segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Nossa Senhora de Guadalupe:
mistérios cientificamente comparáveis aos do Santo Sudário

Nossa Senhora de Guadalupe, original na Basílica da Cidade de México
Nossa Senhora de Guadalupe, original na Basílica da Cidade de México
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Excepcionalidade de Nossa Senhora de Guadalupe

Nossa Senhora teve um papel excepcional na implantação da fé católica e das civilizações nas Américas. Desde o início de nossas culturas e de nossa evangelização.

Certa feita um europeu confessou maravilhado como Nossa Senhora exerceu a liderança na conversão dos povos indígenas e na constituição dos países, da cultura e d0s costumes nacionais.

O amigo fazia a comparação com a Europa. Nesse continente a iniciativa esteve com santos extraordinários.

Por exemplo, São Bento na Itália (e na Europa toda); São Martinho de Tours na França; São Bonifácio na Alemanha; São Patrício na Irlanda; Santo Agostinho de Canterbury na Inglaterra; os santos Basílio e Metódio com os eslavos; etc.

Na Europa, a ação sobrenatural de Nossa Senhora esteve presente desde os inícios da evangelização, mas só se fez intensamente evidente nos séculos posteriores. São Luís Maria Grignion de Montfort explica esse paradoxo. Cfr. Comentários ao Tratado da Verdadeira Devoção.

Na América Latina foi como se a Mãe de Cristo tivesse querido reservar o continente para si.

E nas conversões de nossos povos encontramos sempre Ela iniciando miraculosamente uma ação cujos frutos todos os santos que houve no continente não conseguiram igualar.

É o caso de Nossa Senhora Aparecida no Brasil; de Nossa Senhora de Luján na Argentina; de Nossa Senhora de Coromoto na Venezuela; de Nossa Senhora de Chiquinquirá na Colômbia, etc., etc.

Mas em nenhuma de suas grandes intervenções se apresentou como em Guadalupe no México.

E é por isso que o Papa Bento XIV, na Bula Non Est Equidem de 25 de maio de 1754, a declarou patrona da Nova Espanha, que correspondia à América Central e América do Norte.

E o Papa São Pio X proclamou-a patrona da América Latina em 1910, para só mencionar os maiores privilégios.

Portanto, é a padroeira de todas as Américas.

Mistérios cientificamente comparáveis aos do Santo Sudário de Turim

E a história não para aí. Do ponto de vista do nosso blog, a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe surpreende até as ciências de avançada do terceiro milênio.

Dr. Andrés Brito Galindo durante a palestra “Os mistérios da tilma de Guadalupe”
Dr. Andrés Brito Galindo durante a palestra “Os mistérios da tilma de Guadalupe”
Seus mistérios chegam ao ponto de ser comparados, a justíssimo título, aos seus equivalentes no Santo Sudário de Turim.

Estamos diante de um acúmulo de milagres permanentes, de características que contradizem a ordem natural, de deixar os cientistas estupefatos.

E isso sob pontos de vista que eles nem teriam imaginado, nem todos explicados e tal vez nunca explicáveis pelas leis da natureza.

A esse respeito, o Dr. Andrés Brito Galindo, Doutor em Ciências da Informação pela Universidade de Burgos e professor de Antropologia da Educação no Centro de Estudos Teológicos de Tenerife pronunciou uma brilhante aula intitulada “Os mistérios da tilma de Guadalupe” que já teve mais de dois milhões de visualizações em Youtube.

Quer dizer um estudo sobre o poncho do príncipe indígena São João Diego onde Nossa Senhora gravou milagrosamente sua imagem. E ali está impressa inexplicavelmente até hoje a Padroeira das Américas.

A exposição do professor é longa, pormenorizada e cheia de conteúdos religiosos, espirituais, simbólicos, científicos e históricos.

O Dr. Andrés, que também é especialista no Santo Sudário e em Astrofísica, a apresenta animadamente tornando agradável a visualização.

São João Diego com a tilma amarrada no ombro.
Seu nome índío (Fala como a águia) revelava alta autoridade.
Ele fala num belo espanhol, mas para facilitar a nossos leitores optamos por traduzir alguns apontamentos, obviamente não literais, mas seletos, de pontos principais da longa aula.

Utilizamos para isso a versão resumida em Youtube, mas não hesitamos em recomendar a aula em toda sua extensão, disponível nesse site de vídeos.

O resumo começa pela narração do milagre bem conhecido por todos. São João Diego (Cuauhtlathohuac era seu nome indígena, que significa El que habla como el águila, nascido em 1474, tinha 57 anos na aparição) abre sua tilma na presença do Bispo e cai um mundo de flores.

Nesse momento, para pasmo de todos, a imagem de Nossa Senhora toma forma em toda sua sobrenatural beleza sobre o rústico pano sem cor nem ornato.

Já não era mais possível duvidar da origem sobrenatural do fenômeno.

O expositor acompanha a narração com uma projeção montada com atores mas conferida com os testemunhos dos presentes.

O maravilhoso é que a tilma durou até hoje e pode ser estudada cientificamente, prossegue o palestrante.

Pela frágil fibra vegetal utilizada não poderia ter durado mais de 20 anos e já está com mais de 480 feitos e em perfeito estado.

“Eu sou Aquela que esmaga a serpente”

Simultaneamente, Nossa Senhora aparece a Juan Bernardino, parente doente de São João Diego, cura sua doença e lhe revela seu verdadeiro nome.

Isto vai ser muito importante: seu verdadeiro nome.

Para isso é preciso compreender a mitologia dos astecas. O milagre aconteceu em 12 de dezembro de 1531, 40 anos depois da descoberta de América e 10 anos depois da conquista de México por Hernán Cortés e 500 soldados.

Um punhado de homens se comparado com os muitos milhões do desapiedado império asteca capaz de reunir imensos exércitos ávidos de vítimas para oferendar às suas cruéis deidades, entre as quais a Pachamama (nome incaico) que denominavam Coatlicoe.

Europa acaba de descobrir a civilização asteca que dominava as 300 tribos da zona e possuía uma extraordinária arquitetura e infraestrutura nas cidades. Nesse ponto eram incrivelmente avançados.

Também na observação do cosmos. Eram astrônomos extraordinários. Adoravam os astros porque achavam que lhes davam a vida. Então tinham que estar atentos aos solstícios, estações, eclipses, etc.

A satânica crueldade dos deuses astecas levava-os a sacrificar por volta de 100.000 vidas por ano.  Fundamentos da catedral da Cidade de México, erigida sobre o templo supremo asteca.  Foto National Geographic.
A satânica crueldade dos deuses astecas levava-os a sacrificar por volta de 100.000 vidas por ano.
Fundamentos da catedral da Cidade de México, erigida sobre o templo supremo asteca.
Foto National Geographic.
Porém, havia um ponto terrível: sua religião. Essa, infelizmente, era sanguinária.

O espantoso Huitzilopochtli era o deus canibal da guerra. Os astecas tinham certeza de que para que o sol sair no dia seguinte tinham que alimentar Huitzilopochtli com as entranhas das vítimas e desse modo evitar que comesse o sol.

Fazer sacrifícios humanos era um ritual sagrado horrível que encheu de espanto a Hernán Cortés.

Num determinado templo havia um ídolo de Huitzilopochtli com a boca aberta. Contam os cronistas que saia dele uma voz demoníaca que pedia vítimas e que tinha uma sede de sangue insaciável.

A crónica de 1519 conta que Hernán Cortés ficou horrorizado e destruiu esse ídolo com uma marreta.

Quando os astecas iam à guerra não matavam, mas colhiam vítimas que seriam sacrificadas a Huitzilopochtli.

Para eles o oferecimento do sangue garantia a continuidade do mundo.

A sangueira era tal que os populares viviam aterrorizados porque a qualquer momento a faca sacrifical podia cair sobre eles ou sobre seus filhos.

Andrés de Tapia e Gonzalo de Umbria contaram 136.000 caveiras humanas num só templo. Calcula-se que ofereciam a Huitzilopochtli 100.000 vítimas cada ano.

Mas se Huitzilopochtli vos causa terror preparai-vos para ver a mãe de Huitzilopochtli porque é uma abominação: é Coatlicoe, a Pachamama asteca, enfatiza o Dr. Brito Galindo.

Duas serpentes saiam de sua cabeça, e mais duas constituíam os braços, garras de ave de rapina lhe serviam de pés.

Os astecas sacrificavam às mães grávidas, lhes arrancavam os fetos dissecando-lhes as cabeças e com os crânios faziam colarinhos para adornar essa Pachamama asteca. Absolutamente satânica!

Idolo da deusa Coatlicue, a Pachamama asteca, museu no México. Nossa Senhora veio esmagar esse demônio.
Idolo da deusa Coatlicue, a Pachamama asteca, museu no México.
Nossa Senhora veio esmagar esse demônio.
Representações posteriores incluem nesses colares corações, mãos e caveiras.

O templo de Coatlicoe era no morro Tepeyac, precisamente onde Nossa Senhora escolheu para aparecer.

Então, qual é o nome que a Virgem Santíssima revela a Juan Bernardino, companheiro de São João Diego: Ela é a Virgem Tequatlasupe, quer dizer “Aquela que esmaga a serpente”.

É de uma beleza indescritível, de uma sutileza fabulosa da Virgem. Ela esmaga a perversa Pachamama asteca.

Quando Nossa Senhora comunica o nome Tequatlasupe, os espanhóis que não sabiam bem a língua dos astecas entendem Guadalupe em lugar de Tequatlasupe.

Guadalupe é a padroeira de Cáceres, na Espanha, e eles fizeram uma errônea compreensão do nome que revela à Virgem como sendo aquela que esmaga à Coatlicoe, a serpente sanguinária madre de Huitzilopochtli.

Nossa Senhora de Guadalupe veio a esmagar o despotismo satânico da Pachamama e estabelecer seu reinado em nossas terras do Alasca até a Patagônia.

É um episódio sobressalente da luta tremenda entre a Mãe de Deus e o dragão infernal que começou no próprio início da História no Paraíso como explica São Luís Maria Grignion de Montfort. Cfr. Comentários ao Tratado da Verdadeira Devoção.


Continua no próximo post: Os mistérios do tecido de Guadalupe e da linguagem simbólica da imagem



Os mistérios da tilma de Guadalupe (VÍDEO COMPLETO)



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