segunda-feira, 14 de agosto de 2017

“É sangue de um homem torturado e assassinado”,
diz estudo atômico do Santo Sudário

O prof. Giulio Fanti mostra uma fibra do Santo Sudário vista num microscópio atômico
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





O Santo Sudário que envolveu o corpo de Jesus Cristo no Santo Sepulcro foi submetido a dezenas de estudos e pesquisas pelas mais variadas especialidades científicas e métodos de análise.

Os resultados vêm sendo espantosamente convergentes.

Quando se diria que tantos testes e análises esgotaram tudo o que se podia saber do sagrado linho, ele volta a apontar outros mistérios assombrosos que precisam ser explicados.

Então, as análises desvendam novos aspectos que consolidam um formidável acúmulo de dados científicos que dizem: o Santo Sudário envolveu o Jesus dos Evangelhos.

Mais recentemente foi a vez do Istituto Officina dei Materiali (IOM-CNR), de Trieste, e do Istituto di Cristallografia (IC-CNR), de Bari, que trabalharam em parceria com o Departamento de Engenharia Industrial da Universidade de Pádua, todos sediados na Itália, segundo narrou o site Aleteia.

A conclusão desses institutos é de que as manchas achadas no tecido não podem ser de tinta.

Mais: elas são de sangue humano, e não de um sangue “qualquer”.



Os pontos mais pequenos são partículas de tamanho nanométrico que cercam uma fibra do Santo Sudário
Os pontos mais pequenos são partículas de tamanho nanométrico
que cercam uma fibra do Santo Sudário
A análise das partículas do tecido teve resolução atômica e apontou “que a fibra de linho está cheia de creatinina, [com partículas] de dimensões entre 20 e 90 nanômetros, ligadas a pequenas partículas de hidrato de ferro de dimensões entre 2 e 6 nanômetros, típicas da ferritina”.

Assim explicou Elvio Carlino, coordenador da pesquisa. 

Um nanômetro equivale a um milionésimo de milímetro, ou seja, pegue um milímetro, divida-o em um milhão de partes iguais e você terá que cada uma delas mede um nanômetro.

Essa foi a precisão dos equipamentos usados e, obviamente, do resultado.

O Prof. Giulio Fanti, da Universidade de Pádua, complementou que as partículas observadas, “pela dimensão, tipo e distribuição, não podem ser uma obra realizada séculos depois no tecido do Santo Sudário”.

As investigações confirmaram que o tecido realmente entrou em contato com o sangue de um homem morto que tinha sofrido múltiplas e graves feridas.

Segundo o Prof. Fanti, “a ampla presença de partículas de creatinina unidas a partículas de ferridrita não é uma situação típica de soro sanguíneo de um organismo humano em estado normal de saúde.

“Um alto nível de creatinina e ferritina tem relação com pacientes que sofreram um politraumatismo severo, como a tortura.

“A presença dessas nanopartículas biológicas indica que o homem que foi envolvido no sudário de Turim sofreu uma morte violenta”.

Imagem de uma das nanopartículas grandes que cobrem a fibra do Santo Sudário
Imagem de uma nanopartícula grande presente nas fibras do Santo Sudário
As conclusões do estudo foram publicadas na revista científica norte-americana PlosOne com o título New Biological Evidence from Atomic Resolution Studies on the Turin Shroud (Novas evidências biológicas a partir de estudos de resolução atômica sobre o Sudário de Turim).

Texto completo do estudo Novas evidências biológicas a partir de estudos de resolução atômica sobre o Sudário de Turim. CLIQUE AQUI


O estudo confirma o que outras pesquisas e análises já tinham apontado décadas atrás.

Sobretudo, ele constitui uma nova e impactante prova em favor da afirmação de que o Santo Sudário é verdadeiramente o pano mortuário que envolveu o corpo morto de Nosso Senhor Jesus Cristo, de acordo com os usos tradicionais judaicos.

Duas análises anteriores, realizadas paralelamente em 1978 por Baima Bollone na Itália e por Heller e Adler nos Estados Unidos, por exemplo, já haviam detectado a presença de bilirrubina nas manchas sanguíneas do Sudário.

Elvio Carlino escreve que agora os estudos se concentraram nas partes das fibras que não podem ser acessadas pelos microscópios ópticos tradicionais.

As fibras foram examinadas com resolução atômica segundo um método recentemente criado pelo referido Istituto Officina dei Materiali (IOM-CNR), de Trieste.

A seta amarela assinala o local exato de onde foi extraída a fibra cujo estudo foi publicado em PlosOne
A seta amarela assinala o local exato de onde foi extraída a fibra cujo estudo foi publicado em PlosOne.
A fibra oi colhida por B. M. Schwortz em 1978. Veja “Cientista incrédulo estudou 37 anos o Santo Sudário
O Prof. Giulio Fanti, da Universidade de Pádua, sublinhou que “as partículas observadas, em virtude de sua dimensão, tipo e distribuição, não podem ter sido aplicadas por obra humana sobre o tecido do Santo Sudário”.

Segundo o vaticanista Andrea Tornielli, ficam mais uma vez desmentidas muitas pretensas reconstruções montadas para dizer que o Santo Sudário seria um objeto pintado na Idade Média.

Os pesquisadores e coautores Liberato De Caro e Cinzia Giannini do IC-CNR também assinam a conclusão.

O Prof. Carlino, chefe da equipe, afirma que ela trabalhou “baseando-se nas evidências de experimentos de microscopia eletrônica com resolução atômica, tomando como ponto de referência recentes estudos médicos sobre pacientes que sofreram fortes politraumatismos e tortura”.

“Nas fibras ficou registrado em nível nanométrico um cenário violento, a vítima foi envolta depois no tecido fúnebre. Estas provas só podiam ser reveladas com os métodos criados recentemente no campo da microscopia eletrônica de resolução atômica”.

Imagem obtida com microscópio óptico. As setas apontam ‘manchas hemáticas’. O novo estudo focou zonas carentes de qualquer detalhe visível com microscópio óptico.
Imagem obtida com microscópio óptico. As setas apontam ‘manchas hemáticas’.
O novo estudo focou zonas carentes de qualquer detalhe visível com microscópio óptico.
Esses métodos são denominados Transmission Electron Microscopy (TEM) e Wide Angle X-ray Scanning (WAXS) Microscopy.

Hoje não pode haver mais dúvida do ponto de vista científico de que o Santo Sudário revestiu o cadáver de um homem torturado e morto com os mesmos procedimentos descritos nos Evangelhos sobre a crucificação de Jesus, conclui Tornielli.



Vídeo: investigação com tecnologias atômicas fala em favor da autenticidade do Santo Sudário











Santo Sudário: especialistas falam na TV




2 comentários:

  1. Caros amigos, é preciso reconhecer a grandeza de Deus nos milagres que Ele mesmo opera em nosso planeta. Fui estudante de química numa universidade federal, e em determinado capítulo que tratava do decaimento radioativo usando carbono 14 colocaram o exemplo do Santo Sudário como sendo uma criação medieval e escrevendo "triunfalmente" o intervalo de tempo (como se fosse entre 1260 até 1390).

    Mas Deus, em Sua magnificência infinita, mostra o quão somos pequenos e miseráveis diante da divina potestade, como bem falou Pio XI. Mais impressionante ainda como Nosso Senhor quis deixar, num nível tão invisível e inacessível para nós quanto o atômico, as provas da Sua onipotência. Para dar uma idéia das dimensões nanométricas, basta pensar da seguinte forma: imagine um bastão de madeira de um metro. Divida este bastão em um bilhão (ou mil milhões) de partes e cada minúsculo pedacinho tem um bilionésimo de metro. No Sistema Internacional de Medidas, o bilhão é representado pelo prefixo "nano". Logo, 1 nanometro tem um bilionésimo de metro.

    Para mim é verdadeiramente impressionante ainda existir traços de sangue num tecido multissecular, e num tamanho absurdamente pequeno. Mais impressionante ainda é ver os universitários e acadêmicos modernos ignorando solenemente tais milagres, numa profundidade tal que jamais conseguiríamos em outras épocas. Mas a Divina Sabedoria já solfejava a Sua perfeição na criação, pois é ela que age como uma estrada intelectual até encontrar Aquele Ser magnífico, Ato Puro, Aquele que É, o Deus Altíssimo.

    Possa Deus Nosso Senhor, pela intercessão de Sua Mãe Santíssima, perdoar-nos pelos nossos pecados e erros tão terríveis em ignorar a beleza d'Ele na criação.

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  2. Não imagina ser ingenuidade acreditar que depois de 326 anos a senhora Helena ir a Jerusalém e encontrar o local do sepultamento do Senhor Jesus? Para mim o local fica no horto no sopé do monte calvário (caveira) descoberto pelo oficial inglês. Minha sugestão: seria bom o caro senhor visitar esse segundo túmulo em Jerusalém e tirá conclusões.

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