segunda-feira, 27 de março de 2017

Arqueólogos e peritos policiais investigam casas de Lutero
e descobrem fatos sobre o fundador do protestantismo

Casa natal de Lutero em Eisleben
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A arqueologia às vezes traz surpresas onde menos se imaginaria. É o caso, ao menos, da vida privada do heresiarca Martinho Lutero, fundador do protestantismo.

O "Der Spiegel", a maior revista alemã, já publicou singular reportagem com fundamento arqueológico e policial, sobre o iniciador da Revolução Protestante cujos 500 anos se comemoram em 2017.

As descobertas fizeram parte duma exposição que verteu nova luz sobre a vida privada do frade que abandonou sua religião, informou Der Spiegel. A amostra ficou aberta ao público no Museu de Pré-História do Estado Alemão em Halle, entre 2008 e 2009.

Compreende-se que não tenha durado muito.
O catálogo descreve o conteúdo da exibição como "sensacional", dizendo que ele nos permite reexaminar "capítulos inteiros da vida humana" do ex-frade, escreveu Der Spiegel.
As escavações no Mosteiro de Wittenberg onde ele viveu longamente foram conduzidas pelo arqueólogo Mirko Gutjahr.

Peritos legais e arqueólogos analisaram com critérios policiais o lixo das casas em que nasceu, viveu e morreu o instigador da revolta protestante, em Eisleben, Mansfeld e Wittemberg, na Alemanha.

O laudo técnico constatou desonestidade nas descrições que o pai do protestantismo fez de si próprio.

Por exemplo, provou que Lutero mentiu dizendo ser filho de um “minerador pobre” cuja “mãe carregava toda a madeira nas costas até em casa”.

Antigo mosteiro agostiniano em Wittemberg expropriado pela revolta protestante
onde Lutero viveu grande parte de sua vida em revolta contra a Igreja.
Na verdade, o pai de Lutero dirigia fundições de cobre, tinha boas conexões com a administração real das minas, era agiota e dono de terras. Escreveu o Speigel:
Em 1484, quando Martinho Lutero ainda era criança, a família se mudou para Mansfeld, onde o pai logo se tornou um capataz bem sucedido.

Ele operava três fundições de cobre, era dono de 80 hectares (198 acres) de terra e emprestava dinheiro a juros.

O tamanho e grandiosidade de sua casa, conforme revelou a escavação, estavam de acordo com seu status econômico.

"A frente da casa, que dava para a rua, tinha 25 metros de comprimento", diz o arqueólogo Björn Schlenker. A escavação revelou grandes cofres no porão e um quintal cercado por grandes construções.
As casas em que viveu eram próprias de burgueses ricos.

Em uma delas encontraram grandes cofres no porão.

Os brinquedos que Lutero usou quando criança, poucas famílias podiam comprar.

Sobre seu nível de vida nos últimos anos de existência, a reportagem do Spiegel acrescentou:
Máscara mortuária de Lutero exibida na igreja do Mercado, em Halle, Alemanha
O pensador era tremendamente prolífico, escrevendo uma média de 1.800 páginas por ano.

Seu tom tornou-se cada vez mais brusco com o passar dos anos.

Ele chamou os turcos de "demônios", os judeus de "mentirosos" e qualificou os sacerdotes católicos de homossexuais "irmãos de jardim que fazem aquilo uns com os outros".

Roma, escreveu Lutero na sua linguagem habitualmente torpe, estava infestada de "porcos-teólogos".

Depois de escrever palavras tão afiadas, o eloquente reformista comia em tigelas de cerâmica e bebia de jarras turcas magníficas.

Os arqueólogos encontraram azulejos de forno decorados com motivos do Velho Testamento, além de mais de 1.600 cacos de copos que Lutero, um glutão voraz, usava para matar sua sede considerável de cerveja.
As seitas protestantes obviamente não gostaram da análise e de seus resultados ...

Para conhecer mais sobre o que ensinava de fato Lutero, veja o interessante e erudito trabalho do Pe. Leonel Franca S.J., fundador da Universidade Católica de Rio de Janeiro, da qual foi Reitor magnífico durante oito anos.



segunda-feira, 13 de março de 2017

Os mais antigos retratos dos Apóstolos
estão sendo recuperados nas Catacumbas

São Paulo no medalhão Embaixo Abraão e Issac.  Túmulo de uma aristocrática dama romana anexo à catacumba de Santa Tecla, Roma
São Paulo no medalhão.
Túmulo de uma aristocrática dama romana
anexo à catacumba de Santa Tecla, Roma
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Em 2010 foram descobertos os retratos mais antigos dos Apóstolos São Pedro, São Paulo, São João e Santo André.

Eles estavam numa catacumba recuperada sob um moderno prédio de uma empresa de seguros em Roma.

As imagens datam da segunda metade do século IV e decoram o teto do túmulo de uma aristocrática dama cristã ligado à catacumba de Santa Tecla.

Eles vinham sendo trabalhados pelos restauradores com técnicas laser para queimar acumulações sedimentares seculares de sais e desvendar os originais em todo seu esplendor.

Os rostos dos Apóstolos aparecem em medalhões nos quatro cantos da sala principal.

Eles fazem parte de um conjunto pictórico mais vasto que rodeia uma imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo apresentado como o Bom Pastor, que foi sendo revelado em fases sucessivas.

“Estas são as primeiras imagens dos Apóstolos”, anunciou Fabrizio Bisconti, superintendente das catacumbas, por indicação da Comissão Pontifícia para a Arqueologia Sagrada, citado por Fox News.

As cores predominantes são o ocre, o preto, o verde e o amarelo.

As catacumbas contêm algumas das primeiríssimas provas do culto e devoção aos Apóstolos no nascente cristianismo, explicaram representantes do Vaticano.

No centro, Jesus como o Bom Pastor, nos ângulos os Apóstolos Pedro, Paulo, João e André
No centro, Jesus como o Bom Pastor, nos ângulos os Apóstolos Pedro, Paulo, João e André
Barbara Mazzei, responsável pelo trabalho de restauração, disse que todas as descrições anteriores de São Pedro e São Paulo se encontravam em narrações escritas.

Mas agora temos seus rostos fixados nos quatro cantos da pintura do teto da sala subterrânea, num posicionamento devocional por natureza.

Por isso são os mais antigos ícones religiosos conhecidos até o presente, noticiou oportunamente o jornal “The Dallas Morning News”.

Barbara Mazzei explicou que, em atenção ao ano de São Paulo, comemorado em 2009, foi anunciada primeiramente a descoberta da pintura do Apóstolo das Gentes.

Leia mais sobre o verdadeiro rosto e sobre os restos de São Paulo:
Dois milênios após a morte de São Paulo restauradores descobriram sua mais antiga imagem
Sim! Aqui está o túmulo de São Paulo Apóstolo! Testes confirmam


Porém, os especialistas sabiam que uma crosta de carbonato de cálcio cobria mais imagens e que poderiam ser apresentadas a público somente após completar sofisticadas tarefas de limpeza.

Santo André
Santo André
Por fim, o momento do extraordinário anúncio chegou.

Apresentando as imagens aos jornalistas, monsenhor Giovanni Carru disse que as catacumbas “são um testemunho eloquente do Cristianismo em suas origens”.

A sala sepulcral da nobre romana católica passou a ser denominada “Cubículo dos Apóstolos” devido aos afrescos ali descobertos.

Já os especialistas a chamam de “O Colégio dos Apóstolos”, representado em torno do Bom Pastor.

Fabrizio Bisconti explicou que nas pinturas das catacumbas pode se contemplar “a gênese, as sementes da iconografia cristã”, desde o simples peixe usado para simbolizar a Cristo até o próprio Cristo ressuscitando a Lázaro.

“Esse foi o tempo em que o culto dos Apóstolos estava nascendo e se desenvolvendo” e a arte das catacumbas não pintava somente os mártires ou cenas bíblicas.

Na mesma sala há afrescos representando o profeta Daniel na cova dos leões, os três Reis Magos entregando presentes ao Menino Jesus, o sacrifício de Isaac por Abraão.

Numa outra parede está representada a nobre dama que teria mandado fazer as pinturas, ornada com joias, véu e um “estilo de penteado de cabelo”, símbolo de categoria social elevada na antiga Roma, acrescentou Bisconti.

São Pedro
São Pedro
Mazzei contou que quando os restauradores ingressaram na câmera mortuária em 2008, todas as paredes apareciam inteiramente brancas, cobertas pela crosta de carbonato de cálcio com 4 a 5 cm de espessura.

O Vaticano, entretanto, possuía documentos atestando que no local havia pinturas nas paredes e isso impulsionou a procura.

No passado os restauradores teriam usado bisturis e escovas de aço para remover a crosta branca, mas havia o perigo de danificar as pinturas procuradas.

O uso do laser resolveu o problema.

Temia-se, porém, que a umidade ambiente e a falta de ar pudesse prejudicar o uso da nova tecnologia.

Os pesquisadores tiveram que avançar cautelosamente, fazendo da iniciativa um “laboratório experimental” do aproveitamento do laser em condições extremas adversas.

São João
São João
A descoberta veio além do mais confirmar que a devoção aos Santos representados em imagens é própria do cristianismo original, devoção desenvolvida nas catacumbas e depois nas igrejas a céu aberto.

Ficou desprovida de fundamento a alegação feita por iconoclastas orientais, muçulmanos, protestantes e “modernistas” hodiernos, segundo a qual o uso e o culto de imagens não correspondem ao cristianismo autêntico e original.

Segundo essas versões anticatólicas e anti-históricas, o culto das imagens seria uma deturpação.

Tal perversão do culto, dizem eles, aconteceu quando os primeiros cristãos saíram das catacumbas e passaram a imitar os cultos pagãos que idolatravam esculturas de pedra, madeira ou pinturas antropomórficas.

O culto das imagens corresponde bem à Igreja desde seus primórdios, sendo merecedor de encômio no espírito da doutrina tradicional bimilenar do Catolicismo.

As catacumbas de Santa Tecla não estão abertas ao público em geral, mas pode se pedir autorização na referida comissão vaticana para visitas em grupo, guiadas por especialistas.


Vídeo: Vaticano apresenta as imagens mais antigas dos Apóstolos





Descubiertos los retratos más antiguos de San Juan, San Andrés y San Pablo (espanhol)




The oldest portraits of Sts. Andrew, John and Paul discovered (inglês)



segunda-feira, 6 de março de 2017

A incorruptibilidade do manto de Guadalupe:
a ciência não encontra explicações


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O Dr. Adolfo Orozco (foto), investigador do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autonômica do México, assinalou que o extraordinário estado de conservação do manto da Virgem de Guadalupe “está completamente fora de todo tipo de explicação científica”.

Orozco, que também é especialista no manto da Virgem, falou em Phoenix, EUA, no 1º Congresso Internacional Mariano sobre a Virgem de Guadalupe.

O especialista disse que “todos os tecidos similares a do manto que foram colocadas em ambientes úmidos e salinos como o que rodeia a Basílica, não duraram mais de dez anos”.

Em 1789 fora pintada uma cópia a imagem de Guadalupe.
“Essa imagem foi feita com as melhores técnicas de seu tempo, era formosa e estava feita com um tecido bastante similar a do manto original. Além disso, também estava protegida com um vidro desde que foi exposta”, indicou.