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segunda-feira, 19 de março de 2012

Jerusalém: os mais antigos registros arqueológicos cristãos professam a fé na Ressurreição de Cristo, e dos homens no fim do mundo

Braço robótico com câmeras pôde fotograr o túmulo

Um túmulo localizado em Jerusalém vem sendo estudado por cientistas há três décadas.

Ele apresenta indícios que confirmam a fé na Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo professada já no primeiro século de nossa era, quiçá antes mesmo da redação dos Evangelhos. Os indícios remontariam a antes mesmo da destruição da cidade pelas legiões romanas e a dispersão dos judeus.

Assim o afirmou o grupo de arqueólogos e especialistas em assuntos religiosos que no fim de fevereiro deste ano apresentou em Nova York as conclusões da exaustiva pesquisa.

“Até agora me parecia impossível que tivessem aparecido túmulos desse tempo com provas confiáveis da ressurreição de Jesus ou com imagens do profeta Jonas, mas essas evidências são claras”, afirmou à Agência Efe o professor James Tabor, diretor do Departamento de Estudos Religiosos da Universidade da Carolina do Norte e um dos responsáveis pela pesquisa.

Na gravura: peixe expele homem (Jonas): imagem usada
por Jesus Cristo para ensinar sua próxima Morte e Ressurreição
Os judeus não usavam imagens antropomórficas ou de animais em sua arte religiosa, pois tal lhes fora proibido por Deus devido à tendência deles a imitar os povos vizinhos e cair na idolatria.

Portanto as imagens só podem ter sido feitas por cristãos e para túmulos de judeus cristãos conhecedores dos fatos bíblicos.

O referido túmulo foi descoberto em 1981, durante a construção de um prédio no bairro de Talpiot, situado a menos de quatro quilômetros da Cidade Antiga de Jerusalém.

Ao lado de Rami Arav, professor de Arqueologia da Universidade de Nebraska, e do cineasta canadense de origem judaica Simcha Jacobovici, Tabor conseguiu uma permissão da Autoridade de Antiguidades de Israel para escavar o local entre 2009 e 2010.

Animal marinho devolve Jonas. Pintura numa catacumba cristã romana
a se comparar com a gravura judaica acima achada em Jerusalém
Em um dos ossuários encontrados – que os especialistas situam em torno do ano 60 d.C. – pode-se ver a imagem de um grande peixe com uma figura humana na boca. Segundo os pesquisadores, representaria um fato bíblico da vida do profeta Jonas.

O episódio em que uma baleia engoliu o profeta Jonas após um naufrágio e o depositou numa praia foi empregado por nosso Senhor Jesus Cristo como prefigura de sua Morte e Ressurreição.

São Mateus: Nosso Senhor profetiza sua Morte e Ressurreição. Imagem do profeta Jonas

38. Então alguns escribas e fariseus tomaram a palavra: Mestre, quiséramos ver-te fazer um milagre.

39. Respondeu-lhes Jesus: Esta geração adúltera e perversa pede um sinal, mas não lhe será dado outro sinal do que aquele do profeta Jonas:

40. do mesmo modo que Jonas esteve três dias e três noites no ventre do peixe, assim o Filho do Homem ficará três dias e três noites no seio da terra.

41. No dia do juízo, os ninivitas se levantarão com esta raça e a condenarão, porque fizeram penitência à voz de Jonas. Ora, aqui está quem é mais do que Jonas. (Mateus 12, 38-40)

Realizada com uma equipe de câmeras de alta tecnologia, a pesquisa também descobriu uma inscrição grega que faz referência à Ressurreição de Jesus, detalhou à Agência Efe o professor Tabor.

Mapa do túmulo familiar
O especialista acrescentou que essa prova pode ter sido realizada “por alguns dos primeiros seguidores de Jesus”.

“Nossa equipe aproximou-se do túmulo com certa incredulidade, mas os indícios que encontramos são tão evidentes que nos obrigaram a revisar todas as nossas presunções anteriores”, acrescentou.

A tumba fica a 20 metros de profundidade, mas religiosos ortodoxos judaicos não permitiam a escavação, fato pelo qual as autoridades políticas selaram a tumba.

Tabor e Rami Arav conseguiram um braço robótico equipado com uma câmera para fotografar o subterrâneo através de um respiradouro do mesmo.

Se as inscrições nos ossuários forem de fato cristãs, como acreditam os pesquisadores, essas gravuras constituem o mais antigo registro arqueológico do cristianismo já encontrado.

Inscrição em grego antigo pede a ressurreição
Segundo Tabor, elas foram feitas provavelmente por cristãos de Jerusalém poucas décadas após a Ressurreição e poderiam ser mais antigas que os próprios Evangelhos.

Lê-se num dos ossuários em grego antigo: “Divino Jeová, levanta-me, levanta-me”, ou “Divino Jeová, levanta-me até o Lugar Sagrado”, orações que professam a fé católica na ressurreição, no fim dos tempos.

“Essa inscrição tem algo a ver com a ressurreição dos mortos ou é uma expressão da fé na Ressurreição de Jesus”, disse Tabor.

“Uma declaração sobre a ressurreição em uma tumba judaica desse período seria impossível”, acrescentou.

“Nossa equipe estava descrente, mas com essa evidência saltando aos nossos olhos tivemos que rever nossas premissas anteriores”.

Cruz inscrita num dos muros
Nos primeiros túmulos cristãos das catacumbas romanas, a figura de Jonas sendo devolvido pelo peixe é um dos motivos mais comuns para significar a ressurreição.

Mas a imagem nunca havia sido encontrada sobre uma peça arqueológica do século I. Mais inesperado ainda é que se trata de arte judaica em Jerusalém, onde a religião hebraica proibia a reprodução de imagens de pessoas ou animais.

Como é de praxe, em torno dessas descobertas recentes já existe uma certa polêmica, a qual poderá ajudar a esclarecer definitivamente o valor das mesmas. A desqualificação a priori esvazia qualquer crítica verdadeiramente científica.

Tabor acaba de publicar o livro The Jesus Discovery, o qual contém todas as conclusões de sua pesquisa. O relatório com as fotos de seu trabalho pode ser descarregado na íntegra AQUI: “A Preliminary Report of a Robotic Camera, James D Tabor”.




segunda-feira, 5 de março de 2012

O exoplaneta Gliese 436b e “os possíveis de Deus”

Planeta extrasolar GJ 436b. Imagem artistica
Astrônomos de diversas equipes confirmaram a descoberta de mais um planeta extrasolar, ou exoplaneta.

Localizado na constelação do Leão, a 30 anos-luz da Terra, ele foi descoberto originalmente – segundo equipe do Observatório de Genebra – pelos cientistas do Carnegie Institute de Washington e da Universidade de Califórnia–Berkeley, tendo sido chamado GJ 436b, ou também Gliese 436b.

Não é o primeiro planeta a ser descoberto fora do sistema solar. E provavelmente não será o último, pois muitos outros ainda poderão ser detectados.

O planeta possui características surpreendentes para quem está habituado à nossa aconchegante Terra.

De acordo com os astrônomos, que usaram o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, o GJ 436b tem o tamanho de Netuno.

Ele orbita a pequena distância da estrela vermelha Gliese 436. Por isso, seu ano dura 2 dias e 15 horas e meia. A proximidade de seu sol faz com que a temperatura estimada na sua superfície seja de 439 °C.

O GJ 436b comparado com a Terra
O GJ 436b está composto basicamente de água. Os cientistas veem neste fato uma prova de que exoplanetas podem conter oceanos.

Porém, o verdadeiramente surpreendente é que no Gliese 436b, sob temperaturas que fazem evaporar a água, esta se encontre em estado sólido!!!

Segundo os cientistas, a contradição de água quentíssima (acima do ponto de evaporação) em estado sólido (como o gelo) é explicável pela fabulosa pressão existente no planeta.

“A água está congelada pela pressão, mas é quente. É meio estranho, estamos acostumados ao fato de a água mudar de condição devido à temperatura, mas na realidade a água também pode ser solidificada pela pressão”, disse o astrônomo Frederic Pont, que ajudou na descoberta.

Planeta extrasolar Gliese 436b numa outra imagem artistica
É provável que o planeta também seja coberto por hidrogênio, disseram os cientistas. Tudo isso implica condições materiais que dificilmente levariam à vida. “Não é um planeta lá muito hospitaleiro”, acrescentou Pont.

“A partir do tamanho e da massa obtemos a densidade”, afirmou Pont, explicando que a densidade do planeta sugere que ele seja feito de água.

Os astrônomos já encontraram cerca de 200 planetas orbitando outras estrelas que não o nosso Sol. Muitos deles parecem ser gigantes de gás como Júpiter, hipótese que põe em relevo a singularidade do Gliese 436b.

A existência desse planeta tão original – e de outros, também muito originais, que poderão ser descobertos pela ciência – levanta um tema que não costuma ser tratado na nossa época de pouco interesse pelos temas relacionados com a fé, sobretudo com Deus.

Mas, nos séculos da Fé – e até entre os filósofos pagãos gregos –, o assunto foi levantado, gerou disputas do mais alto nível, e explicitações que ajudam a compreender a existência do planeta agora descoberto.

Trata-se da questão mais conhecida como “os possíveis de Deus”.

Em termos simples, ela se formula assim:

1) Deus é onipotente e criou o Universo tal como nós o conhecemos.

O infinito poder criador de Deus poderia ter feito muitos universos diferentes,
mas na sua infinita sabedoria Ele escolheu o modelo mais adequado
para Lhe dar toda a glória que um conjunto criado é capaz
2) Mas, precisamente porque é onipotente, Ele poderia ter criado um Universo completamente diverso, com belezas e harmonias insuspeitadas pelo nosso pobre intelecto humano.

3) Sendo Ele infinito, na mente divina haveria incontáveis universos possíveis, como na mente de um artista há inumeráveis obras de arte possíveis.


4) A questão desdobra-se em muitas outras: por que é que Ele fez o mundo do jeito que o conhecemos. Não poderia tê-lo feito melhor? E assim por diante.


Na Idade Média, Santo Tomás de Aquino – o Anjo das Escolas – deu as respostas certas a essas indagações, respostas que orientam desde então os bons teólogos.

Resumindo muito, Santo Tomás, juntamente com Santo Agostinho, afirma que em Deus existem incontáveis mundos e coisas possíveis, quer dizer, que Ele poderia ter criado.

Mas, como Deus faz tudo com suma perfeição e sabedoria, na hora de criar o Universo Ele escolheu a estrutura mais perfeita, que mais resplandecesse Sua sabedoria e Lhe rendesse maior glória.

E não adianta dizer que no nosso vale de lágrimas – ou seja, na Terra – há coisas que não são boas, como a doença e o pecado, e que, portanto, Deus errou ou escolheu o modelo errado quando a criou.

Essa objeção seria verdadeira – embora quase blasfema – se toda a Criação se resumisse no planeta Terra. Mas não é assim. A Terra é apenas um local de exílio para o homem pecador que abandonou o Paraíso pelo próprio pecado.

O Paraíso também faz parte do Universo criado, assim como o Céu Empíreo, quer dizer, o local material onde estão os corpos santíssimos de Nosso Senhor Jesus Cristo e de Nossa Senhora.

Para ali também irão os bem-aventurados após a Ressurreição dos corpos, a fim de ali gozarem eternamente enquanto suas almas contemplam a Deus.

Partindo do Céu Empíreo, os bem-aventurados poderão visitar o Paraíso – esta Terra purificada pelo fogo da conflagração final – e reviver os momentos transcendentais de sua vida na Terra.

Os corpos resurrectos poderão visitar sem esforço nem constrangimento todos os locais do universo – inclusive o GJ 436b! –, contemplando a maravilhosa obra do Criador.

Fazem parte ainda da Criação – e formam sua parte principal – os espíritos celestes, isto é, os nove Coros de anjos, com os quais os bem-aventurados viverão em comércio habitual.

Então ficará evidente a sabedoria suprema de Deus ao escolher as proporções, formas e variedades hierárquicas harmônicas deste Universo que Ele quis criar para Lhe dar glória extrínseca eternamente.

Mas, voltando ao GJ 436b, as descobertas neste planeta nos falam de um “possível de Deus” realizado num astro longínquo.

Elas nos instruem sobre o ilimitado poder e a infinita criatividade de Deus, que estonteiam sábios e ignorantes.

Por vezes, encontramos fotografias submarinas com peixes de cores, formas e movimentos inimagináveis, circulando entre corais, algas, animais marinhos e formações rochosas inesperadas.

Mais uma lição divina dos incontáveis possíveis de Deus – nestes casos instalados no fundo do mar – para que os homens, um dia ali descendo, compreendessem o formidável poder e riqueza da inteligência criadora de Deus.

O mesmo poderíamos argumentar com base em locais inóspitos para o homem nesta Terra, mas dotados de belezas únicas.

Os gelos da Antártida, por exemplo. Como seria um mundo todo feito da alvura, luminosidade e cristalinidade dos gelos dos polos?

Ou com base nas belezas das culminâncias das mais altas montanhas do Himalaia ou dos Andes que tantas pessoas vão procurar até com risco da própria vida?

Ou até com a beleza fascinante de desertos como o Saara...

Quiçá ainda teremos ocasião de voltar em outro post à consideração dos “possíveis de Deus”, cuja riqueza insondável a descoberta de GJ 436b nos convida a admirar e adorar.

Também convida a reconhecer nossa pequenez, e a compreender a bondade divina que nos tirou do nada para sermos filhos de um Deus de tal maneira magnífico.




segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Na Turquia anticristã é descoberta a tumba do apóstolo São Felipe

São Felipe Apóstolo catequiza eunuco etiope,
Exeter College chapel, Oxford.
Fato nos Atos 8,26-4
Uma missão arqueológica italiana garante ter encontrado a tumba de São Felipe, um dos 12 Apóstolos escolhidos por Nosso Senhor Jesus Cristo para serem os primeiros bispos e sobre eles, sob o primado de Pedro, estabelecer a hierarquia da Igreja Católica.

A descoberta aconteceu em Pamukkale, antiga Hierápolis, na Anatólia Ocidental (Turquia). O apóstolo São Felipe morreu nessa cidade, depois de ter pregado na Grécia e na Ásia Menor, informou a agência Zenit.

Hoje as relíquias de São Felipe são veneradas na basílica dos Doze Apóstolos em Roma, para onde foram levadas em tempos remotos.

A Basílica foi construída para conservar seus restos e depois passou a ser dedicada aos Doze Apóstoles. Está na praça do mesmo nome, junto ao Palácio Colonna, muito perto da centralíssima Piazza Venezia.

Porém, sabia-se que o primeiro túmulo do grande apóstolo estivera em Hierápolis, onde ele fora objeto de grande veneração.

No século IV, Eusebio de Cesareia escreveu que duas estrelas brilhavam na Ásia: João, sepultado em Éfeso, e Felipe, “que descansa em Hierápolis”.

Túmulo de São Felipe Apóstolo em Roma.
Junto com o apóstolo São Tiago o menor
Entretanto, a outrora orgulhosa e poderosa cidade de Hierápolis hoje está em ruínas. Os vestígios do túmulo original haviam desaparecido.

Agora, a feliz descoberta foi realizada pela missão arqueológica italiana iniciada em 1957. A missão atualmente é composta por uma equipe internacional, dirigida desde o ano 2000 por Francesco D’Andria, professor da Universidade de Salento.


Em 2008, a equipe encontrou a rua que os peregrinos percorriam para chegar ao sepulcro do apóstolo. Agora se atingiu esta tão procurada meta.

Ruínas de Hierápolis
“Junto ao Martyrion (edifício de culto octogonal, construído no lugar onde São Felipe foi martirizado), encontramos uma basílica de três naves, do século V”, explicou o diretor da missão.

“Esta igreja foi construída ao redor de um túmulo romano do século I, que evidentemente gozava da máxima consideração, já que mais tarde se decidiu edificar ao seu redor uma basílica. Trata-se de uma tumba em forma de nicho, com uma câmara funerária.”


Colocando em relação esses e muitos outros elementos, “chegamos à certeza de ter encontrado a tumba do apóstolo Felipe, que era meta de peregrinação a este lugar”, afirma D'Andria.

Todas as grandezas terrenas, como a da pomposa Hierápolis, passam e caem no esquecimento dos próprios humanos. A grandeza dos santos, embora perseguidos e menosprezados em vida, permanece para sempre.

Museu de Hierápolis
Seus túmulos são procurados até por especialistas sem fé, erguem-se igrejas para eles em cidades longinquas.

Até que no dia do Juízo Final ressuscitem em corpo e alma para reinar eternamente em tronos junto a Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Cristofobia que hoje se manifesta na Turquia nessa hora terá sido reduzida a nada.







segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Catedrais góticas: mistério mais grandioso que o das pirâmides do Egito

Amiens, França
A técnica é definida pela Escolástica, da mesma forma que as artes, como “recta ratio factibilium”. Quer dizer, a reta ordenação do trabalho, ou também, a ciência de trabalhar bem.

Hoje, o mal uso da técnica, a empurra para produzir para além do que é bom, e espalhar instrumentos que afligem a vida dos homens.

Nos tempos em que o espírito do Evangelho penetrava todas as instituições, a técnica produziu frutos que vão além do tudo o que a Humanidade conheceu previamente.

Um desses frutos inigualados foi ‒ e continuam sendo ‒ as catedrais medievais.

Até hoje especialistas tentam decifrar como fizeram os arquitetos da Idade Média para, com tão pobres instrumentos, criar obras colossais que “humilham” as técnicas modernas mais avançadas.

Os técnicos das mais variegadas especialidades da construção e também da física, da química e das matemáticas se debruçam para tentar descobrir como os medievais erigiram esses portentos arquitetônicos.

Mergulham eles nos “mistérios das catedrais”.

São muitos os que até agora não estão elucidados: desde as fórmulas químicas desaparecidas que dão aos vitrais tonalidades únicas e irreproduzíveis até os mais complexos cálculos matemáticos e astronômicos que orientaram as proporções cósmicas das Bíblias de pedra.

Beauvais, França
Como decifrar o enigma?

“As catedrais se burlam de nós há oito séculos. Elas resistiram não só às intempéries e aos ataques insidiosos do clima, mas mais ainda por vezes a provas tão violentas como os bombardeios. Como é que estas catedrais loucas aguentam em pé?”, pergunta o arquiteto, historiador e geógrafo Roland Bechmann em seu livro “As raízes das catedrais” (“Les racines des cathédrales”, Payot, Paris, 2011, 330p.).

O livro de Bechmann recebeu elogios das maiores autoridades acadêmicas da França. Ele tem o mérito de mexer numa polêmica silenciosa, mas aberta como uma chaga nas almas de inúmeros franceses.

Enquanto o mundo parece rumar para uma modernidade cada vez mais caótica, as catedrais góticas em seu mutismo eloquente apontam um caminho inteiramente diverso.

O comentarista Paul François Paoli, do jornal “Le Figaro”, resume esse conflito interior dos franceses:

“As catedrais góticas são as pirâmides do Ocidente e nós não acabamos ainda de compreender como é que elas puderam ser construídas numa época considerada como obscura e arcaica do ponto de vista científico”.

O historiador Jacques Le Goff saudou o livro de Bechmann como uma obra prima de interdisciplinaridade sobre “esses prodígios de pedra que continuamos admirando em Amiens, Chartres ou Paris”.





Mas, segundo Bechmann, esses prodígios dizem uma coisa aos homens do século XXI: “como vocês são pequenos!”
Chartres, França
“No fim da época gótica ‒ explica o autor ‒ havia uma igreja para cada 200 habitantes da França, e esses prédios considerados em seu conjunto podiam abrigar uma população maior que a do país inteiro. Calcula-se que em trezentos anos a França extraiu, transportou de charrete e erigiu mais pedra que o antigo Egito em toda sua história”.

Mas não é só uma questão de tamanho e volumes, não, diz Bechmann. É uma questão de ciência e grandeza de alma. E explica:

Se hoje nós devêssemos construir catedrais góticas com os meios de que eles dispunham, nós não conseguiríamos. E mesmo que nós conhecêssemos até os pormenores de seus procedimentos, nós não ousaríamos.

“Calcular a resistência de construções como eles souberam realizar exigiria a ajuda de computadores. E ainda que nós conseguíssemos, haveria todas as chances de que nós chegássemos à conclusão de que essas catedrais, segundo as normas e coeficientes de segurança que nós aplicamos hoje, não poderiam ficar em pé...”

E, entretanto, elas continuam em pé e continuam nos emocionando, acrescenta Paul F. Paoli, jornalista do “Figaro”.

Colônia, Alemanha

O enigma profundo das catedrais e dos homens que as conceberam e realizaram em tão grande número e variedade nos conduz a considerações que superam a própria ciência e à própria técnica.

A primeira e mais imediata consideração é sobre a sabedoria dos construtores. Monges, teólogos, arquitetos, artistas, simples pedreiros, neles parecia habitar uma sabedoria que ia muito além de suas naturezas humanas, por vezes rudes e imperfeitas.

Pelos frutos se conhece a árvore. Pela catedral se conhece a alma dos construtores.

Como foi possível tal afloração simultânea de homens com almas sólidas e plácidas, fortes e delicadas, lógicas e jeitosas, como as que fizeram essas Bíblias de pedra?

Homens que foram a encarnação da virtude da sabedoria. Da sabedoria sobrenatural que só a graça divina dispensa às suas almas mais amadas.

E essa é uma segunda consideração de natureza espiritual.

Foi essa sabedoria sobrenatural, de que a Igreja Católica é a tesoureira, que gerou aqueles homens e suas catedrais.

Longe da Igreja, o homem do terceiro milênio sente-se apequenado, tristonho e cheio de incertezas.

Beauvais, França
Mas, as portas da Igreja estão abertas de par em par, como as portas das catedrais, para acolher esse homem de hoje e reconduzi-lo maternalmente pelas vias da Sabedoria eterna e encarnada, Nosso Senhor Jesus Cristo, pela intercessão de sua Santíssima Mãe.

Basta que a alma queira se abrir inteiramente a esse influxo sobrenatural.

P.S.: Alguém poderia perguntar: como conseguir me doar tão inteiramente à Igreja para receber essa sabedoria? Eu tento e não consigo... sou tão fraco...

Há séculos um grande santo respondeu isso para nós. Ele até excogitou um método para nós miseráveis pecadores receber a Sabedoria eterna e encarnada “sem esforço”.

Foi São Luis Maria Grignion de Montfort com seu método de consagração à Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, na qualidade de servos e escravos.

Foi Ela que inspirou as mais gloriosas catedrais que levam seu nome: Notre Dame. Essa devoção está explicada no famosíssimo livro, disponível em todas as línguas: “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”.

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Na novena de Lourdes, acompanhe online o que está acontecendo na própria Gruta pela Webcam do santuário. 




terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Na oitava de Lourdes: acesse a webcam do Santuário e "visite" a Gruta milagrosa


Acompanhe online o que está acontecendo agora na própria gruta de Lourdes pelas Webcams do santuário. 

CLIQUE AQUI: WEBCAM (Clássica).
DICAS DE VISUALIZAÇÃO:


1) Esta webcam é muito solicitada. Se há sobrecarga: INSISTA que consegue. Use Ctrl+R.
2) Diferença horária entre Brasil e Lourdes (horário de inverno) = 3 horas. Horário de Brasília 12:00 = Lourdes 15:00 (12 +3)


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Para ciência de ponta é impossível reproduzir o Santo Sudário



Os estudos mais exigentes sobre o Santo Sudário de Turim não têm respiro. Técnicas das mais avançadas aplicam-se continuadamente sobre ele ou sobre suas amostras.

E quanto mais sofisticadas, tanto mais surpreendentes são os resultados.

É o caso dos estudos concluídos pelo ENEA italiano, Agência Nacional para as Novas Tecnologias, a Energia e o Desenvolvimento Econômico sustentável, noticiados pelo blog “The Vatican Insider” do jornal “La Stampa” de Turim

O ENEA publicou um relatório com os resultados de cinco anos de experimentos. Estes aconteceram no centro do instituto em Frascati.

O objetivo foi analisar os “tingimentos semelhantes aos do Sudário em tecidos de linho por meio de radiação no extremo ultrarroxo”.

Equipe da ENEA: Daniele Murra, Paolo Di Lazzaro e  Giuseppe Baldacchini
Em termos mais simples, procurou-se entender como é que ficou impressa a imagem de Cristo no pano de linho do Sudário de Turim.

Quer dizer, “identificar os processos físicos e químicos que podem gerar uma coloração semelhante à da imagem do Sudário”. O resumo de relatório técnico em PDF pode ser baixado AQUI.

Os responsáveis do trabalho foram os cientistas Paolo Di Lazzaro, Daniele Murra, Antonino Santoni, Enrico Nichelatti e Giuseppe Baldacchini. Eles tomaram como ponto de partida o único exame interdisciplinar completo realizado pela equipe de 31 cientistas americanos do STURP (Shroud of Turin Reasearch Project) em 1978, um dos mais importantes e respeitados jamais feitos.

ENEA: equipamentos da unidade de Frascati
O relatório do ENEA desmente com muita superioridade e clareza a hipótese desprestigiada de que o Sudário seja produto de um falsário medieval.

E chega a taxativa conclusão: “A dupla imagem (frontal e dorsal) de um homem flagelado e crucificado, visível com dificuldade no lençol de linho do Sudário, apresenta numerosas caraterísticas físicas e químicas de tal maneira peculiares que tornam impossível no dia de hoje obter em laboratório uma coloração idêntica em todos os seus matizes, como foi mostrado em numerosos artigos citados na bibliografia. Esta incapacidade de reproduzir (e portanto de falsificar) a imagem do Sudário impede formular uma hipótese digna de crédito a respeito do mecanismo de formação da imagem”.

Resumindo com nossas palavras:

1) É impossível, mesmo em laboratório, produzir uma imagem como a do Santo Sudário.

2) Não somente é impossível copiá-lo, mas não dá para saber como é que foi feito.


Dr. Paolo di Lazzaro explica inexplicabilidade do Sudário
Os 31 cientistas do STURP não tinham achado em 1978 quantidades significativas de pigmentos (corantes, tintas), e nem mesmo marcas de algum desenho.


Por isso concluíram que não foi pintada, nem impressa, nem obtida por aquecimento. Além do mais, a coloração da parte mais externa e superficial das fibras que constituem os fios do tecido é irreproduzível.

As medidas mais recentes apontam que a parte colorida mede um quinto de milésimo de milímetro.

O STURP também verificou que o sangue é humano, mas que debaixo das marcas de sangue não há imagem;

– que a difusão da cor contém informações tridimensionais do corpo;

– que as fibras coloridas são mais frágeis que aquelas não coloridas;

– que o tingimento superficial das fibras da imagem deriva de um processo desconhecido que provocou a oxidação, desidratação e conjugação da estrutura da celulose do linho.

Ninguém jamais conseguiu reproduzir simultaneamente todas as características microscópicas e macroscópicas da relíquia.

“Neste sentido, diz o relatório do ENEA, a origem da imagem ainda é desconhecida. A ‘pregunta das perguntas’ continua de pé: como é que foi gerada a imagem corpórea do Sudário?”.

Um dos aspectos que intrigou os cientistas italianos é que há “uma relação exata entre a difusão dos matizes da imagem e a distância que vai do corpo ao pano”.

"O homem do Sudário", curitiba 2011. Clique para agrandar.
Acresce que a imagem foi gerada até em partes em que o corpo não esteve em contato com o pano. Por exemplo, na parte de cima e de baixo das mãos ou em volta da ponta do nariz.

“Em consequência, podemos deduzir que a imagem não se formou pelo contato do linho com o corpo”.

Outra consequência dessas sábias minucias é que as manchas de sangue passaram ao pano antes mesmo que se formasse a imagem.

Portanto, a imagem se formou em algum momento posterior à deposição do cadáver no túmulo.

Mais ainda, todas as manchas de sangue têm contornos bem definidos, pelo que se pode supor que o cadáver não foi carregado com o lençol.

“Faltam sinais de putrefação que correspondam aos orifícios das feridas, sinais esses que se manifestam por volta de 40 horas após a morte. Por conseguinte, a imagem não depende dos gases da putrefação e o cadáver não ficou dentro do Sudário durante mais de dois dias”.

Uma das hipóteses mais aceitas para tentar explicar a imagem era a de uma forma de energia eletromagnética que pudesse produzir as características do Sudário: a superficialidade da coloração, a difusão das cores, a imagem das partes do corpo que não estiveram em contato com o pano e a ausência de pigmentos.

"O homem do Sudário", curitiba 2011. Clique para agrandar.
Por isso, foram feitos testes que tentaram reproduzir o rosto do Homem do Sudário por meio de radiação. Utilizaram um laser CO2 e obtiveram uma imagem num tecido de linho passável em nível macroscópico.

Porém, o teste fracassou quando analisado no microscópio. A coloração era profunda demais e muitos fios estavam carbonizados. Todas essas características são incompatíveis com a imagem de Turim.

Os cientistas do ENEA aplicaram ainda uma radiação brevíssima e intensa de VUV direcional e puderam reproduzir muitas das características do Sudário.

Porém eles constataram que “a potencia total da radiação VUV requerida para corar instantaneamente a superfície de um lençol de linho correspondente a um corpo humano de estatura média [deveria ser] de 34 bilhões de Watt, fato que torna até hoje impraticável a reprodução de toda imagem do Sudário, uma vez que até agora não foi construído um equipamento de tal maneira potente.


E concluem: “Estamos compondo as peças de um puzzle científico fascinante e complexo”.

O enigma da origem do Santo Sudário continua ainda para a ciência como “uma provocação à inteligência”.

E, para as almas de Fé, um poderoso estímulo à adoração entusiasmada e racional, bem como uma confiança sem limites em Deus Nosso Senhor.



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Manuscrito vaticano lança nova luz sobre os Reis Magos

'A viagem dos Magos' (1894), Jacques-Joseph Tissot (1836-1902), pintor francês.
Um antigo documento dos Arquivos Vaticanos lançou mais luz, embora indireta e sujeita a caução, nos Reis Magos que foram adorar Menino Jesus na Gruta de Belém. A informação foi veiculada por muitos órgãos de imprensa e páginas da Internet.

O documento, chamado “A Revelação dos Magos”, provavelmente seja algum “apócrifo”, nome dado aos livros não incluídos pela Igreja Católica na Bíblia. Portanto, não são “canônicos”, apesar de poderem ser de algum autor sagrado.

“Canônico” deriva de “Cânon”, que é o catálogo de Livros Sagrados admitidos pela Igreja Católica e que constituem a Bíblia. Este catálogo está definitivamente encerrado e não sofrerá mais modificação.

Há uma série de argumentos profundos que justificam esta sábia decisão da Igreja.

Entretanto, uma extrema ponderação em apurar a verdade faz com que a Igreja não recuse em bloco esses “apócrifos” e reconheça que pode haver neles elementos históricos ou outros que ajudem à Fé.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Por que mudam o calendário a cada ano? A Igreja e a ciência astronômica

Obelisco de São Pedro: também é agulha de imenso relógio solar
2012: um novo ano teve início num momento muito preciso do relógio. A partir do primeiro segundo do ano, a imensa maioria dos homens vai ritmar sua vida pelo calendário que recomeça como nos anos anteriores, porém com algumas importantes datas mudadas.

A data da Páscoa muda a cada ano, impondo consigo mudanças gerais, por exemplo, as datas de Carnaval. Como o ano de 2012 será bissexto, fevereiro terá um dia a mais.

O calendário com suas mudanças é aceito por todos. Todo o mundo intui que os critérios usados para as mudanças são sábios, úteis e benéficos.

Contudo, tais critérios são desconhecidos da imensa maioria que vai se pautar por eles.

A que se deve essa mudança tão grande, constante, porém certa e bem recebida, do calendário?

Poucos têm disso uma idéia clara. Menos ainda de que foi a Igreja que definiu quanto durava um ano e em qual dia do ano viviam os homens.

A Igreja Católica também definiu todas as mudanças que deveriam ser introduzidas no calendário até o fim do mundo de maneira a harmonizar a atividade dos homens com o movimento da Terra, do Sol, da Lua e das estrelas.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Foi mesmo um milagre? Os pescadores garantem que sim e o atribuem a Nossa Senhora de Fátima

"A última onda", Emilio Ocón y Rivas, detalhe
Entre a ciência e a Igreja há um ponto que já gerou muita polêmica. Isto é, a existência do milagre.

Em verdade não cabe à ciência se pronunciar sobre a autenticidade ou não do milagre sobrenatural, mas sim à Igreja, pela voz autorizada de seus hierarcas.

A ciência pode ir até dizer que um certo fato não tem explicação à luz dos conhecimentos científicos. Isso já o fez, por exemplo, em Lourdes, e milhares de vezes!

Por vezes, o aparelhamento científico não pode medir as circunstâncias materiais da ocorrência.

E pode existir somente o testemunho pessoal dos beneficiados do milagre.

Nestes casos cabe às autoridades eclesiásticas se pronunciarem com discernimento após ouvirem as testemunhas.

Aconteceu há poucos dias um fato destes em Portugal. Nesta época de Natal apresentamos este fato consolador, para nossos leitores formarem sua ideia.

Tiramos o texto seguinte de órgãos da imprensa portuguesa, e acrescentamos os links para quem quiser mais informação.


domingo, 20 de novembro de 2011

Assim nasceu a canção "Noite Feliz"


Em 24 de dezembro de 1818, a canção “Stille Nacht” (“Noite Feliz”) foi ouvida pela primeira vez na aldeia de Oberndorf (Áustria). Foi na Missa de Galo na minúscula capelinha de São Nicolau.

Estavam presentes o pároco Pe José Mohr, o músico e compositor Franz Xaver Gruber com seu violão, e o pequeno coro da esquecida aldeia. No fim de cada estrofe, o coro repetia os dois últimos versos.

Naquela véspera de Natal nasceu a música que passou a ser como um hino oficial do Natal no mundo todo. Hoje se canta nas capelas dos Andes e no Tibete, ou nas grandes catedrais da Europa.

Há muitas histórias sobre a origem dessa canção. Entretanto, a verdadeira é simples e risonha como a canção ela própria.

O Pe. Joseph Mohr, jovem sacerdote, compôs a letra em 1816. Ele estava encarregado da igreja rural de Mariapfarr, Áustria. Seu avô morava perto e é fácil imaginar que ele criou o texto enquanto caminhava para visitar seu ancião parente.

domingo, 13 de novembro de 2011

Manuscritos do Mar Morto que confirmam Jesus como o Messias aguardado, agora disponíveis online

Especialista digital mostra diferenças nas fotos de fragmentos do Manuscrito do Mar Morto
Desde o 26 de setembro, já podem ser consultados os primeiros manuscritos do Mar Morto digitalizados, informou o jornal de Paris "Le Monde".

Por sua vez, a editora de Paris Editions du Cerf empreendeu há poucos anos a publicação da totalidade dos 900 manuscritos do Mar Morto, ou Qumran, transcritos para o francês.

O primeiro volume da “Biblioteca de Qumran” já apareceu, informou o diário suíço “Le Temps”.

Por sua parte, o Conselho de Antiguidades de Israel, custódio dos precisos documentos já tinha anunciado em agosto de 2008 o projeto de disponibilizar para download na internet as fotografias digitalizadas destes valiosíssimos Manuscritos.

domingo, 30 de outubro de 2011

A Santa túnica de Argenteuil analisada por um cientista

Argenteuil, ostensao solene, 1984
Numa igreja de Argenteuil, cidade hoje absorvida pela grande Paris, venera-se uma túnica que, segundo tradição milenar da Igreja, foi tecida por Nossa Senhora para o Menino Jesus.

Seria a mesma que Nosso Senhor usou na sua Paixão. A mesma, portanto, que os algozes romanos, vendo que era inconsútil – isto é, formando uma só peça, sem costuras – lançaram à sorte, para não ter que dividi-la entre eles.

Utilizando equipamentos os mais avançados, a ciência moderna foi analisar a relíquia.

O professor André Marion, pesquisador do Centre National de la Recherche Scientifique – CNRS (Paris) é especialista no processamento numérico de imagens, leciona na Universidade de Paris-Orsay e é autor de numerosas publicações científicas e técnicas.

Ele já fez descobertas surpreendentes a respeito do Santo Sudário de Turim, com base em métodos ótico-digitais. Ele publicou suas conclusões sobre a túnica de Argenteuil no livro “Jesus e a ciência – A verdade sobre as relíquias de Cristo” (foto embaixo).

Para o trabalho, o Prof. Marion localizou nos arquivos da Diocese de Versailles chapas tiradas em 1934. Estavam bem conservadas. Sobre elas aplicou as técnicas de digitalização de imagens, baseadas em scanners e computadores poderosos. É de se salientar a precisão do método, que chega a ser de 10 a 20 milésimos de milímetro.

domingo, 16 de outubro de 2011

Planeta de diamante: lições de um luxo que só Deus pode criar

O conceituado Max-Planck-Institute für Radioastronomie, de Berlim, anunciou que uma equipe internacional de astrônomos da Austrália, Alemanha, Itália, Reino Unido e EUA, incluindo o Prof. Michael Kramer, do próprio Max Planck Institute for Radio Astronomy, identificaram um planeta quase todo feito de diamante.

Esta espécie de jóia natural gira em torno de uma pequena estrela nos confins da Via Láctea – a nossa galáxia.

O planeta é assaz mais denso do que qualquer outro já observado e consiste quase só de carbono.

Por causa de sua densidade, os cientistas concluíram que o carbono deve se encontrar em estado cristalino. Em outras palavras, todo ou grande parte dele é feita mesmo de diamante, a preciosíssima pedra que sempre fascinou os homens.

domingo, 2 de outubro de 2011

Professor faz Crucificado seguindo os dados do Santo Sudário

Prof. Juan Manuel Miñarro explica seu trabalho
O escultor espanhol e catedrático da Universidade de Sevilha, Juan Manuel Miñarro estudou durante dez anos o Santo Sudário de Turim.

Como resultado esculpiu um Crucificado que, segundo o artista, seria uma reprodução científica do estado físico de Nosso Senhor Jesus Cristo depois de sua morte.

O autor não visava provar a existência de Jesus de Nazaré, mas destacar os impressionantes acertos anatômicos constatados no estudo científico do Santo Sudário.

O professor Miñarro disse à BBC Brasil que, embora tenha privilegiado a “exatidão matemática”, “essa imagem só pode ser compreendida com olhos de quem tem fé”.

“A princípio, ela pode chocar pelo realismo, mas ela reproduz com fidelidade a cena do Calvário”, completou. Miñarro levou mais de dois anos para concluir sua obra.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Catedrais góticas: mistério mais grandioso que o das pirâmides do Egito

Burgos, Espanha


A técnica é definida pela Escolástica, da mesma forma que as artes, como “recta ratio factibilium”. Quer dizer, a reta ordenação do trabalho, ou também, a ciência de trabalhar bem.

Hoje, o mal uso da técnica, a empurra para produzir para além do que é bom, e espalhar instrumentos que afligem a vida dos homens.

Nos tempos em que o espírito do Evangelho penetrava todas as instituições, a técnica produziu frutos que vão além do tudo o que a Humanidade conheceu previamente.

Um desses frutos inigualados foi ‒ e continuam sendo ‒ as catedrais medievais.

Até hoje especialistas tentam decifrar como fizeram os arquitetos da Idade Média para, com tão pobres instrumentos, criar obras colossais que “humilham” as técnicas modernas mais avançadas.

Os técnicos das mais variegadas especialidades da construção e também da física, da química e das matemáticas se debruçam para tentar descobrir como os medievais erigiram esses portentos arquitetônicos.

Mergulham eles nos “mistérios das catedrais”.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Pode uma cidade ficar “possessa”?: o caso de Caronia na Itália ‒ O exorcismo e a ciência 3

Caronia: vítima coletiva do demônio?
Há já 7 anos, estranhos fenômenos de autocombustão ocorreram em série numa pequena cidade italiana. Eles levantaram de novo o problema da presença de demônios no mundo moderno.

A ciência positivista recusa a priori a simples possibilidade da existência dos anjos das trevas e sua intervenção na nossa terra. Entretanto, durante e depois dos eventos naquela cidade italiana, a ciência aplicou seus melhores recursos disponíveis para tentar explicar os fenômenos de autocombustão. Nada conseguiu explicar por vias naturais após anos de esforço.

Não achando explicações, compreensivelmente, o expediente de Caronia foi fechado de modo sumário. O caso não esclarecido aumenta ainda a curiosidade, cfr.

Entretanto, a idéia de que uma cidade possa ter ficado, ao menos temporalmente “possessa”, saiu reforçada. Tanto mais que há antecedentes históricos como a famosa expulsão dos demônios que atormentavam a cidade de Arezzo, exorcismo operado pelos méritos da oração de São Francisco de Assis.

Caronia é uma poética e histórica cidadezinha no topo de uma colina da Sicília, na orla do Mediterrâneo. Na parte baixa, possui alguns bairros de pescadores a alguns quilômetros de praias, separadas da cidade pelos trilhos dos trens que procedem do norte até Palermo. Num desses bairros, denominado Canneto, começaram a ocorrer fatos muito estranhos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

D. Gemma: laicismo é porta para o demônio entrar nas almas e nas sociedades ‒ O exorcismo e a ciência 2

Mons Andrea Gemma, bispo emérito de Isernia-Venafro
Continuação do post anterior
Continuamos com a recensão do livro "Eu, bispo exorcista" de Mons. Andrea Gemma.

Como observamos no primeiro post, D. Andrea Gemma, hoje bispo emérito, escreveu o livro quando estava à testa da diocese de Isernia-Venafro, narrando suas experiêncas na prática do exorcismo.

Dom Andrea Gemma deixou a diocese a seu sucessor em 2007, quando atingiu o limite de idade fixado pelo Direito Canônico.
A Igreja em crise não usa as suas armas

O bispo procurou inspiração nos textos do Vaticano II, e eis as suas conclusões:

“Ide e folheai todos os documentos do Concílio Vaticano II, [...] verificai se se fala, e quantas vezes, do demônio e das suas obras. Sabeis que naqueles dezesseis documentos, pensados e ponderados, não existe sequer a palavra inferno, nem a palavra ‘demônio’? Incrível, mas verdadeiro, basta ir verificar...” (p. 88).

Ele debruçou-se sobre os textos litúrgicos antigos e novos. E ficou estupefato:

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Bispo descreve experiências exorcizando demônios ‒ O exorcismo e a ciência 1

Mons Andrea Gemma, bispo de Isernia-Venafro
No livro “Eu, bispo exorcista”, o então diocesano de Isernia-Venafro, Itália, descreve suas experiências de exorcista e as surpreendentes conclusões a que foi levado durante uma década de prática do Exorcistado

(D. Andrea Gemma, “Io, vescovo esorcista” (“Eu, bispo exorcista”), Editora Mondadori, Milão, 2002, 208 pp. Todas as citações do post são extraídas desse livro. Não sabemos se o livro foi vertido ao português)

D. Andrea Gemma, hoje bispo emérito, escreveu o livro quando estava à testa da diocese de Isernia-Venafro, narrando suas experiêncas na prática do exorcismo.

Dom Andrea Gemma deixou a diocese a seu sucessor em 2007, quando atingiu o limite de idade fixado pelo Direito Canônico.

Na manhã de 29 de junho de 1992, o novo bispo de Isernia-Venafro, D. Andrea Gemma, saía da Basílica Vaticana, olhando pensativo para a Praça de São Pedro.