segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Astrônomo defende com computador
a existência da estrela de Belém

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O astrônomo Mark Thompson, membro da Royal Astronomical Society de Londres e apresentador de astronomia no The One Show da BBC, realizou um estudo científico que explicaria a natureza da estrela que conduziu os Reis Magos até Belém, confirmando a narração do Evangelho de São Mateus.

Usando registros históricos e simulações de computador que permitem mapear a posição das estrelas e dos planetas em torno da data em que Jesus nasceu, Thompson defende que nessa época houve um evento astronômico incomum.

Segundo ele, entre setembro do ano 3 a.C. e maio do ano 2 d.C. houve três “conjunções” onde o planeta Júpiter e a estrela Regulus passaram perto um do outro no céu da noite estrelada.

A estrela Regulus ‒ literalmente “pequeno rei” ‒ está no plano dos planetas e não raro ela aparece próximo a um dos planetas.

1ª) Júpiter cruzou com Regulus por vez primeira seguindo seu movimento habitual rumo ao leste.

2ª) Depois apareceu revertendo o caminho e cruzou a estrela novamente, desta vez em direção oeste.

3ª) Por fim, mudando de direção mais uma vez, retomou sua direção normal rumo ao leste e cruzou com a estrela pela terceira vez.

Thompson, que apresentou na BBC o programa de astronomia Stargazing Live junto com o Professor Brian Cox, disse:

“Curiosamente no mundo da astrologia antiga, Júpiter é considerado o rei dos planetas e Regulus, que é a estrela mais brilhante da constelação de Leão, é considerada a rainha das estrelas.”

“Os três Reis Magos, acrescentou, eram considerados por alguns como sacerdotes zoroastristas, que eram astrônomos de renome na época, e quando o rei dos planetas passou tão perto da rainha das estrelas e em três ocasiões, devem ter julgado que era um fato muito significativo interpretável como o nascimento de um novo rei”.

Numerosas teorias de astrônomos do passado tentaram apresentar como explicação científica da estrela de Belém um cometa, uma supernova ‒ quando uma estrela explode e produz enormes quantidades de luz ‒ ou até um planeta.



Thompson disse que ele considerou “todas essas possibilidades” antes de chegar à sua conclusão.


As três conjunções de Júpiter e Regulus, tiveram lugar em 14 de setembro do ano 3 a.C., em 17 de Fevereiro e em 8 de maio do ano 2 d.C. Elas foram causadas pelo fenômeno astronômico chamado de movimento retrógrado aparente, em que um planeta parece que para na noite sua marcha normal rumo ao leste e ruma para o oeste, por um período de várias semanas.

Isso acontece porque os planetas exteriores do nosso sistema solar orbitam em volta do Sol a uma velocidade mais lenta que a Terra, e por isso nosso planeta, ocasionalmente os ultrapassa.

“O movimento retrógrado [no caso estudado] deu a impressão que Júpiter estava se movendo em direção oeste do céu e por isso os [Três Reis Magos] puderam segui-lo a partir da Pérsia”, explicou Thompson.

“Uma viagem de camelo até Israel teria levado cerca de três meses. Curiosamente, este é aproximadamente o mesmo tempo em que Júpiter parecia estar viajando na direção oeste”, disse

E concluiu: “Não cabe a mim dizer se realmente a Bíblia está certa ou errada, eu estou apresentando o mapa dos fatos que estão diante de mim”.

De fato, é esse o papel da ciência dentro de seus limites. E é natural concluir que confirma de modo sugestivo o relato evangélico.

O astrônomo inglês chegou a essas conclusões utilizando tecnologias computacionais avançadas e o saber acumulado pela ciência ao longo dos séculos.

Sua teoria, entretanto, não é inteiramente nova. Ela concorda com as apresentadas por outras autoridades da astronomia em épocas diversas.

Esta concordância reforça a teoria de Thompson.

De fato, a estrela de Belém sempre intrigou filósofos, teólogos e cientistas. E a ideia que a famosa estrela tinha sido resultante de uma conjunção de astros de primeira magnitude já foi defendida por respeitadas autoridades da astronomia.

Veja também: Dado essencial: houve o fenômeno astronômico denominado “estrela de Belém”

Quem foram os Reis Magos?


5 comentários:

  1. Tá...mas não existe a versão em que Jesus teria nascido entre 7 A. C. e 5. A. C.?

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    1. Baseado nos cálculos do monge Dionísio o Pequeno (efetuados no ano 525), o Calendário da Era Cristã (E.C.) fixa como seu início o nascimento de Jesus, que teria sido no ano 753 da fundação de Roma ( 753 ab Urbe Cóndita, U.C.). Mas conforme Mateus (2,1,15) e Lucas (1,5;2,1-2;3,1), o certo é que Jesus nasceu menos de um ano antes da morte de Herodes I, o Grande, a qual se deu precisamente em Abril de 750 U.C., conforme escreve Flávio José. Portanto, o Natal de Jesus se deu no ano 749 U.C., ou seja, no ano 5 antes da data marcada por Dionísio como Ano 1 da Era Cristã.
      NASCIMENTO DE JESUS (2° Semestre de 749 U.C.) ano 5 antes da E.C.
      MORTE DE HERODES I o Grande ( abril de 750 U.C.) ano 4 antes da E.C.

      Jesus, nessa ocasião, já devia ter quase um ano, tanto que Herodes, tendo averiguado cuidadosamente sobre o aparecimento da estrela(Mt 2,7), mandou matar todos os meninos de Belém até os dois anos, dando boa margem, a fim de que o temido Rei dos judeus não escapasse da matança .(cf. Lc 2,1-2).

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  2. PALMAS E GLÓRIAS A DEUS NOSSO PAI!

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  3. Boa Tarde
    Muito emocionante a colocação da matéria
    Chorei de emoção Viajei no tempo com aqueles que esperavam o Messias O Rei dos reis
    Me senti envolvida pelas estrelas
    Fico mais tempo olhando para o Céu nas noites estreladas
    Imagino a estrela de Belém a me guiar até Jesus
    Minha imaginação vai além de mim mesma
    Deus seja louvado por vocês
    Abraço Fraterno

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