domingo, 16 de setembro de 2012

As pirâmides do Egito e a ciência de Adão
comparadas por um sacerdote astrônomo

Pirâmide de Quéfren à esquerda, Esfinge à direita, foto satelital. ©Geoeye
Pirâmide de Quéfren à esquerda, a esfinge à direita, em fotografia de satélite ©Geoeye.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Com frequência ouve-se falar das pirâmides do Egito. Associa-se a elas muitos mistérios. Alguns soam verossímeis, outros obscuros, e outros meras patacoadas.

Por um lado, o tema é explorado por uma literatura de rodoviária. Deixemos de lado estes subprodutos da superstição e do sensacionalismo jornalístico.

Por outro lado, o assunto é arduamente estudado por altos cientistas, num patamar frequentemente muito difícil de acompanhar.

A Grande Pirâmide, Quéops, o Khuvu dos antigos egípcios.
É a mais densa de simbolismos e incógnitas.
De fato, o mistério das pirâmides envolve algum dos passos fundamentais da história da Humanidade.

Mas, também, indireta e possantemente alguns dos dogmas da religião cristã.

Entretanto, nós não vemos aparecer do lado católico quem aborde as questões levantadas pelos grandes monumentos do Egito antigo.

Entretanto, se bem analisados à luz da ciência e da fé, esses monumentos têm muita coisa para revelar.

Quais coisas? Quão importantes?

Um sacerdote apaixonado pela astronomia, o Pe. Théophile Moreux (1867-1954), membro da Academia Pontifícia de Ciências, criador de dois observatórios astronômicos na sua cidade natal ‒ Bourges, na França ‒, escreveu incontáveis obras de divulgação científica que o tornaram célebre pela sua precisão.

A NASA deu o nome do padre cientista a uma cratera de Marte

Cratera Moreux, Marte, foto NASA
Cratera de Marte batizada Théophile Moreux
pela NASA em lembrança do sacerdote cientista
Para honrar a memória de seus excelentes trabalhos, foi montada uma exposição especial ‒ “Un curé chez les savants” ‒ no museu da própria Bourges.

A Sociedade Astronômica da França dedicou-lhe prestigiosa homenagem na sua revista L’Astronomie de junho de 2004 , com destaque na capa e na editorial da publicação.

O Pe. Moreux fez algo único: estudou os monumentos egípcios antigos de um ponto de vista estritamente científico.

Depois, conferiu os resultados com a Teologia e a História Sagrada.

Dessas comparações saíram conclusões de deixar pasmo.

Por quê?

Para responder, entramos no fulcro dos famosos mistérios, que pode se formular assim:

Se os antiquíssimos egípcios foram um povo de altos conhecimentos científicos ‒ coisa que não é mais posta em dúvida ‒ de onde tiraram eles toda essa sapiência?

Porque, se o homem provém do macaco, como dizem os evolucionistas, quanto mais antigos os povos, mais rústicos, ignorantes e incapazes.

Porém, eis um povo da gentilidade que ingressa na História ostentando uma ciência que os homens modernos empenham imensos esforços, tecnologias e dinheiro para obter.

Tutankhamon
Máscara mortuária de Tutankhamon, faraó egípcio (+ 1324 a.C.)
Se os homens, em sentido contrário, não descendem por evolução de um símio, e sim de Adão, homem perfeito e acabado no relato bíblico, muitas coisas se explicariam.

De Adão, São Tomás de Aquino diz que Deus lhe infundiu a ciência de todas as coisas que os homens deviam conhecer para fundar as civilizações que cobririam a Terra.

Portanto, não só a respeito de Deus, mas também relativa à construção da civilização terrena.

Nesse caso, Adão teria sido o homem histórico que melhor conheceu a natureza, a ordem do Universo e seus segredos.

Sobre a ciência de Adão ensina São Tomás de Aquino na acatada Suma Teológica:
“o primeiro homem (…) também foi feito perfeito na sua alma para que pudesse instruir e governar aos demais.
“Porém, ninguém pode instruir sem possuir ciência. Por isso mesmo, o primeiro homem foi criado por Deus de maneira que tivesse ciência de tudo aquilo em que o homem pode ser ensinado. Isto é, de tudo o que existe virtualmente nos princípios evidentes por si mesmos; isto é, de tudo o que o homem pode conhecer naturalmente”. (São Tomás de Aquino, “Suma Teológica”; I, q. 94) Fonte (em espanhol).

Se foi assim, é razoável supor que Adão contou a seus descendentes aquilo que sabia. E estes o foram transmitindo de geração em geração a seus respectivos filhos, como uma tradição oral herdada do primeiro pai.

Nesse caso compreende-se que as civilizações mais antigas conhecessem o fundamento mais profundo de muitas coisas. Fundamentos esses que não foram descobertos em laboratório, mas que foram comunicados por Deus como primeiro impulso à civilização que Adão e sua progênie deviam construir.

Jesus Cristo tira Adão do limbo, Fra Angelico, San Marco, Florença
Jesus Cristo libera os justos do limbo e os leva para o Céu.
Em primeiro lugar: Adão. Fra Angelico.
Ainda nessa linha de pensamento, seria preciso acrescentar que essa transmissão sofreu interferências que a deformaram.

Pois houve a realidade histórica da decadência desses povos antiquíssimos.

Na medida em que passava o tempo, os conhecimentos iam se perdendo, ou se corrompendo.

Entraram, então, a superstição, o politeísmo, os vícios morais...

Então se compreenderia que alguns dos detentores dessa sabedoria recebida por Adão, tivessem querido deixar inscritos em pedra seus precisos conhecimentos antes de serem engolidos pela confusão.

Se for assim, as pirâmides não seriam, então, símbolos monumentais de restos importantes dessa ciência que Deus deu a Adão?

Eis a grande questão que o Pe. Moreux abordou num livro famoso. Este livro, quase um século depois de publicado, merece ainda muita atenção:  

“A Ciência Misteriosa dos Faraós” (Pe. Théophile Moreux, "La Science Mystérieuse des Pharaons", Librairie Octave Doin, Gaston Doin éditeur, Paris, 1925, 238pp.).

O tema é apaixonante, sutil, complexo e extenso... Pretendemos tratá-lo em vários posts sucessivos.


continua no próximo post: As revelações de Quéops, a Grande Pirâmide


7 comentários:

  1. Falando neste assunto comentava-me um Padre:
    “O pecado original continua a corromper a natureza humana, assim cada vez mais perdemos o que nos resta da ciência infusa e outros dons de que Deus havia cumulado Adão. Mas em alguns santos que, pela graça lutam contra esta natureza decaída, podemos ver uma série de dons, como São Pedro fazendo milagres apenas pela sua sombra ou São Paulo ao ser picado por uma cobra e nada acontecer. E desta forma eram confundidos com deuses, mas não, esses santos apenas mostram a beleza de nossa natureza quando restaurada. Assim desta forma podemos suspeitar também que Set, filho de Adão, é o mesmo Set, deus pagão, adorado no Egito”.

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  2. Indiquei seu blog para o prêmio "Blog de Ouro".

    Para participar, entre: http://borboletasaoluar.blogspot.com/


    Fique com Deus!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Por que Adão não ensinou logo a escrita para seus conhecimentos não se perderem?
    A religião é muito mais alienante quando quer se disfarçar de ciência... Isso porque no fundo todo crente é um ignorante, mas algo lá no fundo da sua ignorância reconhece que a ciência é quem está com a razão, o resto é medo de encarar a verdade, somos fruto do acaso, da inconstância caótica das subpartículas atômicas... E pra ser bem sincero, não conheço um crente que mediante a doença, por exemplo, deixe de ir ao médico. Depois ele vai para igreja, para controlar seu medo diante do fato absurdo de que nossa existência não possui sentido algum.

    Abraço! Menos igreja, mais escola! Menos bíblia, mais filosofia!

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    1. Nem todo cientista é ateu como tu caro anônimo, que nem coragem de colocar o nome tem. Se conhecesses algum "crente", ...quando digo crente digo todo que crê em Deus e em Jesus Cristo, saberia que ele, sabe o valor de cada coisa, ao contrário de um ateu como tu, que prefere acreditar no poder de uma partícula, e despreza quem poderia tê-la criado, portanto tua idolatria é maior que a de todos os fanáticos cristãos juntos, embora os fundamentos destes são maiores do que os teus, pois se a tua ciência explica tudo, o que estás esperando para explicar o criador desta partícula, toda ciência vem de Deus, principalmente a dos médicos mesmo que muitos deles não saibam disso, se não fosse assim seria o médico que decidiria quem vive ou quem morre, a menos que seja assassino, que não é o caso. Por isso todos médicos ou não médicos, cientistas ou não, não são capazes e nunca serão de decidirem seus próprios destinos por si só, desde que me entendo por gente, ouço que procuram a orígem de tudo, ou então a imortalidade, imbecís, se acreditassem em Deus teria inteligência suficiente para compreender até onde vai o seu limite, pois aceitem ou não, A TUA CIÊNCIA TERMINA QUANDO AÍ COMEÇA A CIÊNCIA DE DEUS, ou então explique quem criou a LEI DA FÍSICA UNIVERSAL, não quem descobriu, ...quem a criou? ...bom, vou parar por aqui, porque acho que tua ciência apenas para o que expus aqui já não tem respostas, ...para que continuar?

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    2. Parabéns, calou mais um "atoa".

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  5. Anônimo, você exige menos igreja e mais escola? Quem criou o ensino público foi a Igreja no Sacro Império Romano Franco sob Carlos Magno. A primeira universidade do Ocidente foi a Universidade de Bolonha criada pela Igreja. Você quer mais filosofia? As primeiras universdades de filosofia do mundo foram criadas pela Igreja. A estrutura musical que o mundo adota foi criada por monges católicos. As bases da Civilização Ocidental foram criadas pela Igreja Católica. Quem ensinou à humanidade que todos os homens são iguais e não podem ser escravos uns dos outros foi a Igreja. Mas será que para você isto faz alguma diferença?

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