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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Os ministros que tentaram matar o profeta Jeremias

Local achado selo Gedelias, Ciencia confirma a Igreja

Uma equipe de arqueólogos da Universidade Hebréia de Jerusalém dirigidos pelo Prof. Eilat Mazar desenterrou um selo de Gedelias, ministro do rei Sedecias (597-586 a.C.), informou oportunamente o jornal Haaretz de Israel.

O selo de 2.600 anos foi achado na antiga Cidade de David. Gedelias foi um dos ministros que, segundo o Livro de Jeremias, pediram a morte desse profeta.

Além do relato da Bíblia não se tinha prova histórica ou documental da existência do personagem. Até agora. Pois a descoberta do selo corrobora sua existência no tempo do reinado de Sedecias.

O selo foi achado quase intacto a poucos metros de distância de onde foi localizado, há três anos, o selo de Jucal, outro dos ministros do rei que exigiu a morte do profeta Jeremias.

Os selos medem 1 cm de diámetro cada um e as letras, em caracteres hebraicos antigos estão muito claramente preservadas.

Selo Gedelias, Ciencia confirma a Igreja (divulgação cortesia Dr Eilat Mazar)“Só raras vezes os arqueólogos conseguem achados que confirmam figuras significativas da história, que ajudam a espanar a poeira da história e dão vida à narração bíblica de um modo tão tangível como este”, explicou o Prof. Mazar.

* * *

O primeiro significado da Bíblia é histórico. Ela nos narra fatos verídicos, historicamente acontecidos. Mas muitas vezes, em razão do afastado dos tempos não há outros testemunhos dos eventos descritos.

Porém, a ciência continuamente está desvendando tesouros que comprovam que a Bíblia tem razão.

Os ministros Gedelias e Jucal aparecem no Livro de Jeremias (Jer 38 1-4) junto com Safatias e Fassur. Os quatro ministros pediram ao rei matar o profeta porque pregava que não se fizesse guerra aos assírios como eles desejavam.

Jeremias profeta, Congonhas do Campo, MG. Ciência confirma a Igreja
Profeta Jeremias, Aleijadinho, Congonhas, MG
O rei temia seus ministros-cortesãos que tinham conquistado as boas graças do povo judaico. Por isso lhes entregou o profeta. Os ministros jogaram Jeremias numa cisterna para ali morrer de fome. Porém, no fim, o próprio rei mandou tirá-lo e o crime não se completou.

Acontecia que os judeus não queriam elevar “súplicas ao Senhor e se converter da má vida”. Por isso Deus determinara a queda de Jerusalém. E Jeremias chorou com lamentações divinamente inspiradas sua próxima destruição.

Jeremias pregou:
“Oráculo do Senhor: aquele que ficar na cidade morrerá pela espada, fome e peste, ao passo que o que sair, a fim de se entregar aos caldeus, viverá, e a vida a salvo será seu espólio. E viverá. Oráculo do Senhor: a cidade será entregue ao exército do rei de Babilônia, que a tomará de assalto” (Jer, 38, 2-3).
Porém, com os corações impenitentes, inchados de orgulho, nacionalismo e confiança cega, o rei e o povo desobedeceram.

O resultado foi desolador: Jerusalém foi entregue às chamas, o Templo destruído, os habitantes massacrados. Os sobreviventes, incluído o rei e sua progênie, foram levados em escravidão a Babilônia.

Jeremias, porém, morreu muito depois na paz, rodeado de veneração.

O mesmo profeta que anunciou com palavras de fogo a infeliz sorte que aguardava a Jerusalém pecadora, entretanto, foi escolhido por Deus para anunciar com expressões cheias de doçura a futura restauração do povo eleito. Como, aliás, afinal se verificou.

Não foram raros os casos no Antigo Testamento em que reis, sacerdotes e até o povo quiseram matar os profetas de Deus. A Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo é o exemplo supremo.

Na vida dos Santos há casos assim. Nos nossos dias, o apelo de Nossa Senhora em Fátima pela reforma dos costumes não está sendo ouvido como devia.

domingo, 28 de abril de 2013

O Véu da Verônica – 2: O que dizem os cientistas

Manoppello, santuário do Véu da Verônica
Manoppello, santuário do Véu da Verônica
[Continuação do post anterior]

Como chegou a Manoppello

O Padre Pfeiffer S.J. defende que o Véu da Verônica chegou a Constantinopla no ano 574, proveniente de Cesárea, e após relatar diversos episódios históricos, conclui que ele foi enviado secretamente a Roma.

De fato, documentos atestam que o Véu estava em Roma pelo menos desde o século XII. O Papa Inocêncio III (1198-1216) incentivou muito seu culto, instituiu-lhe uma procissão anual e concedeu indulgências a seus devotos.

O Véu permaneceu exposto durante muitos séculos na Basílica de São Pedro. Conservam-se desenhos e gravuras de seu riquíssimo altar. O poeta Dante Alighieri (1265-1321) fala dele na Divina Commedia, no canto XXXI do Paraíso (Versos 103-111).

Porém, por ocasião da demolição da referida basílica medieval para dar lugar à atual renascentista, durante o pontificado do Papa Paolo V (1605-1621), tudo indica que o Véu foi roubado e vendido ilegalmente, tendo sido adquirido por um morador de Manoppello.

Clique aqui para localizar em Google Maps.

Altar relicário do Véu da Verônica, antiga Basílica de São Pedro no Vaticano
Por sua vez, em seu livro Sack of Rome, André Chastel avança uma hipótese diferente: que o Véu teria sido roubado por mercenários luteranos a serviço do imperador Carlos V durante o lutuoso saque de Roma e vendido em alguma taverna da cidade.

O Prof. Saverio Gaeta é da mesma opinião. A posição de ambos foi mencionada pelo Prof. Roberto Falcinelli durante o Simpósio sobre o “Santo Volto” acontecido de 4 a 6 de maio de 2010. (Ver mais dados embaixo)

As cópias

Durante muitos anos o Vaticano fez cópias do Véu da Verônica, as quais foram enviadas a igrejas ou a príncipes católicos. É por isso que em igrejas e museus de diversas cidades europeias se encontram algumas reproduções tidas como autênticas do “Véu da Verônica”.

Em 1616, o Papa Paulo V (1552-1621) proibiu a confecção de novas cópias. E o Papa Urbano VIII (1623-1644) renovou a proibição acrescida de excomunhão, além de ordenar a destruição de todas as cópias então existentes.

Por sua vez, em 1618, o arquivista do Vaticano Giaccomo Grimaldi constatou que o cristal do relicário do Véu da Verônica tinha sido violado e quebrado.

Pe Pfeiffer S.J. em confêrencia sobre o Véu da Verônica, Lucca, Itália
Pe Pfeiffer S.J. em confêrencia sobre o Véu da Verônica, Lucca, Itália
O Pe. Pfeiffer S.J. vê nas decisões papais o sinal de que nessa época o Véu não estava mais no Vaticano.

E acrescenta que no relicário de Manoppello foi encontrado um caco de cristal muito mais antigo, segundo noticiou a agência ZENIT.

O fato certo é que, de acordo com o “Relato histórico” redigido entre 1640 e 1646 pelo padre capuchinho Donato di Bomba, o Véu foi doado à igreja pelo Dr. Donato Antonio de Fabritis, segundo consta em ato notarial de 1646.

O mesmo cientista jesuíta saiu ao encalço das cópias espalhadas pela Europa antes da proibição, tendo descoberto nelas muitos detalhes – cor dos cabelos, manchas de sangue, conformação do rosto, barba e até nas dobras do pano – que apontam provirem de um modelo único.

A Santa Sé também facilitou a inspeção do “Véu da Verônica” exposto à veneração dos fiéis na Basílica de São Pedro no dia da festa. Ficou constatado se tratar de uma das diversas cópias pintadas por ordem dos Papas. Lamentavelmente, o efeito do tempo se fez sentir: a pintura é quase inidentificável e a tela está muito danificada.

O Pe. Pfeiffer S.J. conclui que o único modelo do qual foram tiradas as diversas cópias é o Véu de Manoppello.

O Pe. Pfeiffer explicou: “Quando há diversos detalhes reunidos em uma só imagem, esta deve ter servido de modelo para todas as demais. Todas as outras pinturas imitam um único modelo: o Véu da Verônica que se encontrava em Roma. Por isso, temos que concluir que o Véu de Manoppello não é senão o Véu da Verônica original”, informou Zenit.

Sob raios ultravioletas e análises digitais

O prof. Niels Svensson da Dinamarca
concede entrevista a TV diante de painéis
com fotos comparativas do Santo Sudário e do Véu da Verônica
O professor Donato Vittori, da Universidade de Bari, executou um exame do Sacro Volto de Manopello em 1997 valendo-se de raios ultravioletas.

Ele concluiu que os fios do Véu não possuem nenhum tipo de cor, fato que concorda com as observações no microscópio.

Esses resultados apontam que a relíquia é “aqueropita”, ou seja, que não foi feita por obra humana.

Exigentes estudos fotográficos com técnicas de maximização digital constataram que a imagem é idêntica em ambos os lados.

Por seu lado, o professor Giulio Fanti, da Universidade de Pádua, estudou o Véu em 2001 e julgou que “no microscópio ótico aparecem substâncias corantes em vários traços anatômicos”. Porém, a presença desses elementos é tão fraca que não permite negar que a imagem seja aqueropita.

Saverio Gaeta, autor de um livro sobre o “Santo Volto”, acha que os “resíduos de pigmentos” encontrados em pequenas áreas das pupilas poderiam tratar-se de algum “retoque realizado na Idade Média para reforçar a intensidade do olhar”.

Concordâncias entre o Véu de Manoppello e o Santo Sudário

Superposição fotográfica sobre o Santo Sudário de Turim  apresentou resultados muito sugestivos
Superposição fotográfica sobre o Santo Sudário de Turim
apresentou resultados muito sugestivos
O sacerdote Enrico Sammarco e a religiosa trapista Sóror Blandina Paschalis Schlömer – uma especialista no Véu da Verônica citada no post anterior – compararam as dimensões antropomórficas do Véu de Manoppello com as do Santo Sudário de Turim.

E constataram que são as mesmas.

Veja vídeo
Clique para ver a
superposição digital do
Santo Sudário e do
Véu da Verônica
Ainda mais, segundo esses estudiosos, as duas imagens podem ser sobrepostas.

A grande diferencia é que no Véu de Manoppello a boca e os olhos estão abertos, enquanto no Santo Sudário não.

Dir-se-ia à primeira vista que os dois Rostos se excluem mutuamente: enquanto o Santo Sudário apresenta uma imagem com traços esfumaçados, o “Santo Volto” apresenta uma nitidez quase fotográfica. Difusas no primeiro, as cores são fortes no segundo.

De um lado temos o rosto majestoso e solene de Nosso Senhor morto, e do outro um rosto humano cuja beleza aflora após uma paciente contemplação.

Porém, superpondo-se o negativo do Santo Sudário à parte anterior do Véu de Manoppello definem-se dez pontos de congruência que permitem fazer a superposição, como explicou a especialista trapista na Conferência Internacional realizada no Centro de Pesquisas do ENEA.

40 cientistas estudam o Véu em Conferência Internacional

Professores.Treppa, Aszyk e Jaworski, da Polônia
analizam fotografias digitais das mudanças fisionomicas
O ENEA (Agência Nacional Italiana para a Energia e as Novas Tecnologias) reuniu 40 cientistas e professores de diversas especialidades e países – EUA, França, Áustria, Canadá, Dinamarca, Alemanha, México, Israel, Polônia, Espanha e Itália – para estudar os aspectos químicos, físicos, mecânicos e médicos das mais famosas imagens “aqueropitas” (quer dizer, não feitas por mãos humanas), a saber, o Santo Sudário de Turim, o manto ou “tilma” de Guadalupe e o Véu de Manoppello.

Esta Conferência Internacional se realizou no Centro de Pesquisas do ENEA em Frascati, de 4 a 6 de maio de 2010. Confira os sites respectivos: Acheiropoietos e Holly Face of Manoppello.  

O extraordinário interesse demonstrado pelos cientistas nos últimos anos implica um reconhecimento implícito do valor científico dos estudos ora realizados sobre o “Véu da Verônica” por um seleto número de pesquisadores.

Zbigniew Treppa e Karolyna Aszyk, analistas de imagem da Universidade de Danzig, Polônia, apresentaram seus estudos sobre as surpreendentes mudanças de expressão da imagem.

Eles sublinharam que as maiores movimentações se detectam na boca, particularmente em relação aos dentes. E apresentaram suas descobertas no livro Fotografia z Manoppello, publicado na Polônia.




Clique nos botões para mudar a foto
(Fotos diversas colhidas na Internet com caráter meramente ilustrativo).

Jan S. Jaworski, professor de Química na Universidade de Varsóvia, documentou a tese de que o “Santo Volto” foi feita de bisso marítimo.

O Pinna nobilis, molusco semelhante ao mexilhão e quase endêmico no Mediterrâneo, forma fios delicados como seda, mas fortíssimos para aderir às pedras. Esses fios podem ser secados e trabalhados.

Na foto acima: Pinna noblis e o byssus Na foto embaixo: colheita do byssus
O pano resultante é de altíssima qualidade. Além de refinadíssimo e caríssimo, apresenta uma extraordinária transparência e um brilho nacarado ou furta-cor muito prezado na Antiguidade.

Mas possui uma peculiaridade muito importante para o caso do Véu: é impossível de ser pintado.

Chiara Vigo, uma das raras especialistas nesta antiga arte têxtil que ainda perdura na região mediterrânea, foi a primeira a identificar em 01/09/2004 o bisso marítimo como a matéria-prima do pano, porque ela nasceu na ilha de Sant'Antioco, na Sardenha, onde se trabalha com esse fio.

Por fim, numa sessão de posters, a Irmã Blandina Paschalis Schloemer e o professor Andreas Resch apresentaram um conjunto fotográfico mostrando que o Véu de Manoppello e o rosto do Santo Sudário de Turim podem ser sobrepostos.

Jornalista alemão faz seu inquérito próprio

Paul Badde
O jornalista Paul Badde, correspondente em Roma do quotidiano alemão Die Welt, estudou durante vários meses o “segredo de Manoppello” e publicou suas conclusões no livro O outro Sudário (em francês L’autre suaire, Editions de l'Emmanuel - Editions du Jubilé; e em inglês The Face of God: A Rediscovery of The True Face of Jesus on The Holy Face of Manoppello, Ignatius Press, San Francisco, 2010, 350 pp.)

Ele explicou à agência ZENIT que “o Véu foi feito com um pano extremamente delicado, fabricado com bisso marítimo e no qual aparece o rosto de Cristo.

“Ora, é tecnicamente impossível pintar neste tipo de pano semelhante à seda, mas feito com filamentos de Pinna nobilis. Não se encontra nenhum pigmento ou pintura no Véu. A aparição do rosto sobre o Véu continua até agora sendo um mistério que faz parte do inexplicável”.

Irmã Blandina expõe mudanças na expressão
durante Congresso Internacional
Badde destaca neste Véu “a majestade do rosto de Cristo. Trata-se – diz – da imagem por excelência de Cristo, o antigo Vera Ikon, o tesouro mais precioso da Cristandade que durante séculos pareceu desaparecido e que agora foi redescoberto”.

E acrescentou: “É fácil patentear que se trata do Véu dito da Verônica, o qual foi venerado durante muito tempo na Basílica de São Pedro.

“Numerosas provas da época fornecem um testemunho convincente.

“O véu representa o mesmo rosto do Santo Sudário: o de Jesus de Nazaré. Mas o Santo Sudário representa-o morto, enquanto que o Véu o representa vivo, com as mesmas chagas no rosto!”

FIM

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O Véu da Verônica – 1: Onde está, características surpreendentes

Santa Verônica e o Véu milagroso. Imagem de Lorca, Espanha.
A consulta de uma leitora deste blog despertou em mim uma antiga pergunta: onde está o Véu da Verônica?

Salvou-se ele nas tempestades da História? Se existe em alguma parte, por que não se fala dele?

Uma relíquia preciosíssima como essa, só superada pelo Santo Sudário de Turim, não poderia ficar esquecida; dever-se-ia falar muito mais dela!

Porém, procurando nas minhas recordações, lembrei-me de ter ouvido falar que havia “vários” Véus da Verônica, certamente em virtude de alguma confusão histórica não devidamente esclarecida.

Aliás, em situação semelhante encontram-se outras valiosíssimas relíquias da Cristandade. Só apurados estudos históricos, científicos e religiosos poderiam esclarecer essas situações.

Foi o caso, por exemplo, durante muitos e muitos anos do Santo Sudário.

Pelo lado da Fé, tudo indicava que era o próprio. Mas, ele passou por tantas peripécias históricas que uma certa sombra de incerteza podia pairar a seu respeito.

Isso foi até que cientistas das mais variegadas procedências se debruçaram sobre o precioso tecido e produziram tal quantidade de confirmações de sua autenticidade que não é mais possível duvidar dele.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A surpresa de Megido e a igreja cristã mais antiga do mundo

Prisioneiros descobrem mosaico em Israel, Megido

Quando o coronel Sharon Shoan, comandante da prisão de segurança máxima de Megido ordenou aos presidiários empreenderem obras de escavação para ampliar as instalações jamais imaginou o que iriam a encontrar.

Ele sabia que a região é rica em vestígios históricos e os trabalhos foram supervisionados pela Agência de Antiguidades israelense (I.A.A. em inglês).

Na obra, trabalhavam prisioneiros de boa conduta.

Eles descobriram um grande mosaico que servia de piso daquela que, segundo alguns, poderia ser a mais antiga igreja católica do orbe.

domingo, 17 de março de 2013

Torre de Babel II: As lendas pagãs – A ciência moderna – A Babel do Anticristo

Uma Torre que atingisse os céus feita sem necessidade de Deus:  um pecado coletivo de revolta. Joos De Momper o Jovem (1564–1635)
Uma Torre que atingisse os céus feita sem necessidade de Deus:
um pecado coletivo de revolta. Joos De Momper o Jovem (1564–1635)

continuação do post anterior


Reminiscências em lendas pagãs

Referências à Torre de Babel perduraram nos mais diversos povos espalhados na Terra, testemunhando sua existência e o fato de ter sido a causa da confusão das línguas.

O mito de Enmerkar, dos sumérios (povo já desaparecido) fala da construção de um imenso zigurat (torre-templo) na origem da diversificação das línguas.

O missionário dominicano Frei Diego Durán (1537–1588) recolheu em Xelhua (México) a saga dos gigantes que tentaram construir uma pirâmide para atingir os céus, mas que os deuses destruíram, confundindo a linguagem dos construtores.

O religioso ouviu essa narração de um antigo sacerdote pagão de Cholula, pouco depois da conquista espanhola do México.

O historiador nativo Fernando d'Alva Ixtilxochitl (1565-1648) recolheu a lenda tolteca (América Central) segundo a qual após um grande dilúvio os homens erigiram uma imensa torre que os preservaria de outro dilúvio, porém suas línguas foram confundidas e eles se dispersaram pelas diversas regiões da Terra.

terça-feira, 12 de março de 2013

O que diz a ciência sobre a Torre de Babel? Existiu? Sobrou algo? Onde? Por que ruiu?

Torre de Babel, representação artística
O episódio da Torre de Babel e dispersão da humanidade é um dos assuntos mais presentes na memória dos povos.

Prefigurou também momentos caóticos que se repetiriam em muitos lugares em épocas históricas posteriores, inclusive nos dias de hoje. Além de ser uma imagem da imensa confusão que vai prevalecer no fim do mundo.

Entretanto, sabe-se pouco sobre essa torre.

Como era ela: retangular, circular, elíptica? Quanto media de altura? Foi uma mera torre ou um templo?

Onde ficava? Existem ainda vestígios? Quem a concebeu?

Foi Deus quem puniu? Por que puniu? Deus derrubou a Torre? Se não foi Deus, quem foi?

Por que ela ficou como o símbolo da maldição? Para onde foram seus construtores?

Os homens que fizeram as pirâmides do Egito, dos maias ou outras semelhantes têm algo a ver com os arquitetos da Torre de Babel?

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Indícios arqueológicos e testes científicos da luta de Davi contra Golias

Davi combate contra Golias, Bibliotèque Nationale de France, breviário de Martim de Aragão
Davi combate contra Golias, Bibliotèque Nationale de France, breviário de Martim de Aragão

Arqueólogos de Jerusalém descobriram no ano 2007 vestígios que confirmam, de modo colateral mas precioso, o relato bíblico da luta e vitória do Rei-profeta Davi contra o gigante filisteu Golias.

O local situa-se em Tel es-Safi, no sul de Israel, onde antigamente esteve Gat, a cidade filistéia de onde provinha Golias.

O Dr. Aren Maeir, diretor das escavações, confirmou ao "Jerusalem Post" que os achados provam que o combate de Davi contra Golias não é lenda, e que existiam representações artísticas dele feitas aproximadamente 50 anos após o fato bíblico.

Mas, o texto bíblico da luta entre Davi e Golias enfrenta diversas dificuldades, além de sua veracidade histórica, que vai ficando cada vez mais incontrovertível.

Poderia ser que um menino ou adolescente pastor, com uma simples funda, derrubar um gigante armado?

domingo, 10 de fevereiro de 2013

O corpo incorrupto de Santa Bernadette Soubirous segundo os médicos que fizeram as exumações

Urna com o corpo de Santa Bernadette em Nevers
Rosto de Santa Bernadette em Nevers

A incorruptibilidade do corpo de Santa Bernadette Soubirous é um dos casos mais assombrosos e estudados pela medicina. Veja nossa página sobre CORPOS INCORRUPTOS clicando aqui

Nesta semana que se comemora a grande festa de Lourdes (11 de fevereiro) e a festa de Santa Bernadette (18 de fevereiro na França, porém no 16 de abril alhures) é proporcionado voltarmos sobre o caso.

Desde 3 de agosto de 1925, o corpo intacto da Santa se encontra exposto numa urna de cristal na capela do convento de Saint-Gildard, na cidade de Nevers, França. A cidade fica na Borgonha, a 260 km ao sul-sudeste de Paris.

Assim informa uma inscrição ao lado do corpo da Santa na mesma capela:

“O corpo de Santa Bernadette repousa nesta capela desde 3 de agosto de 1925.

Ele está intacto e “como se estivesse petrificado” segundo foi reconhecido pelos médicos juramentados e pelas autoridades civis e religiosas por ocasião das exumações de 1909, 1919 e 1925.

O rosto e as mãos, que escureceram no contato com o ar, foram recobertos com ligeiras camadas de cera, moldadas segundo os modelos recolhidos diretamente.

A posição inclinada para o lado esquerdo foi assumida pelo corpo no túmulo.”

Vejamos, entretanto, o que disseram os médicos responsáveis pelas perícias praticadas sobre o corpo da Santa nas diversas ocasiões mencionadas na inscrição.

domingo, 27 de janeiro de 2013

O mistério decifrado do labirinto das catedrais. Verdadeiros simbolismos e ensinamentos

Labirinto da catedral de Amiens, França
Labirinto da catedral de Amiens, França

Na catedral de Chartres, na França, existe o mais renomado labirinto do mundo. Ele serviu de inspiração e modelo a muitos outros, ainda existentes em catedrais da maior respeitabilidade no orbe católico.

Sabe-se que muitos desses labirintos foram destruídos em séculos de iluminismo ou anticatolicismo.

Mas, o que faz um labirinto gravado no chão? Qual é a função no recinto sagrado de uma catedral desse desenho matemático?

O termo ‘labirinto’ designa um percurso sinuoso, com ou sem cruzamentos, becos-sem-saída e falsas pistas, destinado a perder ou enganar o intruso que nele penetra.

Quem visita Chartres pode encontrar pessoas executando um estranho ritual. Estão percorrendo seu labirinto com ares de procurar “energias” provenientes de obscuras forças telúricas.

Em poucas palavras, trata-se de mais uma superstição Nova Era, de tipo neopagão, que nada tem a ver com o catolicismo.

sábado, 19 de janeiro de 2013

20 de janeiro 1842: aparição de Nossa Senhora do Milagre ao hebreu Ratisbonne. A felicidade da despretensão, da pureza e da admiração

Igreja onde aconteceu o milagre
A poucas quadras da famosa Piazza di Spagna, bem no centro históirco de Roma, e ao lado da sede da Congregação para a Evangelização dos Povos, encontra-se a igreja Sant'Andrea delle Frate.

Neste santuário deu-se um fato extraordinário: Nossa Senhora apareceu a um rico e famoso judeu, Afonso Ratisbonne, o qual portava uma Medalha Milagrosa não por devoção, convertendo-o a Cristo.

No altar em que a Virgem Santíssima (la Madonna) lhe apareceu, havia um quadro de São Miguel Arcanjo golpeando o demônio, que pode ser apreciado ainda hoje, mas em outro local da igreja.

Foi neste mesmo altar da Aparição que São Maximiliano Kolbe, falecido no tristemente famoso campo de concentração nazista de Auschwitz, celebrou sua primeira Missa no dia 29-4-1919.

O quadro da Madonna del Miracolo (Nossa Senhora do Milagre) aparece com a fronte encimada por uma coroa e por um resplendor em forma de círculo de 12 estrelas.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O milagre eucarístico de Siena

Siena: 223 hóstias consagradas há mais de 276 anos estão em perfeito estado
Siena: 223 hóstias consagradas há mais de 276 anos estão em perfeito estado
Na Basílica de São Francisco, em Siena, Itália, 223 hóstias conservam-se intactas há mais de 276 anos.

A tal respeito, opinou o cientista Enrico Medi:

“Esta intervenção direta de Deus é o milagre (...), realizado e mantido enquanto tal milagrosamente durante séculos, para testemunhar a realidade permanente de Cristo no Sacramento Eucarístico”.
O milagre aconteceu no dia 14 de agosto de 1730. A mais antiga memória escrita do evento foi redigida no mesmo ano e assinada por um certo Macchi.

Nesse mesmo dia, ladrões se infiltraram na basílica e roubaram o cibório, que continha 351 partículas consagradas.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

“Ciência confirma a Igreja”: uma mensagem do webmaster

2012 encerrou-se há uma semana. 2013 avança.

O que é que o novo ano nos deparará?

Uma saudade profunda palpita nos subsolos psicológicos, morais e religiosos de tantas almas... tal vez seja o caso dos prezados leitores deste blog...

E essa saudade pede um retorno à verdadeira ordem. Portanto, à ordem católica, à civilização cristã.

Será que essa saudade se tornará feliz realidade em 2013?

Ou, pelo contrário, assistiremos – e seremos de alguma maneira atingidos – ao agravamento da marcha rumo à discórdia que predominou na espécie de Torre de Babel que foi o ano de 2012?

Seja o que for, aconteça ou que acontecer, nosso olhar deve permanecer voltado esperançoso e confiante para Nossa Senhora.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Quem foram os Reis Magos?

'A viagem dos Magos' (1894), Jacques-Joseph Tissot (1836-1902), pintor francês.
Um antigo documento conservado nos Arquivos Vaticanos lança uma certa luz, embora indireta e sujeita a caução, sobre a pessoa dos Reis Magos que foram adorar o Menino Jesus na Gruta de Belém. A informação foi veiculada por muitos órgãos de imprensa e páginas da Internet.

O documento é conhecido como “A Revelação dos Magos”. Provavelmente seja algum “apócrifo”, nome dado aos livros não incluídos pela Igreja Católica na Bíblia. Portanto, não são “canônicos”, apesar de poderem ser de algum autor sagrado.

“Canônico” deriva de “Cânon”, que é o catálogo de Livros Sagrados admitidos pela Igreja Católica e que constituem a Bíblia. Este catálogo está definitivamente encerrado e não sofrerá mais modificação.

Há uma série de argumentos profundos que justificam esta sábia decisão da Igreja.

Entretanto, uma extrema ponderação em apurar a verdade faz com que a Igreja não recuse em bloco esses “apócrifos” e reconheça que pode haver neles elementos históricos ou outros que ajudem à Fé.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Fim do mundo em 2012? Cientistas desmentem alarmismo e superstição

Juizo Final, Hans Memling (c. 1440-1494), Museu Narodowe, Danzig
Ano de 2012, pirâmide maia, alinhamento dos planetas, numerologia, super-vulcões, planetas e asteroides rumando para um choque exterminador com a Terra: cresce a onda de “profecias” e anúncios assustadores, de filmes alarmistas anunciando com aparências científicas que o mundo está na iminência de seu fim.

Segundo “Le Post”, 2.5 milhões de endereços na Web e 200 opúsculos falam do fim do mundo em dezembro de 2012.

Eles se baseiam, para isso, como se tratasse de algo muito sério, num calendário usado pelos maias, povo desaparecido da América Central.

Eles dizem que o calendário está inscrito em uma das pirâmides típicas da civilização maia.

Na verdade não está inscrito em pirâmide alguma, porque os maias gravavam os calendários em estelas de pedra. As estelas conhecidas estão em museus onde foram estudadas por especialistas sérios.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

São Juan Diego, vidente de Guadalupe, foi príncipe de sangue real?

Nossa Senhora de Guadalupe apareceu ao índio São Juan Diego pela primeira vez em 9 de Dezembro de 1531. A terceira e última aparição aconteceu em 12 de dezembro do mesmo ano.

Embora São Juan Diego tenha um papel tão importante na história das Américas, pouco se fala da pessoa dele.

E, ouvindo se tratar de um índio, acredita-se geralmente que ele não tem história conhecida, salvo o fato da aparição.

Entretanto os estudos históricos e sociológicos mais abalizados mostram que São Juan Diego não foi um índio comum: ele foi príncipe e de família real.

Esse rango principesco de São Juan Diego contribuiu poderosamente para o batismo em massa de milhões de mexicanos.

“Nos dez anos anteriores à aparição, os missionários e os franciscanos converteram ao catolicismo entre 250 e 300 mil indígenas no México, enquanto que após o milagre de Guadalupe acontecido em 1531, em apenas 7 anos converteram-se 8 milhões de pessoas”, explicou o Padre José Fortunato Alvarez, secretário chanceler do Bispado de Mexicali.

Por parte de pai, São Juan Diego foi neto de Netzahualcóyotl (1402-1472), rei de Tezcoco.

Netzahualcóyotl ficou conhecido como o “rei poeta” e é considerado “o monarca mais distinto do Antigo México, suas idéias e forma de governo foram de um humanismo notável e diferente da ideologia reinante”.





O rei Netzahualcóyotl escreveu poesias nas quais se reflete um espírito não-batizado que intui a existência de um único Deus, criador de todas as coisas e ao qual se deve todo o culto. Neste sentido, destoa da vulgar idolatria que grassava entre os astecas.

Eis um de seus poemas:

domingo, 2 de dezembro de 2012

Sodoma e Gomorra foram destruídas por um meteorito?

Planisfério assírio, meteorito sobre Sodoma, British Museum
Tabuleta de argila do ano 700 a.C., foi achado no século XIX, mas só agora foi decifrado
Os cientistas britânicos Alan Bond, diretor da empresa de propulsão espacial Reaction Engines, e Mark Hempsell, especialista em astronáutica da Universidade de Bristol, decifraram as inscrições cuneiformes de uma tabuleta de argila datada de 700 a.C.

Eles concluíram se tratar do testemunho lavrado por um astrônomo sumério descrevendo a passagem de um asteróide cujas características se assemelham à chuva de fogo que arrasou as cidades de Sodoma e Gomorra.

As informações circularam largamente por órgãos de imprensa como a BBC Brasil ou diários como o Times de Londres, La Stampa de Turim, ou The Australian. Elas são objeto de crítica e análise . Os especialistas reuniram dados e conclusões no livro “A Sumerian Observation of the Kofels Impact”, publicado em Londres.

domingo, 18 de novembro de 2012

As atuais oliveiras são as do tempo em que Jesus agonizou no Getsemani?

Agonia de Jesus no Monte das Oliveiras, ou jardim do Getsemani

Alguns amigos que estiveram em peregrinação pela Terra Santa voltaram trazendo inesquecíveis lembranças dos locais divinamente abençoados por Nosso Senhor Jesus Cristo na divina odisseia da Redenção.

Eles visitaram múltiplos locais sagrados de um valor espiritual que lhes marcou profundamente a alma.

E como que apalparam a presença sobrenatural e a dimensão histórica conferidas a esses lugares pela passagem do Redentor, de sua Mãe Santíssima e dos Apóstolos com a Igreja Católica nascente.

Ficaram eles também impressionados com a antiguidade das oliveiras existentes no Jardim sagrado onde Nosso Senhor agonizou, foi traído por Judas e preso pelos romanos para iniciar sua longa e dolorosa Paixão.

Meus amigos contrataram guias para melhor aproveitar o tempo da peregrinação.

E como esses guias muitas vezes não são sequer cristãos e preocupam-se mais com o dinheiro, os peregrinos tomavam com alguma cautela certas coisas que eles diziam.

No Monte das Oliveiras, um desses guias lhes apontou uns pés de oliveiras que datariam, segundo ele, do tempo em que Jesus Cristo foi entregue à Morte no Getsemani.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Flores no Santo Sudário só poderiam ter sido colhidas em Jerusalém na época da Crucifixão

Rosto de Cristo morto na Cruz, segundo o prof. Juan Manuel Miñarro
Nos anos 2005-2007, Bernardo Galmarini, especialista na conversão de imagens de 2D para 3D, trabalhava para transformar as imagens do Santo Sudário de duas dimensões numa outra de três dimensões.

Tratava-se de criar o tipo de foto conhecido como holografia, ou tridimensional, ou 3D, em que o objeto pode ser visto de todos os ângulos.

Veja vídeo
Veja o Santo Sudário
em três dimensões.
Algo que mudou 

a vida de muitos.

Apesar de ser anatomicamente correta, a imagem do Homem do Sudário apresentava áreas que não tinham correspondente na escala de tonalidades cinzas, necessária para reconhecer a profundidade de objeto.

Na tela do computador essas áreas apareciam como “buracos”, por não conterem a informação sobre a distância entre o corpo e a tela.

Essa informação está presente no resto da imagem.

Pelos estudos de Adler, os especialistas sabiam que sob as manchas de sangue não há imagem do corpo na tela, e que as fibras originais do santo tecido são brancas e não estão desbotadas.

Alan D. Adler, professor de Western Connecticut State University, foi um dos pioneiros dos modernos estudos no Santo Sudário, e demonstrou que as manchas de sangue são feitas de sangue verdadeiro, e não de pigmentos.

sábado, 20 de outubro de 2012

Imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela: descobertas surpreendentes

Nossa Senhora de Coromoto, imagem antes da restauração
No transcurso do ano de 2009 foram feitos surpreendentes achados na imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela, por ocasião de trabalhos de restauração, segundo informou na época a agência Zenit.

As descobertas lembram as já feitas na imagem miraculosa de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, padroeira das Américas.

As informações foram dadas a público em roda de imprensa na sede da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), em 3 de setembro daquele ano.

A imagem de Nossa Senhora de Coromoto está ligada aos primórdios da evangelização do país.

Os fatos associados à sua origem falam também diretamente a cada país latino-americano.

A tradição religiosa

Pelo fim de 1651 e inícios de 1652, uma Bela Senhora apareceu ao cacique da tribo Coromoto e à sua mulher.

A Senhora envolta em luz disse na língua deles: “Ide à casa dos brancos, para que eles joguem água em vossas cabeças e assim possam ir para o Céu”.

A tribo obedeceu: abandonou a selva, recebeu a catequese, e um grande número de índios pediu o sacramento do Batismo se tornando católicos.

domingo, 14 de outubro de 2012

Adão recebeu de Deus conhecimentos que transmitiu oralmente e que os egípcios gravaram na pedra. (fim)

Túmulo de Ramsés IV
Continuação do post anterior

Os sacerdotes-arquitetos das Pirâmides utilizavam como unidade de medida o côvado sagrado, diferente do côvado comum ou real.

Segundo o Pe. Moreux, é o mesmo côvado dos hebreus. E foram estes que o aportaram ao Egito.
“Não podemos fugir da conclusão, escreve o Pe Moreux, de que antes da ereção da Grande Pirâmide, existia sobre a Terra um povo que possuía esse côvado sagrado e que transmitiu essa medida aos construtores desse monumento único, e aos antecessores do povo de Israel. Então voltamos à mesma questão: de onde esse povo desconhecido tirou essa medida à qual as nações modernas serão um dia obrigadas a adotar porque é invariável?”

Há uma enorme semelhança entre a capacidade da Arca da Aliança e a urna da Grande Pirâmide, explica o sacerdote-cientista comparando as proporções das duas.

domingo, 7 de outubro de 2012

A revelação de Deus a Adão, os mistérios do Egito e das civilizações desaparecidas (IV)

Busto do faraó Amenhotep IV (do Museu Egípcio, Cairo, exposto em Viena)
Busto do faraó Akhenaton (chamado Amenhotep IV ou Amenófis).
Do Museu Egípcio, Cairo, exposto em Viena.
Continuação do post anterior

A óptica dos antigos

As investigações do Pe Moreux nas pirâmides deram resultados inesperados. O método empregado era rigoroso e os resultados sólidos.

Porém, o sacerdote-astrônomo, como cientista que põe em sã dúvida os seus próprios achados, perguntava-se se não haveria uma outra explicação possível.

Ele avançou os resultados de seus estudos a colegas especializados em outras faixas do saber. Uma dúvida o assaltava especialmente.

Se os sacerdotes que construíram Quéfren, ou Grande Pirâmide, e se tinham um conhecimento tão avançado da esfera celeste, eles em qualquer caso, precisariam de instrumentos de observação para aplicar corretamente o seu saber na hora de erguer o monumento.

domingo, 30 de setembro de 2012

Quem revelou os conhecimentos científicos contidos na pirâmide de Quéfren? (III)

Padre Théophile Moreux no observatório
O Pe. Théophile Moreux, também foi astrônomo
Continuação do post anterior


As pirâmides do Egito são o testemunho registrado em pedra de que na origem da história, como ensina a teologia católica, Deus comunicou ao primeiro homem ‒ Adão ‒ conhecimentos naturais de alto nível necessários para fundar a civilização.

É a tese defendida pelo Pe. Théophile Moreux, sacerdote famoso pela sua ciência astronômica. Ele a demonstrou partindo de uma análise estritamente científica das pirâmides.

Segundo este ensinamento, explicado logicamente por Santo Tomás de Aquino, é improcedente supor que o homem tenha passado por épocas escuras em que foi saindo, por evolução, de um estado animalesco até adquirir a inteligência. A hipótese é além do mais achincalhante.

Muito pelo contrário, o ser humano tem uma origem muito alta que está de acordo com sua dignidade natural.

Ele descende da obra prima de Criação divina: de Adão e Eva. E como Deus tudo faz com perfeição, o primeiro casal foi de uma perfeição natural não-atingida depois.

domingo, 23 de setembro de 2012

As revelações de Quéfren, a Grande Pirâmide

Abu Simbel, templo de Ramsés II. Quem eram os egípcios?
Abu Simbel, templo de Ramsés II, Egito
Continuação do post anterior

O Pe. Moreux foi um sacerdote astrônomo que se interessou pela arqueologia.

Segundo ele, a razão foi que as tábuas astronômicas dos povos mais remotos esclarecem muitos problemas relativos à história mais longínqua.

Ele explica que os eclipses não duvidosos registrados pelos sábios da China não têm mais de 4400 anos.

As tabelas dos indianos foram criadas a posteriori e mal calculadas. Os livros sagrados indianos — os Vedas — sem dúvida são posteriores a Moisés, e a coleção Surya-Siddantha, que segundo os brâmanes teria milhares de anos, na realidade no máximo é do século XI d. C. A lenda de Chrishna é um pasticho grosseiro dos Evangelhos.

“Na hora atual, ninguém contesta que é do lado do Egito que é preciso procurar, gravados em pedra, os testemunhos mais longínquos de um pensamento escrito” , conclui ele.

Mas, quem eram os egípcios tão presentes na História Sagrada?

domingo, 16 de setembro de 2012

As pirâmides do Egito e a ciência de Adão comparadas por um sacerdote astrônomo

Pirâmide de Quéops à esquerda, Esfinge à direita, foto satelital. ©Geoeye
Pirâmide de Quéfren à esquerda, a esfinge à direita, em fotografia de satélite ©Geoeye.
Com freqüência ouve-se falar das pirâmides do Egito. Associa-se a elas muitos mistérios. Alguns soam verossímeis, outros obscuros, e outros meras patacoadas.

Por um lado, o tema é explorado por uma literatura de rodoviária. Deixemos de lado estes subprodutos da superstição e do sensacionalismo jornalístico.

Por outro lado, o assunto é arduamente estudado por altos cientistas, num patamar freqüentemente muito difícil de acompanhar.

Piramide de Quéops
Das três maiores pirâmides, Quéfren é a mais carregada de mistérios
De fato, o mistério das pirâmides envolve algum dos passos fundamentais da história da Humanidade.

Mas, também, indireta e possantemente alguns dos dogmas da religião cristã.

Entretanto, nós não vemos aparecer do lado católico quem aborde as questões levantadas pelos grandes monumentos do Egito antigo.

Entretanto, se bem analisados à luz da ciência e da fé, esses monumentos têm muita coisa para revelar.

Quais coisas? Quão importantes?

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O Papa acerta o calendário universal na Torre dos Ventos

O Papa Gregório XIII implantou o calendário na sua forma atual
O Papa Gregório XIII implantou o calendário na sua forma atual
Há mais de 430 anos que o mundo se rege pelo calendário “gregoriano”, uma das maiores conquista da civilização.

O nome de “gregoriano” vem do Papa Gregório XIII, que no século foi o príncipe italiano Ugo Buoncompagni, eleito como o 225º Papa da Igreja.

Gregório XIII decidiu adotar o novo calendário para substituir o antigo, conhecido como “Juliano”, que se utilizava desde o ano 46 a.C., tempos do imperador romano Júlio César.

Foi um contributo, e não dos menores, da Igreja Católica para a boa ordem da sociedade e das atividades humanas.

Também para a ciência, pois todo fenômeno científico se mede no tempo e no espaço.

Se a regra de medição do tempo for falha, os resultados ficam incertos e o conhecimento não pode progredir sobre eles.

O Calendário Juliano era muito inexato e acumulava uma severa distorção.

Nós estamos acostumados à ordem plácida e imperturbável do calendário gregoriano.