eu me lembro que foi comigo – é a de Nosso Senhor, a suma perfeição, a suma bondade, a suma santidade, deitado no túmulo.

Foi cometida uma injustiça tremenda, uma maldade horrorosa contra Ele.

Mas, de outro lado, o Sepulcro ficou como que perfumado pela presença do corpo dEle todo sacrossanto.

E, portanto, o Sepulcro no qual o corpo dEle uma vez estivera presente ficou embalsamado de respeitabilidades e de sacralidades, por um processo misterioso de contágio do sagrado.

Pelo fato do sagrado cadáver dEle ter tocado naquilo, o Santo Sepulcro ficou respeitável e participa da respeitabilidade dEle.

O Sepulcro está vazio, mas Ele tinha estado lá dentro. E, portanto, ficou respeitável e venerável a um grau inimaginável.

Bonito imaginar na noite da ressurreição de Nosso Senhor, o cadáver dEle que de repente começa a se mexer.

Já antes o Santo Sepulcro estava cheio de anjos e cheio de luz.

Nesta luz, Ele começa a se mexer. Não é um brusco levantar-se. E depois se levanta.

Pensar que aquele cadáver lívido vai retomando cores!

O inimaginável se dá, Aquele que não podia morrer ressuscita!... é uma coisa fantástica!

No Santo Sepulcro coexistem a majestade com a grandeza de Nosso Senhor.

E para ter bem uma ideia disso bastaria tomar a face do Santo Sudário e imaginar Nosso Senhor no Santo Sepulcro com aquela face, expressando suas maiores doçuras.

Ele se mostraria de uma ternura inimaginável proporcionada à infinita majestade do Santo Sudário!

A consideração disto faz do católico um herói e um batalhador pela Igreja e pela Cristandade.

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excerto de coletânea de comentários)

O debate científico está aberto e provavelmente ainda ouviremos novas e/ou melhores hipóteses.

Porém, o fato está aí, como também a pequenez dos homens, para glória de Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitado, Criador do Céu e da Terra e nosso Santo Redentor.

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A Francetv.info preparou um programa especial sobre os trabalhos concluídos no Santo Sepulcro, intitulado “Nas pegadas de Jesus”. VER EMBAIXO

Entrevistou longamente Marie-Armelle Beaulieu, um dos poucos jornalistas que puderam ingressar no túmulo de Jesus no momento em que foi aberto.

Havia duzentos anos que ninguém tinha chegado tão perto dessa lápide sagrada.

Marie-Armelle edita o jornal da Custódia da Terra Santa “Terre Sainte Magazine”, conhece Jerusalém e a basílica do Santo Sepulcro na palma da mão.

Não faltavam – e não faltarão – aqueles que semeavam dúvidas sobre se o Corpo de Cristo havia sido verdadeiramente enterrado lá.

Milhões de peregrinos vão oscular piedosamente todos os anos os principais locais da Paixão de Cristo e de sua gloriosa Ressurreição, conservados na basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém.

Esses incontáveis milhões de fieis testemunham a impregnação sobrenatural do local.

Para eles, como para todos os que têm Fé, esse é o critério determinante para uma adesão firme e lúcida da vontade.

Porém, após 2.000 anos de guerras e destruições, faltavam documentos que confirmassem “pão-pão, queijo-queijo”, que aquele era o local.

Os trabalhos começaram devido ao deplorável estado da capelinha conhecida como Edícula, construída no início do século XIX sobre o Santo Sepulcro.

A restauração exigiu reforço dos fundamentos, sendo para isso necessário aprofundar-se nas camadas inferiores da pedra do local.

O Santo Sepulcro restaurado já reaberto aos fiéis
O Santo Sepulcro restaurado já reaberto aos fiéis
O trabalho implicava escavar até o próprio Santo Sepulcro.

E assim foi feito. Os cientistas tiveram 60 horas para perscrutá-lo, com todos os equipamentos que levaram. Cumprido o prazo, o túmulo foi reposto como estava com as devidas restaurações.

Tudo ficou registrado com múltiplos equipamentos devidamente consertados, e esses dados alimentarão estudos e teorias nos próximos anos.

Marie-Armelle Beaulieu entrou no Santo Sepulcro quando os operários tinham ido deitar. A força estava desligada e ela iluminou o pequeno local com seu smartphone.

Mas antes quis certificar-se de que tudo estava perfeitamente vazio. Não havia qualquer indicação material que dissesse que aquele era o túmulo de Jesus. Se tivesse havido alguma urna, vaso ou osso, isso teria deposto contra a Ressurreição.

Tendo Cristo ressuscitado, nada ficou de seu Sacrossanto Corpo, com exceção dos tecidos mortuários recolhidos pelos discípulos, impregnados com seu Sangue e hoje venerados como o Santo Sudário de Turim.

Espiritualmente, Marie-Armelle levou um choque tremendo:

“Foi algo muito forte. Entrei e vi que não havia nada para ver. E nisso estava o extraordinário. Pedem-me que fale sobre o nada, porque não há nada para ver. E, entretanto, ali estava a presença de Jesus!”, concluiu.


Vídeo: Mistérios nas pegadas de Jesus no Santo Sepulcro (em francês)





O que foram achando os cientistas