segunda-feira, 23 de maio de 2022

O cientista descrente que se rendeu à evidência

Barrie Schwortz: era incrédulo, estudou 37 anos o Santo Sudário
e hoje tem certeza que é autêntico!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








continuação de: Cientista incrédulo estudou 37 anos o Santo Sudário e hoje tem certeza: é autêntico!



CWR: Ele foi esticado na cruz de maneira a deslocar os braços? Uma parte de sua barba foi arrancada?

Barrie Schwortz: A evidência forense nos diz que seus braços poderiam ter sido esticados a ponto de sofrerem uma luxação. Nós observamos que sua barba está divida ao meio, o que indica que ela poderia ter sido arrancada.

No fim, a evidência forense indica que a narração do Evangelho é uma descrição exata do que aconteceu durante a Paixão de Cristo.

CWR: Que descrição de Cristo o senhor pode nos oferecer com base em seu estudo do Sudário?

Schwortz: Ele era um homem bem constituído, que hoje poderíamos descrever como um homem belo. Tinha um busto forte, um peito profundo e ombros de bom tamanho.

Isso faz sentido, já que era um carpinteiro. Naquele tempo ele tinha de ir para fora a fim de cortar uma árvore, serrá-la e dividi-la, coisas que exigem muita força física.

A respeito de sua altura, é difícil dizer. Não há nenhum limite definido na imagem. O pano também pode ter sido afetado pela umidade ou esticado. Dito isto, o nosso melhor palpite é 1,78 ou 1,80 m de altura.

Assim, ele seria um homem bem alto para a época, mas não tão alto que os escritores do Evangelho tivessem mencionado o fato. Na verdade, temos os restos de judeus da época que mediram mais de 1,83 metros.


Barrie Schwortz:

“A narração do Evangelho é uma descrição exata do que aconteceu durante a Paixão de Cristo.

“Não há nada como o Santo Sudário.

“O Sudário reacende a fé desfalecida em muitos.

“A fé não se baseia num pedaço de pano, mas é um dom de Deus que reanima os corações daqueles que olham para Ele”.


CWR: Ele usaria no cabelo algo como um rabo de cavalo?

Schwortz: Parece certo que sim. Os judeus ortodoxos da época usavam o cabelo comprido.

CWR: O que o senhor diz sobre o próprio pano?

Schwortz: É um pano de alta qualidade que um homem de alta estatura teria possuído. Provavelmente foi feito na Síria e levado a Jerusalém no lombo de um camelo. Posto que foi importado, deveria ser caro.

Isto é coerente com o relato evangélico, o qual indica que José de Arimatéia era um homem rico. Provavelmente ele era o dono e estava planejando usá-lo para si.

Antes de meu pai judeu morrer, ele planejou todo o seu funeral. É razoável acreditar que José de Arimatéia tenha feito o mesmo. Quando Cristo morreu, ele lhe deu a sua própria mortalha, planejando comprar uma outra para si em algum momento posterior

CWR: Como o senhor participou do projeto STURP em 1978?

Schwortz: Nós chegamos uma semana antes com 80 caixas de equipamentos, que foram seguradas durante cinco dias pela alfândega italiana. Inicialmente pedimos 96 horas para estudá-lo, mas fomos autorizados a vê-lo por volta de 120 horas.

A equipe do STRUP trabalhando: "No final, só podíamos dizer como é que [o Sudário] não foi feito"
A equipe do STURP trabalhando: "No final, só podíamos dizer como é que [o Sudário] não foi feito"
Estávamos lá para coletar dados, não para tirar conclusões. Estávamos lá para responder a uma pergunta simples: como é que se formou a imagem?

Nos três anos seguintes produzimos trabalhos que foram submetidos a revistas conferidas por cientistas de igual qualificação.

No final, só podíamos dizer como é que [o Sudário] não foi feito. Não foi uma pintura, não foi uma queimadura, e não era uma fotografia.

Nossa equipe era composta por peritos de uma variedade de crenças, desde católicos até totalmente céticos.

Havia mórmons, cristãos evangélicos e judeus. Nossa crença religiosa não foi critério para integrar a equipe.

Na verdade, como judeu eu não me senti confortável na equipe e tentei sair duas vezes. Um dos meus amigos na equipe do STURP era Don Lynn, que trabalhou para o Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA e era um bom católico. Quando eu lhe disse que queria sair porque era judeu, ele me perguntou: “Você se esqueceu que Jesus era judeu?”

Eu lhe disse que não sabia muito sobre Jesus, mas sabia que ele era um judeu. Então me perguntou: “Você acha que ele não iria querer alguém do povo eleito em nossa equipe?”

Ele me falou para ir a Turim e fazer o melhor trabalho que pudesse, e não me preocupasse porque sou judeu.

CWR: Existem no mundo alguns outros objetos que possam ser comparados ao Sudário?

Schwortz: Não há nada como ele.

CWR: Qual é o efeito que o senhor percebeu do Sudário sobre as pessoas?

Schwortz: Eu observei um vasto leque de reações. Alguns não reagem, mas em muitos outros o Sudário reacende a fé desfalecida.

Porém, afinal de contas, a fé não se baseia num pedaço de pano, mas é um dom de Deus que reanima os corações daqueles que olham para Ele.

FIM

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Cientista incrédulo estudou 37 anos o Santo Sudário
e hoje tem certeza: é autêntico!

Barrie Schwortz: o descrente especialista em fotografia que se rendeu à evidência: o Santo Sudário é autêntico!
Barrie Schwortz: o descrente especialista em fotografia que se rendeu à evidência:
o Santo Sudário é autêntico!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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política internacional,
sócio do IPCO,
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Barrie Schwortz é uma das maiores autoridades mundiais sobre o Santo Sudário. Como técnico em fotografia, ele participou no primeiro grande exame em profundidade dessa preciosa relíquia em 1978, na equipe do famoso Shroud of Turin Research Project (STURP).

O STURP inaugurou uma longa série de análises e aprofundamentos do ponto de vista das mais variadas ciências, que revelou – aliás, continua revelando – detalhes surpreendentes e nunca antes imaginados sobre o Homem do Sudário.

A convergência dos resultados dessa imensa série de exames é tão espantosa que ficou muito difícil negar que o Homem do Sudário não seja outro que Nosso Senhor Jesus Cristo.

Barrie Schwortz é um hebreu não praticante que aceitou com relutância participar do STURP. Ele estava plenamente convencido de que o Santo Sudário era alguma fraude montada na Idade Média.

Exposição extraordinária do Santo Sudário começou no dia 19 de abril e vai durar até 24 de junho de 2015.
Exposição extraordinária do Santo Sudário começou no dia 19.4.2015 e durou 24.6.2015
Mas após muitos anos de pesquisa e reflexão, passou a acreditar em sua autenticidade.

Preocupado com a informação imprópria veiculada pela mídia sobre o Sudário de Turim, ele criou um site onde difunde a verdadeira história da relíquia e os resultados dos testes de que ela vem sendo objeto.

Barrie Schwortz concedeu uma entrevista com valiosas informações ao Catholic World Report (CWR). Reproduzimos alguns excertos:

CWR: quais são alguns dos argumentos mais impressionantes em favor da autenticidade do Sudário?


Barrie Schwortz:

“Durante mais de 17 anos eu me recusei a aceitar que o Santo Sudário fosse autêntico”.

“Não é que uma só evidência prova a autenticidade do Sudário. Mas todo o conjunto das evidências sim, prova isso”.

“A explicação mais plausível é de que o Sudário foi usado para envolver o corpo de Jesus”.

“O Sudário é, literalmente, um documento da Paixão e da tortura que Jesus sofreu”.


Barrie Schwortz: Há 37 anos, quando fui à Itália com a equipe do STURP, eu achava que era algo falso, algum tipo de pintura medieval. Mas após apenas 10 minutos de análise, percebi que não era uma pintura.

Enquanto fotógrafo profissional, fui procurar as pinceladas. Mas não havia tinta nem pinceladas!

Durante mais de 17 anos eu me recusei a aceitar que o Santo Sudário fosse autêntico. O argumento que me fez mudar de ideia está relacionado com o sangue.

O sangue no Sudário é avermelhado. Porém, o sangue num pano de roupa, em poucas horas fica marrom ou preto.

Eu conversei pelo telefone com Alan Adler, um químico especialista em sangue, e manifestei-lhe minhas reservas. Ele ficou chocado e perguntou: “Mas você não leu o meu estudo?”

Ele havia detectado uma alta proporção de bilirrubina no Sudário, fato que explica por que o sangue ficou vermelho.

Se um homem é ferido e não bebe água, seu fígado começa a produzir bilirrubina. Isso faz com que o sangue fique vermelho para sempre.

Para mim foi como achar a última peça do quebra-cabeça. Eu não tinha mais argumentos contra.

Para Schwortz é 'um documento da Paixão e da tortura que Jesus sofreu'. Foto da exposição 'O homem do Sudário', Curitiba
Para Schwortz é 'um documento da Paixão e da tortura que Jesus sofreu'.
Foto da exposição 'O homem do Sudário', Curitiba
Essa foi a evidência final que me convenceu. Não é que uma só evidência prova a autenticidade do Sudário. Mas todo o conjunto das evidências sim, prova isso.

Um dos meus testemunhos favoritos em favor da autenticidade do Sudário é de minha mãe, que é judia. Ela veio da Polônia e só estudou na escola. Ela assistiu a uma de minhas palestras. Depois, voltando de carro para casa, após ficar em silêncio um longo tempo, eu lhe perguntei:

– Mãe, no que está pensando?

Ela respondeu:

– Barrie, é evidente que é autêntico. Eles não o teriam conservado durante 2.000 anos se não fosse.

Pela lei judia, um sudário manchado de sangue devia ser mantido no túmulo. Tirando-o dali, você de fato assumiria o risco de violar a lei.
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Para mim, a explicação mais plausível sobre o Sudário, do ponto de vista da ciência e de meus fundamentos pessoais judeus, é de que o pano foi usado para envolver o corpo de Jesus.

CWR: Quais são algumas das falsidades mais comuns que se falam do Sudário?

Schwortz: Tomaria horas compor essa lista. Parece existir uma cacofonia constante de insensatez funcionando contra o Sudário.

CWR: O que é que fala o Sudário sobre os sofrimentos físicos de Cristo?

Schwortz: Ele é, literalmente, um documento da Paixão e da tortura que Jesus sofreu. Seu rosto foi duramente golpeado, está inchado sobretudo em volta dos olhos.

Eu sou fã de boxe profissional. A imagem do Sudário me lembra de um boxeador que perdeu a luta.

O homem foi severamente açoitado. Isso se observa não só nas feridas nas costas, mas podem-se ver as tiras de couro que o atingiram, envolvendo o corpo, e que bateram pela frente também.

De um ponto de vista forense, a imagem do Sudário fala mais do que as representações comuns que vemos na arte.

Ele tem um ferimento de lança no lado. Suas pernas não estão quebradas, como era geralmente o caso quando os homens eram crucificados.

Sua cabeça e o couro cabeludo estão cobertos de feridas.

Mais uma vez: na arte muitas vezes vemos a coroa de espinhos como se fosse um pequeno círculo que se assemelha a folhas de louro em torno da cabeça de Cristo. Mas isso não é realista.

Os soldados na verdade puseram um espinheiro sobre sua cabeça e o esmagaram sobre ela.

Vemos a parte externa de uma mão, indicando que os pregos não foram cravados pelo centro da palma da mão, mas uma polegada mais perto do pulso.

Isso faz sentido para um soldado romano crucificando 20 ou mais pessoas ao mesmo tempo. É o lugar perfeito para se colocar um prego que vai segurar, e então você pode passar para a sua próxima vítima.

Em relação aos pés, é impossível para nós julgar se foi usado um único prego para ambos os pés, ou se foi usado um em cada pé.

Nós temos os restos reais de duas vítimas da crucifixão, e nesses casos foram usados dois pregos, um em cada pé.






Barrie Schwortz narra sua experiência com o Santo Sudário
e como mudou de opinião em favor da autenticidade da sagrada mortalha



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Há 1.701 anos, Constantino fixou o domingo como repouso civil da semana

Constantino imperador, estatua na catedral de York, Inglaterra
Constantino imperador, estátua na catedral de York, Inglaterra
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Num 7 de março há 1701 anos o imperador Constantino resolveu uma das maiores confusões da época e que hoje é um costume inconteste no mundo civilizado.

Os católicos celebram o Dia Santo, ou Dia do Senhor, no domingo primeiro dia da semana porque Nosso Senhor ressuscitou um domingo, três dias após sua Morte, como Ele anunciou.

Desde então, os Apóstolos e seus sucessores celebram a Missa aos domingos, dias nos quais se faz também o repouso semanal religioso, ou dominical. É uma tradição inconteste da Igreja Católica.

Mas acontecia, sobre tudo nos primeiros séculos, que o Estado romano, ou Roma Imperial, era pagã e as festas religiosas e dias de repouso variavam muito segundo os cultos e superstições múltiplas que havia no Império, se criando assim uma confusão.

Os judeus continuavam, como até hoje, acatando o sábado. Muito mais tarde, os islâmicos viriam acrescentar como dia sagrado a sexta-feira. Nos primeiros séculos houve até alguma disputa entre cristãos se devia ser sábado ou domingo.

Foi então num 7 de março de 321 que o imperador Constantino acabou com a dispersão fixando com decreto que o domingo, como praticavam os católicos, seria o dia de repouso civil e não se trabalharia no imenso Império romano.

Não foi um decreto religioso, mas apenas uma lei civil que acabou deixando em posição privilegiada à prática cristã e ordenou a vida dos milhões de homens que compunham o império.

Infelizmente, no período pós conciliar, vemos voltar a tendência oposta neo-pagã rumo ao caos de festividades religiosas católicas e civis que não coincidem, e os domingos que não são respeitados nem religiosa nem civilmente.



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

O Bom Pastor ainda anda à procura das ovelhas perdidas

O Bom Pastor, catacumba de Santa Priscilla, Roma
O Bom Pastor, catacumba de Santa Priscilla, Roma
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Visitando as Catacumbas de Roma, o sacerdote que nos guiava naquele labirinto subterrâneo, acabou se detendo numa pobre capelinha escavada na pedra vulcânica, ou ‘tufo’.

No teto e paredes, em volta de um pobre altar também de pedra, os primeiros cristãos frequentadores do venerável recanto pintaram imagens piedosas com parcos recursos, que o tempo e a umidade degradaram.

Uma figura se destacava: era o Bom Pastor levando a ovelha perdida em seus ombros.

O guia nos explicou: o Bom Pastor – o da parábola evangélica – era a figura preferida para representar a Cristo naqueles séculos de perversa perseguição.

Havia uma razão profunda para isso. Na Antiguidade romana a crueldade era a nota dominante nas relações políticas, sociais, econômicas, esportivas e até nos cultos religiosos que envolviam crimes nefandos. Aliás essa selvajaria do paganismo se perpetua até nossos dias como mostram os muçulmanos.

No cerne do cristianismo estava o oposto: o amor ao próximo, a caridade, do qual o Bom Pastor é o exemplo comovedor e supremo.

Cristo, o Bom Pastor, era representado com os cabelos encaracolados e bem barbeado. A razão disto é que essa apresentação pessoal era característica dos abastados nobres romanos que dominavam a sociedade, Roma, e o mundo.

Por toda a parte, só se encontrava ódio, rancor e perseguição. A Igreja apresentava Nosso Senhor na sua bondade e em sua doçura infinita indo à procura da ovelha extraviada.

O tempo passou, a Igreja converteu Roma; o Papa, vigário de Cristo e sucessor de São Pedro passou a reinar na cidade dona do mundo, e as conversões dos outros povos foram se fazendo.

Inclusive no então desconhecido Brasil onde as naus de Pedro Alves Cabral acabariam aportando num dia abençoado por Deus trazendo os missionários que converteram aos miseráveis silvícolas.

Aliás eles também de uma crueldade que dava no canibalismo, malgrado os elogios ditirâmbicos da Teologia da Libertação e do Sínodo amazônico.

Os perseguidos pelo espírito sanguinário dos pagãos acabaram implantando no mundo o doce reinado de Jesus Cristo e produziram uma mudança radical no relacionamento humano.

Nessa enorme mudança a própria representação da fisionomia de Cristo foi se aperfeiçoando até coincidir maravilhosamente com a do Santo Sudário de Turim, a mais perfeita de todas.

Também a Igreja foi sublinhando outros aspectos do divino Redentor.

Anel de ouro do Bom Pastor segundo Autoridade das Antigüidades de Israel é 'achado refinado e raro', era romana
Anel de ouro do Bom Pastor que, segundo Autoridade das Antiguidades de Israel,
é 'achado refinado e raro', era romana
Confirmando a apresentação de Cristo como o Bom Pastor nos inícios do cristianismo, a Autoridade de Antiguidades de Israel descobriu um anel de ouro da era romana.

Ela traz esculpida na gema preciosa a imagem do Bom Pastor usada pelos primeiros cristãos para simbolizar Jesus.

Ela foi encontrada por arqueólogos na costa mediterrânea de Israel, como narrou entre outras fontes “La Nación”.

A Autoridade israelense disse que a joia tem uma pedra preciosa azul esculpida com a figura de um pastor carregando uma ovelha nos ombros.

Nos Evangelhos, Jesus se descreve como o “Bom Pastor” numa divinamente sapiencial parábola:

“11. Eu sou o bom-pastor. O bom-pastor expõe a sua vida pelas ovelhas.

“12. O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas.

“13. O mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não se importa com as ovelhas.

“14. Eu sou o bom-pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim,

“15. como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas.

“16. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor.” (São João, 10, 11-16) .

O anel foi um dos itens descobertos em dois naufrágios perto do antigo porto de Cesareia.

Os outros tesouros incluem centenas de moedas romanas de prata e bronze de meados do século III e uma grande remessa de moedas de prata do início do século XIV.

Os arqueólogos também encontraram figuras da época romana na forma de uma águia e um ator de teatro com uma máscara cômica; sinos de bronze projetados para afastar os maus espíritos e um anel com uma pedra preciosa vermelha entalhada com uma lira.

O anel no fundo do mar de Cesareia entre cargamentos de barcos em águas pouco profunda
O anel no fundo do mar de Cesareia entre carregamentos de barcos em águas pouco profundas
A Autoridade de Antiguidades de Israel disse que os restos dos cascos dos navios e suas cargas estavam espalhados no fundo do mar a uma profundidade de cerca de 4 metros.

“Os navios provavelmente estavam ancorados nas proximidades e foram destruídos por uma tempestade”, disse Jacob Sharvit, da Unidade de Arqueologia Marinha da agência.

Cesareia foi o lar de uma das primeiras comunidades cristãs e, de acordo com o Novo Testamento, foi onde o apóstolo Pedro batizou Cornélio, o Centurião, o primeiro gentio (não judeu, pagão ou estrangeiro) a se converter à fé cristã.

“Este foi o primeiro caso em que um não-judeu foi aceito na comunidade cristã”, detalhou Sharvit. “A partir, a religião cristã começou a se espalhar por todo o mundo”.

O Bom Pastor continua procurando as ovelhas perdidas ainda no III milênio, sem cessar, malgrado o horizonte de abandono da religião que se espalha por toda a Terra.






segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Adão recebeu de Deus conhecimentos que transmitiu oralmente
e que os egípcios gravaram na pedra. (fim)

Túmulo de Ramsés IV
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Continuação do post anterior: A revelação de Deus a Adão, os mistérios do Egito e das civilizações desaparecidas (IV)



Os sacerdotes-arquitetos das Pirâmides utilizavam como unidade de medida o côvado sagrado, diferente do côvado comum ou real.

Segundo o Pe. Moreux, é o mesmo côvado dos hebreus. E foram estes que o aportaram ao Egito.
“Não podemos fugir da conclusão, escreve o Pe Moreux, de que antes da ereção da Grande Pirâmide, existia sobre a Terra um povo que possuía esse côvado sagrado e que transmitiu essa medida aos construtores desse monumento único, e aos antecessores do povo de Israel.

“Então voltamos à mesma questão: de onde esse povo desconhecido tirou essa medida à qual as nações modernas serão um dia obrigadas a adotar porque é invariável?”

Há uma enorme semelhança entre a capacidade da Arca da Aliança e a urna da Grande Pirâmide, explica o sacerdote-cientista comparando as proporções das duas.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

A revelação de Deus a Adão,
os mistérios do Egito e das civilizações desaparecidas (IV)

Busto do faraó Amenhotep IV (do Museu Egípcio, Cairo, exposto em Viena)
Busto do faraó Akhenaton (chamado Amenhotep IV ou Amenófis).
Do Museu Egípcio, Cairo, exposto em Viena.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Continuação do post anterior: Quem revelou os conhecimentos científicos contidos na pirâmide de Quéops? (III)




A óptica dos antigos

As investigações do Pe Moreux nas pirâmides deram resultados inesperados. O método empregado era rigoroso e os resultados sólidos.

Porém, o sacerdote astrônomo, como cientista que põe em sã dúvida os seus próprios achados, perguntava-se se não haveria uma outra explicação possível.

Ele avançou os resultados de seus estudos a colegas especializados em outras faixas do saber. Uma dúvida o assaltava especialmente.

Se os sacerdotes que construíram Quéops, ou Grande Pirâmide, e se tinham um conhecimento tão avançado da esfera celeste, eles em qualquer caso, precisariam de instrumentos de observação para aplicar corretamente o seu saber na hora de erguer o monumento.

Mas, o Pe Moreux não vira indícios da existência desse instrumental. Problema análogo, e tal vez mais cruciante, põe-se a respeito da astronomia dos caldeus, altamente desenvolvida: e os instrumentos de observação?

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Quem revelou os conhecimentos científicos
contidos na pirâmide de Quéops? (III)

Padre Théophile Moreux no observatório
O Pe. Théophile Moreux, também foi astrônomo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Continuação do post anterior: As revelações de Quéops, a Grande Pirâmide



As pirâmides do Egito são o testemunho registrado em pedra de que na origem da história, como ensina a teologia católica, Deus comunicou ao primeiro homem ‒ Adão ‒ conhecimentos naturais de alto nível necessários para fundar a civilização.

É a tese defendida pelo Pe. Théophile Moreux, sacerdote famoso pela sua ciência astronômica. Ele a demonstrou partindo de uma análise estritamente científica das pirâmides.

Segundo este ensinamento, explicado logicamente por Santo Tomás de Aquino, é improcedente supor que o homem tenha passado por épocas escuras em que foi saindo, por evolução, de um estado animalesco até adquirir a inteligência. A hipótese é além do mais achincalhante.

Muito pelo contrário, o ser humano tem uma origem muito alta que está de acordo com sua dignidade natural.

Ele descende da obra prima de Criação divina: de Adão e Eva. E como Deus tudo faz com perfeição, o primeiro casal foi de uma perfeição natural não-atingida depois.

Crucifixão, Pesellino, National Gallery of Art, WashingtonNão sem razão, a liturgia se refere a Jesus Cristo como o novo Adão. Pois é razoável supor que foi o homem naturalmente mais parecido com o Salvador.

Também a tradição católica costume apresentar uma caveira e ossos embaixo do Redentor crucificado. Isso simboliza que, segundo a tradição, Adão está enterrado no Gólgota, o monte onde se operou a Crucifixão e a Redenção do gênero humano.

Isto é o pecado original, praticado pelo mesmo Adão, foi redimido por Nosso Senhor, verdadeiro homem e verdadeiro Deus.

Isto não é pura teologia.

Um povo antiqüíssimo ‒ hoje desaparecido ‒ habitou o Egito e construiu monumentos que até hoje surpreendem a Humanidade. Pois eles revelam uma ciência que só se conseguiu obter nos séculos recentes e com muitíssimo esforço.

Nos “posts” anteriores nós vemos a apresentação do problema. Mas, o Pe. Théophile Moreux, não fica por ali.

Ele é exaustivo, metódico, foi à procura meticulosa, crítica dos dados inscritos nas pirâmides.

A exposição, ainda que muito resumida, dos resultados de sua investigação exige ainda certo espaço.

AS REVELAÇÕES GEODÉSICAS DA GRANDE PIRÂMIDE

O Pe. Moreux observa que o conhecimento preciso da forma e das dimensões do planeta é uma das conquistas modernas. Porém, foi difícil. Por isso, nos esforços para calcular as dimensões da Terra verifica-se, ao mesmo tempo, a engenhosidade e a pequenez do homem. (Na foto embaixo, a Terra vista desde o espaço, América do Sul no centro, NASA).

Terra vista desde o espaço
A Terra vista desde o espaço
O sacerdote-astrônomo exemplifica com os estratagemas usados para calcular quanto mede em metros um grau do meridiano terrestre.

E, de fato, durante séculos obtiveram-se os resultados os mais dispares, contraditórios e grosseiramente aproximados. Isto ficou patente quando se descobriu que a Terra é achatada nos polos e mais larga no Equador.

A Revolução Francesa que acreditou ter a solução para tudo, achou que descobriria a medida certa. E definiu então o metro, unidade de medida universalmente aceita, que deveria equivaler à milionésima parte do quarto do meridiano.

Foi um fiasco. A pretensão revolucionária falhou porque a Terra não é igual. E o metro saiu errado.

Mas, se segue usando o metro como uma “unidade de pura convenção embora fundada num princípio manifestamente falso”.

A ninguém ocorreu de tomar como grandeza linear o eixo da Terra que é invariável. Isso se compreende no tempo da Revolução Francesa porque ninguém sabia medi-lo, explica o astrônomo.

Entretanto, essa medida precisa e invariável está inscrita na base da Grande Pirâmide: é o côvado sagrado (635,66 mm) que serviu de unidade de medida para seus sacerdotes arquitetos: multiplicado por 10 milhões fornece o raio polar da Terra (6.356,6 km).

As medições mais atualizadas fixam essa distância em 6.356,7523142 km. A diferencia é ínfima, devendo se considerar ainda que neste último número há uma pequena margem de incerteza.

Neste ponto, o Pe. Moreux exclama quase gracejando vendo todo o esforço aplicado: recorrer a todas as ciências, gastar anos de esforços ao longo de séculos para chegar ... a uma descoberta velha de 4.000 anos!

A duração do ano

Quéops, corredor interno
Quéops, corredor interno
Existe o fenômeno da precessão: quer dizer, o eixo da Terra apresenta-se obliquo em relação ao Sol e girando lentamente, como um pião que vai perdendo velocidade. Por causa disso, o eixo da Terra aponta a diferentes estrelas através dos milênios.

É preciso aguardar 25.770 anos para que o eixo da Terra aponte novamente para a mesma estrela.

Este número encontra-se implicitamente na Grande Pirâmide: 25.800 polegadas piramidais.

Uma conseqüência da precessão é que o ano medido entre dois equinócios de primavera (ano trópico) é diferente do medido com base no tempo de rotação da Terra em torno seu eixo (ano sideral). Só o ano trópico serve para calcular a duração do ano.

E a extensão da antecâmara real medida em polegadas sagradas (25,4264 mm) e multiplicada por Pi fornece a duração do ano com uma precisão que nem gregos nem romanos, posteriores aos egípcios, conseguiram calcular. I. é: 365,242 dias por ano.

Além do mais a duração do ano bissexto encontra-se em cada lado da base do monumento.

A densidade da Terra


O volume de Quéops multiplicado pela densidade média das pedras que a compõem fornece a densidade da Terra: 5,52 (Nos cálculos mais recentes é 5,515×103 kg/m³).

Tomando como unidade de medida o côvado sagrado cúbico, em relação ao Planeta a Pirâmide está na proporção de 1 a 1015, proporção estranhamente simples, como se Quéops fosse a unidade de medida de toda a Terra.

A temperatura da Terra


A temperatura constante na Câmara do rei, no coração da Pirâmide (20º Celsius) corresponde por muito pouco à média da temperatura do planeta no paralelo 30º N sobre o qual está construída.

A bacia

No centro da Pirâmide não há, pois, um sarcófago nem um túmulo. Mas, uma bacia retangular.
Bacia no centro de Quéops
Bacia no centro de Quéops
“Estranho sarcófago, aliás, ‒ diz o Pe. Moreux ‒ que em nada parece com nenhum dos que têm sido exumados.

“Imaginai uma bacia de granito vermelho maravilhosamente polida com ângulos retos, espécie de cofre sem tampa, sonora como um sino: ali vós tereis uma ideia de este túmulo singular que jamais recebeu restos humanos!

“Então, como explicar sua presença ali! Aqueles que a tem estudado veem nela, não sem razão, talvez uma obra de geometria e de ciência avançada” .
O volume exterior da bacia é exatamente o dobro da capacidade interior. É grande demais para ter sido introduzida pelo corredor que leva à câmara.

Por isso deve ter sido colocada ali, vazia e sem tampo, enquanto a Pirâmide estava sendo construída. A profundidade de 0,85 metros é extravagante para um sarcófago. Ela é essencialmente um objeto geométrico e métrico.

O peso da água que cabe na bacia representaria a unidade de peso na escala da Grande Pirâmide, equivalente à livra inglesa (453,59 gramas).

E esta livra está fundada na densidade do globo e uma fração do eixo polar terrestre, e é uma das conquistas modernas em matéria de critério estável e seguro.

AS REVELAÇÕES ASTRONÔMICAS DA GRANDE PIRÂMIDE

Distância do Sol à Terra

Unidade astronômica, distância da Terra ao Sol, Universidade de Oregon
Unidade astronômica: distância da Terra ao Sol, Universidade de Oregon
Conhecer esta distância é capital, pois serve aos astrônomos como unidade de medida (Astronomical Unit – AU). Um erro mínimo prejudica os resultados finais num número enorme.

Uma imprecisão de uma décima de segundo, quer dizer o arco formado por um fio de cabelo visto a 240 metros de distância, produz um erro final de cálculo de perto de 500 quilômetros.

Precisar essa distancia foi dificílimo. Tycho Brahe a estimou em 8 milhões de quilômetros.

Em 1672, Cassini e Richer calcularam 140 milhões. Flamsteed, na mesma época, 130. Picard achou que eram 66 milhões e La Hire 219 milhões. Halley em 1676 ficou perto da verdadeira distância. Em 1752, Lacaille concluiu 132 milhões.

Só após 1860 foi-se atingindo um consenso próximo da realidade.

Agora bem, resulta que a altura da pirâmide multiplicada por um milhão nos fornece o número de 148.208.000 quilômetros, isto é, algo muito perto do que os cientistas conseguiram após séculos de fatigantes e meritórios estudos inclusive no século XXI.

No início do século XX, após inúmeros trabalhos chegou-se ao número de 149.400.000 quilômetros com uma incerteza equivalente a duas vezes o raio do globo terrestre.

Na XXVIII Assembleia Geral da União Astronômica Internacional, 3.000 astrônomos reunidos em Pequim, em 31 de agosto de 2012 fixaram como definitivo para todos os efeitos a distância de 149.597.870.700 metros, embora reconhecendo certa variabilidade..

A órbita da Terra

Multiplicando a polegada sagrada por cem bilhões tira-se a distância percorrida pela Terra num dia de 24 horas.

A estrela polar

O corredor de entrada de Quéops mirava a estrela polar na posição da época em que a pirâmide foi erigida.

Faraó, Museu da Universidade de Pennsylvania
Faraó, Museu da Universidade de Pennsylvania,
proveniente do Templo de Harsaphes, Heracleopolis (Tebas)
1897-1843 a.C.
O paradoxo: eles sabiam tudo isso, mas eram incapazes de deduzi-lo

Muitos e complexos dados poderiam ser expostos, escreve o Pe. Moreux. Mas, estes já são suficientes para definir a magnitude do mistério.

Pois, o mais perplexitante é que se os antigos egípcios conheciam tudo isso, eles deviam ter tratados, ou métodos, dos quais tiraram esses conhecimentos.

Porém, como sublinha o Pe. Moreux, nada sugere a existência desses tratados ou métodos entre os egípcios.

Antes bem, pode se dizer que eles eram incapazes de concluir essa ciência por dedução.
“Seja o que for essas revelações ficam ainda mais misteriosas considerando que os historiadores são unânimes na afirmação dos fatos seguintes:

“Os antigos egípcios em parte alguma fazem alusão à relação entre a circunferência e o diâmetro, nem ao número Pi ; (...) nada nos permite supor que eles conhecessem as relações entre a latitude com a altura do polo, nem que eles tivessem uma ideia clara da refração devida às camadas do ar.

“Eles ignoravam sem dúvida a largura da Terra; eles não empregavam habitualmente o côvado sagrado e eles estavam longe de achar que este côvado representasse uma fração exata do raio polar de nosso globo; com mais razão ainda eles não puderam avaliar em côvados piramidais a distância percorrida pela Terra numa revolução em torno do Sol.

“Eles não tinham mensurado a esfera terrestre nem medido a distância da Terra ao Sol; o peso da Terra e sua temperatura média estavam fora do alcance de seu pensamento; suas unidades de capacidade e de peso não foram deduzidas dos dados piramidais; eles não mencionam jamais a estrela Polar nem os anos da precessão, etc., etc.”.

Adão e Jesus Cristo, Fra Angelico
Jesus ressurrecto libera as almas dos justos do limbo.
Em primeiro lugar: Adão. Beato Angélico.
Por tudo isso, à luz da investigação ou da dedução, o conhecimento dessas proporções e números é naturalmente inexplicável.

Entretanto, os construtores de Quéops as deixaram inscritas num monumento colossal...

Então, só fica a hipótese que esses conhecimentos resultassem de uma revelação.

De quem?

Para quem?



Continua no próximo post: A revelação de Deus a Adão,
os mistérios do Egito e das civilizações desaparecidas (IV)



segunda-feira, 25 de outubro de 2021

As revelações de Quéops, a Grande Pirâmide

Abu Simbel, templo de Ramsés II. Quem eram os egípcios?
Abu Simbel, templo de Ramsés II, Egito
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O Pe. Moreux foi um sacerdote astrônomo que se interessou pela arqueologia.

Segundo ele, a razão foi que as tábuas astronômicas dos povos mais remotos esclarecem muitos problemas relativos à história mais longínqua.

Ele explica que os eclipses não duvidosos registrados pelos sábios da China não têm mais de 4400 anos.

As tabelas dos indianos foram criadas a posteriori e mal calculadas.

Os livros sagrados indianos — os Vedas — sem dúvida são posteriores a Moisés, e a coleção Surya-Siddantha, que segundo os brâmanes teria milhares de anos, na realidade no máximo é do século XI d. C.

A lenda de Chrishna é um pasticho grosseiro dos Evangelhos.

“Na hora atual, ninguém contesta que é do lado do Egito que é preciso procurar, gravados em pedra, os testemunhos mais longínquos de um pensamento escrito” , conclui ele.

Mas, quem eram os egípcios tão presentes na História Sagrada?

Na origem, por volta do ano 4.000 a.C., encontramos tribos errantes que chegaram às ribeiras do Nilo.

Elas vieram da Assíria, a través da Caldéia. Sua ascendência era semita mesclada com camitas oriundos do Oceano Indico e da Babilônia. Eles deram origem ao Egito antigo, muito diverso, aliás, do Egito atual.

Padre Théophile Moreux, o divulgador de grande talento reconhecido pela Academia
Publicação em homenagem ao Pe. Théophile Moreux,
divulgador de grande talento reconhecido pela Academia francesa
A história desses antigos egípcios acaba no ano 525 a. C. Naquele ano, Cambises, rei de Pérsia, conquistou o reino e acabou com a 25ª e última dinastia dos faraós, rei do Egito.

O interesse pelos egípcios antigos é por causa de sua civilização, uma das maiores e mais enigmáticas da Antiguidade.

O Pe. Moreux defende que também os egípcios eram portadores, embora incompletos, de conhecimentos que em última análise provinham de Adão.

Sem dúvida, os transmissores mais fidedignos dessa tradição, sobretudo no campo moral e religioso, formaram o filão fiel do qual descende Abraão, patriarca de Israel.

É verossímil supor que os egípcios conservassem partes ou aspectos daquela revelação adamítica. (Sobre o valor objetivo desta tradição, ver nosso post anterior).

Outras estirpes e raças guardaram melhor outros aspectos. Os caldeus, a astronomia por exemplo. Os egípcios conservaram a ciência do simbolismo e da arquitetura.

Torre de Babel 'pequena', Pieter Bruegel
Torre de Babel 'pequena', Pieter Bruegel
Muitas perguntas  ficam no ar. Todos esses povos, quando eram ainda muito pouco numerosos, estavam reunidos em torno da Torre de Babel.

De algum modo, eles participaram naquela tentativa orgulhosa que deu num fracasso e numa punição divina: eles não conseguiram mais entender o que os outros diziam.

A famosa Torre da qual a ciência sabe algo, mas não muito, assemelha-se à civilização atual. Mas, foi muito real.

Com a confusão das línguas veio a dispersão dos povos. Eles saíram em todas as direções para ocupar a Terra.

Os egípcios estariam entre os arquitetos da Torre de Babel? Seus conhecimentos nas arte das construções sugere essa pergunta.

E eis outra pergunta: os antepassados dos índios que vieram à América, o que é que faziam no tempo de Babel?

Por certo, algumas tribos que vieram para América tinham grandes conhecimentos de arquitetura (como o provam as pirâmides maias) e de astronomia (Machu Pichu).

Os índios amazônicos formaram cidades com construções piramidais. Se eles estão como estão é pela decadência moral e cultural. Isto não espanta ninguém. Os Maias ‒ ao que tudo indica, os mais cultos ‒, decaíram também a ponto de desaparecerem.

Chichén Itzá, cidade maia integra, mais abandonada misteriosamente no meio da selva. Mexico
Chichén Itzá, cidade maia integra,
mais abandonada misteriosamente no meio da selva. Mexico
Os Incas estavam no último ponto da queda quando chegaram os conquistadores espanhóis.

Os Astecas do México também tinham templos e construções piramidais.

Mas só América?

Ainda recentemente, fotografias satelitais apontaram a existência enterrada de imensas pirâmides na China. E o sitema piramidal foi largamente usado nas colossais cidades da Indochina, como na Cambódia, hoje em ruínas.

Tudo isto sugere um tempo em que os povos os mais distantes estiveram reunidos e partilharam um mesmo saber e uma mesma cultura. I. é, a humanidade de antes da Torre de Babel.

Voltando ao Egito, o Pe. Moreux explica: “os verdadeiros egiptólogos concentram toda sua atenção nos túmulos reais mais antigos, contemporâneos de uma época em que a civilização ainda não teve tempo de alterar as tradições primitivas.”

Acredita-se que Menes, primeiro faraó algum tanto mítico, estabeleceu a unidade egípcia.

Porém, se ignora quase tudo sobre ele, salvo que teria reinado por volta do ano 3.300 a.C. — data sobre a qual não há consenso.

Pirâmide de Quéops, ou Grande Pirâmide, o Khuvu dos antigos egípcios
Pirâmide de Quéops, ou Grande Pirâmide, o Khuvu dos antigos egípcios
O interesse histórico se concentra nos reis da IV dinastia, por volta de 2500 a.C.. Nesta época surgiram as grandes Pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos.

“A maior, Quéops, o Khuvu das inscrições hieroglíficas, chama imediatamente a atenção pelas suas proporções fantásticas”, sublinha o Pe. Moreux.

Quéops tem perto de 150 metros de altura e uma base de cinco hectares; pesa 6 milhões de toneladas e a riqueza do Egito [no ano em o Pe. Moreux escreveu o livro] não seria suficiente para pagar os operários encarregados de demoli-la.

Para construí-la, criou-se um enorme viaduto de 925 metros de extensão e 19 de largura, feito de pedras polidas e ornado com figuras de animais ‒ segundo o historiador grego Heródoto (II, 124).

Alguns blocos têm 10 metros de largura. Um deles supera os 170 metros cúbicos e pesa mais de 470 toneladas.

E esses blocos de tal maneira estão bem encaixados sem usar cimento algum que não se consegue enfiar uma faca entre pedra e pedra.

No coração da Grande Pirâmide
A câmara "real" nunca foi túmulo:
só há uma urna com significados matemáticos
As pirâmides serviam de túmulos para faraós (reis) e magnatas que eram mumificados seguindo ritos religiosos e procedimentos materiais requintados.

Mas, a de Quéops é intrigante.

Certamente jamais houve nela múmia alguma. Os nomes câmara do rei, câmara da rainha no caso de Quéops são fantasiosos. Não há inscrições funerárias como nas outras.

Na câmara do rei, só há uma bacia de pedra admiravelmente entalhada.

O Pe. Moreux sublinha:“a Grande Pirâmide não é um túmulo. Então, com qual finalidade foi construída? Mistério”.


POSICIONAMENTO GEOGRÁFICO
Coordenadas do Nilo

Durante a expedição de Napoleão, a missão científica que o acompanhava fez a triangulação do Egito, e usou a Grande Pirâmide como ponto de referência.

Então, constatou que a prolongação das diagonais dela encerra perfeitamente o delta do Nilo e que a linha Norte-Sul que passa por seu topo divide o delta em dois setores rigorosamente iguais. O fato despertou a atenção dos cientistas.

Pontos cardeais

Todas as pirâmides deviam ter seus lados voltados para os pontos cardeais. Mas, com exceção de Quéops, elas estão mal orientadas.

Para não errar é preciso vencer sérias dificuldades, porque a bússola aponta para o Polo magnético e não para o Polo geográfico.

A estrela Polar indica muito imperfeitamente a posição do Polo, porque a Terra tem um movimento oscilatório que modifica a posição aparente da abóbada celeste.

Quéops desde satélite, ano 2002
Quéops em fotografia satelital
O famoso astrônomo Tycho Brahe (1546-1601), errou em 18 minutos de arco a orientação do célebre Observatório de Urianenbourg.

Mas a Grande Pirâmide apresenta um erro mínimo, como se seus arquitetos conhecessem o que milênios depois, a ciência estabeleceria com ingentes sacrifícios.

O meridiano terrestre


Hoje se utiliza o meridiano de Greenwich para dividir a Terra, e iniciar os horários e os dias. Porém o meridiano ideal é o da Grande Pirâmide.

“Porque é o que atravessa mais continente e o mínimo de mares.

“Aliás, ele é exclusivamente oceânico a partir do estreito de Behring e, coisa mais extraordinária ainda, se se calcula exatamente a extensão de terras que o homem pode habitar, verifica-se que o famoso meridiano as divide em duas partes rigorosamente iguais”.

Como os construtores da Grande Pirâmide teriam podido mensurar a Terra toda?


O paralelo mais terrestre

Quéops, Quéfren e Miquerinos
As grandes pirâmides em fotografia satelital
“Puxemos um paralelo pelo grau 30 latitude Norte.

“O que constatamos?

“Esse círculo traçado em volta do planeta abarca a maior extensão continental.

“Ora, é precisamente sobre esse paralelo que foi construída a Grande Pirâmide”.

O Pe. Moreux aponta ainda outras singularidades. Quéops não está exatamente no paralelo 30 Norte mas no 29 58'51' N. E, de fato, quem olha o polo celeste desde essa posição o vê como se estivesse exatamente no paralelo 30 N.

A causa desta distorção é a refração atmosférica. Porém, este fenômeno só foi compreendido milênios depois.

Entretanto, os construtores da Pirâmide agiram como se soubessem dele.

Na ordem geométrica

Heródoto conta que os sacerdotes egípcios lhe ensinaram que as proporções entre o lado da base e a altura, eram tais que “o quadrado construído com base na altura vertical igualava exatamente a superfície de cada uma de suas faces triangulares”.

Esta referência, segundo o sacerdote astrônomo, prova que desde sempre Quéops foi calculada para “materializar, para dizer assim, noções numéricas e relações matemáticas dignas de serem conservadas”.


A quadratura do círculo e o número Pi

É uma velha preocupação descobrir por cálculos geométrico matemáticos as proporções de uma figura que tenha a mesma superfície de uma figura diversa.

Por exemplo, quanto medem os lados de um quadrado que tem a mesma superfície de um triângulo dado.

Quéfren é a segunda maior das pirâmides. Quéops no fundo.
Quéfren é a segunda maior das pirâmides. Quéops no fundo.
A dificuldade era imensa quando se tentava passar de uma figura retangular a outra circular, pois requer o número Pi (3,14159265358979323846…) que custou muitíssimo definir.

Mas encontra-se o número Pi na Grande Pirâmide dividindo o perímetro da base por duas vezes a altura.

Este resultado não é acidental, pois os ângulos dos lados foram modificados para produzir esse número.

Quer dizer, “este monumento único no mundo é bem a consagração material de um valor importante que para obtê-lo o espírito humano empreendeu esforços inimagináveis”, conclui nesta parte o Pe Moreux.

Mas as revelações de Quéops não ficam por aqui. Elas até são muito mais incríveis.


Continua no próximo post: Quem revelou os conhecimentos científicos contidos na pirâmide de Quéops? (III)