domingo, 30 de setembro de 2012

Quem revelou os conhecimentos científicos
contidos na pirâmide de Quéops? (III)

Padre Théophile Moreux no observatório
O Pe. Théophile Moreux, também foi astrônomo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Continuação do post anterior: As revelações de Quéops, a Grande Pirâmide



As pirâmides do Egito são o testemunho registrado em pedra de que na origem da história, como ensina a teologia católica, Deus comunicou ao primeiro homem ‒ Adão ‒ conhecimentos naturais de alto nível necessários para fundar a civilização.

É a tese defendida pelo Pe. Théophile Moreux, sacerdote famoso pela sua ciência astronômica. Ele a demonstrou partindo de uma análise estritamente científica das pirâmides.

Segundo este ensinamento, explicado logicamente por Santo Tomás de Aquino, é improcedente supor que o homem tenha passado por épocas escuras em que foi saindo, por evolução, de um estado animalesco até adquirir a inteligência. A hipótese é além do mais achincalhante.

Muito pelo contrário, o ser humano tem uma origem muito alta que está de acordo com sua dignidade natural.

Ele descende da obra prima de Criação divina: de Adão e Eva. E como Deus tudo faz com perfeição, o primeiro casal foi de uma perfeição natural não-atingida depois.

Crucifixão, Pesellino, National Gallery of Art, WashingtonNão sem razão, a liturgia se refere a Jesus Cristo como o novo Adão. Pois é razoável supor que foi o homem naturalmente mais parecido com o Salvador.

Também a tradição católica costume apresentar uma caveira e ossos embaixo do Redentor crucificado. Isso simboliza que, segundo a tradição, Adão está enterrado no Gólgota, o monte onde se operou a Crucifixão e a Redenção do gênero humano.

Isto é o pecado original, praticado pelo mesmo Adão, foi redimido por Nosso Senhor, verdadeiro homem e verdadeiro Deus.

Isto não é pura teologia. Um povo antiqüíssimo ‒ hoje desaparecido ‒ habitou o Egito e construiu monumentos que até hoje surpreendem a Humanidade. Pois eles revelam uma ciência que só se conseguiu obter nos séculos recentes e com muitíssimo esforço.

Nos “posts” anteriores nós vemos a apresentação do problema. Mas, o Pe. Théophile Moreux, não fica por ali. Ele é exaustivo, metódico, foi à procura meticulosa, crítica dos dados inscritos nas pirâmides. A exposição, ainda que muito resumida, dos resultados de sua investigação exigem ainda certo espaço.

AS REVELAÇÕES GEODÉSICAS DA GRANDE PIRÂMIDE

O Pe. Moreux observa que o conhecimento preciso da forma e das dimensões do planeta é uma das conquistas modernas. Porém, foi difícil. Por isso, nos esforços para calcular as dimensões da Terra verifica-se, ao mesmo tempo, a engenhosidade e a pequenez do homem. (Na foto embaixo, a Terra vista desde o espaço, América do Sul no centro, NASA).

Terra vista desde o espaço
A Terra vista desde o espaço
O sacerdote-astrônomo exemplifica com os estratagemas usados para calcular quanto mede em metros um grau do meridiano terrestre.

E, de fato, durante séculos obtiveram-se os resultados os mais dispares, contraditórios e grosseiramente aproximados. Isto ficou patente quando se descobriu que a Terra é achatada nos polos e mais larga no Equador.

A Revolução Francesa que acreditou ter a solução para tudo, achou que descobriria a medida certa. E definiu então o metro, unidade de medida universalmente aceita, que deveria equivaler à milionésima parte do quarto do meridiano.

Foi um fiasco. A pretensão revolucionária falhou porque a Terra não é igual. E o metro saiu errado. Mas, se segue usando o metro como uma “unidade de pura convenção embora fundada num princípio manifestamente falso”.

A ninguém ocorreu de tomar como grandeza linear o eixo da Terra que é invariável. Isso se compreende no tempo da Revolução Francesa porque ninguém sabia medi-lo, explica o astrônomo.

Entretanto, essa medida precisa e invariável está inscrita na base da Grande Pirâmide: é o côvado sagrado (635,66 mm) que serviu de unidade de medida para seus sacerdotes arquitetos: multiplicado por 10 milhões fornece o raio polar da Terra (6.356,6 km). As medições mais atualizadas fixam essa distância em 6.356,7523142 km. A diferencia é ínfima, devendo se considerar ainda que neste último número há uma pequena margem de incerteza.

Neste ponto, o Pe. Moreux exclama quase gracejando vendo todo o esforço aplicado: recorrer a todas as ciências, gastar anos de esforços ao longo de séculos para chegar ... a uma descoberta velha de 4.000 anos!

A duração do ano

Quéops, corredor interno
Quéops, corredor interno
Existe o fenômeno da precessão: quer dizer, o eixo da Terra apresenta-se obliquo em relação ao Sol e girando lentamente, como um pião que vai perdendo velocidade. Por causa disso, o eixo da Terra aponta a diferentes estrelas através dos milênios.

É preciso aguardar 25.770 anos para que o eixo da Terra aponte novamente para a mesma estrela.

Este número encontra-se implicitamente na Grande Pirâmide: 25.800 polegadas piramidais.
Uma conseqüência da precessão é que o ano medido entre dois equinócios de primavera (ano trópico) é diferente do medido com base no tempo de rotação da Terra em torno seu eixo (ano sideral). Só o ano trópico serve para calcular a duração do ano.

E a extensão da antecâmara real medida em polegadas sagradas (25,4264 mm) e multiplicada por Pi fornece a duração do ano com uma precisão que nem gregos nem romanos, posteriores aos egípcios, conseguiram calcular. I. é: 365,242 dias por ano. Além do mais a duração do ano bissexto encontra-se em cada lado da base do monumento.

A densidade da Terra


O volume de Quéops multiplicado pela densidade média das pedras que a compõem fornece a densidade da Terra: 5,52 (Nos cálculos mais recentes é 5,515×103 kg/m³).

Tomando como unidade de medida o côvado sagrado cúbico, em relação ao Planeta a Pirâmide está na proporção de 1 a 1015, proporção estranhamente simples, como se Quéops fosse a unidade de medida de toda a Terra.

A temperatura da Terra


A temperatura constante na Câmara do rei, no coração da Pirâmide (20º Celsius) corresponde por muito pouco à média da temperatura do planeta no paralelo 30º N sobre o qual está construída.

A bacia

No centro da Pirâmide não há, pois, um sarcófago nem um túmulo. Mas, uma bacia retangular.
Bacia no centro de Quéops
Bacia no centro de Quéops
“Estranho sarcófago, aliás, ‒ diz o Pe. Moreux ‒ que em nada parece com nenhum dos que têm sido exumados. Imaginai uma bacia de granito vermelho maravilhosamente polida com ângulos retos, espécie de cofre sem tampa, sonora como um sino: ali vós tereis uma ideia de este túmulo singular que jamais recebeu restos humanos! Então, como explicar sua presença ali! Aqueles que a tem estudado veem nela, não sem razão, talvez uma obra de geometria e de ciência avançada” .
O volume exterior da bacia é exatamente o dobro da capacidade interior. É grande demais para ter sido introduzida pelo corredor que leva à câmara.

Por isso deve ter sido colocada ali, vazia e sem tampo, enquanto a Pirâmide estava sendo construída. A profundidade de 0,85 metros é extravagante para um sarcófago. Ela é essencialmente um objeto geométrico e métrico.

O peso da água que cabe na bacia representaria a unidade de peso na escala da Grande Pirâmide, equivalente à livra inglesa (453,59 gramas). E esta livra está fundada na densidade do globo e uma fração do eixo polar terrestre, e é uma das conquistas modernas em matéria de critério estável e seguro.

AS REVELAÇÕES ASTRONÔMICAS DA GRANDE PIRÂMIDE

Distância do Sol à Terra

Unidade astronômica, distância da Terra ao Sol, Universidade de Oregon
Unidade astronômica: distância da Terra ao Sol, Universidade de Oregon
Conhecer esta distância é capital, pois serve aos astrônomos como unidade de medida (Astronomical Unit – AU). Um erro mínimo prejudica os resultados finais num número enorme.

Uma imprecisão de uma décima de segundo, quer dizer o arco formado por um fio de cabelo visto a 240 metros de distância, produz um erro final de cálculo de perto de 500 quilômetros.

Precisar essa distancia foi dificílimo. Tycho Brahe a estimou em 8 milhões de quilômetros. Em 1672, Cassini e Richer calcularam 140 milhões. Flamsteed, na mesma época, 130. Picard achou que eram 66 milhões e La Hire 219 milhões. Halley em 1676 ficou perto da verdadeira distância. Em 1752, Lacaille concluiu 132 milhões. Só após 1860 foi-se atingindo um consenso próximo da realidade.

Agora bem, resulta que a altura da pirâmide multiplicada por um milhão nos fornece o número de 148.208.000 quilômetros, isto é, algo muito perto do que os cientistas conseguiram após séculos de fatigantes e meritórios estudos inclusive no século XXI.

No início do século XX, após inúmeros trabalhos chegou-se ao número de 149.400.000 quilômetros com uma incerteza equivalente a duas vezes o raio do globo terrestre.

Na XXVIII Assembleia Geral da União Astronômica Internacional, 3.000 astrônomos reunidos em Pequim, em 31 de agosto de 2012 fixaram como definitivo para todos os efeitos a distância de 149.597.870.700 metros, embora reconhecendo certa variabilidade..

A órbita da Terra

Multiplicando a polegada sagrada por cem bilhões tira-se a distância percorrida pela Terra num dia de 24 horas.

A estrela polar

O corredor de entrada de Quéops mirava a estrela polar na posição da época em que a pirâmide foi erigida.

Faraó, Museu da Universidade de Pennsylvania
Faraó, Museu da Universidade de Pennsylvania,
proveniente do Templo de Harsaphes, Heracleopolis (Tebas)
1897-1843 a.C.
O paradoxo: eles sabiam tudo isso, mas eram incapazes de deduzi-lo

Muitos e complexos dados poderiam ser expostos, escreve o Pe. Moreux. Mas, estes já são suficientes para definir a magnitude do mistério.

Pois, o mais perplexitante é que se os antigos egípcios conheciam tudo isso, eles deviam ter tratados, ou métodos, dos quais tiraram esses conhecimentos.

Porém, como sublinha o Pe. Moreux, nada sugere a existência desses tratados ou métodos entre os egípcios.

Antes bem, pode se dizer que eles eram incapazes de concluir essa ciência por dedução.
“Seja o que for essas revelações ficam ainda mais misteriosas considerando que os historiadores são unânimes na afirmação dos fatos seguintes:

“Os antigos egípcios em parte alguma fazem alusão à relação entre a circunferência e o diâmetro, nem ao número Pi ; (...) nada nos permite supor que eles conhecessem as relações entre a latitude com a altura do polo, nem que eles tivessem uma ideia clara da refração devida às camadas do ar; eles ignoravam sem dúvida a largura da Terra; eles não empregavam habitualmente o côvado sagrado e eles estavam longe de achar que este côvado representasse uma fração exata do raio polar de nosso globo; com mais razão ainda eles não puderam avaliar em côvados piramidais a distância percorrida pela Terra numa revolução em torno do Sol; eles não tinham mensurado a esfera terrestre nem medido a distância da Terra ao Sol; o peso da Terra e sua temperatura média estavam fora do alcance de seu pensamento; suas unidades de capacidade e de peso não foram deduzidas dos dados piramidais; eles não mencionam jamais a estrela Polar nem os anos da precessão, etc., etc.”.

Adão e Jesus Cristo, Fra Angelico
Jesus ressurrecto libera as almas dos justos do limbo.
Em primeiro lugar: Adão. Beato Angélico.
Por tudo isso, à luz da investigação ou da dedução, o conhecimento dessas proporções e números é naturalmente inexplicável.

Entretanto, os construtores de Quéops as deixaram inscritas num monumento colossal...

Então, só fica a hipótese que esses conhecimentos resultassem de uma revelação.

De quem?

Para quem?



Continua no próximo post: A revelação de Deus a Adão,
os mistérios do Egito e das civilizações desaparecidas (IV)



domingo, 23 de setembro de 2012

As revelações de Quéops, a Grande Pirâmide

Abu Simbel, templo de Ramsés II. Quem eram os egípcios?
Abu Simbel, templo de Ramsés II, Egito
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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diversos blogs




Continuação do post anterior: As pirâmides do Egito e a ciência de Adão comparadas por um sacerdote astrônomo



O Pe. Moreux foi um sacerdote astrônomo que se interessou pela arqueologia.

Segundo ele, a razão foi que as tábuas astronômicas dos povos mais remotos esclarecem muitos problemas relativos à história mais longínqua.

Ele explica que os eclipses não duvidosos registrados pelos sábios da China não têm mais de 4400 anos.

As tabelas dos indianos foram criadas a posteriori e mal calculadas.

Os livros sagrados indianos — os Vedas — sem dúvida são posteriores a Moisés, e a coleção Surya-Siddantha, que segundo os brâmanes teria milhares de anos, na realidade no máximo é do século XI d. C.

A lenda de Chrishna é um pasticho grosseiro dos Evangelhos.

“Na hora atual, ninguém contesta que é do lado do Egito que é preciso procurar, gravados em pedra, os testemunhos mais longínquos de um pensamento escrito” , conclui ele.

Mas, quem eram os egípcios tão presentes na História Sagrada?

Na origem, por volta do ano 4.000 a.C., encontramos tribos errantes que chegaram às ribeiras do Nilo.

Elas vieram da Assíria, a través da Caldéia. Sua ascendência era semita mesclada com camitas oriundos do Oceano Indico e da Babilônia. Eles deram origem ao Egito antigo, muito diverso, aliás, do Egito atual.

Padre Théophile Moreux, o divulgador de grande talento reconhecido pela Academia
Publicação em homenagem ao Pe. Théophile Moreux,
divulgador de grande talento reconhecido pela Academia francesa
A história desses antigos egípcios acaba no ano 525 a. C. Naquele ano, Cambises, rei de Pérsia, conquistou o reino e acabou com a 25ª e última dinastia dos faraós, rei do Egito.

O interesse pelos egípcios antigos é por causa de sua civilização, uma das maiores e mais enigmáticas da Antiguidade.

O Pe. Moreux defende que também os egípcios eram portadores, embora incompletos, de conhecimentos que em última análise provinham de Adão.

Sem dúvida, os transmissores mais fidedignos dessa tradição, sobretudo no campo moral e religioso, formaram o filão fiel do qual descende Abraão, patriarca de Israel.

É verossímil supor que os egípcios conservassem partes ou aspectos daquela revelação adamítica. (Sobre o valor objetivo desta tradição, ver nosso post anterior).

Outras estirpes e raças guardaram melhor outros aspectos. Os caldeus, a astronomia por exemplo. Os egípcios conservaram a ciência do simbolismo e da arquitetura.

Torre de Babel 'pequena', Pieter Bruegel
Torre de Babel 'pequena', Pieter Bruegel
Muitas perguntas  ficam no ar. Todos esses povos, quando eram ainda muito pouco numerosos, estavam reunidos em torno da Torre de Babel.

De algum modo, eles participaram naquela tentativa orgulhosa que deu num fracasso e numa punição divina: eles não conseguiram mais entender o que os outros diziam.

A famosa Torre da qual a ciência sabe algo, mas não muito, assemelha-se à civilização atual. Mas, foi muito real.

Com a confusão das línguas veio a dispersão dos povos. Eles saíram em todas as direções para ocupar a Terra.

Os egípcios estariam entre os arquitetos da Torre de Babel? Seus conhecimentos nas arte das construções sugere essa pergunta.

E eis outra pergunta: os antepassados dos índios que vieram à América, o que é que faziam no tempo de Babel?

Por certo, algumas tribos que vieram para América tinham grandes conhecimentos de arquitetura (como o provam as pirâmides maias) e de astronomia (Machu Pichu).

Os índios amazônicos formaram cidades com construções piramidais. Se eles estão como estão é pela decadência moral e cultural. Isto não espanta ninguém. Os Maias ‒ ao que tudo indica, os mais cultos ‒, decaíram também a ponto de desaparecerem.

Chichén Itzá, cidade maia integra, mais abandonada misteriosamente no meio da selva. Mexico
Chichén Itzá, cidade maia integra,
mais abandonada misteriosamente no meio da selva. Mexico
Os Incas estavam no último ponto da queda quando chegaram os conquistadores espanhóis.

Os Astecas do México também tinham templos e construções piramidais.

Mas só América?

Ainda recentemente, fotografias satelitais apontaram a existência enterrada de imensas pirâmides na China. E o sitema piramidal foi largamente usado nas colossais cidades da Indochina, como na Cambódia, hoje em ruínas.

Tudo isto sugere um tempo em que os povos os mais distantes estiveram reunidos e partilharam um mesmo saber e uma mesma cultura. I. é, a humanidade de antes da Torre de Babel.

Voltando ao Egito, o Pe. Moreux explica: “os verdadeiros egiptólogos concentram toda sua atenção nos túmulos reais mais antigos, contemporâneos de uma época em que a civilização ainda não teve tempo de alterar as tradições primitivas.”

Acredita-se que Menes, primeiro faraó algum tanto mítico, estabeleceu a unidade egípcia.

Porém, se ignora quase tudo sobre ele, salvo que teria reinado por volta do ano 3.300 a.C. — data sobre a qual não há consenso.

Pirâmide de Quéops, ou Grande Pirâmide, o Khuvu dos antigos egípcios
Pirâmide de Quéops, ou Grande Pirâmide, o Khuvu dos antigos egípcios
O interesse histórico se concentra nos reis da IV dinastia, por volta de 2500 a.C.. Nesta época surgiram as grandes Pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos.

“A maior, Quéops, o Khuvu das inscrições hieroglíficas, chama imediatamente a atenção pelas suas proporções fantásticas”, sublinha o Pe. Moreux.

Quéops tem perto de 150 metros de altura e uma base de cinco hectares; pesa 6 milhões de toneladas e a riqueza do Egito [no ano em o Pe. Moreux escreveu o livro] não seria suficiente para pagar os operários encarregados de demoli-la.

Para construí-la, criou-se um enorme viaduto de 925 metros de extensão e 19 de largura, feito de pedras polidas e ornado com figuras de animais ‒ segundo o historiador grego Heródoto (II, 124).

Alguns blocos têm 10 metros de largura. Um deles supera os 170 metros cúbicos e pesa mais de 470 toneladas.

E esses blocos de tal maneira estão bem encaixados sem usar cimento algum que não se consegue enfiar uma faca entre pedra e pedra.

No coração da Grande Pirâmide
A câmara "real" nunca foi túmulo:
só há uma urna com significados matemáticos
As pirâmides serviam de túmulos para faraós (reis) e magnatas que eram mumificados seguindo ritos religiosos e procedimentos materiais requintados.

Mas, a de Quéops é intrigante.

Certamente jamais houve nela múmia alguma. Os nomes câmara do rei, câmara da rainha no caso de Quéops são fantasiosos. Não há inscrições funerárias como nas outras.

Na câmara do rei, só há uma bacia de pedra admiravelmente entalhada.

O Pe. Moreux sublinha:“a Grande Pirâmide não é um túmulo. Então, com qual finalidade foi construída? Mistério”.


POSICIONAMENTO GEOGRÁFICO
Coordenadas do Nilo

Durante a expedição de Napoleão, a missão científica que o acompanhava fez a triangulação do Egito, e usou a Grande Pirâmide como ponto de referência.

Então, constatou que a prolongação das diagonais dela encerra perfeitamente o delta do Nilo e que a linha Norte-Sul que passa por seu topo divide o delta em dois setores rigorosamente iguais. O fato despertou a atenção dos cientistas.

Pontos cardeais

Todas as pirâmides deviam ter seus lados voltados para os pontos cardeais. Mas, com exceção de Quéops, elas estão mal orientadas.

Para não errar é preciso vencer sérias dificuldades, porque a bússola aponta para o Polo magnético e não para o Polo geográfico.

A estrela Polar indica muito imperfeitamente a posição do Polo, porque a Terra tem um movimento oscilatório que modifica a posição aparente da abóbada celeste.

Quéops desde satélite, ano 2002
Quéops em fotografia satelital
O famoso astrônomo Tycho Brahe (1546-1601), errou em 18 minutos de arco a orientação do célebre Observatório de Urianenbourg.

Mas a Grande Pirâmide apresenta um erro mínimo, como se seus arquitetos conhecessem o que milênios depois, a ciência estabeleceria com ingentes sacrifícios.

O meridiano terrestre


Hoje se utiliza o meridiano de Greenwich para dividir a Terra, e iniciar os horários e os dias. Porém o meridiano ideal é o da Grande Pirâmide.

“Porque é o que atravessa mais continente e o mínimo de mares.

“Aliás, ele é exclusivamente oceânico a partir do estreito de Behring e, coisa mais extraordinária ainda, se se calcula exatamente a extensão de terras que o homem pode habitar, verifica-se que o famoso meridiano as divide em duas partes rigorosamente iguais”.

Como os construtores da Grande Pirâmide teriam podido mensurar a Terra toda?


O paralelo mais terrestre

Quéops, Quéfren e Miquerinos
As grandes pirâmides em fotografia satelital
“Puxemos um paralelo pelo grau 30 latitude Norte.

“O que constatamos?

“Esse círculo traçado em volta do planeta abarca a maior extensão continental.

“Ora, é precisamente sobre esse paralelo que foi construída a Grande Pirâmide”.

O Pe. Moreux aponta ainda outras singularidades. Quéops não está exatamente no paralelo 30 Norte mas no 29 58'51' N. E, de fato, quem olha o polo celeste desde essa posição o vê como se estivesse exatamente no paralelo 30 N.

A causa desta distorção é a refração atmosférica. Porém, este fenômeno só foi compreendido milênios depois.

Entretanto, os construtores da Pirâmide agiram como se soubessem dele.

Na ordem geométrica

Heródoto conta que os sacerdotes egípcios lhe ensinaram que as proporções entre o lado da base e a altura, eram tais que “o quadrado construído com base na altura vertical igualava exatamente a superfície de cada uma de suas faces triangulares”.

Esta referência, segundo o sacerdote astrônomo, prova que desde sempre Quéops foi calculada para “materializar, para dizer assim, noções numéricas e relações matemáticas dignas de serem conservadas”.


A quadratura do círculo e o número Pi

É uma velha preocupação descobrir por cálculos geométrico matemáticos as proporções de uma figura que tenha a mesma superfície de uma figura diversa.

Por exemplo, quanto medem os lados de um quadrado que tem a mesma superfície de um triângulo dado.

Quéfren é a segunda maior das pirâmides. Quéops no fundo.
Quéfren é a segunda maior das pirâmides. Quéops no fundo.
A dificuldade era imensa quando se tentava passar de uma figura retangular a outra circular, pois requer o número Pi (3,14159265358979323846…) que custou muitíssimo definir.

Mas encontra-se o número Pi na Grande Pirâmide dividindo o perímetro da base por duas vezes a altura.

Este resultado não é acidental, pois os ângulos dos lados foram modificados para produzir esse número.

Quer dizer, “este monumento único no mundo é bem a consagração material de um valor importante que para obtê-lo o espírito humano empreendeu esforços inimagináveis”, conclui nesta parte o Pe Moreux.

Mas as revelações de Quéops não ficam por aqui. Elas até são muito mais incríveis.


Continua no proximo post: Quem revelou os conhecimentos científicos contidos na pirâmide de Quéops? (III)


domingo, 16 de setembro de 2012

As pirâmides do Egito e a ciência de Adão
comparadas por um sacerdote astrônomo

Pirâmide de Quéfren à esquerda, Esfinge à direita, foto satelital. ©Geoeye
Pirâmide de Quéfren à esquerda, a esfinge à direita, em fotografia de satélite ©Geoeye.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Com frequência ouve-se falar das pirâmides do Egito. Associa-se a elas muitos mistérios. Alguns soam verossímeis, outros obscuros, e outros meras patacoadas.

Por um lado, o tema é explorado por uma literatura de rodoviária. Deixemos de lado estes subprodutos da superstição e do sensacionalismo jornalístico.

Por outro lado, o assunto é arduamente estudado por altos cientistas, num patamar frequentemente muito difícil de acompanhar.

A Grande Pirâmide, Quéops, o Khuvu dos antigos egípcios.
É a mais densa de simbolismos e incógnitas.
De fato, o mistério das pirâmides envolve algum dos passos fundamentais da história da Humanidade.

Mas, também, indireta e possantemente alguns dos dogmas da religião cristã.

Entretanto, nós não vemos aparecer do lado católico quem aborde as questões levantadas pelos grandes monumentos do Egito antigo.

Entretanto, se bem analisados à luz da ciência e da fé, esses monumentos têm muita coisa para revelar.

Quais coisas? Quão importantes?

Um sacerdote apaixonado pela astronomia, o Pe. Théophile Moreux (1867-1954), membro da Academia Pontifícia de Ciências, criador de dois observatórios astronômicos na sua cidade natal ‒ Bourges, na França ‒, escreveu incontáveis obras de divulgação científica que o tornaram célebre pela sua precisão.

A NASA deu o nome do padre cientista a uma cratera de Marte

Cratera Moreux, Marte, foto NASA
Cratera de Marte batizada Théophile Moreux
pela NASA em lembrança do sacerdote cientista
Para honrar a memória de seus excelentes trabalhos, foi montada uma exposição especial ‒ “Un curé chez les savants” ‒ no museu da própria Bourges.

A Sociedade Astronômica da França dedicou-lhe prestigiosa homenagem na sua revista L’Astronomie de junho de 2004 , com destaque na capa e na editorial da publicação.

O Pe. Moreux fez algo único: estudou os monumentos egípcios antigos de um ponto de vista estritamente científico.

Depois, conferiu os resultados com a Teologia e a História Sagrada.

Dessas comparações saíram conclusões de deixar pasmo.

Por quê?

Para responder, entramos no fulcro dos famosos mistérios, que pode se formular assim:

Se os antiquíssimos egípcios foram um povo de altos conhecimentos científicos ‒ coisa que não é mais posta em dúvida ‒ de onde tiraram eles toda essa sapiência?

Porque, se o homem provém do macaco, como dizem os evolucionistas, quanto mais antigos os povos, mais rústicos, ignorantes e incapazes.

Porém, eis um povo da gentilidade que ingressa na História ostentando uma ciência que os homens modernos empenham imensos esforços, tecnologias e dinheiro para obter.

Tutankhamon
Máscara mortuária de Tutankhamon, faraó egípcio (+ 1324 a.C.)
Se os homens, em sentido contrário, não descendem por evolução de um símio, e sim de Adão, homem perfeito e acabado no relato bíblico, muitas coisas se explicariam.

De Adão, São Tomás de Aquino diz que Deus lhe infundiu a ciência de todas as coisas que os homens deviam conhecer para fundar as civilizações que cobririam a Terra.

Portanto, não só a respeito de Deus, mas também relativa à construção da civilização terrena.

Nesse caso, Adão teria sido o homem histórico que melhor conheceu a natureza, a ordem do Universo e seus segredos.

Sobre a ciência de Adão ensina São Tomás de Aquino na acatada Suma Teológica:
“o primeiro homem (…) também foi feito perfeito na sua alma para que pudesse instruir e governar aos demais.

“Porém, ninguém pode instruir sem possuir ciência.

Por isso mesmo, o primeiro homem foi criado por Deus de maneira que tivesse ciência de tudo aquilo em que o homem pode ser ensinado.

Isto é, de tudo o que existe virtualmente nos princípios evidentes por si mesmos; isto é, de tudo o que o homem pode conhecer naturalmente”. (São Tomás de Aquino, “Suma Teológica”; I, q. 94) Fonte (em espanhol).

Se foi assim, é razoável supor que Adão contou a seus descendentes aquilo que sabia. E estes o foram transmitindo de geração em geração a seus respectivos filhos, como uma tradição oral herdada do primeiro pai.

Nesse caso compreende-se que as civilizações mais antigas conhecessem o fundamento mais profundo de muitas coisas.

Fundamentos esses que não foram descobertos em laboratório, mas que foram comunicados por Deus como primeiro impulso à civilização que Adão e sua progênie deviam construir.

Jesus Cristo tira Adão do limbo, Fra Angelico, San Marco, Florença
Jesus Cristo libera os justos do limbo e os leva para o Céu.
Em primeiro lugar: Adão. Fra Angelico.
Ainda nessa linha de pensamento, seria preciso acrescentar que essa transmissão sofreu interferências que a deformaram.

Pois houve a realidade histórica da decadência desses povos antiquíssimos.

Na medida em que passava o tempo, os conhecimentos iam se perdendo, ou se corrompendo.

Entraram, então, a superstição, o politeísmo, os vícios morais...

Então se compreenderia que alguns dos detentores dessa sabedoria recebida por Adão, tivessem querido deixar inscritos em pedra seus precisos conhecimentos antes de serem engolidos pela confusão.

Se for assim, as pirâmides não seriam, então, símbolos monumentais de restos importantes dessa ciência que Deus deu a Adão?

Eis a grande questão que o Pe. Moreux abordou num livro famoso. Este livro, quase um século depois de publicado, merece ainda muita atenção:  

“A Ciência Misteriosa dos Faraós” (Pe. Théophile Moreux, "La Science Mystérieuse des Pharaons", Librairie Octave Doin, Gaston Doin éditeur, Paris, 1925, 238pp.).

O tema é apaixonante, sutil, complexo e extenso... Pretendemos tratá-lo em vários posts sucessivos.


continua no próximo post: As revelações de Quéops, a Grande Pirâmide