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segunda-feira, 23 de março de 2015

Davi, Salomão e seus reinados:
existências confirmadas arqueologicamente

Davi, marfim alemão do século XII. Cloisters Museum, NYC
Davi, marfim alemão do século XII. Cloisters Museum, NYC.



Com frequência ouve-se dizer que a Bíblia e os Evangelhos, seus acontecimentos e personagens são fruto da fantasia. Ou simples construções alegóricas ou mitológicas em que os antigos teriam condensado suas experiências.

Chega-se a dizer até que Nosso Senhor Jesus Cristo como é apresentado nos Evangelhos não existiu. Teria sido no máximo um homem cuja figura teria sido elaborada por comunidades populares de base oprimidas pelo imperialismo romano.

Segundo essa visualização, os livros sagrados não são obviamente sagrados, mas meras coletâneas de fábulas.

No entanto, tudo isso não passa de alegação antirreligiosa. Além do valor intrínseco do Antigo e do Novo Testamento, são inúmeros os dados históricos e científicos que falam em favor da fidelidade dos Livros Sagrados à História.

Em nosso blog estamos continuamente publicando as mais recentes descobertas que chegam até nós por meio de fontes científicas respeitáveis.

Mais recentemente, uma equipe de arqueólogos da Mississippi State University (MSU) trouxeram à luz um conjunto de seis selos de terracota encontrados numa pequena localidade de Israel, os quais provam a existência histórica dos reis Davi e Salomão.

Os achados desfazem as alegações – essas sim, quiméricas e sem fundamento – de que os dois reis não seriam senão figuras alegóricas, e que o reino deles não existiu, pelo menos no tempo e na região mencionados na Bíblia.

Sobre os dos reis profetas, lemos no Antigo Testamento:

I Samuel 16

13. Samuel tomou o corno de óleo e ungiu-o no meio dos seus irmãos. E, a partir daquele momento, o Espírito do Senhor apoderou-se de Davi. (...)

14. O Espírito do Senhor retirou-se de Saul, e um espírito mau veio sobre ele, enviado pelo Senhor. (...)

Davi aplaca Saul, Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606 — 1669). Städelsches Kunstinstitut und Städtische Galerie, Frankfurt am Main.
Davi aplaca Saul, Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606 — 1669).
Städelsches Kunstinstitut und Städtische Galerie, Frankfurt am Main.
23. E sempre que o espírito mau de Deus acometia o rei, Davi tomava a harpa e tocava. Saul acalmava-se, sentia-se aliviado e o espírito mau o deixava.

I Samuel 18

12. Saul temia Davi, porque o Senhor estava com o jovem, e tinha-se retirado dele. (...)

29. O rei sentiu com isso redobrar o seu medo. Durante todo o resto de sua vida ele detestou Davi.

I Reis 2

1. Aproximando-se o fim de Davi, deu ele ao seu filho Salomão as suas (últimas) instruções:

2. Eu me vou, disse ele, pelo caminho que segue toda a terra. Sê corajoso: porta-te como homem.

3. Guarda os preceitos do Senhor, teu Deus; anda em seus caminhos, observa suas leis, seus mandamentos, seus preceitos e seus ensinamentos, tais como estão escritos na lei de Moisés. Desse modo serás bem-sucedido em tudo o que fizeres e em tudo o que empreenderes,

4. e o Senhor cumprirá a promessa que me fez, isto é, que eu terei sempre um de meus descendentes no trono de Israel, se meus filhos guardarem seus caminhos e andarem diante dele com fidelidade, de todo o seu coração e de toda a sua alma. (...)

10. Davi adormeceu com seus pais e foi sepultado na cidade de Davi.

11. Reinou quarenta anos sobre Israel: sete anos em Hebron e trinta e três em Jerusalém.

12. Salomão sentou-se no trono de Davi, seu pai, e seu reino foi solidamente estabelecido.

Anúncio do achado. MSU Department.
Anúncio do achado. MSU Department.
Jimmy Hardin, professor auxiliar do Departamento de Antropologia e Culturas do Oriente Médio da MSU, confirmou que essas bulas, ou selos, de terracota eram usadas para lacrar a correspondência oficial, da mesma maneira como em séculos posteriores se usaram selos de cera.

Codiretor do Projeto Regional Hesi, a partir de 2011 o professor Hardin escavou durante o verão o sítio arqueológico de Khirbet Summeily, no leste de Gaza, sul de Israel.

Os achados de Hardin foram publicados em dezembro de 2014 na Near Eastern Archaeology, uma publicação líder na matéria, onde cada artigo é objeto de sistemática crítica prévia, feita por entendidos na mesma matéria (peer review) e que deram a luz verde para a publicação.

“Os resultados preliminares ... sugerem que o reino já estava formado no século X a.C. Eles dão um apoio geral à veracidade histórica dos personagens Davi e Salomão como estão descritos nos textos bíblicos”, acrescentou Hardin.

“O fato é que esses selos mostram que essa região, periférica do reino, estava integrada num nível bem acima da mera subsistência. E que havia em andamento atividades políticas ou administrativas muito além de meras atividades rurais”.

O sítio arqueológico fica entre os reinos bíblicos de Judá e Filisteia.

Os selos foram testados pelo Center for Rock Magnetism da University of Minnesota da National Science Foundation. Os símbolos gravados foram examinados e datados por Christopher Rollston, epigrafista do Departamento de Línguas e Civilizações Clássicas e do Oriente Próximo da Universidade George Washington.

Jeff Blakely, da University of Wisconsin-Madison e co-diretor do Projeto Regional Hesi, estudou a região durante 40 anos e explicou como a origem dos selos que provam a existência dos dois reis profetas foi definida.

Aspecto dos trabalhos do Projeto Regional Hesi no sítio arqueológico de Khirbet Summeily, Israel.
Aspecto dos trabalhos do Projeto Regional Hesi no sítio arqueológico de Khirbet Summeily, Israel.
A saber: Davi (1040 a.C. – 970 a.C.), autor dos Salmos, e Salomão (1009 – 922 a.C.), seu filho, terceiro rei de Israel, que governou por volta de quarenta anos e ordenou a construção do Templo de Jerusalém.

Os dois profetizaram a futura vinda do Salvador e são antepassados genealógicos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, o povo O aclamava dizendo: “Hosana ao filho de Davi!”

“E toda aquela multidão, que o precedia e que o seguia, clamava: Hosana ao filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus! (São Mateus 21, 9)

“(...) com grande indignação dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas que assistiam a seus milagres e ouviam os meninos gritar no templo: Hosana ao filho de Davi!” (São Mateus 21, 15)
O Prof. Blakely explicou que “o estilo dos selos, ou bulas, o tipo de vasos encontrados no mesmo local, os tipos de escaravelhos egípcios, o estilo dos amuletos egípcios e a estratigrafia do lugar, todos sugerem como data o século X a.C.

“Acresce que a datação arqueo-geomagnetica, fundada na intensidade e na direção dos campos magnéticos no passado, também sugere que as camadas em que foram achadas as bulas devem ser do século X a.C. Ulteriores análises poderão modificar a datação em apenas algumas décadas, mas não séculos”, completou.

“Nós fomos lentamente nos dando conta de que os homens não cultivavam a região, mas pastoreavam sob a proteção de seu governo. O achado dos selos apoia fortemente a ideia de que Khirbet Summeily foi uma instalação real” nos tempos dos reis Davi e Salomão. 

segunda-feira, 9 de março de 2015

Descoberta traz à tona o trágico fim de Herodes,
o rei que mandou matar os Santos Inocentes

Herodes ordena o massacre dos Santos Inocentes. Matteo di Giovanni, Galleria Nazionale di Capodimonte.
Herodes ordena o massacre dos Santos Inocentes.
Matteo di Giovanni, Galleria Nazionale di Capodimonte.



O rei Herodes, o Grande (73 a.C. aprox. — primeiros anos da era cristã), passou para a História como um das figuras mais relevantes da vida judaica na transição do Antigo para o Novo Testamento.

Deve-se a ele a restauração do Segundo Templo de Jerusalém e muitas obras arquitetônicas de grande fôlego em Israel.

Porém, ele foi responsável por crimes espantosos, entre os quais o massacre dos santos inocentes em Belém. Através desse mosticínio ele tentou matar o Menino Jesus, o Messias prometido, que os Reis Magos foram adorar, segundo o Evangelho de São Mateus (Mt 2,13-18).

13. um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar.

14. José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito.

15. Ali permaneceu até a morte de Herodes para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: Eu chamei do Egito meu filho (Os 11,1).

16. Vendo, então, Herodes que tinha sido enganado pelos magos, ficou muito irado e mandou massacrar em Belém e nos seus arredores todos os meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo exato que havia indagado dos magos.

17. Cumpriu-se, então, o que foi dito pelo profeta Jeremias:

18. Em Ramá se ouviu uma voz, choro e grandes lamentos: é Raquel a chorar seus filhos; não quer consolação, porque já não existem (Jer 31,15)!

Herodium: a entrada descoberta. Mas a localização do túmulo ainda é mistério.
Herodium: a entrada descoberta. Mas a localização do túmulo ainda é mistério.
O péssimo Herodes construiu para si próprio um sofisticado túmulo com caracteres de fortaleza e condutos secretos ainda não plenamente revelados.

Ele era odiado pelos judeus pois além de crudelíssimo era gentio.

Mais precisamente pertencia ao povo dos idumeus ou edomitas, isto é, descendentes de Esaú, o homem símbolo dos maus, que haviam sido parcialmente judaizados.

Herodes temia que o povo se revoltasse contra ele quando estava ainda vivo, ou que destruísse sua última moradia depois de morto.

Escavado na pedra no alto de uma elevação cônica, o local é conhecido como Herodium, a 12 quilômetros de Jerusalém e a sudeste de Belém.

O acatado historiador Flávio Josefo (in Antiguidades Judaicas, 17.6.4) diz que Herodes morreu depois de um eclipse lunar.

Josefo descreveu a doença final de Herodes – às vezes chamada “Mal de Herodes” – que era insuportável.

Alguns peritos médicos hodiernos concluíram que o rei padecia de doença renal crônica complicada por gangrena de Fournier.

Os estudiosos modernos concordam que ele sofreu durante toda a sua vida de depressão e paranoia.

Sintomas similares ficaram registrados por ocasião da morte de seu neto Agripa I, em 44 a.C., de quem se relata que os vermes eram visíveis porque a putrefação atingiu-o em vida.

Segundo o historiador Josefo, Herodes estava obcecado pela probabilidade de ninguém lamentar sua morte.

Herodium: no alto de um morro cônico uma fortaleza-túmulo
Herodium: no alto de um morro cônico uma fortaleza-túmulo
Ele, então, convocou um grande grupo de homens ilustres em Jericó, e deu ordem pública de assassiná-los no momento da sua morte para patentear a dor que ele ansiava ver no povo pela sua perda.

Felizmente a ordem não foi cumprida.

O Herodium sobreviveu nas mãos de seus descendentes, entre os quais Herodes Antipas (20 a.C. – depois de 39 d.C.), filho de Herodes o Grande.

Antipas martirizou a São João Batista e teve o deplorável desempenho na condenação de Nosso Senhor narrado nos Evangelhos.

Contudo, na última revolta contra os romanos, os judeus acabaram se atrincheirando em Herodium e os romanos o destruíram no ano 71 d.C.

Mas os restos de Herodes, ou seu sarcófago, ainda não foram localizados.

Arqueólogos israelenses e estrangeiros não cessam hoje de investigar e escavar, fazendo curiosas e impressionantes descobertas na estranha montanha que foi comparada a um ameaçador artefato no deserto.

Herodium: o acesso inconcluso ao túmulo secreto
Herodium: o acesso inconcluso ao túmulo secreto
Agora, uma equipe de pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém descobriu uma entrada monumental que devia conduzir ao topo do Herodium, informou o jornal britânico “The Telegraph”

O corredor de cerca de 20 metros de extensão e 6 metros de altura está formado por um complexo sistema de arcos em três níveis.

Três arqueólogos israelenses concluíram que Herodes – talvez temendo uma vingança popular pelo massacre das criancinhas de Belém – concebeu o corredor como parte da fortaleza que perpetuaria sua memória e ocultaria seu corpo após a morte. Um como que monumento fúnebre real numa escala épica.

As escavações apontaram que o corredor não chegou a ser concluído:

“Parece que a interrupção aconteceu quando Herodes percebeu que sua morte se aproximava e resolveu converter todo o topo do morro num complexo em sua memória”.

Os Santos inocentes junto com São João Evangelista. Igreja de San Tiago, Plaza de España
Os Santos inocentes junto com São João Evangelista.
Igreja de San Tiago, Plaza de España
O corredor foi fechado e enchido de entulho durante os trabalhos da colina de Herodium.

Problemas políticos israelo-palestinos hoje dificultam os trabalhos no local, mas os objetos recuperados estão em exposição e poderão voltar a ele, dependendo de futuras negociações.

Espanta pensar no fim de pesadelo desse rei, perseguido pela própria consciência, consumido pela doença somática e psíquica, rodeado pelo desprezo popular pelo fato de ter martirizado os Santos Inocentes. Uma prefigura de seu destino eterno.

Do outro lado, os Santos Inocentes reinam por todo o sempre no Céu junto a Jesus Cristo, que também nasceu em Belém, envolvidos de glória e gozosa bem-aventurança.

Por maiores que tenham sido os cuidados materiais de Herodes, o Grande, para preservar seu corpo perecível, nada disso lhe garantiu a felicidade eterna e tal vez a afastou para sempre.



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Achado o local do julgamento de Jesus, o pretório de Pilatos?

Neste complexo hoje soterrado poderia ter acontecido o julgamento de Jesus, segundo os arqueólogos  (Foto: Oded Antman, Ministério israelense de Turismo).
Neste complexo hoje soterrado poderia ter acontecido o julgamento de Jesus,
segundo os arqueólogos  (Foto: Oded Antman, Ministério israelense de Turismo).



Há 15 anos começaram obras para expandir o museu da Torre de David, em Jerusalém.

A Torre de David é a cidadela defensiva da cidade de Jerusalém próxima da Porta de Jaffa, na parte antiga da cidade.

Apesar de seu nome, a atual Torre é de origem cruzada e otomana, de séculos bem posteriores, portanto.

Ela foi erigida sobre antigas fortificações das eras dos reis hasmóneos e herodianos, dos Cruzados e de árabes-maometanos. No período da ocupação turca e britânica, a Torre foi usada como prisão.

Ela e as fortificações predecessoras foram construídas no local onde no tempo de Nosso Senhor Jesus Cristo estava o Palácio de Herodes, o segundo maior prédio da cidade após o Templo.

No início da era cristã, os romanos haviam instalado suas autoridades em pelo menos uma parte do enorme palácio.

E sabia-se que ali estava o pretório de Pilatos e as instalações onde se realizou o mais famoso e injusto julgamento da História: o do Divino Redentor.

A Torre de David de construção cruzada e otomana posterior está sobre os fundamentos do Palácio de Herodes
A Torre de David de construção cruzada e otomana posterior
está sobre os fundamentos do Palácio de Herodes
A Torre de David hoje pode ser visitada, mas se desconhecia quase tudo sobre o que havia embaixo.

As obras de ampliação do museu levaram a fazer escavações que tardaram 15 anos.

Elas deviam ser feitas cuidadosamente, pois se suspeitava que cavando poder-se-ia chegar às ruínas do Palácio onde aconteceu uma dos mais transcendentais episódios da Redenção.

Muitos peregrinos hoje rezam o Via Crucis, ou Via Dolorosa, a partir do local onde se acredita que o cônsul romano Pôncio Pilatos presidiu o julgamento e ditou a mais injusta sentença da História contra Nosso Senhor.

O Via Crucis continua em sucessivos passos até o alto do Gólgota e o Santo Sepulcro.

No período bizantino a Via Dolorosa iniciava-se no local do atual museu. No século XIII partia da Fortaleza Antonia, antigo quartel romano.

Porém, religiosos, historiadores e arqueólogos discutiam o ponto exato, pois o Evangelho fala do “pretório” de Pilatos.

Plano de Jerusalém no tempo de Jesus. O palácio de Herodes aparece à esquerda junto à Porta de Jaffa. Mapa de uma enciclopédia de 1911
Plano de Jerusalém no tempo de Jesus.
O palácio de Herodes aparece à esquerda junto à Porta de Jaffa.
Mapa de uma enciclopédia de 1911
“Pretório” é um termo romano que poderia ser interpretado como tenda, acampamento, ou também uma instalação dentro de um prédio, no caso, o palácio do rei Herodes.

Os romanos construíram também residências imponentes para seus governadores. Foi o caso do pretório de Colônia, Alemanha, que teve uma área construída de mais de 3 hectares.

Não foi esse o caso do pretório de Pilatos.

Para o arqueólogo Shimon Gibson, professor na Universidade de North Carolina em Charlotte, EUA, já não se duvida muito que o julgamento foi feito em algum local do complexo do palácio de Herodes, explicou reportagem do “The Washington Post”.

São João menciona um assoalho de pedra e a existência de ambientes diversos de onde Pilatos entrava e saía, detalhes que batem com o local hoje vasculhado.
“Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata”. (João; 19,13)
O arqueólogo Gibson diz , “obviamente não há uma inscrição dizendo que o julgamento aconteceu aqui. Mas os dados arqueológicos, históricos e os relatos evangélicos, todos conduzem até este local, e se encaixam uns nos outros”.

Segundo o “International Business Times”, a equipe de arqueólogos que tem o apoio do governo israelense, acha que foi encontrado verdadeiramente o local da condenação de Jesus.

Segundo eles, o julgamento deve ter acontecido naquela parte do Palácio de Herodes perto da Torre de David e que é o mesmo apontado pelos arqueólogos mencionados pelo “The Washington Post”.

Modelo do Palácio de Herodes mostra a Primeira Muralha e,  da esquerda para a direita, suas três torres Fasael, Hípico e Mariane
Modelo do Palácio de Herodes mostra a Primeira Muralha e
suas três torres: Fasael, Hípico e Mariane (da esquerda para a direita)
Raspando cuidadosamente com pás as camadas de ruínas e entulho da velha prisão otomana, os arqueólogos desvendaram restos de piscinas e fundamentos de muros, juntamente com um sistema de escoamento das águas, que parecem ter pertencido ao palácio do lascivo Herodes, o Grande.

Junto com essa descoberta, no mês de dezembro os arqueólogos confirmaram a descoberta de um grande túnel que introduzia em Herodium, uma fortaleza construída pelo mesmo rei 12 quilômetros ao sul de Jerusalém.

O jornal britânico “The Independent” também ecoou o achado.

O Museu da Torre de David está preparando um percurso para os peregrinos poderem visitar o local. Mas se deve aguardar ainda, enquanto o local é desentulhado.

Análoga matéria foi publicada pelo “The Daily Mail” de Londres, que também menciona como prova a análise cuidadosa das pedras que recobriam o chão do palácio.

Um outro tipo de dificuldades provém do fato de que a partir do século XIX algumas representações artísticas religiosas imaginam o tremendo acontecimento evangélico num local aberto.

O julgamento mais iníquo da História teria se dado na parte do Palácio de Herodes ocupado pelo governador romano
O julgamento mais iníquo da História teria se dado
na parte do Palácio de Herodes ocupado pelo governador romano.
Nesta representação espanhola, o juízo acontece dentro de um palácio.
Por isso, alguns imaginaram o ‘Pretório de Pilatos’ como sendo não num salão ou numa dependência de um palácio, mas um pátio.

A dificuldade, na realidade, é mais de estilo artístico do que de objetividade histórica.

A polêmica está aberta entre os cientistas, mas é quase certo que aquele foi o local.

O rei Herodes Antipas (20 a.C. – morto depois de 39 d.C.) era o rei no tempo da Paixão.

Ele foi um dos filhos de Herodes, o Grande (73 a.C. — Jericó, 4 d.C.), que mandou massacrar os inocentes de Belém no intuito de matar o Messias de que falavam os Reis Magos.

A linhagem de Herodes possuía outros palácios além do imenso prédio junto ao Templo. Em parte por mania de grandeza do primeiro rei dessa estirpe.

Mas, em grande parte eles mantinham outras fortalezas apalaciadas porque sabiam que eram odiados pelos judeus.

Pois eles não pertenciam ao mesmo povo, praticavam cultos pagãos, cometiam crimes hediondos e eram mantidos no poder por um conchavo com o exército romano.

Herodium visava ser um refúgio em caso de levante popular.

Não se conhece ao certo o ano de nascimento de Pôncio Pilatos, mas sim que foi Prefeito da Judeia entre 26 e 36 d.C. Segundo narra Eusébio de Cesareia em sua História Eclesiástica caiu em desgraça junto ao imperador romano Calígula e suicidou-se por volta do ano 37 d.C.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O milagre do sorriso de Nossa Senhora
no rosto de Santa Bernadette



Se aproximando a festa de Nossa Senhora de Lourdes (11 de fevereiro) publicamos o comovedor relato de um milagre de Santa Bernadette, tirado do blog "Lourdes e suas aparições" (O milagre do sorriso de Nossa Senhora no rosto de Santa Bernadette):

Um dia, um sacerdote se aproximou de nós diante de Grota e nos mostrou um velho no meio da multidão.

Ele estava piedosamente ajoelhado e rezava com os braços em cruz.

“Interrogai-o, disse o sacerdote, nós o chamamos de ‘o miraculado do sorriso da Virgem”.

Nós nos aproximamos do peregrino, e ele com o melhor charme do mundo, nos contou sua história.

Ele era o conde de Bruissard, e efetivamente ele vira o sorriso da Virgem, da mesma maneira que nós vemos o reflexo do sol num lago de águas puras e tranquilas.

Ele o viu refletido no rosto transfigurado de Santa Bernadette.

Eis o que ele nos contou:

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O “computador de Arquimedes”:
lição para a ufania da modernidade

Computador de Arquimedes réplica científica do século XX
Computador de Arquimedes: réplica científica do século XX

No ano de 1900, um mergulhador resgatou do fundo do Mediterrâneo um aparelho estranho que se encontrava entre muitas obras de arte gregas dos séculos I e II antes de Cristo.

O achado ocorreu na Ilha de Anticitera, na Grécia, tendo sido feito por um simples coletor de esponjas marítimas de nome Elias Stadiatos. Ele desceu sem equipamento algum, como era costume, e voltou dizendo que tinha encontrado corpos desfeitos, cabeças e braços arrancados, cavalos mutilados.

Julgando-o tonto devido à falta de oxigênio, ou até bêbado, o capitã Dimitrios Kondos desceu até o local. E voltou dizendo que Elias não só não estava errado, mas que havia muito mais coisas: lançadores de discos, efebos de mármore, estátuas de bronze e ânforas de cerâmica.

Certamente era um tesouro transportado outrora por um navio cujos restos desfeitos ainda podiam ser identificados.

Tratava-se na verdade de um dos mais importantes naufrágios da História. Era um navio que levava um tesouro com joias e esculturas que hoje estão nos museus.

Após estudarem as moedas que faziam parte do tesouro, os arqueólogos calcularam que o navio afundou entre os anos 85 e 60 a. C.

Ele foi um dos maiores da época e não se sabe bem por que naufragou. Talvez devido a uma tempestade, ou por sobrecarga de riquezas.

Reconhecida a riquíssima carga, constatou-se que era o botim de guerra que o cônsul romano Lúcio Cornélio Sila havia amealhado dos atenienses na Primeira Guerra Mitridática (88 a.C. – 84 a.C.).

Naquela guerra, que opôs Roma ao famoso Mitrídates VI, rei do Ponto, Sila invadiu a Grécia e saqueou Atenas, que era aliada de Mitrídates.

O botim provavelmente devia ser exibido num desfile triunfal do imperador Júlio César, mas o mar resolveu ficar com ele.

As obras de arte, ânforas e outros objetos resgatados foram para o Museu Arqueológico Nacional de Atenas.

Uma peça, entretanto, era sumamente intrigante.

Computador de Arquimedes: a peça principal foi a primeira achada
Computador de Arquimedes: a peça principal foi a primeira achada
Havia sido catalogada como “item 15.087” e, contrariamente ao resto do tesouro, não se sabia ao certo para que servia. Mas devia ser muito valiosa para estar entre tantos artefatos seletos.

O diretor do Museu de Atenas, Valerios Stais, analisou cuidadosamente aquilo que parecia ser uma máquina. Pois se tratava de uma peça de bronze calcificado e corroído pela água que exibia incrustados restos de engrenagens.

Novas expedições juntaram fragmentos desse objeto: 82 no total. Ele deve ter tido 30 centímetros de altura por 15 de largura, e estava composto de várias rodas dentadas superpostas, onde estavam gravados 3.000 caracteres. O todo ficava protegido por uma caixa de madeira.

Acreditava-se que os níveis de precisão e miniaturização do engenho só haviam aparecido cerca de 1.400 anos depois, como nos relógios astronômicos das catedrais, capazes de reproduzir o movimento dos planetas, do Sol e da Lua, e predizer suas fases.

Os investigadores discutiram durante anos o que seria aquela peça. Só concordaram em que era um aparelho pequeno, leve e portátil.

À procura de uma pista, os arqueólogos recorreram às bibliotecas. E identificaram alusões inquietantes, que acabaram sendo esclarecedoras.

Encontraram que Arquimedes (287 a.C. – 212 a.C.), o maior matemático e inventor da Antiguidade, escrevera um manual com o título: Sobre a construção de máquinas de astronomia.

Também o filósofo e político Marco Túlio Cícero (106 a.C. – 43 a.C.), em seu tratado De republica, descreve engenhos que podiam calcular os eclipses em função de outros movimentos dos astros.

Ele também menciona que no ano 212 a. C., o cônsul romano Marco Claudio Marcelo (268 a.C. – 208 a.C.) conquistou Siracusa (Sicília). E dali trouxe um objeto fascinante feito por Arquimedes.

Documentário do History Channel:




Tudo apontava na direção do “item 15.087”, que os cientistas começaram a chamar de “mecanismo de Anticitera”, local da descoberta, e parecia ter relação com o aparelho roubado em Siracusa. Ele talvez fosse uma versão 2.0 mais aperfeiçoada do invento de Arquimedes.

De 1951 até 1983, o físico inglês Derek de Solla Price tirou muitas radiografias das peças enferrujadas e reconstituiu o mecanismo. Segundo ele, o modelo mostrava a posição do Sol e da Lua no zodíaco e apontava as datas para as colheitas.

A descoberta de Solla Price foi ouvida com desconfiança: parecia algo moderno demais, até desprestigiante para a ciência da computação moderna.

Mas Michael Wright, especialista em engenharia mecânica do Museu da Ciência de Londres, obteve tomografias irrefutáveis com tecnologia 3D. O mecanismo reproduzia com exatidão os movimentos do céu, as fases lunares, e apontava as festividades religiosas.

Wright construiu uma nova réplica usando as mesmas ferramentas dos gregos, e demonstrou que se tratava de um computador mecânico.

“Tu introduzes uma série de dados e ele te devolve outros relacionados”, explicou num documentário do History Channel.

Computador de Arquimedes (réplica): muitas de suas funcionalidades ainda não foram descobertas
Computador de Arquimedes (réplica): muitas de suas funcionalidades ainda não foram descobertas
Eis a surpresa: os antigos antes de Cristo já tinham concebido e construído o primeiro computador da História.

O consenso científico hodierno concorda em que o “mecanismo de Anticitera” ou “computador de Arquimedes” era um planetário portátil que era movido com uma manivela lateral e mostrava a posição presente e futura do Sol, da Lua e dos cinco planetas então conhecidos: Marte, Júpiter, Vênus, Saturno e Mercúrio.

Tinha detalhes extremamente refinados: a agulha da Lua acelerava e desacelerava ritmicamente, copiando a órbita real. Outra agulha lembrava ao usuário que este devia fazer retroceder um dia em cada 76 anos, o hiper-preciso calendário.

No início do III milênio o “computador de Arquimedes” ainda continha segredos a revelar.

Um consórcio de astrônomos e historiadores liderados pelo matemático inglês Tony Freeth lançou o Antikythera Mechanism Research Project.

Um fabricante de tomógrafos aceitou criar um com potência suficiente para penetrar em todos os níveis do equipamento enferrujado retirado do fundo do mar.

Não foi pouca coisa. Pois o singular tomógrafo pesa oito toneladas e foi levado em caminhão de Londres até Atenas.

O esforço foi bem compensado: o tomógrafo produziu uma série de imagens em alta resolução e em 3D. O mecanismo ainda conservava 27 engrenagens, talvez a metade dos originais, concentrados em sete centímetros.

“Foi como ver um mundo novo”, comenta Freeth no documentário The 2000 year-old computer (“O computador de dois mil anos”) documentário especial da BBC.

Com base nas tomografias e técnicas especiais para detectar antigos traços de pintura, Feeh identificou as letras gregas que a corrosão do mar havia apagado.

As letras formavam frases: “a cor é negra”, “a cor é vermelho- sangue”. Isso confirmava que o aparelho também predizia eclipses solares e lunares.

Documentário da BBC:



Freeth também verificou que uma espécie de relógio embutido anunciava a data dos jogos pan-helênicos, que incluíam gladiadores.

O relógio dava maior destaque aos Jogos Ístmicos, celebrados em Corinto. Os investigadores descobriram também que o calendário concordava com o da colônia grega de Siracusa. Então, a mão inspiradora ou inventora de Arquimedes tornou-se ainda mais patente.

Desde 2008, outra equipe, sustentada pela Universidade Puget Sound de Tacoma e pela Fundação Fulbright, e liderada pelos cientistas James Evans e Christián Carman, descobriu que a escala do zodíaco não estava dividida em partes iguais.

A agulha que representava o Sol demorava mais em algumas das zonas, acelerava e desacelerava acompanhando o ritmo da Lua.

As reconstituições tentam compreender como e para o que pode ter sido feito na Antiguidade um mecanismo que se acreditava exclusivo da Era Contemporânea
As reconstituições tentam compreender como e para o que
pode ter sido feito na Antiguidade
um mecanismo que se acreditava exclusivo da Era Contemporânea
Procura-se saber o uso que lhe era dado.

“O mais provável é que fosse uma espécie de computador. Se queres saber quando será o próximo eclipse, bastava girar a manivela até sair a predição. Se queres saber onde estava Marte no dia em que nasceste, basta girar o calendário até o dia de teu nascimento e ficarás sabendo”, disse Christián ao jornal “Clarin” de Buenos Aires. 

Christián estudou as imagens gravadas na face posterior do mecanismo e descobriu os eclipses ordenados num ciclo que se repetia a cada 47 meses. Tratava-se só dos eclipses no hemisfério norte, o único que os gregos podiam observar.

Os cientistas queriam saber a data em que foi feito o “computador de Arquimedes”. Por sua parte, os epigrafistas, ou especialistas em inscrições antigas, dataram as inscrições entre o ano 250 a.C. e o 50 a.C., um espectro de tempo assaz grande que incluía dez eclipses.

Com base nos estudos de Alexander Jones, que estabeleceram a velocidade lunar de alguns eclipses, Christián descartou nove dos dez possíveis. Só uma hipótese ficou de pé: o primeiro eclipse do mecanismo aconteceu no dia 25 de junho de 205 a. C., às 15.35, hora local de Atenas.

Portanto, o calendário de Anticitera começou a funcionar em agosto ou setembro do ano 216 antes de Cristo, quando Arquimedes ainda estava vivo.

Apesar da precisão deste dado, ainda há outras variáveis para serem decifradas, sugeridas por engrenagens cuja finalidade ainda não foi identificada.

Christián observou o fascínio que produz um instrumento que passou 2.000 anos no fundo do mar.

De fato, o reaparecimento do engenho aponta que muitas coisas de que a modernidade se ufana foram na realidade inventadas há milênios, sem dinheiro nem maquinarias complicadas, mas apenas contemplando com sabedoria natural a ordem posta por Deus no Universo criado.

Documentário do governo grego:



domingo, 28 de dezembro de 2014

Quem foram os Reis Magos?

'A viagem dos Magos' (1894), Jacques-Joseph Tissot (1836-1902), pintor francês.

Um antigo documento conservado nos Arquivos Vaticanos lança uma certa luz, embora indireta e sujeita a caução, sobre a pessoa dos Reis Magos que foram adorar o Menino Jesus na Gruta de Belém. A informação foi veiculada por muitos órgãos de imprensa e páginas da Internet.

O documento é conhecido como “A Revelação dos Magos”. Provavelmente seja algum “apócrifo”, nome dado aos livros não incluídos pela Igreja Católica na Bíblia. Portanto, não são “canônicos”, apesar de poderem ser de algum autor sagrado.

“Canônico” deriva de “Cânon”, que é o catálogo de Livros Sagrados admitidos pela Igreja Católica e que constituem a Bíblia. Este catálogo está definitivamente encerrado e não sofrerá mais modificação.

Há uma série de argumentos profundos que justificam esta sábia decisão da Igreja.

Entretanto, uma extrema ponderação em apurar a verdade faz com que a Igreja não recuse em bloco esses “apócrifos” e reconheça que pode haver neles elementos históricos ou outros que ajudem à Fé.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

domingo, 21 de dezembro de 2014

“Sou eu, Jesus... Venho te visitar”. Um conto de Natal

Pedindo esmola. Alexandre-Gabriel Decamps (1803-1860), col. part.
Pedindo esmola.
Alexandre-Gabriel Decamps (1803-1860), col. part.


Paul está sentado nas pedras frias da escadaria da Igreja de São Tiago, numa pequena cidade da Baviera (Alemanha). Como sempre, encontra-se ali pedindo esmolas.

Antes das Missas, abre a porta da igreja para os fiéis e lhes sorri amavelmente, deixando ver uma boca já praticamente sem dentes.

Ele tem 50 anos e faz parte daqueles mendigos sem teto que lutam para sobreviver. Seu corpo está consumido não somente pelo frio e pela fome, mas também pelo excesso de álcool.

Parece muito mais velho do que é na realidade. Se ao menos tivesse forças para lutar contra este vício, pensa ele continuamente... E faz o firme propósito de parar de beber.

Mas quando a noite chega e com ela a lembrança de sua família, perdida num trágico acidente, ele não resiste e recorre ao consolo da garrafa. O álcool amortece então o vazio em sua alma, pelo menos por um curto espaço de tempo.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O Espírito Santo canta o Natal pela voz da Igreja Católica



O Natal é cantado por todos os povos com seus estilos próprios, em Vladivostock, no Ceilão, no Pamir, ou em qualquer recanto do mundo. Porque a alma universal da Igreja Católica está em todas as latitudes.

Porém, a Igreja, Ela mesma, comemora o Natal com seu canto próprio: o cantochão, cantado a uma só voz, sem ritmo, sem acompanhamento, sem ornatos, aproveitando o som das palavras para sublinhar seu significado profundo.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Boas notícias do espaço: descoberto “muro invisível”
que protege a Terra contra radiação letal

Ilustração didática da atividade dos anéis de Van Allen
Ilustração didática da atividade dos anéis de Van Allen


Notícias tranquilizadoras sobre a natureza e o nosso meio ambiente provêm com relativa frequência da ciência objetiva.

Mas elas não obtêm espaço na mídia, que prefere os anúncios estarrecedores ou deprimentes, e rara vezes verdadeiros, do ambientalismo radical.

É o caso da descoberta surpreendente, e até agora inexplicada, feita por uma dupla de satélites da NASA (National Aeronautics and Space Administration – Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) e reportada em 27.11.14 pela revista científica britânica “Nature”.

Os satélites detectaram um campo de força invisível e impenetrável, a cerca de 11 mil km da superfície da Terra, que protege nosso planeta de doses letais de radiação. O anúncio foi noticiado por Salvador Nogueira blogueiro da Folha de S.Paulo.

As sondas Van Allen foram lançadas em agosto de 2012 com o objetivo estudar os ‘cinturões de Van Allen’, dois anéis de radiação resultantes da interação do campo magnético terrestre com as partículas emanadas constantemente do Sol.

Os dois cinturões, aliás, foram a primeira descoberta da era espacial, feita em 1958 pelo cientista americano James Van Allen, da Universidade de Iowa.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

26 catedráticos espanhóis: o “ateísmo científico”
não tem base na ciência



Vinte e seis professores catedráticos de diversas áreas da Ciência, que lecionam ou trabalham em 14 universidades espanholas, publicaram um livro para rebater a suposta incompatibilidade entre a Religião e a Ciência, espalhada por alguns “cientistas materialistas”, informou a agência Infocatólica.

O livro veio à luz uma semana após o cientista Stephen Hawking defender que não acredita em Deus, nem na sua existência, e nem mesmo numa necessidade matemática de um Deus criador do universo, como afirmava outrora.

A declaração de Hawking teve certa repercussão, pois ele ganhou notoriedade sustentando uma espécie de necessidade da existência de Deus derivada das equações do Universo.

A hipótese de Hawking era digna de consideração. E foi muito bem recebida nos ambientes mais científicos, menos defensores da fé e do catolicismo. Agora, porém, Hawking decepcionou a todos eles.

Entre os autores do novo livro que põem as coisas em seu lugar, encontra-se o Prof. David Jou, catedrático de Física da Matéria Condensada na Universidade de Barcelona.

Aliás, ele é tradutor para o espanhol da obra de Hawking, tendo prefaciado todas as obras publicadas até hoje pelo cientista que agora adotou o ateísmo.

O livro “60 preguntas sobre ciencia y fe respondidas por 26 profesores de universidad” (“60 perguntas sobre ciência e fé respondidas por 26 professores universitários”) foi editado pela Editorial Stella Maris.

Os especialistas espanhóis sustentam que o conhecimento científico atual fornece dados que “analisados sem interpretações materialistas e ateias”, não são “de maneira alguma incompatíveis com a doutrina cristã”.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Patena eucarística com Cristo em Majestade,
uma das mais antigas já achadas

A patena nas mãos de um restaurador.
A patena eucarística com Cristo em Majestade nas mãos de um restaurador.


Na localidade espanhola de Cástulo, província de Jaén, uma equipe de arqueólogos engajados no Projeto de Investigação Forvm MMX desenterraram e os, depois, especialistas em restauração recuperaram uma peça única do século IV que representa a Nosso Senhor Jesus Cristo em uma patena de fino vidro.

Trata-se de uma das mais antigas imagens do Cristianismo representando o Divino Redentor.

Cástulo é um dos mais ricos sítios arqueológicos da Espanha. Foi uma cidade romana hoje reduzida a ruínas, mas que apresenta uma surpreendente preservação. Nela foram feitas descobertas notáveis, como pisos de mosaicos complexos que podem ser admirados no local.

Um dos edifícios descobertos parecia ter servido de igreja católica e testemunha quão cedo o catolicismo penetrou na Península Ibérica.

No local, durante três anos, os arqueólogos foram retirando pacientemente pequenos fragmentos de vidro das ruínas de uma basílica.

Mas foi só no mês de julho que localizaram fragmentos que “por seu tamanho e pelos desenhos que continham” revelaram “um documento arqueológico excepcional”, segundo explicou à agência AFP o chefe do projeto, Marcelo Castro.

Limpados com extremo cuidado e depois colados, os fragmentos mostraram constituir uma patena, o prato precioso que era colocado sob o queixo do fiel para evitar que algum fragmento do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Eucarístico pudesse cair no chão.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Angkor Wat: o mistério da cidade perdida
vasculhado com raios laser

Templo central de Angkor Wat. O que fez os habitantes abandonarem intacta uma cidade opulenta?
Templo central de Angkor Wat. O que fez os habitantes abandonarem intacta uma cidade opulenta?


Nas profundezas da selva do Cambodge surge uma vasta cidade religiosa de vistosa concepção arquitetônica, recoberta de baixos-relevos e estátuas de tipo iniciático, em geral lascivas ou monstruosas, fazendo alusão a divindades infernais.

Trata-se de Angkor Wat, ou Cidade do Templo, construída pelo rei Suryavarman II no início do século XII. A cidade incluía o templo central e a capital do Estado, tendo-se tornado o centro político e religioso do império khmer, ou cambodgeano.

O centro dessa cidade de 200 hectares era rodeado por um muro e um lago perimetral de 3,6 km de comprimento por 200 metros de largura.

A cidade e a área circunvizinha agora foi vasculhada com um avançado sistema de raios laser operado por cientistas da Universidade de Sidney, Austrália.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Há 168 anos: como é que se deu
a aparição de Nossa Senhora em La Salette?

Mélanie e Maximin, os dois videntes, desceram para ver uma grande luz, dentro da qual havia uma Dama
Mélanie e Maximin, os dois videntes, desceram para ver uma grande luz, dentro da qual havia uma Dama

Na manhã do 19 de setembro de 1846 Maximin acompanhou Mélanie para cuidar do gado. Era um dia bonito, o céu estava sem nuvens e o sol brilhava intensamente.

Subiram o morro de La Salette (França) até uma altura de 1.800 metros, sem poderem imaginar o evento sobrenatural que haveriam de testemunhar.

Maximin queria brincar. Ela lhe propôs seu entretenimento preferido: fazer o que ela chamava de paraíso, isto é, uma casinha de pedras toda recoberta de ramalhetes feitos com flores silvestres, que desabrocham naturalmente nas alturas.

Chegando a uma curva do terreno protegida dos ventos, começaram a levantar o paraíso. No local há muita ardósia, pedra que forma placas e se prestava para o brinquedo.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

NASA informa que o sol quase “torrou” a civilização da informação. Mas a Providência Divina impediu o desastre que as ciências e as técnicas nunca conseguiriam evitar

Representação artística da força de uma erupção solar. A Terra (ponto azul embaixo) aparece muito mais perto do sol para ilustração.
Representação artística da dimensão e força de uma erupção solar.
A Terra (ponto azul embaixo) aparece muito mais perto do sol para ilustração.


Por que o relacionamento entre a ciência e a Igreja ficou enrarecido e até envenenado em relevantes proporções?

Houve fatores históricos bem conhecidos. Notadamente o movimento naturalista que preparou a Renascenca, desenvolveu-se no Iluminismo, e acabou dando no materialismo comunista.

Esse processo histórico caminha para a sua extinção. A religião – por vezes, misturada de primitivas superstições orientais como nas obras da Nova Era – vai pondo de lado o naturalismo agnóstico.

Porém, ainda perduram em nossos dias fatores de incompreensão e atrito entre as ciências naturais (a Ciência) e divinas (a teologia e/ou a Igreja Católica, pregadora da religião verdadeira).

Entre esses fatores figura um, de natureza mais bem psicológica, que recentes noticias provenientes da NASA e de fenômenos atmosféricos nos ajudam a focalizar.

No conceito da ordem natural – professada até por filósofos pagãos e pelo catolicismo, que a resume nos Mandamentos –, Deus, criador de todas as coisas, vela pelo andamento harmonioso da ordem do Universo.

Ele é o dono da vida, e chama os homens quando decide que é o momento; é Aquele que governa tudo quanto existe por meio de Sua Providência supremamente sapiencial.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A ciência à procura de indícios do Dilúvio

Iluminura mongol, reprodução contemporânea de uma pintura alusiva da Arca de Noé
Iluminura mongol, reprodução contemporânea
de uma pintura alusiva da Arca de Noé


Na tradição unânime dos povos da Antiguidade, o Dilúvio se apresenta como um fato histórico incontestável. E o Livro do Gênesis fornece a melhor descrição.

Porém, devido à grande distância no tempo, certas perguntas afloram continuamente nos espíritos.

Uma delas – não a única – gira em volta da seguinte interrogação: como é que pode ter acontecido um fenômeno tão colossal e tão universal?

A Bíblia é suficiente para a Fé. Mas o que diz a ciência?

Há provas dele? Se há, onde estão?

Se não há, quem fala claramente e põe o dedo na chaga?

Assim como o texto bíblico e a Fé são claros, a ciência se enche de teorias e experiências de diversos tipos, sem ter chegado até agora a um consenso.

A ciência não pode menosprezar a opinião unânime dos povos antigos. E de fato não o faz. Há muito saiu à procura de uma explicação. Até o momento ela não achou nenhuma explicação que reúna um certo consenso científico.

Porém está trabalhando com vultosos gastos, o que não faria caso achasse que o Dilúvio é um mero mito.

O arqueólogo submarino Robert Ballard é um dos mais famosos na especialidade. Foi ele quem descobriu em 1985 o casco do Titanic, afundado a 3.798 metros de profundidade; o couraçado Bismarck em 1989, e em 1998 os restos do porta-aviões USS Yorktown, afundado em 1942 na batalha de Midway.

Ballard e sua equipe defendem ter achado as provas de que o Dilúvio bíblico aconteceu efetivamente. Seus trabalhos são patrocinados pela “National Geographic Society”, que vem promovendo estudos geográficos desde 1888.

Em entrevista à ABC News, ele defendeu ter identificado restos de uma antiga civilização sepultada pelas águas no tempo de Noé, nas profundezas do Mar Negro, próximo da Turquia.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Novidades assombrosas chegam do Carmelo de Coimbra.
Texto inédito da Irmã Lúcia.

O livro "Um caminho sob o olhar de Maria" editado pelo Carmelo de Coimbra.
O livro "Um caminho sob o olhar de Maria" editado pelo Carmelo de Coimbra.

Em raras ocasiões, temos publicado matérias não diretamente relacionadas com a temática específica de nosso blog.

É o caso agora do post “Novidades assombrosas chegam do Carmelo de Coimbra” sobre documento inédito da Irmã Lúcia.

O post foi publicado no blog “A Aparição de La Salette” e acreditamos possa ser de interesse para muitos leitores deste blog.

Um documento inédito da Irmã Lúcia que se insere no conjunto profético de Fátima foi publicado pelo Carmelo de Coimbra.

Esse documento revela coisas novas e pasmosas sobre o desfecho da crise do mundo que abandonou a Fé e a Civilização Cristã.

A origem desse documento é a seguinte. O Carmelo de Coimbra, onde viveu seus últimos anos e morreu (em 2005) a Irmã Lúcia, publicou um livro oficial com o título Um caminho sob o olhar de Maria.

Trata-se de uma biografia da vidente de Fátima, redigida por suas irmãs do Carmelo. Ela inclui documentos inéditos escritos pela própria religiosa.

Eis os dados bibliográficos do livro: Um caminho sob o olhar de Maria — Biografia da IRMÃ Maria LÚCIA de Jesus e do Coração Imaculado, Carmelo de Santa Teresa, Edições Carmelo, Coimbra, 2013, 496 pp. http://lucia.pt/lucia/livros_lucia.php

A Terceira Guerra Mundial

Hoje se fala muito que vivemos no conturbado período histórico lugubremente inaugurado pela I Guerra Mundial. A II Guerra foi um deplorável desdobramento da Primeira, segundo a afirmação geral dos historiadores mais reputados.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A “escada milagrosa” de São José
é verdadeiramente miraculosa?



Há na cidade de Santa Fé, no Estado do Novo México, EUA, uma capela conhecida como Loretto Chapel.

Nela destaca-se uma bela e despretensiosa escada.

A piedade tradicional atribui a construção a São José.

Mas, quem a fez? Como a fez? Ninguém consegue descifrar o mistério da "escada milagrosa".

A piedosa tradição

Em 1898 a Capela passou por uma reforma. Um novo piso superior foi feito, porém faltava a escada para subir.

As Irmãs consultaram os carpinteiros da região e todos acharam difícil fazer uma escada numa Capela tão pequena.

As religiosas, então, rezaram uma novena a São José para pedir uma solução.

No último dia da novena, apareceu um homem com um jumento e uma caixa de ferramentas. Ele aceitou fazer a escada, porém exigiu que fosse com as portas fechadas.

Meses depois a escada estava construída como queriam as Irmãs. No momento de pagar o serviço, o homem desapareceu sem deixar vestígios.

As religiosas puseram anúncios no jornal local e procuraram por toda a região sem encontrar quaisquer noticias ou informações sobre o ignoto carpinteiro.