quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Fim do mundo em nossos dias?
Cientistas desmentem alarmismo e superstição

Juizo Final, Hans Memling (c. 1440-1494), Museu Narodowe, Danzig
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Ano de 2012 ou outro, pirâmide maia, alinhamento dos planetas, numerologia, super-vulcões, planetas e asteroides rumando para um choque exterminador com a Terra: cresce a onda de “profecias” e anúncios assustadores, de filmes alarmistas anunciando com aparências científicas que o mundo está na iminência de seu fim.

Segundo “Le Post”, 2.5 milhões de endereços na Web e 200 opúsculos falaram do fim do mundo em dezembro de 2012. Aqui estamos todos nós.

Eles se baseavam, para isso, como se tratasse de algo muito sério, num calendário usado pelos maias, povo desaparecido da América Central.

Eles dizem que o calendário está inscrito em uma das pirâmides típicas da civilização maia.

Na verdade não está inscrito em pirâmide alguma, porque os maias gravavam os calendários em estelas de pedra. As estelas conhecidas estão em museus onde foram estudadas por especialistas sérios.

Instituto Nacional de Antropologia  e História (Tabasco, Mexico) exibiu  estela maia com o famoso calendário  para provar que nada há nele  sobre o fim do mundo
O Instituto Nacional de Antropologia
e História (Tabasco, Mexico) exibiu
estela maia com o famoso calendário maia
para provar que nada há nele
sobre o fim do mundo
Uma das mais famosas foi recentemente exposta pelo Instituto Nacional de Antropologia e História, em Tabasco, Mexico, exatamente para mostrar com a força da evidência que o famoso calendário nada diz nem tem a ver com o suposto “fim do mundo” em nossos dias.

Descoberta de Xultún: pá de cal na fraude da “pirâmide maia”

O mais antigo calendário maia, e, paradoxalmente o mais recentemente descoberto, foi encontrado nas ruínas da desaparecida cidade de Xultún, na Guatemala em 2010.

Os resultados da expedição e a interpretação cientifica dos descobridores foram apresentados à imprensa.

Os arqueólogos William Saturno, da Universidade de Boston, e David Stuart, da Universidade de Texas-Austin, lideraram a expedição arqueológica.

Detalhe do calendário maia de Xultún
Detalhe do calendário maia de Xultún
Eles explicaram que o calendário joga por terra as teorias apocalípticas segundo as quais aquele povo centro-americano vaticinava o fim do mundo para este ano.

O calendário é do século IX e documenta 17 ciclos lunares e planetários.

Segundo Stuart, houve “manipulação” do calendário maia e quando em 21 de dezembro de 2012 acabava o 13º ciclo, o calendário recomeçava e assim continuaria durante milhões de anos.

“É como o contador de quilômetros do carro: quando atinge o máximo o carro não acaba e o contador recomeça de zero”, explicaram os descobridores.

Eles, aliás, contaram que, após as pregações catastrofistas do ano 2000 “nós sabíamos que o próximo anúncio do fim do mundo seria 2012”. E o sensacionalismo não parou, malgrado seu fracasso.

Arqueólogo William Saturno trabalha no local da descoberta
Arqueólogo William Saturno trabalha no local da descoberta

A NASA

O astrônomo Jon U. Bell, 56, diretor do Planetário Hallstrom, do River State College, em Fort Pierce (EUA) e ex-diretor do Planetário Hayden da cidade de New York, reduziu à insignificância a “profecia” do fim do mundo em nossos dias.

Segundo ele, nessa onda de rumores não há conteúdo científico algum. Pelo contrário, na origem dessas “profecias” só há romances, e de má lei.

A NASA (North National Aeronautics and Space Administration - Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) montou uma página para desfazer essas enganações.

E as desfaz falando curto e direto, com a segurança do cientista – trata-se, aliás, de um grupo de cientistas – que entende das coisas.

Bell: nessa onda de rumores não há conteúdo científico algum
Bell: onda de rumores não tem conteúdo científico
“Nada de ruim vai acontecer com a Terra em nossos anos.

Nosso planeta tem-se saído muito bem por mais de 4 bilhões de anos e os cientistas confiáveis de todo o mundo não sabem de nenhuma ameaça associada a alguma data como 2012”, sublinhou ele.

O Dr. Bell cita uma das fontes daquilo que a NASA qualifica de “choradeira”: a novela ‘O horizonte invisível: mente, alucinógenos e I Ching’, de Terrence McKenna (“The Invisible Landscape: Mind, Hallucinogenics and The I Ching”). Já o título ostenta a extravagância salpicada de esoterismo da Nova Era.

No romance, o autor especula com o dia 21/12/2012, porque nele o sol vai estar na área de Sagitário.

Porém, acrescenta o Dr. Bell, nesse período do ano o sol está sempre em Sagitário. Todo o resto é ignorância e sensacionalismo.

O povo maia deu muita importância à astronomia. Nisto ele faz lembrar os caldeus no Oriente Médio, de onde saíram os Três Reis Magos após reconhecerem a estrela de Belém.

A similitude do interesse astronômico dos maias e dos caldeus, dois povos que viveram em regiões tão longínquas e em tempos tão diferentes, sugere mais uma vez a origem comum da humanidade.

A posterior dispersão dos povos com a Torre de Babel fez com que cada um levasse consigo algo do patrimônio científico comum que, com razão, podemos supor herdado de Adão.

Pirâmide de Chichén Itzá:
maias não acreditavam no fim do mundo
no fim do calendário,
mas em ciclos que se renovavam
Já tivemos ocasião de falar dessas heranças culturais e científicas que apontam uma origem comum de todos os povos. Origem de que nos fala a Bíblia e a teologia católica com tanta precisão.

Os maias construíram em pedra pirâmides de perfeição admirável comparáveis às do Egito. Até em alguns pontos as superam.

Com a ajuda de Nossa Senhora, esperamos ainda tratar em diversos posts sobre esse fundo comum de todos os povos, descendentes dos primeiros pais: Adão e Eva.

O diretor do Planetário Hallstrom explicou que os maias tinham três calendários que se encerravam periodicamente. Obviamente, eles próprios não achavam que o mundo acabaria no fim dos calendários, pelo contrário recomeçavam.

Os cientistas da NASA são bem claros: assim como o mundo não deixa de existir cada vez que em 31 de dezembro o calendário que você tem na cozinha acaba, mas recomeça novamente em 1º de janeiro, o mesmo acontece com o calendário maia.

Num outro romance (“Cosmogenese Maia” – “Mayan Cosmogenesis”), John Jenkins volta a explorar a fantasia do fim do mundo para 2012. Nada aconteceu

Os maias – esclarece ainda o astrônomo Jon Bell – não acreditavam nisso. Pelo contrário, caso se fixasse uma data para o término do universo segundo os critérios deles, essa data deveria ser posta muitos séculos no futuro.

Subprodutos ridiculizáveis

O alarmismo gosta de anunciar como mais ou menos iminente a data exata em que Historia acabaria.

Montevideu: pastor protestante anunciou o fim do mundo em 2011, mas ele acabou na clínica
Montevideu: pastor protestante anunciou o fim do mundo em 2011,
mas ele acabou na clínica
A maioria dos apocalípticos causadores de pânico prefere o 21/12/12; outros falam o 12/12/12. Trata-se de um jogo supersticioso de números.

Houve também quem falasse em 28/10/2011, enquanto o pastor protestante Harold Camping se adiantou “profetizando” o 21/5/2011.

Seus seguidores afixaram cartazes em várias cidades – em Montevideu, por exemplo.

Desapontado pelo fracasso de sua “profecia”, o pastor anunciou então nova data, mas acabou sofrendo um AVC, sendo internado num hospital de Oakland, na Califórnia.

A montagem do Nibiru

Outras sagas acenam com o “planeta” Nibiru, que colidiria com a Terra. Ele apareceria por trás do sol, “como a cada 3.600 anos”, e se arremessaria contra nós numa velocidade de 70.000 km/h.

O mito do Nibiru provém da antiga Babilônia. Ele está associado a um deus menor da mitologia suméria que não se sabe ao certo se designava Júpiter ou Mercúrio. Os sumérios possuíam conhecimentos muito reduzidos a respeito do sol, além de desconhecerem qualquer planeta além de Júpiter.

Um obscuro escritor russo-americano, também pertencente à pagã e abstrusa corrente Nova Era, desenterrou o mito do Nibiru e instalou nele homenzinhos verdes (os Amunakis), visando retorno comercial.

A NASA defende que o Nibiru ou qualquer outro objeto celeste do gênero é “boato da Internet”. Se estivesse vindo contra a Terra, já teria sido detectado e deveria ser visível a olho nu.

“Obviamente não existe”, concluiu o mais autorizado instituto mundial para o espaço. (No site da NASA, ver também a página “Ask an astrobiologist”)

O exagero sobre a inversão dos polos magnéticos terrestres

Ambientalismo espalhou muito pânico se disfarzando de ciência,  mas só é ideologia socialista/comunista
Ambientalismo espalhou muito pânico se disfarçando de ciência,
mas visando muita política e ideologia socialista/comunista.
Veja "Verde: a cor nova do comunismo
A inversão dos polos magnéticos é outro despropositado espantalho catastrofista misturado com 2012.

O fenômeno aconteceria a cada 400.000 anos. E a NASA desfaz qualquer temor:

“Em toda a medida dos nossos conhecimentos, uma inversão magnética dessas não causará nenhum dano à vida na Terra. Acresce que é muito improvável que aconteça uma inversão magnética nos próximos milênios”.

O mirabolante site ZetaTalk profetizou a inversão para o 15 de maio de 2003, mas ninguém levou a sério e nada aconteceu. Os “Zetas” seriam extraterrestres que falam através de uma emissária e vendem livros e CDs. Sem palavras...

Só uma sensação não explícita de que algo está profundamente errado na Terra pode levar a acreditar em tanta bobagem.

Alinhamento da Terra, do Sol e da Via Láctea

Fim do mundo em 2012: alarmismo e superstição
Fim do mundo em 2012: alarmismo e superstição
Não menos sem-pé-nem-cabeça é o medo espalhado pelo alinhamento da Terra com outros planetas e o centro da Via Láctea, nossa galáxia.

“Não haverá alinhamentos planetários nas próximas décadas – esclareceu a NASA. A Terra não cruzará o plano galáctico em 2012 e se porventura esses alinhamentos acontecessem, os efeitos na Terra seriam negligenciáveis.

“Em cada mês de dezembro, a Terra e o sol se alinham com o centro aproximado da Via Láctea, mas esta é uma ocorrência anual sem consequências”.

Os super-vulcões que destruiriam a vida na Terra

O delírio alarmista é reforçado por certo ecologismo apocalíptico que acena com a possibilidade de algum super-vulcão extinto, como o do Parque de Yellowstone, nos EUA, despertar.

O filme de catástrofe “2012”, de Roland Emmerich, encena de modo sugestivo e fantasioso esse macro-desastre hipotético.

Trata-se de um castelo de suposições que não resiste ao bom senso. A última erupção do gênero teria acontecido 600.000 anos atrás e não há sequer indícios remotos de que algum desses super-vulcões tenha retomado atividade digna de nota.

Tempestades solares

Tempestades são cíclicas e sol está em fase normal
Os “complotistas do 2012” – segundo o apelativo de “Le Post” – exploram o espectro das explosões solares, que obedecem a ciclos de 11 anos. Com base não se sabe bem em qual bola de cristal, profetizam uma arrasadora labareda do sol no ano “fatídico”.

De fato, na superfície do sol acontecem continuamente explosões que geram imensas tempestades magnéticas e de partículas.

Várias dessas atingem regularmente a Terra, e o fizeram até muito recentemente. Elas foram percebidas por sofisticados instrumentos e causaram danos passageiros às comunicações.

Mas, pergunta “Le Post”: “Você percebeu alguma coisa” no ano que passou? Ou neste que está passando?, acrescentamos nós.

“Não há risco especial algum associado a um ano determinado”, diz a NASA, sublinhando que o ciclo solar em andamento “não é diferente dos ciclos anteriores da História”.

Por que então tanto fala-fala em torno do ‘fim do mundo’ chegando?

“Fim do mundo” em 2012 não é ciência, mas revela problema moral e religioso

Importa reconhecer que a crise geral do mundo suscita em muitos espíritos a ideia da necessidade de uma intervenção divina para salvar a humanidade decaída. E que essa intervenção pode ser próxima ou muito próxima.

Nossa Senhora até chorou pelo mundo,
mas prometeu o triunfo de seu Imaculado Coração,
jamais falou de fim de mundo, e por cima em 2012!
Falam com clareza nesse sentido as mensagens de Nossa Senhora em Fátima, La Salette e Akita, para citarmos a principais.

Porém, o alarmismo que refutamos neste post nada fala de Nosso Senhor Jesus Cristo, nem das advertências de Nossa Senhora. Estas, sim, mereceriam ser mais faladas, inclusive nas igrejas.

O alarmismo nada tem a ver com a ciência, mas a desmoraliza pretendendo falar, por vezes, em nome dela.

O alarmismo nada tem a ver com a fé, mas confunde a fé se misturando com sentimentos e revelações genuínas que nada tem a ver com ele.

O alarmismo obedece a outras razões ligadas à propaganda ambientalista extremada na qual foram se refugiar os ativistas frustrados pelo fracasso do socialismo. Mas, isto não é ciência nem religião, mas política e agitação.

Essa propaganda, entretanto, não deixa de ser danosa. Se Deus, para o bem dos homens, decidir executar as advertências feitas por meio de Nossa Senhora, poderá acontecer que muitos homens, confundidos pelo alarmismo, não sejam capazes de interpretar bem os fatos enormes que então advirão.

Para completar a abordagem do assunto, tratamos dos aspectos proféticos do assunto num blog consagrado especificamente à temática:


Veja:
Falsas “profecias” sobre o iminente “fim do mundo” são alarmismo danoso

 
Avisos do Céu falam que hoje não vivemos o fim mas o prelúdio de um triunfo divino

Mais santos falam que não vivemos no fim do mundo, mas nas proximidades de um triunfo divino

Nossa Senhora anunciou que não vivemos no fim do mundo mas num preâmbulo do triunfo divino

A voz dos Papas aponta a vitória da Igreja sobre o Leviatã do caos universal nos dias vindouros

domingo, 22 de julho de 2012

Escavações põem à luz do sol as minas de cobre do rei Salomão

Prof. Thomas Levy, arqueólogo da Universidade da Califórnia–San Diego
Prof. Thomas Levy, arqueólogo da Universidade da Califórnia–San Diego
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O Prof. Thomas Levy (foto) arqueólogo da Universidade da Califórnia – San Diego encontrou as provas da existência das famosas “minas de cobre de Salomão”.

Tais minas exploradas pelo rei-profeta Davi e seu filho o rei Salomão, segundo o relato bíblico encontravam-se no reino de Edom, ao sul do Jordão.

O Prof. Levy dirigiu uma equipe internacional de arqueólogos que publicaram uma matéria sobre a descoberta em The Proceedings of the National Academy of Sciences dos EUA em 28/10/2008.

Ele anunciou que apresentaria ainda mais revelações numa reunião no 18 de fevereiro próximo (2009) no Social Sciences Supper Club, da sua Universidade.

Junto com Mohammad Najjar, dos Jordan's Friends of Archeology, o arqueólogo escavou um antigo centro de produção de cobre em Khirbat en-Nahas (que significa “ruínas de cobre” em árabe).

Restos das fundições
Restos das fundições
As amostras ali encontradas passaram por testes de radiocarbono.

Estes lhes atribuíram uma antiguidade que remonta ao século X antes de Cristo.

Nisto concordam com a narração bíblica que põe nessa época os reinados de David e Salomão.

A pesquisa apontou também um crescimento da atividade metalúrgica no local durante o século IX antes de Cristo, fato que concorda com o que o Antigo Testamento nos fala dos edomitas.

Khirbat en-Nahas encontra-se no local que a Bíblia identifica como Reino de Edom, um feudo do antigo Reino de Israel.

Excavações confirmam historicidade das narrações da Bíblia
Excavações confirmam historicidade das narrações da Bíblia
De fato, já nos anos ’30 do século passado, o arqueólogo americano Nelson Glueck declarou ter descoberto as “minas de Salomão” na região.

Mas os seus achados foram menosprezados com a alegação de que a Bíblia teria sido “pesadamente re-escrita” no século V antes de Nosso Senhor.

Este argumento não era estritamente científico e estava viciado de preconceito anti-cristão, mas pegou, tão forte estava a animadversão anti-católica.

Agora”, diz Levy, “nos temos a evidência de que complexas sociedades estiveram ativas nos séculos X e IX antes de Cristo, e isto nos conduz ao debate sobre a historicidade das narrações da Bíblia”.

Excavações confirmam historicidade das narrações da Bíblia. Ruínas em Khirbat en-Nahas
Excavações em Khirbat en-Nahas confirmam historicidade da Bíblia
A jazida arqueológica de Khirbat en-Nahas inclui por volta de 100 prédios  – inclusive uma fortaleza – colocados no centro de uma vasta área que pode ser vista claramente em Google Earth.

Há minas e trilhas de mineração em abundância.

Uma prova adicional foi fornecida por objetos egípcios trazidos à luz no local.

Ditos objetos ‒ um escarabeu e um amuleto ‒ foram achados numa camada geológica que corresponde à brusca interrupção da produção.

Esse conjunto de indícios aponta para a bem documentada invasão militar do Faraó Sesac que tentou destruir a atividade econômica da região após a morte de Salomão.

Episódios da vida do rei-profeta David. Salomão com muitas mulheres que o levaram à perdição. Manuscrito da Spencer Collection, Ms 002.
Episódios da vida do rei-profeta Davi.
Salomão com muitas mulheres que o levaram à perdição.
Manuscrito da Spencer Collection, Ms 002.
O segundo livro das Crônicas (12; 1-12) fala abundantemente dessa guerra, como punição ao relaxamento do povo judeu na prática dos Mandamentos :
1. Estando seu reino constituído e firmado, Roboão abandonou a Lei do Senhor, e todo o Israel seguiu-lhe o exemplo.

2. Durante o quinto ano de seu reinado, por causa dos pecados de Jerusalém contra o Senhor, Sesac, rei do Egito, veio atacar a cidade

3. com 1.200 carros e 60.000 cavaleiros. Um inumerável exército de líbios, suquitas e etíopes acompanhavam-no desde o Egito.

4. Apoderou-se das cidades fortes de Judá e chegou a Jerusalém.

5. O profeta Semaías dirigiu-se a Roboão e aos chefes de Judá que se tinham concentrado em Jerusalém, com a aproximação de Sesac. Eis, disse-lhes ele, o que diz o Senhor: Vós me abandonastes; eu também vos abandono nas mãos de Sesac.

6. Então os chefes israelitas e o rei se humilharam e disseram: O Senhor é justo.

7. Em vista deste ato de humildade, a palavra do Senhor foi dirigida a Semaías nestes termos: Eles se humilharam; não os deitarei a perder. Dar-lhes-ei em breve um meio de salvação. Minha ira não se desencadeará sobre Jerusalém pela mão de Sesac.

O rei Davi compondo os Salmos inspirado por Deus, Manuscrito na Universidade de California - Berkeley, nº 131
O rei Davi compondo os Salmos inspirado por Deus
8. Mas eles terão que servir para que saibam distinguir entre o meu serviço e o serviço dos reis estrangeiros.

9. Sesac, rei do Egito, atacou, pois, Jerusalém. Levou os tesouros do templo do Senhor e os do palácio real, sem nada deixar. Levou especialmente os escudos de ouro que Salomão tinha fabricado.

10. Para substituí-los, o rei Roboão mandou fazer escudos de bronze e os entregou em mãos dos chefes das guardas da porta do palácio real.

11. Cada vez que o rei ia ao templo do Senhor, esses guardas os levavam; em seguida, devolviam ao corpo da guarda.

12. Portanto, em virtude de seu ato de humildade, a ira do Senhor apartou-se dele, e sua ruína não foi total. Em Judá havia ainda coisas boas. Fonte: Bíblia Católica

E também o primeiro livro dos Reis (14;25): “No quinto ano do reinado de Roboão, Sesac, rei do Egito, atacou Jerusalém”. Fonte: Bíblia Católica.
O Prof. Levy partilha certo ceticismo com respeito aos Livros Revelados, porém teve que ceder ante a evidência científica:

“Não podemos acreditar em tudo o que nos dizem os antigos livros, porém esta descoberta mostra uma confluência entre os dados arqueológicos e científicos e a Bíblia”, declarou ele ao “The Jerusalem Post”.


quinta-feira, 17 de maio de 2012

2012: o que dizem as profecias dignas de crédito?

"Fim do mundo em 2012": falsas profecias  tocam no desespero e na blasfêmia
"Fim do mundo em 2012": falsas profecias
tocam no desespero e na blasfêmia
Em recente post tratamos dos boatos sobre o infundado "fim do mundo" no presente ano de 2012. E o fizemos basicamente do ponto de vista da ciência.

O tema, porém, tem um importante conteúdo essencialmente religioso que não tratamos nesse post.

Para completar a abordagem do assunto, tratamos dos aspectos proféticos do assunto num blog consagrado especificamente à temática:


Veja:
“Profecias” sobre o “fim do mundo” em 2012: alarmismo danoso

“2012”: Avisos do Céu falam que hoje não vivemos o fim mas o prelúdio de um triunfo divino

“2012”: mais santos falam que não vivemos no fim do mundo, mas nas proximidades de um triunfo divino

“2012”: Nossa Senhora anunciou que não vivemos no fim do mundo mas num preâmbulo do triunfo divino

“2012”: a voz dos Papas aponta a vitória da Igreja sobre o Leviatã do caos universal nos dias vindouros

segunda-feira, 5 de março de 2012

O exoplaneta Gliese 436b e “os possíveis de Deus”

Planeta extrasolar GJ 436b. Imagem artistica
Astrônomos de diversas equipes confirmaram a descoberta de mais um planeta extrasolar, ou exoplaneta.

Localizado na constelação do Leão, a 30 anos-luz da Terra, ele foi descoberto originalmente – segundo equipe do Observatório de Genebra – pelos cientistas do Carnegie Institute de Washington e da Universidade de Califórnia–Berkeley, tendo sido chamado GJ 436b, ou também Gliese 436b.

Não é o primeiro planeta a ser descoberto fora do sistema solar. E provavelmente não será o último, pois muitos outros ainda poderão ser detectados.

O planeta possui características surpreendentes para quem está habituado à nossa aconchegante Terra.

De acordo com os astrônomos, que usaram o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, o GJ 436b tem o tamanho de Netuno.

Ele orbita a pequena distância da estrela vermelha Gliese 436. Por isso, seu ano dura 2 dias e 15 horas e meia. A proximidade de seu sol faz com que a temperatura estimada na sua superfície seja de 439 °C.

terça-feira, 17 de maio de 2011

O halo solar de Fátima filmado desde uma casa

Veja vídeo
O fenômeno meteorológico
filmado desde uma casa
A respeito da auréola formada sobre o imenso número de peregrinos que assistiam às cerimônias e orações na esplanada do Santuário de Fátima, Portugal, a 13 de maio último (2011):

Chegou até nós um vídeo caseiro, mas suficientemente nítido, do fato no céu, tirado desde uma casa na cidade de Fátima.

Julgamos que poderia ser de interesse para nossos leitores e aqui o publicamos.

CLIQUE AO LADO.






segunda-feira, 16 de maio de 2011

13 de maio em Fátima: halo solar impressiona multidão

Agência Lusa





No dia 13 de maio uma grande multidão de peregrinos reuniu-se em Fátima, aliás, como é costumeiro nesta grande data que comemora a primeira aparição de Nossa Senhora em 1917.

Foto de jornal
No auge das orações verificou-se um fenômeno natural que raramente acontece no local: um halo solar.

Considerando que em Fátima Nossa Senhora quis se manifestar ao povo com fenômenos luminosos como o famoso Milagre do Sol, em 13 de outubro de 1917, tem procedência se perguntar se este fenômeno foi um sinal do Céu.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Investida atéia pretende que o nada produziu o Universo (2)

Stephen Hawking tem muito prestigio nos ambientes anti-católicos. Na foto, com Obama.
continuação do post anterior

Gleiser toca num ponto para o qual acenamos aqui apenas de passagem: Sendo a inteligência do homem limitada, por mais que avancem os estudos da física, jamais o homem chegará à compreensão final, última, da matéria, do fenômeno da vida, da alma espiritual; numa palavra, do Universo criado.

Só a mente divina compreende tudo até o fim. Por mais que o homem progrida nos seus conhecimentos, desfechará sempre no mistério, que lhe abrirá novas portas para a investigação, sem que jamais chegue à compreensão total e final.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Investida atéia pretende que o nada produziu o Universo (1)

Recentemente o físico inglês Stephen Hawking publicou um livro pretendendo que o nada por si próplrio teria gerado a Criação. Para esta afirmação ele apela a argumentos de tipo científico mas envolve como presuposto o ateísmo, se afastando dos limites da ciência.

A árdua tese foi alvo de muita discussão e reprovação também por parte de cientistas. Oferecemos a seguir uma amostra dessa polêmica com muitos e decisivos argumentos esclarecedores do truque ateu.





Muitas vezes os grandes sábios não entendem o que, no entanto, era ensinado com simplicidade e concisão aos meninos e meninas que outrora se preparavam para a Primeira Comunhão.

O físico inglês Stephen Hawking “é um cientista de grande fama, conhecido por sua terrível desgraça, até pelo público que não se interessa por astrofísica. Mais de uma vez foi visto na televisão com o seu pobre corpo devastado por uma doença degenerativa do sistema nervoso, que o obriga a andar numa cadeira de rodas e lhe permite comunicar-se apenas através de um sintonizador” (Stefano Zecchi no “Il Gornale”, de Milão, 3/9/2010).

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Delírios do evolucionismo para extinguir o homem com ares de progresso (6 e fim)

Richard Dawkins, líder da militância atéia evolucionista hodierna
continuação do post anterior

O pesadelo da confusão das espécies

Para os evolucionistas mais desinibidos, a “vida inventada de cabo a rabo” mergulhar-nos-ia no “paraíso da biodiversidade”.

Este consistiria numa utopia igualitária onde as fronteiras entre o homem e os demais seres vivos seriam violadas, para aparecer toda sorte de híbridos: macacos-homens ou animais-vegetais.

Richard Dawkins, o mais renomado porta-voz hodierno do evolucionismo, deplora que “nossa moral e nossa política pressupõem [...] que a separação entre o homem e o animal é absoluta”.

Ele deblatera contra os “pró-vida”, que se opõem ao aborto e à eutanásia com base em critérios éticos, como sendo seguidores especialmente condenáveis desse “erro”.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

'Cultura da morte' tem base no evolucionismo (5)


continuação do post anterior

Darwin e o eugenismo adotado pelo evolucionismo

O termo eugenismo — de origem grega, significando melhoramento genético — foi cunhado por um primo-irmão de Charles Darwin e adepto da teoria da evolução, o matemático Francis Galton (1822-1911).

Ele tentou criar uma “ciência para o melhoramento das linhagens” humanas, inspirada na criação dos animais. As doenças, os problemas sanitários, sócio-econômicos ou sociais, como os ligados às classes pobres, eram interpretados como fruto de “taras congênitas” próprias a espécimes “inferiores”.

A utopia eugenista foi adotada pelo evolucionismo social. Diversos métodos foram concebidos para detectar os indivíduos, categorias ou raças “decadentes” ou “inferiores”, que deveriam ser segregados, eliminados ou impedidos de se reproduzir para não servir de obstáculo ao progresso da evolução social.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ateísmo e marxismo encontram apoio em Darwin (4)

Onibus ateu de Richard Dawkins
continuação do post anterior

Um exemplo de “cruzada sem cruz” no Brasil

O apologista mais rumoroso do darwinismo, o biólogo Richard Dawkins, promoveu uma coleta de fundos para pagar anúncios colados em ônibus urbanos de cidades como Londres e Madri — os chamados ônibus-ateus —, com a mensagem: “Provavelmente Deus não existe. Deixe de se preocupar e goze sua vida”.

Em sua “cruzada sem cruz” contra Deus e o Criador, Dawkins esteve no Brasil. Falou sobre o tema “Fé e ciência não vivem juntas”, na 7ª Festa Literária Internacional de Paraty (RJ).

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Evolucionismo tenta abafar debate científico sério (3)

continuação do post anterior

Cascata de conjeturas inverificáveis

Os discípulos de Darwin tentaram dar embasamento científico a essa acumulação de “obscuridades confusas do passado”, onde Darwin dizia ler com tanta facilidade.

Eles até acrescentaram que, na origem, houve uma célula que teria aparecido há quatro bilhões de anos, batizada de LUCA (Last universal common ancestor, ou derradeiro ancestral comum universal).(5)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A investida do evolucionismo contra a Bíblia e toda religião (2)

continuação do post anterior

Darwin percebeu que, sem um princípio e um fim, o homem ficaria escravo, como um bicho, ao capricho de sua fantasia e de seus instintos:

Um homem que não tem uma crença bem sólida na existência de um Deus pessoal, ou numa existência futura com retribuição e recompensa, não pode ter outra regra de vida, segundo me parece, senão seguir seus impulsos e seus instintos mais prementes, ou que ele acha os melhores”.

Esta conclusão, ele a enfeitou com sentimentos típicos do romantismo vitoriano do século XIX.

Sua crise religiosa, que descambou para a apostasia e para o anticristianismo, correu lado a lado com a explicitação do evolucionismo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Evolucionismo: a história de um anti-cristianismo visceral que visa a extinção do homem manipulando a ciência (1)


Charles Darwin (1809-1882) nasceu numa abastada família inglesa. Estudou ciências naturais nas universidades de Edimburgo e Cambridge.

Ainda jovem, empreendeu uma viagem de quase cinco anos em volta da Terra (1831-1836). Nela acumulou observações e amostras do reino animal.

De retorno à Inglaterra, guardou as anotações embaixo de uma escada. As crianças da casa arrancavam as folhas para brincar.

Mais de vinte anos depois, o naturalista Alfred Russel Wallace (1823-1913) mostrou a Darwin o livro que ia publicar, com idéias próximas às dele.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O corpo incorrupto do Servo de Deus D. Buenaventura Codina y Augerolas, bispo de Canárias

Rosto do Servo de Deus Buenaventura Codina y Augerolas,
exposto na Catedral de Santa Ana, Las Palmas de Gran Canaria, Espanha
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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O Servo de Deus Mons. Buenaventura Codina y Augerolas foi bispo de Las Palmas, Canárias, Espanha.

Nasceu em Hoatalia (Gerona, Espanha), em 1785. Em 1809 ingressou na congregação da Missão ou de São Vicente de Paula, na qual foi ordenado sacerdote.

Durante vinte anos foi diretor geral da Congregação das Filhas da Caridade na Espanha.

Foi sagrado em 1848 e foi enviado a Las Palmas, capital das ilhas Canárias, junto com Santo Antonio Maria Claret.

Ele enfrentou com heroísmo as revoluções anticlericais laicistas que causaram incontáveis mortes e destruições na Espanha, expondo sua própria vida.

Teve que agir com firmeza e habilidade face a governos liberais e de fundo anti-cristão.

Trabalhou incansavelmente durante a peste de cólera que atacou as ilhas e dizimou a metade da população.

O prelado foi perseguido até pelo diretor de sua ordem religiosa que o expulsou dela alegando ter aceitado o bispado sem licença.

D. Buenaventura em verdade renunciara três vezes ao bispado, mas o Papa o manteve pela força da obediência.

O Servo de Deus morreu em 1857 com fama de santidade.

Por ocasião da exumação, seu corpo foi achado incorrupto e está exposto na catedral das Canárias.


Vídeo: Servo de Deus Mons. Buenaventura Codina y Augerolas, bispo de Canárias, Espanha
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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Evangelho de Judas patenteia iniqüidade da gnose - 2

Caim, Fernand Cormon
continuação do post anterior

O Evangelho de Judas faz compreender o oceano de maldade que contém a heresia gnóstica. Pois somente um tal ódio à Criação pode levar a venerar Caim, assassino de seu irmão Abel, o justo, cujo sacrifício era grato a Deus (Gen. 4, 3-15); a cultuar Esaú — figura bíblica dos réprobos —, que vendeu a primogenitura em favor de Jacó, o abençoado pai das doze tribos de Israel (Gen. 25, 29-34); a se identificar com os habitantes de Sodoma, que Deus reduziu a cinzas devido a seu vício inveterado da homossexualidade (Gen. 19); a venerar Coré que, com Datã e Abiron, revoltou-se contra Moisés, tendo a terra os engolido com corpo e alma, junto com todos os seus, enquanto um fogo do Céu consumiu seus ministros (Num. 16, 31-35). Só faltou incluir o culto a Lúcifer...

Esse erro gnóstico atinge toda sua hediondez na exaltação de Judas, o traidor que por 30 míseras moedas vendeu Nosso Senhor Jesus Cristo. Segundo São João, o demônio possuíra a alma de Judas (Jo 13, 2). Nosso Senhor disse do apóstolo traidor que “teria sido melhor que este homem não tivesse nascido” (Mt 26, 24). A esse homem, entretanto, os cainitas atribuíram o Evangelho saído da pluma deles.

O Evangelho de Judas torna patente o ódio a tudo quanto existe, acalentado por essa infiltração herética na Igreja do século de Santo Irineu.

Só desse século?

Beijo de Judas, Cimabue
Trevas do “evangelho” cainita sobre o século XXI

Aqui começa o aspecto talvez mais revelador desse falso evangelho, tão favorecido pela orquestração anticatólica. Esta sugere um como que retorno vitorioso do cainismo, no atual auge de pecado e de desfiguramento da Igreja Católica. O Evangelho de Judas encontrou o terreno psicológico preparado, em largos setores da opinião pública, por sucessivas ofensivas de blasfêmia e de contestação das leis e da disciplina da Igreja. Seria preciso um livro para conter um sumário delas. Basta pensar no movimento gnóstico e neopagão que leva o rótulo de Nova Era. O Código Da Vinci –– novela e filme –– é um dos episódios mais recentes e notórios dessa ofensiva.

Mas, se fosse só isso...

O postulado essencial do Evangelho de Judas vem sendo defendido, com matizações diversas, por teólogos que estão no fulcro da revolução eclesiástica que levou S.S. Paulo VI a afirmar que “a fumaça de Satanás penetrou no templo de Deus”. Expoentes da teologia moderna defendem há décadas uma reabilitação de Judas Iscariotes, forçando uma apresentação dele como instrumento da vontade de Nosso Senhor.

Conseqüência: tentativa de demolição da Igreja

Desde logo, a propaganda desse evangelho apócrifo semeia dúvidas entre os fiéis a respeito da Igreja e das Sagradas Escrituras. Mas, se essa ofensiva continuar, pode ir mais longe. Até onde?

Trabalhos sobre os papiros na Universidade de Arizona
Para responder nos limites de um post, consideremos o que aconteceria se, como querem insinuar tantas manchetes midiáticas, o conteúdo do Evangelho de Judas fosse verídico. Forçosamente, teríamos que concluir que os Evangelistas deturparam o Novo Testamento, pois entenderam mal o verdadeiro ensinamento de Nosso Senhor. Em conseqüência, a Igreja católica seria uma falsa instituição, fundada nesses Evangelhos. Seria necessário que Ela revisse dois mil anos de história e fizesse pública emenda de sua atuação visando a salvação das almas. Em sentido inverso, deveria exaltar o evangelho cainita e tudo o que Ela condenou como heresia, mal ou pecado.

O culto dos santos deveria ser substituído pelo dos heréticos que a Igreja condenou: Lutero esmagaria Santo Inácio, Santa Teresa de Jesus e o Concílio de Trento; Maomé sobrepor-se-ia aos Papas e cruzados santos; Robespierre, a Luís XVI, a Maria Antonieta e aos contra-revolucionários do século XIX; Freud, às santas virgens; Marx, aos mártires do comunismo. No Brasil, a obra de missionários santos como Anchieta deveria ser rejeitada em favor dos costumes idólatras dos índios primitivos, cujo estilo de vida mais lembrasse os errantes filhos de Caim.

A mãe que aborta seu filho estaria mais em consonância com Judas, que ajuda Jesus a se libertar do seu “invólucro carnal” entregando-o à morte cruel e injusta. Outro tanto poder-se-ia dizer dos promotores da eutanásia. Afinal, a tão denunciada “cultura da morte” não estaria mais próxima de uma “cultura cainita”, sintonizada com o Evangelho de Judas? A revolução homossexual não seria a reabilitação de Sodoma, e portanto mais uma vitória reparadora do cainismo?

O caos moral e religioso de nosso século, à luz do Evangelho de Judas, não teria então uma coerência e uma lógica — aliás, uma anti-lógica — pavorosamente estruturada?

Idéia do Evangelho de Judas circulava antes de ser revelada

Em contraposição, alguém poderia argumentar: é árduo julgar que os artífices desse caos atual estivessem compenetrados do espírito e das doutrinas de um pseudo-evangelho, que há 1.700 anos aguardava numa caverna do Egito o momento de ser descoberto.

Eis outro dos enigmas a respeito do qual este evangelho gnóstico levanta uma ponta de véu. Nos anos 1970, Paulo Coelho e Raul Seixas compuseram a música Judas. Nela cantavam a idéia central do papiro, hoje sob os holofotes: “Parte de um plano secreto, / amigo fiel de Jesus, / eu fui escolhido por ele / para pregá-lo na cruz”.(3) Em 1973, na ópera-rock Jesus Cristo Superstar, Judas cantava: “Realmente não vim aqui por minha própria vontade”. Em 1977 o mesmo conceito apareceu na novela de Taylor Caldwell, Eu, Judas.(4) Exemplos sintomáticos como estes abundam na cultura rock ou contestatária e no progressismo mais avançado.

Como esses autores chegaram a tal sintonia profunda com o Evangelho de Judas? Não sei. Apenas constato sua concordância, superando um espaço temporal de séculos. Mas, sobretudo, verifico que entre o espírito da “autodemolição” da Igreja e, na ordem temporal, a Revolução Cultural, existe uma afinidade com a filosofia desse anti-evangelho gnóstico.


O que fará a Providência Divina em revide a essa revelação da gnose cainita, contida no Evangelho de Judas, mas já professada por agentes revolucionários antes mesmo de se conhecer os papiros coptas? A ação de Nossa Senhora costuma ir indizivelmente além de tudo o que de melhor possamos imaginar.

Será sempre a resposta de uma bondade e de uma beleza que empolga os bons e aterroriza os maus. A Ela volta-se pois nossa prece, confiando na vinda próxima do Reino do seu Imaculado Coração, como prometido em Fátima.

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Revelações do enganoso Evangelho de Judas - 1

Evangelho de Judas, local da descoberta, El Minya, Egito
O apócrifo Evangelho de Judas foi bafejado pela mídia de modo a semear dúvidas em relação à Igreja Católica, em sincronia com a onda de blasfêmias impulsionada pelo romance O Código Da Vinci.

A notícia sobre um papiro, velho de 1.700 anos, deu volta ao mundo com grande orquestração publicitária. O nome do escrito inspira horror: Evangelho de Judas.

O conteúdo é tão ofensivo quanto falso: Judas teria sido o discípulo perfeito do Redentor! O mercador péssimo teria perpetrado a infame traição em combinação com o próprio Filho de Deus! E isso porque Nosso Senhor Jesus Cristo ansiava libertar-se do “invólucro carnal”, segundo pregam as religiões pagãs mais prenhes de panteísmo e gnose.

Um documento sobre esse pseudo-evangelho, dito de Judas, foi emitido pelo National Geographic Channel no Domingo de Ramos, reincidindo no velho costume anticlerical de difundir blasfêmias ou fraudes religiosas durante a Semana Santa.

Porém, bem analisada, a manobra publicitária acaba se voltando contra os seus autores. Pois o estudo sereno do velho papiro fornece, de um lado, uma inesperada confirmação de ensinamentos¬ da Igreja; de outro, esclarece aspectos nebulosos da “autodemolição” da Igreja, de que falou S.S. Paulo VI.

Assim é a santidade da Igreja Católica. Quando seus adversários julgam dar-lhe um golpe formidável, este vira-se contra eles, para maior glorificação da Esposa de Cristo.

Mostra sobre o Evangelho de Judas, National Geographic Society, Washington
Os falsos e milenares papiros encontrados

O Evangelho de Judas consta de 13 folhas escritas frente e verso, em língua copta, tendo poucos parágrafos claramente legíveis. Foi encontrado em 1978 numa caverna de El Minya, no Egito, integrando um conjunto de apócrifos de conotações esotéricas.

Chamam-se apócrifos os livros não-canônicos, ou seja, que não pertencem à Revelação. Há dezenas deles. Alguns aportam dados históricos, muitos contêm graves erros e outros não passam de panfletos mal-intencionados.

Após muitas peripécias — algumas, por certo, bastante obscuras — os papiros chegaram à National Geographic Society, graças à Maecenas Foundation for Ancient Art e ao Waitt Institute for Historical Discovery, que arcaram com os milionários custos de restauração e análise. Os estudos científicos foram efetivados por uma equipe de técnicos especializados em manuscritos coptas. Estes concluíram que as folhas datam dos anos 220-340 da era cristã.

Origem do Evangelho de Judas denunciada por Santo Irineu

Assim sendo, tratar-se-ia de cópia de um apócrifo –– já condenado no ano 180 por Santo Irineu, bispo de Lyon e Padre da Igreja –– do qual não se conservava exemplar algum.

Fragmento do Evangelho de Judas
O próprio Santo Irineu, em sua obra apologética Contra as heresias, transmitiu-nos o conteúdo do fraudulento Evangelho de Judas. Explica o santo bispo de Lyon que, nos tempos apostólicos, houve numerosas tentativas de infiltração de heresias nas comunidades cristãs. Falsos convertidos espalhavam erros e perturbavam a união na fé e na caridade.

O cabeça de tais perturbadores foi Simão, o Mago. Esse feiticeiro quis comprar dos Apóstolos o poder de fazer milagres. São Pedro repeliu-o, dizendo: “Tu estás preso nos laços da iniqüidade” (Atos, 8, 23).

Simão, o Mago, é tido como o “pai das heresias”, e de sua sacrílega tentativa vem o nome do pecado de simonia. Seus seguidores pregavam a velha doutrina da gnose (literalmente: “conhecimento”), segundo a qual os seres teriam sido criados por uma potência maligna ou seriam fruto de alguma desgraça cósmica.

Para os gnósticos, seria bom que os seres deixassem de existir ou se dissolvessem no nada. Em estulta contradição, eles atribuem a esse nada um valor divino. No conhecimento dessa doutrina e dos meios para realizar seu objetivo niilista consiste a essência da gnose — talvez o pior dos erros.

Entre os prosélitos de Simão, o Mago, Santo Irineu aponta a seita dos cainitas. Estes diziam que Caim foi criado por um poder superior. Ademais, julgavam-se irmãos espirituais de Esaú, de Coré, dos habitantes de Sodoma e outros semelhantes.

“E dizem — acrescenta Santo Irineu — que Judas, o traidor, foi o único que conheceu todas estas coisas exatamente, porque só ele entre todos conheceu a verdade, para realizar o mistério da traição [...]. Para isso mostram um livro que eles inventaram, que chamam de Evangelho de Judas”. Santo Irineu conta ter “recolhido esses escritos, nos quais eles incitam a destruir a obra do Criador do Céu e da Terra”.

continúa no próximo post

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segunda-feira, 8 de março de 2010

Os anjos povoam e governam as vastidões estelares (II)

Continuação do post anterior.

Os anjos vivem na presença de Deus, O contemplam e glorificam, como príncipes da Corte Celeste. Mas, seria digno de Deus estar rodeado de príncipes sem reino, legiões de aleijados, de potentados que não têm nada a fazer?

A este respeito, São Tomás de Aquino com toda sua imensa autoridade e sabedoria dá-nos preciosos ensinamentos na sua magistral “Suma Teológica”.

Sobre tudo no tratado “A providência divina, ou o governo divino do mundo por meio dos anjos” (“De Deo gubernatore: De gubernatione Dei ab Angelis”) que faz parte da Suma Teológica (Parte III, questões 106 até 114).

Nele, o Anjo das escolas demonstra em primeiro lugar que “pela mesma razão pela qual os anjos inferiores são regidos pelos superiores; todas as coisas corporais são regidas por anjos.” (q.101, a.1)

Logo a seguir esclarece que isto não só é ensinamento de todos os Doutores da Igreja ‒ que para nós católicos seria suficiente. Mas, é a opinião de todos os filósofos não-cristãos que não foram ateus ou materialistas: “Esta opinião não é exclusiva dos Santos doutores, mas é também a de todos os filósofos que admitiram a existência de substancias incorpóreas.”

Essa presidência dos anjos sobre os astros não prescinde das leis naturais inscritas por Deus na natureza. Pelo contrário, as pressupõe. O poder angélico lhes comunica impulso e vigia para que tudo corra em ordem. Como o carro que funciona de acordo com as leis da mecânica, mas precisa de um motorista que o guie e controle.

Por isso, São Tomás diz: “os seres corpóreos têm ações determinadas; mas só as executam na medida que são movidos: porque é próprio do corpo só agir por meio do movimento; e portanto é preciso que a criatura corporal seja movida pela espiritual” (id. ibid., ad 1)

Para o Angélico Doutor, uma das provas de que os anjos presidem as coisas puramente corporais, é que pelo ministério dos anjos Deus opera muitos milagres (q.110 a.1).

Destas e muitas outras doutrinas que o Anjo das Escolas desenvolve no mesmo lugar, podemos tirar a conclusão tranqüila que as imensidades astronômicas estão povoadas por uma presença angélica ativa que as governa e conduz a seu fim.

Então, as maravilhas que a astronomia desvenda dia após dia no Universo sideral são também manifestações da atividade dos espíritos angélicos que regem o número infindável de astros, estrelas e constelações.


Só os anjos?

Ainda caberia uma consideração que não provém das ciências naturais ‒ como nos posts anteriores ‒ mas da teologia.

Na hora da revolta de Lucifer, um certo número de demônios não foi precipitado logo no inferno com o pai da mentira. E ainda pervagam pela criação até serem encerrados definitivamente no inferno.

Eles são aludidos geralmente como “demônios dos ares”.

Contra eles nos adverte São Paulo Apóstolo: “Não temos que lutar somente contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados e as potestades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra os espíritos malignos espalhados pelos ares...” (Ef 6, 10-11).


Entram nessa categoria as casas e lugares infestados: objetos que voam ou se deslocam de lugar, sons estranhos ou perturbadores; distúrbios visíveis, estranhos e repentinos que se verificam no mundo vegetal e no mundo animal (árvores ou plantações que secam repentinamente, doenças desconhecidas nos animais, pragas, etc.).


Certos fenômenos ou calamidades de aparência e estruturas naturais (tempestades, terremotos e outros cataclismos, incêndios, desastres, etc.) podem ter igualmente o demônio como autor, senão único direto, ao menos parcial e dirigente.


Por exemplo, o raio que caiu do céu e consumiu os pastores e as ovelhas de Jó, do mesmo modo que o vento do deserto que fez cair a casa dos filhos do Patriarca, esmagando-os sob as ruínas, foram suscitados por Satanás (Jó 2, 16-19). (cfr. “Anjos e Demônios ‒ A Luta Contra o Poder das Trevas
”, Gustavo Antônio Solimeo ‒ Luiz Sérgio Solimeo)

Não seria pois de estranhar que diabos desses quisessem por em desordem as maravilhas do Universo astronômico.

Mais, uma razão para os anjos de Deus presidirem os astros e uma esplendida oportunidade de exercerem os poderes que Deus lhe conferiu pondo em fuga esses diabos desordeiros e perturbadores.

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