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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Falso papiro retoma ofensiva contra Jesus Cristo

Papiro e teorias da professora Karen L. King não são aceitas por cientistas
Papiro e teorias da professora Karen L. King não são aceitas por cientistas

Realejo midiático: Jesus teria se casado com Maria Madalena

Certa imprensa aproveita a Semana Santa para veicular noticiário por vezes ofensivo e enviesado contra a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em 2014, talvez carente de argumentos científicos, o ritornelo anticristão voltou a agitar um antigo fragmento de papiro, desprestigiado nos meios acadêmicos. Nele está escrito que Nosso Senhor se casou com Maria Madalena, como na novela já muitas vezes refutada de Dan Brown, o “Código da Vinci”.

O pedaço de papiro antigo já foi apresentado em 2012 pela historiadora Karen King, da Harvard Divinity School, dos EUA, noticiou a G1.

O fragmento pode ser do século VI, do IX, ou até do II, segundo os testes de radiocarbono e uma análise da tinta por espectroscopia Micro-Raman, realizados nas universidades de Columbia, Harvard e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

A própria professora Karen reconhece que a antiguidade do fragmento não prova a suposição que ela fez sobre Jesus Cristo.

Karen também distingue que a data do documento – escrito séculos depois da morte de Jesus – significa que o autor não O conheceu pessoalmente.

Com pirueta verbal, arrisca a hipótese de que a diminuta fração seria parte de um “outro evangelho”. Mas confessa que a aparência bruta e os erros gramaticais do papiro sugerem que o escritor tinha apenas uma educação elementar.


Especialistas desqualificam achado

Para o professor de egiptologia Leo Depuydt, da Universidade Brown, autor de artigo publicado na “Harvard Theological Review”, o documento é uma grossa falsidade.

“O fragmento do papiro parece perfeito para um esquete do Monty Python [famoso grupo de comediantes britânicos]”, declarou o prof. Depuydt.

Depuydt apontou erros gramaticais e o fato de as palavras “minha esposa” parecerem ter sido enfatizadas em negrito, o que não é usado em outros textos antigos na língua copta.

Certa mídia explora a Semana Santa para veicular noticiário com viés contra Nosso Senhor Jesus Cristo
Certa mídia explora a Semana Santa para veicular noticiário
com viés contra Nosso Senhor Jesus Cristo
Para acúmulo de desmerecimento, a professora King disse que não podia dar a conhecer como é que um documento tão antigo chegou às suas mãos. Apenas disse que o dono mora nos Estados Unidos e pediu para não se identificar.

A análise da procedência do fajuto papiro é um passo básico para estudar documentos deste tipo.


Vaticano: “trôpega falsificação”

Por sua vez, já em 2012, o jornal vaticano “L'Osservatore Romano” havia desmentido a autenticidade desse papiro, informou então o G1.

O professor italiano Alberto Camplani, especialista em língua copta e professor de História do Cristianismo na Universidade La Sapienza de Roma, a maior da capital italiana, analisou o papiro recuperado pela professora Karen King e desfez cientificamente as fantasias.
O Prof. Camplani mostrou que a Profa. Karen apresenta o papiro como do século IV, mas que o texto poderia ter sido escrito no século II quando, segundo ela, “se debatia sobre se Jesus foi casado”.

O Prof. Camplani apontou em primeiro lugar como suspeita a origem do texto. Pois, “ao contrário de outros papiros, não foi descoberto em uma escavação, mas provém de um mercado de antiguidades”. Sem se conhecer a origem primeira de um objeto arqueológico, de início “é preciso adotar precauções”, disse ele.

A seguir, o especialista mostrou as imprecisões tendenciosas dos argumentos da Profa. Karen na hora de interpretar o escrito. Ela propõe vê-lo não como uma prova do estado conjugal de Jesus, mas como uma tentativa de fundar uma visão positiva do casamento cristão.

“Mas não é assim, trata-se de expressões totalmente metafóricas, que simbolizam a consubstancialidade espiritual entre Jesus e seus discípulos, que são amplamente divulgadas na literatura bíblica e na cristã primitiva”, explicou o Prof. Camplani.

O Vaticano possui a maior e mais consultada coleção de manuscritos antigos relativos à vida de Jesus, sejam eles autênticos, duvidosos ou falsos, e os disponibiliza para os estudiosos de outras religiões. Desta maneira, é a maior e mais inconteste autoridade na matéria.

Aparência bruta, erros gramaticais e anomalias na escrita apontam para uma 'trôpega falsificação'
Aparência bruta, erros gramaticais e anomalias na escrita apontam para uma 'trôpega falsificação'
O jornal vaticano sublinhou que, de todos os modos, trata-se de um documento “falso”.

Também ressaltou as condições em que a historiadora americana preparou o anúncio, visando ao sensacionalismo publicitário, “sem deixar nada ao acaso: imprensa americana avisada e entrevista coletiva prévia de King para preparar a exclusiva mundial, que, no entanto, foi posta em dúvida pelos especialistas”.

Segundo o jornal da Santa Sé, “razões consistentes” fazem pensar que o papiro seja uma “trôpega falsificação, como tantas que chegam do Oriente Médio”, e que as frases nada têm a ver com Jesus.


Revista especializada pede melhores provas e Karen passa “vergonha”

Os resultados da descoberta anunciada em 2012 pela Profa. King deveriam ser publicados na edição de janeiro de 2013 da revista científica “Harvard Theological Review”.

Mas esta decidiu adiar a publicação, pedindo análises laboratoriais independentes e mais detalhadas que comprovem a sua autenticidade, segundo o diretor de comunicação da Faculdade de Teologia de Harvard, Kit Dogson.

Na opinião de Hershel Shanks, da Sociedade de Arqueologia Bíblica, nessas condições, a retirada do documento da lista de publicações é “vergonhosa”.

Hershel Shanks é fundador e editor da conceituada “Biblical Archaeology Review” e escreveu vários livros sobre “Arqueologia Bíblica”, como Mistério e significado dos rolos do Mar Morto (The Mystery and Meaning of the Dead Sea Scrolls, Random House, 1998); O Monte do Templo de Jerusalém (Jerusalem’s Temple Mount , Continuum, 2007); Jerusalém: uma biografía arqueológica  (Jerusalem: An Archaeological Biography, Random House, 1995); e A cidade de David: uma guia para a Jerusalém bíblica (The City of David: A Guide to Biblical Jerusalem, Tel Aviv: Bazak, 1973).

Shanks se pergunta por que a conceituada revista agiu assim. Segundo ele, o pulo da professora para transformar essa velha e nunca demonstrada teoria numa afirmação “plausível” dá a entender que a base do que ela diz “é fragmentária demais para sustentar sua posição com certeza”.

Santa Maria Madalena, Espanha
Santa Maria Madalena, Espanha
Shanks destaca também o modo “hesitante” com que a Profa. King repete sua suposição. Além do mais, o papiro não fornece nada de novo, mas apenas repete velhas assertivas de uma literatura de fontes já qualificadas como apócrifas.

Nesse contexto, conclui o especialista, compreende-se que a “Harvard Theological Review” tenha solicitado novas análises, como se a professora fosse uma principiante, e não uma estudiosa veterana.

Isto é vergonhoso para um profissional de alta competência, observou Shanks, que recomenda como autoridade na matéria o Prof. Francis Watson, da Universidade de Durham, na Inglaterra.

O Prof. Watson considera que o papiro “pode ser uma fraude moderna”, porque o texto se assemelha demais a um ‘evangelho’ apócrifo conhecido como “Evangelho de Tomás”.

Outros especialistas sublinharam que essas confusões de textos são frequentes em outras composições de épocas antigas do cristianismo.


segunda-feira, 31 de março de 2014

As relíquias na grande estátua
da basílica de São Martinho de Tours

Religiosas mostram o relicário achado na estátua de São Martinho de Tours
Religiosas mostram o relicário achado na estátua de São Martinho de Tours

Há mais de um século, os fiéis de Tours, na França, transmitem de geração em geração a certeza de que o braço erguido da estátua de São Martinho de Tours, apóstolo da nação gaulesa, continha ossos do santo.

São Martinho de Tours nasceu na Panônia (Hungria), por volta de 316 ou 317, e faleceu em Candes, França, em 397. É um dos maiores santos da Igreja e sua imagem equestre se encontra em inumeráveis templos católicos.

O santo aparece dividindo sua capa de oficial romano com um pobre miserável nu. Na noite seguinte Nosso Senhor Jesus Cristo lhe apareceu vestido com o pedaço de capa que o oficial havia doado.

O fato foi decisivo para a sua conversão e São Martinho acabou sendo bispo de Tours, atraindo para a Igreja uma quantidade prodigiosa de pagãos e fazendo incontáveis milagres.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Médica ateia confere 1.400 milagres e diz: “eles existem”

A professora Jacalyn Duffin dando aula de História da Medicina
A professora Jacalyn Duffin dando aula de História da Medicina

A hematologista canadense Jacalyn Duffin estava observando no microscópio “uma célula letal de leucemia”.

Olhando para a data do exame, concluiu: “fiquei persuadida de que o paciente cujo sangue estava examinando tinha que ter morrido”.

Entretanto, o paciente estava bem vivo.

A hematologista não sabia: ela havia sido solicitada para participar na investigação de um milagre.

Ela escreveu sua incrível história pessoal. em artigo para a BBC

A doutora Duffin, 64, é também uma prestigiosa historiadora, tendo presidido a Associação Americana de História da Medicina e a Sociedade Canadense de História da Medicina. Além de ser catedrática dessa disciplina na Queen’s University de Kingston (Canadá).

O fato se deu em 1986 e foi seu primeiro contato com as canonizações da Igreja.

A amostra de medula fora tirada de uma jovem de 30 anos ainda viva. Estudava-se a veracidade do milagre no contexto do processo de canonização da primeira santa canadense, Maria Margarida d’Youville (1701-1771), fundadora das irmãs da Caridade, elevada à honra dos altares 14 anos depois.

terça-feira, 11 de março de 2014

Reconhecidos os ossos do “Pai da Europa”: Carlos Magno

Carlos Magno: busto relicário em Aachen, Alemanha
Cientistas alemães anunciaram que, após quase 26 anos de pesquisa, os ossos contidos há séculos em preciosas urnas e relicários da catedral de Aachen, podem ser tidos com grande certeza como os próprios de Carlos Magno, informou The Local, jornal com noticias em inglês editado na Alemanha.

Os estudos científicos e suas conclusões foram apresentados no dia 28 de janeiro de 2014, 1.200º aniversário da morte do grande imperador.

Os cientistas contabilizaram 94 ossos e fragmentos nos relicários do Rei dos Francos, coroado Imperador do Sacro Império Romano Alemão pelo Papa São Leão III.

Carlos Magno tem direito a culto como bem-aventurado em numerosas dioceses da França, Alemanha e Bélgica, com Missa especial e orações próprias.

Imagens do Beato Carlos Magno são cultuadas em igrejas e catedrais dessas dioceses.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Arqueólogos revelam história heróica dos católicos japoneses perseguidos durante séculos – 2

Mapa do sitio do castelo de Hara, pintura japonesa. Anônimo siglo XVII
Mapa do sitio do castelo de Hara, pintura japonesa. Anônimo siglo XVII
continuação do post anterior

A resistência de Shimabara

A resistência de Shimabara teve episódios épicos em que sucessivos exércitos pagões foram derrotados com imensas perdas, sendo que os católicos sofreram muito pouco.

Impotentes, os pagãos pediram auxilio aos holandeses protestantes que primeiro forneceram pólvora e canhões.

O chefe holandês Nicolaes Couckebacker se engajou pessoalmente na batalha.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Descobertas capelas dos católicos japoneses perseguidos durante séculos

Gruta perto de Nagasaki, sobre o mar.  Os católicos reunidos foram pegos e martirizados
Gruta perto de Nagasaki, sobre o mar.
Os católicos reunidos foram pegos e martirizados

Na região japonesa de Taketa, muito considerada pela sua beleza natural, foram descobertas oito capelas católicas escavadas na pedra durante a perseguição desencadeada pelo Shogun, governador militar do império, informou a agência Zenit.

Situada no centro da prefeitura de Oita Kyushu, Taketa também é conhecida como a pequena Kyoto e está rodeada por montanhas e pelo rio Ono.

Lá estão as águas termais mais conhecidas do império do sol nascente.

Mas a região é também onde a graça do batismo foi vertida com maior abundância. Quando os missionários chegaram à localidade, ela se converteu e foi um dos centros com maior presença católica do Japão.

Um nobre samurai, batizado por São Francisco Xavier em Oita, foi para Taketa. Ali, muitos grandes proprietários de terra foram conquistados pelo exemplo do nobre guerreiro e foram professando a Fé católica.

O primeiro grupo contava 200 fiéis, mas não demorou para que em Taketa que tinha uma população de 40.000 habitantes, mais de 30.000 adotassem o catolicismo.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Ciência pasma em Israel: fiel católica é objeto de milagre

Teresa Daoud

 A cura do câncer, com fortes sinais de milagre, de Teresa Daoud – devota católica de nacionalidade israelense – abalou Israel, escreveu The Blaze.

Ela contou o caso todo ao Canal 2 de Israel, que também entrevistou seus médicos e analisou o caso clínico.

Teresa sofria de um câncer maligno na perna, o qual se desenvolvia rapidamente. Os médicos decidiram então amputar-lhe a perna.

A cirurgia foi adiada três vezes por razoes burocráticas. Ela interpretou os adiamentos como um sinal de que devia confiar mais na oração do que na intervenção médica.

O Dr. Jacob Bickels, chefe do Departamento de Oncologia Ortopédica do Hospital Ichilov, em Tel Aviv, disse: “Era claro para mim que ela ia morrer em pouco tempo. Ela é uma mulher instruída, inteligente, lúcida, e quando uma pessoa assim toma uma decisão sabendo bem das consequências, nós a respeitamos”.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mensagem do webmaster:
2014?

2013 sem dúvida passará para a História.

Só pensar que apenas iniciado o ano, nos céus de Roma, emoldurados pelos símbolos sagrados do Papado, um helicóptero fazia o voo de despedida de Bento XVI!

A renúncia, segundo o decano dos cardeais Ângelo Sodano, caiu “como um raio em céu sereno”. E na mesma noite, um raio atingiu a cúpula da Basílica de São Pedro.

Poucos dias antes, um temporal de violência inusitada danificou o Santuário de Fátima, no 75º aniversário da aurora boreal anunciada por Nossa Senhora: “quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida sabei que é o grande sinal, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre”.

Logo depois um meteoro explodiu no céu da Rússia com a potência de 20 bombas atômicas. Outra bola de fogo cruzou o céu da costa oeste dos EUA, mais uma apavorou o centro da Espanha e, por fim, em nove estados da Argentina outro meteoro comparável ao russo fez a noite virar dia, a terra tremer, e o povo achar que era “um sinal divino”.

Esses fatos incomuns devem ser vistos à luz da Fé que nos leva a mantermos inalterada nossa Esperança e nossa Caridade.

O fato é que 2013 se encerrou com os homens quase não se entendendo mais. O que nos trará 2014?

Algo, entretanto, pareceu se mover numa esfera que não é a dos humanos. Sopros fétidos vindos do reino das trevas promoveram incontáveis e atrozes blasfêmias durante 2013.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

“Os 12 dias de Natal”: canção-catecismo dos católicos perseguidos

São Gabriel, Rodez, França
São Gabriel, Rodez, França

Há uma bela canção de Natal inglesa intitulada Twelve Days of Christmas (Os 12 dias do Natal), pouco conhecida entre nós.

Ela surgiu durante a época da perseguição anglicana contra os católicos naquele país, no século XVI.

Com a pseudo-reforma protestante, países como a Inglaterra, ao abandonarem o regaço da Santa Igreja e caírem na heresia, começaram a perseguir os católicos, tornando quase impossível a prática da verdadeira Religião.

Para comunicar aos fiéis a sã doutrina e poderem celebrar sem medo de represálias o Natal do Salvador, segundo a tradição da Santa Igreja, católicos ingleses compuseram tal música, que é um catecismo secreto, porquanto expressa em símbolos a realidade de nossa fé.

Ela foi também utilizada muitas vezes pelos católicos durante as perseguições anticristãs e anti-monárquicas da Revolução Francesa.

Decifre seu significado antes de ler o que ela quer dizer:

Video: “Os 12 dias de Natal”

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Por que choras, Menino bom?


Sermão de Natal pregado por São João de Ávila
no dia de Santo Estevão (26 de dezembro)

O Menino chora na estreiteza do estábulo. Por que choras, Menino bom? Estará aqui presente algum grande pecador que trema quando Deus lhe disser: – “Onde estás?”?

Que grande mal tê-lo ofendido muito, lembrar-se de vinte anos de grandes ofensas! Que resposta darás quando Deus te interpelar?

Assim como tu tremes, tremiam os irmãos de José quando este lhes disse: “Eu sou José, vosso irmão, que vós vendestes (Gên 45, 4).

E eles pensaram: “Infelizes de nós! Ele agora é Rei. Há de querer matar-nos, tem motivos e pode fazê-lo”. Tremiam.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Ossos de São Pedro venerados solenemente no Vaticano


No domingo 24 de novembro foram venerados publicamente relíquias do Apóstolo São Pedro, na praça diante da basílica a ele dedicada no Vaticano.

Tratou-se da primeira exposição pública de suas relíquias, que tanto deram margem à polêmica histórica, arqueológica e científica.

Durante a cerimônia que encerrou o Ano da Fé, uma procissão trouxe para o altar um relicário de bronze com oito fragmentos de ossos do Apóstolo que Jesus Cristo instituiu como Príncipe supremo do Colégio Apostólico e chefe da Igreja. Dessa maneira, ele foi o primeiro Papa da História, por instituição divina.

Essa monarquia de origem divina vem sendo transmitida pelos Papas o longo dos séculos, e assim o será até o fim dos tempos.

Por vez primeira vez em 2 mil anos a Igreja exibia ao público as relíquias do primeiro papa, que estão habitualmente guardadas na cripta da Basílica de São Pedro, onde elas podem ser veneradas.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Prêmio Nobel de Medicina: não há explicação
para os milagres de Lourdes

Dr. Luc Montagnier, do Instituto Pasteur de Paris  Prêmio Nobel de Medicina em 2008
Dr. Luc Montagnier, do Instituto Pasteur de Paris
Prêmio Nobel de Medicina em 2008
Um dos pontos em que se pretende jogar a ciência contra a religião é a problemática do milagre.

E o caso de Lourdes é o que deixa mais perplexa a uma certa ciência eivada de preconceitos anti-religiosos e/ou anti-católicos.

Um Prêmio Nobel de Medicina, descobridor do vírus do HIV, causador da AIDS, ele próprio agnóstico, foi a Lourdes, participou de um encontro científico sobre os milagres atribuídos à "água milagrosa", e ficou sem o que dizer.

Ele reconheceu que a ciência não tem meios de explicar os milagres lá cientificamente constatados após longa discussão e análise.

Mas, não dá o braço a torcer. Sobre o caso, reproduzimos a seguir um post extraído do blog "Lourdes e suas aparições":

O bacteriólogo Luc Montagnier, Prêmio Nobel de Medicina de 2008, participou no primeiro colóquio científico internacional organizado pelo Santuário de Lourdes nos dias 8 e 9 de junho de 2012, segundo informou o jornal “La Croix” de Paris.

Entrevistado naquela ocasião por “La Croix”, o biólogo que é agnóstico declarado, reconheceu que nos milagres de Lourdes “existe algo inexplicável”.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Como explicar que tantas imagens de Nossa Senhora e de Nosso Senhor tenham sido salvas nas Filipinas?

Com menos de um mês de intervalo, duas enormes calamidades caíram sobre as Filipinas, país muito populoso de maioria católica.

O país é um grande arquipélago exposto a fenômenos sísmicos e furacões de rara intensidade.

No dia 16 de outubro um terremoto de magnitude 7.2 atingiu especialmente a ilha de Bohol danificando severamente grandes e sólidas igrejas coloniais, de até 400 anos de antiguidade.

A segunda grande calamidade foi provocada pelo tufão Haiyan (lá denominado Yolanda) em 8 de novembro que causou por volta de 2.500 mortes.

Nas duas imensas tragédias registrou-se o mesmo fenômeno: imagens de Nossa Senhora e do Sagrado Coração de Jesus ficaram admiravelmente indenes.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Uma grande razão para rezarmos pelas almas dos falecidos: o Purgatório

Pensando no bem que podem ganhar nesta data religiosa as almas dos fiéis defuntos -- ente as quais pode haver parentes ou amigos nossos -- reproduzimos a continuação o post Museu das almas do Purgatório 1: uma janela para o além que merece ser mais estudada com estimulante matéria a respeito para rezarmos por essas almas.


Fachada da igreja do Sagrado Coração do Sufrágio

Indo à Basílica de São Pedro pelo Lungotevere – a avenida que bordeja o histórico rio Tibre – o romeiro é surpreso por uma bonita igreja que tem o imponderável de conter algo muito singular.

Não é só o fato de seu estilo neogótico evocar a França e destoar do distendido conjunto arquitetônico romano.

Luminosa, delicada, esguia, sorridente, mas infelizmente fechada boa parte do dia, a igreja do Sagrado Coração do Sufrágio fica a dois quarteirões de Castel Sant’Angelo e da Via dela Conciliazione, que leva direto ao Vaticano.

VER EM GOOGLE MAPS

Perguntei a amigos romanos o que havia nessa igrejinha.

Eles me explicaram – não sem antes me prevenirem de não me espantar – que lá havia um Museu das Almas do Purgatório.

Quer dizer, uma coleção de sinais do além deixados por essas almas, que na maioria das vezes apareceram ardendo internamente a parentes ou irmãos de religião.

Sempre pedindo orações para saírem do Purgatório, onde pagavam penas devidas a seus pecados e irem para o Céu.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Nossa Senhora de Guadalupe e São Juan Diego:
diálogo de rainha com cortesão


Nossa Senhora de Guadalupe apareceu em 9 de Dezembro de 1531 ao príncipe São Juan Diego (1474-1548) no morro Tepeyac, onde se ergue hoje a “Capilla del Cerrito”. A Virgem falou na língua dele, o náhuatl. O nobre indígena tinha então 57 anos e já estava batizado.

Após as aparições foi construída ao pé do morro a primeira capela consagrada a Nossa Senhora. No mesmo dia que a milagrosa imagem foi nela instalada, o santo foi viver com licença do bispo num quartinho ou ermida, colado na capela.

Ele cuidava da capela e ensinava ao povo o conteúdo e significado das aparições. Ele ficava longos momentos rezando diante da Santa Imagem.

Tinha licença do bispo para comungar três vezes por semana. Naquela época semelhante autorização era excepcional e só concedida a pessoas de avançada virtude.

O nobre São Juan Diego destacava-se pelo jejum e mortificação, e recebia os peregrinos com grade amabilidade. Ele usava o hábito dos terceiros franciscanos

O povo tinha-o em fama de santidade. Índios e espanhóis iam lhe pedir milagres. Ainda hoje, alguns pais de família na hora de dar a benção a seus filhos dizem: “que Deus te faça como Juan Diego”.

Faleceu em 3 de Junho de 1548, com 74 anos de idade e foi sepultado naquela primeira ermida. No século XX durante as perseguições anti-católicas, após um atentado, os “cristeros” mudaram seus restos para evitar profanações.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A incorruptibilidade do manto de Guadalupe:
a ciência não encontra explicações


O Dr. Adolfo Orozco (foto), investigador do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autonômica do México, assinalou que o extraordinário estado de conservação do manto da Virgem de Guadalupe “está completamente fora de todo tipo de explicação científica”.

Orozco, que também é especialista no manto da Virgem, falou em Phoenix, EUA, no 1º Congresso Internacional Mariano sobre a Virgem de Guadalupe.

O especialista disse que “todos os tecidos similares a do manto que foram colocadas em ambientes úmidos e salinos como o que rodeia a Basílica, não duraram mais de dez anos”.

Em 1789 fora pintada uma cópia a imagem de Guadalupe.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O inimaginável no olhar da Virgem de Guadalupe
desafios às ciências modernas

A imagem aqueropita (não pintada por mão humana)  de Nossa Senhora de Guadalupe, no seu santuário, Cidade do México
A imagem aqueropita (não pintada por mão humana)
de Nossa Senhora de Guadalupe, no seu santuário, Cidade do México

No dia 9 de dezembro de 1531, na cidade do México, Nossa Senhora apareceu ao nobre índio Quauhtlatoatzin — que havia sido batizado com o nome de Juan Diego — e pediu-lhe que dissesse ao bispo da cidade para construir uma igreja em sua honra.

Juan Diego transmitiu o pedido. O bispo exigiu alguma prova. Então Nossa Senhora fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo.

Este o fez no dia 12 de dezembro, acondicionando-as no seu manto. Ao abri-lo diante do bispo e de várias outras pessoas, verificaram admirados que a imagem de Nossa Senhora estava estampada no manto.

O interesse da ciência começou na hora de investigar como é possível que o manto de Juan Diego se tenha conservado até hoje.

Esse tipo de manto, conhecido no México como tilma, é feito de tecido grosseiro, e deveria ter-se desfeito há muito tempo.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Ruínas do Hospital de Jerusalém – 2
Impulso para o desenvolvimento dos hospitais no mundo

A Grande Sala dos Pobres, do Hospital (Hôtel-Dieu) de Beaune
nos dá uma ideia de como pode ter sido o Hospital de Jerusalém

continuação do post anterior

O Hospital segundo testemunhos de época

A Ordem que criou e deu todo seu brilho ao Hospital foi fundada durante a Primeira Cruzada pelo bem-aventurado Pierre-Gérard de Martigues, mais conhecido como Gerardo Thom (Tum, Tune, Tenque, segundo as grafias).

Ele foi reconhecido como fundador em bula de 1113 do Papa Pasqual II, confirmada pelo Papa Calixto II pouco após a morte do Beato em 1120.

O historiador americano Thomas Woods cita que João de Würzburg, sacerdote alemão, ficou pasmo com o que viu no Hospital de São João quando de sua romaria a Jerusalém.

“A casa – escreveu ele – alimenta tantos indivíduos fora dela quanto dentro, e dá um tão grande número de esmolas aos pobres, seja aos que chegam até a porta, seja as que ficam do lado de fora, que certamente o total das despesas não pode ser contado, nem sequer pelos administradores e dispensários da casa” (Thomas E. Woods, How the Catholic Church built Western Civilization, Regnery Publishing Inc, Washingtonn 2005, p. 178. Em português: Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental, Quadrante, SP, 2008).

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O homem do Sudário em São Paulo

Santo Sudário SP

Temos recebido os maiores elogios da exposião ”Quem é o Homem do Sudário?” já realizada em Curitiba e em outras cidades.

Mesmo sem termos podido ainda visitá-la pessoalmente, há fundamento para recomendá-la a nossos leitores de São Paulo, capital, e região

A impressionante exposição ”Quem é o Homem do Sudário?” está ocorrendo na Praça de Eventos do Santana Parque Shopping até 29 de setembro.

O evento é gratuito e pode ser uma boa opção para quem fica em São Paulo durante o fim de semana. Ou ainda em qualquer outra ocasião até o 29 de setembro.

Para se fazer uma certa ideia do que está exposto veja nosso post "O Homem do Sudário".

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Ruínas do Hospital cruzado de Jerusalém à luz do dia – 1
Magnitude da descoberta

Fundo: ruínas do Hospital de Jerusalém.
Frente: brasão de feitio moderno dos hospitalários

Uma equipe de arqueólogos da Autoridade de Antiguidades de Israel – AAI (máxima autoridade na matéria do país), liderada por Renee Forestany e Amit Reem, confirmou ter encontrado as ruínas daquele que foi o hospital que serviu de modelo para as casas de saúde que se consstruíram a partir de então.

A notícia repercutiu largamente na imprensa internacional. Por exemplo “Público” de Portugal, “ABC” de Madri, e em sites especializados em arqueologia como “Heritage Daily”

As ruínas do edifício ficam na Cidade Velha de Jerusalém, no coração do bairro cristão, num local também conhecido como Muristão, uma corruptela de Hospital em língua persa.

A parte desentulhada revela um imenso prédio construído pelos Cruzados entre os anos 1099 e 1291 d.C. Trata-se em verdade do famosíssimo Hospital de São João de Jerusalém, criado pela ínclita Ordem hoje conhecida como Soberana Ordem Militar e Hospitalar de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta. Abreviadamente: Ordem de Malta.

Um monumento erigido nos tempos modernos no local pela própria Ordem de Malta testemunha que lá existiu o famoso Hospital.

Segundo o jornal israelita Haaretz, a revelação é o produto de anos de investigação e restauro. Durante muito tempo, as ruínas foram usadas para um mercado árabe de frutas e legumes. O fato impedia os trabalhos. O mercado fechou de há muito.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Arqueólogos reconhecem: “Pedro está aqui”
A emocionante descoberta dos ossos de São Pedro no Vaticano – 3

Raio de sol bate no Altar da Confissão onde estão os ossos de São Pedro, basílica do Vaticano
continuação do post anterior

Em 1950 foi divulgada a grande notícia: o túmulo de São Pedro fora descoberto. O próprio Papa Pio XII fez o anúncio, associando-o ao Ano Santo.

Mas explicava-se que, segundo o modo como os ossos foram encontrados, não se podia concluir se eles seriam ou não do Apóstolo.

Ao par do grande júbilo, houve muitos protestos dos meios científicos, que solicitavam, um exame rigoroso de todos os ossos, descobertos na pequena abertura em forma de Λ na parede do túmulo de São Pedro, por algum grande especialista.

Afinal em 1956, Pio XII concordou, e foi nomeado o dr. Venerando Correnti, um dos maiores antropólogos da Europa.

O trabalho foi lento e difícil, pois faltavam vários ossos importantes. A conclusão, em 1960, constituiu uma sensacional decepção: tratava-se de ossos de três pessoas – dois homens de meia idade e uma mulher idosa.

E junto, encontravam-se vários ossos de animais. Todos antiquíssimos, talvez do século I.

Para os arqueólogos, a situação se explicava: como as leis romanas proibiam a remoção de ossos de uma sepultura, esses haviam sido encontrados e amontoados no pequeno buraco ao pé do nicho.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

“Pedro está aqui”
A emocionante descoberta dos ossos de São Pedro no Vaticano – 2

"Muro dos grafitti"
continuação do post anterior

Mas as surpresas apenas começavam: o exame da parede azul revelou que ela estava coberta de inscrições cristãs de tipo grafite, feitas com estiletes, na maior desordem.

Concluiu-se que eram pedidos de orações dos primeiros cristãos, que punham seus nomes – Ursianus, Bonifatius, Paulina etc. O símbolo codificado de Cristo (as letras gregas chi-rho superpostas, como se vê no desenho ao lado) aparecia várias vezes.

Mas o nome que se procurava não foi encontrado: Petrus. Nenhuma invocação a ele naquela floresta de nomes. Permanecia o indecifrável silêncio sobre São Pedro.

Num ponto dessa parede foi encontrado um pequeno buraco, formado pela queda da argamassa. Inserindo luz pelo buraco, verificou-se que a parte de baixo da parede azul era oca e revestida internamente de excelentes mármores.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”
A emocionante descoberta dos ossos de São Pedro no Vaticano – 1

Cristo entrega as chaves a São Pedro e o institui fundamento único da Igreja
Cristo entrega as chaves a São Pedro e o institui fundamento único da Igreja

“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt XVI,18).

As divinas palavras de Jesus concedendo o primado a São Pedro convidam os católicos de todos os tempos a se interessar, cheios de veneração, por tudo o que se refira ao primeiro Papa.

E, pelo contrário, os anticatólicos tendem a atacar o quanto podem o primado do Príncipe dos Apóstolos.

Os protestantes chegaram a impugnar gratuitamente até a autenticidade daquelas palavras de Nosso Senhor a São Pedro.

Negaram mesmo, junto com racionalistas e comunistas, que ele tenha estado em Roma e, portanto, que tenha exercido lá o papado.

Mas através dos séculos foram surgindo documentos provenientes dos mais diversos pontos da cristandade primitiva, confirmando a tradição católica.

As provas foram tão acachapantes, que os anticatólicos praticamente ficaram reduzidos ao silêncio quanto a esses pontos.

Um dos principais historiadores protestantes, A. Harvach, reconheceu que já não merece o nome de historiador quem puser em dúvida que São Pedro tenha exercido seu ministério em Roma.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Museu das almas do Purgatório 2: os sinais do além deixados por almas que padecem para se purificar

Continuação do post anterior

Prosseguimos com a transcrição da entrevista ao Pe. Domenico Santangini, pároco da igreja do Sagrado Coração do Sufrágio e curador do Museu das Almas do Purgatório:

Jornalista : Entendemos, portanto, qual é a diferença entre a invocação, portanto o espiritismo, dos defuntos, e a simples oração e a veneração. Mas voltemos ao Purgatório. Este local que pela sua natureza é uma realidade ultraterrena, deixou sua marca e é uma marca muitíssimo tangível. Olhemos.

– Pe. Domenico Santangini: Aqui, em 1895, não havia nada, apenas uma capela em volta; não havia nada.

Em 1897 houve um incêndio fortuito e, quando o incêndio foi apagado, uma imagem misteriosa ficou impressa na parede da capela.(foto ao lado)

Agora lhe faço ver exatamente o original. É a imagem de um homem que sofre, pelo que o Pe. Victor Jouët (N.T.: 1839-1912, missionário do Sagrado Coração, de Issoudun, França), capelão que cuidava desta igrejinha e devoto das almas do Purgatório, entendeu:

“Este é um sinal dessas almas que querem uma igreja dedicada às suas intenções”.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Museu das almas do Purgatório 1: uma janela para o além que merece ser mais estudada

Fachada da igreja do Sagrado Coração do Sufrágio

Indo à Basílica de São Pedro pelo Lungotevere – a avenida que bordeja o histórico rio Tibre – o romeiro é surpreso por uma bonita igreja que tem o imponderável de conter algo muito singular.

Não é só o fato de seu estilo neogótico evocar a França e destoar do distendido conjunto arquitetônico romano.

Luminosa, delicada, esguia, sorridente, mas infelizmente fechada boa parte do dia, a igreja do Sagrado Coração do Sufrágio fica a dois quarteirões de Castel Sant’Angelo e da Via dela Conciliazione, que leva direto ao Vaticano.

VER EM GOOGLE MAPS

Perguntei a amigos romanos o que havia nessa igrejinha.

Eles me explicaram – não sem antes me prevenirem de não me espantar – que lá havia um Museu das Almas do Purgatório.

Quer dizer, uma coleção de sinais do além deixados por essas almas, que na maioria das vezes apareceram ardendo internamente a parentes ou irmãos de religião.

Sempre pedindo orações para saírem do Purgatório, onde pagavam penas devidas a seus pecados e irem para o Céu.