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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A ciência à procura de indícios do Dilúvio

Iluminura mongol, reprodução contemporânea de uma pintura alusiva da Arca de Noé
Iluminura mongol, reprodução contemporânea
de uma pintura alusiva da Arca de Noé
Na tradição unânime dos povos da Antiguidade, o Dilúvio se apresenta como um fato histórico incontestável. E o Livro do Gênesis fornece a melhor descrição.

Porém, devido à grande distância no tempo, certas perguntas afloram continuamente nos espíritos.

Uma delas – não a única – gira em volta da seguinte interrogação: como é que pode ter acontecido um fenômeno tão colossal e tão universal?

A Bíblia é suficiente para a Fé. Mas o que diz a ciência?

Há provas dele? Se há, onde estão?

Se não há, quem fala claramente e põe o dedo na chaga?

Assim como o texto bíblico e a Fé são claros, a ciência se enche de teorias e experiências de diversos tipos, sem ter chegado até agora a um consenso.

A ciência não pode menosprezar a opinião unânime dos povos antigos. E de fato não o faz. Há muito saiu à procura de uma explicação. Até o momento ela não achou nenhuma explicação que reúna um certo consenso científico.

Porém está trabalhando com vultosos gastos, o que não faria caso achasse que o Dilúvio é um mero mito.

O arqueólogo submarino Robert Ballard é um dos mais famosos na especialidade. Foi ele quem descobriu em 1985 o casco do Titanic, afundado a 3.798 metros de profundidade; o couraçado Bismarck em 1989, e os restos do porta-aviões USS Yorktown, afundado em 1998 na batalha de Midway.


Ballard e sua equipe defendem ter achado as provas de que o Dilúvio bíblico aconteceu efetivamente. Seus trabalhos são patrocinados pela “National Geographic Society”, que vem promovendo estudos geográficos desde 1888.

Em entrevista à ABC News, ele defendeu ter identificado restos de uma antiga civilização sepultada pelas águas no tempo de Noé, nas profundezas do Mar Negro, próximo da Turquia.

Ballard utilizou um submergível robótico equipado com câmaras com controle remoto mais avançadas do que as que permitiram a localização dos restos do Titanic.

Trabalhos do Dr. Robert Ballard são patrocinados pela National Geographic Society dos EUA.
Trabalhos do Dr. Robert Ballard são patrocinados
pela National Geographic Society dos EUA.
Ele parte do pressuposto de que há 12.000 anos boa parte do mundo estava coberta pelo gelo, mas que seu posterior derretimento despejou grandes quantidades de água nos oceanos, produzindo enchentes em todo o mundo.

Mas enchente não é o mesmo que Dilúvio. Este é um fenômeno muito maior, que Ballard chama de “mãe de todas as enchentes”.

No fim dos anos 90, os geólogos da Universidade Columbia, EUA, William Ryan e Walter Pitman, afirmaram a tese de que um grande dilúvio aconteceu no Oriente Médio como resultado do derretimento do gelo da última Idade Glacial por volta de 7.000 anos atrás. A datação é muito próxima da época do Dilúvio bíblico.

Naquela época, existia no lugar do Mar Negro um lago de água doce, e as férteis terras circunvizinhas eram ocupadas por produtivas fazendas.

Quando o nível dos oceanos subiu, o Mar Mediterrâneo arrebentou as defesas naturais que o separavam daquele lago com uma força 200 vezes superior à das cataratas do Niágara, alagando de modo pavoroso as regiões em volta do Mar Negro, que passou desde então a ser um mar de água salgada.

“Nós fomos lá procurando o dilúvio, explicou Ballard. Não apenas um certo movimento, ou um aumento do nível do mar, mas realmente um grande dilúvio que teria acontecido”.

A identificação de uma antiga linha costeira a 120 metros de profundidade provou aos olhos de Ballard que um evento catastrófico aconteceu no Mar Negro.

A datação pelo teste do carbono das conchas colhidas nessa linha costeira apontaria para uma data próxima do ano 5.000 a.C., quer dizer a data estimada do Dilúvio de que fala o Gênesis.

“Deve ter sido um dia terrível, continua Ballard. “Num momento não imaginável, isso arrebentou e inundou a região e um monte de fazendas, algo assim como 150.000 quilômetros quadrados de terra que ficaram embaixo da água”.

Ballard não procura a Arca de Noé, mas provas de que todo um mundo limitado desapareceu sob as águas há 7.000 anos.

Não adianta comparar com o tsunami de 2004 ou o furacão Katrina e supor que os homens mitificaram a catástrofe e inventaram o Dilúvio.

“Começamos achando estruturas feitas por homens, diz Ballard. Também muitos restos de cerâmicas e até o antigo casco de um barco, “perfeitamente preservado nas partes de madeira e o que parecem ser ossos humanos”.

A preservação se deve a que o Mar Negro não tem quase oxigênio e os processos de decomposição são muito lentos. Não longe dali já havia sido descoberto um barco afundado por volta do ano 500 a.C.

Infográfico da hipótese do Dilúvio no Mar Negro.
Infográfico da hipótese do Dilúvio no Mar Negro.
Fred Hiebert, arqueólogo da Universidade de Pennsylvania e membro da equipe de Ballard, disse a “The Guardian” que eles não procuram apenas objetos, mas toda uma civilização de há milhares de anos.

“Na verdade, nós não podemos dizer de modo algum que isso foi o Dilúvio bíblico. A única coisa que podemos dizer é que houve uma inundação maiúscula que atingiu o povo que aqui vivia”, acrescentou.

Uma série de expedições entre 1998 e 2005, promovidas por governos europeus como o da França e o da Romênia, prosseguidas depois por um projeto Pan-Europeu, analisaram sedimentos no local e confirmaram a conclusão de Pitman e Ryan que inspiraram Ballard.

A teoria e os trabalhos da equipe de Ballard são sugestivos, mas não são probatórios. Ele mesmo reconhece que será necessária muita investigação submarina no local para se fazer uma afirmação científica.

Tampouco é uma teoria professada por outros.

E, como se fosse pouco, não responde a uma das maiores perguntas: como se deve entender a característica “universal” do Dilúvio?

Segundo alguns, pode-se achar que o “universal” de que fala a Bíblia e a tradição geral tem o sentido que passou por cima de toda a parte da terra habitada pelos homens.

Como naquela época os homens eram pouco numerosos e viviam todos juntos numa mesma área, o “universal” deveria se entender no sentido de que foi coberta toda essa área, mas não necessariamente o mundo todo.

A Arca no Monte Ararat. Simone de Myle, 1570.
A Arca no Monte Ararat. Simone de Myle, 1570.
Porém, outros defendem que todo o planeta foi coberto pelas águas. Teriam coberto até montanhas como o Himalaia?

Em terceiro lugar está a posição dos que defendem que o Dilúvio foi “universal” não no sentido geográfico, mas antropológico. Quer dizer, destruiu a totalidade da raça humana. Obviamente, com a exceção de Noé e sua família.

O tema suscita paixão e por isso exige prudência e circunspecção.

Segundo a Enciclopédia Católica, “muito poucos Padres da Igreja tocaram na questão ex professo. Entre eles há alguns que restringem o Dilúvio a algumas partes da superfície terrestre sem incorrer em censuras por ofender a tradição”.

E a ciência? Está trabalhando. Aguardemos o que ela possa vir a nos dizer.

Para nós, acaba sendo mais importante o que Nosso Senhor nos disse a respeito de sua futura vinda:

“37. Assim como foi nos tempos de Noé, assim acontecerá na vinda do Filho do Homem.

“38. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca.

“39. E os homens de nada sabiam, até o momento em que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim será também na volta do Filho do Homem.” (Mateus, 24, 37ss)

O tema do dilúvio não se esgota aqui e esperamos voltar ainda a tratar de outros aspectos.


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Novidades assombrosas chegam do Carmelo de Coimbra.
Texto inédito da Irmã Lúcia.

O livro "Um caminho sob o olhar de Maria" editado pelo Carmelo de Coimbra.
O livro "Um caminho sob o olhar de Maria" editado pelo Carmelo de Coimbra.

Em raras ocasiões, temos publicado matérias não diretamente relacionadas com a temática específica de nosso blog.

É o caso agora do post “Novidades assombrosas chegam do Carmelo de Coimbra” sobre documento inédito da Irmã Lúcia.

O post foi publicado no blog “A Aparição de La Salette” e acreditamos possa ser de interesse para muitos leitores deste blog.

Um documento inédito da Irmã Lúcia que se insere no conjunto profético de Fátima foi publicado pelo Carmelo de Coimbra.

Esse documento revela coisas novas e pasmosas sobre o desfecho da crise do mundo que abandonou a Fé e a Civilização Cristã.

A origem desse documento é a seguinte. O Carmelo de Coimbra, onde viveu seus últimos anos e morreu (em 2005) a Irmã Lúcia, publicou um livro oficial com o título Um caminho sob o olhar de Maria.

Trata-se de uma biografia da vidente de Fátima, redigida por suas irmãs do Carmelo. Ela inclui documentos inéditos escritos pela própria religiosa.

Eis os dados bibliográficos do livro: Um caminho sob o olhar de Maria — Biografia da IRMÃ Maria LÚCIA de Jesus e do Coração Imaculado, Carmelo de Santa Teresa, Edições Carmelo, Coimbra, 2013, 496 pp. http://lucia.pt/lucia/livros_lucia.php

A Terceira Guerra Mundial

Hoje se fala muito que vivemos no conturbado período histórico lugubremente inaugurado pela I Guerra Mundial. A II Guerra foi um deplorável desdobramento da Primeira, segundo a afirmação geral dos historiadores mais reputados.

Francisco I e muitas outras conhecidas vozes vêm dizendo que o mundo está entrando na III Guerra Mundial. O Pontífice se referiu a ela na sua viagem de retorno de Seul, Coréia do Sul.

Ele apenas fez a ressalva de que era fragmentada, por não se ter ainda universalizado. Mas constatou que a Guerra está crescendo por “capítulos” e que se destaca por sua “crueldade”.

O comunismo renasce astuciosamente na Rússia.
Comemoração da vitória soviética na II Guerra Mundial.
Praça Vermelha de Moscou, 9 de maio de 2014.
Sem dúvida, as altas esferas religiosas e políticas que vêm falando dessa III Guerra Mundial pensam sobretudo no massacre de cristãos no Oriente Médio e na feroz guerra empreendida pela Rússia de Putin contra os ucranianos, especialmente os católicos.

A era histórica de Fátima

Quando essa sinistra sucessão de Guerras começava, Nossa Senhora apareceu em Fátima, no dia 13 de maio de 1917, e advertiu sobre as suas causas: a decadência dos costumes. E os meios para evitá-la: a reforma dos costumes, ou penitência, e a consagração da Rússia.

Dominada poucos depois pelos erros do comunismo, a Rússia haveria de ser o instrumento do castigo, espalhando tais erros pelo mundo, como também guerras e perseguições à Igreja e ao Santo Padre, caso o mundo não se convertesse e fizesse penitência.

Mas Nossa Senhora completou que, após tremendos castigos, no final dessa era de calamidades Seu Coração Imaculado triunfaria.

Tudo foi se realizando como Nossa Senhora anunciou em Fátima.

Mas os homens não levaram a sério as misericordiosas advertências de Nossa Senhora.

Uma parte do segredo revelado pela Mãe de Deus deveria ser publicada em 1960. Porém, o Papa reinante nesse ano, João XXIII, julgou-a por demais terrível e não a deu a conhecer.

No ano 2000, fora do prazo fixado por Nossa Senhora, João Paulo II mandou publicar essa parte do segredo, a qual fala de um Papa (“bispo vestido de branco”) atravessando uma cidade destruída, em meio a muitos cadáveres, e padecendo por fim o martírio junto com bispos sacerdotes e fiéis.

Por sua vez, o Papa Bento XVI, em visita a Fátima no dia 13 de maio de 2010, afirmou: “Enganar-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída”.

E acrescentou: “O homem pôde desencadear um ciclo de morte e de terror, e não consegue interrompê-lo. A fé em vastas regiões da terra ameaça apagar-se como uma chama que não é mais alimentada”.

Carmelo de Coimbra publica inédito manuscrito

E assim chegamos à atual publicação do Carmelo de Coimbra. O livro contém um relato, escrito pela Irmã Lúcia, de como ela superou o terror que a impedia de escrever o Terceiro Segredo.

No relato, a Irmã Lúcia conta que, por volta das 16 horas do dia 3 de janeiro de 1944, rezando na capela do convento diante do Tabernáculo, pediu a Jesus que lhe fizesse conhecer a sua vontade. E então, escreve ela:
Na última aparição, em 13.10.1917, Nossa Senhora se manifestou
como a Virgem do Carmo, coroada Rainha do Céu e da Terra.
“Senti então, que uma mão amiga, carinhosa e maternal me toca no ombro, levanto o olhar e vejo a querida Mãe do Céu.

“Não temas, quis Deus provar a tua obediência, Fé e humildade, está em paz e escreve o que te mandam, não porém o que te é dado entender do seu significado” (op. cit. p. 266).

O efeito destas palavras sobrenaturais é assim descrito pela vidente:

“E senti o espírito inundado por um mistério de luz que é Deus e N’Ele vi e ouvi,

— A ponta da lança como chama que se desprende, toca o eixo da terra.

— Ela estremece: montanhas, cidades, vilas e aldeias com os seus moradores são sepultados.

“O mar, os rios e as nuvens saem dos seus limites, transbordam, inundam e arrastam consigo num redemoinho, moradias e gente sem número que não se pode contar, é a purificação do mundo pelo pecado em que se mergulha.

“O ódio, a ambição provocam a guerra destruidora!

“Depois senti no palpitar acelerado do coração e no meu espírito o eco de uma voz suave que dizia:

— No tempo, uma só Fé, um só Batismo, uma só Igreja, Santa, Católica, Apostólica. Na eternidade, o Céu!

“Esta palavra Céu encheu a minha alma de paz e felicidade, de tal forma que quase sem me dar conta, fiquei repetindo por muito tempo:

— O Céu! o Céu!” (op. cit. p. 267).

A edição do Carmelo de Coimbra reproduz ainda, na p. 269, o fac-símile das páginas do manuscrito da Irmã Lúcia em que se encontra o presente texto.

Foi assim que a religiosa recebeu forças para escrever o Terceiro Segredo.

A Irmã Lúcia conclui o texto acima citado com a frase: “Apenas passou a maior força do sobrenatural, fui escrever [o terceiro Segredo] e fi-lo sem dificuldade, no dia 3 de janeiro de 1944, de joelhos apoiada sobre a cama que me serviu de mesa” (op. cit. p. 267).

A carta com esse segredo chegou ao seu destino, segundo confirma o recibo de recepção, mas não recebeu resposta.


Os dias de hoje

A publicação deste texto inédito da vidente de Fátima acontece num panorama mundial muito parecido com o descrito na visão.

As catástrofes humanas fazem que pessoas de tão alto nível eclesiástico e temporal julguem a Terceira Guerra Mundial já começada em regiões restritas, a partir das quais se espalha como um incêndio a outras partes da terra com que estão interligadas.

Mas o texto da Irmã Lúcia conclui com um anúncio consolador: o triunfo da religião católica em toda a Terra, imagem fidedigna do triunfo eterno de Deus no Céu:

— No tempo, uma só Fé, um só Batismo, uma só Igreja, Santa, Católica, Apostólica. Na eternidade, o Céu!

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A “escada milagrosa” de São José
é verdadeiramente miraculosa?



Há na cidade de Santa Fé, no Estado do Novo México, EUA, uma capela conhecida como Loretto Chapel.

Nela destaca-se uma bela e despretensiosa escada.

A piedade tradicional atribui a construção a São José.

Mas, quem a fez? Como a fez? Ninguém consegue descifrar o mistério da "escada milagrosa".

A piedosa tradição

Em 1898 a Capela passou por uma reforma. Um novo piso superior foi feito, porém faltava a escada para subir.

As Irmãs consultaram os carpinteiros da região e todos acharam difícil fazer uma escada numa Capela tão pequena.

As religiosas, então, rezaram uma novena a São José para pedir uma solução.

No último dia da novena, apareceu um homem com um jumento e uma caixa de ferramentas. Ele aceitou fazer a escada, porém exigiu que fosse com as portas fechadas.

Meses depois a escada estava construída como queriam as Irmãs. No momento de pagar o serviço, o homem desapareceu sem deixar vestígios.

As religiosas puseram anúncios no jornal local e procuraram por toda a região sem encontrar quaisquer noticias ou informações sobre o ignoto carpinteiro.

Nesse momento as Irmãs perceberam que o homem poderia ser São José, enviado por Jesus.

Há vários elementos que reforçam a aura de piedoso mistério que envolve a construção da escada:

A madeira utilizada não é da região, e ninguém sabe como foi parar lá.

Também não foi utilizado prego na escada, apenas pinos de madeira.

Além do mais, hoje soa misterioso que ela se mantenha em pé pois é do tipo caracol e não tem apoio central.

Na verdade apenas um apoio colateral metálico foi acrescentado a posteriori . Mas isso não resolve a essência do incógnita.

Diz-se que engenheiros e arquitetos não conseguiram desvendar a física por trás da obra.

Por fim, a escada tem 33 degraus, a idade de Jesus Cristo, o que reforça ainda mais a suposição de um fenômeno de origem sobrenatural.

A Capela recebe em média 200 casamentos por ano e centenas de turistas. Ela ficou conhecida como a Escada Milagrosa.

Grande número de artigos e programas de TV foram dedicados a ela e seus “mistérios”. O essencial do piedoso relato encontra-se no site oficial da Capela .

As objeções de um cético

Mas, também apareceram análises objetantes ou céticas. Uma das mais características foi do Comitê de Inquérito Cético (The Committee for Skeptical Inquiry). O “cético” responsável pela análise é Joe Nickell.

Ele é autor do livro sintomaticamente intitulado “À procura de um milagre” e outros escritos que põem em dúvida até realidades que, como o Santo Sudário de Turim, são de pasmar até para a ciência.

Ele cita vasta bibliografia para provar o que a cultura e o bom senso conhecem: a técnica de escadas sem eixo é tradicional e já era dominada pelos nossos antepassados.

Apenas que podem ser frágeis, enquanto que esta se mostra especialmente duradoura.

A ausência de pregos não há de espantar. Um velho marceneiro campista contava com admiração que quando ele próprio apreendeu o ofício, seus mestres faziam questão de construir complicados arranjos sem empregar pregos nem mesmo cola.

Compreendi melhor isso, anos depois, num hotel da Borgonha, França, instalado numa antiga dependência abacial construída na Idade Média.

Um admirável vigamento sustenta o telhado sem um só prego. Ainda na França voltei a ver num pequeno castelo mais um exemplo da sabedoria dos marceneiros de outrora: todo o vigamento em que se apóiam as ardósias é feito com um jogo admirável de traves encaixadas.

Aliás, essa técnica é a que explica a ousadia do gótico num tempo que no se conhecia o cimento armado.

Catedrais e outros prédios medievais foram levantados com encaixes de pedras que “travam”. Depois não caíram nem com os bombardeios das Guerras Mundiais.

O cético Joe Nickell entregou ao muito oficial e respeitado U.S. Forest Service’s Center for Wood Anatomy uma amostra da madeira da escada para identificação.

A resposta foi: Pinaceae, da variedade Picea. Ou simplesmente abeto, o pinheiro mais usado no Natal nos EUA.

Nickell trabalhava com a idéia comum que se tem de milagre: um fenômeno que viola as leis da física. E, tudo considerado, Nickell concluiu com ceticismo que na melhor das hipóteses, a escada não passa de um “milagre parcial”.

Mas concluindo isto, acabou dando reforçando a idéia de um milagre. Pois, o conceito católico de milagre é matizado.

O milagre segundo São Tomás de Aquino

“Milagre equivale a cheio de admiração, quer dizer, aquilo que tem uma causa oculta em absoluto e para todos. Esta causa é Deus.

“Portanto, chamam-se milagres aquelas coisas feitas por Deus fora da ordem de causas conhecidas por nós. (...) O milagre é uma obra difícil porque excede a natureza. Pela mesma razão se diz que é insólito porque acontece fora da ordem costumeira.” (Suma Teológica, I, q. 107, art 7).

Santo Tomás divide os milagres em três categorias. A primeira, e a mais impressionante, é a dos fenômenos que contradizem as regras da natureza. Por exemplo, se o sol voltar atrás ou parar. Estes são os milagres maiores.

A segunda categoria é a dos fatos admiráveis produzidos por alguém ou algo que não tem capacidade para realizá-los. Por exemplo, um santo ressuscitar um morto ou fazer andar um paralítico.

O santo, por exemplo, é um ser humano e não pode fazer isso, logo se conclui que interveio a propósito dele uma força superior capaz de fazer o prodígio. E esta força só pode ser sobrenatural, angélica ou divina. São os milagres de segunda grandeza.

Por fim, a terceira categoria, é a dos fatos que excedem a natureza pelo modo e pela ordem que são produzidos. Por exemplo, um encadeamento de fenômenos que é inexplicável para os homens. Em si cada elo da corrente é explicável, mas a sucessão é tão rara que na prática nunca acontece.

Enche de maravilha por tanto que aconteça, e tem propósito falar de milagre, pois interveio uma causa sobrenatural que fez funcionar a natureza com um modo e com uma ordem que maravilha aos homens. É a categoria ínfima dos milagres.

O cético Nickell parece ter sentido algo na linha desta terceira categoria que o levou a escrever que, na melhor das hipóteses, trata-se de um “milagre parcial”.

No caso da “escada milagrosa” de Santa Fé acresce um elemento que não pertence à ordem do milagre, mas que é um sinal sensível da ação da graça: a unção que acompanha o relato da origem da escada.

A unção sobrenatural é tal vez o fator que mais atrai os fiéis. E é dos sinais mais sensíveis da presença de Deus. Algo dessa unção pode se sentir na apresentação seguinte:

Se seu email não visualiza corretamente o clip embaixo CLIQUE AQUI



segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Tabuleta babilônica descreve a odisseia de Noé e o Dilúvio

Narração parcial do dilúvio,  decodificada pelo assiriologista Irving Finkel.  British Museum.
Narração parcial do dilúvio,
decodificada pelo assiriologista Irving Finkel.
British Museum.

Há quatro mil anos um escriba caldeu – talvez na Babilônia, atual Iraque – gravou a narração do Dilúvio numa tabuleta de argila.

Também da Caldeia, mais provavelmente de Ur, partiu Abraão, que acabou sendo escolhido por Deus para Patriarca do povo eleito.

O ignoto autor caldeu escreveu a narração daquele fato histórico-religioso único com caracteres cuneiformes (em forma de cunha). Por certo, narra uma tradição fincada há séculos entre os caldeus, que eram pagãos.

Por isso mesmo, alguns elementos da tradição que ele recolheu estão manchados de paganismo ou elementos meramente poético-lendários.

O que ele nunca poderia saber é que sua tabuleta haveria de atravessar dezenas de séculos, até ser decifrada no III milênio numa cidade que não existia em sua época: Londres.

Há cerca de 30 anos, o assiriologista – especialista na Assíria, Mesopotâmia antiga – Dr. Irving Finkel, manuseando a tabuleta percebeu que se tratava de um dos mais importantes achados dos últimos tempos. Aliás, era uma entre as 130.000 trazidas da Mesopotâmia por arqueólogos ou expedicionários ingleses.

Em 2009, Dr. Finkel traduziu os milenares caracteres e percebeu com certeza tratar-se de uma narração parcial do Dilúvio, feita por um habitante da Assíria (atual Iraque).

A tabuleta fala que Deus alertou um grande homem e o instruiu para construir um grande navio onde devia reunir toda sua família e dois animais de cada espécie, porque o mundo seria purificado com um dilúvio.

O Dr. Irving Finkel é curador no Departamento de Oriente Médio do famoso British Museum de Londres.

Os resultados de seu trabalho sobre a tabuleta foram publicados em forma de livro: The Ark Before Noah: Decoding the Story of the Flood (A Arca antes de Noé – Decodificando a história do Dilúvio, Doubleday, New York & Hodder and Stoughton, London). O jornal britânico “The Telegraph” publicou interessante matéria a respeito.

A tabuleta se insere entre os registros históricos mais antigos que se conhecem – por volta de 4.500 anos, quando nasceram as civilizações mais antigas.

Nas mais variadas culturas de todos os continentes existem tradições alusivas a um dilúvio global com paralelismos espantosos entre si, as quais foram documentadas em mais de 250 contextos culturais diferentes.

Segundo a popular Wikipedia, “antropólogos dizem que há mais de 1.000.000 de narrativas do dilúvio em povos e culturas diferentes do mundo e todas elas, coincidentemente ou não, são do início destas civilizações”.

É como se os povos todos tivessem uma origem comum e, uma vez dispersos, levaram consigo as lembranças e tradições comuns que registraram mais tarde como fazendo parte do início da história de cada um.

O Dr. Irving Finkel com a tabuleta de 4.000 anos que conta a história da Arca.
O Dr. Irving Finkel com a tabuleta de 4.000 anos que conta a história da Arca.
Obviamente, no transcurso dos séculos, sobretudo as tradições orais foram distorcendo os aspectos históricos e acrescentando outros, fantásticos, politeístas ou com defeitos cronológicos. Porém, a essência da mensagem continua em cada versão.

No caso desta tabuleta, em lugar de Noé aparece um imaginário personagem de nome Atrahasis e figuram diversos deuses, um dos quais revela o plano de punir o mundo.

Em 60 linhas, a tabuleta descreve detalhadamente a construção da arca, a matéria-prima usada, seu formato, suas dimensões e o ingresso dos animais por pares.

Porém, refere-se a um tipo de “barco-cesto” redondo, conhecido como ‘coracle’, comum nos rios da Mesopotâmia. O ‘coracle’ é pequeno, feito de fibras de palmeira, madeira que serve para pescadores ou pequenos serviços, mas não para grandes transportes.

Deixando de lado essas falhas, o especialista disse em entrevista à Folha: “a história do Dilúvio é extremamente antiga e deriva de uma inundação real que aconteceu muito antes da invenção da escrita, talvez milênios antes”. A trama básica do Dilúvio mesopotâmico é quase idêntica à da história bíblica (Folha de S. Paulo, 29.06.2014).

O Dr. Finkel, baseado na tabuleta, considera que ela fala de um fato anterior ao Dilúvio descrito na Bíblia.

Certa mídia de viés anticatólico tentou explorar a afirmação de que a tabuleta que narra o Dilúvio data de 4.000 anos, sendo anterior aos mais antigos pergaminhos da Bíblia. E aqui entra o sofisma, segundo o qual a narração bíblica seria apenas um eco meramente fantástico de uma lenda ainda anterior.

O sofisma não resiste à crítica. A cronologia bíblica antiga situa a época de Noé e sua arca por volta do ano 2.500 a.C., ou seja, há 4.500 anos. A cronologia bíblica moderna calcula a era de Noé por volta do ano 3.520 a.C., ou seja há 5.500.

Qualquer que seja o critério escolhido, o Dilúvio descrito na Bíblia é anterior à tabuleta e à época em que esta aponta para o Dilúvio.

O Gênesis fala de uma época muito anterior e precede outros relatos, reforçando a ideia de que esse livro sagrado contém a narração original, verdadeira, transmitida pelas testemunhas à sua posteridade. (Cfr. Biblical chronologist.org)

O único povo que conservou a lembrança sem distorções foi o povo eleito. E isto só foi possível por um auxílio especial da Providência.

Arca de Noé. Mosaico da Capela Real, Monreale, Sicília.
Arca de Noé. Mosaico da Capela Real, Monreale, Sicília.
Por sua vez, os povos mais vizinhos dos hebreus, como os caldeus, guardaram as lembranças do Dilúvio as mais parecidas com a narrativa do Gênesis.

Esclarecido este ponto, vejamos o que diz o Dr. Finkel. Ele se refere a numerosas enchentes que podem ter acontecido nos grandes rios da Mesopotâmia. Mas esclarece que existem indícios geológicos e arqueológicos de um cataclismo especialíssimo, acontecido por volta do ano 5.000 a.C.

O jornal “Haaretz”, de Israel, noticiando o lançamento do livro do Dr. Finkel, menciona o assiriólogo George Smith, especialista em decifrar textos antigos do British Museum.

No século XIX, Smith foi o primeiro a identificar uma descrição do Dilúvio numa tabuleta do século VII a.C. em caracteres cuneiformes e proveniente de Nínive.

A tabuleta decifrada por Smith (The Chaldean Account of the Deluge), é uma parte da The Epic of Gilgamesh (Epopeia de Gilgamesh), uma primeiras obras da literatura mundial, escrita na Mesopotâmia no século XXVII a.C.

Segundo o renomeado exegeta Pe. Vigouroux, na tabuleta decifrada por Smith a parte relativa ao Dilúvio diz:

“Haisadra nesses termos falou a Izdubar : ‘A nau que tu construirás, 600 côvados será a medida de seu comprimento e [No Gênesis: “E tú a farás assim, 300 côvados será o comprimento da arca,] 60 côvados a de sua largura e de sua altura. [Gênesis: 50 côvados a sua largura, e 30 côvados sua altura] […] lança-te no abismo’.

“Eu compreendi e disse a Hea , meu senhor : ‘A nau que tu me ordenaste, Quando eu a terei feito, jovens e velhos caçoarão de mim”. (...)

“Eu fiz entrar na nau ; todos meu servidores machos e fêmeas, os animais dos campos, as bestas do campo, e os filhos do povo, todos, eu os fiz subir.

“Samas fez uma inundação e ele falou, dizendo no entardecer : “Eu farei chover do céu abundantemente, entre no meio da nau, e feche a tua porta”.

“A inundação chegou, da qual Ele falou, dizendo no entardecer : “Eu farei chover do céu abundantemente”. (...)

“No 7º dia, no curso desse dia, eu soltei uma pomba e ela partiu. A pomba foi e procurou e um lugar de repouso ela não encontrou e voltou.

“Eu soltei uma andorinha e ela partiu. A andorinha foi e procurou e um lugar de repouso ela não encontrou e ela voltou.

“Eu enviei um corvo e ele partiu. O corvo foi e a diminuição das águas ele viu e ele comeu, ele nadou e errou ao longe e não voltou”.

(Pe. Fulcran Grégoire Vigouroux, La Bible et les découvertes modernes, Paris : Berche et Tralin, 1877, 4 volumes)

A descoberta de Smith causou um terremoto no século XIX, e até o primeiro-ministro britânico da época, William Gladstone, foi ouvir a conferência de apresentação do texto descoberto.

Agora, o trabalho do Dr. Irving Finkel fornece mais outra prova arqueológica apontando a historicidade do Dilúvio e a autenticidade do relato da Bíblia.


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Dr. Collins: o cientista não tem como excluir a Deus

Dr. Francis Sellers Collins: a dor e a esperança  dos doentes tocou o coração do cientista
Dr. Francis Sellers Collins: a dor e a esperança
dos doentes tocou o coração do cientista

O Dr. Francis Sellers Collins nasceu em Staunton, estado de Virginia, EUA, em 14 de abril de 1950, e se tornou um dos cientistas mais respeitados do século.

Numa entrevista à CNN que ficou para a história, ele descreveu como abandonou o ateísmo e passou a acreditar em Deus.

Collins doutorou-se em Química e Física na prestigiosa Universidade de Yale, e em Medicina na Universidade de Carolina do Norte.

Foi diretor do Projeto Genoma Humano de 1993 até 2008, substituindo o Prêmio Nobel James D. Watson como diretor do National Center for Human Genome Research dos EUA. Ele é um dos responsáveis por um feito espetacular da ciência moderna: o mapeamento do DNA humano, em 2001, o código da vida.

Ele é tido como o cientista que mais rastreou genes com a finalidade de encontrar tratamento para diversas doenças.

Collins ficou conhecido porque passou a defender, como é razoável, que a investigação do mundo natural não impede a profissão da fé religiosa.

Criticado por colegas que na sua maioria negam a existência de Deus, Collins lançou em 2006 o livro The Language of God: A Scientist Presents Evidence for Belief (A linguagem de Deus: um cientista apresenta provas para crer).

Nas quase 300 páginas da obra, o biólogo conta como deixou de ser ateu para se tornar cristão e narra as dificuldades que enfrentou no meio acadêmico ao revelar sua fé.

A fabulosa complexidade do código genéticco fala de um Deus supremo  Criador da vida e de tudo quanto existe.
A fabulosa complexidade do código genéticco fala de um Deus supremo
Criador da vida e de tudo quanto existe.
A mudança espiritual começou com uma necessidade de saber e compreender. “Eu tinha faíscas, certa saudade de algo fora de mim mesmo, em certo sentido de um Deus que esteja por cima de mim e ao qual eu pudesse me aproximar”.

Porém, ele ficava preso nas atividades materiais e achava que o ateísmo era a posição “mais correta”.

Ele também estudou mecânica quântica e queria acreditar que o universo se explica com equações.

Collins virou um ponto de referência nas discussões existenciais e relativistas dos círculos intelectuais americanos dos anos 70.

“Eu assumi o propósito de tentar descobrir quais eram realmente os argumentos rigorosos existentes que para uma pessoa pensante descartariam qualquer possibilidade de Deus existir”.

Quando tinha 27 anos, praticando a medicina testemunhou a dor e a esperança de pacientes que lhe faziam pensar nessa Pessoa na qual ele se recusava acreditar.

“Lutei durante dois anos com esse debate dentro de mim mesmo, e fui chegando gradualmente à conclusão de que crer em Deus era a mais plausível das opções, mas que não podia ser provada”.

Após meses de luta interior, num dia de outono, caminhando por um bosque do noroeste dos EUA, “com meu intelecto um pouco mais claro que de costume, eu percebi que não podia seguir me resistindo e passei a crer”, contou.

Collins não ficou católico, mas protestante, porém a descrição de seu itinerário espiritual é da alma que procura sincera e gradualmente a verdade.

Muito diversa atitude dos que denigram aqueles que aderiram sem reservas Àquele que é “o Caminho, a Verdade e a Vida” na Igreja Católica.

Dr. Collins: “uma das grandes tragédias do nosso tempo  é a impressão criada de que a ciência e a religião  têm que estar em guerra uma com a outra”
Dr. Collins: “uma das grandes tragédias do nosso tempo
é a impressão criada de que a ciência e a religião
têm que estar em guerra uma com a outra”
Em seu livro A linguagem de Deus ele explica que “uma das grandes tragédias do nosso tempo é a impressão criada de que a ciência e a religião têm que estar em guerra uma com a outra”.

Pelo contrário, segundo ele, investigando a “majestosa e impressionante obra de Deus, a ciência pode servir realmente de meio para glorificá-lO”.

“Como cientista que tem fé, eu descubro na exploração da natureza uma via para compreender melhor a Deus. Pode-se encontrar a Deus no laboratório, além de numa catedral”.

Francis Collins ganhou numerosos prêmios e honras, incluindo a eleição para o Instituto de Medicina (Institute of Medicine) e a Academia de Ciências Norte-Americana (National Academy of Sciences).

Também foi galardoado com o Prêmio espanhol Príncipe de Astúrias de investigação científica e técnica em 2001.

Em 2009 foi feito membro da Academia Pontifícia das Ciências pelo Papa Bento XVI, e recebeu a Encomenda Presidencial da Liberdade das mãos do presidente dos EUA.


terça-feira, 8 de julho de 2014

Ruínas de Magdala, a cidade de Santa Maria Madalena
onde Jesus pregou

Funcionário limpa mosaicos ornamentados no sítio arqueológico de Magdala, Israel
Funcionário limpa mosaicos ornamentados no sítio arqueológico de Magdala, Israel

Uma tentativa de construir um hotel para peregrinos na Galileia acabou desencavando as ruínas da cidade natal de Santa Maria Madalena e uma antiga sinagoga onde Nosso Senhor Jesus Cristo pode muito bem ter pregado, noticiou “The New York Times”.

O padre Juan Solana, diretor do Instituto Centro Pontifício Notre Dame de Jerusalém, quis construir uma instalação para romeiros no lugar onde se ouviu a maior parte da pregação divina e se viu a maioria dos milagres de Jesus, segundo os Evangelhos.

Em 2009 um velho resort foi demolido, e quando se cavou a terra para colocar os alicerces, apareceram restos da cidade. Do ponto de vista arqueológico e histórico, a descoberta é relevante, pois não se conhecia ao certo o posicionamento de Magdala, (ou Migdal).

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Revelações das chagas de Jesus
impressas no Santo Sudário de Turim

A revista "Injury"
A revista "Injury"
Quatro professores italianos publicaram artigo na revista “Injury” sobre o Homem do Sudário, revelando que durante sua Paixao Ele sofreu a luxação do úmero (osso do braço) direito, a paralisia do mesmo braço e um violento traumatismo no pescoço, no tórax e no ombro.

Consagrada à cura de traumas e feridas, a revista “Injury” é o órgão oficial da British Trauma Society e de associações correspondentes da Australásia, Arábia Saudita, Grécia, Itália, Alemanha, Espanha, Turquia, França, Croácia e Brasil.

Resumos do importante artigo foram publicados na revista americana “National Catholic Register”  e no site italiano “Vatican Insider”; e ainda.

Os quatro especialistas responsáveis pelo trabalho são os italianos Matteo Bevilacqua do Hospital da Universidade de Pádua; Giulio Fanti, do Departamento de Engenharia Industrial da Universidade de Pádua; Michele D'Arienzo da Clínica Ortopédica da Universidade de Palermo, e Raffaele De Caro, do Instituto de Anatomia da Universidade de Pádua.

Os quatro professores elaboraram o aprofundado estudo trabalhando sobre a imagem do Homem crucificado no Sudário de Turim.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A ciência se depara face a face com Deus,
após séculos de cientificismo antirreligioso

Embaixo: o Atacama Large Millimeter-submillimeter Array (ALMA), maior telescópio da Terra.
Fundo: galaxia Andrómeda, a mais parecida à nossa, a Via Láctea.
Desde o Iluminismo – para fixarmos uma referência – um viés cientificista veio insistindo na ideia de que, à medida em que a ciência fosse se desenvolvendo, tornar-se-ia evidente que a existência de Deus é uma crendice para encobrir uma vergonhosa ignorância.

E a ciência progrediu. A cada descoberta relevante e a cada nova teoria – algumas das quais se demonstraram falsas depois – esse espírito iluminista, revolucionário, anticatólico e ateu cantava vitória. Afinal, diziam, a religião ficou dessueta!

Ainda hoje se publica farta literatura de botequim repetindo o mesmo ‘disco ralado’. A inexistência de Deus estaria demonstrada, foi descoberta a máquina do Universo que torna desnecessária a divindade, a inteligência é coisa que o computador faz. Não precisamos de um Criador para explicar o Universo!!!

Mas, descartando essa literatura de rodoviária e nos voltando para os cientistas de verdadeira envergadura atuais, verificamos que um a profunda mudança está em curso.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Professor faz Crucificado seguindo os dados do Santo Sudário

Prof. Juan Manuel Miñarro explica seu trabalho

Diversos leitores do blog pediram as fotos deste impressionante Crucificado em tamanho maior, exprimindo o desejo de fazer um poster ou outra forma de reprodução.

Em atenção aos pedidos re-publicamos este post com as fotos ampliadas, e mais duas acrescentadas no fim.

Basta clicar na foto desejada e ela aparecerá na tela no tamanho máximo possível. Depois é só salvar na pasta preferida.

Aplicamos a maior resolução que um blog permite técnicamente, e que nem para todos será a ideal.

Para quem desejar as mesmas fotos com ainda maior definição e tamanho, recomendamos a página do Prof. Juan Manuel Miñarro: http://cofrades.pasionensevilla.tv/photo/albums/cristo-sindonico-de-minarro

O escultor espanhol e catedrático da Universidade de Sevilha, Juan Manuel Miñarro estudou durante dez anos o Santo Sudário de Turim.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Arca de Noé podia levar dezenas de milhares de animais

A Arca de Noé é prefigura da Igreja Católica, Arca da Salvação. Vitral da igreja de Saint' Étienne du Mont, Paris
A Arca de Noé é prefigura da Igreja Católica, Arca da Salvação.
Vitral da igreja de Saint' Étienne du Mont, Paris

Um recente filme que manipula o episódio bíblico da Arca de Noé e do Dilúvio num sentido ambientalista e sensacionalista, veio colateralmente levantar problemas relativos a esse acontecimento magno da História da Salvação.

Não nos deteremos nas fantasias do filme, mas procuraremos aproveitar algumas matérias recentemente publicadas sobre a odisséia de Noé.

Noé e sua Arca de que nos fala o Génesis, ainda continuam uma fonte de enigmas, não para a Fé, mas para a ciência.

De fato, até o presente não foi possível encontrar nada de positivo a respeito do local onde poderiam estar os restos da célebre Arca. Fala-se com certo fundamento que estaria no Monte Ararat, montanha sagrada da Armênia, hoje em território turco.

Expedição alguma reconhecida pela comunidade científica chegou a fazer descobertas relevantes. As teorias e suposições baseadas nestes ou aqueles fundamentos até agora não foram confirmadas por descobertas ou outros fatores.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Arqueologia identifica existência
de 50 personagens do Antigo Testamento

Capa da Biblical Archaeology Review
Capa da Biblical Archaeology Review

Na Biblical Archaeology Review, o acadêmico Lawrence Mykytiuk, professor associado da Universidade Purdue, elaborou uma lista dos personagens históricos do Antigo Testamento que ficaram registrados em documentos arqueológicos.

Trata-se de colunas de pedra, selos de argila, recibos, tabletes ou inscrições funerárias que ainda existem após 2.000 ou 3.000 anos, apesar de guerras, terremotos, depredações e saques.

Mykytiuk constatou que, com os conhecimentos atuais, a partir de provas arqueológicas materiais, se pode demostrar a existência de 50 personagens bíblicos.

Não está excluido, e até parece certo, que trabalhos em andamento venham a demostrar a existência de outros.

Os 50 formam um conjunto mais do que suficiente para reforçar a certeza da veracidade e historicidade do Antigo Testamento.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Últimos achados astrofísicos
afinam com narração bíblica da Criação

Clem Pryke, Jamie Bock, Chao-Lin Kuo e John Kovacem conferência de imprensa  no Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics in Cambridge, Massachussets
Clem Pryke, Jamie Bock, Chao-Lin Kuo e John Kovac em conferência de imprensa
no Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics in Cambridge, Massachussets

Anunciada nos EUA uma descoberta que é um marco para a astrofísica

Liderados pelo astrônomo John M. Kovac, pesquisadores do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, da Universidade de Minnesota, do California Institute of Technology, da Universidade de Stanford e do Jet Propulsion Laboratory da NASA anunciaram a descoberta da “primeira evidência direta” daquilo que os cientistas chamam de “inflação cósmica”.

A expressão indica a teoria segundo a qual, no segundo imediato ao “Big Bang”, o universo expandiu-se a uma velocidade inimaginável. O “Big Bang” (ou “grande explosão”) é a teoria que prevalece na ciência a respeito da origem do mundo, embora com muitas variantes segundo os diversos postuladores.

O novo trabalho também forneceria a primeira demonstração da existência das ondas gravitacionais, ondulações do espaço-tempo, previstas por Albert Einstein, mas nunca antes detectadas.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Falso papiro retoma ofensiva contra Jesus Cristo

Papiro e teorias da professora Karen L. King não são aceitas por cientistas
Papiro e teorias da professora Karen L. King não são aceitas por cientistas

Realejo midiático: Jesus teria se casado com Maria Madalena

Certa imprensa aproveita a Semana Santa para veicular noticiário por vezes ofensivo e enviesado contra a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em 2014, talvez carente de argumentos científicos, o ritornelo anticristão voltou a agitar um antigo fragmento de papiro, desprestigiado nos meios acadêmicos. Nele está escrito que Nosso Senhor se casou com Maria Madalena, como na novela já muitas vezes refutada de Dan Brown, o “Código da Vinci”.

O pedaço de papiro antigo já foi apresentado em 2012 pela historiadora Karen King, da Harvard Divinity School, dos EUA, noticiou a G1.

O fragmento pode ser do século VI, do IX, ou até do II, segundo os testes de radiocarbono e uma análise da tinta por espectroscopia Micro-Raman, realizados nas universidades de Columbia, Harvard e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

A própria professora Karen reconhece que a antiguidade do fragmento não prova a suposição que ela fez sobre Jesus Cristo.

segunda-feira, 31 de março de 2014

As relíquias na grande estátua
da basílica de São Martinho de Tours

Religiosas mostram o relicário achado na estátua de São Martinho de Tours
Religiosas mostram o relicário achado na estátua de São Martinho de Tours

Há mais de um século, os fiéis de Tours, na França, transmitem de geração em geração a certeza de que o braço erguido da estátua de São Martinho de Tours, apóstolo da nação gaulesa, continha ossos do santo.

São Martinho de Tours nasceu na Panônia (Hungria), por volta de 316 ou 317, e faleceu em Candes, França, em 397. É um dos maiores santos da Igreja e sua imagem equestre se encontra em inumeráveis templos católicos.

O santo aparece dividindo sua capa de oficial romano com um pobre miserável nu. Na noite seguinte Nosso Senhor Jesus Cristo lhe apareceu vestido com o pedaço de capa que o oficial havia doado.

O fato foi decisivo para a sua conversão e São Martinho acabou sendo bispo de Tours, atraindo para a Igreja uma quantidade prodigiosa de pagãos e fazendo incontáveis milagres.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Médica ateia confere 1.400 milagres e diz: “eles existem”

A professora Jacalyn Duffin dando aula de História da Medicina
A professora Jacalyn Duffin dando aula de História da Medicina

A hematologista canadense Jacalyn Duffin estava observando no microscópio “uma célula letal de leucemia”.

Olhando para a data do exame, concluiu: “fiquei persuadida de que o paciente cujo sangue estava examinando tinha que ter morrido”.

Entretanto, o paciente estava bem vivo.

A hematologista não sabia: ela havia sido solicitada para participar na investigação de um milagre.

Ela escreveu sua incrível história pessoal. em artigo para a BBC

A doutora Duffin, 64, é também uma prestigiosa historiadora, tendo presidido a Associação Americana de História da Medicina e a Sociedade Canadense de História da Medicina. Além de ser catedrática dessa disciplina na Queen’s University de Kingston (Canadá).

O fato se deu em 1986 e foi seu primeiro contato com as canonizações da Igreja.

A amostra de medula fora tirada de uma jovem de 30 anos ainda viva. Estudava-se a veracidade do milagre no contexto do processo de canonização da primeira santa canadense, Maria Margarida d’Youville (1701-1771), fundadora das irmãs da Caridade, elevada à honra dos altares 14 anos depois.

terça-feira, 11 de março de 2014

Reconhecidos os ossos do “Pai da Europa”: Carlos Magno

Carlos Magno: busto relicário em Aachen, Alemanha
Cientistas alemães anunciaram que, após quase 26 anos de pesquisa, os ossos contidos há séculos em preciosas urnas e relicários da catedral de Aachen, podem ser tidos com grande certeza como os próprios de Carlos Magno, informou The Local, jornal com noticias em inglês editado na Alemanha.

Os estudos científicos e suas conclusões foram apresentados no dia 28 de janeiro de 2014, 1.200º aniversário da morte do grande imperador.

Os cientistas contabilizaram 94 ossos e fragmentos nos relicários do Rei dos Francos, coroado Imperador do Sacro Império Romano Alemão pelo Papa São Leão III.

Carlos Magno tem direito a culto como bem-aventurado em numerosas dioceses da França, Alemanha e Bélgica, com Missa especial e orações próprias.

Imagens do Beato Carlos Magno são cultuadas em igrejas e catedrais dessas dioceses.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Arqueólogos revelam história heróica dos católicos japoneses perseguidos durante séculos – 2

Mapa do sitio do castelo de Hara, pintura japonesa. Anônimo siglo XVII
Mapa do sitio do castelo de Hara, pintura japonesa. Anônimo siglo XVII
continuação do post anterior

A resistência de Shimabara

A resistência de Shimabara teve episódios épicos em que sucessivos exércitos pagões foram derrotados com imensas perdas, sendo que os católicos sofreram muito pouco.

Impotentes, os pagãos pediram auxilio aos holandeses protestantes que primeiro forneceram pólvora e canhões.

O chefe holandês Nicolaes Couckebacker se engajou pessoalmente na batalha.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Descobertas capelas dos católicos japoneses perseguidos durante séculos

Gruta perto de Nagasaki, sobre o mar.  Os católicos reunidos foram pegos e martirizados
Gruta perto de Nagasaki, sobre o mar.
Os católicos reunidos foram pegos e martirizados

Na região japonesa de Taketa, muito considerada pela sua beleza natural, foram descobertas oito capelas católicas escavadas na pedra durante a perseguição desencadeada pelo Shogun, governador militar do império, informou a agência Zenit.

Situada no centro da prefeitura de Oita Kyushu, Taketa também é conhecida como a pequena Kyoto e está rodeada por montanhas e pelo rio Ono.

Lá estão as águas termais mais conhecidas do império do sol nascente.

Mas a região é também onde a graça do batismo foi vertida com maior abundância. Quando os missionários chegaram à localidade, ela se converteu e foi um dos centros com maior presença católica do Japão.

Um nobre samurai, batizado por São Francisco Xavier em Oita, foi para Taketa. Ali, muitos grandes proprietários de terra foram conquistados pelo exemplo do nobre guerreiro e foram professando a Fé católica.

O primeiro grupo contava 200 fiéis, mas não demorou para que em Taketa que tinha uma população de 40.000 habitantes, mais de 30.000 adotassem o catolicismo.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Ciência pasma em Israel: fiel católica é objeto de milagre

Teresa Daoud

 A cura do câncer, com fortes sinais de milagre, de Teresa Daoud – devota católica de nacionalidade israelense – abalou Israel, escreveu The Blaze.

Ela contou o caso todo ao Canal 2 de Israel, que também entrevistou seus médicos e analisou o caso clínico.

Teresa sofria de um câncer maligno na perna, o qual se desenvolvia rapidamente. Os médicos decidiram então amputar-lhe a perna.

A cirurgia foi adiada três vezes por razoes burocráticas. Ela interpretou os adiamentos como um sinal de que devia confiar mais na oração do que na intervenção médica.

O Dr. Jacob Bickels, chefe do Departamento de Oncologia Ortopédica do Hospital Ichilov, em Tel Aviv, disse: “Era claro para mim que ela ia morrer em pouco tempo. Ela é uma mulher instruída, inteligente, lúcida, e quando uma pessoa assim toma uma decisão sabendo bem das consequências, nós a respeitamos”.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mensagem do webmaster:
2014?

2013 sem dúvida passará para a História.

Só pensar que apenas iniciado o ano, nos céus de Roma, emoldurados pelos símbolos sagrados do Papado, um helicóptero fazia o voo de despedida de Bento XVI!

A renúncia, segundo o decano dos cardeais Ângelo Sodano, caiu “como um raio em céu sereno”. E na mesma noite, um raio atingiu a cúpula da Basílica de São Pedro.

Poucos dias antes, um temporal de violência inusitada danificou o Santuário de Fátima, no 75º aniversário da aurora boreal anunciada por Nossa Senhora: “quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida sabei que é o grande sinal, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre”.

Logo depois um meteoro explodiu no céu da Rússia com a potência de 20 bombas atômicas. Outra bola de fogo cruzou o céu da costa oeste dos EUA, mais uma apavorou o centro da Espanha e, por fim, em nove estados da Argentina outro meteoro comparável ao russo fez a noite virar dia, a terra tremer, e o povo achar que era “um sinal divino”.

Esses fatos incomuns devem ser vistos à luz da Fé que nos leva a mantermos inalterada nossa Esperança e nossa Caridade.

O fato é que 2013 se encerrou com os homens quase não se entendendo mais. O que nos trará 2014?

Algo, entretanto, pareceu se mover numa esfera que não é a dos humanos. Sopros fétidos vindos do reino das trevas promoveram incontáveis e atrozes blasfêmias durante 2013.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

“Os 12 dias de Natal”: canção-catecismo dos católicos perseguidos

São Gabriel, Rodez, França
São Gabriel, Rodez, França

Há uma bela canção de Natal inglesa intitulada Twelve Days of Christmas (Os 12 dias do Natal), pouco conhecida entre nós.

Ela surgiu durante a época da perseguição anglicana contra os católicos naquele país, no século XVI.

Com a pseudo-reforma protestante, países como a Inglaterra, ao abandonarem o regaço da Santa Igreja e caírem na heresia, começaram a perseguir os católicos, tornando quase impossível a prática da verdadeira Religião.

Para comunicar aos fiéis a sã doutrina e poderem celebrar sem medo de represálias o Natal do Salvador, segundo a tradição da Santa Igreja, católicos ingleses compuseram tal música, que é um catecismo secreto, porquanto expressa em símbolos a realidade de nossa fé.

Ela foi também utilizada muitas vezes pelos católicos durante as perseguições anticristãs e anti-monárquicas da Revolução Francesa.

Decifre seu significado antes de ler o que ela quer dizer:

Video: “Os 12 dias de Natal”

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Por que choras, Menino bom?


Sermão de Natal pregado por São João de Ávila
no dia de Santo Estevão (26 de dezembro)

O Menino chora na estreiteza do estábulo. Por que choras, Menino bom? Estará aqui presente algum grande pecador que trema quando Deus lhe disser: – “Onde estás?”?

Que grande mal tê-lo ofendido muito, lembrar-se de vinte anos de grandes ofensas! Que resposta darás quando Deus te interpelar?

Assim como tu tremes, tremiam os irmãos de José quando este lhes disse: “Eu sou José, vosso irmão, que vós vendestes (Gên 45, 4).

E eles pensaram: “Infelizes de nós! Ele agora é Rei. Há de querer matar-nos, tem motivos e pode fazê-lo”. Tremiam.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Ossos de São Pedro venerados solenemente no Vaticano


No domingo 24 de novembro foram venerados publicamente relíquias do Apóstolo São Pedro, na praça diante da basílica a ele dedicada no Vaticano.

Tratou-se da primeira exposição pública de suas relíquias, que tanto deram margem à polêmica histórica, arqueológica e científica.

Durante a cerimônia que encerrou o Ano da Fé, uma procissão trouxe para o altar um relicário de bronze com oito fragmentos de ossos do Apóstolo que Jesus Cristo instituiu como Príncipe supremo do Colégio Apostólico e chefe da Igreja. Dessa maneira, ele foi o primeiro Papa da História, por instituição divina.

Essa monarquia de origem divina vem sendo transmitida pelos Papas o longo dos séculos, e assim o será até o fim dos tempos.

Por vez primeira vez em 2 mil anos a Igreja exibia ao público as relíquias do primeiro papa, que estão habitualmente guardadas na cripta da Basílica de São Pedro, onde elas podem ser veneradas.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Prêmio Nobel de Medicina: não há explicação
para os milagres de Lourdes

Dr. Luc Montagnier, do Instituto Pasteur de Paris  Prêmio Nobel de Medicina em 2008
Dr. Luc Montagnier, do Instituto Pasteur de Paris
Prêmio Nobel de Medicina em 2008
Um dos pontos em que se pretende jogar a ciência contra a religião é a problemática do milagre.

E o caso de Lourdes é o que deixa mais perplexa a uma certa ciência eivada de preconceitos anti-religiosos e/ou anti-católicos.

Um Prêmio Nobel de Medicina, descobridor do vírus do HIV, causador da AIDS, ele próprio agnóstico, foi a Lourdes, participou de um encontro científico sobre os milagres atribuídos à "água milagrosa", e ficou sem o que dizer.

Ele reconheceu que a ciência não tem meios de explicar os milagres lá cientificamente constatados após longa discussão e análise.

Mas, não dá o braço a torcer. Sobre o caso, reproduzimos a seguir um post extraído do blog "Lourdes e suas aparições":

O bacteriólogo Luc Montagnier, Prêmio Nobel de Medicina de 2008, participou no primeiro colóquio científico internacional organizado pelo Santuário de Lourdes nos dias 8 e 9 de junho de 2012, segundo informou o jornal “La Croix” de Paris.

Entrevistado naquela ocasião por “La Croix”, o biólogo que é agnóstico declarado, reconheceu que nos milagres de Lourdes “existe algo inexplicável”.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Como explicar que tantas imagens de Nossa Senhora e de Nosso Senhor tenham sido salvas nas Filipinas?

Com menos de um mês de intervalo, duas enormes calamidades caíram sobre as Filipinas, país muito populoso de maioria católica.

O país é um grande arquipélago exposto a fenômenos sísmicos e furacões de rara intensidade.

No dia 16 de outubro um terremoto de magnitude 7.2 atingiu especialmente a ilha de Bohol danificando severamente grandes e sólidas igrejas coloniais, de até 400 anos de antiguidade.

A segunda grande calamidade foi provocada pelo tufão Haiyan (lá denominado Yolanda) em 8 de novembro que causou por volta de 2.500 mortes.

Nas duas imensas tragédias registrou-se o mesmo fenômeno: imagens de Nossa Senhora e do Sagrado Coração de Jesus ficaram admiravelmente indenes.