segunda-feira, 16 de novembro de 2009

São Juan Diego, vidente de Guadalupe, foi príncipe de sangue real?

Nossa Senhora de Guadalupe apareceu ao índio São Juan Diego pela primeira vez em 9 de Dezembro de 1531. A terceira e última aparição aconteceu em 12 de dezembro do mesmo ano.

Embora Juan Diego tenha um papel tão importante na história das Américas, pouco se fala da pessoa dele. E, ouvindo se tratar de um índio, acredita-se geralmente que ele não tem história conhecida, salvo o fato da aparição.

Entretanto os estudos históricos e sociológicos mais abalizados mostram que São Juan Diego não foi um índio comum: ele foi príncipe e de família real. E esse rango principesco de Juan Diego contribuiu poderosamente para o batismo em massa de milhões de mexicanos.

“Nos dez anos anteriores à aparição, os missionários e os franciscanos converteram ao catolicismo entre 250 e 300 mil indígenas no México, enquanto que após o milagre de Guadalupe acontecido em 1531, em apenas 7 anos converteram-se 8 milhões de pessoas”, explicou o Padre José Fortunato Alvarez, secretário chanceler do Bispado de Mexicali.

Por parte de pai, São Juan Diego foi neto de Netzahualcóyotl (1402-1472), rei de Tezcoco.

Netzahualcóyotl ficou conhecido como o “rei poeta” e é considerado “o monarca mais distinto do Antigo México, suas idéias e forma de governo foram de um humanismo notável e diferente da ideologia reinante”.

O rei Netzahualcóyotl escreveu poesias nas quais se reflete um espírito não-batizado que intui a existência de um único Deus, criador de todas as coisas e ao qual se deve todo o culto. Neste sentido, destoa da vulgar idolatria que grassava entre os astecas.

Eis um de seus poemas:

Em nenhum lugar habita o Criador.
É invocado em todas as partes,
Em todas as partes se anseia por ele,
E se busca o seu nome, a sua glória
Sobre a terra.

Ele é o Criador de tudo.
É invocado em todas as partes,
Em todas as partes se anseia por ele,
E se busca o seu nome, a sua glória
Sobre a terra.

Ninguém, realmente,
Ninguém pode ser amigo
Do Senhor da Vida.
É invocado, somente:
Com ele, apenas, e junto a ele
É que se vive sobre a terra.

Quem o encontra, o conhece, e se deleita com ele.
É invocado somente:
Com ele, apenas, e junto a ele
É que se vive sobre a terra.
Fonte : “Dezoito cantos nahuatl”, de Marcos Caroli Rezende - Editora da UFSC


Por parte de mãe, o príncipe São Juan Diego descia por linha direta do de Moctezuma Ilhuicamina, quinto rei asteca.

O santo nasceu em 1474, no local hoje conhecido como Santa Clara Coatitle, Cuauhtitlan (México). Seu nome pagão foi Cuautlizatzin Ixlilxóchitl que significa “aquele que fala como águia”.

Era um rico senhor de terras, instruído no sacerdócio e na arte da guerra. Segundo a “Genealogía del beato Juan Diego”, “enquanto nobre poderoso, Juan Diego governou os cacicazgos de San Juan Ixhuatepec, Atzacoalco e Tepetlaoztoc”. (Horacio Sentíes y Mons. E. Roberto Salazar , “Genealogía de Juan Diego”, ed. Tradición, México, 1998, 120 págs.)

Quando pagão, ele teve duas mulheres simultaneamente, Beatriz e Maria Lúcia. Com a primeira teve três filhos, e com a segunda duas filhas. Quando se converteu ao catolicismo optou por viver só com Maria Lúcia. Era viúvo quando Nossa Senhora lhe apareceu.

A malha da “tilma” (poncho) onde ficou impressa milagrosamente a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe é típica da classe dos nobres.

Incontáveis provas

Estas conclusões são oficiais e constam na biografia definitiva de Juan Diego que faz parte do processo histórico-canônico que precede a canonização. Dita biografia foi entregue pessoalmente a S.S. João Paulo II pelo postulador da causa Monsenhor Enrique Salazar y Salazar.


Segundo o Padre José Fortunato Alvarez, secretário e chanceler do bispado de Mexicali, em outubro do ano 2000 foram consignados à Santa Sé mais de 500 documentos probatórios da existência de Juan Diego.

Além do mais foram localizados mais de 100 de seus descendentes diretos. Estes vivem em quatro cidadinhas no nordeste da Cidade de México.

No fim de sua vida o santo príncipe fez vida de ermitão cuidando da primeira capelinha dedicada à milagrosa imagem da Virgem de Guadalupe.

Perdeu-se a lembrança do posicionamento exato desta primitiva ermida, pois foram construídos vários templos sucessivos sobre o mesmo local. O esforço para provar a existência do santo ligado à Virgem de Guadalupe permitiu recuperar a localização precisa.

As escavações arqueológicas nos locais onde viveu São Juan Diego detectaram uma casa indígena pré-hispânica colada a uma capelinha. Vários documentos apontam o local como sendo o da ermida. Na vizinha catedral de Cuauhtitlán foram re-exumados registros paroquiais que iniciam no ano 1587 e confirmam a tradição. Os arqueólogos julgam que o local da ermida só se explica em função da aparição de Nossa Senhora de Guadalupe e os fatos subseqüentes.

Monsenhor Enrique Salazar y Salazar e as antropólogas Asunción García Samper e Rossana Enríquez Arguello publicaram o livro “El Mensajero de La Virgen” onde apresentam as principais provas da vida de Juan Diego. Nele reproduzem documentos originais na língua indígena náhuatl e em espanhol, fotografias, textos e gráficos incontestáveis.

Polêmica exigiu um trabalho científico especial

Esta biografia oficial exigiu um esforço especial porque algumas personalidades eclesiásticas negavam cruamente que o Santo tivesse existido.

Foram sumamente inverídicas as declarações do próprio abade da basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, Mons. Guillermo Schulenburg Prado. Em 24 de maio de 1996 ele defendeu que Juan Diego não existiu e que sua vida é mera lenda ou invenção popular.

Ecoaram essa opinião outros ativistas “progressistas” tendência que semeia confusão na Igreja, e contesta as devoções tradicionais aos santos, as procissões, a disciplina e os dogmas da Igreja.

A Santa Sé criou em 1998 uma comissão especial, dirigida pelo padre Fidel González Fernández, professor de História eclesiástica nas Universidades Urbaniana e Gregoriana ‒ trata-se de duas das máximas universidades eclesiásticas de Roma – para esclarecer o caso.

Assim a contestação deu margem a uma investigação muito mais aprofundada que reuniu uma formidável massa de provas e afastou toda dúvida.

Os opositores liderados pelo monsenhor Schulenburg escreveram à Santa Sé ainda uma carta de oposição a esses trabalhos históricos. Porém, não adiantou de nada.

S.S. João Paulo II assinou em 20 de dezembro de 2001, o decreto reconhecendo uma cura milagrosa atribuída à intercessão de Juan Diego e em 26 de fevereiro anunciou a canonização do príncipe indígena.

Na comissão investigadora participaram 30 especialistas de diversas nacionalidades. Eles reuniram grande variedade de fontes escritas, orais, arqueológicas, de origem indígena, espanhola ou mestiça.

Um dos especialistas, o Pe Fidel González, sublinhou a importância do códice em língua asteca “Nican Mopohua” que recolhe “de maneira literária mas também histórica” a intervenção de Nossa Senhora de Guadalupe. Trata-se da principal fonte documental indígena.

Mas há outras fontes que depõem no mesmo sentido como o “Inin Huey Tlamahuizoltica” (foto ao lado), o “mapa de Alva Ixtlixóchitl”, o “Inin Huey Tlamahulzoltzin”, o testamento de Francisco Verdugo, o “Códice Florentino”, o testemunho de Fernando de Alva, e o “Códice Escalada”, recentemente descoberto contendo um “atestado de óbito” do Santo príncipe.

Já os documentos espanhóis são mais numerosos e autorizados. O mais antigo é do segundo arcebispo de México, D. Alonso de Montúfar (1554-1573). Os Papas, desde Gregório XIII (1572-1583), concederam indulgências e privilégios à ermida.

A antropóloga Asunción García Samper, chefe de uma equipe do Instituto Nacional de Antropologia e Historia e do Centro de Estudos Guadalupanos, reconstituiu a árvore genealógica do santo até o ano 100 d.C., identificando 900 ancestrais do santo.

(continua no próximo post)

Sobre Nossa Senhora de Guadalupe:


A Virgem de Guadalupe: desafio à ciência moderna

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Cientistas desmontam artifício para “provar” que o Santo Sudário não é autêntico


Membros de um inidôneo Comitê Italiano para Verificação de Alegações Paranormais garantiram ter provado que o Santo Sudário de Turim é um falso medieval. Eles foram financiados pela União de Ateus Agnósticos Racionalistas, da Itália.

Luigi Garlaschelli, professor de Química da Universidade de Pavia, descreveu ao jornal “La Repubblica” como conseguiu fazer um sudário “idêntico” ao de Turim com materiais baratos e métodos disponíveis no século XIV.


Luigi Garlaschelli numa de suas demonstrações


David Rolfe, produtor de longos documentários sobre a relíquia, apontou que a simples descrição do método usado depõe contra Garlaschelli e mostra que ele nem conhece o Sudário.

Diversos cientistas altamente qualificados desmontaram com um peteleco a burlesca obra.

Por exemplo, o presidente do Centro Mexicano de Sindonologia, Adolfo Orozco, especializado no Santo Sudário, qualificou a ação de “truque para atacar o Sudário” e mostrou furos técnicos que desqualificam o experimento, informou a Agencia Católica Internacional.

O Dr. Orozco explicou que no Sudário “o sangue ficou impresso no pano em primeiro lugar, e só depois ficou gravada a imagem e não o contrario como fez o suposto 'reprodutor'”.


Outra demonstração de Garlaschelli


Além do mais, acrescentou o Dr. Orozco, como foi largamente comprovado pela comunidade científica, “a imagem do Sudário não se formou por contacto. Há partes do tecido que tem imagem e nunca estiveram em contato com o corpo”. Entretanto, a primitiva tentativa trabalhou esfregando um pano sobre um corpo.

Acresce que as análises médicas, segundo o Dr. Orozco, “demonstraram que os coágulos não foram semeados, mas são clinica e patologicamente corretos com detalhes desconhecidos no século XIII”. O especialista sublinhou o lado ridículo dos imitadores pretendendo reproduzir as queimaduras do incêndio de 1532 e as marcas deixadas pela água que nada têm a ver com a imagem original.

Ainda constata-se que as “imagens” agora fabricadas “não têm as propriedades tridimensionais” típicas do Sudário”. Esta ausência desqualifica a tentativa de reprodução.

Por sua vez, o especialista peruano Rafael de la Piedra, sublinhou que as manobras frustras dos italianos reforçam ainda mais a idéia de que a relíquia “continua sendo um objeto único, irreproduzível e inimitável”, noticiou ACIPrensa.

Para o Dr. de la Piedra, a recente imitação “visualmente é muito parecida com o original. Digamos que é melhor que a cópia que fez McCrone ou que a horrorosa tentativa de Joe Nickell; ou a de Picknett-Prince e sua suposta fotografia medieval de Leonardo Da Vinci; ou que a fantasiosa foto-experimental do sul-africano Nicholas Allen”.

Para o especialista, “uma amostra parecida com a de Garlaschelli não resiste às conclusões multidisciplinares tiradas ao longo de mais de 100 anos por cientistas de todos os credos e especialidades”.

À luz desta tentativa falha, de la Piedra conclui que “podemos afirmar com alto grau de certeza, que o Santo Sudário de Turim continua sendo um objeto único, irreproduzível e inimitável. Esta é a verdade interna do Santo Sudário”.

O especialista estadunidense John Jackson do Turin Shroud Center de Colorado observou: “as propriedades tridimensionais da imagem (…) a presença de sangue humano com índices altíssimos de bilirrubina, o pólen de mais de 77 plantas que marcam o percurso histórico do Sudário até quase o século I de nossa era e, entre outros, o mecanismo de transferência da imagem de um crucificado com todas as feridas descritas nos Evangelhos a um pano”.


O Dr. Jackson criticou a falta de técnica de Garlaschelli e explicou que o sangue do Sudário não é sangue inteiro, mas já separado do soro, proveniente de verdadeiras feridas. Além do mais, o sangue que há neles é próprio “de um fluxo post mortem”.

Jackson observou que do ponto de vista da tridimensionalidade a imagem agora feita “aparece bastante grotesca. As mãos estão incrustadas no corpo e as pernas estão em posição pouco natural”.

Jackson também observou que segundo a prática científica séria os resultados de Garlaschelli deveriam ter sido compulsados por outros cientistas antes da publicação. É o que se chama “peer-review” ou “revisão do trabalho por pares”.

Porém, Garlaschelli parece ter temido a crítica e fugiu dela. O autor recebeu 2.500 euros da União de Ateus Agnósticos Racionalistas para semelhante serviço. A cifra fala contra a hipótese de um trabalho científico de vulto e mais parece uma gorjeta em pago de uma zombaria anticatólica.

Entretanto, alguns jornais eivados de decadente anticlericalismo espalharam a grosseira manobra.

No episódio não houve conflito entre a ciência e a religião. Antes bem, uma resposta digna da ciência a uma tentativa burlesca anticlerical.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Milagres de Lourdes: exemplo de cooperação harmoniosa entre a Igreja e a ciência


Um dos pontos mais delicados nas relações entre as ciências naturais e o mundo sobrenatural diz respeito ao milagre.

Tal vez em nenhuma parte do mundo este problema é tão central quanto no santuário de Lourdes.

O santuário recebeu mais de 300 milhões de peregrinos desde 1848. Destes, 20 milhões peregrinaram oficialmente enquanto doentes.

Um número infindo garante ter sido curado. Porém a maioria não abre o processo médico que poderá constatar a cura.

Dos que abriram processo, em 7.200 casos catalogados a medicina reconheceu que a cura era inexplicável à luz dos conhecimentos da época.

Desses 7.200 casos, apenas 67 foram proclamados oficialmente como milagres pela Igreja.

Esses 7.200 casos conformam um dos mais impressionantes conjuntos documentais em que a ciência confirma a Igreja.

Vejamos apenas um dos casos oficialmente proclamados pela Igreja: o de Jeanne Fretel.

A matéria foi reproduzida do blog “Lourdes e suas aparições” que traz informação seleta a abundante sobre esse santuário e os milagres ali operados.

Jeanne Fretel, nascida a 27 de maio de 1914 na Bretanha, teve uma infância sofrida: rubéola, escarlatina, difteria etc.

Em janeiro de 1938, quando conta vinte e quatro anos, é operada de apendicite no Hôtel-Dieu em Rennes. Depois disto, passará dez anos no hospital, praticamente sem interrupções. Primeiro tem que operar um quisto tuberculoso nos ovários, depois, uma peritonite tuberculosa que a acometeu, logo seguida por uma fístula estercoral.

É somente no fim da guerra que sai, finalmente, do hospital, porém aparece uma erisipela, em seguida um hallux valgus bilateral, finalmente uma osteíte do maxilar superior, que não lhe deixou mais do que três dentes na arcada superior e seis na inferior.

A 3 de dezembro de 1946, dá entrada no hospital de Pontchaillou, em Rennes, onde já estivera internada durante algum tempo após a guerra. Desta feita, diz ela, é “para morrer lá”.

Está sempre acamada e todas as noites a febre atinge os 39° 5. Tem o abdômen inchado, distendido, terrivelmente dolorido: faz-se necessário uma aplicação diária de seis centigramas de morfina. Apesar de se ter submetido a um prolongado tratamento de estreptomicina, cuja descoberta era recente, o estado de Jeanne Fretel não apresenta melhoras, segundo o demonstra este atestado médico redigido pelo Dr. Pellé:

“De agosto de 1948 a outubro de 1948, a enferma mostra-se cada vez mais cansada: só consegue ingerir pequenas quantidades de líquido. Surgem sinais meningíticos. Um deles é o ventre, volumoso e dolorido. Há um escoamento abundante de pus com as fezes, bem como nos vômitos, acompanhado de sangue negro. Os desfalecimentos cardíacos são freqüentes e colocam em perigo a vida da paciente. Toda esperança parece estar perdida.”

Pela terceira vez em cinco anos, a 20 de setembro de 1948, a doente recebe a extrema-unção. A temperatura oscila todos os dias entre 40° à noite e 36° pela manhã. As aplicações de morfina são feitas de três a quatro injeções diárias de dois centigramas cada uma: “O simples esforço para sentar-se na cama já lhe é quase impossível”. Deixa-a extenuada.

E, no entanto, é neste estado que empreende a peregrinação a Lourdes, no dia 4 de outubro de 1948, levando consigo o seguinte atestado do Dr. Pellé:
“Peritonite tuberculosa. A enferma foi submetida a sete intervenções cirúrgicas abdominais a partir de 1938. Há três anos encontra-se em completo repouso, alimenta-se muito pouco e as dores no ventre obrigam-na a permanecer quase que totalmente imóvel”


Ao ser levada a Lourdes, está semi-consciente, sempre acometida por vômitos que a impedem de alimentar-se e dormir. Na sexta-feira, 8 de outubro, levam-na muito cedo, às 7h30, para assistir a missa dos doentes no altar de Santa Bernadette.

O padre que oficia a cerimônia, assustado e constrangido com a presença dessa doente dominada pelas náuseas, hesita em lhe administrar a comunhão. O maqueiro que carrega Jeanne FreteI insiste. E assim a enferma recebe a hóstia...
“Foi então ‒ contará ela mesma mais tarde ‒ que comecei a perceber que estava melhor e que me achava em Lourdes. Perguntaram pela minha saúde. Respondi que me sentia outra! Meu ventre continuava duro e inchado, mas já não padecia nenhuma dor. Deram-me uma xícara de café com leite que tomei com apetite e prazer.

“Após a missa, levaram-me até a gruta, sempre carregada na maca. Chegando ali, ao cabo de alguns minutos, tive a impressão que uma pessoa me amparava sob as axilas para me ajudar a sentar. E vi-me sentada. Virei-me a fim de ver quem me havia auxiliado, porém não vi ninguém. Tão logo me sentei, tive a sensação de que as mesmas mãos que me tinham ajudado a sentar seguravam as minhas para colocá-las sobre minha barriga.

“Perguntei a mim mesma o que estava me acontecendo: se estava curada ou saindo de um sonho. Notei que meu ventre tinha voltado ao normal. E então senti uma fome fora do comum.”

Volta para o hospital ainda na maca. Pede algo para comer. O Dr. Guégan examina-a e dá-lhe autorização para alimentar-se. Faz uma refeição frugal: um pedaço de vitela e purê de batatas com três pedaços de pão. Mas para ela é um banquete extraordinário: já faz dez anos que não tem uma refeição igual.

“Ao terminar ainda continuava com fome. Pedi mais uma porção. Fui atendida e pedi mais. Então me trouxeram como sobremesa um prato de sêmola de arroz, com receio que me sentisse mal.”


À tarde, a recuperada, satisfeita sem estar saciada, levanta-se, veste-se sozinha e sai para dar um passeio:


Décadas depois Jeanne Fretel narra pela TV como ficou instantânea e permanentemente curada

“Já fazia três anos que eu não andava e naquele instante caminhei com a mesma desenvoltura de hoje ‒ esclarece Jeanne Fretel –. Assim que cheguei às piscinas, tomei um banho de pé, sem me cansar.”

À noite, torna a ingerir uma refeição (sopa, pão e patê, sobremesa) e adormece, mas desperta por volta da meia-noite, ainda atormentada pela fome; serve-se de pão, manteiga, doces, bolo e readormece.

No dia seguinte, levam-na até a Junta das Constatações onde cinco médicos assinam em conjunto um boletim em que declaram:

“Enorme melhora, talvez cura completa.”

Jeanne Fretel sente-se tão aliviada no trem de volta que pede e suporta muito bem a parada brusca das injeções de morfina, sem experimentar as perturbações graves e costumeiras de uma desintoxicação tão violenta.

E podemos imaginar o assombro do médico assistente da doente, o Dr. Pellé, que escreve a 13 de outubro de 1949:
“Voltamos a ver a senhorita Fretel no mesmo dia de seu retorno de Lourdes para Rennes, onde a examinamos e observamos o desaparecimento completo de todos os sinais patológicos. Temos acompanhado a paciente com regularidade e constatamos que a melhora do seu estado geral prossegue. Seu peso que era de 44 quilos no dia 5 de outubro de 1948 passou para 58,200 quilos. Durante os oito primeiros dias, esta jovem ganha 1,350 por dia. A temperatura é normal: 36°8 pela manhã, 37°2 à noite. O apetite e o sono são muito bons.”

Jeanne Fretel, após o seu regresso, teve condições de reencetar uma vida ativa que prossegue sempre sem qualquer acidente patológico. Nunca mais sentiu qualquer tipo de dor. A vida normal retomou seu curso na plenitude de uma saúde perfeita. Todos os dias levanta-se às 5h30 e recolhe-se às 11 da noite. E, no entanto, tem que fazer as tarefas mais cansativas da casa.

Um ano depois, a jovem comparecerá diante dos vinte e oito médicos da Junta médica de Lourdes. Em 1950, após terem concluído tratar-se de uma “cura inexplicável”, o processo de Jeanne Fretel é enviado à Comissão canônica criada expressamente para examinar este caso pelo cardeal Roques, arcebispo de Rennes. E a 8 de novembro de 1950, a Comissão canônica declara:

“O caso da senhorita Fretel situa-se na série das curas extraordinárias, cientificamente inexplicáveis, na presença das quais só podemos repetir: 'O dedo de Deus se faz sentir'.”

Em seguida, o cardeal Roques, na data de 20 de novembro, apresenta um “reconhecimento de milagre” assim redigido:

“Reconhecemos que a senhorita Jeanne Fretel, acometida de peritonite tuberculosa com sinais meningíticos e em estado muito grave de caquexia, foi curada súbita e radicalmente a 8 de outubro de 1948, no momento em que comungava no altar de Santa Bernadette em Lourdes, e nós julgamos e declaramos que a cura é milagrosa e deve ser atribuída à Nossa Senhora de Lourdes.”


Video (em espanhol) com o testemunho de Jeanne Fretel




(Fonte: Philippe Aziz, “Os milagres de Lourdes ‒ A Ciência face à fé”, 1981, Tradução de WiIma Freitas Ronald de Carvalho, )

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A “escada milagrosa” de São José é verdadeiramente miraculosa?

Há na cidade de Santa Fé, no Estado do Novo México, EUA, uma capela conhecida como Loretto Chapel. Nela destaca-se uma bela e despretensiosa escada. A piedade tradicional atribui a construção a São José.

A piedosa tradição

Em 1898 a Capela passou por uma reforma. Um novo piso superior foi feito, porém faltava a escada para subir. As Irmãs consultaram os carpinteiros da região e todos acharam difícil fazer uma escada numa Capela tão pequena.

As religiosas, então, rezaram uma novena a São José para pedir uma solução. No último dia da novena, apareceu um homem com um jumento e uma caixa de ferramentas. Ele aceitou fazer a escada, porém exigiu que fosse com as portas fechadas.

Meses depois a escada estava construída como queriam as Irmãs. No momento de pagar o serviço, o homem desapareceu sem deixar vestígios. As religiosas puseram anúncios no jornal local e procuraram por toda a região sem encontrar quaisquer noticias ou informações sobre o ignoto carpinteiro.

Nesse momento as Irmãs perceberam que o homem poderia ser São José, enviado por Jesus.

Há vários elementos que reforçam a aura de piedoso mistério que envolve a construção da escada:

A madeira utilizada não é da região, e ninguém sabe como foi parar lá. Também não foi utilizado prego na escada, apenas pinos de madeira.

Além do mais, hoje soa misterioso que ela se mantenha em pé pois é do tipo caracol e não tem apoio central. Na verdade apenas um apoio colateral metálico foi acrescentado a posteriori que não resolve a essência do incógnita. Diz-se que engenheiros e arquitetos não conseguiram desvendar a física por trás da obra.

Por fim, a escada tem 33 degraus, a idade de Jesus Cristo, o que reforça ainda mais a suposição de um fenômeno de origem sobrenatural.

A Capela recebe em média 200 casamentos por ano e centenas de turistas. Ela ficou conhecida como a Escada Milagrosa. Grande número de artigos e programas de TV foram dedicados a ela e seus “mistérios”. O essencial do piedoso relato encontra-se no site oficial da Capela .

As objeções de um cético

Mas, também apareceram análises objetantes ou céticas. Uma das mais características foi do Comitê de Inquérito Cético (The Committee for Skeptical Inquiry). O “cético” responsável pela análise é Joe Nickell.

Ele é autor do livro sintomaticamente intitulado “À procura de um milagre” e outros escritos que põem em dúvida até realidades que, como o Santo Sudário de Turim, são de pasmar até para a ciência.

Ele cita vasta bibliografia para provar o que a cultura e o bom senso conhecem: a técnica de escadas sem eixo é tradicional e já era dominada pelos nossos antepassados. Apenas que podem ser frágeis, enquanto que esta se mostra especialmente duradoura.

A ausência de pregos não há de espantar. Um velho marceneiro campista contava com admiração que quando ele próprio apreendeu o ofício, seus mestres faziam questão de construir complicados arranjos sem empregar pregos nem mesmo cola.

Compreendi melhor isso, anos depois, num hotel da Borgonha, França, instalado numa antiga dependência abacial construída na Idade Média.

Um admirável vigamento sustenta o telhado sem um só prego. Ainda na França voltei a ver num pequeno castelo mais um exemplo da sabedoria dos marceneiros de outrora: todo o vigamento em que se apóiam as ardósias é feito com um jogo admirável de traves encaixadas.


Aliás, essa técnica é a que explica a ousadia do gótico num tempo que no se conhecia o cimento armado. Catedrais e outros prédios medievais foram levantados com encaixes de pedras que “travam”. Depois não caem nem com os bombardeios das Guerras Mundiais.

O cético Joe Nickell entregou ao muito oficial e respeitado U.S. Forest Service’s Center for Wood Anatomy uma amostra da madeira da escada para identificação. A resposta foi: Pinaceae, da variedade Picea. Ou simplesmente abeto, o pinheiro mais usado no Natal.

Nickell trabalhava com a idéia comum que se tem de milagre: um fenômeno que viola as leis da física. E, tudo considerado, Nickell concluiu com ceticismo que na melhor das hipóteses, a escada não passa de um “milagre parcial”.

Mas concluindo isto, acabou dando reforçando a idéia de um milagre. Pois, o conceito católico de milagre é matizado.

O milagre segundo São Tomás de Aquino

“Milagre equivale a cheio de admiração, quer dizer, aquilo que tem uma causa oculta em absoluto e para todos. Esta causa é Deus.

“Portanto, chamam-se milagres aquelas coisas feitas por Deus fora da ordem de causas conhecidas por nós. (...) O milagre é uma obra difícil porque excede a natureza. Pela mesma razão se diz que é insólito porque acontece fora da ordem costumeira.” (Suma Teológica, I, q. 107, art 7).


Santo Tomás divide os milagres em três categorias. A primeira, e a mais impressionante, é a dos fenômenos que contradizem as regras da natureza. Por exemplo, se o sol voltar atrás ou parar. Estes são os milagres maiores.

A segunda categoria é a dos fatos admiráveis produzidos por alguém ou algo que não tem capacidade para realizá-los. Por exemplo, um santo ressuscitar um morto ou fazer andar um paralítico.

O santo, por exemplo, é um ser humano e não pode fazer isso, logo se conclui que interveio a propósito dele uma força superior capaz de fazer o prodígio. E esta força só pode ser sobrenatural, angélica ou divina. São os milagres de segunda grandeza.


Por fim, a terceira categoria, é a dos fatos que excedem a natureza pelo modo e pela ordem que são produzidos. Por exemplo, um encadeamento de fenômenos que é inexplicável para os homens. Em si cada elo da corrente é explicável, mas a sucessão é tão rara que na prática nunca acontece.

Enche de maravilha por tanto que aconteça, e tem propósito falar de milagre, pois interveio uma causa sobrenatural que fez funcionar a natureza com um modo e com uma ordem que maravilha aos homens. É a categoria ínfima dos milagres.

O cético Nickell parece ter sentido algo na linha desta terceira categoria que o levou a escrever que, na melhor das hipóteses, trata-se de um “milagre parcial”.

No caso da “escada milagrosa” de Santa Fé acresce um elemento que não pertence à ordem do milagre, mas que é um sinal sensível da ação da graça: a unção que acompanha o relato da origem da escada.

A unção sobrenatural é tal vez o fator que mais atrai os fiéis. E é dos sinais mais sensíveis da presença de Deus. Algo dessa unção pode se sentir na apresentação seguinte:

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Surpreendentes descobertas na imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela

Foram feitos surpreendentes achados na imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela, por ocasião de trabalhos de restauro, informou a agência Zenit.

As descobertas lembram as já feitas na imagem miraculosa de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, padroeira das Américas.

Nossa Senhora de Coromoto, imagem antes do restauro


As informações foram dadas a público em roda de imprensa na sede da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), em 3 de setembro.

A imagem de Nossa Senhora de Coromoto está ligada aos primórdios da evangelização do país. Os fatos associados à sua origem falam também diretamente a cada país latino-americano.

A tradição religiosa

Pelo fim de 1651 e inícios de 1652, uma Bela Senhora apareceu ao cacique da tribo Coromoto e à sua mulher. A Senhora envolta em luz disse na língua deles: “Ide à casa dos brancos, para que eles joguem água em vossas cabeças e assim possam ir para o Céu”.

A tribo obedeceu: abandonou a selva, recebeu a catequese, e um grande número de índios pediu o sacramento do Batismo se tornando católicos.


Entretanto, as tendências desregradas do cacique puxavam-no para voltar à vida selvagem. Os instintos desordenados levavam-no a achar que perdera a liberdade.

Concebeu, então, a idéia de fugir para a selva e afundar de novo nos vícios do paganismo. Quando estava para cometer esse projeto desvairado, na alvorada do 8 de setembro de 1652, a Bela Senhora voltou a aparecer para ele e sua mulher, além da cunhada Isabel e um filho dela.

O cacique, cegado pela ilusão da barbárie, pediu-lhe que o deixasse em paz. Disse-lhe que não iria mais obedecê-la. Nossa Senhora, então, entrou na choça sorrindo para os índios.

O cacique furioso pegou arco e flechas para matar a Nossa Senhora. Mas, Ela foi se aproximando e a armas caíram das mãos do selvagem.

O cacique não desistiu. Pegou a luminosa Senhora pelo braço para puxá-la fora da choça. Nessa hora, deu-se o milagre. A brilhante Senhora desapareceu deixando na mão do chefe da tribo sua diminuta imagem.

O cacique Coromoto ficou com o punho fechado, dizendo que a tinha pegado. Enorme foi seu espanto quando, por fim, abrindo a mão, encontrou uma imagenzinha de Nossa Senhora coroada segurando o Menino Jesus, tal como tinha aparecido.

Naquele instante começou uma grande história de favores e milagres, de devoção e expansão da fé na Venezuela. Em 1942 a Virgem de Coromoto foi proclamada Padroeira do país. Sua festa se comemora na mesma data da última aparição ao cacique: o 8 de setembro que é também dia da Natividade de Nossa Senhora.


A análise científica

A imagem é mínima: mede só 2,5 cm de altura por 2 cm de largura. Após 357 anos da aparição nunca foi objeto de nenhum análise nem restauração. Ela estava submetida a todos os fatores de deterioração e ação do tempo e o descuido ameaçavam-na.

A fundação venezuelana Maria Caminho a Jesus, com sede em Maracaíbo, promoveu a partir de 2002 uma campanha para restaurar a sagrada imagem.

O reitor do Santuário de Coromoto, monsenhor José Manuel Brito, aprovou o projeto e a equipe de especialistas que trabalhou no restauro.

Um laboratório foi montado especialmente perto do Santuário. Os restauradores Pablo Enrique González e Nancy Jiménez estiveram à testa de uma equipe de trabalho composta por 14 especialistas. A supervisão foi de José Luis Matheus, diretor da Fundação Zuliana e monsenhor José Manuel Brito. Eles trabalharam de 9 a 15 de março de 2009.

Previa-se que o restauro duraria meses, pois a imagem estava colada na lupa instalada diante dela para vê-la melhor. Porém tudo correu mais rápido do imaginado e bem.

Ao longo do processo foram descobertos elementos desconhecidos. A água empregada no tratamento saia sem bactérias e com um pH neutro, fato inexplicável para os cientistas.

A imagem, segundo Matheus, se mantém consistente, nítida e exibe suaves relevos. “A tinta se encontra por cima do algodão prensado e de textura rugosa” O trono da Virgem aparece claramente montado dentro de uma construção de taipa típica dos índios.

Foram detectados ainda outros símbolos que, segundo o antropólogo Nemesio Montiel, tem origem indígena como a própria coroa da Sagrada Imagem.

No microscópio foi possível identificar os olhos da Virgem. Eles medem aproximadamente 0,2 milímetros, porém pode se distinguir o desenho do iris. O fato desconcertou os especialistas, pois achavam que os olhos eram simples pontos.


Ainda mais, estudando o olho esquerdo através do microscópio puderam discernir um olho com características humanas. Nele os especialistas diferenciaram com clareza a órbita ocular, o conduto lacrimal, o iris e um pequeno ponto de luz nele.

Mas, a surpresa estava começando. Maximizando o ponto de luz os especialistas julgaram detectar uma figura humana que se assemelha muito à de um indígena.

A imagem está feita de uma espécie de compensado de algodão, material que humanamente não se entende que se mantenha intato após mais de três séculos e meio de exposição.

Até neste aspecto sem explicação a imagem de Nossa Senhora de Coromoto se assemelha à de Nossa Senhora de Guadalupe.

Veja programa de TV venezuelana sobre a história e os achados na imagem de Nossa Senhora de Coromoto:



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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Achada nova inscrição em aramaico no Santo Sudário: seria anterior ao ano 70 d.C.


O cientista francês Thierry Castex descobriu recentemente mais uma inscrição no Santo Sudário, informou o diário “La Stampa”, o mais importante de Turim, cidade onde se encontra a relíquia. A escrita está em aramaico, a língua dos primeiríssimos cristãos.

Não é novo que se descobram inscrições do I século no Sudário. Em 1978, um professor de latim da Universidade Católica de Milão detectou algumas delas pela primeira vez.

Em 1989, o professor Messina, especializado em hebraísmo identificou outra inscrição que dizia “O rei dos Judeus”.

Os novos caracteres agora achados suscitaram polêmica. E isso é freqüente no ambiente científico. Dentro dos limites da objetividade é benéfico, pois o novo achado fica submetido à crítica adversa. Se resiste, fica consolidado.

A historiadora do Arquivo Secreto do Vaticano Barbara Frale foi convocada para analisar a nova descoberta. Suspeitava-se ser uma inscrição feita pelos templários no tempo em que eles custodiavam o Santo Sudário.

Mas Frale descartou a hipótese dos templários. Frale é especialista no estudo dessa Ordem de Cavalaria hoje extinta.

O fato dos caracteres serem aramaicos nos leva direto aos tempos de Nosso Senhor, explicou Frale, pois “depois do ano 70 não se falava mais aramaico nas comunidades cristãs. E o próprio São Paulo escrevia em grego”.

“Há muitos indícios, eu diria uma infinidade, que apontam no sentido de relacionar o Santo Sudário com os primeiros trinta anos da era cristã”, acrescentou.

Interrogada se achava que a escrita é anterior ao ano 70, respondeu: “tudo o que sabemos do mundo antigo nos obriga a formular essa hipótese”.

Numa entrevista difundida pela Radio Vaticana, a historiadora disse que segundo o cientista Thierry Castex, responsável pelo achado, pode se ler claramente a palavra “encontrado” e há uma palavra junto, que ainda tenta se decifrar, mas que pode significar “temos encontrado”.

A frase pode ser aproximada a expressão do Evangelho de São Lucas, onde o evangelista refere o motivo pelo qual Jesus Cristo foi levado diante do governador romano.

São Lucas (23, 2) diz: “Temos encontrado este homem excitando o povo à revolta, proibindo pagar imposto ao imperador e dizendo-se Messias e rei.”

Em entrevista ao diário “La Stampa”, o filólogo italiano Luciano Canfora tentou desclassificar o achado de Castex e a interpretação de Frale.

Porém, Canfora apelou para uma retórica cáustica, num nível apenas pessoal, sem fornecer qualquer argumento científico.

O entrevistador do jornal manifestou no fim o vazio que lhe produziam os comentários ácidos e ocos do Prof. Canfora.

Em mais uma entrevista a “La Stampa”, a historiadora Frale apontou a ausência de argumentos de Canfora, e relembrou um recente achado do especialista no Sudário Raymond N. Rogers.

Rogers trabalha no laboratório de Los Alamos (da Universidade da Califórnia), e submeteu fibras do Santo Sudário a testes específicos para o linho (o tecido original é linho puro).

Rogers constatou então que as fibras se comportavam do mesmo modo que amostras recolhidas no sitio arqueológico de Qumran, perto do Mar Morto. Portanto, de modo muito diferente dos tecidos medievais.

Qumran é um dos sítios arqueológicos mais ricos e interessantes para o período de transição do Antigo Testamento para o Novo.

Os achados lá atingem um número e uma variedade estonteante. Há muitos cientistas debruçados em intensos e custosos estudos sobre os objetos de Qumran.

Frale anunciou ainda que as misteriosas escritas do Sudário serão reproduzidas por inteiro num livro de sua lavra que será publicado pela editora Il Mulino, em novembro, na Itália.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O milagre de Guadalupe: a ciência não encontra explicações

O Dr. Adolfo Orozco (foto), investigador do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autonômica do México, assinalou que o extraordinário estado de conservação do manto da Virgem de Guadalupe “está completamente fora de todo tipo de explicação científica”.

Orozco, que também é especialista no manto da Virgem, falou em Phoenix, EUA, no 1º Congresso Internacional Mariano sobre a Virgem de Guadalupe, informou a agência ACI.

O especialista disse que “todos os tecidos similares a do manto que foram colocadas em ambientes úmidos e salinos como o que rodeia a Basílica, não duraram mais de dez anos”.

Em 1789 fora pintada uma cópia a imagem de Guadalupe. “Essa imagem foi feita com as melhores técnicas de seu tempo, era formosa e estava feita com um tecido bastante similar a do manto original. Além disso, também estava protegida com um vidro desde que foi exposta”, indicou.

Entretanto, “oito anos depois, essa cópia teve que ser desprezada porque estava perdendo as cores e as fibras se estavam rompendo.

Em contraste – acrescentou Orozco – o manto original vem sendo exposto há116 anos sem nenhum tipo de amparo, recebendo todos os raios infravermelhos e ultravioletas de dezenas de milhares de velas que estavam perto dela”.

Uma das características mais interessantes do manto, prosseguiu, "é que a parte de trás do tecido é rugoso e pouco liso; enquanto que a parte de adiante (onde está a imagem de Guadalupe) é 'tão suave como a seda' como assinalavam os pintores e cientistas em 1666; e confirmou quase cem anos depois, em 1751, o pintor mexicano Miguel Cabrera”.

O manto de São Juan Diego é feito de fibras de agave (da mesma família botânica que produz o sisal e a iúca, foto embaixo).

O Dr. Orozco relatou mais dois fatos sem explicação científica ligados à conservação da imagem.

O primeiro ocorreu em 1785 quando um trabalhador acidentalmente derramou um líquido que continha um 50% de ácido nítrico na parte direita do tecido.

Está fora do entendimento natural o fato que o ácido não tenha destruído a malha; e que ademais não danificasse as partes coloridas da imagem”, precisou.

O segundo relaciona-se com a explosão de uma bomba perto do manto em 1921. A bomba explodiu a 150 metros da imagem e destruiu todos os vidros nesse raio.

Agave: de uma pé semelhante foi tirada a fibra do manto de São Juan Diego

Entretanto, explicou o perito, “nem o manto nem o vidro comum que a protege foram danificados ou quebrados”. O único afetado foi um Cristo de ferro que terminou dobrado.

Não há explicação para o fato que as ondas expansivas que romperam os vidros a 150 metros ao seu redor não destruíram o que cobria a manto. Alguns dizem que o Filho, com o crucifixo que sim foi afetado, protegeu a imagem de Sua Mãe. O certo é que não temos uma explicação natural para essa ocorrência”, concluiu.

Mais...

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Novos livros confirmam a impropriedade dos testes de Carbono 14 que pretenderam desclassificar o Santo Sudário


Vieram à luz mais dois livros recolhem novos dados científicos sobre o Santo Sudário. Os livros focalizam especialmente a polêmica sobre os exames com base no Carbono 14 feitos em 1988.

Estes exames realizados em amostras mal escolhidas gerou resultados logo contestados. Hoje eles não são mais aceitos como sérios.

As análises desmoralizadoras aconteceram durante 1988 em laboratórios de Tucson, Oxford e Zurique. Os três apontaram que o Santo Sudário seria uma peça da Idade Média. Portanto, não provindo dos tempos de Jesus Cristo, seria um falso histórico.

Ditas análises foram sobradamente refutadas por numerosos científicos. E até um dos responsáveis reconheceu os erros cometidos e pediu desculpas de público.

Agora, o jornalista e “vaticanista” do jornal de Turim “La Stampa” Marco Tosatti publicou "Inchiesta sulla Sindone" (Editore Piemme). Nele, escreve que novos dados provam que aqueles exames contêm um erro de cálculo matemático inaceitável.

Tossati apresenta novas provas científicas da Universidade la Sapienza, Roma. Esta Universidade nunca antes tinha investigado o Sudário. Os cientistas ratificaram o erro dos testes feitos em 1988.

Segundo o vaticanista, os resultados dos três laboratórios não têm a margem mínima de compatibilidade estabelecida e a análise foi realizada sobre um pedaço de oito centímetros do Sudário que não pertence à própria relíquia.

Com efeito, verificou-se nas amostras a presença de algodão enquanto que o Sudário é de linho. Além do mais, foi achada uma espécie de goma.

Esses elementos confirmam que as amostras pertencem aos remendos feitos na relíquia após esta ser atingida por um incêndio em 1532. Os principais remendos acrescentados em 1534 são visíveis a olho nu. Eles aparecem nas fotos com forma triangular. Foram as pontas do Lenço dobrado que formam consumidas pelo fogo.

Tossati declarou à agência Zenit: “eu mesmo queria uma base de certeza e com base nestes dados posso dizer que o Santo Sudário não é uma reprodução falsa”.

Cientistas de diferentes credos – judeus, metodistas e inclusive agnósticos – confirmam a falha fundamental da investigação de 1988.

A seguir, Tosatti demonstra que a ciência ainda não pôde explicar como se formou a imagem. Nenhum aparato pôde criar um objeto similar: “não é pintura, não há nenhum pigmento e não foi marcado por um objeto quente”, diz o jornalista.

John e Rebecca Jackson com modelo tridimensional do homem do Sudário

“É um mistério, um dos grandes mistérios da Igreja, a maneira como se formou este tipo de imagem. Contém informação tridimensional, algo sumamente particular”, indica.

O Santo Sudário está guardado na catedral de Turim, Itália. Nos anos 1998 e 2000, foi exibido ao público.

No próximo ano (2010), será exposto novamente, de 10 de abril até 23 de maio.

Para Tosatti, “se se analisa [o rosto do Sudário], é um rosto de uma beleza de características tais como eu nunca vi em nenhuma pintura”.

Mas, o jornalista e pesquisador considera que este lenço é uma peça muito pouco valorizada pelos católicos. “Para mim não há dúvidas, conclui ele. Ainda hoje com toda nossa tecnologia não estamos em condições de fazer algo análogo. A ciência nos pode ajudar a dizer que coisa é. Seguramente não é falso”.

Por sua parte, Sébastien Cataldo e Thibault Heimburger publicaram o livro “Le linceul de Turin” (Paris, 2009) contendo uma síntese das últimas descobertas no Santo Sudário.

Cataldo recebeu em agosto de 2008 uma fibra das amostras tiradas do mesmo local das utilizadas nos exames hoje desclassificados.

Ele constatou no microscópio a diferença entre o material com que foi feito o Sudário (linho) e o tecido que foi analisado (mistura de linho e algodão).

Nas experiências do Laboratório Nacional de Los Alamos (EUA), conta ele, criou-se vácuo em torno de um dos fios. Então, separou-se a goma mencionada no livro de Tosatti. Ela tem todas as características de uma resina, artificialmente colorida para combinar com o tom do Sudário original.

Concordando com as conclusões dos cientistas de Los Alamos escreve: “Em resumo, é cada vez mais claro que as descobertas de Rogers mostrando que a zona Raes/radiocarbono não é representativa do Sudário ficam confirmadas: esta zona foi manipulada e os fios que ela contém não são da mesma natureza que os fios do Sudário” (p. 179).

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Testes confortam a tradição sobre o túmulo do Apóstolo São Paulo

Túmulo de São Paulo, San Paolo fuori le mura, RomaNo ano do segundo milênio do nascimento do Apóstolo das Gentes, o grande São Paulo, ficou confirmada a localização do túmulo do apóstolo martirizado em Roma.

Os restos de São Paulo foram venerados continuadamente durante séculos sob o altar papal da basílica de São Paulo extramuros (San Paolo fuori le mura, Roma).

Seu martírio ocorreu, porém, no local da atual abadia das Três Fontes.

Em tempos pagãos, nesse local havia um pântano. Quando os imperadores queriam fazer “desaparecer” um cristão sem chamar a atenção, o levavam lá para martirizá-lo.

São Paulo morreu decapitado. Sua cabeça foi posta sobre uma coluna e na hora tremenda do martírio caiu dando três tombos. No local de cada tombo abriu-se uma fonte.

Na Idade Média foi erigida uma abadia beneditina que existe até hoje, sendo visitada pelos peregrinos. É a Abbazia delle Tre Fontane. Na Renascença foi erigida riquíssima igreja sobre as três fontes. Há um magnífico altar sobre cada uma delas. (foto embaixo)

Poucos viajantes e peregrinos sabem, mas quando eles vão do aeroporto de Roma para a cidade, passam quase ao lado deste famoso local.

A piedosa devoção ao túmulo do Apóstolo Paulo, instalado sob o altar mor da basílica de San Paolo fuori le mura, atraiu multidões de peregrinos.

Nos tempos de fé ninguém fazia muita questão de conferições ou confirmações cientificas da tradição oral transmitida de geração em geração.

O bom senso e a evidência dos testemunhos confirmavam a veracidade do fato.

Mas, na nossa época espalha-se, por vezes, uma ojeriza contra a tradição, sobre tudo quando é piedosa, como se fosse sinônimo de superstição carente de fundamento histórico.

Agora, neste segundo milênio do nascimento do grande Santo, as conferições foram feitas.

Os estudos e análises começaram em 2007.

Túmulo de São Paulo, San Paolo fuori le mura, RomaDesfazendo toda dúvida, o sarcófago foi localizado onde sempre se acreditou estar, inviolado durante muitos séculos.

Os peritos perfuraram o túmulo e introduziram uma sonda especial. A sonda reportou a existência de um riquíssimo tecido de linho cor púrpura, recoberto de ouro e mais um pano azul com filamentos de linho. A sonda verificou também a presencia de grãos de incenso vermelho.

Pequeníssimos fragmentos ósseos de ali extraídos passaram pelo teste do carbono 14. Este foi feito por especialistas que não conheciam a procedência das amostras. Eles concluíram pertencer a uma pessoa que viveu entre os séculos I e II da era cristã.

Todos estes dados foram feitos públicos pelo próprio Bento XVI.

Aos olhos dos especialistas estes indícios concordantes com a tradição inconteste de muitos séculos confortam a idéia de se tratarem dos restos mortais do Apóstolo das Gentes. Pode se esperar ainda novos estudos e análises.

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

No segundo milênio de São Paulo arqueólogos descobrem sua mais antiga imagem

Descoberta mais antiga imagem de São PauloEm 19 de junho deste ano foi descoberta a mais antiga representação conhecida de São Paulo. Ela se remonta ao fim do século IV.

Segundo informou a agência Zenit, foi localizada enquanto se praticavam escavações na catacumba de Santa Tecla, na via Ostiense, não longe da basílica do Apóstolo, fora das antigas muralhas de Roma.

Os arqueólogos limpavam com raios laser uma abóbada quando descobriram um exuberante afresco. No centro estava representado o Bom Pastor. Em volta, tinha quatro círculos com as esfinges de São Pedro, São Paulo, e mais dos apóstolos.

Os arqueólogos Fabrizio Bisconti e Barbara Mazzei forneceram todos os detalhes da descoberta. Bisconti, que é secretario da Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra e presidente da Academia Pontifícia do Culto dos Mártires, ponderou que “pode ser considerado o ícone mais antigo do Apóstolo encontrado até agora”.

São Paulo, imagem mais antiga já encontradaO achado, entretanto, suscitou mal-estar entre aqueles ‒ inclusive “católicos de esquerda” ‒ que gostam dizer que a tradição da Igreja Católica baseia-se em mitos inverificáveis.

Na pintura, São Paulo aparece com um ar pensativo, olhar penetrante, a frente alta e barba em ponta.

Aquela face, uma vez indo a Damasco para perseguir os cristãos, viu subitamente Nosso Senhor que lhe apareceu envolvido numa nuvem de luz e o derrubou do cavalo.

“Saulo! Saulo! Por quê me persegues?” (Atos, 9, 4-ss)

Ele então perguntou:

“Quem és, Senhor?”

“Eu sou Jesus a quem tu persegues! Duro te é recalcitrar contra o aguilhão.”

São Paulo, no caminho de DamascoSão Paulo tremeu. O sopro da graça há tempo vinha chamando o Paulo para se converter, e ele recalcitrava. E Nosso Senhor lhe disse:

“Levanta-te, entra na cidade. E aí te será dito o que deves fazer”. (Atos, 9, 4-ss)

O murro tinha valido. Paulo estava embasbacado e com medo. Levou um tranco que sacudiu sua alma. Mas, respondeu com o radicalismo dele. Não perdeu tempo. Viu que estava errado, pôs-se logo ao serviço de Deus.

Saulo levantou-se cego! Foi tateando, passo ante passo, pé ante pé, sem saber se ficaria cego a vida inteira. Ele, o grande Paulo, fariseu, excelente e ilustre, entrou como uma criança cega, conduzido por outro na cidade de Damasco.

A cena foi de uma violência peculiar. Pois, Paulo era, ele próprio, muito violento. Prova disso é que quando Deus, em sonhos, aconselhou Ananias acolhê-lo. Ananias respondeu, segundo os Atos dos Apóstolos (Atos, 9, 13-ss):

“Senhor, muitos já me falaram deste homem, quantos males fez aos teus fiéis em Jerusalém. E aqui ele tem poder dos príncipes dos sacerdotes para prender a todos aqueles que invocam o teu nome.”

Ananias cura a cegueira de São PauloMas Deus lhe respondeu:

“Vai, porque este homem é para mim um instrumento escolhido, que levará o meu nome diante das nações, dos reis e dos filhos de Israel”.

Ananias então entrou na casa e pondo as mãos sobre ele, disse:

“Saulo, meu irmão, o Senhor, esse Jesus que te apareceu no caminho, enviou-me para que recobres a vista e fiques cheio do Espírito Santo.”

E acrescentam os Atos dos Apóstolos:

“No mesmo instante caíram dos olhos de Saulo umas como escamas, e recuperou a vista. Levantou-se e foi batizado.

“Depois tomou alimento e sentiu-se fortalecido. Demorou-se por alguns dias com os discípulos que se achavam em Damasco.

“Imediatamente começou a proclamar pelas sinagogas que Jesus é o Filho de Deus.

São Paulo polemiza com rabinos“Todos os seus ouvintes pasmavam e diziam: Este não é aquele que perseguia em Jerusalém os que invocam o nome de Jesus? Não veio cá só para levá-los presos aos sumos sacerdotes?

“Saulo, porém, sentia crescer o seu poder e confundia os judeus de Damasco, demonstrando que Jesus é o Cristo.” (Atos, 9, 18-ss)

Quem sabe se esta descoberta não traz uma mensagem para nós, para o mundo.

Não precisaríamos de uma “queda” como a de São Paulo, uma chacoalhada providencial, para o mundo, nós mesmos, endereçar nossos caminhos e nos engajar pela causa da Igreja?

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terça-feira, 2 de junho de 2009

O mistério das pirâmides (fim): uma revelação feita a Adão transmitida oralmente que os egípcios gravaram na pedra

TutankhamonOs sacerdotes-arquitetos das Pirâmides utilizavam como unidade de medida o côvado sagrado, diferente do côvado comum ou real. Segundo o Pe. Moreux, é o mesmo côvado dos hebreus. E foram estes que o aportaram ao Egito.

“Não podemos fugir da conclusão, escreveu o Pe Moreux, de que antes da ereção da Grande Pirâmide, existia sobre a Terra um povo que possuía esse côvado sagrado e que transmitiu essa medida aos construtores desse monumento único, e aos antecessores do povo de Israel. Então voltamos à mesma questão: de onde esse povo desconhecido tirou essa medida à qual as nações modernas serão um dia obrigadas a adotar porque é invariável?”
Há uma enorme semelhança entre a capacidade da Arca da Aliança e a urna da Grande Pirâmide. Mas, uma assimilação entre ambas parece grotesca, inverossímil e fantasiosa. Moisés, que conhecia a ciência dos sacerdotes egípcios, jamais penetrou — como, aliás, ninguém — em Quéops. Ela ficou inviolada até nossa época. A fechadura quebrava ao tentar abri-la.

Há mais: dita capacidade era a mesma do “mar de bronze”, bacia feita por Hirão para o Templo de Salomão. Trata-se de uma proporção que se repete nos séculos sem que se possa perceber o mecanismo de transmissão.
“Como explicar esses dados metrológicos comuns a esses três grandes personagens: o arquiteto da Grande Pirâmide, Moisés e Salomão: dados que implicavam uma unidade de medida idêntica, igual à dez-milionésima parte do eixo polar da Terra, quer dizer, relações tão profundas e escondidas com os atributos do Globo que uma ciência antiga ainda que avançadíssima, deveria ser incapaz de descobrir?
Adão e Eva no Paraíso, catedral de Saint Edmundsbury, InglaterraO Pe. Moreux aprofunda diversos episódios bíblicos. E conclui da famosa interpretação do sonho do Faraó sobre as vacas gordas e magras que José possuía uma ciência astronômica acabada.

Por sua parte, o ciclo enunciado pelo profeta Daniel corresponde perfeitamente a duração do ano: 365 dias, 5 horas, 48 minutos, 55 segundos. Hoje em dia atribuí-se o mesmo valor com uma diferença de muito poucos segundos.
“Assim, a ciência de que fez prova o profeta hebreu é quase tão desconcertante quanto os feitos incríveis da Grande Pirâmide. De um lado, um estudo aprofundado dos movimentos celestes que até atualmente provoca nossa admiração e cujas conclusões só serão redescobertas muito tempo depois; de outro um monumento imorredouro que inaugura a era da arquitetura, não com um começo insignificante, destinado a crescer a través dos séculos em forma de progressos lentos e continuados, mas por um impulso inicial de ciência, majestade e excelência incomparáveis, atingindo de uma só vez um ideal que, tal vez, a humanidade jamais superará”.
As Escrituras são o depósito da Revelação primitiva
“Todos os povos não teriam primitivamente se alimentado de uma tradição comum, transmitida primeiramente de modo oral a traves de uma longa série de séculos, e depois afixada de modo irrevogável numa certa época com a ajuda da escritura em cada nação em particular?” Esta teoria explicaria as divergências e os pontos de contacto.

Criação de Adão, catedral de Saint Edmundsbury, InglaterraAs narrativas pagãs da Criação elucidam este aspecto, pois contêm notáveis semelhanças com o relato bíblico, mas o deformam misturando-o com deuses.

Sinal desta deformação é que só os hebreus usaram a semana de sete dias em que se divide a Criação.
“A origem de nossa semana é bem de ordem religioso e não astronômico. Todos os outros povos dividiram seus meses em três partes de dez dias cada uma (...) Entretanto, a tradição popular, sempre lenta para ser destruída, não a tinha esquecido (...) Para os Babilônios, por exemplo, os dias 7,14, 21, 28 de cada mês eram considerados nefastos;era preciso nesses dias se abster de certos atos bem definidos (...)."
O tesouro e a fonte dessa tradição primordial se encontra nas Escrituras.
“Como o autor dos Salmos, do Livro de Jô, e o próprio Moisés, puderam, cada um na sua época, perceber o passado de nosso globo? Como puderam eles saber o que nossa ciência nos ensina como a coisa mais certa? Admitir que eles tivessem adquirido esses conhecimentos por via científica não é defensável; eles não fizeram senão fixar uma tradição que se remontava às primeiras épocas de humanidade, e a prova é que nos encontramos as linhas mestras dessa mesma tradição em todas as cosmogonias dos povos orientais.”
Criação, catedral de Saint Edmundsbury, Inglaterra“Sim, quando se lê sem preconceitos o primeiro capítulo do Gênesis, pode se constatar em seu autor uma ciência tão profunda que supera de cem côvados todas as noções dos sábios de sua época, uma ciência ainda mais inexplicável, humanamente, que a dos construtores da Grande Pirâmide e ao mesmo tempo, uma adivinhação incrível dos fatos os mais certos e autênticos revelados pela Ciência.”
O astrônomo Piazzi-Smith, que dedicou uma parte de sua vida às pirâmides, concluiu:
“ou bem os construtores desse monumento único no mundo possuíam uma ciência tão avançada quanto a nossa, coisa que é extravagante e quase incrível, ou bem agindo como guardiões de uma tradição que se remontava às épocas primeiras, quiseram fixar na pedra, dados depositados pela Revelação no espírito do primeiro homem (...) assim se explicaria, pensava ele, como se transmitiram de época em época os secretos relativos a dados científicos brutos, por meio de castas privilegiadas. Tal seria a origem, por meio dos sacerdotes egípcios, do que eu chamei de “ciência misteriosa dos Faraós”. Se tudo tivesse acontecido como imaginava Piazzi-Smith, não seria inverossímil acreditar que uma parte pelo menos desta ciência hierática transudou nas inscrições hieroglíficas dessas épocas remotas”.
Pe Théophile Moreux, sacerdote cientistaPor certo, as teses do Pe. Moreux causaram polêmica. E ainda causarão. Nessa polêmica tal vez haja dados ou considerações a corrigir, retirar ou acrescentar. Não será de espantar, é próprio da ciência.

Mas, não se pode negar é suas posições levantam problemas muito importantes. E levantar indagações e até polêmicas que induzem a novos e sérios estudos e aprofundamentos já é um mérito inconteste nos âmbitos científicos.

(Fonte: Pe. Théophile Moreux, ”La Science Mystérieuse des Pharaons”, Librairie Octave Doin, Gaston Doin éditeur, Paris, 1925, 238pp.)

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terça-feira, 19 de maio de 2009

Os nomes do Zodíaco: indício da união primigênia dos homens e de sua posterior dispersão? (V)


O Pe. Théoophile Moreux como astrônomo tinha paixão pelo Céu e pela história da própria astronomia. Este interesse o pôs diante de realidades surpreendente.

É dado certo que os documentos mais remotos sobre o Zodíaco são caldeus. O Zodíaco é o conjunto de constelações cortadas pelo caminho aparente percorrido pelo Sol durante o ano.

Está composto de 13 constelações ‒ a 13ª foi acrescentada em 1930 pela União Astronômica Internacional.

Elas evocam, com esta ou aquela dose de imaginação, certas figuras de onde tiram o nome. Estes nomes apareceram 3.000 anos antes de Cristo.

Mas, o estudo das constelações mostra que há uma posição terrestre para vê-las de modo que coincidam com o nome. Esse estudo conduz a um local de observação bastante aproximado. Não é nem a Índia, nem o Egito, mas a Ásia Menor, mais provavelmente a Armênia. Os armênios teriam dado esses nomes às formações estelares com maior ou menor fantasia.

Agora bem, acontece que os mesmos nomes aparecem em civilizações existentes em locais onde as estrelas não formam as figuras que os nomes indicam.

Os nomes são basicamente os mesmos, mas os arranjos estelares vistos desde diferentes latitudes e continentes positivamente não são os mesmos.

Exemplo típico são os índios da América: quando os primeiros europeus chegaram ao continente verificaram, não sem pasmo, que eles dividiam o céu com mais ou menos os mesmos nomes que os caldeus. Porém, olhando as estrelas desde as Américas, os nomes pouco têm a ver com o que se observa.

Deste fato tiram-se várias conclusões elencadas pelo Pe. Moreux.

A primeira é que as tradições astronômicas de civilizações muito diferentes devem se remontar a um tempo em que os homens todos estavam reunidos e compartiam os mesmos conceitos e observações. Aquele mundo possuía uma ciência aprofundada.


Em segundo lugar, que naquele mundo anterior unido houve uma ruptura brusca. Como resultado, os homens perderam contato uns com os outros.

Em terceiro lugar, os povos dispersos conservaram nomes e tradições científicas. Porém, depois da separação decaíram. Aceitaram incongruências.

No fim, esqueceram o valor astronômico do Zodíaco – que, entretanto, continua muito válido – e sob seu nome instalou-se a superstição astrológica.


A tradição do Paraíso, do pecado original e do dilúvio

Essas conclusões apontam para um fato consignado, sob diferentes formas, nas culturas mais longínquas: a catástrofe representada pelo dilúvio de que fala a Bíblia.

“A geologia nos ensina que o homem vivia na Terra muito antes das civilizações egípcia e caldeia (...) As primeiras épocas da humanidade não teriam sido separadas dos períodos históricos seguintes por um grande cataclismo, como se teria produzido no próprio período quaternário?” pergunta o sacerdote-astrônomo.
A apresentação do problema nos aproxima da questão do Dilúvio.

Na dispersão as tradições científicas passaram para os Assírios e Caldeus. Só estes as conservaram por escrito. Dos Caldeus passou para Medos, Persas, Hindus, Egípcios e Gregos. Por meio destes vieram até nós.

A difusão foi o suficientemente grande para chegar até as Américas séculos antes do desembarco dos evangelizadores.
“Existiu, portanto, uma emigração que partiu da Ásia numa época relativamente pouco afastada da era cristã”, explica o cientista.
Ele escreve: “Se, como nós acreditamos, a origem da humanidade é única — coisa cada vez mais confirmada pela ciência — certos ensinamentos religiosos, assim como os fatos históricos relativos a nosso passado remoto, puderam se transmitir de geração em geração; muitos deles perderam-se no caminho do êxodo dos povos, e evidentemente deformaram-se no curso dos séculos; da mesma maneira que as línguas irmãs cujas raízes ficaram como prova garantida de uma origem comum. As noções semelhantes que se encontram em várias religiões não podem, pois, serem apontadas como sinal de relação entre umas e outras, mas apenas como indícios de uma origem comum em tempos os mais afastados.”
Criação do Mundo e expulsão do Paraíso, Giovanni di PaoloTodas as religiões da Antiguidade estavam certas de serem mais perfeitas quanto mais se ligavam ao passado.

Agora bem, no fim os caldeus e egípcios acabaram adorando toda espécie de animais.

Porém, quanto mais antigos são os seus documentos menos se mostram politeístas. Por exemplo, as pirâmides da III e IV dinastias falam de um deus único.

A moral do Livro dos mortos, obra da alta antigüidade, é muito elevada. A sua teodiceia é muito mais pura que as seguintes.

As invocações que a alma deve fazer ao Juiz celeste são um exemplo: “Louvado seja, Deus grande, Senhor da Verdade e da Justiça! Eu venho até Ti, ó meu Mestre, eu me apresento diante de Ti para contemplar tuas perfeições”.

Prisse papyrus, Biblioteca Nacional de França, ParisO mais velho livro conhecido do mundo — o Papyrus Prisse — fala de um personagem em quem não é muito difícil reconhecer o Adão das Escrituras, embora algum tanto deformado e apresentado com pai de todos os deuses e de todos os homens.

A história do pecado original aparece deformada pelos pagãos na Índia e na Grécia. A “mulher com a serpente” (a tentação de Eva) aparece nos mais velhos monumentos mexicanos.

Os egípcios falavam do Dragão celeste (Satanás), da árvore da vida (do Paraíso). Os assírios e babilônios foram os que mais pintaram a árvore sagrada. Tradições análogas se encontram entre os persas, iranianos, sabinos, etc.

A tradição universal por excelência, sublinha o sacerdote-astrônomo, é a do Dilúvio. Ela tem sido encontrada até nas Ilhas Fiji.

Por sinal, o signo zodiacal Aquário se refere à onda vingadora e ao rei do abismo.

No tempo de Abraão, os caldeus já tinham deformado a história.

De acordo com suas inscrições, pode se afirmar que 3.000 anos a. C. eles ainda mantinham a tradição do Dilúvio degenerada e amalgamada com mitos astrológicos de feitio humano.

Tudo indica que Moisés recolheu uma tradição antes de tudo oral, fielmente transmitida pelos patriarcas.

Dos povos da Antiguidade só os hebreus conservaram o culto verdadeiro a Deus até a chegada do Messias, Nosso Senhor Jesus Cristo em que se realizou a plenitude da Lei.

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terça-feira, 5 de maio de 2009

Sodoma e Gomorra foram destruídas por um meteorito?

Planisfério assírio, meteorito sobre Sodoma, British MuseumOs cientistas britânicos Alan Bond, diretor da empresa de propulsão espacial Reaction Engines, e Mark Hempsell, especialista em astronáutica da Universidade de Bristol, decifraram as inscrições cuneiformes de um bloco de argila datado de 700 a.C.

Eles concluíram se tratar do testemunho lavrado por um astrônomo sumério descrevendo a passagem de um asteróide cujas características se assemelham à chuva de fogo que arrasou as cidades de Sodoma e Gomorra.

As informações circularam largamente por órgãos de imprensa como a BBC Brasil ou diários como o Times de Londres, La Stampa de Turim, ou The Australian. Elas são objeto de crítica e análise . Os especialistas reuniram dados e conclusões no livro “A Sumerian Observation of the Kofels Impact”, publicado em Londres.

A tabuleta foi descoberta nas ruínas de Nínive por Sir Henry Layard em meados do século XIX. Estava exposta no British Museum. Ela é conhecido como “Planisfério” (foto) e há 150 anos os cientistas vêm disputando sobre seu verdadeiro significado.

No objeto há anotações de um astrônomo milhares de anos atrás. O “Planisfério” é uma cópia feita por volta do ano 700 a.C. de uma tabuleta suméria muito anterior.

Bond e Hempsell apelaram a tecnologias computadorizadas para simular a trajetória de objetos celestes. Assim reconstruíram o céu observado por esse astrônomo há milhares de anos. Os cálculos apontaram que o evento descrito aconteceu na noite do dia 29 de junho de 3123 a.C., de acordo com o calendário juliano.

Asteroide penetrando na atmosfera, reconstituição artísticaOs pesquisadores interpretam que a metade do "Planisfério" informa a posição dos planetas e das nuvens. A outra metade descreve a trajetória de um asteróide de mais de um quilômetro de diâmetro.

Mark Hempsell diz que, pelo tamanho e rota do objeto, pode se tratar do asteróide que caiu na região de Köfels, nos Alpes austríacos. O meterorito não deixou cratera, pois provocou enorme desabamento no morro contra o qual bateu.

O asteróide teria voado próximo ao chão, e as ondas supersônicas que produziu impactaram a Terra com força cataclísmica.

O meteorito teria gerado uma bola de fogo com temperaturas de até 400ºC e teria devastado por volta de 1 milhão de quilômetros quadrados. Segundo Hempsell a devastação se assemelha à descrição bíblica da destruição de Sodoma e Gomorra, e catástrofes mencionadas em mitos antigos.

Para o pesquisador a nuvem de fumaça causada pela explosão do asteróide teria atingido o Sinai, algumas regiões do Oriente Médio e o norte do Egito.

Em Köfels, há traços de um impacto cósmico que provocou o desabamento numa área de 5 quilômetros de largura. Nenhuma forma de vida deve ter sobrevivido em tal vez centenas de quilômetros em volta.

Cometa McNaught visto no ceu da cidade de Christchurch,Nova ZelandaPara Hempsell e Bond a trajetória do meteorito descrita na tabuleta leva a achar que no seu percurso, o asteróide causou pavorosas destruições numa longa faixa. Sodoma e Gomorra estavam nessa faixa e teriam sido destruídas pelo fogo e pela onda de impacto provocada pelo meteorito.

O Gênesis assim descreve o acontecimento:

20. O Senhor ajuntou: “É imenso o clamor que se eleva de Sodoma e Gomorra, e o seu pecado é muito grande.
21. Eu vou descer para ver se as suas obras correspondem realmente ao clamor que chega até mim; se assim não for, eu o saberei.”
Abraão que “ficou em presença do Senhor” fez apelo para salvar as cidades ímpias. Abraão obteve que Deus pedoasse as cidades se nelas e encontrasse dez justos.
32. Abraão replicou: “Que o Senhor não se irrite se falo ainda uma última vez! Que será, se lá forem achados dez?” E Deus respondeu: “Não a destruirei por causa desses dez.”
33. E o Senhor retirou-se, depois de ter falado com Abraão, e este voltou para sua casa. (Gen, 19-ss)
Porém, nem esses dez justos havia. Dois anjos foram até Sodoma para tirar Lot e sua família. Mas foram percebidos pela população que rodeou a casa de Lot e exigiu com violência que lhes fossem entregues para abusarem deles.
9. Eles responderam: “Retira-te daí! – e acrescentaram: Eis um indivíduo que não passa de um estrangeiro no meio de nós e se arvora em juiz! Pois bem, verás como te havemos de tratar pior do que a eles.” E, empurrando Lot com violência, avançaram para quebrar a porta.
10. Mas os dois (viajantes) estenderam a mão e, tomando Lot para dentro de casa, fecharam de novo a porta.
11. E feriram de cegueira os homens que estavam fora, jovens e velhos, que se esforçavam em vão por reencontrar a porta.
12. Os dois homens disseram a Lot: “Tens ainda aqui alguns dos teus? Genros, ou filhos, ou filhas, todos os que são teus parentes na cidade, faze-os sair deste lugar,
13. porque vamos destruir este lugar, visto que o clamor que se eleva dos seus habitantes é enorme diante do Senhor, o qual nos enviou para exterminá-los.”
14. Saiu Lot, pois, para falar a seus genros, que tinham desposado suas filhas: “Levantai-vos, disse-lhes, saí daqui, porque o Senhor vai destruir a cidade.” Mas seus genros julgaram que ele gracejava.
15. Ao amanhecer, os anjos instavam com Lot, dizendo: “Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas que estão em tua casa, para que não pereças também no castigo da cidade.”
16. E, como ele demorasse, aqueles homens tomaram pela mão a ele, a sua mulher e as suas duas filhas, porque o Senhor queria salvá-los, e o levaram para fora da cidade. (Gen, 19-ss)
Lot foge de Sodoma destruida pelo fogo divino, Gustave DoréLot impetrou e obteve de Deus que o casario de Segor fosse poupado para nele se refugiar com os seus.
23. O sol levantava-se sobre a terra quando Lot entrou em Segor.
24. O Senhor fez então cair sobre Sodoma e Gomorra uma chuva de enxofre e de fogo, vinda do Senhor, do céu.
25. E destruiu essas cidades e toda a planície, assim como todos os habitantes das cidades e a vegetação do solo.
26. A mulher de Lot, tendo olhado para trás, transformou-se numa coluna de sal.
27. Abraão levantou-se muito cedo e foi ao lugar onde tinha estado antes com o Senhor.
28. Voltando os olhos para o lado de Sodoma e Gomorra e sobre toda a extensão da planície, viu subir da terra um fumo espesso como a fumaça de uma grande fornalha.
29. Quando Deus destruiu as cidades da planície, lembrou-se de Abraão e livrou Lot do flagelo com que destruiu as cidades onde ele habitava. (Gen, 19-ss)
* * *
A tese defendida pelos britânicos Alan Bond e Mark Hempsell tem verossimilhança. Porém ainda deve passar pelo crivo da crítica científica. Isto pode demorar anos e trazer tal vez enriquecimentos ou modificações importantes. Ou até sua substituição por outra. Ou a sua confirmação, seja pela demonstração definitiva, seja pelo consenso dos cientistas prudentes.

A proposta, entrementes, não deixa de fornecer valiosos elementos para a reflexão.

Sodoma e Gomorra, John Martin.Segundo ensina a teologia católica, Deus costuma agir por meio de causas segundas. Quer dizer por meio de seres criados, como elementos da natureza, homens ou anjos.

No caso de Sodoma e Gomorra, Deus se valeu do fogo: “fez cair uma chuva de enxofre e de fogo”.

A dedução de Bond e Hempsell explicaria a “causa segunda” empregada por Deus para gerar a formidável massa de fogo capaz de provocar a “grande fornalha” que “destruiu essas cidades e toda a planície, assim como todos os habitantes das cidades e a vegetação do solo”: um meteorito que causou profunda impressão nos astrônomos caldeus que o viram passar.

O local estimado de Sodoma e Gomorra fica nas vizinhanças do Mar Morto, nos sítios arqueológicos de Bâb ed-Dhra e Numeira.

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terça-feira, 21 de abril de 2009

Os templários veneravam o Santo Sudário e por isso foram difamados, diz historiadora do Arquivo Secreto Vaticano

Arquivo Secreto VaticanoUma ciência que se ouve mencionar pouco é a Diplomática, ou “corpo de conceitos e métodos com o objetivo de provar a fidedignidade e a autenticidade dos documentos. Ao longo do tempo ela evoluiu para um sistema sofisticado de idéias sobre a natureza dos documentos, sua origem e composição, suas relações com as ações e pessoas a eles conectados e com o seu contexto organizacional, social e legal”.

Barbara FraleEssa ciência apresentou resultados que darão para falar.

Em artigo estampado no quotidiano vaticano “L'Osservatore Romano” Barbara Frale, investigadora do Arquivo Secreto Vaticano, defende que os cavaleiros da Ordem do Templo, ou templários, foram os custódios do Santo Sudário no século XIII. E, mais ainda, que a veneravam com uma devoção toda particular.

Frale se apoia em documentos que a Santa Sé conserva nos seus arquivos, e que agora a especialista está publicando.

A versão segundo a qual os templários adoravam uma cabeça barbada não teria passado de uma difamação. Esta foi promovida pelo iníquo rei da França Felipe IV, o Belo, com o intuito de fechar a Ordem e confiscar seus bens.

O fechamento aconteceu em 1307 com a anuência do Papa Clemente V.

Após um polêmico e expeditivo processo, Jacques de Molay, Grão Mestre templário foi queimado vivo em Paris com mais 137 monges-guerreiros.

Eles protestaram inocência até o fim. Os bens da Ordem foram confiscados por reis e eclesiásticos.

A autora do artigo especializou-se na polêmica existência dos templários. O caso ainda hoje faz correr abundante tinta.

O artigo da Dra. Frale “Os templários e o Sudário – Os documentos demonstram que o tecido lençol foi custodiado e venerado pelos cavaleiros da Ordem no século XIII” é uma antecipação do seu livro que sairá a público no próximo verão europeu.

Frale já publicou “L'ultima battaglia dei Templari. Dal codice ombra d'obbedienza militare alla costruzione del processo per eresia” (Roma, Libreria Editrice Viella, 2001); “Il Papato e il processo ai Templari. L'inedita assoluzione di Chinon alla luce della diplomatica pontificia (Roma, Libreria Editrice Viella, 2003); “I Templari” (Bolonha, Il Mulino, 2007); “Notizie storiche sul processo ai Templari” (in “Processus contra Templarios”, Cidade do Vaticano, Archivio Segreto Vaticano, 2007).

A Ordem nasceu em Jerusalém pouco depois da primeira Cruzada. Ela visava defender os cristãos na Terra santa.

Seu nome era “Pobres Irmãos-Soldados de Cristo e do Templo de Salomão” porque instalaram sua primeira sede nas ruínas do palácio do rei-profeta.

A Regra dos cavaleiros-monges foi aprovada pelo Concílio de Troyes em 1129. São Bernado de Claraval teceu um subido elogio do estilo de vida dos frades-soldados.

Rapidamente tornou-se a ordem mais poderosa e ilustre da Cristandade medieval.

Era uma coluna que defendia militarmente as fronteiras da Cristandade e sustentava o combate contra o Islã invasor.

Santo Sudário, Ciência confirma a IgrejaNo ano de 1287 o jovem nobre Arnaut Sabbatier ingressou no Templo. Na cerimônia, Arnaut foi conduzido a um local só acessível para os monges-soldados do Templo.

Ali foi-lhe mostrado um lençol de linho que tinha impressa a figura de Nosso Senhor. Ele a beijou ritualmente três vezes na altura dos pés.

O documento está no processo contra os templários. Mas segundo Barbara Frale, tratava-se do Santo Sudário de Turim.

O histórico, hoje muito estudado, da mais famosa relíquia da Cristandade abona a teoria.

Em 1978 o historiador de Oxford, Ian Wilson, reconstituiu o percurso do sagrado lençol, passando pelo saque da capela dos imperadores de Bizâncio durante a quarta cruzada em 1204.

Entre as calúnias promovidas pelo rei da França estava a de adorar um misterioso “ídolo”: uma cabeça com barba. Mas Wilson concluiu que deveria se tratar, em verdade, do Santo Sudário.

Para Wilson, os anos em que não se tem notícia do paradeiro do Santo Sudário correspondem ao período em que a relíquia foi custodiada no maior segredo pelos cavaleiros templários.

Os templários, acrescenta Barbara Frale, promoveram liturgias especiais da sagrada relíquia. Eles tocavam elementos de seu hábito no Santo Sudário para pedir proteção contra os inimigos no campo de batalha.

A forma de devoção praticada pelo jovem templário Arnaut Sabbatier é idêntica à que praticou São Carlos Borromeu em 1578 quando a venerou em Turim seguindo os costumes dos dignitários do Templo.

A agencia ACIPrensa destaca que os templários custodiaram o Santo Sudário para que não caísse nas mãos dos hereges do Oriente (heresias diversas) e do Ocidente (cátaros) que negavam que Jesus Cristo fosse verdadeiro homem.

Os templários guardavam a santa relíquia numa urna especial que só permitia ver o rosto.

A relíquia “era o melhor antídoto contra todas as heresias” pois nela podem-se “ver, tocar e beijar” o próprio pano encharcado de sangue que envolveu Nosso Senhor Jesus Cristo na sua sepultura.

É a prova mais evidente de sua Humanidade Santíssima e da veracidade de sua Paixão e Morte.
Santo Sudário, negativos de fotos, corpo inteiroO diário “The Times” de Londres , assim como o diário “The Telegraph” relembraram que a relíquia, “desapareceu” para só reaparecer após o fechamento dos templários em Lirey, França, no ano de 1353.

Ela formava parte do espólio do templário Geoffroy de Charney, queimado junto o Grão Mestres Jacques de Molay.

Desde então muitas imposturas tem circulado a respeito de falsas continuidades da Ordem do Templo, com ritos e iniciações esdrúxulas sem autenticidade.

O auge dessas inépcias novelescas deu-se com o malicioso livro “O Código da Vinci” desprovido de toda seriedade.

Pergaminho de ChinonEm 2003 a Dra Frale descobriu o Pergaminho de Chinon . O documento prova o Papa Clemente V exonerou de culpas os templários. Porém, eles foram dispersos e seus bens apropriados indevidamente.

A relíquia foi adquirida pela dinastia de Sabóia no século XVI. No século XX foi objeto de exigentes análises científicas que produziram um impressionante volume de dados que abonam sua autenticidade.

Barbara Frale imposta seu livro de um ponto de vista histórico-arqueológico. Ela não entra em questões teológicas. Mas, seu trabalho suscita questões da mais alta importância... para o século XXI!

A única continuidade genuína dos templários foi a Ordem de Cristo, fundada em 14 de Março de 1319, a pedido do rei Dom Diniz de Portugal, por bula do papa João XXII.

A nova ordem acolheu os últimos templários. As naus que descobriram o Brasil levavam a insígnia da Ordem de Cristo, estabelecendo uma ponte entre o País e os eventos que agora foram revelados.

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terça-feira, 7 de abril de 2009

Investigando a ciência dos antigos. Os mistérios do Egito e das civilizações desaparecidas (IV)

A óptica dos antigos

As investigações do Pe Moreux nas pirâmides deram resultados inesperados. O método empregado era rigoroso e os resultados sólidos.

Porém, o sacerdote-astrônomo, como cientista que põe em sã dúvida os seus próprios achados, perguntava-se se não haveria uma outra explicação possível.

Ele avançou os resultados de seus estudos a colegas especializados em outras faixas do saber. Uma dúvida o assaltava especialmente.

Se os sacerdotes que construíram Quéops tinham um conhecimento tão avançado da esfera celeste, eles em qualquer caso, precisariam de instrumentos de observação para aplicar corretamente o seu saber na hora de erguer o monumento.

Mas, o Pe Moreux não vira indícios da existência desse instrumental. Problema análogo, e tal vez mais cruciante, põe-se a respeito da astronomia dos caldeus, altamente desenvolvida: e os instrumentos de observação?

Por certo, não pode se duvidar que os antigos conhecessem o vidro e a óptica. No seu tratado da Óptica, Ptolomeu inseriu uma Tábua de Refrações cujos números divergem pouco das tábuas modernas.

Estátuas da Caldéia, British MuseumNo Cabinet des Médailles, em Paris, existe um selo que contém 15 figuras gravadas numa superfície circular de 7 milímetros, não sendo visíveis a olho nu.

Cícero fala de uma Ilíada de Homero escrita num pergaminho leve que cabia numa casca de noz. Plinio, o historiador, menciona uma escultura em marfim representando uma quadriga “que uma mosca encobria com suas asas”.

As lupas de Cartago e Nínive

A conclusão dos cientistas é que ao menos na Grécia e Roma, conhecia-se a propriedade amplificadora das lupas e a técnicas para fabricá-las.

Em 1905, o Pe. Moreux foi designado pelo governo francês para estudar um eclipse total de Sol, visível desde Sfax, Tunísia. Ele aproveitou a ocasião para visitar um museu mantido pelos Padres Brancos e dirigido pelo Pe. Delattre.

Cidade real de Meroe, SudãoDiante de camafeus minúsculos da antiga Cartago, o Pe. Moreux perguntou a queima-roupa se não havia lupas no acervo do museu. O Pe. Delattre lhe apresentou várias, que atendiam às diversas exigências.

O Pe. Moreux comunicou o achado a cientistas amigos e tomou uma surpresa. Já em 1852, Sir David Brewster, célebre físico inglês, tinha apresentado em Bedford, Inglaterra, uma lente descoberta em Nínive, portanto fabricada em tempos bíblicos.

As lentes achadas em Cartago e Nínive mostram um grau de tecnologia superior às usadas por Galileu Galilei ou por seu predecessor nas observações astronômicas, John Lippersey.

Arquimedes utilizou no sitio de Siracusa espelhos côncavos que incendiavam os navios do inimigo Marcellus, concentrando a luz solar. Ptolomeu montou no século III a.C. um instrumento que permitia ver navios a grande distância.

Meroe, croquis do observátorioOs grafites do observatório de Meroe

O professor John Garstang, de Liverpool, fez escavações na antiga cidade real de Meroe. Lá tirou à luz os fundamentos de um monumento que atentamente analisado revelou ser um observatório astronômico. Numa coluna estão inscritas as direções do Sol num período determinado do ano na latitude de Meroe.

Nos muros há “grafites” que contem equações numéricas descrevendo fenômenos astronômicos acontecidos 200 anos antes da era cristã.

Numa das muralhas encontra-se um desenho feito às pressas que representa a silhueta de dois personagens. Um deles parece ocupado em analisar a posição dos astros usando um instrumento que lembra fortemente nossos observatórios e seu instrumental azimutal.

Os instrumentos então existiram.

Na Antiguidade encontra-se mostra sempre homens inteligentes e religiosos

O Pe. Moreux registra uma contradição e tira uma conclusão relevante.

A contradição consiste em que por um lado, se fazem todos os esforços para provar que o homem descende de um animal por via de evolução. Mas, de outro lado:

“por mais longe que nós nos remontemos no passado, o homem nos aparece sempre com o mesmo grau de inteligência e religiosidade. (...) que homens entregues a si próprios, obrigados a lutar por sua supervivência material contra uma natureza hostil, tenham podido formar esses aldeamentos cujos restos nos vemos em volta das cavernas pré-históricas; que eles nos tenham deixado sinais de uma indústria e de uma ciência rudimentares, isso não prova absolutamente nada pro ou contra sua inteligência.”.
Pintura rupestre, Montes Akakus, LibiaAs pinturas das cavernas mostram que entre seus freqüentadores havia artistas que competem com os modernos. Há desenhos que reproduzem com realismo e vivacidade impressionante a vida cotidiana fala. Tratou-se de artistas de notável talento. eram humanóides ou simióides, mas homens de altas qualidades, embora muito decaídos.
“Então, de duas coisas uma: ou bem os homens ascenderam do estado selvagem até a civilização, ou bem nós estamos diante de linhagens degradadas.”

“Todas as religiões ligadas ao Cristianismo, inclusive a religião judaica, ensinaram que o homem foi criado por Deus num estado de perfeição, portanto de avançada civilização (...) aparece como sendo mais natural considerar os homens da idade de pedra como autênticos decadentes do que acreditar que eles estejam ainda num estado selvagem primitivo”.
Não é Gulliver no país de Liliput, mas Ramsés II olhado por turistasFalam nesse sentido também os trabalhos antropológicos na Polinesia (poderíamos nós no século XXI acrescentar os índios amazônicos). Os evolucionistas pretendem que as tribos da Nova-Guiné (ou da Amazônia) vivem num estado primordial.

Mas, observa o Pe. Moreux, se hoje há homens que vivem como na pré-história, logo “a Idade de Pedra é de todas as épocas” e não uma fase da “evolução”.

“A Idade da Pedra” não se identifica com um período determinado do tempo, mas com um estado cultural, que normalmente se define com o termo “decadência”.

Decaídos de onde? Do quê?

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terça-feira, 24 de março de 2009

Aberta ao público a “Porta de Abraão”: o Patriarca fundador, Lot e o pecado de Sodoma

Porta de Abraão, Tel Dan, Terra SantaO Israel Nature and Parks Authority – organismo governamental para a proteção dos parques naturais de Israel ‒ anunciou a abertura ao público da “Porta de Abraão”, antiga de 4.000 anos, noticiou a imprensa israelense.

O pórtico encontra-se numa reserva natural de Tel Dan, norte de Israel, aos pés do Monte Hermon. Foi descoberto em 1979. O acesso foi liberado após uma década de trabalhos de restauração executados também pelo Israel Antiquities Authority, informou o The Jerusalem Post.

A estrutura monumental foi construída com tijolos por volta do ano 1.750 antes de Cristo. Chegou-se a supor que o patriarca Abraão teria atravessado essa porta quando foi tirar seu sobrinho Lot do cativério em Sodoma. De ali seu nome “Porta de Abraão”.

O episódio aconteceu antes que Deus destruísse essa cidade em castigo pelo vicio de homossexualidade. Por isso mesmo o homossexualismo é também é conhecido como sodomia.

Abraão, vitral da capela de Wadham CollegeO fato patenteia a misericórdia da Providência divina em relação à cidade pervertida. Mas, o coração dos sodomitas endurecido pela recusa da ordem natural como que invocou o desaparecimento da cidade sob uma chuva de fogo.

A história é bem conhecida e esta descrita no Livro do Gênesis.

A Torre de Babel, divisão da humanidade, Abraão

Em virtude da dispersão após a ímpia tentativa da Torre de Babel, os homens partiram em grupos ou tribos em todas as direções. Algumas dessas tribos construíram cidades onde começaram a reinar o culto dos falsos deuses e os vícios morais. Entre essas cidades, destacava-se uma aliança de cinco cidades, todas desaparecidas, mencionadas pelo Gênesis. Sodoma e Gomorra faziam parte.

Abraão pertencia a uma tribo semita que vindo da Caldéia ‒ localização de Babel ‒ conservou a pureza da Lei que Deus revelou a Adão.

Levava uma vida pastoril, sóbria, digna, e praticava sacrifícios agradáveis ao Criador. Praticava a transumância, migrando com seus rebanhos à procura de pastagens. No verão subia as montanhas e no inverno descia para as planícies mais cálidas irrigadas pelas chuvas.

Precisamente ao pé do Monte Hermon, nas colinas do Golã, foi achada a “Porta de Abraão”.

Abraão, Lot e Sodoma

A tribo cresceu em número e os pastores de Lot e de Abraão disputavam muito pelo gado. Para evitar males maiores, os dois decidiram se separar. Lot, como narra o Gênesis dirigiu-se para a planície de Jordão, muito beneficiada pelas águas.

Ali, entretanto, encontrou o perigo: Sodoma e Gomorra.

10. Lot, levantando os olhos, viu que a toda a planície de Jordão era regada de água (o Senhor não tinha ainda destruído Sodoma e Gomorra) como o jardim do Senhor, como a terra do Egito ao lado de Tsoar.
11. Lot escolheu toda a planície do Jordão e foi para o oriente. Foi assim que se separam um do outro.
12. Abraão fixou-se na terra de Canaã, e Lot nas cidades da planície, onde levantou suas tendas até Sodoma.
13. Ora, os habitantes de Sodoma eram perversos, e grandes pecadores diante do Senhor. (Gen 13, 10-ss)
Abraão Após esta separação, Deus escolheu Abraão como pai e fundador do povo eleito. Ele inicia a era dos Patriarcas do Antigo Testamento.
14. O Senhor disse a Abraão depois que Lot o deixou: “Levanta os olhos, e do lugar onde estás, olha para o norte e para o sul, para o oriente e para o ocidente.
15. Toda a terra que vês, eu a darei a ti e aos teus descendentes para sempre.
16. Tornarei tua posteridade tão numerosa como o pó da terra: se alguém puder contar os grãos do pó da terra, então poderá contar a tua posteridade.
17. Levanta-te, percorre a terra em toda a sua extensão, porque eu te hei de dar.”(Gen 13, 10-ss)
Entrementes, os reis das cinco cidades, entre as quais estavam Sodoma e Gomorra, engajaram-se numa guerra infeliz e perderam tudo. Lot foi feito prisioneiro junto com toda sua família.

Sabendo da desgraça, Abraão foi resgatá-los. Ele teria atravessado a famosa Porta naquela ocasião.
11. Os vencedores levaram todos os bens de Sodoma e Gomorra, e todos os seus víveres, e partiram.
12. Levaram também Lot, filho do irmão do Abraão, que morava em Sodoma, com todos os seus bens.
13. Mas alguém que conseguiu fugir veio dar parte do sucedido a Abraão, o hebreu, que vivia nos carvalhos de Mambré, o amorreu, irmão de Escol e irmão de Aner, aliados de Abraão.
14. Abraão, tendo ouvido que Lot, seu parente, ficara prisioneiro, escolheu trezentos e dezoito dos seus melhores e mais corajosos servos, nascidos em sua casa, e foi ao alcance dos reis até Dan.
15. Ali, dividindo a sua tropa para os atacar de noite com seus servos, desbaratou-os e perseguiu-os até Hoba, que se encontra ao norte de Damasco.
16. Abraão recobrou todos os bens saqueados e reconduziu também Lot, seu parente, com os seus bens, assim como as mulheres e os homens.
17. Voltando Abraão da derrota de Codorlaomor e seus reis aliados, o rei de Sodoma saiu-lhe ao encontro no vale de Savé, que és o vale do rei.
18. Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, mandou trazer pão e vinho,
19. e abençoou Abraão, dizendo: “Bendito seja Abraão pelo Deus Altíssimo, que criou o céu e terra!
20. Bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos em tuas mãos!” (Gen 14, 11-ss)
Porta de AbraãoA “Porta de Abraão” e a História Sagrada

A porta tem três arcos e sete metros de altura. Foi erigida com tijolos de barro seco sobre fundamentos de pedra. Tem. É sem dúvida o monumento mais antigo já encontrado em Terra Santa. É, portanto, a construção que nos remonta aos eventos bíblicos mais afastados no tempo e fala da veracidade do relato sagrado.

O diário israelense Haaretz acrescenta que o arco se encontra entre duas torres. Em torno delas há ruínas de uma cidade tal vez construída nos tempos patriarcais.

Raphael Greenberg do departamento de arqueologia da Universidade de Tel Aviv sublinhou que nenhuma equipe arqueológica usa a Bíblia como critério para definir ruínas ou restos de uma época tão longínqua, mas apenas critérios científicos.

Ze'ev Margalit, responsável pela preservação dos restos arqueológicos dos parques nacionais israelenses voltou a fazer uma ilação entre os restos agora exibidos e o acontecimento bíblico. Mas insistindo na falta de dados materiais que possam esclarecer a atribuída passagem de Abraão.

Entretanto, o achado não deixa de ser sugestivo para quem tem fé.

O próprio Margalit observou que peregrinos cristãos estão indo em crescente número ao local e se mostram muito tocados contemplando a “Porta de Abraão”.

Emociona pensar num grande patriarca, enviado de Deus, partindo junto com um exército de servos fiéis, para salvar membros de sua família escravizados por inimigos.

Foi uma das primeiras intervenções de Deus na História por meio de seus condestáveis para salvar os homens afundados no desastre.

Formação rochosa chamada 'Mulher de Lot' perto do Mar MortoEm atenção à fidelidade de Abraão, Deus salvou mais uma vez a Lot quando mandou seu anjos a tirá-lo de Sodoma consumida pelo vício homossexual. Assim que Lot abandonou a cidade, choveu fogo sobre ela e sobre Gomorra.

A procura arqueológica do sitio de Sodoma e Gomorra aponta para uma quase ilha do Mar Morto (ruínas de Bâb ed-Dhra e Numeira).

Em volta do Mar Morto há formações de pedra que evocam o episódio ensinado pelas Sagradas Escrituras.

27. Abraão levantou-se muito cedo e foi ao lugar onde tinha estado antes com o Senhor.
28. Voltando os olhos para o lado de Sodoma e Gomorra e sobre toda a extensão da planície, viu subir da terra um fumo espesso como a fumaça de uma grande fornalha.
29. Quando Deus destruiu as cidades da planície, lembrou-se de Abraão e livrou Lot do flagelo com que destruiu as cidades onde ele habitava. (Gen 19)
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segunda-feira, 9 de março de 2009

Quem revelou os conhecimentos científicos contidos na pirâmide de Quéops? (III)

Padre Théophile Moreux no observatório
As pirâmides do Egito são o testemunho registrado em pedra de que na origem da história, como ensina a teologia católica, Deus comunicou ao primeiro homem ‒ Adão ‒ conhecimentos naturais de alto nível necessários para fundar a civilização.

É a tese defendida pelo Pe. Théophile Moreux, sacerdote famoso pela sua ciência astronômica. Ele a demonstrou partindo de uma análise estritamente científica das pirâmides.

Segundo este ensinamento, explicado logicamente por Santo Tomás de Aquino, é improcedente supor que o homem tenha passado por épocas escuras em que foi saindo, por evolução, de um estado animalesco até adquirir a inteligência. A hipótese é além do mais achincalhante.

Muito pelo contrário, o ser humano tem uma origem muito alta que está de acordo com sua dignidade natural. Ele descende da obra prima de Criação divina: de Adão e Eva. E como Deus tudo faz com perfeição, o primeiro casal foi de uma perfeição natural não-atingida depois.

Crucifixão, Pesellino, National Gallery of Art, WashingtonNão sem razão, a liturgia se refere a Jesus Cristo como o novo Adão. Pois é razoável supor que foi o homem naturalmente mais parecido com o Salvador.

Também a tradição católica costume apresentar uma caveira e ossos embaixo do Redentor crucificado. Isso simboliza que, segundo a tradição, Adão está enterrado no Gólgota, o monte onde se operou a Crucifixão e a Redenção do gênero humano.

Isto é o pecado original, praticado pelo mesmo Adão, foi redimido por Nosso Senhor, verdadeiro homem e verdadeiro Deus.

Isto não é pura teologia. Um povo antiqüíssimo ‒ hoje desaparecido ‒ habitou o Egito e construiu monumentos que até hoje surpreendem a Humanidade. Pois eles revelam uma ciência que só se conseguiu obter nos séculos recentes e com muitíssimo esforço.

Nos “posts” anteriores nós vemos a apresentação do problema. Mas, o Pe. Théophile Moreux, não fica por ali. Ele é exaustivo, metódico, foi à procura meticulosa, crítica dos dados inscritos nas pirâmides. A exposição, ainda que muito resumida, dos resultados de sua investigação exigem ainda certo espaço.

AS REVELAÇÕES GEODÉSICAS DA GRANDE PIRÂMIDE

O Pe. Moreux observa que o conhecimento preciso da forma e das dimensões do planeta é uma das conquistas modernas. Porém, foi difícil. Por isso, nos esforços para calcular as dimensões da Terra verifica-se, ao mesmo tempo, a engenhosidade e a pequenez do homem. (Na foto embaixo, a Terra vista desde o espaço, América do Sul no centro, NASA).

Terra vista desde o espaçoO sacerdote-astrônomo exemplifica com os estratagemas usados para calcular quanto mede em metros um grau do meridiano terrestre.

E, de fato, durante séculos obtiveram-se os resultados os mais dispares, contraditórios e grosseiramente aproximados. Isto ficou patente quando se descobriu que a Terra é achatada nos pólos e mais larga no Equador.

A Revolução Francesa que acreditou ter a solução para tudo, achou que descobriria a medida certa. E definiu então o metro, unidade de medida universalmente aceita, que deveria equivaler à dez-milionésima parte do quarto do meridiano.

Foi um fiasco. A pretensão revolucionária falhou porque a Terra não é igual. E o metro saiu errado. Mas, se segue usando o metro como uma “unidade de pura convenção embora fundada num princípio manifestamente falso”.

A ninguém ocorreu de tomar como grandeza linear o eixo da Terra que é invariável. Isso se compreende no tempo da Revolução Francesa porque ninguém sabia medi-lo, explica o astrônomo.

Entretanto, essa medida precisa e invariável está inscrita na base da Grande Pirâmide: é o côvado sagrado (635,66 mm) que serviu de unidade de medida para seus sacerdotes arquitetos: multiplicado por 10 milhões fornece o raio polar da Terra (6.356,6 km). As medições mais atualizadas fixam essa distância em 6.356,7523142 km. A diferência é infima, devendo se considerar ainda que neste último número há uma pequena margem de incerteza.

Neste ponto, o Pe. Moreux exclama quase gracejando vendo todo o esforço aplicado: recorrer a todas as ciências, gastar anos de esforços ao longo de séculos para chegar ... a uma descoberta velha de 4.000 anos!

O duração do ano

A precessão ilustradaExiste o fenômeno da precessão: quer dizer, o eixo da Terra apresenta-se obliquo em relação ao Sol e girando lentamente, como um pião que vai perdendo velocidade. Por causa disso, o eixo da Terra aponta a diferentes estrelas através dos milênios.

É preciso aguardar 25.770 anos para que o eixo da Terra aponte novamente para a mesma estrela.

Este número encontra-se implicitamente na Grande Pirâmide: 25.800 polegadas piramidais.
Uma conseqüência da precessão é que o ano medido entre dois equinócios de primavera (ano trópico) é diferente do medido com base no tempo de rotação da Terra em torno seu eixo (ano sideral). Só o ano trópico serve para calcular a duração do ano.

E a extensão da antecâmara real medida em polegadas sagradas (25,4264 mm) e multiplicada por Pi fornece a duração do ano com uma precisão que nem gregos nem romanos, posteriores aos egípcios, conseguiram calcular. I. é: 365,242 dias por ano. Além do mais a duração do ano bissexto encontra-se em cada lado da base do monumento.

A densidade da Terra

Queops, com a Esfinge na frenteO volume de Quéops multiplicado pela densidade média das pedras que a compõem fornece a densidade da Terra: 5,52 (Nos cálculos mais recentes é 5,515×103 kg/m³).

Tomando como unidade de medida o côvado sagrado cúbico, em relação ao Planeta a Pirâmide está na proporção de 1 a 1015, proporção estranhamente simples, como se Quéops fosse a unidade de medida de toda a Terra.

A temperatura da Terra

A temperatura constante na Câmara do rei, no coração da Pirâmide (20º Celsius) corresponde por muito pouco à média da temperatura do planeta no paralelo 30º N sobre o qual está construída.

A bacia

Bacia no centro de QuéopsNo centro da Pirâmide não há, pois, um sarcófago nem um túmulo. Mas, uma bacia retangular.
“Estranho sarcófago, aliás, ‒ diz o Pe. Moreux ‒ que em nada parece com nenhum dos que têm sido exumados. Imaginai uma bacia de granito vermelho maravilhosamente polida com ângulos retos, espécie de cofre sem tampa, sonora como um sino: ali vós tereis uma idéia de este túmulo singular que jamais recebeu restos humanos! Então, como explicar sua presença ali! Aqueles que a tem estudado vêem nela, não sem razão, talvez uma obra de geometria e de ciência avançada” .
O volume exterior da bacia é exatamente o dobro da capacidade interior. É grande demais para ter sido introduzida pelo corredor que leva à câmara.

Por isso deve ter sido colocada ali, vazia e sem tampo, enquanto a Pirâmide estava sendo construída. A profundidade de 0,85 metros é extravagante para um sarcófago. Ela é essencialmente um objeto geométrico e métrico.

O peso da água que cabe na bacia representaria a unidade de peso na escala da Grande Pirâmide, equivalente à livra inglesa (453,59 gramas). E esta livra está fundada na densidade do globo e uma fração do eixo polar terrestre, e é uma das conquistas modernas em matéria de critério estável e seguro.

AS REVELAÇÕES ASTRONÔMICAS DA GRANDE PIRÂMIDE

Distância do Sol à Terra

Unidade astronômica, distância da Terra ao Sol, Universidade de OregonConhecer esta distância é capital, pois serve aos astrônomos como unidade de medida (Astronomical Unit – AU). Um erro mínimo prejudica os resultados finais num número enorme.

Uma imprecisão de uma décima de segundo, quer dizer o arco formado por um fio de cabelo visto a 240 metros de distância, produz um erro final de cálculo de perto de 500 quilômetros.

Precisar essa distancia foi dificílimo. Tycho Brahe a estimou em 8 milhões de quilômetros. Em 1672, Cassini e Richer calcularam 140 milhões. Flamsteed, na mesma época, 130. Picard achou que eram 66 milhões e La Hire 219 milhões. Halley em 1676 ficou perto da verdadeira distância. Em 1752, Lacaille concluiu 132 milhões. Só após 1860 foi-se atingindo um consenso próximo da realidade.

Agora bem, resulta que a altura da pirâmide multiplicada por um milhão nos fornece o número de 148.208.000 quilômetros, isto é, algo muito perto do que os cientistas conseguiram após séculos de fatigantes e meritórios estudos no século XIX. No início do século XX, após inúmeros trabalhos chegou-se ao número de 149.400.000 quilômetros com uma incerteza equivalente a duas vezes o raio do globo terrestre. A NASA calcula hoje 149.597.870,691 quilômetros em média.

A órbita da Terra

Multiplicando a polegada sagrada por cem bilhões tira-se a distância percorrida pela Terra num dia de 24 horas.

A estrela polar

O corredor de entrada de Quéops mirava a estrela polar na posição da época em que a pirâmide foi erigida.

O paradoxo: eles sabiam tudo isso, mas eram incapazes de deduzi-lo

Muitos e complexos dados poderiam ser expostos, escreve o Pe. Moreux. Mas, estes já são suficientes para definir a magnitude do mistério.

Faraó, Museu da Universidade de PennsylvaniaPois, o mais perplexitante é que se os antigos egípcios conheciam tudo isso, eles deviam ter tratados, ou métodos, dos quais tiraram esses conhecimentos.

Porém, como sublinha o Pe. Moreux, nada sugere a existência desses tratados ou métodos entre os egípcios. Antes bem, pode se dizer que eles eram incapazes de concluir essa ciência por dedução.
“Seja o que for essas revelações ficam ainda mais misteriosas considerando que os historiadores são unânimes na afirmação dos fatos seguintes:

“Os antigos egípcios em parte alguma fazem alusão à relação entre a circunferência e o diâmetro, nem ao número Pi ; (...) nada nos permite supor que eles conhecessem as relações entre a latitude com a altura do pólo, nem que eles tivessem uma idéia clara da refração devida às camadas do ar; eles ignoravam sem dúvida a largura da Terra; eles não empregavam habitualmente o côvado sagrado e eles estavam longe de achar que este côvado representasse uma fração exata do raio polar de nosso globo; com mais razão ainda eles não puderam avaliar em côvados piramidais a distância percorrida pela Terra numa revolução em torno do Sol; eles não tinham mensurado a esfera terrestre nem medido a distância da Terra ao Sol; o peso da Terra e sua temperatura média estavam fora do alcance de seu pensamento; suas unidades de capacidade e de peso não foram deduzidas dos dados piramidais; eles não mencionam jamais a estrela Polar nem os anos da precessão, etc., etc.”.

Adão e Jesus Cristo, Fra AngelicoPor tudo isso, à luz da investigação ou da dedução, o conhecimento dessas proporções e números é naturalmente inexplicável.

Entretanto, os construtores de Quéops as deixaram inscritas num monumento colossal...

Então, só fica a hipótese que esses conhecimentos resultassem de uma revelação.

De quem?

Para quem? Continuaremos...


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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

As revelações de Quéops, a Grande Pirâmide

Padre Théophile Moreux, o divulgador de grande talento reconhecido pela AcademiaO Pe. Moreux foi um sacerdote astrônomo que se interessou pela arqueologia. Segundo ele, a razão foi que as tábuas astronômicas dos povos mais remotos esclarecem muitos problemas relativos à história mais longínqua.

Ele explica que os eclipses não duvidosos registrados pelos sábios da China não têm mais de 4400 anos.

As tabelas dos indianos foram criadas a posteriori e mal calculadas. Os livros sagrados indianos — os Vedas — sem dúvida são posteriores a Moisés, e a coleção Surya-Siddantha, que segundo os brâmanes teria milhares de anos, na realidade no máximo é do século XI d. C. A lenda de Chrishna é um pasticho grosseiro dos Evangelhos.

“Na hora atual, ninguém contesta que é do lado do Egito que é preciso procurar, gravados em pedra, os testemunhos mais longínquos de um pensamento escrito” , conclui ele.

Abu Simbel, templo de Ramsés II. Quem eram os egípcios?Quem eram os egípcios tão presentes na História Sagrada?

Por volta do ano 4.000 a.C. tribos errantes chegaram às ribeiras do Nilo. Elas vieram da Assíria, a través da Caldéia. Sua ascendência era semita mesclada com camitas oriundos do Oceano Indico e da Babilônia.

A história egípcia acaba no ano 525 a. C. quando Cambises, rei de Pérsia, conquistou o reino e acabou com a 25ª e última dinastia.

O interesse pelos egípcios é por causa de sua civilização, uma das maiores portadoras de tradições orais que vinham de Adão.

Sem dúvida, os transmissores mais fidedignos dessa tradição, sobretudo no campo moral e religioso, formaram o filão que gerou Abraão.

Outras estirpes e raças guardaram melhor outros aspectos. Os caldeus, a astronomia por exemplo. Os egípcios, a ciência, o simbolismo e a arquitetura.

Torre de Babel 'pequena', Pieter BruegelHá perguntas que ficam no ar. Todos esses povos, quando eram ainda muito pouco numerosos, estavam reunidos em torno da Torre de Babel.

De algum modo, eles participaram naquela tentativa orgulhosa que deu num fracasso e a punição divina: eles não conseguiram mais se entender.

Com a confusão das línguas veio a dispersão. Eles saíram em todas as direções da Terra.

Os egípcios estariam entre os arquitetos da Torre de Babel?

Outra pergunta: os antepassados dos índios que vieram à América, o que é que faziam no tempo de Babel?

Por certo, algumas tribos que vieram para América tinham grandes conhecimentos de arquitetura (como o provam as pirâmides maias) e de astronomia (Machu Pichu).

Chichén Itzá, cidade maia integra, mais abandonada misteriosamente no meio da selva. MexicoOs índios amazônicos formaram cidades com construções piramidais. Se eles estão como estão é pela decadência moral e cultural. Isto não espanta ninguém. Os Maias ‒ ao que tudo indica, os mais cultos ‒, decaíram também a ponto de desaparecerem.

Os Incas estavam no último ponto da queda quando chegaram os conquistadores espanhóis. Os Astecas do México também tinham templos e construções piramidais.

Tudo isto sugere um tempo em que os povos os mais distantes estiveram reunidos e partilharam um mesmo saber e uma mesma cultura. I. é, a humanidade de antes da Torre de Babel.

Voltando ao Egito, o Pe. Moreux explica: “os verdadeiros egiptólogos concentram toda sua atenção nos túmulos reais mais antigos, contemporâneos de uma época em que a civilização ainda teve tempo de alterar as tradições primitivas.”

Acredita-se que Menes, primeiro faraó, estabeleceu a unidade egípcia. Porém, se ignora quase tudo sobre ele, salvo que teria reinado por volta do ano 3.300 a.C. — data sobre a qual não há consenso.

O interesse histórico se concentra nos reis da IV dinastia, por volta de 2500 a.C.. Nesta época surgiram as Grandes Pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos.

Quéops“A maior, Quéops, o Khuvu das inscrições hieroglíficas, chama imediatamente a atenção pelas suas proporções fantásticas”, sublinha o Pe. Moreux.

Quéops tem perto de 150 metros de altura e uma base de cinco hectares; pesa 6 milhões de toneladas e a riqueza do Egito [no ano em o Pe. Moreux escreveu o livro] não seria suficiente para pagar os operários encarregados de demoli-la.

Para construí-la, criou-se um enorme viaduto de 925 metros de extensão e 19 de largura, feito de pedras polidas e ornado com figuras de animais ‒ como narrou o historiador grego Heródoto (II, 124).

Alguns blocos têm 10 metros de extensão. Um deles supera os 170 metros cúbicos e pesa mais de 470 toneladas. Não se consegue passar o fio de uma faca entre pedra e pedra, de tal maneira estão bem encaixadas sem usar cimento algum.

No coração da Grande PirâmideAs pirâmides serviram de túmulos para faraós e magnatas. Mas, a de Quéops é intrigante.

Certamente jamais houve nela múmia alguma. Os nomes câmara do rei, câmara da rainha no caso de Quéops são fantasiosos. Não há inscrições funerárias como nas outras.

No local onde deveria haver um sarcófago, na câmara do rei, só há uma bacia de pedra admiravelmente entalhada.

O Pe. Moreux sublinha:“a Grande Pirâmide não é um túmulo. Então, com qual finalidade foi construída? Mistério”.


POSICIONAMENTO GEOGRAFICO
Coordenadas do Nilo


Durante a expedição de Napoleão, a missão científica que o acompanhava fez a triangulação do Egito, e usou a Grande Pirâmide como ponto de referência. Então, constatou que a prolongação das diagonais dela encerra perfeitamente o delta do Nilo e que a linha Norte-Sul que passa por seu topo divide o delta em dois setores rigorosamente iguais.

Pontos cardeais

Todas as pirâmides deviam ter seus lados voltados para os pontos cardeais. Mas, com exceção de Quéops, elas estão mal orientadas. Para não errar é preciso vencer sérias dificuldades, porque a bússola aponta para o Pólo magnético e não para o Pólo geográfico. A estrela Polar indica muito imperfeitamente a posição do Pólo, porque a Terra tem um movimento oscilatório que modifica a posição aparente da abóboda celeste.

Quéops desde satélite, ano 2002O famoso astrônomo Tycho Brahe (1546-1601), errou em 18 minutos de arco a orientação do célebre Observatório de Urianenbourg. Mas a Grande Pirâmide apresenta um erro mínimo, como se seus arquitetos conhecessem o que milênios depois, a ciência estabeleceria com ingentes sacrifícios.

O meridiano terrestre

Hoje se utiliza o meridiano de Greenwich para dividir a Terra, iniciar os horários e os dias. Porém o meridiano ideal é o da Grande Pirâmide. “Porque é o que atravessa mais continente e o mínimo de mares. Aliás, ele é exclusivamente oceânico a partir do estreito de Behring e, coisa mais extraordinária ainda, se se calcula exatamente a extensão de terras que o homem pode habitar, verifica-se que o famoso meridiano as divide em duas partes rigorosamente iguais”.

Como os construtores da Grande Pirâmide teriam podido mensurar a Terra toda?

O paralelo mais terrestre

Quéops, Quéfren e Miquerinos“Puxemos um paralelo pelo grau 30 latitude Norte. O que constatamos? Esse círculo traçado em volta do planeta abarca a maior extensão continental. Ora, é precisamente sobre esse paralelo que foi construída a Grande Pirâmide”.

O Pe. Moreux mostra ainda mais, Quéops não está exatamente no paralelo 30 Norte mas no 29 58'51' N. E, de fato, quem olha o pólo celeste desde essa posição o vê como se estivesse exatamente no paralelo 30 N.

A causa desta distorção é a refração atmosférica. Porém, este fenômeno só foi descoberto milênios depois. Entretanto, os construtores da Pirâmide agiram como se soubessem dele.

Na ordem geométrica

Heródoto conta que os sacerdotes egípcios lhe ensinaram que as proporções entre o lado da base e a altura, eram tais que “o quadrado construído com base na altura vertical igualava exatamente a superfície de cada uma de suas faces triangulares”.

Esta referência, segundo o sacerdote astrônomo, prova que desde sempre Quéops foi calculada para “materializar, para dizer assim, noções numéricas e relações matemáticas dignas de serem conservadas”.

A quadratura do círculo e o número Pi

É uma velha preocupação descobrir por cálculos geométrico-matemáticos as proporções de uma figura que tenha a mesma superfície de uma figura diversa. Por exemplo, quanto medem os lados de um quadrado que tem a mesma superfície de um triângulo dado.

A dificuldade era imensa quando se tentava passar de uma figura retangular a outra circular, pois requer o número Pi (3,14159265358979323846…) que custou muitíssimo definir.

Mas encontra-se o número Pi na Grande Pirâmide dividindo o perímetro da base por duas vezes a altura. Este resultado não é acidental, pois os ângulos dos lados foram modificados para produzir esse número.

Quer dizer, conclui esta parte, o Pe Moreux, “este monumento único no mundo é bem a consagração material de um valor importante que para obtê-lo o espírito humano empreendeu esforços inimagináveis”.

Mas as revelações de Quéops não ficam por aqui. Elas até são muito mais incríveis. Veremos isso no próximo post.

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

As pirâmides do Egito e a ciência de Adão comparadas por um sacerdote astrônomo

Pirâmide de Quéops à esquerda, Esfinge à direita, foto satelital. ©Geoeye
Com freqüência ouve-se falar das pirâmides do Egito. Associa-se a elas muitos mistérios. Alguns soam verossímeis, outros obscuros, e outros meras patacoadas.

Por um lado, o tema é explorado por uma literatura de rodoviária. Ponhamos de lado estes subprodutos da superstição e do sensacionalismo jornalístico.

Por outro lado, o assunto é arduamente estudado por altos cientistas, num patamar freqüentemente muito difícil de acompanhar.

Piramide de QuéopsDe fato, o mistério das pirâmides envolve dogmas da religião cristã e algum dos passos fundamentais da história da Humanidade. Mas, nós não vemos aparecer do lado católico quem aborde as questões levantadas pelos grandes monumentos do Egito antigo.

Entretanto, se bem analisados à luz da ciência e da fé, eles têm muita coisa para revelar.

Quais coisas? Quão importantes?

Um sacerdote apaixonado pela astronomia, o Pe. Théophile Moreux (1867-1954), membro da Academia Pontifícia de Ciências, criador de dois observatórios astronômicos na sua cidade natal ‒ Bourges, na França ‒, escreveu incontáveis obras de divulgação científica que o tornaram célebre pela sua precisão. A NASA deu o nome do padre cientista a uma cratera de Marte. (foto)

Cratera Moreux, Marte, foto NASAPara honrar a memória de seus excelentes trabalhos, foi montada uma exposição especial ‒ “Un curé chez les savants” ‒ no museu da própria Bourges.

A Sociedade Astronômica da França dedicou-lhe prestigiosa homenagem na sua revista L’Astronomie de junho de 2004 , com destaque na capa e na editorial da publicação.

O Pe. Moreux fez algo único: estudou os monumentos egípcios antigos de um ponto de vista estritamente científico. Depois, conferiu os resultados com a Teologia e a História Sagrada.

Dessas comparações saíram concordâncias de deixar pasmo.

Por quê?

Para responder, entramos nos mistérios.

TutankhamonSe os antiqüíssimos egípcios foram um povo de altíssimos conhecimentos científicos ‒ coisa que não é mais posta em dúvida ‒ de onde tiraram eles toda essa sapiência?

Porque, dir-se-ia que se o homem descende do macaco, quanto mais antigos os povos, mais deveriam ser primitivos.

Porém, eis um povo da gentilidade que ingressa na História ostentando uma ciência que os homens modernos empenham imensos esforços, técnicas e dinheiro para obter.

Mas, se os homens não descendem por evolução de um símio, e sim de Adão, homem perfeito e acabado, muitas coisas se explicariam.

De Adão, a teologia diz que Deus lhe infundiu a ciência de todas as coisas que os homens deviam conhecer para fundar as civilizações que cobririam a Terra.

Nesse caso, Adão teria sido o homem que melhor conheceu a natureza, ordem do Universo e seus segredos.

Sobre a ciência de Adão ensina São Tomás de Aquino na acatada Suma Teológica:

“o primeiro homem (…) também foi feito perfeito na sua alma para que pudesse instruir e governar aos demais.
“Porém, ninguém pode instruir sem possuir ciência. Por isso mesmo, o primeiro homem foi criado por Deus de maneira que tivesse ciência de tudo aquilo em que o homem pode ser ensinado. Isto é, de tudo o que existe virtualmente nos princípios evidentes por si mesmos; isto é, de tudo o que o homem pode conhecer naturalmente”. (São Tomás de Aquino, “Suma Teológica”; I, q. 94) Fonte (em espanhol).

Jesus Cristo tira Adão do limbo, Fra Angelico, San Marco, FlorençaSe foi assim, é razoável supor que Adão contou a seus descendentes aquilo que sabia. E estes o foram transmitindo de geração em geração a seus respectivos filhos, como uma tradição oral herdada do primeiro pai.

(ao lado: Cristo resurrecto tira Adão do limbo dos justos para levá-lo ao Céu. Fra Angelico)

Nesse caso compreende-se que as civilizações mais antigas conhecessem o fundamento mais profundo de muitas coisas. Fundamentos esses que não foram descobertos em laboratório, mas que foram comunicados por Deus como primeiro impulso à civilização que Adão e sua progênie deviam construir.

Ainda nessa linha de pensamento, seria preciso acrescentar que essa transmissão sofreu interferências que a deformaram.

Pois houve a realidade histórica da decadência desses povos antiqüíssimos. Na medida em que passava o tempo, os conhecimentos iam se perdendo, ou se corrompendo. Entraram, então, a superstição, o politeísmo, os vícios morais...

Então se compreenderia que alguns dos detentores dessa sabedoria recebida por Adão, tivessem querido deixar inscritos em pedra os seus precisos conhecimentos antes de serem engolidos pela confusão.

Se for assim, as pirâmides não seriam, então, símbolos monumentais de restos importantes dessa ciência que Deus deu a Adão?

Eis a grande questão que o Pe. Moreux abordou num livro famoso. Este livro, quase um século depois de publicado, merece ainda muita atenção: “A Ciência Misteriosa dos Faraós” (Pe. Théophile Moreux, "La Science Mystérieuse des Pharaons", Librairie Octave Doin, Gaston Doin éditeur, Paris, 1925, 238pp.).

O tema é apaixonante, subtil, complexo e extenso... Pretendemos tratá-lo em vários posts sucessivos.

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Escavações põem à luz do sol as minas de cobre do rei Salomão


O Prof. Thomas Levy (foto) arqueólogo da Universidade da Califórnia – San Diego encontrou as provas da existência das famosas “minas de cobre de Salomão”.

Tais minas exploradas pelo rei-profeta David e seu filho o rei Salomão, segundo o relato bíblico encontravam-se no reino de Edom, ao sul do Jordão.

O Prof. Levy dirigiu uma equipe internacional de arqueólogos que publicaram uma matéria sobre a descoberta em The Proceedings of the National Academy of Sciences dos EUA em 28/10/2008.

Ele anunciou que apresentaria ainda mais revelações numa reunião no 18 de fevereiro próximo (2009) no Social Sciences Supper Club, da sua Universidade.

Junto com Mohammad Najjar, dos Jordan's Friends of Archeology, o arqueólogo escavou um antigo centro de produção de cobre em Khirbat en-Nahas (que significa “ruínas de cobre” em árabe).

As amostras ali encontradas passaram por testes de radiocarbono. Estes lhes atribuíram uma antiguidade que remonta ao século X antes de Cristo.

Nisto concordam com a narração bíblica que põe nessa época os reinados de David e Salomão.

A pesquisa apontou também um crescimento da atividade metalúrgica no local durante o século IX antes de Cristo, fato que concorda com o que o Antigo Testamento nos fala dos edomitas.

Khirbat en-Nahas encontra-se no local que a Bíblia identifica como Reino de Edom, um feudo do antigo Reino de Israel.

De fato, já nos anos ’30 do século passado, o arqueólogo americano Nelson Glueck declarou ter descoberto as “minas de Salomão” na região.

Mas os seus achados foram menosprezados com a alegação de que a Bíblia teria sido “pesadamente re-escrita” no século V antes de Nosso Senhor.

Este argumento não era estritamente científico e estava viciado de preconceito anti-cristão, mas pegou, tão forte estava a animadversão anti-católica.

Agora”, diz Levy, “nos temos a evidência de que complexas sociedades estiveram ativas nos séculos X e IX antes de Cristo, e isto nos conduz ao debate sobre a historicidade das narrações da Bíblia”.

Ruínas em Khirbat en-NahasA jazida arqueológica de Khirbat en-Nahas inclui por volta de 100 prédios (foto ao lado) – inclusive uma fortaleza – colocados no centro de uma vasta área que pode ser vista claramente em Google Earth. Há minas e trilhas de mineração em abundância.

Uma prova adicional foi fornecida por objetos egípcios trazidos à luz no local. Ditos objetos ‒ um escarabeu e um amuleto ‒ foram achados numa camada geológica que corresponde à brusca interrupção da produção.

Esse conjunto de indícios aponta para a bem documentada invasão militar do Faraó Sesac que tentou destruir a atividade econômica da região após a morte de Salomão.

Episódios da vida do rei-progeta David. Salomão com muitas mulheres que o levaram à perdição. Manuscrito da Spencer Collection, Ms 002.O segundo livro das Crônicas (12; 1-12) fala abundantemente dessa guerra, como punição ao relaxamento do povo judeu na prática dos Mandamentos :

1. Estando seu reino constituído e firmado, Roboão abandonou a Lei do Senhor, e todo o Israel seguiu-lhe o exemplo.

2. Durante o quinto ano de seu reinado, por causa dos pecados de Jerusalém contra o Senhor, Sesac, rei do Egito, veio atacar a cidade

3. com 1.200 carros e 60.000 cavaleiros. Um inumerável exército de líbios, suquitas e etíopes acompanhavam-no desde o Egito.

4. Apoderou-se das cidades fortes de Judá e chegou a Jerusalém.

5. O profeta Semaías dirigiu-se a Roboão e aos chefes de Judá que se tinham concentrado em Jerusalém, com a aproximação de Sesac. Eis, disse-lhes ele, o que diz o Senhor: Vós me abandonastes; eu também vos abandono nas mãos de Sesac.

6. Então os chefes israelitas e o rei se humilharam e disseram: O Senhor é justo.

7. Em vista deste ato de humildade, a palavra do Senhor foi dirigida a Semaías nestes termos: Eles se humilharam; não os deitarei a perder. Dar-lhes-ei em breve um meio de salvação. Minha ira não se desencadeará sobre Jerusalém pela mão de Sesac.

O rei David penitente, Manuscrito na Universidade de California - Berkeley, nº 1318. Mas eles terão que servir para que saibam distinguir entre o meu serviço e o serviço dos reis estrangeiros.

9. Sesac, rei do Egito, atacou, pois, Jerusalém. Levou os tesouros do templo do Senhor e os do palácio real, sem nada deixar. Levou especialmente os escudos de ouro que Salomão tinha fabricado.

10. Para substituí-los, o rei Roboão mandou fazer escudos de bronze e os entregou em mãos dos chefes das guardas da porta do palácio real.

11. Cada vez que o rei ia ao templo do Senhor, esses guardas os levavam; em seguida, devolviam ao corpo da guarda.

12. Portanto, em virtude de seu ato de humildade, a ira do Senhor apartou-se dele, e sua ruína não foi total. Em Judá havia ainda coisas boas. Fonte: Bíblia Católica

E também o primeiro livro dos Reis (14;25): “No quinto ano do reinado de Roboão, Sesac, rei do Egito, atacou Jerusalém”. Fonte: Bíblia Católica.
O Prof. Levy partilha certo ceticismo com respeito aos Livros Revelados, porém teve que ceder ante a evidência científica:

“Não podemos acreditar em tudo o que nos dizem os antigos livros, porém esta descoberta mostra uma confluência entre os dados arqueológicos e científicos e a Bíblia”, declarou ele ao “The Jerusalem Post”.

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